sexta-feira, dezembro 24, 2010

ILUMINE-SE !




"Não existe um Caminho para a PAZ. A PAZ é o Caminho!!!" - Mahatma Gandhi

Eu creio, e você?

...acredita que Jesus, nosso Irmão e Mestre Divino, ao anunciar a sua Boa Nova, feita de amor e paz, nos mostrou o verdadeiro caminho?

... acredita que, fora da palavra do Senhor, haja alguma salvação?

... acredita que a felicidade é construída apenas de boas obras, boas ações, de afeição e caridade, de fraternidade e a cotidiana pratica do bem em favor do nosso próximo?

… acredita que somos filhos e filhas da Luz, irmãos em Jesus, embalados no supremo equilíbrio da existência emanadas do Criador?

Então, se crês ao menos neste dia em que lembramos e comemoramos o nascimento de Jesus menino, lembremos todas as lições que Ele nos deixou por herança; pratiquemos cada bem aventurança na simplicidade de sermos todos frutos de um só único gesto do sopro divino, e comecemos purificando nosso espírito permitindo que o tesouro abrigado e, por vezes escondido, no fundo de nossos corações se aflore, permitindo que em nossos braços se abriguem todos os abraços, e de cada um, parta uma invisível e acolhedora luz de bondade em favor não apenas dos que amamos, mas, sobretudo, dos que estão cegos e sem fé, desvalidos e famintos de amor.

Façamos de nós mesmos um abrigo de paz, amor e esperança. E que nossa crença no Evangelho de Cristo, seja a luz do caminho e a verdade de nossas vidas.

Eu creio que é possível, muitos outros também, e você que não acredita, renasça para a Luz nesta Natal e seja muito feliz.

Seja, enfim, seu próprio Papai Noel e ILUMINE-SE!

COMENTANDO A NOTÍCIA deseja a todos os seus amigos e leitores um felicíssimo natal. Com muita luz e paz!

I BELIEVE IN YOU - IL DIVO AND CELINE DION

Que presente de Natal o meu!

Ignácio de Loyola Brandão - O Estado de S.Paulo

Meu presente de Natal chegou adiantado. Semana passada o e-mail de uma senhora de 78 anos entrou em meu computador. No mesmo instante, 40 anos se evaporaram e me vi na redação da revista Claudia, então na Marginal, Freguesia do Ó. Anos 70. Uma tarde, Thomaz Souto Correa, diretor, passou pela minha mesa: "Estamos recebendo um número enorme de cartas com leitoras enviando contos. Precisamos responder. Fique com essa incumbência. Responda todas!" Havia essa preocupação, a interação com as leitoras. Não havia e-mails, fax, computadores, era máquina de escrever, papel timbrado, selo, cola, correio. Não achei uma tarefa desagradável, sou curioso, lia besteiras aterrorizantes, mas lia coisas razoáveis, curiosas, boas.

Via a imaginação das leitoras desfilando pela minha mesa, sonhos, fantasias, queixas, projetos. Um dia, apanhei um conto bom, apenas mal estruturado. A mulher do interior (qual cidade?) sabia o que queria dizer, elaborava personagens, tinha noção da condição feminina. Respondi, elogiei, fiz sugestões. A resposta demorou, o conto voltou reescrito. A demora, ah, a demora. Vocês nem imaginam por que demorava.

Minha resposta tinha ido para a casa de uma amiga da leitora que a entregava em momento propício, quando o marido da contista não estava em casa. Ele, como homem, dono da casa e talvez pensando que mandasse na mulher e nos sonhos dela, a tinha proibido de escrever. Encontrara uns escritos, rasgara, indagara: qual é? O que ela pensava?

No entanto, a leitora continuou a escrever. Refez o conto, mandou, fiz novas anotações, ela estava a um passo do muito bom. Nova demora, meses passaram. Outra carta. Então, fiquei sabendo as condições em que ela escrevia. Era à noite. Quando a casa se aquietava, ela esperava o marido ir para a cama, ia junto, dava um tempo. Quando percebia que ele dormia pesado, saía, trancava a porta do quarto, ia para a cozinha, fechava a porta, cuidava para que ruídos não vazassem. Cobria a mesa com um cobertor grosso (medo do barulho), levava o abajur para baixo da mesa, ajeitava-se e escrevia. Já vi na minha vida todo tipo de refúgios para escrever, mas este bateu tudo, ganhou. Porque era a escritura sob repressão. Mas ela desafiava o totalitarismo, a rudeza, e escrevia até a madrugada. Com fita-crepe escondia tudo embaixo da mesa.

Ela deixou aquele conto de lado, mas tentei novos contatos, queríamos que ela nos deixasse contar a história dela na revista, num número especial dedicado à condição feminina. Teria junto o comentário de Carmen da Silva, uma das jornalistas que desbravaram o mundo feminino, carregando bandeiras que a tornaram querida pelas mulheres, odiada pela ditadura, mal vista, visada. Carmen foi uma brava - morreu de câncer, nova ainda - e doce figura! Mas a leitora disse não, complicaria demais a vida dela, que não era fácil. Uma de minhas últimas cartas foi: "Pelo amor de Deus, não pare de escrever! Nunca." Depois, o silêncio.

Passaram-se 40 anos. Deixei Claudia, fui para Planeta, Ciência & Vida, Vogue, escrevi meus livros. Nós, escritores, sempre nos perguntamos: quem é atingido por aquilo que escrevemos? A quem chegam nossas palavras, escritos? Em quem repercute o que dizemos em palestras, conversas, bate-papos? É um dos mistérios deste ofício. De maneira que, quando temos uma resposta, é preciso se alegrar. É o que faço agora com o e-mail de Maria Olimpia, chegado semana passada. A melhor coisa deste ano, dos últimos anos. Ela escreveu:

"É provável que você não se lembre de mim, pois tivemos um contato há cerca de 40 anos atrás, quando você trabalhava na revista Claudia. Esta revista oferecia uma oportunidade a escritores novos e mandei um conto para ela. Junto foram algumas informações sobre mim e expliquei que escrevia na "calada da noite" escondida do meu marido. Ele não me "permitia" ser uma escritora. E, para minha surpresa e alegria, recebi de você, a sugestão de contar na Claudia a minha história. Isto não aconteceu, mas, dentro de mim, você, colocou a semente da coragem para continuar tentando.

