O bosque do PAC
Radar, Veja online
Apontado como o estado brasileiro mais vulnerável às mudanças climáticas, o Rio de Janeiro tenta reagir. O governo do estado determinou contra-partidas ecológicas a dois dos mais importantes projetos do PAC para a região: para a liberação do início das obras de construção do Arco Rodoviário - via expressa que cortará nove municípios da Baixada Fluminese -, será exigido das empreiteiras que tocarem a obra o plantio de dois milhões de árvores. Já para o Pólo Petroquímico da Petrobras a exigência é de 3,6 milhões de árvores.
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Evasão de divisas: exemplo histórico
Radar, Veja online
A propósito do projeto que Delcidio Amaral apresentará ainda este mês no Senado, anistiando quem tem dinheiro no exterior não declarado (ver nota publicada na versão impressa do Radar, na VEJA desta semana), uma curiosidade histórica: a medida não é inédita no Brasil. No governo Castelo Branco, durante quatro meses em 1964, foi dada a anistia. Ela serviu sobretudo para as empresas exportadoras de café (que representava, então, mais de 50% das exportações brasileiras) repatriar o capital que ficava lá fora.
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Paulo Bernardo no BB
O presidente Lula confidenciou uma novidade a políticos aliados, ontem: ele pensa em nomear o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para a presidência do Banco do Brasil, a fim de abrir mais uma vaga para as composições políticas com vistas ao novo ministério. A decisão ainda não está tomada, mas é uma hipótese muito forte. Ex-deputado federal leal a Lula, Bernardo não se candidatou à reeleição a pedido do presidente.
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Relatório critica caso do dossiê e a guerra do PCC
Veja online
Divulgado a apenas dois dias da chegada do presidente George W. Bush ao Brasil, o relatório anual dos Estados Unidos sobre direitos humanos no mundo destaca um dos episódios mais constrangedores da trajetória política de seu anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, divulgado na terça-feira pela secretária de Estado Condoleezza Rice, cita o escândalo do dossiê, no ano passado, ao tratar do "comportamento ético das figuras públicas".
"Experientes membros da campanha à reeleição, com relações estreitas com o presidente, renunciaram ou foram demitidos por causa do envolvimento deles em uma tentativa de compra e disseminação de um dossiê com informações pretensamente danosas sobre um oponente político", relata o documento. Na ocasião, integrantes do PT tentaram comprar o material para prejudicar os principais candidatos do PSDB na campanha, Geraldo Alckmin e José Serra.
PCC e prostituição - O documento americano também cita o indiciamento do ex-ministro Humberto Costa "sob acusações de corrupção" (no caso da máfia dos vampiros) e a dificuldade de liberação ao público de dados não-confidenciais pelo governo, através da Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência. Os atentados do PCC em Sâo Paulo, a reação da polícia aos ataques, o tráfico de mulheres para a Europa e a prostituição infantil são outros problemas citados pelo relatório em relação ao Brasil. Conforme o documento, a prática de assassinatos "fora-da-lei" por policiais está "disseminada" no país.
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Ministérios desprezados
Radar, Veja online
Na semana passada, durante uma audiência, Lula desabafou a um governador, num tom entre o mau-humorado e o irônico: "Pô, tem uns ministérios do PT que nenhum partido quer. Nenhum partido da base me pediu para nomear os ministros dos Direitos Humanos, Direitos da Mulher ou da Pesca".
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Empresas brasileiras sofrem com concorrência chinesa
A CNI (Confederação Nacional de Indústria) divulgou levantamento nesta quinta-feira (08.03) sobre os reflexos do crescimento chinês nas grandes empresas brasileiras. Segundo o estudo, 26% das companhias nacionais são afetadas pela concorrência chinesa. No mercado nacional, 52% registram queda nas vendas, sendo que em 12% as perdas foram muito significativas. Entre as exportadoras pesquisadas, 54% disseram concorrer com produtos chineses. Desse grupo, 58% perderam clientes no exterior por esse motivo.
Uma saída para as companhias brasileiras é transferir parte de suas atividades para o país asiático. De acordo com a CNI, 12% delas têm parte de sua produção na China, 7% estão instaladas com fábricas e 5% utilizam empresas chinesas para terceirização. Outros 7% pretendem desembarcar seus negócios naquele país, 3% desejam montar filiais e 4% através da terceirização da produção. Entre as pequenas e médias empresas consultadas apenas 2% possuem fábrica própria na China, e 1% relatou que terceirizam parte da produção na China.
