domingo, março 11, 2007

Juros em queda

Carlos Sardenberg , G1
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Pontos a notar na decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros de 13% para 12,75% ao ano:
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. foi por unanimidade (as duas decisões anteriores haviam sido por 5 a 3).
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. foi a 14a. redução seguida da taxa de juros, indicando um consistente processo.
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. fica implícito que a queda de juros continua, no ritmo indicado no comunicado anterior do BC e que pode ser assim reduzido: de 0,25 em 0,25 se vai mais longe.
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. a taxa real de juros, descontada a inflação esperada, está na casa dos 8,5%, o nível mais baixo desde a introdução do regime de metas de inflação.
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. a taxa real de juros já chegou a 8% no Brasil, mas por um mau motivo, a alta da inflação.
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Agora, a taxa está na casa do 8% com inflação baixa e expectativa contida.Há especialistas no assunto que acreditam que o BC poderia ter sido mais rápido na redução dos juros. Mas não se pode negar que o BC está entregando o serviço que se espera dele: colocar a inflação no chão e mantê-la lá. Conseguiu isso e está derrubando os juros.
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Não é pouca coisa.
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Ah!, mas o Brasil não cresce, dizem.
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Sim, mas que tal procurar as causas em outro lugar?

COMENTANDO A NOTÍCIA: Há questão de um pouco mais de um atrás, lançamos aqui esta questão: se derrubarem o juro a zero porcento, quanto crescerá o país ? A nossa resposta foi... praticamente nada. De tempos em tempos se lançam no país mitos que servem para justiçar até abortos naturais, tempestades no deserto, chuvas fora de época, calor fora da estação, até para cunha encravada. O jumento empacado do crescimento brasileiro não é e não será nunca por um aspecto apenas. Quando se olha para o mundo civilizado,l até pode ser. Mas no Brasil, há conjunto imenso de variantes que acabam pesando demasiado nas costas da iniciativa privada, e provocam o travamento de investimentos em produção, sejam em expansão e modernização de plantas industriais já existentes, ou na aberturas de novas indústrias. O governo até pode ajudar com incentivos aqui e ali, porém se terá algumas bolhas e nada mais. O que importa dizer é que a conjugação de juros altos, com burocracia sufocante, com tributação excessiva, com infra-estrutura sucateada, com falta de segurança jurídica, não apenas quanto a demora de decisões vitais mas pela constante mudança nas regras do jogo, com uma base educacional de baixíssima qualidade, com um nível de renda de quinta categoria, tudo isso junto, e mais algumas querelas, acabam gerando um cenário danoso para investimentos. Vejam o caso dos juros.

Dez em cada dez especialistas passaram os últimos quatro anos e pouco proclamando aos quatros ventos que eles impediam o país de crescer. Junto com os demais fatores, sim, mas isoladamente, de modo algum. Temos aí um tal de PAC que o governo Lula canta em verso e prosa como a mola propulsora que fará o crescimento dar saltos. Será ? E a carga tributária ? E a segurança jurídica ? E o excesso de normas, medidas e regulamentos que tornam a burocracia sufocante não conta ? E o excessivo peso de encargos sobre a folha de pagamentos que transformam qualquer salário mínimo num custo mais do que dobrado ?

Portanto, seria bom que os “especialistas se detivessem um pouco no cenário global que compõem o conjunto de fatores que nos impede de crescer nos mesmos níveis dos demais países emergentes. Isto seria já seria um grande avanço, do que escolherem apenas uma razão e ficarem martelando inutilmente em cima dela em tempo integral. Além de ser uma justificativa falsa, porque incompleta, acaba, como sempre, gerando enorme frustrações.

Lula é pai dos pobres e mãe da banca

Elio Gaspari, Jornal O Povo, Fortaleza/CE

Governo da banca, para a banca, pela banca, funciona assim: Em fevereiro do ano passado o então secretário do Tesouro, Joaquim Levy, anunciou que pretendia leiloar os serviços de atendimento bancário de 24 milhões de contas da clientela do INSS. Pode-se estimar que a iniciativa leve para a bolsa da Viúva algo entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões anuais. A idéia desagrada os bancos. Travou. O ministro da Previdência, Nelson Machado, disse que seriam necessárias muitas reuniões para decidir a questão.
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Em dezembro, oito meses depois da proposta de Levy, a Febraban começou a reivindicar uma mordida no rendimento das cadernetas de poupança e das contas dos trabalhadores no FGTS. Na semana passada, veio a tunga. Como os bancos vivem de emprestar dinheiro ao governo, a queda dos juros estava aproximando o rendimento de seus fundos da taxa paga pela poupança. Em vez de competir pela eficiência e rentabilidade, longe das tetas da Viúva, pressionaram os companheiros, baixando em cerca de 5% a 10% a remuneração da patuléia.
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Há 75 milhões de aplicações na poupança. Quem tem R$ 1 mil na caderneta ganhava R$ 6,80 por mês. Ficará com R$ 5,80. Nos últimos seis anos, o rendimento líquido da turma da poupança foi de 85%. Os onze milhões de cotistas dos fundos dos bancos ganharam 170%, o dobro. (Há pessoas e empresas que têm mais de uma conta nas cadernetas, ou nos fundos.)
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Nesse mesmo período, o dinheiro de 21 milhões de trabalhadores guardado no FGTS rendeu 48,3% contra uma inflação de 65,34%.
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O leilão das contas do INSS continua na gaveta. Nelson Machado arrisca ir embora sem terminar sua rodada de reuniões.
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Recordar é viver
O governador Sérgio Cabral se tornou um defensor do direito da mulher decidir abortar. Nas suas palavras, ao repórter André Petry: "Defendo claramente a legalização do aborto."
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Em 1996, quando disputou sem sucesso a prefeitura do Rio, pegou pesado contra o adversário Luiz Paulo Conde, que defendera a mesma posição.
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Vale a pena ouvi-lo de novo:
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"Conde foi leviano em suas declarações. (...) O aborto não é uma questão prioritária." Ele pode estar certo hoje, mas nesse caso deve desculpas a Conde.
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A CIA licita
A conta do Pan, orçada em R$ 409 milhões, já está em R$ 3,2 bilhões. A festa dos jogos perderá, de longe, para a do dinheiro.
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A Secretaria Nacional de Segurança contratou, sem licitação, por R$ 160 milhões, os serviços da Motorola para o fornecimento de tecnologia e equipamentos de segurança. Fez isso depois de enrolar os concorrentes por quase seis meses.
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Os doutores argumentam que a decisão se ampara em questões de "segurança nacional". Deviam respeitar a inteligência da patuléia.
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A maior máquina de segurança do mundo é o governo americano. Nela, fazem-se contratos diretos, mas não se usa o nome da segurança nacional em vão.
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O Departamento de Estado licitou um projeto para aperfeiçoar a segurança de suas embaixadas. Venceu a Brown & Root. Mais: interessada no envio de tropas para um país, a CIA licitou o fornecimento de informações que orientassem o projeto. Concorreram agências públicas e empresas privadas. Ganhou a Open Source Solutions, de Washington. A equipe da CIA ficou em último lugar. (O país era o Burundi.)

Sem-terra querem verba para projeto de biodiesel

Sem-terra querem verba para projeto de biodiesel no Pontal

SOROCABA (SP) - Depois de liderar 14 invasões de fazendas no Pontal do Paranapanema e Alta Paulista no oeste do estado de São Paulo durante o carnaval, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Júnior, vai pedir dinheiro para o governo federal para custear um projeto de biodiesel na região. Ele se reúne hoje com o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Raimundo Pires Silva, em São Paulo.

Rainha entregará um projeto que prevê a liberação de recursos para o plantio da oleaginosa conhecida como pinhão mansão nos assentamentos da região. Em três anos, quando os primeiros 5 mil hectares entrarem em produção, será instalada uma usina para a obtenção do óleo. Cada família de assentado, segundo Rainha, deverá plantar entre 1,5 e 2,5 hectares. "Para os próximos dez anos, o plano é ter 60 mil hectares produzindo", disse.

Segundo Rainha, os assentados terão participação na renda do biodiesel. A produção deverá ser exportada para Portugal e Espanha. "Esperamos garantir uma renda média de R$ 1,2 mil mensais por família." Ele disse que o projeto vai significar a redenção dos assentamentos na região, hoje ainda dependentes de recursos governamentais. "O biodiesel é um projeto do governo Lula e estamos dispostos a ajudar o governo."

O custo industrial da planta para a produção do óleo gira em torno de R$ 50 milhões, mas segundo Rainha, essa parte será bancada pela iniciativa privada. "Ao governo caberá o fomento da produção." O projeto, elaborado pela Companhia de Desenvolvimento do Pólo Tecnológico de Campinas (Ciatec), vinculado à Unicamp, já foi apresentado ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal (CEF) para estudo da viabilidade financeira.

A Cooperativa dos Assentados do Pontal do Paranapanema (Cocamp), controlada pela coordenação do MST na região, também apresentou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um projeto de biodiesel que seria bancado pela Petrobras. Segundo Valmir Chaves, a Cocamp impôs como condição a participação dos assentados na parte industrial.

Vistorias
A pauta do encontro que acontece hoje no Incra, que terá ainda a participação de diretores da Associação dos Municípios com Assentamentos do Pontal (Amap), inclui a reforma agrária na região. "Vamos pedir que seja apressada a imissão na posse de áreas já declaradas improdutivas pelo Incra", disse Rainha.

Segundo ele, pelo menos dez fazendas estão nessa condição, inclusive a Floresta, em Araçatuba, única que ainda se acha invadida pelo movimento. Ele quer que sejam aceleradas as vistorias em outras áreas apontadas como improdutivas. O Incra confirmou o encontro.

O órgão informou que, na última sexta-feira, repassou mais R$ 11 milhões ao Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) para arrecadação de terras no Pontal. O diretor-executivo do órgão estadual, Gustavo Ungaro, alegara a falta de repasse de verbas do estado para acelerar a reforma agrária na região. Segundo o Incra, no ano passado foram repassados R$ 10,6 milhões, dos quais o Itesp gastou R$ 9,8 milhões na aquisição de duas fazendas.

Desde 2003, o Incra colocou R$ 57,4 milhões à disposição do órgão estadual para a negociação de terras destinadas à reforma agrária. As áreas foram consideradas devolutas pelo Estado, que entrou com ação para recuperá-las. A solução judicial só pode ser apressada através de acordo. No ano passado, a forma de pagamento foi alterada para facilitar a negociação. As benfeitorias, que eram pagas com Títulos da Dívida Agrária (TDA), passaram a ser indenizadas em dinheiro.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Para meterem a mão no dinheiro público eles são ligeiros. Depois, com o dinheiro irão financiar mais invasão, por serem conhecidos como vagabundos que só adoram mamar e badernar. Muito bem: primeiro, cessem todas as invasões. Segundo, nas terras em que já foram assentados, trabalhem e justifiquem terem ganho a terra de graça. Depois veremos se realmente merecem financiamentos para produzirem ou não. Mas dinheiro de graça, uma ova !

