quarta-feira, setembro 13, 2006

A campanha mau caráter.

COMENTANDO A NOTÍCIA em diferentes ocasiões já denunciou os mais diferentes crimes eleitorais e mentiras deslavadas praticadas por um imoral presidente da República, candidato à reeleição pelo PT. Chega ser indigno o Brasil ter uma estrutura chamada de Tribunal Superior Eleitoral que a tudo vê e nada faz, a não ser praticar a mais leviana e indecorosa das censuras, que é impedir o eleitor de ser informado. Agora junto a isto, some-se o mau caráter de um camarada que desce ao mais baixo nível ordinário e deprimente que um político possa cair, para agarrar-se ao poder.
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No programa de propaganda de Lula exibido ontem à noite em rede nacional de televisão, houve um momento em que algumas pessoas apareceram dizendo por que não se deve mudar de presidente.
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Cada uma exaltou determinado aspecto positivo do governo atual. E todas pareciam gente do povo ouvida aleatoriamente.
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Uma delas, identificada apenas como "Aristóteles dos Santos, do Setor Comercial Sul de Brasília", falou assim à altura dos 6 minutos e 46 segundos do programa:
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- Olha as estradas. As estradas tinham acabado. As estradas começam a existir de novo.
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O programa esqueceu de dizer que Aristóteles é o Ouvidor da Anatel desde junho de 2004, fundador da Central Única dos Trabalhadores e ex-sindicalista.
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Se apresentado como empregado do governo, com salário mensal de R$ 6.690,24, seu depoimento valeria bem menos ou quase nada.
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Tinha o TSE não apenas que impugnar mas, também, expulsar do país um traste desqualificado destes. É indigno de conviver no meio de gente decente. E deveriam prender o candidato imoral e mau caráter, e fechar a alcova de onde se produziu esta infâmia.
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Esperamos que em 01° de outubro o povo brasileiro saiba dar seu recado: varrer do cenário político do país esta corja de cafagestes pestilentos que não cansam de nos envergonhar e enlamear nossa bandeira. Camarilha abjeta que assalta os cofres públicos, que mente levianamente, que mistifica torpemente. Ou, em cenário do mais odiendos dos infernos, com este enganador irresponsável reeleito, resta-nos o aeroporto mais próximo. Impossível será respirar o mesmo ar deste bando de indecentes que nos desgovernará por mais quatro anos (se ele se contentar com apenas isto).

Mentiras tributárias

COMENTANDO A NOTÍCIA publica a seguir um artigo da Tribuna da Imprensa, no qual fica demonstrado que, apesar do presidente Lula lorotear, com a devida concordância de seu ministro da Fazando, Guido Mantega, de que os impostos caíram, na verdade, está se contando a parte boa da história. A ruim fica de fora até porque o saldo entre renúncias fiscais e aumento de carga tributária, o prejuízo, para variar ficou com o contribuinte.
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Contribuinte é o mais prejudicado
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Saldo das medidas tributárias adotadas na gestão do governo Lula é negativo
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BRASÍLIA - Apesar das desonerações de impostos dos últimos anos, alardeadas pelo governo, o saldo das medidas tributárias adotadas na gestão Lula ainda é negativo para o contribuinte. Dados da Receita Federal obtidos pela reportagem mostram que, entre elevações e reduções de tributos desde 2003, o governo ainda está com lucro de R$ 3,6 bilhões.
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As medidas que provocaram aumento de carga tributária renderam R$ 26,4 bilhões, enquanto as desonerações somaram R$ 22,8 bilhões. Entre as medidas que aumentaram arrecadação, a mais importante foi a incidência do PIS/Cofins sobre produtos importados.
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Aprovada em abril de 2004, rendeu R$ 14,9 bilhões a mais aos cofres do governo. Pelo lado da redução de tributos, a decisão de maior impacto foi a chamada MP do Bem, aprovada no segundo semestre de 2005, que desonerou investimentos, deu incentivos ao setor exportador e à inovação tecnológica e aumentou as faixas do Simples, o imposto das micro e pequenas empresas.
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O ganho do contribuinte com essa medida foi de R$ 5,3 bilhões, a maior parte prevista para este ano. No governo Lula, a arrecadação administrada pela Receita Federal deve subir R$ 134 bilhões (de R$ 228,3 bilhões em 2002 para R$ 362,3 bilhões em 2006), conforme estima a proposta orçamentária para 2007, atingindo 17,24% do PIB.
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Em 2007, deverão entrar R$ 400,3 bilhões nos cofres do governo. A carga tributária total da União, que inclui itens como receitas da Previdência e recebimento de royalties terá passado, no período, de 24,9% para 26,14% do PIB (dado estimado para 2006). O governo, porém, tem dito que o aumento na arrecadação é provocado por fatores como maior eficiência na cobrança de tributos, crescimento econômico e maior lucratividade das empresas.
