Adelson Elias Vasconcellos.
No fundo detesto empregar o chavão do “eu bem que avisei”. Considero isto, em determinadas circunstâncias, uma certa arrogância, uma espécie de pose de sabedoria superior. Porém, há ocasiões que é impossível fugir, quanto mais se estamos diante de uma calamidade de gravíssimas conseqüências.
Ao longo de seus 508 anos de existência, nem sempre o Brasil teve a extensão territorial de hoje. Porém, a exceção do Acre, o restante foi fruto em grande parte da ação colonizadora de Portugal que viu indispensável a ocupação para conservar sob seu poder este país continente.
Desde há muito tempo, a cobiça internacional sobre a Região Amazônica é incontestável. Em nome de qualquer palavra de efeito que se vendem para as manchetes da mídia, no fundo, o que se mascara com tais diatribes, é sim o enorme desejo de se furtar da propriedade do povo grande parte daquela região.
Estamos advertindo há muito tempo que o governo Lula cometeu um pecado que nos pode custar a entrega de pelos menos 13% do nosso atual território, à cobiça da comunidade internacional. Os piratas da riqueza alheia. Tudo porque, em 2005, sem discutir com quem quer que seja, e sem se dar ao trabalho de informar ao país, e até se fosse o caso, submeter a referendo popular, se o Brasil deveria ratificar o miserável do tratado de Autodeterminação das Nações Indígenas, que ele acabou assinando. Desde então, estamos denunciando aqui que, a cessão irresponsável e inconseqüente de cada vez maior números de áreas aos índios, acabará, caso o tal tratado se consagre, em fragmentar irremediavelmente o território brasileiro em várias nações independentes.
O que irrita é que situações como essa, como a que recentemente noticiamos aqui sobre a ação terrorista e de guerrilha promovida pela LCP (Liga de Camponeses Pobres), que nada mais é do a versão tupiniquim da congênere FARC colombiana, pouco visibilidade recebem da mídia nacional. É como se “alguém” mais realista do que o rei, considerasse o assunto como uma fantasia impossível de acontecer dentro do país. O pior, senhores, é que não se trata de fantasia, é uma realidade macabra que, além de por em risco a soberania nacional sobre mais de 10% de sua área geográfica, grande parte na Amazônia, põe em risco, como as ações da tal liga, a própria estabilidade institucional do Brasil. E não se vê nenhum movimento de denúncia e protesto contra tais atentados.
Um dos casos emblemáticos muitas vezes aqui debatido, é a situação de risco do estado de Roraima, em que atualmente apenas 12% do total de sua área é destinado à sua população, ficando todo o restante sob reservas de preservação ou áreas indígenas. Em relação à esta última, a bomba prestes a explodir é a que diz respeito a Reserva Raposa do Sol, que trataremos mais adiante em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, mas que já alertamos há muito para os seus perigos reais.
Hoje, na edição do Tribuna da Imprensa, uma série de reportagens trazem este alerta. Menos mal. Agora já se somam estas, mais a da Revista Istoé aqui reproduzida sobre a liga ECP, e a bomba relógio da reserva Raposa do Sol do Estadão. Ainda é pouco. É precisa se dar maior visibilidade ao que está acontecendo, porque os fatos todos são desconhecidos pela maioria do povo brasileiro, legítimo e único proprietário dos nossos mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados.
É estarrecedor que isto ocorra sob o conhecimento de nossos governantes e deles não se vê uma miserável ação em defesa de nossa soberania, como se tal esfacelamento fizesse parte de seu projeto de poder. Como ainda não se nota, a não ser pelo esforço isolado do senador Arthur Virgílio, nenhuma providência, nenhum movimento de protesto ou pedido de explicações do Congresso para esta ação que se pode classificar como “traição à pátria”, e que está sendo conduzida pelo Executivo. Onde está a ministra Marina da Silva, que se elegeu senadora justamente pela intransigente defesa da Região Amazônica e sua população, eternamente esquecida pelo Estado ? Por que, neste instante, não se ouve sua voz ? Que silêncio conivente é este que permite nossa soberania ser ameaçada dentro do própria território brasileiro? Onde estão as ONG’s que, apenas nos últimos anos, mamaram mais de 32 bilhões de reais dos cofres públicos sem devolver em serviços absolutamente nada para o País? Onde estão os militares que não denunciam este crime que se comete sob a conivência criminosa das autoridades brasileiras, apesar dos alertas e avisos que não param de chegar ?