Poupar é para quem pode

Luis Carlos Ewald , G1
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Duas novidades da semana mexeram com a grana dos brasileiros, tanto daqueles capitalizados quanto daqueles endividados, estes a grande maioria...
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O Banco Central continuou com sua política de baixar a Taxa Selic, agora no nível de 12,75% ao ano, o que deve continuar dando mais alento para empresas que precisam de capital de giro, isso se os bancos acompanharem a tendência e baixarem também suas taxas (coisa que só ingênuo é capaz de acreditar).Da mesma maneira, os aplicadores em fundos de investimento, principalmente os chamados Fundos DI (que pagam uma remuneração pós-fixada que depende de quanto está a cada dia a taxa Selic) passam a ter uma remuneração menor, coisa com a qual é bom irem se acostumando se querem ver o país, um dia, crescer a ritmo parecido com o das economias mundiais.
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Por outro lado, com uma remuneração menor, os aplicadores dos fundos começaram a olhar para o lado e a comparar seus rendimentos, em contínua queda, com a remuneração da caderneta de poupança com sua conhecida taxa nominal de 6% ao ano mais TR.
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E com isso surgiu o risco de haver uma fuga de recursos dos Fundos para a abandonada caderneta de poupança, coisa que passou a preocupar o endividado-mór do país, o governo-goela-grande, pois, sem recursos, os fundos não têm como continuar comprando os títulos representativos da dívida pública.E aí, como fazer, já que manda quem pode e obedece quem pode menos? Ora, mexer no bolso dos pobres aplicadores que sempre foram fiéis à caderneta: e aí, o! E foi o que o governo fez: além do mais, os pobres, com pouco estudo, são sempre enganados e não vão nem notar...
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Até gente muito boa, que teve a chance de estudar em escolas particulares, não sabe bem o que se passa com a caderneta de poupança. A taxa de fato é maior que sua linguagem expressa: é 0,5% ao mês, que dá 6,17% ao ano, e não é (+) TR e, sim, (x)(1+TR), o que melhora seu rendimento.
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Daí, agora, o grande devedor com sua costumeira cara-de-pau mudou a regra para diminuir, no peito, a remuneração da coitadinha que durante anos amargou taxas bem menores que as dos fundos, mudando o coeficiente da TR. Bonito!E qual o grande parceiro na sugestão? Ora, os bancos, como não podia deixar de ser! Eles ganham, na moleza, taxas de administração (!) anuais que são muito maiores que as taxas de juros (!) do Japão! Para os fundos de pobres, aqueles que aceitam qualquer valor de aplicação, essas taxas vão de 2% a 5% ao ano, sem risco! Bonito! Claro que eles preferem isso do que financiar imóveis com recursos da caderneta, embora seus “spreads” sejam maiores, mas com risco.
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E não pára por aí: consta que o governo já lançou um balão de ensaio dizendo que logo adiante pensa em cobrar Imposto de Renda da caderneta! Isso com a mesma desculpa de equilibrar os rendimentos, mas, para quem está acostumado, é para aumentar ainda mais a arrecadação, dessa vez cobrando na fonte do bolso dos pobres-coitados-pobres. E o próximo passo é capaz de ser cobrar a desviada CPMF da saúde.
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Afinal, é na caderneta de poupança que a grande massa de desfavorecidos deste país tenta guardar suas minguadas economias, mas o rio corre para o mar. E o mar só está para peixes grandes que auto-aumentam seus próprios salários para sobrar mais...

COMENTANDO A NOTICIA: Lula, no meio da semana chamou a sociedade de hipócrita, a Igreja Católica de hipócrita, a pais e mães de hipócritas, na questão da sexualidade. Talvez, o presidente não tenha se dado conta, do alto de sua ignorância preguiçosa, que nunca o mundo foi tão aberto à discutir sexo como nos dias atuais. Para quem já passou dos 50 anos, há de lembrar que o enorme tabu que o sexo representava na educação dos jovens lá pelos anos 60. Depois disso, e principalmente com o advento da pílula anti-concepcional, a questão sexual revolucionou-se. Não apenas outros métodos contraceptivos foram lançados no mercado, mas o assunto praticamente se tornou banal, comum.

A partir dos anos 80, com o aparecimento da AIDS, a sociedade começou uma contra-revolução: o sexo não mais deveria ser com qualquer um ou uma, e a qualquer hora, e de qualquer jeito. A antiga “camisa de vênus” popularizou-se na “camisinha”, e assumiu dupla importância: de uma lado, evitar a gravidez indesejada, como era no passado. E de outro, que se contraísse doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS, porque não tem cura.

Nos anos 90, o Brasil acabou tornando-se padrão de excelência no combate à AIDS, e acabou copiado no mundo inteiro com sua política pública. Ao assumir o governo em 2003, Lula transformou-se todas as políticas de saúde pública existentes, e as abandonou, a da AIDS, inclusive. E o que se viu foi o crescimento número de infectados, e o ressurgimento de doenças que se consideravam debeladas em nosso território, como o sarampo por exemplo. Política, diga-se, irresponsável de um governo, que já dissemos várias, cafajeste ao extremo.

Pois bem, no café requentado do relançamento de um mesmo programa que Lula já lançou em duas outras ocasiões, de forma grotesca e cretina, vem de acusar os outros por sua incompetência e irresponsabilidade. Nada surpreendente, em se tratando de Lula. E fez pior: nominou os seus eleitos para hipocrisia. Esqueceu-se apenas de citar o ator principal desta novela: ele próprio. Pois bem, ao longo de todo este tempo acusou a sociedade de culpada pela violência que a aflige, esquecendo-se de fazer seu meã culpa pelas impunidades que aplicou em seus mensaleiros e aloprados. É a impunidade destes bandoleiros que faz a festa dos bandidos. Como também, arrotou aos quatro ventos que seu governo é voltado para os pobres, como nunca “dantez”. E dá esta “cumida de rabo” na poupança, pensando primeiro em proteger sua fome por dinheiro. É quem praticamente, no país, engole 90% do crédito disponível. E faz um agrado e tanto aos grandes aplicadores e sistema bancário, aplicando esta rasteira no pobre que mal consegue poupar, e quando o faz, é sempre na caderneta de poupança,

Portanto, é de se perguntar: quem é hipócrita que mente desbragadamente deste janeiro de 2003 ? Quem é o canalha que está prometendo o espetáculo do crescimento, ano após, desde 2003, e mal consegue ser melhor do que o Haiti pelo segundo ano seguido ? Quem é que está deixando uma herança maldita com o aparelhamento do Estado com ratos de porão saídos da vadiagem do sindicalismo vagabundo, e destruindo tudo o que havia de bom e de certo em termos de governo ? Pelo visto, Lula não se vê no espelho faz muito tempo ! E precisa, viu ? Com urgência...

Dentre os ruins, o pior

Por Josias de Souza
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Às voltas com as últimas definições da mexida ministerial que anunciará na próxima semana, Lula informou a auxiliares que deve nomear o presidente do PDT, Carlos Lupi, para o ministério da Previdência. Confirmando a decisão, Lula como que sacramenta a opção do governo de não realizar a reforma previdenciária.
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Ao negociar o ingresso na coalizão governista, o PDT impôs duas condições: que o governo não mexa nem nos direitos previdenciários nem nas conquistas trabalhistas dos assalariados. Ao alojar Lupi na Previdência, Lula reforça a impressão de que limitará as mudanças na área previdenciária aos ajustes de gestão. Nada de alterações constitucionais.
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Lula preferia trazer de volta para o governo o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), com quem tem mais afinidade. Miro foi ministro das Comunicações entre 2003 e 2005. Hoje, é líder do PDT na Câmara. E fez chegar à direção do partido e ao próprio Lula o desejo de permanecer no Legislativo.
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O presidente considerou também a hipótese de nomear o catarinense Manoel Dias, secretário geral do PDT. Embora não o tenha descartado por completo, Lula concluiu, depois de muito conversar, que é Carlos Lupi quem detém o controle do PDT. Daí a preferência. Lula acha que, uma vez escolhido, Lupi conseguirá traduzir a nomeação em votos no Congresso.
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Outra deliberação sacramentada pelo presidente é a transferência de Walfrido Mares Guia da pasta do Turismo para a secretaria de Relações Institucionais, cujo ocupante, Tarso Genro, vai para o lugar do demissionário Márcio Thomaz Bastos, na Justiça. Não há, por ora, definição quanto ao nome que irá para o Turismo.
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A atual pasta de Mares Guia permanece como uma espécie de prêmio de consolação para Marta Suplicy (PT-SP). Até a noite passada, porém, Lula não havia convidado a ex-prefeita. Tampouco autorizara Tarso Genro a fazê-lo. A definição terá de ser tomada até o final de semana. Lula pretende anunciar o novo ministério na segunda (12) ou na terça-feira (13), nas pegadas da convenção do PMDB que reelegerá Michel Temer para a presidência do partido.
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O PMDB, aliás, é outro problema a ser administrado por Lula. Os deputados do partido reivindicam um naco de poder equivalente ao conferido ao PMDB do Senado, que detém dois ministérios –Comunicações e Minas e Energia. Já lograram acomodar Geddel Vieira Lima na Integração Nacional. Mas perderam a Saúde para José Gomes Temporão, apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ).
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Tonificado pelo triunfo de Michel Temer, o PMDB da Câmara cobrará de Lula a nomeação de mais um ministro. O presidente não quer entregar. Mas será pressionado. De resto, para completar a reforma, Lula tende mesmo a criar, conforme antecipado aqui no blog, a secretaria de Portos e Aeroportos. Será entregue ao PSB, como compensação pela perda da Integração Nacional para o PMDB.

COMENTÁRIO DE GIULIO SANMARTINI, DO BLOG PROSA & POLÍTICA:

Existem determinadas pessoas que tem uma capacidade inata, se num grupo de 2 mil pessoas existir uma que seja “porcaria”, sem o saber, escolhem instintivamente esta para “companheira”. Assim, lamentavelmente, vem mostrando ser o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, só para citar um exemplo, num grupo de mais de 500 deputados, escolheu como interlocutor e novo “companheiro” Jader Barbalho, que num país mais ou menos sério estaria na cadeia como mega peculatário.
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Esse seu macabro instinto voltou a se fazer presente ontem, como conta Josias de Souza. Deixou-se fotografar ao lado do presidente do Partido Democrático Trabalhista Carlos Lupi, que deverá ser nomeado ministro da Previdência, que no mínimo quer dizer que Lula não cogita em fazer a tão necessária reforma previdenciária.Carlos Lupi, tem um triste passado de amoralidade. Em 1997 foi suplente do senador eleito Saturnino Braga (PSB-RJ), mas fez um contrato assinado e registrado com este, que renunciaria na metade do mandato em seu favor. Cumprido o prazo quando Lupi, foi apanhar o seu butim, ouviu de Saturnino que o dito ficaria pelo não dito. A sem-vergonhice tornou-se pública e Lupi foi chamado a depor no Conselho de Ética e Décor Parlamentar (foto menor à direita) onde sua justificativa mostra a total falta de caráter e entendimento do que é moral e imoral:
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“- A palavra e a honra devem valer muito. Se houve queda da ética ela não foi minha, por ter aceito esse acordo, pois nunca procurei o senador Saturnino para pedir nada. Eu não prometi o que não tinha. Não vendi, não negociei e não participei de nenhuma negociação para poder levar meu nome como suplente. A retidão é uma regra em minha vida - declarou o depoente, que acusa o senador de não haver cumprido com o que foi acertado em composição política porque ele (Saturnino) passou para o PT.”
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Fica difícil saber o que ainda estará para acontecer no governo Lula. (G.S.)