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A Receita e o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega sempre destacam que só pode ser considerado aumento de carga o que representa avanço adicional do Fisco sobre o bolso do contribuinte. O aumento líquido de arrecadação em decorrência de novas legislações, portanto, é o que a própria Receita admite ser aumento da carga.
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Análise
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Para o economista da MB Associados, Sérgio Vale, o resultado líquido das medidas tributárias não surpreende, tendo em vista o aumento dos gastos públicos. Segundo ele, tanto elevação de impostos no início do governo como desonerações a partir de 2004 foram feitas de forma a não haver perda de arrecadação global, dado o quadro de aumento nas despesas.
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"Não vejo movimento do governo no sentido de redução dos gastos e, sem algo mais efetivo nesse sentido, a conta dos impostos não vai reverter o sinal", disse. "O pior é que o governo retira recursos da sociedade e gasta de maneira ineficiente. A qualidade do gasto é péssima."
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A tributarista Raquel Santos, da L.O. Baptista Advogados, concorda que o constante aumento de gastos públicos leva a uma postura conservadora do governo na gestão tributária. Para cobrir o crescimento das despesas, o governo atinge grande massa de contribuintes com as medidas de elevação de carga tributária, enquanto nas desonerações atua de modo mais "seletivo e parcimonioso."
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Entre as medidas de aumento de arrecadação, a segunda mais importante foi a lei que eliminou a cumulatividade da Cofins. Considerando outras alterações tributárias incluídas, ela rendeu, em dois anos, R$ 6,1 bilhões para o caixa federal. Outra mudança importante foi a elevação da base de cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de 12% para 32% nas empresas de serviço. O ganho do tesouro foi de R$ 5,4 bilhões.
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Raquel critica a forma como foi feito o fim da cumulatividade do PIS/Cofins. Antes, o tributo incidia em cascata nas várias fases da cadeia produtiva e tinha alíquota pequena. O governo criou mecanismo que transfere a tributação para a etapa final, mas elevou a alíquota de 3,65% para 9,25%.
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Raquel ressaltou que o setor de serviços, que representa a maior parte da economia, foi o que mais sentiu o peso da voracidade fiscal do governo, já que não conseguiu compensar o aumento do tributo por trabalhar com poucos insumos e usar mão-de-obra de forma intensiva.
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O impacto de medidas como essa sobre o bolso do consumidor é claro. Segundo o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, o fim da cumulatividade e a elevação do PIS/Cofins onerou o setor elétrico e provocou aumento de 2% nas contas de luz. "O problema é que eles aumentaram muito a alíquota do tributo, com um impacto grande no setor elétrico."
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Bondades
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Na lista das bondades do governo, a segunda medida de maior impacto em favor do contribuinte foi a redução para zero de PIS/Cofins para vendas à agroindústria e também sobre arroz, feijão e farinha de mandioca, com impacto de R$ 3,6 bilhões em 2004 e 2005. Também teve efeito significativo a concessão de incentivos para o setor de bens de capital e a redução para zero do PIS/Cofins sobre farinha de milho e leite, com perda estimada de receita de R$ 2,7 bilhões.
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Outras medidas importantes foram os dois reajustes na tabela do IRPF, que somaram R$ 4,4 bilhões a menos na arrecadação do governo em 2005 e 2006 e as reduções de IPI para bens de capital (R$ 1,3 bilhão), construção civil (R$ 1,1 bilhão) e diminuição de tarifas de importação (R$ 900 milhões).

TOQUEDEPRIMA...

E-mail de um morto
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Leitor Willian Andrade enviou-me um comentário sobre sauposto e-mail do Amadeo Aguiar para o Presidente da FEBRABAN, publicado na coluna do Elio Gaspari, informando que o ex-presidente do Bradesco já morreu. Willian, disso já sabíamos, tanto que no "e-mail" criado pelo Gaspari (no que aliás ele é mestre), não sei se você observou, há um "PS" em que o Amadeo transmite um recado do "Carlos Lacerda" que estaria ao seu lado. Mas considerei importante o artigo do Elio Gaspari pela maneira jocosa como ele abordou a farra patrocinada pela FEBRABAN para 47 juízes e desembargadores, sabendo-se que são os bancos alvos costumeiramente de ações judiciais e litigiosas de clientes que sentem lesados em diferentes operações. Portanto, soa a "farra" como algo bastante suspeito. De qualquer forma, obrigado Willian.
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Brasileiro, profissão: tanto faz.
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Um estudo do "Observatório Universitário" confirmou o que o cotidiano nos mo stra:53%, a maioria dos trabalhadores formados (em um universo de 3,5 milhões), atuam numa atividade distinta daquela para a qual se formaram.
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A taxa de correlação entre a área de formação e a de trabalho varia conforme a carreira.Em enfermagem, o índice é de 84%. Em geografia é de só 1%. Susana Su, 30, engenheira civil, hoje é dona de loja de produtos orientais. Renata de Abranches, 27, psicóloga, trabalha numa agência da Caixa Econômica Federal. Gustavo Furtado, 36, jornalista, atua na gerência de projetos do Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz.