O estudo da CNI indica que os setores mais afetados pela concorrência, com diminuição na participação no mercado interno, são: o têxtil (-75%), vestuário (-66%), minerais não-metálicos (-64%). O setor de vestuário ainda apresentou prejuízos nas exportações, 31 % das companhias pararam de exportar, 69% perderam clientes. O setor de couros também foi bastante afetado, 30% das empresas interromperam as vendas para o exterior e 40% tiveram sua participação no mercado externo diminuída.
Radar, Veja online
Apontado como o estado brasileiro mais vulnerável às mudanças climáticas, o Rio de Janeiro tenta reagir. O governo do estado determinou contra-partidas ecológicas a dois dos mais importantes projetos do PAC para a região: para a liberação do início das obras de construção do Arco Rodoviário - via expressa que cortará nove municípios da Baixada Fluminese -, será exigido das empreiteiras que tocarem a obra o plantio de dois milhões de árvores. Já para o Pólo Petroquímico da Petrobras a exigência é de 3,6 milhões de árvores.
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Evasão de divisas: exemplo histórico
Radar, Veja online
A propósito do projeto que Delcidio Amaral apresentará ainda este mês no Senado, anistiando quem tem dinheiro no exterior não declarado (ver nota publicada na versão impressa do Radar, na VEJA desta semana), uma curiosidade histórica: a medida não é inédita no Brasil. No governo Castelo Branco, durante quatro meses em 1964, foi dada a anistia. Ela serviu sobretudo para as empresas exportadoras de café (que representava, então, mais de 50% das exportações brasileiras) repatriar o capital que ficava lá fora.
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Paulo Bernardo no BB
O presidente Lula confidenciou uma novidade a políticos aliados, ontem: ele pensa em nomear o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para a presidência do Banco do Brasil, a fim de abrir mais uma vaga para as composições políticas com vistas ao novo ministério. A decisão ainda não está tomada, mas é uma hipótese muito forte. Ex-deputado federal leal a Lula, Bernardo não se candidatou à reeleição a pedido do presidente.
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Relatório critica caso do dossiê e a guerra do PCC
Veja online
Divulgado a apenas dois dias da chegada do presidente George W. Bush ao Brasil, o relatório anual dos Estados Unidos sobre direitos humanos no mundo destaca um dos episódios mais constrangedores da trajetória política de seu anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, divulgado na terça-feira pela secretária de Estado Condoleezza Rice, cita o escândalo do dossiê, no ano passado, ao tratar do "comportamento ético das figuras públicas".
"Experientes membros da campanha à reeleição, com relações estreitas com o presidente, renunciaram ou foram demitidos por causa do envolvimento deles em uma tentativa de compra e disseminação de um dossiê com informações pretensamente danosas sobre um oponente político", relata o documento. Na ocasião, integrantes do PT tentaram comprar o material para prejudicar os principais candidatos do PSDB na campanha, Geraldo Alckmin e José Serra.
PCC e prostituição - O documento americano também cita o indiciamento do ex-ministro Humberto Costa "sob acusações de corrupção" (no caso da máfia dos vampiros) e a dificuldade de liberação ao público de dados não-confidenciais pelo governo, através da Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência. Os atentados do PCC em Sâo Paulo, a reação da polícia aos ataques, o tráfico de mulheres para a Europa e a prostituição infantil são outros problemas citados pelo relatório em relação ao Brasil. Conforme o documento, a prática de assassinatos "fora-da-lei" por policiais está "disseminada" no país.
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Ministérios desprezados
Radar, Veja online
Na semana passada, durante uma audiência, Lula desabafou a um governador, num tom entre o mau-humorado e o irônico: "Pô, tem uns ministérios do PT que nenhum partido quer. Nenhum partido da base me pediu para nomear os ministros dos Direitos Humanos, Direitos da Mulher ou da Pesca".
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Empresas brasileiras sofrem com concorrência chinesa
A CNI (Confederação Nacional de Indústria) divulgou levantamento nesta quinta-feira (08.03) sobre os reflexos do crescimento chinês nas grandes empresas brasileiras. Segundo o estudo, 26% das companhias nacionais são afetadas pela concorrência chinesa. No mercado nacional, 52% registram queda nas vendas, sendo que em 12% as perdas foram muito significativas. Entre as exportadoras pesquisadas, 54% disseram concorrer com produtos chineses. Desse grupo, 58% perderam clientes no exterior por esse motivo.
