domingo, outubro 22, 2006

As mentiras do falso mito - 1

COMENTANDO A NOTICIA: A seguir, segue um trabalho que Lula algum, mesmo com todas as suas mentiras e propagandas não conseguirão desmontar: os verdadeiros números comparativos entre os governo do canalha e do ex-Presidente Fernando Henrique. Durante o tempo que Lula está presidente, tentou de inúmeras maneiras, todas cretinas e de com total desprezo pela verdade, provar que seu governo foi melhor do que o de FHC. Além da propaganda oficial, contou para isso com números absolutamente surreais, ou melhor dizendo, falsos em todos os sentidos.

Se para uma grande parcela da população o canalha conseguiu seu intento, porém, para história, e para aqueles que não se deixam seduzir pelo mau caráter que posa de bom moço, e não passa de um deslavado mentiroso e delinqüente, estejam certos de que não conseguiu. Seguem abaixo os números da verdade, e desafio a qualquer petista canalha tentar desmenti-los. Pelo menos nós mostramos as fontes e liberamos a pesquisa para quiser confrontar.
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Governo Lula x Governo FHC
Resumo: Um breve histórico da economia brasileira dos últimos 35 anos.
Veja como era o Brasil e os passos que foram dados até atingirmos a estabilidade.
Os dados utilizados neste trabalho são todos oficiais: do Banco Mundial, CEPAL, Arquivo Nacional, Conselho Regional de Economia-RJ, Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e Banco Central do Brasil.
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Por Lucio Lopes
Publicado no Minuto Político