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Os três são exemplos de profissionais que foram trabalhar numa área distinta da de sua formação."Quando perguntam minha profissão, não sei se respondo que sou bancária ou psicóloga", diz Renata.
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Para Gustavo Furtado, a formação em comunicação o ajuda a lidar com os projetos. Susana Su diz que consegue aplicar parte do que aprendeu no curso de engenharia civil: "Acho que uso só 10%, mas a formação ajuda a fazer cálculos para ver se temos lucro ou prejuízo."
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A baixa correlação encontrada na ampla maioria dos casos levou os pesquisadores Edson Nunes e Márcia de Carvalho a definir, no título do trabalho, esse quadro como "A Grande Besteira Educacional Brasileira: um Ensino Profissional que Não se Aplica às Profissões que o Defendem". Na avaliação de Nunes, presidente do Conselho Nacional de Educação, isso ocorre porque o Brasil escolheu "o pior dos mundos" na elaboração de seu modelo de ensino:"O Brasil oferece uma educação secundária de péssima qualidade e uma profissional muito precoce, o que faz com que nossos filhos tenham sua vida de estudantes secundários pautada por vestibulares.Meninos de 16 anos já têm que começar a decidir se vão ser médicos ou advogados, o que faz com que deixem de ter uma formação e passem a se preocupar com uma angústia.Muitos serão profissionais frustrados."
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Nunes defende a tese de que o objetivo maior do ensino superior é preparar pessoas competentes e com formação sólida o suficiente para dominar linguagens que as permitam aprender qualquer profissão. Para ele, um dos elementos que engessam a educação é a pressão das corporações profissionais para limitar a atuação no mercado, regulamentar as profissões e interferir na definição dos conteúdos ensinados:"Há 43 profissões de nível superior reguladas por lei e uns 14 pedidos para outras. Essas profissões respondem pela vasta maioria dos universitários, que estudam hoje para fazer concursos, participar de concorrências ou ter o diploma."

FONTE: Folha de São Paulo e Observatório Universitário
COMENTANDO A NOTICIA: A notícia acima recolhemos no Blog Minuto Político, e ela só vem corroborar aquilo que já afirmamos anteriormente. Quando o Governo Federal se gaba de estar investindo maciçamente na abertura de novas faculdades e universidades, esquece do principal, ou seja, que mercado de trabalho vai absorver toda esta gente ? Não somos contra a abertura de novos espaços , somos contrários e críticos de que se privilegie a quantidade em detrimento da qualidade. E até exemplificamos em outro comentário, que no Estados Unidos, por exemplo, com população maior e mesma dimensão geográfica, existem 250 faculdades de Direito, enquanto no Brasil já são mais de 1.000 unidades, e na sua maioria de baixíssima qualidade. E até onde se sabe, nossos advogados não são melhores dos que os de lá, e tampouco se sabe dos alunos norte-americanos reclamarem por se aumentar o número de faculdades. E vejam, basta que se observe os resultados ridículos das provas da OAB para se saber que seguimos em direção oposta.
Além do mais, e mais adiante iremos demonstrar, o nível mais carente e que exige investimentos, é o ensino fundamental. É neste nível que devemos direcionar o esforço prioritário de nossa educação. Contudo, é justamente ele que menos recursos recebe se comparado com o ensino superior.
Também precisamos reavaliar que, sem crescimento econômico, sem investimento em pesquisa e conhecimento científico, de nada vale abrirmos nossas faculdades e universidades, se, depois de formados, os jovens precisarão buscar outras carreiras para suas realizações profissionais, por absoluta falta de oportunidades no mercado de trabalho, e que o estudo do Observatório Universitário acima revela. E reparem como o poder público é incoerente: ao passo em que investe em abertura de novas faculdades, contingenciou os investimentos em pesquisa científica até 2010, e dentro de ridículos 0,7% do PIB, quando se sabe que países emergentes investem em média cerca de 13% de seu PIB !!!
Portanto a seguir do modo como o governo Lula vem fazendo, a leitura do estudo acima, dentro de 10 anos se lida novamente, não perderá seu prazo de validade, perigando o índice apontado ser ainda maior.
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Bancos pagam feriado na praia de 47 juízes
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Da Folha de S.Paulo:

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"O feriado de Sete de Setembro foi especial para 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados: eles receberam passagem e estada grátis no resort de luxo Transamérica da Ilha de Comandatuba, no litoral baiano, para assistirem a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito do sistema bancário brasileiro.
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O patrocínio do evento foi da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que arcou com uma fatura de ao menos R$ 182 mil com hospedagem e transporte dos 47 juízes. Esse valor é estimado com base no número de magistrados presentes e de seus acompanhantes multiplicado pelo preço básico promocional cobrado pelo pacote.
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Os magistrados podiam trazer familiares para o hotel. A lista completa de participantes não foi divulgada. A agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h. Terminavam por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre.