Absurdo o que se está fazendo, inacreditável o que se está deixando de fazer pelo Brasil !!!
Ainda no período eleitoral de 2006, quando criticávamos duramente o então candidato tucano, Geraldo Alckmin, sobre sua incipiente campanha, advertíamos que se corria o risco de aquela ser a última eleição presidencial a se realizar no Brasil que conhecíamos. Justamente porque temíamos que o tratado assinado por Lula, em 2005, quanto à Autodeterminação da Nações Indígenas, poderia representar, em futuro próximo, a fragmentação do território brasileiro em várias nações. E, na velocidade que os fatos estão ocorrendo, não vemos motivos para retirarmos aquela apreensão, dada a ameaça que ela ainda representa, dada a inanição do Governo Lula, mas sobretudo, também, dada a velocidade com que fatos novos vão se somando para tornar o perigo mais próximo, com um desenlace desagradável cada mais iminente.
O que também impressiona nesta história, é que até hoje não se encontrou uma única justificativa plausível para que se faça tanta doação de terras para tão poucos índios. Até aqui, o que se dizia, é que os índios cuidam melhor das terras. Mentira. Índio não tem atividade econômica nenhuma. Não fosse pela ação da FUNAI a maioria estaria morrendo de fome. Segundo, é comum na Amazônia encontrarmos índios negociando terras para a exploração de arrendatários, muitas vezes de forma ilegal, já que fruto destas negociatas saem do país imensas riquezas minerais e vegetais, como a madeira, que são contrabandeadas a preço de meia banana. Terceiro, como índio não tem exército, tampouco armas, se tornam presas fáceis, da ação inescrupulosas de “missionários” e ONGs.
Estrategicamente,portanto, representou um grave erro a cessão de áreas ricas em minerais, muitos dos quais raríssimos no mundo, e a maioria de alto valor comercial, sob o argumento de que os indígenas cuidariam melhor do que os “brancos”. Pelo contrário. Eles é que não têm a menor condição de preservar. Se em 1998, o Brasil assinou um protocolo sobre o Tratado, serviu para arrefecer a pressão internacional. Contudo, deveríamos ter em 2005 nos negado a ratificar os termos em que o Tratado estava posto, por ser ele contrário aos interesses do país. E sua validação só não assumiu caráter definitivo, em grande parte, pela reação dos EUA, que se negou em ratifica-lo, o mesmo que deveríamos ter feito, mas Lula seguiu em frente. E, também, porque ele precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que esperamos que tal não ocorra.
E para que vocês possam ter uma idéia da grandiosidade da encrenca, podemos resumir a seguinte situação: atualmente, o Brasil tem 600 áreas de reservas indígenas, que abrigam 480 mil índios, divididos em cerca de 227 povos diferentes, espalhados numa área de 109, o milhões de hectares, o que vem a representar exatamente os 13% da área total do país. Deste montante, 108 milhões de hectares estão esparramados no que conhecemos cpmo Amazônia Legal, constituída pelos Estados de Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre e Amazonas.
Não há como negar que o perigo é imenso, bastando olhar no mapa brasileiro o que esta região representa para não entender tanta omissão e silêncio. E todos os avisos até aqui, infelizmente, tem encontrado a porta fechada nos gabinetes do Planalto. Resta saber por quais razões ?
Em razão da característica desta edição,as reportagens tanto da Tribuna da Imprensa quanto do Estadão seguem em ordem inversa a este post, ou seja, sugerimos que a leitura se faça de cima para baixo. Segue ainda um artigo da Folha de São Paulo sobre a pirataria do Planalto, ao editar uma medida provisória, justamente sobre a Amazônia, que é cópia fiel de um projeto de lei que se encontra na Câmara de Deputados.