Hoje, dia 10/12, ganhei de presente o livro Ruth Cardoso, Fragmentos de Uma Vida, escrito por você. Fiquei emocionada. Estou com 78 anos e, hoje, viúva, morando em Visconde de Mauá, sou uma escritora e me dedico à literatura. Já vendi 600 exemplares de meu livro A Cozinheira e o Visconde. Sou "Chef de cozinha", mas, jurei a mim mesma que, ao fazer 80 anos, deixarei a cozinha e trocarei, definitivamente, a colher de pau pela caneta(ainda uso, digito muito mal no computador). Fico feliz, em poder agradecer a você, o bem que me fez com seu apoio e estímulo, embora esteja fazendo isto 40 anos depois. Carinhosamente, Maria Olimpia."

Um Conto de Natal

A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal.

Claro que não odiava o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais.

Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se havia esquecido.

Sabendo como ele se sentia, um certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike.

A inspiração veio de uma forma um tanto incomum.

O filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola. Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma associação da parte mais pobre da cidade. Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços. Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.

Quando o jogo acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles. Foi então que Mike balançou a cabeça, triste, e falou: queria que pelo menos um deles tivesse ganhado. Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.

Mike adorava crianças.Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei.

Foi aí que a esposa teve a ideia.

Naquela tarde, foi a uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais e enviou, sem se identificar, para a associação que patrocinava aquela equipe.

Na véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele. O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal.

No ano seguinte, ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais.

No outro, enviou um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa em um incêndio na semana anterior ao Natal.

O envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família.

Os filhos deixavam de lado seus brinquedos e ficavam esperando o pai pegar o envelope e revelar o que tinha dentro.

As crianças foram crescendo. Os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto.

Até que no ano passado, Mike morreu. Chegou a época do Natal e a esposa estava se sentindo muito só. Triste. Quase sem esperanças. Mas, na véspera do Natal, ela preparou o envelope como sempre.

Para sua surpresa, na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto dele. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope para o pai.

O verdadeiro espírito do Natal é o amor. Que nesta época, pelo menos, possamos exercitar nossa capacidade de doação.

Muito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o Natal significa viver a mensagem do divino aniversariante, lançada há mais de 2000 anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações...

Uma visita inesperada




Foi na noite de Natal. Um anjo apareceu a uma família muito rica e falou para a dona da casa. - Trago-te uma boa notícia: esta noite o Senhor Jesus virá visitar a tua casa!

Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Encomendou frangos, assados, conservas, saladas e vinhos importados.

De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.

- Senhora, - disse a pobre mulher, - Será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar.

- Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante.

A pobre mulher retirou-se. Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta. - Senhora, - disse ele, - O meu camião avariou aqui mesmo em frente à sua casa. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?

A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.

- Você pensa que minha casa é o quê? Vá procurar um telefone público... Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!

E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os coquetéis.

Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada. E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...

- Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!

- Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantámos?! Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não te posso dar atenção.

Finalmente o jantar ficou pronto. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia. Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.

De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.

- Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela. - Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Por que é que você fez essa brincadeira comigo?

- Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para enxergar. - explicou o anjo. - Jesus esteve aqui em sua casa três vezes: na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.

A magia do Natal em canções – I ...




NOSSA SENHORA - ROBERTO CARLOS


 

WHITE CHRISTMAS – IL DIVO

SILENT NIGHT  - OLIVIA NEWTON-JOHN


AVE MARIA - IL DIVO

WHEN A CHILD IS BORN - IL DIVO


SILENT NIGHT  - IL DIVO

Ilumine o Natal...

Ilumine o Natal com esperança de amor,
Esperança de dias melhores.
Ilumine um olhar, com cumprimentos de felicidades e de paz.
Ilumine seus dias, para sejam lembrados, os melhores momentos de alegria.
Ilumine sua família, para que não esqueçam que a base de tudo é amor e
compreensão.

Ilumine seu Natal, para que não seja mais uma festa, e sim uma lembrança de uma época inesquecível e abençoada.
FELIZ NATAL!!!!

Amor...
O mais puro dos sentimentos,
A mais bela das palavras, a mais forte das emoções...
E parece que nesta época do ano,
O mundo fica mais colorido, mais cheio de vida,
Talvez seja a presença dos anjos,
Que com o ruído doce do bater de suas asas
Espalhem luz e cor, onde quer que estejam,
E com certeza, foram esses mesmos anjos
que trouxeram você para mim.

Para encher a minha vida de alegria e emoção,
e como é Natal, meu amor por você não poderia estar maior.
Minha felicidade com a sua presença
cresce a cada momento, e é por isso,
que eu desejo a você:
PAZ, SAÚDE, AMOR,
SORTE, PROSPERIDADE, SUCESSO,

E que os anjos estejam sempre abençoando
nossas vidas,
neste, e em todos os natais que possamos
vir a passar juntos.

Feliz Natal !



ENTÃO É NATAL - Simone




O HOLY NIGHT – IL DIVO

A jornada redentora (*)

Aberta a doce conversação da noite, em torno da Boa Nova, a esposa de Zebedeu perguntou, reverente, dirigindo-se a Jesus:

- Senhor, como se verificará nossa jornada para o Reino Divino?

O Cristo pareceu meditar alguns momentos e explanou:

- Num vale de longínquo país, alguns judeus cegos de nascença habituaram-se à treva e à miséria em que viviam, e muitos anos permaneciam na furna em que jaziam mergulhados,quando iluminado irmão de raça por lá passou e falou-lhes da profunda beleza do Monte Sião, em Jerusalém, onde o povo escolhido adora o Supremo Pai. Ao lhe ouvirem a narrativa, todos os cegos experimentaram grande comoção e lastimaram a impossibilidade em que se mantinham. O vidente amigo, porém, esclareceu-lhes que a situação não era irremediável. Se tivessem coragem de aplicar a si mesmos determinadas disciplinas, com abstinência de variados prazeres de natureza inferior a que se haviam acostumado nas trevas, poderiam recobrar o contato com a luz, avançando na direção da cidade santa.

A maioria dos ouvintes recebeu as sugestões com manifesta ironia, assegurando que os progenitores e outros passados haviam sido igualmente cegos e que se lhes afigurava impossível a reabilitação dos órgãos visuais.

Um deles, porém, moço corajoso e sereno, acreditou no método aconselhado e aplicou-o.

Entregou-se primeiramente às disciplinas apontadas e, depois de quatro anos de meditação, trabalho intenso e observação pessoal da Lei, com jejuns e preces, obteve a visão.

Quase enlouqueceu de alegria.

Em êxtase, contou aos companheiros a sublimidade da experiência, comentando a largueza do céu e a beleza das árvores próximas; contudo, ninguém acreditou nele.

Não obstante ser tomado por demente, o rapaz não desaminou.

Agora, enxergava o caminho e conseguiria avançar.