Uma verdade inconveniente

por Rodrigo Constantino

“Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.” (Sêneca)
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O ambientalista mais famoso dos Estados Unidos – quiçá do mundo – é sem dúvida o ex-vice presidente Al Gore. Recentemente premiado com o Oscar pelo seu documentário, An Inconvenient Truth, o ativista ecológico prega medidas urgentes para combater o aquecimento global. Não vem ao caso aqui questionar os alardes que muitos fazem sobre o assunto, ignorando que os próprios cientistas reconhecem um passado incerto mas acabam prevendo um futuro certo de catástrofe. Um caso único onde é mais difícil acertar o que se passou do que está por vir. Também não vem ao caso falar que muitos cientistas são céticos quanto aos alarmes mais terroristas, discordando do relatório da ONU. Por fim, não é o tema deste artigo alertar para a postura fanática de muitos, que tentam impor a verdade que “todos sabem”, calando qualquer voz contrária na marra. Essa postura não é científica, mas típica de fanatismo, da nova “religião verde”. Mas nada disso importa muito aqui. Este artigo irá tratar apenas da hipocrisia.
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Os alarmistas partem de um fato – o aumento da temperatura média no planeta, e chegam ao objetivo que desejam: pedir mais recursos para o governo cuidar do problema e atacar um determinado estilo de vida. Também não é o foco deste artigo mostrar que onde tivemos mais controle governamental, como nos países socialistas, tivemos mais poluição em termos relativos. Basta aqui lembrar que políticos dependem de votos para sobreviver no mundo político, e quanto mais verba e poder, melhor, pois são seres humanos, e não alienígenas abnegados. Seguem os próprios interesses como todos os demais indivíduos. Al Gore é um perfeito animal político, e com ele não poderia ser diferente. Inteligente, percebeu um excelente nicho para concentrar suas forças e ganhar evidência mundial, angariando junto muitos votos. O problema é a seguinte questão: será que ele vive mesmo de acordo com o que prega?
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Devido à enorme exposição que ele tem, seria de esperar que sua vida fosse realmente de acordo com suas palavras. Não faz sentido o grande defensor da redução da emissão de carbono e da maior consciência sobre o problema energético ignorar tais pontos no seu dia a dia. Tanto é que consta que sua família utiliza carros híbridos, para não consumir muita gasolina. Souberam fazer propaganda com isso. Ocorre que recentemente foi divulgado que a família de Al Gore consome cerca de vinte vezes mais energia que a média nacional. Vinte vezes! Sua mansão de 20 quartos em Nashville, com piscina aquecida e lanternas de gás no jardim, consumiu cerca de US$ 30 mil em eletricidade em 2006. Seu gasto mensal é mais do que uma família média americana gasta por ano! O grande defensor da causa ambientalista, que adora condenar o estilo de vida moderno, incutindo culpa de criminoso em um indivíduo que apenas dirige um SUV, consome energia suficiente para abastecer 20 famílias médias americanas. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
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Os esquerdistas, grandes entusiastas da causa ambientalista para usá-la como ataque ao capitalismo, logo aparecem em defesa de Al Gore, afirmando que não há nada demais em sua conduta. A esquerda sempre age assim: dois pesos e duas medidas. Um empresário rico é condenado como explorador, por exemplo. Mas um milionário que prega o socialismo é tratado como ídolo. Não é o dinheiro que realmente incomoda, mas a forma como foi obtido. Se é um empresário através do livre mercado, oferecendo produtos desejados pelos consumidores e gerando empregos, então deve ser condenado como explorador. Mas se é um artista que vive de verbas estatais falando mal do capitalismo, ou um cineasta que faz filmes para mostrar como o capitalismo é podre enquanto enche o bolso de dinheiro, então não tem problema. A riqueza só é pecado para o capitalista honesto. Se for acumulada durante as pregações socialistas, então não faz mal.
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Mas explico esta conduta ambígua típica da esquerda para voltar ao tema principal sobre Al Gore: a hipocrisia. O dicionário Aurélio a define como “afetação de virtude ou sentimento que não se tem”, ou então “fingimento, falsidade”. O que tem de gente que tenta monopolizar virtudes, propagando aos quatro ventos como defende fins nobres, enquanto na prática não segue tais virtudes! Daria para lotar vários estádios do tamanho do Maracanã. São pessoas preocupadas em posar de grande homem, em conquistar fama ou outros interesses através de uma virtude que reconhecem como virtude, mas não a possuem de verdade. Pessoas que pregam uma vida espartana de suas casa luxuosas; gente que diz que a burguesia fede enquanto vive como um perfeito burguês; artistas que defendem o socialismo enquanto desfrutam de tudo que somente o capitalismo pode oferecer; religiosos que condenam o “bezerro de ouro” de suas ricas igrejas ornamentadas com muito ouro; e políticos que pregam maior conscientização sobre o problema energético enquanto consomem vinte vezes mais energia que a média nacional.
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Mas nada disso é hipocrisia, dizem. Ignoram que ações valem mais que palavras. Mataram a hipocrisia, tiraram-na do dicionário. Assim, qualquer um pode condenar o roubo enquanto pratica um assalto, que não há hipocrisia. Qualquer um pode reclamar do luxo dos outros enquanto vive no completo luxo, que não há hipocrisia. E por aí vai. Não é mais necessário viver de acordo com o que prega. Chegamos então a uma verdade realmente inconveniente: o mundo está repleto de hipócritas!

Tarifa sobre etanol não impede exportação

Tarifa dos EUA sobre etanol não impede que Brasil exporte, diz Única
Fonte: Reuters

A tarifa dos Estados Unidos sobre o etanol importado não impede as exportações do Brasil, o mais competitivo produtor mundial, mas representa uma barreira ao livre comércio, declarou nesta quinta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Em um comunicado divulgado por ocasião da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, ao Brasil, que deve ter como tema central uma parceria na área de álcool, a Unica defendeu a expansão mundial da produção, argumentando que o Brasil não pretende competir com produtores de milho dos EUA.

"Nossa expectativa é que a assinatura dos protocolos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush pavimente o caminho para a eliminação de tarifas de importação de etanol e para a criação de um mercado internacional do produto", declarou a entidade.

Segundo a Unica, a tarifa de US$ 0,54 por galão "não é um impedimento à exportação brasileira, mas é uma barreira ao livre mercado". O Brasil foi ultrapassado pelos EUA como maior fabricante mundial de álcool, mas continua sendo o mais competitivo produtor do combustível.

Os EUA foram o maior mercado externo para o álcool brasileiro em 2006, respondendo por cerca de metade do total embarcado. O petróleo alto e a reduzida oferta do combustível produzido localmente estimularam os embarques.

"Conceitualmente, a Unica defende o livre mercado, e não vê sentido em que a importação de etanol, um combustível limpo e renovável, seja penalizada, enquanto a de petróleo, um produto fóssil, esteja livre de taxas."

Segundo a Unica, uma parceria bilateral traria vantagens mútuas: os EUA ganhariam uma "imagem positiva, geopoliticamente interessante", enquanto o Brasil avançaria no caminho de criar um mercado internacional e transferir tecnologia.

A Unica acrescentou que não vê os produtores norte-americanos como concorrentes. De acordo com as metas anunciadas pelos EUA, serão necessários 132 bilhões de litros de etanol em 2017 para atender à demanda doméstica - volume quase três vezes superior à oferta mundial atual.

Segundo a entidade, somente novas tecnologias permitiriam chegar a esse volume de produção, e elas demorarão pelo menos dez anos até se tornarem viáveis. Isso abriria mercado para o produto brasileiro.

A entidade reforçou ainda no comunicado que defende a expansão da produção de álcool para "o maior número possível de países".

Segundo a Unica, todos os países das Américas têm condições de produzir álcool, de cana ou de milho, e poderiam ser beneficiados com redução na emissão de poluentes e com a menor dependência de petróleo importado.

TOQUEDEPRIMA...

Empresa quer reabrir mina e fundição de chumbo na Bahia
Fonte: Reuters

Um estudo de viabilidade sobre a reativação de uma mina e uma fundição de chumbo na Bahia, fechadas na década de 1990 por razões ambientais, deve ficar pronto nas próximas semanas, disse uma autoridade na quinta-feira.

"Os estudos serão apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral pela Bolland do Brasil (DNPM)", disse Teovaldo Rodrigues, diretor do DNPM na Bahia, por telefone.

"O projeto envolve a proposta de processamento de rejeitos da mina de chumbo estocados na antiga mina de Boquira. Além disso, prevê a reativação de uma fundição fechada em Santo Amaro", afirmou Rodrigues.

Razões de mercado, além das ambientais, contribuíram para a desativação da mina e da fundição na década de 1990. Elas pertenciam ao extinto grupo Plumbum, que mantinha a única fundição de chumbo do Brasil.

Desde então, o Brasil não tem mais fundição primária desse metal, em grande parte devido às rígidas regras ambientais, segundo Benedito Silva, especialista em chumbo do DNPM.

Segundo ele, as 400 mil toneladas de escória da mina contêm chumbo, zinco e prata, aguardando processamento na mina de Boquira.

"Além disso, há reservas de 900 mil toneladas de minério contendo chumbo que ainda podem ser extraídos de Boquira. Essas são as reservas de chumbo mais ricas do país", afirmou Silva.

Atualmente há extração de chumbo em Minas, pelo grupo Votorantim, que exporta toda a sua produção na forma de concentrados, pois não há fundição primária operando no Brasil.


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Múltis dos EUA ganham mais no Brasil

Da Folha de S.Paulo:

"Após vários anos de apreensão e amargando resultados insatisfatórios, as maiores empresas norte-americanas operando no Brasil estão otimistas.

Coincidindo com a viagem ao país do presidente dos EUA, George W. Bush, a maioria delas prevê crescimento "forte" em seus negócios em 2007.

Esperam ainda "moderada" expansão do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e "forte" crescimento em 2008 e 2009.

Das 500 maiores empresas americanas listadas pela revista "Fortune", 193 (37%) têm negócios no Brasil. Pesquisa realizada entre elas e obtida pela Folha mostra que 57% esperam "forte crescimento" em seus negócios neste ano.

A elevada carga tributária e os problemas regulatórios continuam no topo das preocupações das companhias. Mas os resultados dos balanços mostram avanços significativos em relação aos últimos anos.

A pesquisa, do Conselho Empresarial Brasil-EUA da Câmara de Comércio dos EUA, sediado em Washington, é a terceira do tipo. Nas anteriores, o otimismo era bem menor."

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A NET não gostou..
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A Telefônica, operadora de telefonia fixa de São Paulo, poderá oferecer serviço de TV por assinatura via satélite em todo o País.
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A autorização, em análise desde maio, foi dada ontem pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
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As empresas concorrentes, como o sistema Net e Abril, torceram o nariz.

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Exportações de café verde sobem 14% em fevereiro
Fonte: Reuters

O Brasil exportou 1,88 milhão de sacas (60 quilos) de café verde em fevereiro, aumento de 14% sobre as 1,65 milhão de sacas embarcadas há um ano, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) na terça-feira.

O Brasil havia exportado 2,08 milhões de sacas em janeiro (dado revisado).

As exportações de fevereiro incluíram 1,86 milhão de sacas de grãos de arábica, 15% a mais do que as 1,61 milhão de sacas embarcadas no ano passado.

Já as exportações de robusta caíram 45%, de 37,4 mil sacas em fevereiro de 2006 para 20,5 mil sacas no mês passado.

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A culpa é sempre do mosquito
Alerta Total
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A ocorrência de dengue no Brasil cresceu 25,64% em janeiro e fevereiro, comparada com o mesmo período de 2006.
O Estado do Mato Grosso do Sul tem 47,4% dos casos.
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A verba nacional para prevenção da doença aumentou apenas timidamente.
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A culpa de todo o problema é do mosquito, que não pára de se reproduzir.
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COMENTANDO A NOTICIA: Eis aí outra política de saúde pública abandonada no primeiro reinado de Lula e que a população acaba sofrendo as conseqüências. E, claro, acaba sendo a população pobre quem mais acaba sendo vitimada, por falta de investimento não apenas nos programas de prevenção que foram simplesmente abandonados, mas também por falta de investimento em saneamento. E, por favor, não se venha agora apregoar como causa heranças de governos anteriores. Nenhum mosquito da dengue vive tanto tempo. Os problemas de agora são por incompetência do próprio governo Lula que em quatro anos manteve-se distante do problema.

