Adelson Elias Vasconcellos
Na edição da revista Época deste final de semana, uma reportagem de Andrei Meireles e Murilo Ramos, mostra o quanto Lula sabe do que diz quando ponta a corrupção em “toda a sociedade”.
Nem seria preciso lembrar o Luiz Inácio das toneladas de escândalos protagonizados em seu governo e nas administrações petistas pelo país. Nem seria precisa apontar o modus operandi deste bando quando chega ao poder, o modo como se refestelam nas tetas do poder, como usam e abusam das benesses que o poder lhes oferece, e depois, com a maior sem cerimônia, ficam tapando os buracos, impedindo investigações, e quando estas se tornam inevitáveis, o quanto se esmeram para que nada seja apurado, e os responsáveis, que regra geral são petistas ou se4us aliados, sejam devidamente punidos na forma da lei.
Sem dúvida que o Luiz Inácio sabe perfeitamente o que é e como se pratica a corrupção no país. Daí porque no lançamento de mais um pacote eleitoreiro, o bolsa-formação, mais um pacotinho eleitoreiro às custas da sociedade, tenha proclamado do alto de sua cretinice, que a corrupção está em toda a sociedade. É a velha tática de igualar todos nos mesmos erros. Quanto ao pacote, digo eleitoreiro porque ele poderia ter sido lançado com o pac da segurança, ou com outros três pacotes sobre o mesmo tema que Lula já disparou desde 2003. Mas segurou este pequeno detalhe, para proclama-lo justo em ano eleitoral. E ainda quer se queixar quando a oposição o acusa, assim como também o Poder Judiciário já o fez. O tal bolsa-formação já estava engatilhado para ser lançado desde o início de 2007. Retornem às notícias da época e vocês identificarão o bolsa formação lá atrás. Mas, certamente, não teria o efeito imediato de influenciar eleições.
A reportagem da revista Época a que nos referimos acima mostra justamente esta “estreita” ligação e este comportamento “vicioso” que o PT tem quando está no Poder, de tornar as relações entre o Estado e a Sociedade, as mais promíscuas possíveis.
Vocês estão lembrados do recente escândalo da FINATEC, quando seu reitor torrou a bagatela de mais de R$ 400,0 mil reais na decoração de seu apartamento, claro, às custas do Tesouro. O tal reitor é aquele que não se satisfaz com latas de lixo pobrinhas. Elas precisam custar mais de R$ 1,0 mil reais a unidade.
Pois, então: agora, o Ministério Público que já investiga a FINATEC pela maneira pouco “científica” com que emprega o dinheiro público, está convocando dirigentes do PT e da Intercop para esclarecimentos sobre os contratos com a Finatec. Surgem novos indícios de irregularidades.
Segue abaixo a reportagem.
Com a palavra, PT e Intercorp
Andrei Meireles e Murilo Ramos, Revista Época
Na quarta-feira, o consultor Luís Antônio Lima, o secretário nacional de Finanças do PT, Paulo Ferreira, e o assessor especial do Ministério da Justiça, Vicente Trevas, são esperados na sede do Ministério Público do Distrito Federal. Os três foram convocados para explicar a relação de prefeituras e governos do PT com as empresas Intercorp Consultoria Empresarial Ltda. e Camarero & Camarero, pertencentes a Luís Lima e sua mulher, Flávia Camarero. De 2001 a 2005, as duas empresas receberam pelos menos R$ 22 milhões de administrações comandadas pelo PT, como o governo do Piauí e as Prefeituras do Recife, de Vitória e São Paulo (esta, durante a gestão da atual ministra do Turismo, Marta Suplicy), pela venda de métodos “estratégicos” de gestão. Paulo Ferreira e Vicente Trevas são apontados como supostos padrinhos políticos de Luís Lima, cujos negócios com as administrações petistas são pontuados por uma coincidência: em quase todos eles, investigações do Ministério Público, de tribunais de contas e de corregedorias internas apontam irregularidades nos próprios contratos ou em sua execução.
Todos os contratos foram firmados entre governos ou empresas públicas e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB). Como ÉPOCA revelou nas últimas semanas, suspeita-se que a Finatec tenha sido usada pelas empresas de Luís Lima para fechar negócios com órgãos públicos sem precisar disputar concorrência. Suspeitas de irregularidades cercam a parceria Finatec/Intercorp desde seu primeiro contrato, celebrado com uma administração petista. Isso aconteceu em agosto de 2001, quando o Banrisul, banco público do Rio Grande do Sul, acertou a implantação de um novo modelo de gestão. Na ocasião, o governador do Rio Grande do Sul era o petista Olívio Dutra.