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O presidente Lula não perde oportunidade em vangloriar-se do “ponto forte” do seu governo: o sucesso da economia. Presidente, ministros e o PT jactam-se, constantemente, do melhor desempenho da economia em relação ao período FHC. Será este realmente um fato verdadeiro?
As turbulências da economia brasileira que emperraram o país durante 20 anos tiveram sua origem no “Milagre Brasileiro”. Com o aumento brutal do preço do petróleo, no início dos anos 70, os árabes inundaram a Europa e os EUA com seus petrodólares. Os militares brasileiros aproveitaram-se da imensa oferta de dinheiro no mercado e endividaram o país muito além do que seria prudente, uma vez que os juros dos empréstimos eram flutuantes. A inflação subiu violentamente nos EUA e os juros americanos, mais ainda, ultrapassando a casa dos 20% anuais. O mundo entrou em forte recessão e os países endividados foram ao caos. A dívida externa brasileira tornou-se astronômica.
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Em março de 1985 José Sarney assume o governo e o Brasil se esforça para pagar ao menos uma pequena parte dos juros. As reservas brasileiras vão a zero e o presidente decreta a moratória em janeiro de 1987. Sem crédito, o Brasil fica completamente desmoralizado no âmbito internacional.
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Em 1988, Bresser Pereira, o ministro da Fazenda, vai aos EUA com o propósito de convencer os credores a fazerem um abatimento do valor da dívida. Ele saiu escorraçado da América do Norte.
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Somente a partir de agosto de 1991, o novo ministro da Fazenda, Marcílio Marques Moreira, nomeia o economista Pedro Malan - um funcionário de carreira - para negociar com os mais de 800 bancos credores do Brasil. Esses credores exigem que Malan, primeiramente, acerte-se com o FMI. Ocorre, entretanto, que o Fundo Monetário, raivoso, nega-se a dialogar com o Brasil, em virtude dos diversos descumprimentos do que fora acordado em quase 20 anos. Éramos um país caloteiro.
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Depois de quase três anos de negociações, Malan fecha, com muita habilidade, um acordo com todos os credores que inclui: desconto no montante da dívida, redução das taxas de juros e prolongamento da amortização da dívida. Em abril de 1994 o Senado sacramenta este acordo e, em janeiro de 1995, Fernando Henrique Cardoso assume a presidência. O Brasil passa a cumprir rigorosamente os pagamentos previstos, deixando de ser visto como país trambiqueiro. No início de 2006 o atual governo antecipa os pagamentos e quita a história dívida.
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O fato é que o Brasil, até 1993, viveu um enorme período de turbulências econômicas. O regime militar de 1964 a 1985 já alegara essas turbulências como um dos motivos do golpe. A desordem política foi, sem dúvida, a principal justificativa para a tomada à força do poder, mas a instabilidade econômica foi também alegada por eles: uma inflação “imoral” que chegava aos 80% ao ano. Pois bem, nesses 21 anos a inflação acumulada chegou a dois milhões e quatrocentos mil por cento.
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Para combater este mal, Sarney, Collor e Itamar implantaram vários planos econômicos. A moeda mudou de nome várias vezes. A cada plano cortavam-se três zeros e uma nova moeda era criada: cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real e, por fim, o real.
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Até surgir a atual a atual moeda, entrava e saia presidente, entrava e saia ministro, um novo e milagroso PLANO ECONÔMICO era anunciado. Durante horas o povo voltava a atenção para a TV tentando entender o plano mirabolante que cada ministro, a seu tempo, propunha-se a explicar. Cada plano era, entretanto, mais desastroso que o outro. Foram criados os seguintes planos econômicos, com seus respectivos ministros e presidentes:
- Plano Cruzado I, Dílson Funaro e José Sarney, março/1986;
- Plano Cruzado II, Dílson Funaro e José Sarney, novembro/1986;
- Plano Bresser, Bresser Pereira e Sarney, junho/1987;
- Plano “Feijão-com-arroz”, Maílson da Nóbrega e Sarney, janeiro/1988;
- Plano Verão, Maílson da Nóbrega e Sarney, janeiro/1989;
- Plano Collor I, Zélia Cardoso e Fernando Collor, março/1990;
- Plano Collor II, Zélia e Collor, janeiro/1991;
- Plano Itamar I, Gustavo Krause e Itamar Franco, outubro/1992;
- Plano Itamar II, Paulo Haddad e Itamar, janeiro/1993;
- Plano Itamar III, Elizeu Resende e Itamar, março/1993;
- Plano Real, Fernando Henrique e Itamar, março/1994.
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Após inúmeras tentativas malsucedidas, o PLANO REAL veio para ficar. Não foi fácil, pois o governo FHC enfrentou graves crises internacionais que atingiram em cheio a economia brasileira. Somando-se a estas crises, outras duas se impuseram, com igual peso das crises internacionais, fazendo todas os mesmos estragos: Fuga do capital estrangeiro com brutal baixa das reservas internacionais, queda das bolsas de valores e evasão de divisas. Para reverter o quadro, a saída para salvar o REAL era elevar as taxas de juros, reduzir o prazo de captação para estimular a entrada de capital e conter a sua saída, além de lançar mão de empréstimos no FMI, BID e BIRD.
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Difícil, igualmente, foi enfrentar a crise “Pão-de-Queijo”, provocada pelo então governador Itamar Franco, ao decretar a moratória mineira. A crise teve repercussão internacional, pois quem a decretara, um ex-presidente, era, à época, potencial candidato à sucessão de FHC. ;
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Novas evasões de divisas e novas medidas econômicas tiveram de ser adotadas. Vale registrar as seguintes crises ocorridas durante o governo FHC:
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- Crise Mexicana, O Efeito Tequila. Dezembro de 1994;
- Crise Asiática. Maio de 1997;
- Crise Russa. Agosto de 1998;
- Crise “Pão-de-Queijo”. Janeiro de 1999;
- Crise Argentina. Em 2001;
- Crise cambial brasileira, Risco Lula. Em 2002.
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Em contrapartida, nos quatro anos de governo petista, uma única crise que pouco abalou o País - tal a solidez do Plano Real - crise esta gerada pelas próprias mazelas do governo Lula e seu partido, o PT.