Uma saída para as companhias brasileiras é transferir parte de suas atividades para o país asiático. De acordo com a CNI, 12% delas têm parte de sua produção na China, 7% estão instaladas com fábricas e 5% utilizam empresas chinesas para terceirização. Outros 7% pretendem desembarcar seus negócios naquele país, 3% desejam montar filiais e 4% através da terceirização da produção. Entre as pequenas e médias empresas consultadas apenas 2% possuem fábrica própria na China, e 1% relatou que terceirizam parte da produção na China.
O estudo da CNI indica que os setores mais afetados pela concorrência, com diminuição na participação no mercado interno, são: o têxtil (-75%), vestuário (-66%), minerais não-metálicos (-64%). O setor de vestuário ainda apresentou prejuízos nas exportações, 31 % das companhias pararam de exportar, 69% perderam clientes. O setor de couros também foi bastante afetado, 30% das empresas interromperam as vendas para o exterior e 40% tiveram sua participação no mercado externo diminuída.
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A CNI consultou 1.367 pequenas e médias empresas e 214 grandes companhias, de 5º de janeiro a 1º de fevereiro.
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Maluf é indiciado pela Justiça de Nova York
A promotoria de Nova York (EUA) divulgou nesta quinta-feira (08.03) o indiciamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). O ex-governador de São Paulo é acusado de mandar ilegalmente US$ 11,5 milhões, o equivalente a R$ 24,2 milhões do Brasil para um banco norte-americano. Depois, a quantia teria sido encaminha para paraísos fiscais.
A CNI consultou 1.367 pequenas e médias empresas e 214 grandes companhias, de 5º de janeiro a 1º de fevereiro.
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Maluf é indiciado pela Justiça de Nova York
A promotoria de Nova York (EUA) divulgou nesta quinta-feira (08.03) o indiciamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). O ex-governador de São Paulo é acusado de mandar ilegalmente US$ 11,5 milhões, o equivalente a R$ 24,2 milhões do Brasil para um banco norte-americano. Depois, a quantia teria sido encaminha para paraísos fiscais.
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De acordo com o promotor do caso, o dinheiro foi desviado de obras públicas de São Paulo. Mais quatro pessoas estariam envolvidas no esquema.
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Reviravolta na venda da Editora Três
Radar, Veja online
Nelson Tanure acertou hoje, no fim da tarde, a compra da Editora Três. Quando tudo parecia encaminhar-se para que Daniel Dantas ficasse com a Três, Tanure, que corria por fora, levou o negócio. Amanhã, deve ser anunciada oficialmente a conclusão de uma novela que se arrastou durante meses. Tanure, inimigo de Dantas, parece que rirá por último. De qualquer forma, em se tratando deste negócio, o melhor é ter cautela: para anunciar um novo dono para a Istoé e cia., é prudente que ambos os lados assinem a papelada.
COMENTANDO A NOTICIA: Pode ser que ocorra nova reviravolta, mas, em princípio, e conforme já noticiamos, a escolha do governo é pelo Tanure. Para o Planalto, Daniel Dantas é um perigo e tanto. Tanto que, mesmo com o anúncio de que ele havia adquirido o controle, desconfiamos de que poderia haver marcha ré na negociação e que agora se confirma. Portanto, acreditamos que esta novela se encerrará em favor do Tanure, e não do Dantas.
De acordo com o promotor do caso, o dinheiro foi desviado de obras públicas de São Paulo. Mais quatro pessoas estariam envolvidas no esquema.
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Reviravolta na venda da Editora Três
Radar, Veja online
Nelson Tanure acertou hoje, no fim da tarde, a compra da Editora Três. Quando tudo parecia encaminhar-se para que Daniel Dantas ficasse com a Três, Tanure, que corria por fora, levou o negócio. Amanhã, deve ser anunciada oficialmente a conclusão de uma novela que se arrastou durante meses. Tanure, inimigo de Dantas, parece que rirá por último. De qualquer forma, em se tratando deste negócio, o melhor é ter cautela: para anunciar um novo dono para a Istoé e cia., é prudente que ambos os lados assinem a papelada.
COMENTANDO A NOTICIA: Pode ser que ocorra nova reviravolta, mas, em princípio, e conforme já noticiamos, a escolha do governo é pelo Tanure. Para o Planalto, Daniel Dantas é um perigo e tanto. Tanto que, mesmo com o anúncio de que ele havia adquirido o controle, desconfiamos de que poderia haver marcha ré na negociação e que agora se confirma. Portanto, acreditamos que esta novela se encerrará em favor do Tanure, e não do Dantas.