Na semana passada, ÉPOCA teve acesso a pareceres de técnicos do Banrisul sobre o negócio. Em um deles, o advogado do banco Paulo Roberto Lontra afirma que a Finatec não comprovou capacidade técnica para produzir modelos de gestão. “Considerando que outras empresas do mesmo tipo foram contatadas, parece-nos tratar-se de caso para uma licitação, em que o banco teria a oportunidade de exigir comprovação quanto a organização, equipe técnica, experiência, desempenho, estudos realizados etc.”, afirma o parecer de Lontra. Técnicos do Banrisul também consideraram elevado o preço cobrado pela parceria Finatec/Intercorp: R$ 410 mil. Há correspondências internas do banco que registram uma redução de preço por Luís Lima. Mesmo com o abatimento, de acordo com o que escreveram técnicos do banco, o contrato foi fechado por um valor 21% mais alto que a proposta apresentada por uma fundação ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Não houve interferência política e desconheço o parecer contrário à contratação”, disse Túlio Zamin, presidente do Banrisul em 2001.
A Intercorp estava preparada para fazer o serviço para o Banrisul? Segundo o sociólogo Eduardo Grin, principal assessor de Luís Lima na empresa, a resposta é não. “Tivemos que aprender tudo na hora. A gente nunca tinha trabalhado em banco nem tinha experiência como consultores”, disse Grin a ÉPOCA. Como, então, essa consultoria, sob a cobertura de uma fundação universitária, conseguiu fazer esse negócio e outros tantos em valores tão altos? Como foi a transformação de Luís Lima de psicólogo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a “consultor em gestão pública”, com contratos milionários com prefeituras e governos? Essas são as respostas que o promotor Ricardo Souza, responsável pela investigação sobre a Finatec no Ministério Público do Distrito Federal, espera obter nos depoimentos dos petistas Vicente Trevas e Paulo Ferreira.
Trevas disse a ÉPOCA que foi ele quem indicou Lima e a Intercorp para a Prefeitura do Recife, o primeiro grande negócio com uma administração municipal fechado pela parceria Finatec/Intercorp. Sob a gestão do prefeito João Paulo (PT), o Recife pagou R$ 9 milhões à Intercorp, por meio da Finatec. Foram dois contratos assinados em 2002 e um terceiro em 2003. “Depois disso, eu encontrei o Luís e o Eduardo Grin para conversas sobre reforma administrativa. Jantávamos juntos, mas não era uma relação empresarial”, disse Trevas ao jornal Zero Hora. Paulo Ferreira, atual tesoureiro nacional do PT, nega que tenha ajudado Luís Lima e afirma que o trabalho da Intercorp é “picaretagem”.
Outro negócio estranho na gestão Olívio Dutra foi a contratação da Finatec pelo Detran gaúcho para uma consultoria de gestão, no valor de R$ 321 mil. ÉPOCA teve acesso ao processo. O convênio foi assinado em 10 de julho de 2002 e, em seguida, publicado no Diário Oficial. No entanto, a Finatec só apresentou sua proposta para assessorar o Detran gaúcho em 26 de julho, mais de 15 dias depois da assinatura do contrato. O parecer jurídico que autorizou a dispensa de licitação é de 12 de agosto. O então diretor-geral do Detran gaúcho, Mauri Cruz, foi convocado para depor em uma CPI da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Os negócios de Luís Lima e da Finatec também estão na mira da CPI das ONGs no Congresso Nacional. Os senadores da CPI deverão votar requerimentos para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luís Lima, das empresas Intercorp e Camarero & Camarero e do ex-presidente da Finatec Antônio Manoel Dias Henriques. Criada em outubro do ano passado, a CPI pouco trabalhou nos primeiros quatro meses. As investigações só deslancharam depois do caso Finatec. Seu foco agora são as fundações vinculadas a universidades. Desde 1999, elas receberam R$ 2,3 bilhões do governo federal. Boa parte desse dinheiro, em vez de ser destinado a montar laboratórios, adquirir equipamentos de última geração e financiar pesquisas científicas, foi gasto com empresas de consultoria e complementação de renda de professores. “Temos indícios de que o que aconteceu com a Finatec pode ter ocorrido no país inteiro”, afirma o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC). “A solução é aumentar a fiscalização e criar regras para coibir os desvios de finalidade.”
Principais envolvidos:
Vicente Trevas
Assessor do Ministério da Justiça
Ex-secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, reconheceu ter indicado a Finatec/Intercorp para a Prefeitura do Recife, que pagou R$ 9 milhões à empresa de Luís Lima
Luís Lima
Dono da consultoria Intercorp
Ex-psicólogo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo (RS), virou “consultor de gestão pública”. Entre 2001 e 2005, usando a Finatec como uma espécie de fachada, faturou R$ 22 milhões em contratos com administrações do PT
Paulo Ferreira
Tesoureiro nacional do PT
Na edição da revista Época deste final de semana, uma reportagem de Andrei Meireles e Murilo Ramos, mostra o quanto Lula sabe do que diz quando ponta a corrupção em “toda a sociedade”.