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Paraense condenada por tráfico na Irlanda

Vanuza da Silva Lima, 35, que aparece na foto do jornal Irish Independent, foi condenada a seis anos de prisão por contrabandear cápsulas de cocaína avaliados em 74 mil euros, cerca de R$ 200 mil, em março de 2006. Vanuza, que é de Belém (PA), foi presa no aeroporto de Dublin com mais de um quilo da droga no estômago e se confessou culpada de tráfico internacional. A pena foi reduzida após a juíza considerar que Vanuza "deveria estar em sérios problemas financeiros para trazer a droga dessa forma" e mostrou-se "verdadeiramente arrependida". Ela entrou na Irlanda via Amsterdã, Holanda, após ingerir as cápsulas em São Paulo. Disse que ganhou US$ 1 mil pelo serviço para ajudar os dois filhos e e a mãe doente. Vanuza não tem antecedentes criminais e foi apanhada pela polícia irlandesa num teste de urina.

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Falou e disse:

“O PT e a base do governo têm menos medo do caos nos aeroportos que da abertura da caixa preta das obras da Infraero. Por isso não deixam fazer CPI.”

Do deputado Durte Nogueira (PSDB-SP), sobre a operação governista para evitar a criação da CPI do Apagão Aéreo.

Chávez manda fechar fábrica da Coca-Cola

Fonte: BBC Brasil

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou fechar por 48 horas a fábrica da Coca-Cola no país, um dos principais símbolos do investimento americano no exterior.

O governo venezuelano argumentou que a fábrica, que desde 2003 pertence a investidores mexicanos, não vinha pagando corretamente seus impostos.

Em um comunicado, a Coca-Cola Femsa, maior fábrica do refrigerante na região, de acordo com a imprensa venezuelana, negou a acusação e disse que "paga tributos em dia e respeita as leis fiscais do país".

A empresa acrescentou ainda que, apesar da decisão oficial, continuará a funcionar na Venezuela. A Coca-Cola possui 32 representações que empregam 7,4 mil pessoas no país.

A medida do governo Chávez faz parte do programa "evasão zero" e foi anunciada nesta semana pelo Serviço Nacional Integrado de Administração Alfandegária e Tributária (Seniat).

Nacionalização Assim que foi eleito pela terceira vez, em dezembro do ano passado, o presidente Hugo Chávez anunciou a nacionalização de diferentes setores, dentro do que chamou de "socialismo do século 21".

A nacionalização, informou Chávez, atingiria, entre outras, as empresas transnacionais de petróleo Exxon Movil e Chevron, dos Estados Unidos, além da francesa Total e da britânica British Petroleum.

O líder venezuelano disse que essas companhias teriam que se submeter ao controle da estatal PDVSA. No setor de telecomunicações, a empresa privada CANTV, com participação da americana Verizon Communications, passaria à administração e poder do Estado.

Na área de energia elétrica, o alvo foi a EDC, controlada pela americana AES Corporation, especializada na produção e distribuição do setor.

No mês passado, o grupo americano assinou acordo com o governo Chávez, com a venda de sua parcela de 82% no negócio, e abriu caminho para a nacionalização.

Bush Os anúncios de Chávez provocaram críticas públicas do presidente dos Estados Unidos e de outras autoridades americanas.

Dona da maior reserva de petróleo do mundo e quinto maior exportador mundial do produto, a Venezuela liderada por Chávez vive uma queda de braço cada vez mais intensa com o governo Bush. Em seus discursos, o líder venezuelano costuma dizer que é preciso "derrotar o imperialismo".

O anúncio do fechamento temporário da fábrica da Coca-Cola na Venezuela ocorre a poucas horas do início de um giro do presidente americano George W. Bush por cinco países da América Latina, incluindo o Brasil.

A Venezuela não faz parte da lista de países que serão visitados por Bush. Durante a viagem do presidente americano por Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, Chávez viajará para Argentina e Bolívia, que também ficaram de fora da agenda de Bush pela América Latina.

COMENTANDO A NOTICIA: Para quem conhece bem a dimensão da pobreza de Cuba, pode imaginar que a Venezuela esteja o mesmo caminho, com uma diferença: por enquanto o petróleo será capaz de assegurar uma melhor qualidade de vida ao seu povo. Mas quanto tempo isto irá durar ? Chávez ao agir de forma tão imbecil, está deixando claro que não deseja os venezuelanos tenham e usufruam da modernidade e do progresso. Ao propalar sua política de “socialismo do século XXI”, na verdade está dando direção um passo na direção contrário: seu socialismo é o retorno do país ao atraso do início do século 20. Nada além disso. Contudo, sabão que se aperta muito entre os dedos, um dia escorrega escapa. Com a Venezuela não será diferente. Assim como Cuba está prestes a sua libertação, a Venezuela, por mais que a visão atrasada e ignorante de Chávez predomine o povo venezuelano, terá, ao final, a mesma sorte.

Lula é 'socialista barato', diz senador dos EUA

Bruno Garcez, BBC Brasil

O senador republicano Charles Grassley julga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um "socialista barato" que acusa os Estados Unidos de serem protecionistas para "camuflar o seu próprio protecionismo".

"Eu estive no Brasil há um ano com uma missão comercial americana e sei como o governo brasileiro se sente a respeito de todas essas coisas. Eles repetem que os Estados Unidos e a União Européia são protecionistas em relação à agricultura porque não querem fazer concessões em serviços e em produtos manufaturados e tentam acobertar o seu próprio protecionismo", disse.

Grassley, que já presidiu o Comitê de Finaças do Senado e que ainda é um dos seus mais destacados membros, culpa o Brasil e a Índia pelo fracasso das negociações da Rodada de Doha, da Organização Mundial de Comércio.

O senador também era contrário a que os dois países fossem contemplados pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), o expediente que permite a países em desenvolvimento exportar alguns produtos manufaturados para os Estados Unidos sem ter de pagar tarifas de importação. Mas sua proposta acabou sendo derrotada no Congresso, no final do ano passado.

Concessões mútuas
De acordo com o senador, os brasileiros tentam acobertar o fato de que protegem a sua própria indústria da competição americana. "Autopeças brasileiras entram nos Estados Unidos sem quaisquer tarifas. Mas autopeças americanas entram no Brasil com tarifas de 35%, então que Lula não me venha falar de protecionismo. Ele está tentando camuflar suas próprias fraquezas".

Segundo Grassley, a maneira de reviver a Rodada de Doha seria através de concessões feitas de parte a parte. "Nós nos juntamos e cada um abre mão de um pouco, em agricultura, manufaturados e serviços. E em breve teremos um acordo de Doha. Mas eles querem um acordo?", indagou o senador.

"Eles não deveriam questionar os Estados Unidos. Estamos à frente desse processo há sete anos, reduzindo tarifas". Por isso, acrescentou Grassley, "nenhum socialista barato como Lula vai me dizer que nós somos protecionistas".

MemorandoEm um comunicado divulgado nesta sexta-feira à tarde, Grassley se mostrou aliviado com os termos do memorando assinado pelo Brasil e os Estados para a realização de uma parceria na produção de etanol.

No documento, Grasley se disse "feliz que o acordo não fala explicitamente sobre a construção de um projeto piloto ou de projetos pilotos para a construção de usinas no Caribe pelos Estados Unidos e pelo Brasil".

O senador, que representa o Estado do Iowa, o principal produtor de etanol americano, disse temer que "tal proposta poderia fazer com que os dólares do contribuinte americano subsidiassem a produção de etanol que poderia entrar em nosso mercado e competir diretamente com o etanol produzido nos Estados Unidos".

Grassley acrescenta que viu "o etanol dar um grande impulso às comunidades rurais do Iowa. Seria contraprodutivo minar esse progresso". Mas ele acrescentou que o texto do memorando é "vago" e que por isso vai continuar a "monitorar os desdobramentos desse acordo".

Ainda que veja com ressalvas a cooperação defendida pelo presidente George W. Bush, Grassley acrescenta que o histórico do líder americano em relação ao etanol é "melhor do que o de qualquer presidente".

Brasil criará Banco do Sul com Argentina e Venezuela

Fonte: INVERTIA

O Brasil aderiu à iniciativa argentina-venezuelana de criar um Banco do Sul e aceitou analisar com a Argentina um convênio para eliminar a dupla tributação no comércio bilateral. As informações são da agência Ansa.

A informação foi dada pelos ministros de Economia da Argentina, Felisa Miceli, e da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, durante uma coletiva de imprensa na qual foi ratificado que no dia primeiro de julho entrará em vigor um acordo para o intercâmbio comercial direto com suas moedas: o peso e o real.

"O Banco do Sul significará um passo adiante na integração financeira" dos países da região, destacou Mantega, que depois propôs o fortalecimento e a transformação de entidades regionais que já existem como o Fundo Financeiro para o desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) e a Corporação Andina de Fomento (CAF).

Os ministros dos dois países concordaram em trabalhar intensamente para eliminar a dupla tributação no comércio bilateral, com o objetivo de fortalecer a integração do Mercosul.

A proposta é que o Banco do Sul atue na região da mesma forma que os bancos centrais atuam nos países, para enfrentar períodos de desequilíbrio regional e evitar os condicionamentos de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Nos últimos dois anos, o Brasil, a Argentina e o Uruguai pagaram suas dívidas com o FMI para evitar um endividamento com condições sobre política econômica que essa entidade impõe.

O intercâmbio comercial com moedas domésticas, sem passar pelo dólar norte-americano, permitirá uma redução nos custos bancários e financeiros, apesar de que esse sistema será opcional para as empresas.

Segundo o Banco Central da República Argentina (BCRA), a eliminação do dólar no comércio com o Brasil permitirá uma economia de 2,5% do valor efetuado.

Doença bem remunerada

Estado de Minas
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O ex-deputado José Janene (PP-PR) recebeu verba indenizatória para ficar em casa. Pesquisa no bancos de dados da Câmara sobre os gastos com a ajuda de custo mostra que o parlamentar embolsou R$ 138,5 mil, entre outubro de 2005 e dezembro de 2006, período em que permaneceu praticamente longe do Parlamento, alegando problemas de saúde. Janene foi acusado de participar do esquema do mensalão, sendo absolvido pelos colegas em votação no plenário.
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O paranaense apresentou nove licenças médicas à Câmara para ficar em repouso com a justificativa de ser portador de cardiopatia grave (doença no coração), tendo como contra-indicação a exposição a situações de estresse emocional. Mas descanso, ao que parece, foi algo que o deputado não quis desfrutar durante sua permanência no Paraná. Do total indenizado, segundo informações oficiais, R$ 112,4 mil (ou 81,1%) se destinaram a despesas com combustíveis e lubrificantes.
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Em fevereiro do ano passado, foram repassados a Janene R$ 18,4 mil, dos quais 100% declarados como despesas com combustíveis. Ele encheu o tanque até de barcos, pois, em novembro de 2005, o ex-deputado recebeu R$ 5,5 mil referentes a despesas com combustível para embarcações. O Estado de Minas apurou que as indenizações recebidas por Janene , no período de seu afastamento, variaram de R$ 4 mil (recebida em abril de 2006) a R$ 20,6 mil (fevereiro de 2006). Entre outubro de 2005 e dezembro de 2006, foram declaradas ainda despesas com aluguel de imóveis, aquisição de material de expediente e divulgação da atividade parlamentar. A reportagem confirmou no setor de registro parlamentar da Câmara que todo o período esteve coberto por atestados de saúde.
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Um suplente só é convocado para substituir um parlamentar de licença médica depois de 120 dias de afastamento. Ou seja, mesmo em casa por recomendação dos médicos, o deputado licenciado continua a receber o salário e as verbas indenizatórias a que têm direito para gastos com serviços postais, combustíveis, divulgação da atividade parlamentar. Coincidentemente, apesar de ter ficado afastado quase um ano, Janene renovava as licenças a cada 30 ou 60 dias, evitando, assim, que se completassem os 120 dias, já que o prazo vencido obrigaria a convocação de um suplente para o lugar.
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A oposição classificou as licenças médicas de Janene como ato de manobra para se protelar o desfecho de seu processo no Conselho de Ética da Câmara. Em razão das licenças, seu processo por quebra de decoro, por causa de seu envolvimento com o mensalão, foi concluído apenas em dezembro passado, apesar de ter sido aberto ainda em 2005. Mas, depois de passar por três juntas médicas, incluindo duas da Câmara, ele recebeu o diagnóstico de portador de cardiopatia grave. Em janeiro passado, foi aposentado pelo ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB) com vencimento integral, hoje no valor de R$ 12.847,20 — salário que passa a receber até o fim da vida. O Estado de Minas ligou para quatro telefones que, conforme a companhia telefônica, pertencem a Janene, mas apenas uma ligação foi respondida e a pessoa, que não quis se identificar, disse que o ex-deputado só atenderia em seu escritório, que estava fechado.