Ausentou-se do vale fundo, mas, sem qualquer noção de rumo, vagueou dias e noites em estado aflitivo. Atacado por lobos e víboras em grande número, usava a maior cautela, reconhecendo a própria inexperiência, até que, em certa manhã, abeirando-se de um esconderijo cavado na rocha, para colher mel silvestre, foi aprisionado por um ladrão que lhe exigiu a bolsa; entretanto, como não possuísse dinheiro, deixou-se escravizar pelo malfeitor que, durante cinco anos, sucessivos, o reteve em trabalho incessante. O servo , porém, agiu com tamanha bondade, multiplicando os exemplos de abnegação, que o espírito do perseguidor se modificou, fazendo-se mais brande e reformando-se para o bem, restituindo-lhe a liberdade.

Emancipado de novo, o crente fiel recomeçou a jornada, porque a ânsia de alcançar o templo divino povoa-lhe a mente.

Pôs-se a caminho, distribuindo fraternidade e alegria com todos os viajores que lhe cruzassem a estrada, mas, atingindo um vilarejo onde a autoridade era exercida com demasiado rigor, foi encarcerado como sendo um criminoso desconhecido; no entanto, sabendo que seria traído pelas próprias insuficientes, caso buscasse reagir, deixou-se trancafiar até que o problema fosse resolvido, o que reclamou longo tempo. Nunca, entretanto, se revelou inativo no exercício do bem. Na própria cadeia que lhe feria a inocência, encontrou vastíssimas oportunidades para demonstrar boa-vontade, amor e tolerância, sensibilizando as autoridades, que o libertaram enfim.

O ideal de atingir o santuário sublime absorvia-lhe o pensamento e prosseguiu na marcha; todavia, somente depois de vinte anos de lutas e provas, das quais sempre saía vitorioso, é que conseguiu chegar ao Monte Sião para adorar o Supremo Senhor.

O Mestre interrompeu-se, vagueou o olhar ela sala silenciosa e rematou:

- Assim é a caminhada do homem para o Reino Celestial.

Antes de tudo, é preciso reconhecer a sua condição de cego e aplicar a si mesmo os remédios indicados nos mandamentos divinos. Alcançado o conhecimento, apesar da zombaria de quantos o rodeiam em posição de ignorância, é compelido a marchar por si mesmo, e sozinho quase sempre, do escuro vale terrestre para o monte da claridade divina, aproveitando todas as oportunidades de servir, indistintamente, ainda mesmo aos próprios inimigos e perseguidores. Quando o seguidor do bem compreende o dever de mobilizar todos os recursos da jornada, em silêncio, sem perda de tempo com reclamações e censuras, que somente denunciam inferioridade, então estará em condições de alcançar o Reino, dentro do menor prazo, porque viverá plasmando as próprias asas para o voo divino, usando para isso a disciplina de si mesmo e o trabalho incessante pela paz e alegria de todos.

(*) Extraído do Livro “Jesus no Lar”, de Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier.


OH, HOLY NIGHT - CELINE DION

Menino Jesus

Paulo Coelho (*) 

Nossa Senhora, com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um chegava diante da Virgem para prestar sua homenagem. Um declamou belos poemas, outro mostrou suas iluminuras para a Bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o Menino Jesus.

No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.

Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador de seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo malabarismos, que era a única coisa que sabia fazer.

Foi só neste instante que o Menino Jesus sorriu, e começou a bater palmas no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco o menino.

(*) Trecho extraído do livro O Alquimista, de Paulo Coelho

Conto de Natal

Rubem Braga (*)

Sem dizer uma palavra, o homem deixou a estrada andou alguns metros no pasto e se deteve um instante diante da cerca de arame farpado. A mulher seguiu-o sem compreender, puxando pela mão o menino de seis anos.

— Que é?

O homem apontou uma árvore do outro lado da cerca. Curvou-se, afastou dois fios de arame e passou. O menino preferiu passar deitado, mas uma ponta de arame o segurou pela camisa. O pai agachou-se zangado:

— Porcaria...

Tirou o espinho de arame da camisinha de algodão e o moleque escorregou para o outro lado. Agora era preciso passar a mulher. O homem olhou-a um momento do outro lado da cerca e procurou depois com os olhos um lugar em que houvesse um arame arrebentado ou dois fios mais afastados.

— Péra aí...

Andou para um lado e outro e afinal chamou a mulher. Ela foi devagar, o suor correndo pela cara mulata, os passos lerdos sob a enorme barriga de 8 ou 9 meses.

— Vamos ver aqui...

Com esforço ele afrouxou o arame do meio e puxou-o para cima.

Com o dedo grande do pé fez descer bastante o de baixo.

Ela curvou-se e fez um esforço para erguer a perna direita e passá-la para o outro lado da cerca. Mas caiu sentada num torrão de cupim!

— Mulher!

Passando os braços para o outro lado da cerca o homem ajudou-a a levantar-se. Depois passou a mão pela testa e pelo cabelo empapado de suor.

— Péra aí...

Arranjou afinal um lugar melhor, e a mulher passou de quatro, com dificuldade. Caminharam até a árvore, a única que havia no pasto, e sentaram-se no chão, à sombra, calados.

O sol ardia sobre o pasto maltratado e secava os lameirões da estrada torta. O calor abafava, e não havia nem um sopro de brisa para mexer uma folha.

De tardinha seguiram caminho, e ele calculou que deviam faltar umas duas léguas e meia para a fazenda da Boa Vista quando ela disse que não agüentava mais andar. E pensou em voltar até o sítio de «seu» Anacleto.

— Não...

Ficaram parados os três, sem saber o que fazer, quando começaram a cair uns pingos grossos de chuva. O menino choramingava.

— Eh, mulher...

Ela não podia andar e passava a mão pela barriga enorme. Ouviram então o guincho de um carro de bois.

— Oh, graças a Deus...

Às 7 horas da noite, chegaram com os trapos encharcados de chuva a uma fazendinha. O temporal pegou-os na estrada e entre os trovões e relâmpagos a mulher dava gritos de dor.

— Vai ser hoje, Faustino, Deus me acuda, vai ser hoje.

O carreiro morava numa casinha de sapé, do outro lado da várzea. A casa do fazendeiro estava fechada, pois o capitão tinha ido para a cidade há dois dias.

— Eu acho que o jeito...

O carreiro apontou a estrebaria. A pequena família se arranjou lá de qualquer jeito junto de uma vaca e um burro.

No dia seguinte de manhã o carreiro voltou. Disse que tinha ido pedir uma ajuda de noite na casa de “siá” Tomásia, mas “siá” Tomásia tinha ido à festa na Fazenda de Santo Antônio. E ele não tinha nem querosene para uma lamparina, mesmo se tivesse não sabia ajudar nada. Trazia quatro broas velhas e uma lata com café.