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O domingo também foi aberto para passeios." Da Folha de S.Paulo, hoje: "O feriado de Sete de Setembro foi especial para 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados: eles receberam passagem e estada grátis no resort de luxo Transamérica da Ilha de Comandatuba, no litoral baiano, para assistirem a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito do sistema bancário brasileiro.
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O patrocínio do evento foi da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que arcou com uma fatura de ao menos R$ 182 mil com hospedagem e transporte dos 47 juízes. Esse valor é estimado com base no número de magistrados presentes e de seus acompanhantes multiplicado pelo preço básico promocional cobrado pelo pacote.
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Os magistrados podiam trazer familiares para o hotel. A lista completa de participantes não foi divulgada. A agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h. Terminavam por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre. O domingo também foi aberto para passeios."
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COMENTANDO A NOTICIA prefere transcrever a seguir na íntegra um e-mail enviado pelo Presidente do Bradesco ao Presidente da FEBRABAN, publicado hoje na coluna de Elio Gaspari, na Folha de São Paulo. Que cada um reflita e tira sua conclusão. De nossa parte, estamos rezando muito para que Deus devolva aos homens deste País o bom senso necessário para entenderem que, uma grande nação, não se constrói sem a valorização da ética nas relação entre os seus indivíduos, tenham estas relações a natureza que tiverem.
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ELIO GASPARI
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De amador.aguiar@bradesco para marcio@febraban.com
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Esse negócio de reunião com juízes em hotéis com piscina é coisa que
lá no banco nunca admiti. Isso já deu encrenca

ESTIMADO MÁRCIO Cypriano,
Resolvi escrever este bilhete por sugestão do meu amigo Jakob Fugger.
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Quem é? Passei 87 anos nas terras de vocês e nunca ouvi falar dele.
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Conheci-o aqui, graças ao Mário Henrique Simonsen. Cortando a conversa fiada, vamos lá.
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Desde 1999, você dirige o banco que fundei em 1943 e há dois anos acumula a presidência da
Federação de Bancos, a Febraban. Como dá conta de dois empregos, não sei, mas meu assunto é outro. Esse negócio de reunião com juízes em hotéis com piscina é coisa que lá no banco nunca admiti. Isso já deu encrenca.
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O doutor foi à boca-livre de Comandatuba, nós pagamos tudo e, ainda assim, ele cobrou R$ 500 em diárias ao erário. Vocês escorregaram em casca de banana usada. No meu tempo, diretor do Bradesco não podia ter Mercedes. Também nunca achei bom misturar nossos negócios com a Febraban. Dê uma olhada na galeria dos marqueses da finança nacional. Tiveram duas coisas em comum: odiaram o Bradesco e quebraram.
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Tenho boas lembranças suas. Como poderia esquecer um gerente que se orgulhava de ter passado um domingo, com a mulher, fazendo faxina numa agência que seria inaugurada no dia seguinte? Mesmo assim, achei bobagem deixar que os puxa-sacos anunciassem que você foi o primeiro presidente do Bradesco com curso superior. Acabam mostrando sua gaveta de meias na revista "Caras".
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A boca-livre de Comandatuba é coisa desastrosa para a imagem de qualquer banco. A Febraban deveria se chamar Ferraban. Em janeiro, ela divulgou uma nota solidarizando-se com os tamboretes metidos em trambiques dos comunistas. Depois, implicou com o José Serra porque ele queria cobrar multas pela demora nas filas das agencias. Eu tenho horror ao Serra, mas, se estivesse aí, pediria a ele para me deixar coletar pessoalmente o preço da incompetência. Quem fica na fila é o cliente, ou seu motoboy. Foi essa gente que fez o Bradesco.
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No dia em que a Associação de Magistrados convidar os diretores do Bradesco para um churrasco em Muriqui, você devem ir, mas parem de convidá-los para Comandatuba. Eu não gosto de citar americanos, mas o professor Leitão de Abreu (pessoa de quem gosto muito, mas de quem não consigo me aproximar) estava conversando com um tal de Potter Stewart, que trabalhou na Corte Suprema dos Estados Unidos. Para ele, a marca da boca-livre debochada é difícil de ser codificada: "É como a pornografia. A gente não consegue definir, mas quando a vê, reconhece".
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Finalmente, uma palavrinha sobre meu amigo Jakob Fugger. Ele morreu em 1525 e foi o maior banqueiro da Europa. Cacifava reis e emprestava aos dois lados de uma mesma guerra. O Jakob viveu num mundo em que a Igreja Católica considerava pecado cobrar juros (como hoje esses vigários de esquerda fazem por aí). Pois em 1515, Johann Eck, um padre-professor, construiu um sistema que levava gente como eu e você para o céu. A igreja alemã condenou-o. Ele foi trabalhar sua causa na Itália e prevaleceu. Quem pagou a viagem do Eck? O Jakob. Ele pede que lhe diga o seguinte: evite espetáculos, mas, se eles forem inevitáveis, não os misture com idéias.
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Atenciosamente,
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Amador Aguiar
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P.S.: Está aqui ao lado o Carlos Lacerda (é um chato) insistindo para que eu registre: "É mais fácil encontrar jornalistas do que magistrados nas bocas-livres".

