domingo, março 11, 2007

Sub de Dirceu assumirá AGU

Correio Braziliense
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O advogado José Antonio Toffoli, que defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT durante a campanha eleitoral, está praticamente confirmado para a Advocacia Geral da União (AGU). Ele ainda não foi nomeado pelo Palácio do Planalto, mas a transmissão de cargo já está prevista para segunda-feira. Toffoli era um dos braços direitos do ex-ministro José Dirceu na Casa Civil, onde ocupou o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da pasta.
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Há meses, o nome de Toffoli era o mais cotado para assumir a AGU, responsável pela defesa do governo federal. Ontem, ele passou a tarde reunido com o atual advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro Costa, que está na pasta desde 2004. Ribeiro Costa já havia anunciado sua saída há alguns meses e se manteve no cargo até o presidente Lula decidir quem iria substituí-lo.Especialista em direito eleitoral, o advogado, de 39 anos, defendeu o presidente Lula e o PT nas últimas eleições. Na época de Casa Civil, era o responsável pela parte jurídica de praticamente todos os projetos de interesse do Executivo. Além disso, elaborava as medidas provisórias assinadas por Lula. No começo do ano, chegou a ser cotado para assumir uma cadeira do Supremo Tribunal Federal (STF) quando o ministro Carlos Velloso se aposentou. Para o cargo na Casa Civil, Toffoli venceu o candidato do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Ele queria emplacar o auxiliar Antenor Madruga, que hoje é secretário nacional de Justiça interino.
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Novas conversas
O presidente ainda tem várias pontas soltas a amarrar na reforma ministerial, mas começa a fechar o desenho da equipe. Já definiu a permanência da maior parte dos atuais ministros e pretende fazer mudanças pontuais para atender a interesses de partidos aliados. Nos próximos dias, terá conversas diretas com novos nomes que pretende atrair para o ministério. Um dos primeiros a ser convidado para conversar será o presidente da Embraer, Maurício Botelho. Lula quer vê-lo no Ministério do Desenvolvimento.
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Lula estuda a possibilidade de algumas surpresas na reforma ministerial, fugindo dos nomes que estão sendo propostos pelos partidos. Cresceu muito dentro do Palácio do Planalto a possibilidade de nomeação do petista Jorge Samek para a Agricultura. Atual presidente da Itaipu binacional, Samek é muito próximo a Lula. No ano passado, quando a disputa eleitoral esquentou, ele deixou o cargo e integrou-se ao comando da campanha pela reeleição do presidente. Lula sabe que sua presença no ministério seria um reforço na articulação política do governo.
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Ao mesmo tempo em que estuda dar ao PT o comando da Agricultura, o presidente pensa em tirar da legenda a outra pasta da área, o Desenvolvimento Agrário. Ele sofre uma pressão muito grande para nomear um nome ligado às correntes de esquerda do partido, em especial o deputado Valter Pinheiro (BA). Lula disse a interlocutores que prefere buscar o novo ministro nos movimentos sociais. Seu principal interlocutor é um velho amigo, Manuel da Serra, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (Contag). Manuel tem grandes chances de ser o ministro, ou indicar o titular da pasta. Para isso, terá de vencer a resistência do PT.
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Nas conversas reservadas que manteve sobre o assunto nos últimos dias, Lula manifestou uma clara vontade de ter uma equipe mais técnica que política. Para isso, está disposto a resistir às pressões dos partidos e manter alguns dos atuais ministros, que considera eficientes. São os casos de Fernando Haddad, da Educação, e Márcio Fortes, de Cidades.
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Outro nome praticamente definido é o do deputado Carlos Lupi (PDT) na Previdência Social. Ele é o preferido da bancada do partido. Nos últimos dias, o Planalto fez uma “análise de currículo” e concluiu que ele tem perfil para a pasta.
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COMENTANDO A NOTICIA: É de rir quando se lê sobre brigas e desavenças internas no PT, ou de Lula está querendo manter distância de José Dirceu, dentre entre baboseiras. Estejam de uma coisa: o PT, a seu modo, impõem a regra do jogo. Lula faz todo aquele jogo de cena, mas está apenas jogando para platéia para parecer o dono do jogo. Mas o jogo aqui é e será o do partido. Ele é quem dita as cartas e dá de mão. Reparem que, nas crises quem fique queimado no filme é o partido, que por ser uma entidade, às vezes até abstrata, não se tem como condenar, a não ser verbalmente. Quando as coisas correm bem, é a política do presidente que deu certo. E reparem ainda outro detalhe: todos os nomes que o José Dirceu quis emplacar no governo até agora, todos ou já estão lá, ou estão chegando e entrando. Nunca, “nezpaiz” um cassado gozou de tanto p0oder fora do poder como ele. Portanto aquela “banquinha” de advogado serve apenas de fachada para engambelar os trouxas.