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No artigo anterior, "Lula e o PT o que querem ? Ditadura!" , mostramos aqui que a história do dossiê que andou sobrevoando o cenário político desde quinta-feira, era uma ameça à n0ssa democracia, ao nosso estado de direito, às nossas instituições.
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Depois, que os grampos descobertos nos telefones de três dos ministros do TSE, dentre eles o Ministro Marco Aurélio, representava um processo em curso e que desagüaria numa ruptura perigosíssima.
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Mas, se Deus não é brasileiro, sabe-se que ele deve nutrir sim uma enorme simpatia pelo povo brasileiro. As notas que se seguirão abaixo, demonstram a que ponto as pessoas são capazes de descer por sua ganância ao poder. E, desvairadamente, são capazes de jogar tudo para o alto, para, uma vez nele instalado, de lá não mais saírem. Só que, desta vez, quis o destino, que um Fiat Elba estacionasse em frente à porta do Palácio do Planalto. Pois é, foi justamente um Fiat Elba que derrubou Collor. Dentro deste carro de agora, surge o Gregório Fortunato da história: quem foi Gregório ? Gregório Fortunato (de chapéu) era o chefe da guarda pessoal de Getúlio Vargas (à frente). Mandou matar Carlos Lacerda, acabou acertando um oficial da Aeronáutica, e o chefe acabou se matando. Só que o Gregório de agora chama-se Freud,... Freud Godoy. Acho que desta vez, alegar que não sabia nada vai ficar bem mais difícil de engolir.
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Dossiê se vira contra Lula.
Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"A pretexto da inclusão de fotos do presidenciável tucano Geraldo Alckmin no dossiê negociado com um dos chefes da máfia dos sanguessugas e da suspeita de que o governo tentaria abafar o caso, o PSDB e o PFL irão hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) questionar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a 13 dias das eleições.
Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"A pretexto da inclusão de fotos do presidenciável tucano Geraldo Alckmin no dossiê negociado com um dos chefes da máfia dos sanguessugas e da suspeita de que o governo tentaria abafar o caso, o PSDB e o PFL irão hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) questionar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a 13 dias das eleições.
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Logo cedo, o advogado da coligação que apóia Alckmin apresentará queixa de crime contra o suposto envolvimento do PT na intermediação da compra de imagens, documentos e da entrevista que mostrariam proximidade do presidenciável tucano e do candidato do PSDB ao governo de SP, José Serra, com a máfia dos sanguessugas, que fraudava licitações para a compra de ambulâncias com dinheiro público.
Logo cedo, o advogado da coligação que apóia Alckmin apresentará queixa de crime contra o suposto envolvimento do PT na intermediação da compra de imagens, documentos e da entrevista que mostrariam proximidade do presidenciável tucano e do candidato do PSDB ao governo de SP, José Serra, com a máfia dos sanguessugas, que fraudava licitações para a compra de ambulâncias com dinheiro público.
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Junto com a notícia-crime, os dois partidos apresentam à Justiça Eleitoral pedido de investigação do caso. "Há um certo receio de demora da Polícia Federal em esclarecer a origem do dinheiro destinado à compra do dossiê", disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB.
Junto com a notícia-crime, os dois partidos apresentam à Justiça Eleitoral pedido de investigação do caso. "Há um certo receio de demora da Polícia Federal em esclarecer a origem do dinheiro destinado à compra do dossiê", disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB.
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"Temos a notícia de que a PF já identificou o indivíduo do PT responsável pela entrega do dinheiro e não divulgou a informação nem divulgou fotos do dinheiro", disse Jereissati sobre o R$ 1,7 milhão apreendido na sexta-feira com Valdebran Carlos Padilha da Silva e Gedimar Pereira Passos, em SP."
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"Temos a notícia de que a PF já identificou o indivíduo do PT responsável pela entrega do dinheiro e não divulgou a informação nem divulgou fotos do dinheiro", disse Jereissati sobre o R$ 1,7 milhão apreendido na sexta-feira com Valdebran Carlos Padilha da Silva e Gedimar Pereira Passos, em SP."
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Quando os fios começam a se revelar:
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Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"O advogado e ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, preso sexta-feira em São Paulo, afirmou à PF que foi "contratado pela Executiva Nacional do PT" para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fez parte entrevista acusando José Serra de envolvimento na máfia sanguessuga.
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Quando os fios começam a se revelar:
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Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"O advogado e ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, preso sexta-feira em São Paulo, afirmou à PF que foi "contratado pela Executiva Nacional do PT" para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fez parte entrevista acusando José Serra de envolvimento na máfia sanguessuga.