As mentiras do falso mito ! (2)

O Plano Real, porém, é uma realidade tão forte que tem resistido às corrupções envolvendo ministros e pessoas muito próximas do presidente. A economia, ao contrário vai mal, quando a comparamos com a economia da América Latina ou dos países emergentes, o Brasil está na rabeira do crescimento como veremos adiante.
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CRESCIMENTO DO PIB NO PERÍODO FHC:
ANO + BRASIL + AMÉRICA LATINA
- 1995 + 4,20% + 1,80%
- 1996 + 2,70% + 3,80%
- 1997 + 3,30% + 5,50%
- 1998 + 0,13% + 2,50%
- 1999 + 0,80% + 0,30%
- 2000 + 4,40% + 3,90%
- 2001 + 1,30% + 0,30%
- 2002 + 1,93% + (0,9%)
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Observações:
- entre parêntesis, crescimento negativo
- Crescimento acumulado Brasil - FHC: 20,27%
- Crescimento acumulado América Latina: 18,36%
- Crescimento Brasil-FHC 10,40% maior que o da América Latina.
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CRESCIMENTO DO PIB NO PERÍODO LULA:
ANO + BRASIL + AMÉRICA LATINA
- 2003 + 0,50% + 1,90%
- 2004 + 4,90% + 5,90%
- 2005 + 2,30% + 4,30%
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Observações:
- Crescimento acumulado Brasil - LULA: 7,85%
- Crescimento acumulado América Latina: 12,55%
- Crescimento da América Latina 59,87% maior do que Brasil-LULA.
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Se compararmos simplesmente taxas de crescimento do PIB, constatamos que a média no período FHC foi de 2,34% ao ano, contra 2,55% dos três primeiros anos do governo Lula (é bom lembrar que para o ano de 2006 as projeções não diferem deste quadro. O Brasil deve crescer a metade da média da América Latina e um terço da média entre os emergentes).
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Vejamos os principais elementos que fizeram a economia brasileira na era Lula:
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EXPORTAÇÕES
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Considerando-se que os primeiros anos do Real requereram cuidados excepcionais após dez planos econômicos fracassados, e mais entraves gerados pelas crises vividas por FHC, podemos constatar que não há proeza alguma na área econômica de Lula, exceto pelo ótimo crescimento das exportações, que, aliás, os exportadores reconhecem ser este crescimento devido à ação de longo prazo, iniciada desde os primeiros anos do governo FHC, nas transformações estruturais da economia brasileira, além do excelente momento da economia mundial. Prova disto é o fato de que na América do Sul, entre os dez países acompanhados pela CEPAL, o Brasil ocupa, nos dois últimos anos, apenas o quinto lugar em crescimento das exportações, ficando praticamente empatado com a Colômbia, o Equador e o Uruguai, com crescimentos na ordem de 60%. Atrás de Venezuela (104%), Peru (86%), Chile (85%) e Bolívia (61%). A performance, pois, do Brasil, só é melhor do que as evoluções de Paraguai e Argentina.
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AGRICULTURA
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A grande proeza do governo Lula na agricultura foi a safra recorde de 2003. Esta safra, no entanto, foi apenas colhida em 2003, tendo sido plantada em 2002, no governo FHC, além de, como no caso das exportações, decorrer de um árduo trabalho de longo prazo. Veja-se a evolução da produção brasileira de grãos:
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ANO – MILHÕES DE TONELADAS
- 2002 - 97
- 2003 - 123
- 2004 - 119
- 2005 - 113
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PETRÓLEO
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No mês de abril o governo Lula gastou 50 milhões de reais em propaganda para comemorar a auto-suficiência de petróleo do Brasil. O governo anterior atingiu em 2002 a produção de 90% do consumo. Neste mesmo ano, o então candidato Lula criticou FHC por contratar ao exterior a plataforma P-50, a mesma que, entrando em operação este ano, deu a tão propalada auto-suficiência ao Brasil. No primeiro ano do governo FHC, a Petrobrás produzia menos da metade do nosso consumo de petróleo.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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O governo FHC enfrentou, além de várias crises internacionais, o início do Plano Real, a fase mais difícil e melindrosa do plano, quando qualquer falha poderia levá-lo ao desastre. Ao contrário, o presidente Lula não experimentou nenhuma crise num céu de brigadeiro. Em 2005, entre os 20 países da América Latina, somente o Haiti, país em guerra civil, teve crescimento menor que o do Brasil.
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Infelizmente o PT, que teve projeto de poder, não tem, até hoje, um projeto de governo. Falta disposição para o trabalho ao governo petista, além de experiência, audácia, ação, criatividade, determinação, firmeza e, principalmente, competência e honestidade.
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Antes da eleição de Lula, sabia-se que ele não tinha competência pessoal para gerir uma nação. Pensava-se, no entanto, que tivesse sensibilidade política, além de uma “entourage” de intelectuais e técnicos por trás da sua figura para governar o País. Não tinha!
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A verdade é que o presidente Lula aproveitou o obscuro, embora eficiente, terceiro escalão da economia de Fernando Henrique Cardoso. O que atrapalha, no entanto, são o primeiro e o segundo escalões que não têm discernimento, nem sensibilidade, nem conhecimento para dosar as medidas certas da política econômica. De certa forma eles estão certos. Inexperientes que são, temem liberar um pouco mais a economia e ter a amaldiçoada inflação de volta. Eles estão certos de que, caso isso venha a ocorrer, estaria selado o fim do PT.
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Os pensadores petistas estão errados. O partido já está morto. O presidente Lula até pode vencer o segundo turno, por falta de habilidade política da oposição, mas ao Partido dos Trabalhadores não existiu salvação, já está morto e sepultado. O que existe aí é outra coisa bem diferente daquele partido ideológico, puro, intransigente com a ladroagem e que na falta de um candidato específico, a gente poderia votar, sem susto algum, na legenda PT. Isto acabou, o PT virou lixo fisiológico puro da pior qualidade.
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Observações finais:
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1- As taxas de inflação mencionadas foram as do IGP da Fundação Getúlio Vargas até dezembro de 1979 e o IGP-DI da mesma Fundação, a partir de janeiro de 1980.
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2- FONTES DE CONSULTA:
- Banco Central do Brasil;
- Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
- CORECON-RJ;
- Ministério da Fazenda;
- Banco Mundial;
- CEPAL – Comisión Econômica para América Latina y el Caribe, http://www.cepal.org/;- Banco Mundial;- Arquivo Nacional.