COMENTANDO A NOTICIA: Enquanto canalhas como a deste tipinho andarem soltos, rindo às nossas custas, e flanando pose de marajá bancado com dinheiro roubado do povo, enquanto vermes ordinários como Janene não responderem na Justiça por seus crimes, e condenados, pagarem sua dívida devidamente encarcerados, é a partir desta imunda impunidade que nascerão os crimes, e aumentará a violência. É esta gentalha que torna o país pobre e miserável, atrasado e selvagem.

Voltaram atrás

Abaixo, a lista de deputados que cederam à pressão do governo para retirar o apoio dado à CPI do Apagão Aéreo. Esses deputados assinaram o pedido de criação da CPI, mas no plenário recuaram e votaram contra a comissão parlamentar de inquérito:

Abelardo Camarinha (PSB-SP)
Aelton Freitas (PR-MG)
Afonso Hamm (PP-RS)
Alice Portugal (PC do B-BA)
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Arnon Bezerra (PTB-CE)
Atila Lira (PSB-PI)
Bernardo Ariston (PMDB-RJ)
Beto Mansur (PP-SP)
Bilac Pinto (PR-MG)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Colbert Martins (PMDB-BA)
Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Dr. Adilson Soares (PR-RJ)
Dr. Ubiali (PSB-SP)
Edmilson Valentim (PC do B-RJ)
Edson Ezequiel (PMDB-RJ)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Ernandes Amorim (PTB-RO)
Eugênio Rabelo (PP-CE)
Fábio Ramalho (PV-MG)
Felipe Bornier (PHS-RJ)
Frank Aguiar (PTB-SP)
Geraldo Pudim (PMDB-RJ)
rson Peres (PP-PA)
omero Pereira (PR-MT)
Hugo Leal (PSC-RJ)
José Linhares (PP-CE)
Jovair Arantes (PTB-GO)
Jusmari Oliveira (PFL-BA)
Lazaro Botelho (PP-TO)
Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
Lucenira Pimentel (PR-AP)
Lúcio Vale (PR-PA)
Luiz Bittencourt (PMDB-GO)
Luiz Carlos Busato (PTB-RS)
Manato (PDT-ES)
Manoel Junior (PSB-PB)
Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA)
Marcelo Itagiba (PMDB-RJ)
Marcelo Ortiz (PV-SP)
Marcio França (PSB-SP)
Mauro Benevides (PMDB-CE)
Nelson Trad (PMDB-MS)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE)
Paulo Piau (PPS-MG)
Perpétua Almeida (PC do B-AC)
Renildo Calheiros (PC do B-PE)
Ricardo Izar (PTB-SP)
Roberto Britto (PP-BA)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sabino Castelo Branco (PTB-AM)
Silas Câmara (PAN-AM)
Takayama (PAN-PR)
Tonha Magalhães (PR-BA)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Veloso (PMDB-BA)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Zé Gerardo (PMDB-CE)
Zequinha Marinho (PMDB-PA

COMENTANDO A NOTICIA: Seria legal a gente saber qual foi o “mimo” recebido pelos “diligentes” parlamentares, para sua brusca mudança de opinião e voto. Neste balcão de negócios, as consciências planam nas asas dos cifrões...

PDT quer Previdência, mas rejeita reformas

Valor Econômico
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O presidente do PDT, Carlos Lupi, é o nome do partido para assumir o Ministério da Previdência se essa for a Pasta a ser concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à legenda. Ontem, o líder pedetista na Câmara, Miro Teixeira (RJ), disse que se o convite se confirmar, nenhuma reforma no sistema previdenciário que prejudique os trabalhadores será realizada.
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"Não apoiaremos jamais qualquer reforma que prejudique direito dos trabalhadores", disse Miro, no Congresso Nacional. A Pasta da Previdência é a mais desejada pelo partido. Em reunião com o presidente há duas semanas, a sigla disse que a Previdência, ao lado do Trabalho e da Educação, seriam aquelas com mais afinidade ideológica com o PDT. Desde então, os nomes de Lupi e do próprio Miro têm sido fruto de especulações. Mas o líder na Câmara diz que quer permanecer no Parlamento.
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Em cerimônia realizada na tarde de ontem, no Palácio do Planalto, para a posse dos três novos líderes do governo no Congresso, mais um sinal de que o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia (PTB), está confirmado na Coordenação Política e Relações Institucionais. Além de Tarso Genro e do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, o único ministro presente ele. Os demais presentes eram parlamentares e líderes de partidos.
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"Sou um soldado. Tenho um entusiasmo enorme pelo governo e vou para onde o presidente quiser", disse Walfrido, que já tratou ontem de temas relacionados à coordenação política. Falou sobre a tentativa da oposição de criar a CPI do Apagão Aéreo e fez elogios ao Congresso. "A Câmara e o Senado são soberanos".
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Walfrido reiterou que não deixará o PTB, pelo menos por enquanto. Afirmou que quer continuar no partido para ajudar a legenda a se posicionar em relação ao governo. "Em um partido democrático, a maioria prevalece. Recebi o apoio das duas bancadas, da Câmara e do Senado. Elas estão totalmente no governo. Só há algumas desavenças em diretórios estaduais", disse. O ex-assessor jurídico da Presidência, José Dias Toffoli, que tem participado de reuniões de transição, deve tomar posse na próxima semana no cargo de Advogado Geral da União.
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Tomaram posse ontem a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) líder do Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR) a liderança no Senado e, José Múcio Monteiro (PTB-PE), a da Câmara. Durante a cerimônia, o presidente Lula deu declaração surpreendente sobre o difícil relacionamento do governo com o Congresso no primeiro mandato: "No primeiro mandato, o resultado da relação com o Câmara e o Senado foi o mais virtuoso possível".
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Nos primeiros quatro anos de governo, o governo acumulou derrotas no Congresso. A maior delas, na disputa pela presidência da Câmara, quando os dois candidatos petistas foram preteridos e o plenário elegeu Severino Cavalcanti (PP-PE). O governo também foi derrotado na votações dos relatórios das CPIs dos Bingos e dos Correios, perdeu a disputa em duas indicações para o Tribunal de Contas da União e foi derrotado na indicação de um membro do Conselho Nacional de Justiça. Além de diversas derrotas nas votações de projetos, como a MP dos Bingos, a não aprovação da reforma tributária e questões relacionadas ao salário mínimo, houve a denúncia do mensalão e dos sanguessugas.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Se não é fazer o que é preciso, se não é para cumprir uma missão de servir ao país e dar à Previdência Social a estrutura necessária para torná-la melhor, para quê querem o seu comando ? Só para posar na foto e fazer média junto ao eleitorado ? Só para dizerem que “foram” ministros ? Melhor do que isso seria não enganarem o povo. ?Seria deixar o caminho livra para outra pessoa com mais decisão e competência fazer o que precisa ser feito. Querer o cargo mas sem aceitar os encargos, é de uma hipocrisia dolorosa.

TOQUEDEPRIMA...

''Greve não é para desgraçar o cidadão''
De O Globo:

"O governo não vai recuar de decisão de regulamentar e limitar a greve nos setores do serviço público considerados essenciais. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou ontem que, mesmo sem o apoio de sindicalistas, o Palácio do Planalto vai enviar, em quatro meses, o projeto de lei que regulamenta o artigo da Constituição que trata de greve no funcionalismo.

- Greve é para o trabalhador fazer pressão sobre o patrão, no caso o poder público, para conseguir o seu objetivo. Não é para desgraçar a vida do cidadão - disse o ministro, após encontro com sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT)."

COMENTANDO A NOTICIA: É mesmo, seu cretino ? E por que quando Lula e seu bando de canalhas do petê estavam na oposição, agiam exatamente ao contrário da pregação de agora ? Qual é o medo, hein ? Que o feitiço vire contra o feiticeiro, é ? Então, já podemos saber que vocês estão armando verdadeiras bombas para jogar nas costas dos trabalhadores do país ! Porque com certeza, esta momentânea preocupação com as greves nos serviços essenciais, tem lá sua oculta e escusa razão !!! Ora se tem !!! Porque, quando outro presidente tentou fazer a mesma coisa, os petistas só faltaram botar fogo no Congresso ? Também acho que sempre por detrás das greves patrocinadas pelo CUT e demais gangues, sempre houve abusos, muita sacanagem e politicagem das mais ordinárias. Eis a prova. Que se discipline sim, mas que se discuta toda a sociedade, e não apenas entre quatro paredes, na calada da noite, e por meia dúzia de safados sindicalistas baba-ovo do governo que os alimenta com gordas e generosas doações, com carguinhos bem vagabundos mas bem remunerados...

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Brasil recebe Bush, mas adverte que não se distanciará de Chávez

Depois de o presidente George W. Bush ter feito críticas abertas ao presidente Hugo Chávez, o governo brasileiro fez questão de reafirmar que a aproximação dos Estados Unidos não significará distanciamento da Venezuela. O País “não tem relações excludentes”, disse ontem a ministra Dilma Rousseff, num claro recado à Casa Branca. Na véspera, Bush havia dito ao Estado e a outros quatro jornais latino-americanos que o estatismo de Chávez só trará miséria à região. Ontem, o subsecretário Thomas Shannon acusou o venezuelano de “comprar favores”.

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Polícia prende universitária suspeita de liderar roubos em Campinas
da Folha Online
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Uma estudante de direito de 21 anos que morava em um condomínio de luxo, em um bairro nobre de Campinas (95 km a noroeste de São Paulo), foi presa na quarta-feira (7) suspeita de liderar uma quadrilha que roubava mansões e lotéricas da cidade.
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Segundo a Polícia Civil, a universitária usava o carro que ganhou do pai --um Astra-- para levar dois homens às casas e lotéricas que seriam assaltadas. Desde o começo deste ano, o grupo teria roubado dez casas e quatro lotéricas. Um dos homens suspeitos de atuar ao lado da estudante está preso e o outro, foragido.
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Na casa da moça, foram apreendidos vídeos e fotos em que os três aparecem armados e com o dinheiro roubado. Depois de presa, ela foi encaminhada para a Cadeia Feminina de Indaiatuba (102 km a noroeste de São Paulo).

COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais uma prova para enterrar o lixo propagado por Lula de querer culpar a pobreza e a exclusão pela criminalidade. A opção de ser bandido é uma razão natureza social, porque a obriga a alguém a enveredar pelo crime. Isto é uma escolha sempre pessoal, independente de condição social ou econômica.; Na verdade o lixo de Lula serve apenas para encobrir a incompetência governamental, a omissão de quem não têm capacidade para tomar as decisões adequadas a melhoria do país. Este lixo ordinário, é apenas para justificar a ausência do governo nas questões mais essenciais da vida de todo os brasileiros que é a segurança pública. É aquele vício de quem não tem a dignidade de assumir suas próprias culpas, de não querer pagar o preço político de sua omissão e negligência (e até incluiria conivência), e que acha que sempre deve jogar a culpa nos outros do que em si mesmo.