Faustino agradeceu a boa-vontade. O menino tinha nascido. O carreiro deu uma espiada, mas não se via nem a cara do bichinho que estava embrulhado nuns trapos sobre um monte de capim cortado, ao lado da mãe adormecida.

— Eu de lá ouvi os gritos. Ô Natal desgraçado!

— Natal?

Com a pergunta de Faustino a mulher acordou.

— Olhe, mulher, hoje é dia de Natal. Eu nem me lembrava...

Ela fez um sinal com a cabeça: sabia. Faustino de repente riu. Há muitos dias não ria, desde que tivera a questão com o Coronel Desidério que acabara mandando embora ele e mais dois colonos. Riu muito, mostrando os dentes pretos de fumo:

— Eh, mulher, então “vâmo” botar o nome de Jesus Cristo!

A mulher não achou graça. Fez uma careta e penosamente voltou a cabeça para um lado, cerrando os olhos. O menino de seis anos tentava comer a broa dura e estava mexendo no embrulho de trapos:

— Eh, pai, vem vê...

— Uai! Péra aí...

O menino Jesus Cristo estava morto.

(*) Texto extraído do livro "Nós e o Natal", Artes Gráficas Gomes de Souza - Rio de Janeiro, 1964, pág. 39.

A Estrela de Natal

R. Aubim

Há muitos e muitos anos atrás, em uma cidade muito pequena, vivia uma família muito humilde, mas que sempre soube dar uma educação muito boa para seu casal de filhos: João e Elisa, com 12 e 10 anos.

O Natal se aproximava e o padre da cidade, com a colaboração de alguns membros da comunidade, resolveram montar um presépio em frente à Igreja.

Levaram muito tempo, pois as figuras tinham quase o tamanho natural. Toda a cidade estava muito animada e curiosa para ver o Presépio e participar da bênção que o padre iria dar.

Escolheram a data de 6 de Dezembro para homenagear o Dia de São Nicolau ou a chegada de Papai Noel. Data que é utilizada até os dias de hoje para se montar a árvore de Natal.

No dia da comemoração, João e Elisa se atrasaram e sairam sozinhos de casa. Correram e correram muito. Quando estavam próximos à Igreja, viram um velhinho andando com muita dificuldade, apoiado em sua bengala. Ao se aproximarem ele disse:

- Sou muito velho, e estou perdido, vocês podem me ajudar a chegar até a minha casa ? Eu moro na Rua da Esperança, número 888.

As crianças sabiam que, se ajudassem o velhinho, não conseguiriam ver a tão desejada bênção do padre.

- Elisa, é mais importante ajudar esse pobre velhinho, pois não podemos deixá-lo sozinho. - disse João.

Elisa, com lágrimas nos olhos, baixou a cabeça e concordou. Caminharam os dois levando o velhinho até a sua casa. Lá chegando ele agradeceu e disse:

- Muito obrigado, crianças. Vocês sabiam que no dia de São Nicolau, acontecem muitas coisas mágicas para aqueles que foram bons durante o ano?

Elisa muito envergonhada, disse:

- Nós fomos bons, mas fizemos algumas travessuras.

O velho, comovido, olhou para os olhos dos dois e disse:

- Corram até o presépio para a bênção, pois ainda há tempo.

Os dois se despediram e correram até a praça, mas não havia mais ninguém, só encontraram o presépio que realmente estava muito bonito. A noite estava silenciosa e apenas as estrelas os observavam, cintilando no céu.

Todos tinham trazido presentes e flores para enfeitar o presépio. Tudo estava muito bonito. Como eram pobres e não tinham nada para dar, colheram algumas ervas-daninhas que cresciam por entre as pedras do chão e as colocaram na manjedoura, com muita devoção, ao redor do Menino Jesus.

Nesse momento, perceberam que alguém se aproximava e olharam para trás. Ficaram surpresos ao ver o velho caminhando na direção deles, sem o apoio da bengala. A cada passo que ele dava, o chão se iluminava com um azul brilhante, formando uma trilha de passos azuis. As crianças ficaram olhando, e sentiam em seus corações uma alegria sem fim.

O velho disse:

- Vocês são crianças muito especiais. Todos os anos eu tenho a esperança de ainda encontrar sentimentos puros nos corações dos filhos de Deus. E vejo que ainda existe esperança. Coloquem sua mão esquerda no coração e com a direita toquem essas ervas daninhas que trouxeram como oferenda para o Filho de Deus. As crianças obedeceram e, ao tocarem nas ervas-daninhas, uma luz começou a brilhar e aos poucos foi transformando-as em uma planta muito especial com folhas vermelhas, conhecida e usada nos dias de hoje como a Estrela de Natal ou Poinsettia.

O velho se aproximou das crianças e disse:

- Vocês são um exemplo de bondade e já são abençoadas, nunca se esqueçam desse dia.

João, muito curioso, pergunta:

- Ainda não sabemos o seu nome.

O velhinho ficou uns instantes em silêncio, e disse:

- Podem me chamar de Nicolau.

Nesse momento, o bom velhinho tirou do bolso duas bengalinhas brancas de açúcar com listas vermelhas e deu uma para João e outra para Elisa. Enquanto as crianças olhavam o presente com muita emoção, não viram o velhinho se afastar.

Quando perceberam estavam novamente sozinhos, mas quando olharam melhor, ficaram surpresos ao ver que o velhinho era uma das figuras do presépio que nesse momento sorria para eles.

Já era tarde, e João e Elisa, correram para casa, ansiosos para contar a seus pais o que tinha acontecido.

Um Conto de Natal

Jack Canfield (*)

A noite é quase gelada... Contudo, Mariazinha é a menina de outras noites, que treme, tosse e caminha... Guizos longe, guizos perto...

É Natal de Paz e Amor. Há muitas vozes cantando:

- "Louvado seja o Senhor!"

A rua parece nova, qual jardim que floresceu. Cada vitrine enfeitada repete:

- "Jesus nasceu!"

Descalça, vestido roto, Mariazinha lá vai... Sozinha, sem mãe que a beije, menina triste, sem pai. Aqui e ali, pede um pão... Está faminta e doente.

- "Vadia, sai depressa!" É o grito de muita gente.

- "Menina ladra! - outros dizem. - "Fuja daqui, pata feia! Toda criança perdida deve dormir na cadeia."

Mariazinha tem fome e chora, sentindo em torno o vento que traz o aroma do pão aquecido ao forno. Abatida, fatigada, depois de percurso enorme, estira-se na calçada... Tenta o sono, mas não dorme. Nisso, um moço calmo e belo surge e fala, doce e brando:

- Mariazinha, você está dormindo ou pensando?