Leituras recomendadas - 16














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Ódio à democracia
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Por Reinaldo Azevedo
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Hoje tou com a macaca. Um petralhinha me mandou uma questão interessante. Como acuso o PT de não prezar a democracia, ele me lembra que Lula perdeu pacificamente três eleições e que Tasso está falando em impeachment.
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Bueno. Lula perdeu três eleições pacificamente? E deveria fazer o quê? Propor a luta armada? Por acaso ele as perdeu de forma ilegítima? Nas três vezes, o resultado das urnas foi inequívoco. A derrota “pacífica” era parte da construção do partido.
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Mas é bom lembrar, petralhinha amigo, que este mesmo partido:
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- Negou-se a participar do Colégio Eleitoral mesmo não havendo outra saída;
- Expulsou três deputados que participaram;
- Não homologou a Constituição de 1988;
- Chamou a Carta de arranjo das elites;
- Negou-se a participar do governo Itamar, de olho nas urnas;
- Afirmou que o Plano Real daria errado;
- Opôs-se violentamente às reformas;
- Opôs-se violentamente às privatizações;
- Acusou e massacrou reputações sem provas, como José Dirceu admitiu à CPI no caso de Eduardo Jorge, por exemplo.
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Uma vez no poder, fez mea culpa do que já não tinha mais remédio e propôs, vejam só: as mesmas reformas que antes havia rejeitado em nome do combate ao neoliberalismo!
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Na economia, aplicou as mesmas receitas, vá lá, convencionalmente ortodoxas, que antes chamava de "neoliberais". Mas não se limitou apenas a demonstrar que sua moral é a do presente eterno, não.
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No topo do país:
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- montou o maior esquema de corrupção de que se tem notícia;
- tentou, ainda antes de Chávez, criar o Congresso Paralelo com o Conselhão (é que deu errado);
- tentou e vai voltar a tentar censurar o jornalismo;
- passou a defender a Lei da Mordaça para o Ministério Público, que antes atacava;- tentou criar mecanismos de controle da produção cultural;
- inventou uma moral própria que é pau para toda obra: “Faço, mas quem não faz?”;
- investe num arremedo de luta de classes no que respeita às políticas sociais;
- aparelha o Estado como nunca se viu;
- dissolveu de tal sorte as fronteiras entre Estado e partido, que Berozini, para escapar de uma acusação, é capaz de admitir como coisa legítima que o dinheiro público financie cartilhas para o PT — e a explicação, provavelmente, é mentirosa.
- aliou-se às piores oligarquias regionais na grande maioria dos Estados;
- passou, enfim, a adotar a ética do “enfiar a mão na merda”;
- Deixa claro que considera alternância de poder um ato de sabotagem
- Tasso fala em impeachment porque o PT precisa de expedientes oblíquos e de ao menos 72 horas para apresentar uma explicação verossímil — o que não quer dizer “verdadeira” — para gastos sem comprovação no valor de R$ 11 milhões.
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Está aí delineado o perfil de um partido que repudia a democracia. Antes, sem provas, mandava os desafetos para o paredão; agora, mesmo com elas, acusa uma conspiração política da "direita", embora aliado objetivo de boa parte da pior direita brasileira. Digamos que a versão petista para as cartilhas seja verdadeira: e se fosse o PSDB no lugar do PT, e FHC no de Lula? Onde estaria o PT agora?
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Reafirmo: esse partido odeia a democracia.
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COMENTANDO A NOTICIA complementa informando que, em qualquer comentário de petistas contra opiniões ou críticas que lhe sejam endereçadas, a resposta tem sido invariavelmente a seguinte :"...Façam um favor ao país tucanos-pefelistas-anti-Lula: caiam fora, mudem de país e deixem-no pros homens de bem governá-lo...".
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Parece que alguém um dia escreveu isto para estes imbecis e todos passaram a copiar, colar, recortar e colar de novo. Por seus cérebros serem preenchidos apenas de merda, não conseguem criar uma única frase decente ou inteligível. São os intelectuais do xerox.
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Este é o senso de democracia e de respeito que eles tem. Puro despeito de serem amebas socialistas, sem inteligência, sem moral, sem decência, sem honra, sem caráter e sem dignidade. São verdadeiras bactérias que corroem todas as formas inteligentes de vida, querem vingar somente suas verdades, querem um mundo atrasado, primitivo, verdadeiro caos de ignorância e de desordem.
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São animais famélicos a se deliciarem da escravidão do servilismo doentio, e se locupletarem no esforço do alheio. Sentam-se sobre suas mediocridades e servem-se da energia pura que exala daqueles que conseguem sufocar com sua podridão escrachada, paridas em suas pútridas ideologias construídas em cloacas mentais.
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Prostituem-se com as facilidades que compram com os bens alheios, porque vagabundos e inúteis, suas mãos não conheceram o trabalho honrado, decente, e vociferam que os salários com que se constrói uma vida digna, são sempre excessivos quando com eles não são repartidos para sustentar suas alcovas. Reais representantes do cafageste compulsivo.