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Como surgiu o Dia Internacional da Mulher
Greve de mulheres em Nova York e na Rússia deu origem à data

SÃO PAULO - Oito de março de 1857. Nesse dia, cerca de 130 mulheres entraram em greve e morreram queimadas dentro da fábrica de tecidos, em Nova York, nos Estados Unidos, onde trabalhavam. Outra paralisação, desta vez na Rússia, também colaborou com a instituição do Dia Internacional da Mulher.

As operárias da fábrica de tecido entraram em greve para pedir a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas e o direito à licença maternidade. A polícia interveio. As mulheres foram trancadas na fábrica e morreram carbonizadas.

Em 1910, em uma conferência em Copenhague, na Dinamarca, foi decidido que o Dia Internacional da Mulher seria no dia 8 de março. A data só foi reconhecida em 1975 pela Organização das Nações Unidas.

Em 1917, as mulheres russas fizeram uma greve que foi o estopim para a revolução naquele país. “Este é outro caso de luta das mulheres”, diz a integrante da Sempre Viva Organização Feminista, Sônia Maria Coelho.“A data homenageia a capacidade de organização e coragem das mulheres”, afirma.

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Quinze crianças moram em presídio de MT
Redação Terra

Ao menos 15 crianças, com idades entre zero e 4 anos, moram no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá (MT), onde suas mães estão presas. Uma delas é uma recém-nascida, que chegou anteontem à tarde do hospital. Há ainda cinco presidiárias grávidas, segundo a Folha de S.Paulo.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, as crianças ficam durante o dia numa creche improvisada e desaparelhada e são cuidadas por outras presas sem capacitação.

À noite, todas dormem nas celas com as mães. Como cada unidade aloja, em geral, duas mulheres e há apenas um colchão, é comum que as crianças durmam no chão, segundo o Ministério Público do Estado.

O Ministério Público enviou, em fevereiro, ofício à Secretaria da Segurança Pública pedindo que as crianças com mais de seis meses sejam retiradas do local, além de requisitar melhorias na creche.

Um projeto (real) para o Brasil

Pedro do Coutto, Tribuna da Imprensa

O PIB brasileiro, como o IBGE revelou nos jornais de quinta-feira, cresceu muito pouco em 2006, taxa de 2,9 por cento dentro de um índice demográfico de 1,3, que equivale ao nascimento de 2 milhões de novos habitantes no espaço de doze meses. O avanço, como todos reconhecem, a partir do próprio governo, foi muito pequeno, insuficiente. Sobretudo para descontar atrasos sucessivos, como os que aconteceram ao longo do período Fernando Henrique Cardoso. Em 97, em vez de evolução, houve retrocesso efetivo de 1,4 por cento. No ano 2000, uma descida de 0,7.

A população, claro, continuou - e continua - subindo, como é natural. Em 2004, já na era Lula, recuo de 0,9. O avanço de 2,9 pontos no ano passado não compensou o déficit acumulado, tampouco representou uma etapa positiva em termos de Produto Interno Bruto em face da população. O processo de desenvolvimento econômico-social ficou contido, como acentua o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Não há marketing capaz de convencer a opinião pública se não se basear em algo concreto. O governo continua devendo, por mais um ano, este algo concreto.

A explicação para a economia encontrar-se pouco veloz está no fato de que a política econômica é muito mais voltada para o plano financeiro do que para a produção. E sem produção não é possível atingir o desenvolvimento. Está faltando um projeto para o Brasil. Como aquele que o País teve a partir do momento em que Juscelino Kubitschek assumiu a presidência da República a 31 de janeiro de 56. No dia primeiro de fevereiro, o "Diário Oficial" publicava o plano de metas para o qüinqüênio.

JK convocou a primeira reunião do ministério para as 7 horas da manhã, no Palácio do Catete, logo ao início de sua administração, e, a partir daquele momento, começou a tocar o projeto. Os resultados apareceram. Não havia um centavo de dívida interna, esta só começou com Mário Henrique Simonsen na Fazenda, governo Geisel. A dívida externa na administração Kubitschek atingiu 2 bilhões de dólares.

Hoje, a dívida interna mobiliária, está no "Diário Oficial" de 28 de fevereiro, revelada pelo secretário do Tesouro Nacional em exercício, Tarcísio José Godoy, alcança 1 trilhão e 251 bilhões de reais. A dívida externa, em torno de 140 bilhões de dólares. Porém, o mais importante é que a taxa de investimentos públicos prevista para este ano é de apenas 67 bilhões de reais.

O orçamento passa de 1 trilhão e 600 bilhões, o PIB atinge o montante aproximado de 1 trilhão e 900 bilhões de reais. A proporção percentual dos investimentos programados em relação ao PIB, como se vê, está na escala de 3,5 por cento. Muito baixa. Impossível crescer assim. Inclusive as aplicações de capital mais expressivas acham-se concentradas na Petrobras e Furnas, as duas maiores estatais do País.

Isso de um lado. De outro, a leitura do trabalho de Tarcísio José Godoy leva a diversas descobertas. Aliás, como digo sempre, nada melhor do que a leitura do "Diário Oficial" para derrubar mitos que atravessam o tempo. Por exemplo: o déficit da Previdência Social, na realidade, não existe. As despesas com o funcionalismo civil e militar da União, em 2006, foram de 115 bilhões. Deste total, 66,1 bilhões com o pessoal ativo, 48,9 bilhões de reais com os aposentados, reformados e pensionistas. O que fazem os tecnocratas?

Misturam a seguridade do funcionalismo público com o INSS dos trabalhadores particulares, computam esses 48,9 bilhões e lançam esta parcela como déficit. Não é nada disso. Os servidores civis e militares, durante a vida toda, contribuíram com 11 por cento sobre seus vencimentos, sem limite, para garantir a aposentadoria integral. Onde está o déficit? O que fez o governo, ao longo do tempo, com a receita arrecadada?

Um mito desaba. Tanto assim que o mesmo balanço publicado pelo STN separa esta rubrica daquela que se refere aos aposentados e pensionistas do INSS. Esta assinala uma despesa de 231,7 bilhões e abrange 24 milhões de aposentados e pensionistas originários das relações trabalhistas com empresas privadas.

Outro dado importante contido no levantamento de Tarcísio Godoy é que as despesas com pagamento de juros aos bancos para rolagem da dívida interna estão previstas no montante de 165,8 bilhões este ano. No ano passado, atingiram 179,5 bilhões de reais. A explicação é a descida da taxa, atualmente no valor de 13 por cento ao ano. A dívida mobiliária federal, como vimos, está calculada em 1 trilhão e 251 bilhões.

Impossível de ser paga. Pois o trabalho da Secretaria do Tesouro Nacional assinala que a receita tributária, em 2007, encontra-se estimada em 589,9 bilhões de reais. Se a receita tributária representa algo em torno de um terço da dívida, como esta poderá ser saldada algum dia? Não há hipótese. Economia nos gastos está sendo feita, principalmente no que se refere à folha do funcionalismo público. Vamos encontrar a seguinte comparação: em 2006, ela custou ao Tesouro 115 bilhões.

A perspectiva para este ano é de que alcance apenas 118,7 bilhões de reais. Um aumento em torno de 1,5 por cento. Logo, a folha deste exercício não prevê reposição inflacionária para os funcionários. Se estivesse prevendo, teria que acrescentar pelo menos 3,6 por cento à despesa, já que 3,6 pontos foram a inflação identificada pelo IBGE no decorrer de 2006. O "Diário Oficial" continua sendo o grande revelador do País. Inimigo dos mitos.

O insuportável brilho dos Estados Unidos

por Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga, Blog Diego Casagrande
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A vinda do presidente Bush ao Brasil, que muitos dizem com razão ser tardia para barrar a influência exercida por Hugo Chávez, suscita algumas reflexões sobre o agudo sentimento antiamericano existente na América Latina que, se sempre existiu, agora está exacerbado. O que motiva isso?
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Por volta de 1700, as colônias que compunham os impérios espanhol e português pareciam sinalizar para um futuro rico e pleno de êxito se comparadas com as da América do Norte. Entretanto, fatores culturais ligados ao tipo de colonização e gerados ao longo do processo histórico conferiram destinos diferentes às Américas do Norte e do Sul.
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Os Estados Unidos, de país agrícola produtor de matérias-primas trocadas por produtos industrializados, se converteram em potência industrial e na nação mais poderosa do mundo. Ao poderio industrial, financeiro e bélico os norte-americanos adicionaram o primado científico e, a partir de 1923, começaram a conquistar prêmios Nobel de medicina, de física, de química. Os norte-americanos foram os primeiros a fazer a bomba atômica, o reator nuclear, a mandar o homem à lua. Práticos, objetivos, criativos, determinados, eles construíram uma novus ordo seculorum” a partir do espírito liberal que privilegia a democracia e o respeito às leis.
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Em sua obra, “A Democracia na América” (1835-1840), observou Aléxis de Tocqueville sobre os Estados Unidos: “Os homens ali se mostram mais iguais pela riqueza e pela inteligência ou, por outras palavras, mais igualmente fortes do que em qualquer outro país do mundo e do que em qualquer outro século relembrado pela história”.
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É brilho demais a ofuscar de modo insuportável os latino-americanos que, no fundo, sonham ser os Estados Unidos e não conseguem.
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Não precisaríamos ter tido uma história de fracassos, mas a questão foi que tivemos uma “embriogenia defeituosa” e tanto nas colônias espanholas quanto na brasileira surgiram “sociedades invertebradas” sem, como diria Ortega y Gasset, “a potência verdadeiramente substancial que impulsiona e nutre um processo nacional: um projeto sugestivo de vida em comum”. Não tivemos a “comunidade de propósitos” das colônias inglesas, aquele elo que faz com que grupos integrantes “convivam não por estar juntos, mas sim por fazer algo juntos”.
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O que prevaleceu na América Latina foram as sociedades desiguais, o isolamento entre as camadas sociais, a falta de “minorias seletas” que comandassem o processo emancipatório, a inexistência do espírito associativo substituído pela vivência no pequeno mundo familiar ou clânico, os governos perdulários, os caudilhos incompetentes. A soma de tais fatores gerou o atraso econômico e, sobretudo, a mentalidade do atraso.
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No nosso subdesenvolvimento político e econômico, onde a corrupção é endêmica, padecemos como se vivêssemos exilados em terra própria. Sentimentos contraditórios de altivez e inferioridade nos acometem e na ânsia de nos libertarmos da síndrome do fracasso, cujas raízes se prendem ao passado, preferimos descarregar nossa frustração em possíveis culpados, aqueles que seriam responsáveis pelos problemas que nós próprios criamos. Culpamos de Colombo a Bush por nossas fraquezas e mazelas. Só nos esquecemos de perguntar o que fizemos a nós mesmos.
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Jean-François Revel, na introdução à obra de Carlos Rangel, “Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário”, afirma que “a história da América Latina prolonga a contradição que lhe deu origem. Oscila entre as falsas revoluções e as ditaduras anárquicas, a corrupção e a miséria, a ineficácia e o nacionalismo exacerbado”. Conclui dizendo que “o êxito insolente dos Estados Unidos” tornou-se um fator adicional de amargura para nós.
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Para nos contrapormos aos nossos males devemos nos tornar socialistas. Seríamos revolucionários de esquerda. Mas como disse Roberto Campos, “como pessoa física, somos comunistas, como pessoa jurídica, somos capitalistas”. Não suportamos o liberalismo que nunca tivemos. Não importa se o socialismo em toda parte em que foi implantado acabou com a liberdade, anulou o indivíduo, subjugou através do Estado tirânico. Se antigamente se gritava fora ianque, hoje é a mesma coisa. Ficamos paralisados no tempo como aquelas músicas mexicanas tipo “Cucurucucu Paloooooomaaaaaaaaaaaaa”. Somos incapazes de “virar o disco”.
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Na visita de Bush, vejo manifestações de nossas garbosas esquerdas agitando bandeiras vermelhas pelo Brasil afora. Não aparecem passeatas ou manifestações contra a corrupção, a violência, os impostos escorchantes, a má qualidade da saúde e da educação, o pífio crescimento econômico.
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A realidade, porém, é que não podemos viver sem capitalismo e até a China restituiu ao povo a propriedade privada. Nós, filhos dependentes do pai-Estado, estamos felizes transferindo nosso capital para os políticos profissionais ou para países amigos como, por exemplo, a Bolívia. Yes, nós amamos Chávez e odiamos Bush.