A pequenina responde, erguendo os bracinhos nus:

- Hoje é noite de Natal, estou pensando em Jesus.

- Não recorda mais alguém?

E ela, a chorar, disse:

- Eu penso também, com saudade, em minha mãe que morreu...

- Se Jesus aparecesse, o que é que você queria?

- Queria que ele me desse um bolo da padaria...

Depois de comer, então - E a pobre sorriu contente - queria um par de sapatos e uma blusa grande e quente... Depois... queria uma casa, assim como todos têm... Depois de tudo... eu queria uma boneca também...

- Pois saiba, Mariazinha, eu lhe digo que assim seja! Você hoje terá tudo aquilo que mais deseja.

- Mas, o senhor quem é mesmo?

E ele afirma, olhos em luz:

- Sou seu amigo de sempre, minha filha, eu sou Jesus!...

Mariazinha, encantada, tonta de imensa alegria, pôs a cabeça cansada nos braços que ele estendia... e dormiu, vendo-se outra, em santo deslumbramento, aconchegada a Jesus na glória do firmamento.

No outro dia, muito cedo, quando o lojista abre a porta, um corpo caiu de leve... A menina havia falecido.

(*) Do livro Histórias para Aquecer o Coração, de Jack Canfield

De Natal

Luiz Fernando Verissimo - O Estado de São Paulo

Não há cronista que não tenha cometido uma crônica de Natal. Alguns são reincidentes, fazem uma crônica de Natal a cada Natal - muitas vezes a mesma crônica. Ou faziam. Hoje poucos se sentem obrigados a não deixar passar a data, talvez porque tenham escasseado, com o tempo, as formas de tratar do assunto com um mínimo de criatividade. Antigamente você podia fazer da natividade uma metáfora moderna: a manjedoura como símbolo da origem humilde de um justiceiro social, José e Maria como despossuídos (os primeiros sem-teto) perseguidos pelos poderosos do dia, como hoje, etc., etc. Ou podia apelar para a crítica política indireta: os Três Reis Magos chegam à manjedoura trazendo só mirra e incenso porque tiveram que passar por Brasília e o ouro desapareceu. Uma vez descrevi a cena na manjedoura do ponto de vista dos animais, perplexos com o que veem e incapazes de compreender o momento histórico que vivem. Minha intenção, eu acho, era fazer uma divagação profunda sobre a neutralidade do mundo natural diante - ou atrás, já que só serve de cenário - dos dramas humanos, e a insignificância destes em contraste com a vasta indiferença das coisas. Ou coisa parecida. Isso tudo sem falar, claro, nas mil e uma variações sobre a figura do Papai Noel e seu saco. Tudo já foi feito. Mas, só para não deixar passar a data, aqui vai a minha crônica de Natal deste ano, na categoria reminiscências com ilações, também já muito usada.

Sempre houve árvore de Natal na nossa casa, desde os pinheirinhos da época dos móveis escandinavos, que era como minha mãe chamava os caixotes de bacalhau norueguês trazidos do mercado e transformados em mesas e estantes. Quando a situação melhorou o pinheirinho cresceu. Eventualmente, acometidos de consciência ecológica, trocamos o pinheiro de verdade por um sintético, que é o que está na sala agora, todo decorado, com uma humilde estrela na ponta onde, no Natal de 2006, tremulava uma fotografia do Gabiru, autor do gol que deu o campeonato do mundo ao Internacional naquele ano, suspiro e reticências. Minha mãe era religiosa mas o nosso Natal nunca foi religioso. Às vezes há mais amigos judeus do que cristãos no jantar da véspera, em nossa casa. E aqui entra a ilação, já que se está discutindo tanto crença e descrença em Deus. O Natal nos fornece símbolos de muito mais coisas, e coisas mais importantes, do que questões de fé. Estamos juntos, nos gostamos muito, isso é o que celebramos todos os anos. E nada mais distante de especulações teológicas do que a Lucinda rondando a árvore, tentando adivinhar quais dos presentes são seus.

A magia do Natal em canções - II …


A PAZ – ROUPA NOVA




OH, HOLY NIGHT – MARIAH CAREY



NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE ASSIM



HALLELUJAH- IL DIVO



ADESTE FIDELES – VIENA BOY CHOIR

Uma tradição que se renova

Marcelo Lima / Antena e Alex Silva / Fotos, O Estado de São Paulo

Em plena era digital, os cartões de Natal sobrevivem.
A coleção do MoMA, com exemplares de design, são prova disso

Diz a tradição que o primeiro cartão de Natal de que se tem notícia - ao menos no formato que o conhecemos hoje -_ foi encomendado por Sir Henry Cole, escritor e editor britânico, a um artista de Londres, no ano de 1843. Não fazia referência religiosa à data nem contava com ilustrações de pinheiros ou paisagens invernais. Muito ao contrário. De forma um tanto ousada para a época - basta lembrar que a rainha Vitória subira ao trono havia apenas seis anos -, trazia a assinatura de John Callcott Horsley, pintor academicista, e retratava uma família na ceia de Natal, em meio a abraços, descontração, mas, talvez, taças de vinho demais.

 

Cole foi criticado de imediato por promover a "corrupção moral" dos pequenos - a imagem produzida por Callcott Horsley incluía uma criança entre os alegres comensais da celebração natalina. Pela sua cabeça, porém, dificilmente teria passado a ideia de patentear seu invento.

Como ele poderia imaginar que, tanto tempo depois, o gesto de enviar cartões continuasse ainda tão vivo e forte? A ponto de, em plena era da comunicação eletrônica, motivar 1,5 bilhão de remessas anuais apenas nos Estados Unidos, segundo a Hallmark, uma das gigantes do setor de cartões impressos.
 

"A coleção se renova a cada ano. São tantos os detalhes que é difícil não se sentir emocionado diante de algo que você queira conservar, como acontece com um objeto de design", afirma Marco Aurélio Saad Pulchério, da Marco 500, que distribui, no Brasil, os cartões de Natal editados pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

A chave para a longa vida dos cartões de Natal da coleção do MoMA é a atualidade. Dos pioneiros do século passado, reproduzindo flores, fadas e pássaros (uma lembrança de que a primavera estava se aproximando), aos superelaborados modelos do museu nova-iorquino, há o idêntico desejo de guardar, de manter em bom estado.
 

Produzidos há mais de 50 anos, quando artistas eram convidados a criar material personalizados alusivos ao Natal, os cartões inauguraram o departamento de produtos do museu, que, a partir de então, passou a comercializar, em loja própria, artigos de uso pessoal e papelaria e objetos assinados para a casa e o escritório.