No fundo detesto empregar o chavão do “eu bem que avisei”. Considero isto, em determinadas circunstâncias, uma certa arrogância, uma espécie de pose de sabedoria superior. Porém, há ocasiões que é impossível fugir, quanto mais se estamos diante de uma calamidade de gravíssimas conseqüências.
Ao longo de seus 508 anos de existência, nem sempre o Brasil teve a extensão territorial de hoje. Porém, a exceção do Acre, o restante foi fruto em grande parte da ação colonizadora de Portugal que viu indispensável a ocupação para conservar sob seu poder este país continente.
Desde há muito tempo, a cobiça internacional sobre a Região Amazônica é incontestável. Em nome de qualquer palavra de efeito que se vendem para as manchetes da mídia, no fundo, o que se mascara com tais diatribes, é sim o enorme desejo de se furtar da propriedade do povo grande parte daquela região.
Estamos advertindo há muito tempo que o governo Lula cometeu um pecado que nos pode custar a entrega de pelos menos 13% do nosso atual território, à cobiça da comunidade internacional. Os piratas da riqueza alheia. Tudo porque, em 2005, sem discutir com quem quer que seja, e sem se dar ao trabalho de informar ao país, e até se fosse o caso, submeter a referendo popular, se o Brasil deveria ratificar o miserável do tratado de Autodeterminação das Nações Indígenas, que ele acabou assinando. Desde então, estamos denunciando aqui que, a cessão irresponsável e inconseqüente de cada vez maior números de áreas aos índios, acabará, caso o tal tratado se consagre, em fragmentar irremediavelmente o território brasileiro em várias nações independentes.
O que irrita é que situações como essa, como a que recentemente noticiamos aqui sobre a ação terrorista e de guerrilha promovida pela LCP (Liga de Camponeses Pobres), que nada mais é do a versão tupiniquim da congênere FARC colombiana, pouco visibilidade recebem da mídia nacional. É como se “alguém” mais realista do que o rei, considerasse o assunto como uma fantasia impossível de acontecer dentro do país. O pior, senhores, é que não se trata de fantasia, é uma realidade macabra que, além de por em risco a soberania nacional sobre mais de 10% de sua área geográfica, grande parte na Amazônia, põe em risco, como as ações da tal liga, a própria estabilidade institucional do Brasil. E não se vê nenhum movimento de denúncia e protesto contra tais atentados.
Um dos casos emblemáticos muitas vezes aqui debatido, é a situação de risco do estado de Roraima, em que atualmente apenas 12% do total de sua área é destinado à sua população, ficando todo o restante sob reservas de preservação ou áreas indígenas. Em relação à esta última, a bomba prestes a explodir é a que diz respeito a Reserva Raposa do Sol, que trataremos mais adiante em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, mas que já alertamos há muito para os seus perigos reais.
Hoje, na edição do Tribuna da Imprensa, uma série de reportagens trazem este alerta. Menos mal. Agora já se somam estas, mais a da Revista Istoé aqui reproduzida sobre a liga ECP, e a bomba relógio da reserva Raposa do Sol do Estadão. Ainda é pouco. É precisa se dar maior visibilidade ao que está acontecendo, porque os fatos todos são desconhecidos pela maioria do povo brasileiro, legítimo e único proprietário dos nossos mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados.
É estarrecedor que isto ocorra sob o conhecimento de nossos governantes e deles não se vê uma miserável ação em defesa de nossa soberania, como se tal esfacelamento fizesse parte de seu projeto de poder. Como ainda não se nota, a não ser pelo esforço isolado do senador Arthur Virgílio, nenhuma providência, nenhum movimento de protesto ou pedido de explicações do Congresso para esta ação que se pode classificar como “traição à pátria”, e que está sendo conduzida pelo Executivo. Onde está a ministra Marina da Silva, que se elegeu senadora justamente pela intransigente defesa da Região Amazônica e sua população, eternamente esquecida pelo Estado ? Por que, neste instante, não se ouve sua voz ? Que silêncio conivente é este que permite nossa soberania ser ameaçada dentro do própria território brasileiro? Onde estão as ONG’s que, apenas nos últimos anos, mamaram mais de 32 bilhões de reais dos cofres públicos sem devolver em serviços absolutamente nada para o País? Onde estão os militares que não denunciam este crime que se comete sob a conivência criminosa das autoridades brasileiras, apesar dos alertas e avisos que não param de chegar ?