TOQUEDEPRIMA...

BNB bloqueia dinheiro para réveillon petista em Fortaleza

A denúncia de superfaturamento da festa de réveillon na capital cearense teve rápida repercussão. O BNB (Banco do Nordeste do Brasil) mandou bloquear o repasse de R$ 150 mil, destinado a bancar o evento. O dinheiro seria transferido para a conta de empresa responsável pela organização da festa, contratada sem licitação.
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Reportagem da revista Veja desta semana revela que a prefeita de Fortaleza, a petista Luizianne Lins, promoveu uma festança na cidade para comemorar a virada do ano. A farra foi quase toda bancada por dinheiro público. Vereadores da oposição descobriram que ela estava superfaturada.
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Na Assembléia Legislativa do Ceará foi protocolado o pedido de abertura de CPI feito pelo PSDB. Já na Câmara Municipal, a oposição ainda precisa recolher as 14 assinaturas necessárias.

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Lula convida Franklin Martins para o lugar de André Singer
Por Kennedy Alencar, na Folha:
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o jornalista Franklin Martins para assumir a área de comunicação e imprensa do governo. O atual secretário de Imprensa e Divulgação, André Singer, pôs o cargo à disposição em 2006 e considera ter cumprido sua missão, segundo apurou a Folha. A reforma ministerial como um todo deve ser anunciada na próxima quinta-feira, conforme informou o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) a líderes de partidos aliados no Congresso. Franklin Martins, 58, comentarista da TV Bandeirantes e colunista do Portal iG, não deu resposta definitiva. Segundo a Folha apurou, seu nome foi sugerido a Lula pelo jornalista João Santana, marqueteiro da campanha eleitoral de Lula em 2006.

Após a sugestão, Lula e Franklin conversaram. Singer esteve ao lado de Lula nos momentos mais delicados do primeiro mandato, como durante o escândalo do mensalão. Ele pôs o cargo à disposição após a reeleição de Lula, no ano passado. Também jornalista, Singer acumula a função de porta-voz com a de Secretário de Imprensa e Divulgação. A Folha apurou que Franklin não gostaria de atuar como porta-voz. Na conversa com o jornalista, o presidente expôs a idéia de reunir num único órgão parte das atribuições da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo) e da Secretaria de Imprensa e Divulgação.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Não era sem tempo: Lula começa a retribuir tanta cordialidade, textos bondosos, tanta cumplicidade em artigos que enalteceram sua figura ímpar na canalhice e sordidez nacionais. Ser descrito com palavras tão alvissareiras, mereciam mesmo uma reciprocidade grandiosa. Parabéns, Franklin, e se nomeado fores de fato, sorria: não é sempre que tanta falta de escrúpulos é agraciada com carguinhos boca rica. A patifaria envaidecida agradece sensibilizada !!! E até porque, cá entre nós: ele apenas está oficializando o Franklin no cargo que já ocupa desde que foi admitido na Band.

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Punido por cumprir a lei

Primeiro município pernambucano com lei contra o nepotismo, Jaboatão dos Guararapes é o único em que o prefeito responde por improbidade. Newton Carneiro exonerou 34 parentes de autoridades locais, até sua companheira, conforme a lei municipal. Mas o Ministério Público Estadual achou pouco, e quer o afastamento de mais quinze parentes de 3º grau.

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Pé atrás
Radar, Veja online

A reunião dos governadores com Lula, marcada para amanhã, está fadada a ter a pompa dos encontros entre autoridades e os resultados de sempre - ou seja, nenhum. O ânimo dos governadores não é bom para o encontro. Acham que vão fazer escada para Lula brilhar. Pelo menos quinze dos 24 governadores que confirmaram presença na reunião tinham essa opinião na sexta-feira passada.

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Boa notícia: a derrota do PT no Conselho de Ética
Reinaldo Azevedo

Saúdo a vitória do deputado Ricardo Izar (PTB-SP) na disputa pela presidência do Conselho de Ética da Câmara. E o faço por dois motivos:
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1) porque Izar se comportou de forma exemplar no cargo. Se a Câmara não puniu mais mensaleiros, não foi por causa do Conselho de Ética;
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2) porque a vitória de José Eduardo Cardozo (PT-SP), o concorrente, era duplamente nefasta:

- a) contrariava um acordo explícito feito com o aliado PTB. Sim, o PT cresce e se fortalece à custa de traições, que compensa, depois, com prebendas;
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- b) Cardozo gosta de se apresentar como a “ala ética” do PT. Tão ético, que se presta ao papel de estrelar uma pantomima que implica a negação da palavra empenhada.
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Nem todos os petistas são iguais. Mas eles só se distinguem do lado de lá

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Gratidão

O ministro Tarso Genro telefonou ao líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), grato pelo apoio da bancada contra a CPI do Apagão Aéreo.

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O custo das escoltas
Radar, Veja online

No calor da repercussão da morte do menino João Hélio, a Câmara dos Deputados vem apreciando algumas propostas relativas a questões de segurança pública. Poucas são de efeito imediato. Enquanto isso, mofa em algum escaninho, esperando a sanção dos deputados, o projeto aprovado pelo senador Tasso Jereissati em setembro do ano passado autorizando a realização de vídeo-conferências para interrogatórios. Uma escolta policial para um interrogatório simples custa cerca de 2 500 reais. Somente em São Paulo, onde se concentra a maior população carcerária do país, são realizados 7 000 interrogatórios por semana, o que significa quase 17 milhões de reais por semana. Por ano, dá cerca de 700 milhões de reais.

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Conta de luz ficará mais barata em todo País, prevê Anace
Fonte: INVERTIA

A Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia) prevê que as tarifas de energia sejam reduzidas em todo País, com o início da revisão tarifária das distribuidoras de energia, realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), na segunda-feira.

A revisão abrangerá as tarifas de todas as concessionárias do País e deverá terminar somente em 2010. A primeira empresa que teve as contas analisadas pela Aneel foi a Coelce, do Ceará. Para as tarifas dessa concessionária, foi fixada uma redução de 6,67%.

"Esperávamos uma redução maior em razão dos polpudos lucros que as distribuidoras estão apresentando, mas esse percentual, de qualquer forma, é uma sinalização que as tarifas serão reduzidas e que o regulador está atento e cumprindo bem sua missão", diz Lindolfo Paixão, presidente do Conselho de Administração da Anace. Na opinião dele, "seguramente para as empresas do sul e sudeste as reduções serão maiores".

Falta transparência

Cláudio Humberto

Em artigo sobre o terceiro setor, Peter Rosenfeld não poupa ninguém. Sobram críticas para as ONGs, que abocanham verbas públicas sem darem satisfações ao Fisco, para o MST, que faz o que quer sem interferência das autoridades, e até para as igrejas, que adotam o mercantilismo da fé.


ONGs, MST, Igrejas
Peter Wilm Rosenfeld

Curiosa a situação fiscal dessas entidades! Recebem recursos vultosos, dos quais não têm que prestar contas a ninguém. Agem livremente, em todos os campos de atividade, não dando qualquer satisfação à sociedade e/ou ao fisco. O registro em algum órgão oficial, quando exigido, é apenas uma formalidade.
Pergunto-me: está certo isso?

É evidente que há muitas Organizações Não Governamentais que realizam trabalhos meritórios, com seriedade e critérios. O mesmo ocorre com algumas entidades religiosas.

Já do MST só são conhecidas ações violentas, de invasão de propriedades particulares. Ademais, sequer é legalmente registrado, ou seja, como um menor de idade, é inimputável; não existe. Muitas vezes, se não na maioria delas, só cumpre uma determinação da justiça se a autoridade policial se fizer presente.

Anos atrás, qualquer entidade que agisse com benemerência podia requerer que fosse declarada de utilidade pública. Se o governo a reconhecesse como tal, os valores que recebia podiam ser descontados do imposto de renda dos doadores. Esse regime vigorou por muito tempo, permitindo a essas entidades arrecadarem recursos de entidades ou de cidadãos privados.

Como é comum no Brasil, por falta de fiscalização houve abusos de forma crescente. O governo fez como o marido traído. Tirou o sofá da sala, ao invés de punir os infratores. As entidades sérias passaram a ter dificuldades para financiar suas despesas, com o que muitas simplesmente desaparecerem.

As igrejas de vários credos igualmente não sofrem qualquer controle, inclusive com isenção do pagamento de imposto de renda, o que levou à proliferação das chamadas organizações evangélicas, que nada mais são do que caça-níqueis através do engodo do povo. Graças à ignorância de muitos e a crendice de outros tantos, cobram dízimos de forma quase impositiva, enchendo suas burras com dinheiros mal havidos. Seus líderes, os famosos “bispos”, enriquecem, vivendo nababescamente, passando a usar tais recursos para financiar atividades as mais diversas, principalmente no setor de comunicações, na chamada mídia, financiando campanhas políticas de seus líderes. Se eleitos, passam a gozar de imunidade. As próprias seitas estão construindo “templos” nababescos, que rivalizam com as antigas e suntuosas igrejas católicas em todo o mundo. Tudo para iludir (e, até, intimidar) seus fiéis.
Do MST dá até medo de falar, tal sua violência quando suas atividades são criticadas. O uso da violência é considerado normal.

Apesar de ser radicalmente contra a intromissão do Estado em muitos setores da sociedade, pois um empreendimento privado é sempre mais eficiente do que quando gerido pelo Estado, defendo o direito e até a obrigação do Estado de fiscalizar todas as atividades, através de agentes sérios (cada um que tome a designação de sério como achar melhor...).

Mais, não há razão para isentar essas entidades do pagamento de impostos, pois dependem, para seu funcionamento, de ações dos governos federal, estaduais e municipais.

E, para isso, devem manter uma contabilidade normal, a fim de que se possa verificar se estão agindo de acordo com seus propósitos ou estatutos, em todos os sentidos. E em atividades que realmente tragam benefícios à sociedade em geral, e não somente a seus dirigentes.

E, é claro e nem precisaria ser dito: nenhuma dessas organizações deveria receber qualquer dinheiro de governos locais. Sabe-se sem qualquer sombra de dúvida que vultosos recursos de outros países, notadamente (mas não exclusivamente) Alemanha e Estados Unidos, são recebidos por essas entidades. Muitas vezes, sequer são recursos internados legalmente. É um problema sério, mas se outros países quiserem financiar atividades lícitas, nada podemos fazer. Se for para fins ilícitos, deveria ser proibido.

Toda e qualquer atividade, além de lícita, deve estar revestida de um cunho social: proporcionar empregos, satisfazer as necessidades de pessoas comprando, vendendo, criando, financiando a atividade criativa, informando, enfim, não pode existir apenas para existir.

Finalmente, usando um termo que entrou em voga há apenas duas décadas, o exercício de qualquer atividade deve ser transparente em todos seus aspectos.
Em não sendo assim, tudo vira uma “bagunça” (com perdão pelo termo chulo, mas é o que melhor expressa o que sinto e penso!).