Estrelas máximas das coleções, os modelos em 3D, produzidos desde a década de 70, já se tornaram objeto de desejo dos colecionadores. Com um requinte de montagem que remete ao origami, a tradicional arte japonesa de dobradura de papel, eles contam também com uma qualidade de impressão superior, incluindo áreas metalizadas.



Há desde os modelos mais simples, que mostram uma cena assim que são abertos, aos de versão interativa. Concebidos como autênticos objetos de decoração, os cartões são apresentados em papel picotado, devendo ser destacados e montados, para só então atingir sua configuração final.

Entre as temáticas exploradas, a figura ícone do Papai Noel ou ainda muita neve e pinheirinhos, clássicas referências ao inverno no Hemisfério Norte. Mas há também motivos mais seculares e menos religiosos, sobretudo relacionados à atmosfera de brilho e fascínio que envolve a data.
 

Cubismo.
Bolas, árvores e velas aparecem, por exemplo, em formatos mais geométricos, de clara inspiração cubista, com pouca ou quase nenhuma vinculação imediata com a festa e sem espaço para demonstrações impressas de "Boas Festas" ou "Feliz Natal".

"As pessoas atribuem diferentes significados à data e comemoram o Natal das mais diversas formas. Natural, portanto, que desejem contar com maior número de opções na hora de compor uma mensagem para aqueles que gostam. E os designers já se ligaram nisso e puseram a imaginação para funcionar", argumenta Marco Aurélio.


EUA ENVIAM 1,5 BILHÃO DE CARTÕES DE NATAL TODOS OS ANOS

No Brasil, só os Correios venderam no ano passado cerca de 6 milhões de cartões e aerogramas próprios alusivos à data

Saiba mais sobre as comidinhas da ceia de Natal

Luiza Fecarotta e Marília Miragaia, Folha de são Paulo

Vejam só: o dia 25 de dezembro é tão importante para os cristãos (aqueles que seguem Jesus Cristo) que eles esperam a sua chegada acordados e já com uma mesa extensa, cheia de pratos e guloseimas para comemorar os primeiros segundos do Natal.

É nessa data que se festeja o nascimento de Jesus, que, acredita-se, é o filho de Deus que veio ao mundo para salvar a humanidade. Por isso sua chegada é tão celebrada.

Foi no ano 336 que a festa se tornou oficial e, a partir daí, começou a incorporar costumes, como o de reunir pessoas da família para o banquete natalino.

Conheça abaixo a história de algumas comidinhas que, no Brasil, geralmente fazem parte da cerimônia que celebra a chegada do Natal.

Ilustração Andréia Vieira/.
Na ceia de Natal tem tanta coisa gostosa que fica difícil de escolher o que comer primeiro

Torrone
Doce firme quando se morde. O torrone é feito de açúcar, mel, baunilha e amêndoas. Uma história conta que surgiu em 1441, quando confeiteiros fizeram uma sobremesa para o casamento de uma personalidade em Cremona, na Itália. O formato lembrava o "torazzo", ou seja, a grande torre da praça principal da cidade.

Frutas Cristalizadas
Hoje é fácil guardar um alimento sem que ele estrague, mas não foi sempre assim. Antigamente existiam algumas maneiras de conservar a comida e uma delas era cobri-la com açúcar caso das frutas cristalizadas. Nas festividades natalinas, essas frutinhas aparecem principalmente no panetone

Rabanada
Esse adorável doce natalino chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses. É feito com fatias de pão amanhecido embebido em leite e ovo, frito e polvilhado com açúcar e canela. Foi naquele país da Europa que a sobremesa se espalhou pelos conventos para aproveitar os pães velhos e evitar o desperdício.

Peru
É uma das maiores aves comestíveis. Consumido no mundo todo, o peru surgiu no continente americano. Considerado um dos principais itens da ceia, foi levado para a Europa com o nome de "galinha-das-índias" e começou a ser mais usado na cozinha a partir do século 17. Dizem que a carne das fêmeas é mais saborosa.

Cereja
Pequenos e arredondados, esses frutinhos vermelhos crescem em regiões frias, como em países da Europa, da Ásia e da América aqui no Brasil, é pouco cultivada. Além da estética natalina (bolinhas vermelhas), seu consumo cresce neste período, pois é sua melhor época no Chile, de onde boa parte delas é importada para cá.

Panetone
Um pão doce especial, de massa leve, alta e redonda, que leva frutas cristalizadas e passas. Nasceu na Itália e é conhecido do jeito que comemos hoje desde os tempos do duque Ludovido il Moro, que viveu de 1452 a 1508. Naquela época, já era o doce mais tradicional usado para comemorar o Natal em Milão (Itália).

No dia do Natal, Papai Noel de barba verdadeira custa 50% mais

Giuliana Vallone, Folha de São Paulo

No mercado de papais noéis de aluguel para distribuir presentes no dia do Natal, quanto maiores as semelhanças com o "bom velhinho", mais caro fica o serviço. A contratação de um Papai Noel "gordinho" e de barba verdadeira custa a partir de 50% mais que a de um ator, que terá de usar barba e barriga falsas.

"As crianças, especialmente as mais velhas, sempre querem checar a barba para ver se o Papai Noel é verdadeiro. Por isso, o serviço com papais de barba verdadeira sai mais caro", explica Izabel do Valle, da Turminha do Plim Plim.

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress


A partir de R$ 600 é possível contratar o serviço na cidade de São Paulo, com papais noéis de barba verdadeira --nas cidades próximas, há um custo adicional.

Além disso, quanto mais próxima da meia-noite for a visita, mais cara ela fica.

O Papai Noel chega de carro próprio ou motorista para distribuir os presentes das crianças na noite de Natal. As visitas costumam durar entre 30 minutos e uma hora.

Carlos Cecconello/Folhapress 
Antônio Noronha, 58, e Deonício Brunette, 72, papais noéis da Cia. do Bafafá,
que conta com 40 profissionais neste ano

Além da estrela principal da festa, é possível contratar outros personagens, como a Mamãe Noel, duendes, fadas e as chamadas noeletes. A inclusão de outros atores custa pelo menos outros R$ 200.

A Cia. do Bafafá, vinculada à Cooperativa Paulista de Teatro, contratou para as festas deste ano 30 papais noéis de barba verdadeira, e outros 10 que usarão barba artificial.

"A procura aumentou bastante, e as pessoas estão se adiantando para contratar o serviço. Em 2009, fechamos o ano com 111 visitas agendadas. Neste ano, até o dia 7, já tínhamos 130 contratos fechados", afirma Paulo Mendes, fundador da Cia..