Lula no Foro SPaulo-1

Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo

por Editoria MSM
© 2006 MidiaSemMascara.org


Resumo: O que dizer de um presidente da República que, indo contra as leis de seu país, agradece publicamente a uma obscura organização internacional, da qual participam traficantes de drogas, terroristas, seqüestradores, e na qual ele próprio é figura de destaque?
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Nota Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA:
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Talvez um dos maiores mistérios da mídia brasileira seja a sistemática omissão de informações sobre o Foro de São Paulo, organização esquerdista da qual fazem parte dezenas de grupos radicais latino-americanos, muitos dos quais com um passado - ou presente - sangrento, envolvidos em terrorismo, tráfico de drogas, assassinatos, seqüestros, etc., e que tem como um de seus principais membros o proto-ditador venezuelano, Hugo Chavez.
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A grande dúvida que fica é se a indiferença da mídia brasileira sobre este tema é resultado da proverbial falta de capacidade analítica dos jornalistas brasileiros - que não conseguem ou não querem escrever nada que vá além de fofocas, análises rasteiras ou que favoreçam o jogo esquerdista que impera na política e cultura nacionais -, ou resulte de uma calculada omissão. Se analisarmos a situação pela ótica da grande mídia, tal comportamento é até justificável. Afinal, como explicar aos leitores para os quais durante anos a fio escreveram que o partido que agora se desmancha no maior mar de lama da história política nacional no final das contas sempre fez parte de uma organização que reúne alguns dos piores criminosos e grupos terroristas latino-americanos? Pior ainda: e as próprias crenças pessoais de muitos colunistas que endossaram a agenda do partido governista, as ilusões construídas ao longo de toda uma vida, como é que ficam? Acreditar que houve uma série de “desvios de comportamento” que resultaram na corrupção de centenas de militantes e figuras-chave do outrora “partido da ética”, ainda é possível aceitar. Mas, levantar o véu um pouco mais e chegar à conclusão de que, bem além de corruptos, o que temos são amigos de traficantes que negociam a distribuição de drogas no Brasil, que fornecem as armas que ceifam centenas de vidas inocentes, de seqüestradores que atacam nos grandes centros, dentre outros crimes, ah, isso não!
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Por outro lado, por que não investigar a fundo e sepultar definitivamente essas histórias sobre o Foro de São Paulo, desmentindo para sempre tais ilações e deduções? Que tal um furo de reportagem, revelando o que é o Foro, e de quebra, ter a satisfação de desmoralizar os “direitistas ensandecidos”, que “enxergam fantasmas debaixo da cama?”. Mas não, de jeito nenhum, e o assunto permanece tabu. Mas, afinal, perguntarão muitos leitores: qual a importância do Foro de São Paulo? Qual sua influência na vida cotidiana do Brasil, sobretudo na política? Os leitores que acompanham o Mídia Sem Máscara talvez já estejam devidamente informados para tirar suas conclusões e obter as respostas. Para os que nunca ouviram falar ou estão tomando conhecimento do assunto pela primeira vez, gostaríamos de utilizar as palavras de uma fonte "idônea" para aquilatar a importância dessa organização solenemente ignorada pela mídia brasileira.
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Depois de tomarem conhecimento destas palavras, talvez no futuro muitas pessoas não se surpreendam com os acontecimentos políticos e sociais que por ventura estejam ocorrendo no Brasil, lembrem-se de quem são os membros do Foro de São Paulo, seu modus operandi e reflitam sobre a importância do velho adágio “dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.
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Com os leitores deste Mídia Sem Máscara, as palavras do Sr. Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva sobre a “organização que não existe”, o Foro de São Paulo.

