Adelson Elias Vasconcellos
Vocês lerão nos jornais com mais detalhes. Informo já serem 5 os mortos fruto das manifestações. Democracia, senhores, defende a vida, não a morte.
Vamos ver por quanto tempo grande parte da imprensa, principalmente as redes de tevê, permanecerão demonizando e como que incitando as forças de segurança a se manterem em casa descansando.
Acho que as imagens de hoje, quarta 26/6, do confronto com a policia militar sendo atacada com paus, pedras, coquetéis molotov, bombas e sinalizadores, em Belo Horizonte, por dezenas (não meras minorias), e que mais tarde sairiam quebrando e pondo fogo no que encontraram pela frente, exige um pouco de sensatez.
Sabemos que tantos os governantes quanto a classe política em geral, receberam o recado das ruas. Está na hora, portanto, de se iniciar uma campanha de apaziguamento , para que mais desgraças não aconteçam.
Espero, sinceramente, maior responsabilidade desta parte da imprensa que está insuflando um levante popular com as más consequências que estamos assistindo.
Esta campanha poderia começar com alguns âncoras do jornalismo da Globo News, por exemplo, que apenas “lamentam” vandalismo, sem nunca pedir a pronta ação da polícia não apenas para acabar com o tumulto, mas também para garantir a segurança de quem realmente busca o protesto de forma pacífica.
Não se pode ficar alimentando a obstrução de avenidas, ruas, e rodovias. Não se pode pactuar com a interrupção da vida e da rotina das pessoas que não participam das passeatas, e que são a maioria, que não podem continuar sendo punidas por males que elas não cometeram.
Já disse antes e reafirmo: este é o momento que a insatisfação deve ceder lugar e tempo para a resposta do Congresso e do Executivo.
Se, em outubro de 2014, verificarmos que tudo permanece na mesma pasmaceira e que políticos e governantes não fizeram o que lhes competia é muito simples: VAMOS DAR A RESPOSTA DAS RUAS ATRAVÉS DO VOTO.
Por favor, senhores e senhoras jornalistas: chega de mortos e feridos nas ruas do país decorrentes das manifestações. Desarmem-se!
Até porque, com recuos nas tarifas, com quebra – quebra, vandalismo e destruição do patrimônio que tem ocorrido em todas as manifestações, quem no final pagará a conta é todo o país, inclusive os que estão nas passeatas.
Diante do que se assiste é inevitável concluir: o Brasil não apenas segue sem rumo, sem ordem e com seu progresso empacado em alguma esquina do mundo. Mas é visível a perda de autoridade. E a perspectiva no curto prazo não é boa: agora, Lula, o oportunista e vigarista da obra alheia, querendo tirar casquinha da agitação nas ruas, entrou na dança. Colocou-se no papel de agitador das massas, insuflando a juventude d esquerda a ire para as ruas. Ou seja, no momento que o país mais precisa se reconciliar e baixar a poeira para retomar a vida, o ex-presidente aparece querendo botar fogo no circo. É o velho Lula da oposição, que pregava o quanto pior, melhor. E a gente pensando que o cara fosse amigo da presidente...
E por que o senhor Lula quer botar o bloco na rua? Para no grito influenciar fortemente a reforma política para distorcê-la à esquerda o mais que puder. O resultado fica óbvio: uma reforma política nos moldes com que sonha o ex-presidente, consolidaria o projeto de poder político hegemônico do PT. Ou seja, Lula se utiliza da democracia para golpeá-la institucionalmente, seguindo o mesmo modelo já implantado na Venezuela, Bolívia, Equador e que a senhora Christina Kirchner tentar impor a ferro e fogo na Argentina.
Deste modo fica o alerta: ou os tais manifestantes despertam logo e baixam a poeira, deixando os esquerdistas falando sozinhos, ou acabarão se transformando em massa de manobra do PT a caminho do bolivarianismo. Se Lula e os petistas sabotaram todos os governos democráticos pós 1985, por que não iria fazê-lo com as instituições, em cujos alvos sempre miraram sua artilharia de combate, no intuito de reduzi-las a pó?
A dúvida cruel que nos assalta é: será o povo brasileiro tão ingênuo a ponto querer cair nos braços de outro golpismo institucional, mesmo que ele seja patrocinado pelas esquerdas?

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