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Em seu depoimento, ao qual a Folha teve acesso, Gedimar declarou ter entregue R$ 1 milhão do total que seria pago aos donos da Planam (cerca de R$ 1,7 milhão) a Valdebran Padilha da Silva, intermediário da família no negócio, "no momento em que foi iniciada a entrevista entre os Vedoin e a imprensa" em Cuiabá (MT).
Em seu depoimento, ao qual a Folha teve acesso, Gedimar declarou ter entregue R$ 1 milhão do total que seria pago aos donos da Planam (cerca de R$ 1,7 milhão) a Valdebran Padilha da Silva, intermediário da família no negócio, "no momento em que foi iniciada a entrevista entre os Vedoin e a imprensa" em Cuiabá (MT).
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Os Vedoin, de acordo com Gedimar, pediram inicialmente R$ 20 milhões por "informações graves" que envolveriam "não só políticos de outros partidos, mas também do próprio PT", e referentes "não apenas ao caso sanguessuga". O valor, entretanto, "estava fora do alcance do partido".
Os Vedoin, de acordo com Gedimar, pediram inicialmente R$ 20 milhões por "informações graves" que envolveriam "não só políticos de outros partidos, mas também do próprio PT", e referentes "não apenas ao caso sanguessuga". O valor, entretanto, "estava fora do alcance do partido".
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A negociação teria prosseguido até baixar a R$ 2 milhões. Como mesmo essa quantia foi considerada elevada, o PT, segundo Gedimar, ofereceu "a uma importante revista de circulação nacional sociedade na compra das informações".
A negociação teria prosseguido até baixar a R$ 2 milhões. Como mesmo essa quantia foi considerada elevada, o PT, segundo Gedimar, ofereceu "a uma importante revista de circulação nacional sociedade na compra das informações".
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Ele disse não saber se a revista seria "IstoÉ" -que na sexta-feira chegou às bancas com entrevista exclusiva em que Luiz Antonio Vedoin acusa Serra-, "Época" "ou mesmo um grande jornal de São Paulo".
Ele disse não saber se a revista seria "IstoÉ" -que na sexta-feira chegou às bancas com entrevista exclusiva em que Luiz Antonio Vedoin acusa Serra-, "Época" "ou mesmo um grande jornal de São Paulo".
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Gedimar contou à PF que "houve um acordo entre o PT e o órgão de imprensa" e que chegaram a reunir "pouco menos de R$ 2 milhões".
Gedimar contou à PF que "houve um acordo entre o PT e o órgão de imprensa" e que chegaram a reunir "pouco menos de R$ 2 milhões".
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Segundo o depoimento, "ficou acertado que uma equipe de jornalistas se deslocaria até Cuiabá para realizar entrevista exclusiva com os Vedoin", que na ocasião apresentariam "um arsenal de documentos".
Segundo o depoimento, "ficou acertado que uma equipe de jornalistas se deslocaria até Cuiabá para realizar entrevista exclusiva com os Vedoin", que na ocasião apresentariam "um arsenal de documentos".
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Os papéis, diz Gedimar, foram mostrados aos jornalistas, mas ficaram com Vedoin, pois "só seriam entregues mediante pagamento". As informações, no entanto, se revelaram decepcionantes. Resumiam-se "a fatos já de conhecimento da sociedade em geral, de pouca importância para o PT e para o órgão de imprensa".
Os papéis, diz Gedimar, foram mostrados aos jornalistas, mas ficaram com Vedoin, pois "só seriam entregues mediante pagamento". As informações, no entanto, se revelaram decepcionantes. Resumiam-se "a fatos já de conhecimento da sociedade em geral, de pouca importância para o PT e para o órgão de imprensa".
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Interessado em receber o restante do dinheiro, Vedoin teria entregue aos jornalistas um CD-ROM que supostamente conteria as informações prometidas. Mas "os jornalistas, ao chegarem à sua base, verificaram que o CD nada continha".
Interessado em receber o restante do dinheiro, Vedoin teria entregue aos jornalistas um CD-ROM que supostamente conteria as informações prometidas. Mas "os jornalistas, ao chegarem à sua base, verificaram que o CD nada continha".
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Gedimar disse acreditar que, nesse momento, houve uma "troca de informações" entre o PT e o órgão de imprensa "no sentido de de reverem a situação", uma vez que R$ 1 milhão já havia sido entregue ao representante dos Vedoin.