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São Paulo-SP, 02 de julho de 2005
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Meus queridos companheiros e companheiras dirigentes do Foro de São Paulo que compõem a mesa,
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Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12º Encontro do Foro de São Paulo,
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Não preciso ler a nominata toda, porque os nomes já foram citados pelo menos três vezes. E se eu citar mais uma vez, daqui a pouco alguém vai querer se candidatar a vereador ou a prefeito, aqui, em São Paulo.
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Primeiro, uma novidade: sabem por que a Nani está sentada lá atrás? Porque há poucos dias o Brasil ganhou da Argentina e ela não quer ficar aqui perto da mesa.
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Meus companheiros, minhas companheiras,
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Como sempre, eu tenho um discurso por escrito, como manda o bom protocolo da Presidência da República, mas, como sempre também, eu tenho uma vontade maluca de fazer o meu improviso.
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E eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo.
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E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito.
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Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela.
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E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.
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Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.
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Certamente não é tudo que as pessoas desejam, se olharmos o ideal do futuro que queremos construir, mas foi muito, se nós olharmos o que éramos poucos anos atrás no nosso continente. Era um continente marcado por golpes militares, era um continente marcado por ausência de democracia. E hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário para apostar que é plenamente possível, pela via democrática, chegar ao poder e exercer esse poder. Esse poder que é construído no dia-a-dia, esse poder que é construído a cada momento com muita dificuldade. Mas, quando exerce o cargo de presidente da República de um país, ele não será lembrado apenas pela quantidade de obras que conseguiu realizar ou apenas pela quantidade de políticas sociais que ele fez.
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Eu tenho feito questão de afirmar, em quase todos os pronunciamentos, que a coisa mais importante que um governante pode fazer é estabelecer um novo padrão de relação entre o Estado e a sociedade, entre o governo e as entidades da sociedade civil organizada. E consolidar, de tal forma, que isso possa ser duradouro, independente de quem seja o governo do país.
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E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.
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Todas as vezes que um de nós quiser fazer críticas justas, e com todo direito, nós temos que olhar o que éramos há cinco anos atrás na América Latina, dez anos atrás, para a gente perceber a evolução que aconteceu em quase todos os países da nossa América.
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E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador, porque significa a aposta decisiva na consolidação da democracia no nosso país.
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Se não fosse assim, o que teria acontecido no Equador com a saída do Lucio Gutiérrez? Embora o Presidente tenha saído, a verdade é que o processo democrático já está mais consolidado do que há dez anos atrás.
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O que seria da Bolívia com a saída do Carlos Mesa, recentemente, se não houvesse uma consciência democrática mais forte no nosso continente entre todas as forças que compõem aquele país?
