Tarifa dos EUA sobre etanol não impede que Brasil exporte, diz Única
Fonte: Reuters
A tarifa dos Estados Unidos sobre o etanol importado não impede as exportações do Brasil, o mais competitivo produtor mundial, mas representa uma barreira ao livre comércio, declarou nesta quinta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Em um comunicado divulgado por ocasião da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, ao Brasil, que deve ter como tema central uma parceria na área de álcool, a Unica defendeu a expansão mundial da produção, argumentando que o Brasil não pretende competir com produtores de milho dos EUA.
"Nossa expectativa é que a assinatura dos protocolos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush pavimente o caminho para a eliminação de tarifas de importação de etanol e para a criação de um mercado internacional do produto", declarou a entidade.
Segundo a Unica, a tarifa de US$ 0,54 por galão "não é um impedimento à exportação brasileira, mas é uma barreira ao livre mercado". O Brasil foi ultrapassado pelos EUA como maior fabricante mundial de álcool, mas continua sendo o mais competitivo produtor do combustível.
Os EUA foram o maior mercado externo para o álcool brasileiro em 2006, respondendo por cerca de metade do total embarcado. O petróleo alto e a reduzida oferta do combustível produzido localmente estimularam os embarques.
"Conceitualmente, a Unica defende o livre mercado, e não vê sentido em que a importação de etanol, um combustível limpo e renovável, seja penalizada, enquanto a de petróleo, um produto fóssil, esteja livre de taxas."
Segundo a Unica, uma parceria bilateral traria vantagens mútuas: os EUA ganhariam uma "imagem positiva, geopoliticamente interessante", enquanto o Brasil avançaria no caminho de criar um mercado internacional e transferir tecnologia.
A Unica acrescentou que não vê os produtores norte-americanos como concorrentes. De acordo com as metas anunciadas pelos EUA, serão necessários 132 bilhões de litros de etanol em 2017 para atender à demanda doméstica - volume quase três vezes superior à oferta mundial atual.
Segundo a entidade, somente novas tecnologias permitiriam chegar a esse volume de produção, e elas demorarão pelo menos dez anos até se tornarem viáveis. Isso abriria mercado para o produto brasileiro.
A entidade reforçou ainda no comunicado que defende a expansão da produção de álcool para "o maior número possível de países".
Segundo a Unica, todos os países das Américas têm condições de produzir álcool, de cana ou de milho, e poderiam ser beneficiados com redução na emissão de poluentes e com a menor dependência de petróleo importado.
Fonte: Reuters
A tarifa dos Estados Unidos sobre o etanol importado não impede as exportações do Brasil, o mais competitivo produtor mundial, mas representa uma barreira ao livre comércio, declarou nesta quinta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Em um comunicado divulgado por ocasião da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, ao Brasil, que deve ter como tema central uma parceria na área de álcool, a Unica defendeu a expansão mundial da produção, argumentando que o Brasil não pretende competir com produtores de milho dos EUA.
"Nossa expectativa é que a assinatura dos protocolos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush pavimente o caminho para a eliminação de tarifas de importação de etanol e para a criação de um mercado internacional do produto", declarou a entidade.
Segundo a Unica, a tarifa de US$ 0,54 por galão "não é um impedimento à exportação brasileira, mas é uma barreira ao livre mercado". O Brasil foi ultrapassado pelos EUA como maior fabricante mundial de álcool, mas continua sendo o mais competitivo produtor do combustível.
Os EUA foram o maior mercado externo para o álcool brasileiro em 2006, respondendo por cerca de metade do total embarcado. O petróleo alto e a reduzida oferta do combustível produzido localmente estimularam os embarques.
"Conceitualmente, a Unica defende o livre mercado, e não vê sentido em que a importação de etanol, um combustível limpo e renovável, seja penalizada, enquanto a de petróleo, um produto fóssil, esteja livre de taxas."
Segundo a Unica, uma parceria bilateral traria vantagens mútuas: os EUA ganhariam uma "imagem positiva, geopoliticamente interessante", enquanto o Brasil avançaria no caminho de criar um mercado internacional e transferir tecnologia.
A Unica acrescentou que não vê os produtores norte-americanos como concorrentes. De acordo com as metas anunciadas pelos EUA, serão necessários 132 bilhões de litros de etanol em 2017 para atender à demanda doméstica - volume quase três vezes superior à oferta mundial atual.
Segundo a entidade, somente novas tecnologias permitiriam chegar a esse volume de produção, e elas demorarão pelo menos dez anos até se tornarem viáveis. Isso abriria mercado para o produto brasileiro.
A entidade reforçou ainda no comunicado que defende a expansão da produção de álcool para "o maior número possível de países".
Segundo a Unica, todos os países das Américas têm condições de produzir álcool, de cana ou de milho, e poderiam ser beneficiados com redução na emissão de poluentes e com a menor dependência de petróleo importado.