Gedimar disse acreditar que, nesse momento, houve uma "troca de informações" entre o PT e o órgão de imprensa "no sentido de de reverem a situação", uma vez que R$ 1 milhão já havia sido entregue ao representante dos Vedoin.
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O depoimento de Valdebran, também lido pela Folha, indica que a decepção dos "compradores", aliada às manobras de Vedoin para satisfazê-los, foi a responsável pela permanência prolongada de Gedimar e Valdebran no hotel paulistano onde acabaram presos pela PF na madrugada de sexta-feira."
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O depoimento de Valdebran, também lido pela Folha, indica que a decepção dos "compradores", aliada às manobras de Vedoin para satisfazê-los, foi a responsável pela permanência prolongada de Gedimar e Valdebran no hotel paulistano onde acabaram presos pela PF na madrugada de sexta-feira."
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Um advogado do PT e suas causas...
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Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"O advogado criminalista Cristiano Ávila Maronna, que defende um dos presos na sexta-feira pela Polícia Federal sob suspeita de tentar comprar por cerca de R$ 1,7 milhão um dossiê contra o candidato ao governo paulista José Serra (PSDB), representa o diretório estadual do PT em um processo na Justiça Eleitoral.
Um advogado do PT e suas causas...
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Da Folha de S. Paulo, hoje:
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"O advogado criminalista Cristiano Ávila Maronna, que defende um dos presos na sexta-feira pela Polícia Federal sob suspeita de tentar comprar por cerca de R$ 1,7 milhão um dossiê contra o candidato ao governo paulista José Serra (PSDB), representa o diretório estadual do PT em um processo na Justiça Eleitoral.
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Maronna também acompanhou Vladimir Poleto, ex-assessor da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) e relacionado ao caso dos dólares de Cuba, em seu depoimento prestado à CPI dos Bingos em novembro.
Maronna também acompanhou Vladimir Poleto, ex-assessor da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) e relacionado ao caso dos dólares de Cuba, em seu depoimento prestado à CPI dos Bingos em novembro.
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Ele assina a representação movida pelo presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Paulo Frateschi, contra o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, por suposto uso eleitoral de investigações sobre o PCC.
Ele assina a representação movida pelo presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Paulo Frateschi, contra o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, por suposto uso eleitoral de investigações sobre o PCC.
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Ele também já representou o ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP) em um processo eleitoral no ano de 1998 e a deputada federal Angela Guadagnin (PT) em 2002.
Ele também já representou o ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP) em um processo eleitoral no ano de 1998 e a deputada federal Angela Guadagnin (PT) em 2002.
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Em outra ação, em que defende a vereadora de Osasco Maria José Favarão (PT), ele atuou com Hélio Silveira, atual advogado da campanha do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT)."
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Em outra ação, em que defende a vereadora de Osasco Maria José Favarão (PT), ele atuou com Hélio Silveira, atual advogado da campanha do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT)."
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Agora, Freud tem o que explicar...
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De O Estado de S. Paulo, hoje:
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"O segurança Freud Godoy, hoje assessor do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, foi procurado, e não localizado, ontem pela reportagem do Estado. Próximo a Lula, Freud trabalhou como seu segurança na campanha presidencial de 2002. Antes disso já atuava como segurança para Lula, de quem era amigo em seus tempos de sindicalista.
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Com a vitória de Lula, em janeiro de 2003, Freud foi nomeado para um cargo no gabinete pessoal do presidente na função de assessor especial, em 12 de março de 2003. Oficialmente, ele cuida da segurança da primeira-dama, Marisa Letícia, mas já foi visto cumprindo outras tarefas para o Planalto. No final de dezembro de 2002, ele acompanhava Lula em caminhadas na Granja do Torto, dias antes de sua posse.
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Uma das tarefas do segurança é o controle de manifestações em atos de que Lula participa. Freud consta da relação de 974 militantes do PT com cargos na administração federal que descontam contribuição em folha para o partido. No PT, é tido como discreto e com circulação direta não só junto a Lula, mas também com dirigentes partidários."
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Agora, Freud tem o que explicar...
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De O Estado de S. Paulo, hoje:
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"O segurança Freud Godoy, hoje assessor do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, foi procurado, e não localizado, ontem pela reportagem do Estado. Próximo a Lula, Freud trabalhou como seu segurança na campanha presidencial de 2002. Antes disso já atuava como segurança para Lula, de quem era amigo em seus tempos de sindicalista.