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Por isto, viva a informação que eleva o intelecto, viva a inteligência que liberta. Viva a cultura que nos abre para o mundo, viva a honra e o caráter que protegem nossos corpos contra a infestação destas bactérias pestilentas, porque com tudo isto, mesmo que nos roubem o último salário, ainda assim teremos aquilo que jamais terão: a liberdade de pensar.
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E isto deles se fará toda a diferença: sempre seremos exemplo de que parte da raça humana evoluiu e se tornou superior ao restante do reino animal. A outra, a qual pertencem nem recall conserta, falta-lhe o principal: alma humana. Agem e se comportam vegetativamente apenas. Foi uma produção que não deu certo. Por isso flanam como boçais animalizados.
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UM EMPREGÃO: AMIGO DO HOMEM
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Por Augusto Nunes no Jornal do Brasil

O cartão de visita de Marco Aurélio Garcia, enfeitado pelas armas da República, identifica e localiza o assessor especial da Presidência para Assuntos Externos. O nome é bonito, mas o cargo é tão verdadeiro quanto a ameaça extraterrestre invocada pelo presidente como justificativa para o que não fará nos próximos quatro anos. O emprego real de Garcia é menos vistoso, mas abrange poderes maiores: Amigo do Homem.
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Um dos fundadores do PT, esse sessentão gaúcho, professor de história internacional, negou-se a engrossar a diáspora dos intelectuais. Alguns partiram depois que a estrela vermelha ganhou matizes róseos demais. Outros, quando o partido se aliou a gente cuja aproximação recomenda que se tire as crianças da sala. E houve os que se foram quando Lula e seus pastores rasgaram o discurso e adotaram a ética dos fora-da-lei.
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Marco Aurélio Garcia ficou. Depois de quase quatro anos, sabe-se que um assessor especial para Assuntos Externos é um terço de chanceler. Outro terço é encarnado pelo chanceler Celso Amorim. O restante atende pelo nome de Samuel Pinheiro Guimarães.Amorim brinca de titular do Ministério das Relações Exteriores inteiro. Faz as melhores viagens (vestindo pijamas com listras, e na primeira classe). Também faz bicos como intérprete do presidente monoglota que promoveu, por escrito, a "Nosso Guia".
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Samuel, secretário-geral do Itamaraty, toma conta da casa. Promove ou rebaixa diplomatas, remete alguns ao purgatório, escreve livros ilegíveis e fala mal dos Estados Unidos. "É o gerentão", resume um velho embaixador, aturdido com o que anda vendo.Marco Aurélio Garcia posa de especialista em América Latina e países primitivos em geral. Confusões no Quinto Mundo? Lula manda logo chamar, na sala ao lado, o companheiro que tudo sabe e tudo vê em matéria de turbulência nos grotões. Garcia nunca deixa pergunta sem resposta.
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Se o que diz faz sentido ou não, isso para Lula é rigorosamente irrelevante. Nas relações com amigos de fé, o presidente quer é ouvir algum palpite. E Garcia não nega fogo. Quando o boliviano Evo Morales expropriou os ativos da Petrobras, por exemplo, deu razão à Bolívia.
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Com tempo de sobra, o amigo de Lula agora deu de intrometer-se em assuntos internos. Há dias, atacou "alguns deformadores de opinião" - não identificou nenhum - que agem como "golpistas" contra o presidente Lula.
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Essa gente faz qualquer negócio para manter o emprego.
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Dá o dízimo ou vai pro inferno
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Por Sebastião Nery
Publicado na Tribuna da Imprensa
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Santa Catarina toda conhece esta história. O governador do PMDB Casildo Maldaner (90-91), depois senador, foi a uma cidade do interior lançar a candidatura de Aníbal, um pastor evangélico do partido, à prefeitura.
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A cidade estava agitada. Aníbal havia escolhido para vice o comerciante Vavá, de péssimos antecedentes e presentes. Quando o governador subiu ao palanque com Aníbal e Vavá, ouviu vaias de todo canto. Aníbal pegou logo o microfone, abriu uma Bíblia enorme, pesada, suspendeu sobre a cabeça:
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- Meus irmãos, hoje acordei resolvido a vir a este comício renunciar à minha candidatura a prefeito, porque nossos adversários andam dizendo que meu vice Vavá é ladrão. Mas, na hora de sair para cá, abri minha Bíblia, que é minha luz e meu farol, e pedi a Jesus que ele me iluminasse. E ele me iluminou.
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Aníbal abaixou a Bíblia, já aberta, pôs o dedo em cima e continuou:
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- Está aqui, na Bíblia, a resposta a nossos inimigos. Se Jesus, que era Jesus, o Senhor que tudo sabe e tudo pode, morreu na cruz entre dois ladrões, por que eu, seu mais humilde servo, não posso ser prefeito ao lado de um só?Aníbal e Vavá ganharam a eleição e acabaram cassados pela Câmara.