Absurdo o que se está fazendo, inacreditável o que se está deixando de fazer pelo Brasil !!!
Ainda no período eleitoral de 2006, quando criticávamos duramente o então candidato tucano, Geraldo Alckmin, sobre sua incipiente campanha, advertíamos que se corria o risco de aquela ser a última eleição presidencial a se realizar no Brasil que conhecíamos. Justamente porque temíamos que o tratado assinado por Lula, em 2005, quanto à Autodeterminação da Nações Indígenas, poderia representar, em futuro próximo, a fragmentação do território brasileiro em várias nações. E, na velocidade que os fatos estão ocorrendo, não vemos motivos para retirarmos aquela apreensão, dada a ameaça que ela ainda representa, dada a inanição do Governo Lula, mas sobretudo, também, dada a velocidade com que fatos novos vão se somando para tornar o perigo mais próximo, com um desenlace desagradável cada mais iminente.
O que também impressiona nesta história, é que até hoje não se encontrou uma única justificativa plausível para que se faça tanta doação de terras para tão poucos índios. Até aqui, o que se dizia, é que os índios cuidam melhor das terras. Mentira. Índio não tem atividade econômica nenhuma. Não fosse pela ação da FUNAI a maioria estaria morrendo de fome. Segundo, é comum na Amazônia encontrarmos índios negociando terras para a exploração de arrendatários, muitas vezes de forma ilegal, já que fruto destas negociatas saem do país imensas riquezas minerais e vegetais, como a madeira, que são contrabandeadas a preço de meia banana. Terceiro, como índio não tem exército, tampouco armas, se tornam presas fáceis, da ação inescrupulosas de “missionários” e ONGs.
Estrategicamente,portanto, representou um grave erro a cessão de áreas ricas em minerais, muitos dos quais raríssimos no mundo, e a maioria de alto valor comercial, sob o argumento de que os indígenas cuidariam melhor do que os “brancos”. Pelo contrário. Eles é que não têm a menor condição de preservar. Se em 1998, o Brasil assinou um protocolo sobre o Tratado, serviu para arrefecer a pressão internacional. Contudo, deveríamos ter em 2005 nos negado a ratificar os termos em que o Tratado estava posto, por ser ele contrário aos interesses do país. E sua validação só não assumiu caráter definitivo, em grande parte, pela reação dos EUA, que se negou em ratifica-lo, o mesmo que deveríamos ter feito, mas Lula seguiu em frente. E, também, porque ele precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que esperamos que tal não ocorra.
E para que vocês possam ter uma idéia da grandiosidade da encrenca, podemos resumir a seguinte situação: atualmente, o Brasil tem 600 áreas de reservas indígenas, que abrigam 480 mil índios, divididos em cerca de 227 povos diferentes, espalhados numa área de 109, o milhões de hectares, o que vem a representar exatamente os 13% da área total do país. Deste montante, 108 milhões de hectares estão esparramados no que conhecemos cpmo Amazônia Legal, constituída pelos Estados de Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre e Amazonas.
Não há como negar que o perigo é imenso, bastando olhar no mapa brasileiro o que esta região representa para não entender tanta omissão e silêncio. E todos os avisos até aqui, infelizmente, tem encontrado a porta fechada nos gabinetes do Planalto. Resta saber por quais razões ?
Em razão da característica desta edição,as reportagens tanto da Tribuna da Imprensa quanto do Estadão seguem em ordem inversa a este post, ou seja, sugerimos que a leitura se faça de cima para baixo. Segue ainda um artigo da Folha de São Paulo sobre a pirataria do Planalto, ao editar uma medida provisória, justamente sobre a Amazônia, que é cópia fiel de um projeto de lei que se encontra na Câmara de Deputados.