Política e energia

Artigo publicado em O Globo

O inimigo americano nestas paragens é Hugo Chávez. Mas os cofres chavistas são engordados anualmente com bilhões de dólares enviados pelos Estados Unidos em troca de 11% do petróleo que importam. O produto entra lá sem pagar imposto. O Brasil é o país amigo que o presidente Bush visita hoje. O etanol brasileiro, para entrar nos EUA, paga imposto e sobretaxa que eleva a barreira a 48%.

Alguém pode ponderar que o dinheiro da venda do petróleo não é exatamente de Chávez, mas da exportadora, a PDVSA. Mas a verdade é que Chávez misturou tudo: assumiu o controle da PDVSA através de amigos leais que comandam a empresa e a pôs a serviço de sua política populista. Chávez a usa como seu principal trunfo político e fiscal.

Por que essa contradição entre os supostos objetivos políticos e os interesses econômicos acontece? Porque Bush é prisioneiro de suas próprias contradições. Primeiro, sinceramente, ele não tem nada contra os combustíveis fósseis. Veio da indústria do petróleo, e por ela é financiado. Ao mesmo tempo, gostaria de reduzir a dependência em relação aos países árabes e à Venezuela, mas por razões de segurança, e não ambientais. Para ele, é melhor que reduza devagar o uso: menos petróleo importado - que hoje é 58% de tudo o que consomem -, mas garantia de mercado para a indústria de petróleo americana a quem tanto deve.

O espaço para o etanol deve crescer, não para reduzir emissões de gases de efeito estufa, mas para ocupar espaço do petróleo importado. Para manter o apoio ao seu povo do petróleo e ficar bem com o poderoso lobby agrícola americano, é melhor para Bush que não haja abertura para o etanol importado, deixando o mercado reservado para o produtor americano. Azar se o etanol deles é feito de uma matéria-prima com produtividade muito menor que a da nossa cana-de-açúcar e se custa um volume tão alto de subsídio aos cofres americanos. De efeito colateral tem só o pequeno detalhe de que acaba beneficiando a política populista de Hugo Chávez.

Portanto, desta viagem, não se deve esperar muito; a não ser aqueles acordos assinados para sair nos comunicados conjuntos dos diplomatas. Se Bush quisesse, de fato, alavancar o comércio com o Brasil, bastaria ter proposto ao Congresso o fim da sobretaxa de US$0,58 por galão.

A Venezuela, que tanto se diz inimiga dos EUA - e vice-versa -, é hoje o quarto maior fornecedor de petróleo para o país ao norte. É um volume impressionante. Os Estados Unidos consomem cerca de 5 bilhões de barris anualmente. A lista dos grandes fornecedores é encabeçada pelo Canadá, seguido de Arábia Saudita (com cerca de 10%, como a Venezuela) e México. Ou seja, 20% do petróleo que os EUA importam estão nas mãos de nações com relações complicadas com o país. O Brasil é o 12º na lista; equivale a 1% do petróleo importado.

Brasil e Estados Unidos teriam muito o que aprofundar na relação bilateral. Mas o avanço ficou emperrado nos últimos anos: aqui, por aquele antiamericanismo de que falou o ex-embaixador Roberto Abdenur. Lá, pela mistura da displicência da política de Bush em relação à América Latina e pelo protecionismo.

O Brasil é o 16º maior fornecedor dos EUA. Pensar que estamos entre os 20 maiores da importação americana soa muito bem, porém, o que vendemos para lá corresponde a muito pouco do que eles compram do mundo: cerca de 1,4%. E essa participação não tem crescido quase nada ao longo do tempo. Eles são, sim, o nosso grande parceiro comercial, mas nós estamos longe de ser um país relevante nas trocas comerciais americanas. Na nossa frente estão, por exemplo, Coréia do Sul, Venezuela (por causa do petróleo) e Malásia. Sem falar nos naturalmente líderes desta lista: Canadá, China e México.

O especialista em comércio exterior Joseph Tutundjian acredita que o que mais dificulta as vendas do Brasil para os EUA é o fato de o nosso modelo de fazer comércio estar atrasado, sem falar nas dificuldades das formas de pagamento.

- O Brasil, se quer aumentar as suas vendas para os Estados Unidos, precisa entrar numa fase mais elaborada de fazer negócios. O mercado americano é do tipo que quer comprar da mão para a boca; tem que ter logística que garanta a entrega rápida, uma forma de pagamento prática. Coisas que o Brasil não tem.

Tutundjian chama a atenção para o fato de que a maioria dos negócios feitos entre Brasil e Estados Unidos ainda está muito concentrada nas negociações entre grandes multinacionais: como venda de motores, autopeças.

- Os Estados Unidos são grandes compradores de produtos de consumo, e o Brasil não é grande exportador desses produtos, como roupa, eletrônicos, carro. Falta a idéia do produto made in Brazil. O único que vêem assim é o avião da Embraer - diz.

A tarifa para o álcool brasileiro nos EUA é altíssima para um país que tem, em geral, tarifas muito baixas. Mas nosso produto é competitivo e o comércio tem valido a pena.

Felizmente o governo Bush - e suas contradições - estão chegando ao fim. O problema é que os democratas têm fama de serem ainda mais protecionistas que os republicanos.

TOQUEDEPRIMA...

O bosque do PAC
Radar, Veja online

Apontado como o estado brasileiro mais vulnerável às mudanças climáticas, o Rio de Janeiro tenta reagir. O governo do estado determinou contra-partidas ecológicas a dois dos mais importantes projetos do PAC para a região: para a liberação do início das obras de construção do Arco Rodoviário - via expressa que cortará nove municípios da Baixada Fluminese -, será exigido das empreiteiras que tocarem a obra o plantio de dois milhões de árvores. Já para o Pólo Petroquímico da Petrobras a exigência é de 3,6 milhões de árvores.

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Evasão de divisas: exemplo histórico
Radar, Veja online

A propósito do projeto que Delcidio Amaral apresentará ainda este mês no Senado, anistiando quem tem dinheiro no exterior não declarado (ver nota publicada na versão impressa do Radar, na VEJA desta semana), uma curiosidade histórica: a medida não é inédita no Brasil. No governo Castelo Branco, durante quatro meses em 1964, foi dada a anistia. Ela serviu sobretudo para as empresas exportadoras de café (que representava, então, mais de 50% das exportações brasileiras) repatriar o capital que ficava lá fora.

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Paulo Bernardo no BB

O presidente Lula confidenciou uma novidade a políticos aliados, ontem: ele pensa em nomear o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para a presidência do Banco do Brasil, a fim de abrir mais uma vaga para as composições políticas com vistas ao novo ministério. A decisão ainda não está tomada, mas é uma hipótese muito forte. Ex-deputado federal leal a Lula, Bernardo não se candidatou à reeleição a pedido do presidente.

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Relatório critica caso do dossiê e a guerra do PCC
Veja online

Divulgado a apenas dois dias da chegada do presidente George W. Bush ao Brasil, o relatório anual dos Estados Unidos sobre direitos humanos no mundo destaca um dos episódios mais constrangedores da trajetória política de seu anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, divulgado na terça-feira pela secretária de Estado Condoleezza Rice, cita o escândalo do dossiê, no ano passado, ao tratar do "comportamento ético das figuras públicas".

"Experientes membros da campanha à reeleição, com relações estreitas com o presidente, renunciaram ou foram demitidos por causa do envolvimento deles em uma tentativa de compra e disseminação de um dossiê com informações pretensamente danosas sobre um oponente político", relata o documento. Na ocasião, integrantes do PT tentaram comprar o material para prejudicar os principais candidatos do PSDB na campanha, Geraldo Alckmin e José Serra.

PCC e prostituição - O documento americano também cita o indiciamento do ex-ministro Humberto Costa "sob acusações de corrupção" (no caso da máfia dos vampiros) e a dificuldade de liberação ao público de dados não-confidenciais pelo governo, através da Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência. Os atentados do PCC em Sâo Paulo, a reação da polícia aos ataques, o tráfico de mulheres para a Europa e a prostituição infantil são outros problemas citados pelo relatório em relação ao Brasil. Conforme o documento, a prática de assassinatos "fora-da-lei" por policiais está "disseminada" no país.

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Ministérios desprezados
Radar, Veja online

Na semana passada, durante uma audiência, Lula desabafou a um governador, num tom entre o mau-humorado e o irônico: "Pô, tem uns ministérios do PT que nenhum partido quer. Nenhum partido da base me pediu para nomear os ministros dos Direitos Humanos, Direitos da Mulher ou da Pesca".

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Empresas brasileiras sofrem com concorrência chinesa

A CNI (Confederação Nacional de Indústria) divulgou levantamento nesta quinta-feira (08.03) sobre os reflexos do crescimento chinês nas grandes empresas brasileiras. Segundo o estudo, 26% das companhias nacionais são afetadas pela concorrência chinesa. No mercado nacional, 52% registram queda nas vendas, sendo que em 12% as perdas foram muito significativas. Entre as exportadoras pesquisadas, 54% disseram concorrer com produtos chineses. Desse grupo, 58% perderam clientes no exterior por esse motivo.

Uma saída para as companhias brasileiras é transferir parte de suas atividades para o país asiático. De acordo com a CNI, 12% delas têm parte de sua produção na China, 7% estão instaladas com fábricas e 5% utilizam empresas chinesas para terceirização. Outros 7% pretendem desembarcar seus negócios naquele país, 3% desejam montar filiais e 4% através da terceirização da produção. Entre as pequenas e médias empresas consultadas apenas 2% possuem fábrica própria na China, e 1% relatou que terceirizam parte da produção na China.
O estudo da CNI indica que os setores mais afetados pela concorrência, com diminuição na participação no mercado interno, são: o têxtil (-75%), vestuário (-66%), minerais não-metálicos (-64%). O setor de vestuário ainda apresentou prejuízos nas exportações, 31 % das companhias pararam de exportar, 69% perderam clientes. O setor de couros também foi bastante afetado, 30% das empresas interromperam as vendas para o exterior e 40% tiveram sua participação no mercado externo diminuída.
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A CNI consultou 1.367 pequenas e médias empresas e 214 grandes companhias, de 5º de janeiro a 1º de fevereiro.

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Maluf é indiciado pela Justiça de Nova York

A promotoria de Nova York (EUA) divulgou nesta quinta-feira (08.03) o indiciamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). O ex-governador de São Paulo é acusado de mandar ilegalmente US$ 11,5 milhões, o equivalente a R$ 24,2 milhões do Brasil para um banco norte-americano. Depois, a quantia teria sido encaminha para paraísos fiscais.
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De acordo com o promotor do caso, o dinheiro foi desviado de obras públicas de São Paulo. Mais quatro pessoas estariam envolvidas no esquema.

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Reviravolta na venda da Editora Três
Radar, Veja online

Nelson Tanure acertou hoje, no fim da tarde, a compra da Editora Três. Quando tudo parecia encaminhar-se para que Daniel Dantas ficasse com a Três, Tanure, que corria por fora, levou o negócio. Amanhã, deve ser anunciada oficialmente a conclusão de uma novela que se arrastou durante meses. Tanure, inimigo de Dantas, parece que rirá por último. De qualquer forma, em se tratando deste negócio, o melhor é ter cautela: para anunciar um novo dono para a Istoé e cia., é prudente que ambos os lados assinem a papelada.

COMENTANDO A NOTICIA: Pode ser que ocorra nova reviravolta, mas, em princípio, e conforme já noticiamos, a escolha do governo é pelo Tanure. Para o Planalto, Daniel Dantas é um perigo e tanto. Tanto que, mesmo com o anúncio de que ele havia adquirido o controle, desconfiamos de que poderia haver marcha ré na negociação e que agora se confirma. Portanto, acreditamos que esta novela se encerrará em favor do Tanure, e não do Dantas.