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Com a vitória de Lula, em janeiro de 2003, Freud foi nomeado para um cargo no gabinete pessoal do presidente na função de assessor especial, em 12 de março de 2003. Oficialmente, ele cuida da segurança da primeira-dama, Marisa Letícia, mas já foi visto cumprindo outras tarefas para o Planalto. No final de dezembro de 2002, ele acompanhava Lula em caminhadas na Granja do Torto, dias antes de sua posse.
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Uma das tarefas do segurança é o controle de manifestações em atos de que Lula participa. Freud consta da relação de 974 militantes do PT com cargos na administração federal que descontam contribuição em folha para o partido. No PT, é tido como discreto e com circulação direta não só junto a Lula, mas também com dirigentes partidários."
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Lula, agora acabou ! Vá com Deus...
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De O Estado de S. Paulo, hoje:
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"O advogado Gedimar Passos deu, em depoimento à Polícia Federal (PF) de São Paulo, o nome da pessoa do PT que teria sido a responsável pela operação de compra do dossiê contra os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e à Presidência, Geraldo Alckmin, e o ex-ministro da Saúde, Barjas Negri, também tucano. Gedimar declarou que foi a mando de um homem chamado 'Froude' ou 'Freud' que recebeu a missão de pagar R$ 1,75 milhão por documentos e informações sobre o suposto envolvimento dos políticos no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas.
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Segundo ele, consta que o mandante da operação seria dono de uma empresa de segurança 'no (eixo) Rio de Janeiro/SP'. Ele também afirmou que não sabe dizer se 'Froude' ou 'Freud' tem influência no PT, mas a polícia já trabalha na identificação do responsável. Há pistas que apontam para Freud Godoy, atual assessor do Gabinete da Presidência e ex-coordenador de segurança das quatro campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. É uma espécie de fiel escudeiro do presidente desde a década de 80. Segundo informações de funcionários do Diretório Nacional do PT de São Paulo, Freud é sócio de uma empresa de segurança que presta serviços ao partido. Ele foi procurado, mas não foi localizado ontem pelo Estado
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Gedimar e o empresário petista Valdebran Padilha foram presos na sexta em São Paulo com R$ 1,75 milhão, em notas de real e dólar. Eles estavam em um hotel da zona sul e tinham agendado encontro com Luiz Antônio Vedoin e o tio dele, Paulo Roberto Trevisan, que teriam dossiê supostamente capaz de relacionar Serra e Alckmin com a venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras. Vedoin é dono da Planam, empresa que vendia os veículos e era o pivô do chamado esquema dos sanguessugas."
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Lula, agora acabou ! Vá com Deus...
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De O Estado de S. Paulo, hoje:
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"O advogado Gedimar Passos deu, em depoimento à Polícia Federal (PF) de São Paulo, o nome da pessoa do PT que teria sido a responsável pela operação de compra do dossiê contra os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e à Presidência, Geraldo Alckmin, e o ex-ministro da Saúde, Barjas Negri, também tucano. Gedimar declarou que foi a mando de um homem chamado 'Froude' ou 'Freud' que recebeu a missão de pagar R$ 1,75 milhão por documentos e informações sobre o suposto envolvimento dos políticos no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas.
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Segundo ele, consta que o mandante da operação seria dono de uma empresa de segurança 'no (eixo) Rio de Janeiro/SP'. Ele também afirmou que não sabe dizer se 'Froude' ou 'Freud' tem influência no PT, mas a polícia já trabalha na identificação do responsável. Há pistas que apontam para Freud Godoy, atual assessor do Gabinete da Presidência e ex-coordenador de segurança das quatro campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. É uma espécie de fiel escudeiro do presidente desde a década de 80. Segundo informações de funcionários do Diretório Nacional do PT de São Paulo, Freud é sócio de uma empresa de segurança que presta serviços ao partido. Ele foi procurado, mas não foi localizado ontem pelo Estado
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Gedimar e o empresário petista Valdebran Padilha foram presos na sexta em São Paulo com R$ 1,75 milhão, em notas de real e dólar. Eles estavam em um hotel da zona sul e tinham agendado encontro com Luiz Antônio Vedoin e o tio dele, Paulo Roberto Trevisan, que teriam dossiê supostamente capaz de relacionar Serra e Alckmin com a venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras. Vedoin é dono da Planam, empresa que vendia os veículos e era o pivô do chamado esquema dos sanguessugas."
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Histeria denuncista?
Histeria denuncista?
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Pois é, no artigo anterior, falamos sobre Ricardo Berzoini e sua confusão. Tarso Genro, ao longo do dia, ainda tentava reverter aquilo que estava para acontecer, ou seja, com a verdade descoberta, tudo voltar-se para cima de quem montou toda a farsa dos dossiês. Tentava articular petardos contra Serra e Alckimin, assim como Berzoini já atentara, Mercadante também. Porém, os fios do destino tecem costuras um pouco diferentes das que os homens desejam. E fazem cair os véus dos mistérios, mostrando a verdadeira face da empulhação.