Nem seria preciso lembrar o Luiz Inácio das toneladas de escândalos protagonizados em seu governo e nas administrações petistas pelo país. Nem seria precisa apontar o modus operandi deste bando quando chega ao poder, o modo como se refestelam nas tetas do poder, como usam e abusam das benesses que o poder lhes oferece, e depois, com a maior sem cerimônia, ficam tapando os buracos, impedindo investigações, e quando estas se tornam inevitáveis, o quanto se esmeram para que nada seja apurado, e os responsáveis, que regra geral são petistas ou se4us aliados, sejam devidamente punidos na forma da lei.
Sem dúvida que o Luiz Inácio sabe perfeitamente o que é e como se pratica a corrupção no país. Daí porque no lançamento de mais um pacote eleitoreiro, o bolsa-formação, mais um pacotinho eleitoreiro às custas da sociedade, tenha proclamado do alto de sua cretinice, que a corrupção está em toda a sociedade. É a velha tática de igualar todos nos mesmos erros. Quanto ao pacote, digo eleitoreiro porque ele poderia ter sido lançado com o pac da segurança, ou com outros três pacotes sobre o mesmo tema que Lula já disparou desde 2003. Mas segurou este pequeno detalhe, para proclama-lo justo em ano eleitoral. E ainda quer se queixar quando a oposição o acusa, assim como também o Poder Judiciário já o fez. O tal bolsa-formação já estava engatilhado para ser lançado desde o início de 2007. Retornem às notícias da época e vocês identificarão o bolsa formação lá atrás. Mas, certamente, não teria o efeito imediato de influenciar eleições.
A reportagem da revista Época a que nos referimos acima mostra justamente esta “estreita” ligação e este comportamento “vicioso” que o PT tem quando está no Poder, de tornar as relações entre o Estado e a Sociedade, as mais promíscuas possíveis.
Vocês estão lembrados do recente escândalo da FINATEC, quando seu reitor torrou a bagatela de mais de R$ 400,0 mil reais na decoração de seu apartamento, claro, às custas do Tesouro. O tal reitor é aquele que não se satisfaz com latas de lixo pobrinhas. Elas precisam custar mais de R$ 1,0 mil reais a unidade.
Pois, então: agora, o Ministério Público que já investiga a FINATEC pela maneira pouco “científica” com que emprega o dinheiro público, está convocando dirigentes do PT e da Intercop para esclarecimentos sobre os contratos com a Finatec. Surgem novos indícios de irregularidades.
Segue abaixo a reportagem.
Com a palavra, PT e Intercorp
Andrei Meireles e Murilo Ramos, Revista Época
Na quarta-feira, o consultor Luís Antônio Lima, o secretário nacional de Finanças do PT, Paulo Ferreira, e o assessor especial do Ministério da Justiça, Vicente Trevas, são esperados na sede do Ministério Público do Distrito Federal. Os três foram convocados para explicar a relação de prefeituras e governos do PT com as empresas Intercorp Consultoria Empresarial Ltda. e Camarero & Camarero, pertencentes a Luís Lima e sua mulher, Flávia Camarero. De 2001 a 2005, as duas empresas receberam pelos menos R$ 22 milhões de administrações comandadas pelo PT, como o governo do Piauí e as Prefeituras do Recife, de Vitória e São Paulo (esta, durante a gestão da atual ministra do Turismo, Marta Suplicy), pela venda de métodos “estratégicos” de gestão. Paulo Ferreira e Vicente Trevas são apontados como supostos padrinhos políticos de Luís Lima, cujos negócios com as administrações petistas são pontuados por uma coincidência: em quase todos eles, investigações do Ministério Público, de tribunais de contas e de corregedorias internas apontam irregularidades nos próprios contratos ou em sua execução.
Todos os contratos foram firmados entre governos ou empresas públicas e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB). Como ÉPOCA revelou nas últimas semanas, suspeita-se que a Finatec tenha sido usada pelas empresas de Luís Lima para fechar negócios com órgãos públicos sem precisar disputar concorrência. Suspeitas de irregularidades cercam a parceria Finatec/Intercorp desde seu primeiro contrato, celebrado com uma administração petista. Isso aconteceu em agosto de 2001, quando o Banrisul, banco público do Rio Grande do Sul, acertou a implantação de um novo modelo de gestão. Na ocasião, o governador do Rio Grande do Sul era o petista Olívio Dutra.