O pagamento costuma ser feito em duas vezes, metade na assinatura do contrato e o resto no dia do Natal.

Para quem prefere manter a tradição e vestir-se de Papai Noel, há diversas lojas de fantasias que alugam ou vendem as roupas. Os preços começam em R$ 60.

O peru de ouro e as inovações de Natal

Iracema Sodre, BBC Brasil


Estamos naquela época do ano em que as comidas tradicionais de natal estão por toda parte.

Aqui na Inglaterra, é quase impossível fugir do vinho quente, do peru com molho de cranberries (oxicoco, em português, segundo Thomas Pappon), das couves-de-bruxelas e das mince pies (tortinhas do tamanho de empadinhas recheadas com frutas, açúcar, temperos e brandy).

Talvez por ser tão previsível, alguns chefs e especialistas britânicos começaram a inventar maneiras de revolucionar a refeição mais importante do ano.

Claro que os ingredientes principais continuam os mesmos, mas os novos pratos tem algum toque especial.

Heston Blumenthal - famoso por criar pratos com ingredientes incomuns para seu restaurante The Fat Duck, com três estrelas Michelin – revolucionou a tradicionalíssima receita do Christmas Pudding, o bolo servido após o almoço de natal, colocando uma laranja cristalizada inteira dentro.

A novidade fez tanto sucesso que o estoque do supermercado Waitrose, para quem o chef criou a receita, esgotou em poucos dias.

Agora, a sobremesa que custava 13,99 libras (R$ 37) está sendo vendida no site de leilões eBay por dez vezes mais.

O jornalista da BBC especializado em comida, Stefan Gates, também se declarou completamente entediado com os perus ressecados do natal e decidiu sugerir uma extravagância para as festas de fim de ano: peru folheado a ouro.

Segundo ele, sai pelo preço de uma boa garrafa de champagne, mas cria um almoço de natal inesquecível.

As folhas de ouro (que podem ser compradas em lojas de artesanato) são, ainda segundo ele, perfeitamente comestíveis, mas não tem gosto de nada.

A grande graça seria fazer esse peru dourado escondido do resto da família e surpreender a todos na hora de servir.

Ainda não consegui encontrar nada muito inovador para a minha ceia deste ano. Acho que vou de peru (sem ouro), carne assada, acompanhamentos à brasileira e brownies, torta de maçã e panetone de sobremesa.

Será que algum leitor está preparando uma ceia revolucionária?

Quem precisa de peru?

Thomas Pappon, BBC Brasil

Não bastou a Colombo ter descoberto as Américas e a pimenta. O grande navegador genovês a serviço da corte espanhola também nos trouxe o peru, a ave que na Europa viria a se consagrar como a grande pedida do Natal.

Colombo chegou a batizar a ave de ‘galinha da Índia’ por acreditar que tinha descoberto as Índias. Aliás, o nome em francês poulet d’Inde deu na abreviação dinde, como é chamado o peru até hoje na França.

O nome em inglês turkey tem a ver com a Turquia sim. No século 16, os ingleses (e europeus) chamavam de turkey fowl tipos de galinha-d’angola vindos da África, que entravam no continente através da Turquia.

E o nome em português peru vem de Peru, o país. No século 16 acreditava-se em Portugal que a ave era importada do Peru, então colônia espanhola.

O fato é que, ao longo dos últimos três séculos, o peru foi aos poucos dominando a ceia de Natal em tudo que é lugar, pelo menos no Ocidente. Na Grã-Bretanha ele desbancou o ganso no século 19, e há acadêmicos que dizem que o sucesso do Conto de Natal, de Charles Dickens – quem não lembra do cardápio clássico na mesa dos Cratchit e de Ebenezer Scrooge pedindo que um garoto compre, para ele, ‘o maior peru’ do açougue local –, ajudou nisso.

Mas há bolsões de resistência ao domínio do peru. Li no Independent nessa semana que vários países cristãos preferem peixes ou carnes cozidas.

Nos Bálcãs, come-se repolho recheado ou um cozido com carnes e repolho, e as sobras são aproveitadas por vários dias. Na Letônia, a ceia consiste em um cozido de porco com feijão e uma seleção de repolhos, tortas e salsichas. Na República Tcheca, serve-se carpa frita com salada de batata. Nas Filipinas , na noite do dia 24, a pedida é presunto acompanhado de queijo-bola e chocolate quente. Em Portugal, sabemos que Natal é época de bacalhau com batatas.

E chamem-me de francófilo, mas, na boa, nada bate o Natal à moda francesa, com ostras, patê de fígado e queijos. Eles comem peru, sim, mas ouvi relatos de que o que marca mesmo a gastronomia local nessa época de festas de fim de ano são as caixas e caixas de ostras expostas pelas ruas das cidades francesas.

Um Natal repleto de ostras. É o que desejo a vocês, caros leitores do BBC à Mesa.

História do Natal

Rainer Sousa (*)

Natal, uma tradição cristã influenciada pelos princípios
de outras manifestações da Antiguidade.

Em diversas culturas espalhadas pelo mundo, a celebração da passagem do ano ou das estações é feita com o intuito de estabelecer a renovação do mundo e o revigoramento dos valores que agregam uma determinada civilização. Semelhantemente, o Natal também incorpora esse mesmo princípio de renovação ao celebrar o nascimento de uma das figuras centrais do cristianismo, Jesus Cristo. De fato, em diversas manifestações natalinas podemos também enxergar a reafirmação desse mesmo valor.

Dessa maneira, podemos observar que os princípios natalinos se configuraram em diferentes culturas ao longo do tempo. Os mesopotâmicos, por exemplo, celebravam nessa mesma época o Zagmuk. Segundo a tradição mesopotâmica, o fim do ano era marcado pelo despertar de monstros terríveis a serem combatidos por Marduk, sua principal divindade. Durante a festividade, um homem era escolhido para ser vestido e tratado como rei, para depois ser sacrificado levando todos os pecados do povo consigo.

Nas civilizações nórdicas, o Yule – marcado para o dia 21 de dezembro – marcava o retorno do sol. Para celebrar a mudança, grandes toras de madeiras eram amontoadas para a montagem de grandes fogueiras que tinham em suas labaredas a representação de novas colheitas e rebanhos a serem consumidos no ano seguinte. Marcando o início do inverno, a celebração reafirmava uma grande esperança nas novas conquistas a serem obtidas no novo ano que se iniciava.