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Lula
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Os jornais publicaram, no final de semana, uma foto bíblica: Lula no meio, falando na Catedral Evangélica da Fé, no subúrbio do Rio, e, ao lado dele, o "bispo" Crivella, sobrinho do "bispo" Edir Macedo e herdeiro da Igreja Universal, dona da TV Record, que há muito tempo fez uma "parceria" com Lula e o "pastor" Manoel Ferreira, veterano chefão da Assembléia de Deus.
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O "bispo" Crivella, candidato a governador do Rio pelo nanico PRB, vinha no segundo lugar, mas fez um comício com Lula na Cinelandia, pegou um azar, começou a cair nas pesquisas e já está sendo ultrapassado pela juíza Denise Frossard, a "Doutora Bill Gates" do PFL do prefeito César Maia.
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O pastor Manoel Ferreira, candidato a deputado federal pelo PTB, disse que a Assembleia de Deus tem 9 milhões de fiéis, dos quais 4,5 milhões, liderados por ele, a partir daquele instante passariam a votar em Lula. Os outros 4,5 milhões são comandados por um pastor de São Paulo, que garantiu 4,5 milhões de votos a Alckmin, mas, como não estava conseguindo "sentar para acertar" com o candidato, já havia decidido apoiar Lula também.
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Edir Macedo
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A Bíblia de Aníbal é a mesma de Edir Macedo, Crivella, Manoel Ferreira. Ela também conta que a única vez em que Jesus, a suprema compreensão, perdeu a paciência e a calma foi quando entrou no Templo de Jerusalém e lá encontrou "os mercadores e os vendilhões" do Templo, com suas mercadorias e seus dízimos, e os expulsou violentamente.
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Não há diferença entre o que Edir Macedo, Crivella, Manoel Ferreira e o "pastor" de São Paulo fizeram com os votos de milhões de fiéis de suas "igrejas" e o que faziam os "mercadores e vendilhões" do Templo expulsos por Jesus. Em nome da fé, conspurcando a Bíblia e a mensagem do Cristo, os daqui mercadejam votos como os de lá mercadejavam objetos e dízimos.
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E ainda se queixam de que os que os criticam têm "preconceito".
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A Universal
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Eles devem conhecer, e seus ludibriados "fiéis" também deveriam ler, o irrespondível e devastador livro "Ou dá o dízimo ou desce ao inferno - Análise das estratégias de persuasão na Teologia da Igreja Universal", do professor Alex Peña-Alfaro, da Universidade de Pernambuco, tese de doutorado defendida na Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.
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Entre outros documentos raros, ele estuda um vídeo em que o "bispo" Edir Macedo, proprietário da Igreja Universal, "ensina os pastores como pedir os dízimos nos templos" (publicado na "Folha" por Luiz Caversan):
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"Você tem que chegar e se impor. Tem que mostrar ao fiel que, se ele quiser ajudar, amém. Se não quiser ajudar, Deus vai arrumar outra pessoa para ajudar. Entendeu como é que é? Se ele não quiser, que se dane" (sic). Ou dá ou desce (sic). Se se mostrar chocho, o povo não vai confiar em você. Você tem que ser um super-herói. Tem uns que dizem: `Há quanto tempo eu queria isso!'. Esse vai ficar do nosso lado, esse vai dizer: `Isso mesmo!', e põe tudo lá. Se tiver alguém que não dê, tem um montão de gente que vai dar. Tem que ser no peito e na raça. O povo quer ver seu pastor brigando com o demônio. Nós vamos lá. Bota pra quebrar, faz cambalhota, o povo fica louco".
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Heloisa e Fafá
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Final de campanha, cada um vai dizendo tudo o que pensa:
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1 - Heloisa Helena: "Lula é um gângster, chefia uma organização criminosa, capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente, ameaçando seu projeto de poder. Me chamam de destemperada e desequilibrada. Sou destemperada quando se trata de ladrão e desequilibrada contra essa gangue partidária que tomou conta do País. Estamos enfrentando a gentalha do capital financeiro, que sabota o desenvolvimento econômico e joga no crime organizado 74% da juventude do nosso País, e uma organização criminosa, com todo o respeito por algumas pessoas dignas do PT" ("O Globo").
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2 - Fafá de Belém: "É uma realidade sórdida. O PT não pode mais sustentar a imagem de santa de bordel".
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Como não deve ser um presidente
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Dez trechos do livro "Viagens com o Presidente", recém-lançado.
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O livro foi escrito pelos jornalistas Eduardo Scolese (Folha de São Paulo) e Leoncio Nossa (O Estado de São Paulo) que atuam no Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto.
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Os episódios sucedem-se aos montes no relato feito pelos dois jornalistas de algumas das 423 viagens que Lula fez desde sua posse até abril passado, das quais 91 para o exterior. Em 36 meses de governo, Lula visitou, em média, um município a cada quatro dias.