De O Estado de S. Paulo, hoje:
"O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, repudiou ontem o uso de qualquer tipo de denúncia ou dossiê como arma para interferir no processo eleitoral e defendeu a punição dos envolvidos na produção e tentativa de distribuição desse tipo de material. Na avaliação dele, procedimentos dessa natureza apenas contribuem para desgastar o processo democrático e deslegitimar a disputa eleitoral. 'Qualquer compra ou montagem de dossiês desse tipo é ilegal, antidemocrática e deve ser punida', afirmou Tarso, que passou o final de semana em Porto Alegre e conversou por telefone com o Estado.
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Para ele, a proximidade das eleições impede que qualquer informação contida no dossiê criado com o objetivo de atingir os tucanos José Serra, que disputa o governo paulista, e Geraldo Alckmin, que concorre à Presidência, seja comprovada antes do pleito de outubro. Isso, por si só, já é motivo suficiente para que o material não seja usado por qualquer candidato, de qualquer partido, na avaliação do ministro. 'O ponto de partida deve ser a presunção de inocência', afirmou Tarso.
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Seguindo esse mesmo raciocínio, Tarso evitou avaliar diretamente a suspeita de que o PT estaria por trás da negociação de compra do material. Mesmo assim, ele apontou que existem sinais claros de que a negociação dessas informações foi conduzida por pessoas que têm por único objetivo defender seus próprios interesses, utilizando-se da proximidade da eleição para isso. 'Onde há dinheiro envolvido, há interesses escusos', completou o ministro.
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(...)
Tarso comparou as denúncias lançadas desde o final da semana passada contra os candidatos tucanos às dificuldades atravessadas pelo PT desde a eclosão da crise política do mensalão, em junho do ano passado. Todos esses episódios, segundo ele, são reflexos de uma 'histeria denuncista' que se formou no Brasil há mais de um ano e da qual a sociedade como um todo deve se defender. 'A sociedade deve se proteger contra esse tipo de atitude', completou."
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Pois então senhor Tarso Genro, quem são os histéricos ? Quem haveria de patrocinar dossiês absolutamente mentirosos, inconsistentes, falsos com o propósito vil de e para prejudicar a Serra e Alckimin, em cujas biografias não vê as manchas que se lhes tentou colar ? Fica-nos difícil, face as investigações da tão proclamada eficência da Polícia Federal, feita e decantada pelo ainda presidente Lula, achar que a PF possa ter trocado de lado. Não esquecendo nunca de que seu chefe supremo é o Ministro Márcio Tomaz Bastos, aquele da Justiça.
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Durante anos, o PT patrocinou ações deste tipo, e nunca se reuniram tantas provas conclusivas de sua participação. Agora, bastou eficiência da Polícia Federal para toda a lama acumulado ao longo de todos estes anos pudessem mostrar as digitais do PT num sórdido episódio pelo qual a ganância pelo Poder, acabou traindo seus próprios protagonistas. Tendo já quase assegurada a Presidência da República, quis o PT assegurar o governo de São Paulo, onde Mercadante tem perdido, nas pesquisas, de goleada para Serra. Seriam pelo menos tres as derrotas para o PT: perder sua hegemonia no Rio Grande do Sul, e ver o PSDB comandando os estados de Minas Gerais, com Aécio Neves, e o de São Paulo, com José Serra. E aí, a ambição desenfreada, acabou falando mais alto do que a razão.
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Só resta ao Ministério Público, Tribunal Superior Eleitoral e Polícia Federal darem seguimento às investigações para instruir um processo de impeachment que agora não se vê como evitar. O melhor seria o TSE pura e simplesmente impugnar a candidatura de Lula: seria menos doloroso para o país. Ou, apostarmos na integridade de Lula, que ao contrário de Getúlio Vargas, poderia por si só não traumatizar o Brasil com um gesto insano: poderia simplesmente renunciar ele próprio ao mandato e a candidatura. Liberando o Brasil para retomar sua vida normal. E vivam nossas instituições, por assegurarem nossa democracia.
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E a você, presidente Lula, vá com Deus, e por favor, tenha respeito pelo Brasil. Sua máscara tendo sido arrancada, não nos envergonhe mais. Ou renuncie, ou saia disputa eleitoral. Pelo bem do Brasil !