Na Roma Antiga, a data de 25 de dezembro marcava o início das celebrações em homenagem ao nascimento do Deus Sol, conhecido como “Natalis Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível). Nessa mesma época, entre os dias 17 e 24 de dezembro, também ocorriam as festividades da Saturnália, celebração cercada de muita comida e bebida onde as normas do mundo formal eram subvertidas com o intuito de promover a renovação dos valores por meio de festas marcadas pela inversão dos padrões vigentes.

Com a oficialização do cristianismo no interior do Império Romano, várias destas datas foram incorporadas com o propósito de alargar o número de convertidos à nova religião do Estado. Nesse processo, o dia 25 de dezembro foi instituído como a data em que se comemorara o nascimento de Jesus Cristo. Na verdade, várias analogias entre as tradições pagãs e os valores cristãos oferecem uma grande proximidade entre os significados atribuídos a Cristo e s divindades anteriormente cultuadas.

Assim como Jesus Cristo, Mitra era reconhecida como uma grande divindade mediadora espiritual para os romanos. Da mesma forma, Jesus, considerado “O Messias”, teria a mesma função de conceder a salvação espiritual a todos aqueles que acreditassem em seus ensinamentos por meio da conversão. Com isso, a absorção dos princípios e referenciais religiosos da cultura romana influenciou na ordenação das festividades e divindades do Cristianismo.

Mesmo a Bíblia não especificando o nascimento de Cristo, as autoridades cristãs fizeram a escolha desta data, que foi mais tarde reconhecida pelo Papa Julius I (337 -352). Com o processo de expansão e regulamentação das tradições do cristianismo, o feriado natalino ganhou enorme força ao seguir o próprio processo de expansão da nascente religião. Dessa maneira, o Natal conseguiu se transformar em uma das principais datas a serem comemoradas pelos cristãos de todo o mundo.

(*) Graduado em História, Equipe Brasil Escola

História do Papai Noel

Gabriela Cabral, Equipe Brasil Escola


O Papai Noel é um personagem criado no século IV, por Nicolau Taumaturgo que em sigilo colocava um saco com moedas de ouro na chaminé das casas dos que estavam precisando de ajuda na época do natal. Tornou-se santo e símbolo natalino, partiu da Alemanha, onde vivia, até se tornar conhecido por todo o mundo.

Diz a lenda que Papai Noel é um bom velhinho de barba branca e comprida e vestimenta vermelha que mora no Pólo Norte. Papai Noel juntamente com seus assistentes, os duendes, fabricam presentes para oferecer às crianças que se comportaram e obedeceram os pais durante o ano. Os duendes além de fabricarem presentes, trabalham também perto de nossas casas conhecendo o comportamento de cada criança e sua obediência com seus pais e para isso percorrem todo o mundo.

Ao passar pelas casas, recolhem as cartinhas feitas pelas crianças e as levam até o Papai Noel. De acordo com o comportamento visto pelo duende é que o Papai Noel concede ou não o presente escrito pela criança em sua cartinha.

Quando o pedido é concedido os duendes fabricam o presente e o Papai Noel pessoalmente se dirige até a casa de cada criança em seu trenó, puxado pelas renas, e desce pela chaminé ou entra pela janela, assim deixa o presente debaixo da árvore de natal. Na noite de natal o presente será encontrado na árvore com o nome de cada criança.

Seu nome varia de acordo com o país podendo ser chamado de Santa Claus, Father Christmas, Nikolaus, Julemanden, Babouschka, Pai Natal, Perè Noel, Babbo Natale, Joulupukki, Sinterklaas.

Curiosidades do Natal

Jussara de Barros (*)


Na época do natal podemos ver vários tipos de decoração, com as mais variadas cores e símbolos, representando o nascimento de Jesus. Estes enfeites podem ser distribuídos por toda a casa, com o objetivo de alegrar os ambientes bem como trazer energias positivas, ligadas ao espírito de renovação, de paz e amor que o natal nos trás.

Dentre eles temos o peixe que significa a bênção de Cristo, a casa como abrigo e proteção, o coelho que nos trás esperança, a xícara como sinal de hospitalidade, a pinha como definição de fartura e imortalidade, a pomba branca como sendo a paz, a cestinha de flores sendo os bons desejos, a ferradura como amuleto para atrair muita sorte, além de outros.

Criada para substituir pedras e maçãs


As bolas de natal são referência aos primeiros enfeites feitos nos pinheiros e carvalhos, substituindo os que eram usados – pedras e maçãs.

Dentre os principais símbolos, ou aqueles que mais vemos, podemos citar o azevinho, que simboliza a vida, o bom pressentimento, podendo ser usado nas portas das casas, nas maçanetas, em velas e na própria árvore de natal.

A estrela representa a proteção de Deus para nossas vidas, trazendo felicidade aos lares. Nem sempre são usadas com essa intenção, mas por acharem que é o próprio menino Jesus, aparecendo sempre ao topo da árvore de natal.


Símbolo da purificação


As velas também são objetos utilizados como enfeites natalinos. Elas representam a luz de Jesus Cristo, vinda até nós, pois seu fogo é purificador, regenera, renova a vida trazendo esperança.

Os presentes são uma tradição, devido aos três Reis Magos terem levado presentes para o menino Jesus. Essa é a forma mais conhecida de se representar o natal, pois todos trocam presentes, seja em suas famílias, com amigos, no trabalho. E aos que não tem condições, aos que moram em abrigos e orfanatos, estes aguardam cheios de esperança que pessoas de bem os presenteie mesmo que seja com uma visita ou com roupas usadas e alimentos.

Propagação mundial do nascimento de Jesus

Consta que o presépio foi uma criação de São Francisco de Assis, para representar o nascimento de Jesus, de forma mais realista. Escrituras da igreja católica relatam que este foi montado durante uma missa celebrada no ano de 1223, a que passaram a considerar como missa de Natal. A idéia foi tão bem simbolizada que rapidamente passou a ser adotada em outras igrejas européias, podendo também ser montada nas casas e sendo propagada por todo o mundo.

O boneco de neve é uma tradição dos países frios, onde são colocadas duas bolas, sobrepostas, para fazer o corpo, usando uma cenoura para fazer o nariz, galhos para fazer os pés e os braços, além de outros adereços para deixá-lo mais enfeitado.

Uma outra coisa interessante é a forma de se dizer Feliz Natal em outras línguas.

Alemanha – Fröhliche Weihnachten;
Argentina – Feliz Navidad!;
Austrália – Happy Christmas;
Egito – Mboni Chrismen;
Espanha – Felices Pascuas, Feliz Navidad;
Estados Unidos – Merry Christmas;
França – Joyeux Noel;
Índia – Shub Naya Baras;
Itália – Buon Natale.

(*) Graduada em Pedagogia, Equipe Brasil Escola