Na semana passada, ÉPOCA teve acesso a pareceres de técnicos do Banrisul sobre o negócio. Em um deles, o advogado do banco Paulo Roberto Lontra afirma que a Finatec não comprovou capacidade técnica para produzir modelos de gestão. “Considerando que outras empresas do mesmo tipo foram contatadas, parece-nos tratar-se de caso para uma licitação, em que o banco teria a oportunidade de exigir comprovação quanto a organização, equipe técnica, experiência, desempenho, estudos realizados etc.”, afirma o parecer de Lontra. Técnicos do Banrisul também consideraram elevado o preço cobrado pela parceria Finatec/Intercorp: R$ 410 mil. Há correspondências internas do banco que registram uma redução de preço por Luís Lima. Mesmo com o abatimento, de acordo com o que escreveram técnicos do banco, o contrato foi fechado por um valor 21% mais alto que a proposta apresentada por uma fundação ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Não houve interferência política e desconheço o parecer contrário à contratação”, disse Túlio Zamin, presidente do Banrisul em 2001.
A Intercorp estava preparada para fazer o serviço para o Banrisul? Segundo o sociólogo Eduardo Grin, principal assessor de Luís Lima na empresa, a resposta é não. “Tivemos que aprender tudo na hora. A gente nunca tinha trabalhado em banco nem tinha experiência como consultores”, disse Grin a ÉPOCA. Como, então, essa consultoria, sob a cobertura de uma fundação universitária, conseguiu fazer esse negócio e outros tantos em valores tão altos? Como foi a transformação de Luís Lima de psicólogo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a “consultor em gestão pública”, com contratos milionários com prefeituras e governos? Essas são as respostas que o promotor Ricardo Souza, responsável pela investigação sobre a Finatec no Ministério Público do Distrito Federal, espera obter nos depoimentos dos petistas Vicente Trevas e Paulo Ferreira.
Trevas disse a ÉPOCA que foi ele quem indicou Lima e a Intercorp para a Prefeitura do Recife, o primeiro grande negócio com uma administração municipal fechado pela parceria Finatec/Intercorp. Sob a gestão do prefeito João Paulo (PT), o Recife pagou R$ 9 milhões à Intercorp, por meio da Finatec. Foram dois contratos assinados em 2002 e um terceiro em 2003. “Depois disso, eu encontrei o Luís e o Eduardo Grin para conversas sobre reforma administrativa. Jantávamos juntos, mas não era uma relação empresarial”, disse Trevas ao jornal Zero Hora. Paulo Ferreira, atual tesoureiro nacional do PT, nega que tenha ajudado Luís Lima e afirma que o trabalho da Intercorp é “picaretagem”.
Outro negócio estranho na gestão Olívio Dutra foi a contratação da Finatec pelo Detran gaúcho para uma consultoria de gestão, no valor de R$ 321 mil. ÉPOCA teve acesso ao processo. O convênio foi assinado em 10 de julho de 2002 e, em seguida, publicado no Diário Oficial. No entanto, a Finatec só apresentou sua proposta para assessorar o Detran gaúcho em 26 de julho, mais de 15 dias depois da assinatura do contrato. O parecer jurídico que autorizou a dispensa de licitação é de 12 de agosto. O então diretor-geral do Detran gaúcho, Mauri Cruz, foi convocado para depor em uma CPI da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Os negócios de Luís Lima e da Finatec também estão na mira da CPI das ONGs no Congresso Nacional. Os senadores da CPI deverão votar requerimentos para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luís Lima, das empresas Intercorp e Camarero & Camarero e do ex-presidente da Finatec Antônio Manoel Dias Henriques. Criada em outubro do ano passado, a CPI pouco trabalhou nos primeiros quatro meses. As investigações só deslancharam depois do caso Finatec. Seu foco agora são as fundações vinculadas a universidades. Desde 1999, elas receberam R$ 2,3 bilhões do governo federal. Boa parte desse dinheiro, em vez de ser destinado a montar laboratórios, adquirir equipamentos de última geração e financiar pesquisas científicas, foi gasto com empresas de consultoria e complementação de renda de professores. “Temos indícios de que o que aconteceu com a Finatec pode ter ocorrido no país inteiro”, afirma o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC). “A solução é aumentar a fiscalização e criar regras para coibir os desvios de finalidade.”
Principais envolvidos:
Vicente Trevas
Assessor do Ministério da Justiça
Ex-secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, reconheceu ter indicado a Finatec/Intercorp para a Prefeitura do Recife, que pagou R$ 9 milhões à empresa de Luís Lima
Luís Lima
Dono da consultoria Intercorp
Ex-psicólogo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo (RS), virou “consultor de gestão pública”. Entre 2001 e 2005, usando a Finatec como uma espécie de fachada, faturou R$ 22 milhões em contratos com administrações do PT
Paulo Ferreira
Tesoureiro nacional do PT
Apontado dentro do PT como um suposto padrinho político dos negócios de Luís Lima com administrações petistas, Ferreira nega essa relação. Hoje, diz que o serviço prestado pela Intercorp é uma “picaretagem”