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1.- Nas viagens internacionais, logo no início do trajeto de volta ao Brasil, Lula costuma chamar o Ministro Celso Amorim e um Oficial da Aeronáutica à sua cabine e, com a ajuda de um grande mapa-múndi, trata de ficar imaginando quais poderiam ser os próximos países a serem visitados. A rotina, então, é questionar Amorim sobre as características dos países apontados por ele no mapa e ao militar pergunta a respeito das questões técnicas das rotas imaginadas, como escalas e trajetos viáveis à aeronave.
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2.- Numa tarde de calor infernal, o presidente Lula estava suado, abraçando e beijando admiradores numa cidadezinha da Bahia, e pediu uma toalha, com urgência. O ajudante de ordens ouviu e saiu meio desajeitado, lento, e Lula, irritado, comentou: "Olha o bundão, lá vai o bundão pegar a minha toalha". Ninguém estranhou. O governo mal começava, mas o descaso com as boas maneiras já era rotina no Planalto.
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3.- "Cadê as cartilhas, porra?" Esbraveja o Presidente da República. O ajudante de ordens tenta se desculpar. O Presidente está uma fera, elevando o tom da voz na frente de todos. Vermelho de raiva, Lula grita ao funcionário: "- Como é que não trouxe as cartilhas, seu incompetente!"
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4.- "Tá vendo? Eu não tenho mesmo curso superior, mas quem carrega papel para mim tem... todos eles têm curso superior", disse Lula a um ministro, depois de receber um discurso das mãos de um assessor.
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5.- Numa audiência com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na época em que o governo começava a discutir a transposição de parte das águas do Rio São Francisco, o presidente ouve atentamente a opinião contrária dela e os argumentos favoráveis dos técnicos das empreiteiras.Após ouvi-la, Lula consola a Ministra:"- Marina, essa coisa de meio ambiente é igual a exame de próstata, não dá para ficar virgem a vida toda. Uma hora eles vão enfiar o dedo no cu da gente. Então, companheira, se é para enfiar que enfiem logo".
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6.- No final do primeiro ano de governo, Lula vai ao Egito e visita o Museu do Cairo. Naquele dia, o primeiro comentário ocorre quando é informado de que a tumba do faraó Tutancâmon foi a única entre as dos imperadores egípcios a resistir aos ataques de saqueadores:"- Veja desde quando vem o crime organizado!" A seguir, é a vez da primeira-dama soltar a sua apreciação, ou ouvir do guia que os egípcios seguiam setenta mandamentos, e não apenas dez:"- Imagine, setenta. É muito pecado!"
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7.- Lula, durante viagem ao Japão, a um assessor que queria fazer-lhe um relato das atividades da CPI dos Correios, nesse dia:"- Deixa eu te dizer uma coisa, meu caro. É o seguinte. Se você tiver que dar uma noticia ruim a um companheiro, não faça isso à noite, pelo amor de Deus. Se tiver passado das nove da noite, primeiro que não vai ter tempo para resolver mais nada naquele dia, e segundo, você ainda vai fazer o favor de estragar o sono do companheiro. Ele não vai conseguir dormir mais com aquela coisa martelando na cabeça." O Presidente olha o assessor e solta mais uma preciosa dica:"- Ah, e de preferência também não dê uma notícia ruim a um companheiro pela manhã. Não dê, não dê. Isso vai fazer o companheiro começar o dia num baita mau humor. É horrível!"
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8.- Na viagem que fez à Bolívia em janeiro de 2006, Lula fica irritado ao ler um artigo de jornal que aponta algumas falhas na política agrária do governo federal:"- Tem que mandar esse cara aqui tomar no cu. A gente aumenta o número de contratos da agricultura familiar, faz uma reforma agrária de qualidade e investe no agronegócio e ainda tem que ler isso aqui?" Ao notar o silêncio dos assessores, Lula prossegue o ataque:"- Num caso como esse não tem jeito, meus caros, não tem jeito. Tem que mandar tomar no cu mesmo, não tem outro jeito".
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9.- Numa sessão de cinema, no Palácio da Alvorada, num dos raros momentos em que o Presidente se dispõe a bater papo com senadores e deputados, ele foi questionado, em tom de brincadeira, pela senadora Ana Julia, do PT paraense."- Presidente, diga para nós. O que existe de fato entre o senhor e o governador sergipano João Alves?" "- Eu sempre quis foder o João Alves. Já fiz aliança com todo mundo lá, com o Albano Franco, com o Almeida Lima. Eu faço aliança com qualquer um para foder o João Alves. Esse eu quero foder de qualquer jeito".
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10.- Na suíte presidencial de um hotel de Georgetown ao receber de um assessor o texto do discurso que fará sobre o combate mundial à fome. Diante do Ministro Celso Amorim e de funcionários do Palácio do Planalto e do Itamaraty, o presidente folheia rapidamente a papelada e a arremessa a metros de distancia:"- Enfiem no cu esse discurso, caralho. Não é isso que eu quero, porra. Eu não vou ler essa merda. Vai todo mundo tomar no cu. Mudem isso, rápido".