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A vitória de Tabaré, no Uruguai: quantos anos de espera, quantas derrotas, tanto quanto as minhas. Ou seja, a paciência de esperar, de construir, de somar, de estabelecer políticas que pudessem consolidar, definitivamente, não apenas a vitória, mas tirar o medo de muita gente do povo, que se assustava quando imaginava que a esquerda pudesse ganhar uma eleição.
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O que significa a passagem da Argentina? Num momento em que ninguém queria ser presidente, o Duhalde assume e consegue, em dois anos, não só começar a recuperar a economia da Argentina, como consegue eleger um sucessor com a personalidade do presidente Kirchner.
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Os chilenos, depois de tantas e tantas amarguras, num período que muita gente não quer nem se lembrar, estão agora prestes a, pela quarta vez consecutiva, reeleger um presidente, eu espero que uma presidente, ou seja, uma mulher presidente daquele país. Isso não é pouco, isso é muito.
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E o que nós precisamos é trabalhar para consolidar, para que a gente não permita que haja qualquer retrocesso nessas conquistas, que são que nem uma escada: a gente vai conquistando degrau por degrau. E, às vezes, até paramos um pouco num degrau para dar um passo um pouco maior, porque se tentarmos dar um passo muito grande poderemos cair, nos machucar e a caminhada retrocederá.
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O Foro de São Paulo, na verdade, nos ensinou a agir como companheiros, mesmo na diversidade. A coordenação do Foro de São Paulo, que envolvia parte das pessoas que estão aqui, não pensava do mesmo jeito, não acreditava nas mesmas profecias, mas acreditava que o Foro de São Paulo poderia ser um caminho. E foram inúmeras daquelas reuniões que ninguém quer participar, às vezes, pegar um vôo, andar quatro, cinco horas de avião e parando três, quatro vezes para chegar num lugar e encontrar meia dúzia de companheiros para se reunir. E esses companheiros que tiveram a coragem de assumir essa tarefa, eu acho que hoje podem estar orgulhosos, porque valeu a pena a gente criar o Foro de São Paulo.
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No começo, eu me lembro que alguns partidos nem queriam participar, porque acharam que nós éramos um bando de malucos. O que não faltava eram adjetivos. E quanto mais perto as pessoas iam chegando do poder, mais distantes iam ficando do Foro de São Paulo.
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A minha vinda aqui, hoje, é para reafirmar uma coisa: a gente não precisa esquecer os nossos companheiros quando a gente ganha uma eleição para presidente da República. A gente precisa continuar tendo as nossas referências para que a gente possa fazer cada vez mais e cada vez melhor. E é isso que eu quero fazer como exemplo, ao sair de Brasília e vir aqui.
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Vocês sabem que eu não posso brincar o tanto que eu já brinquei, as coisas que fazia nos outros, porque quando nós começamos o Foro de São Paulo, a gente ficava implorando para ter um jornalista e não tinha nenhum. E hoje tem muitos e eu já não posso fazer as brincadeiras, eu não posso fazer o que fazia antes e nem dizer tudo o que eu dizia antes.
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Mas uma coisa eu quero que vocês saibam: valeu a pena acreditar em nós mesmos e saber que nós vamos levar muitos anos, muitos... Nós não conseguiremos fazer as transformações que acreditamos e por que brigamos tantos anos em pouco tempo. É um processo de consolidação.
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Eu estava vendo as imagens do primeiro encontro e fico triste porque a velhice é implacável. A velhice parece que só não mexe com a Clara Charf, que é do mesmo jeito desde que começou o primeiro Foro, mas todos nós, da mesa, envelhecemos muito. Espero que tenha valido a pena envelhecer, Marco Aurélio. Eu me lembro que eu não tinha um fio de cabelo branco, um fio de barba branca e hoje estou aqui, todos estão, de barba branca.

Lula no Foro São Paulo-2

Meus companheiros,
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Eu estou feliz porque vocês acreditaram. Reuniões que não eram fáceis, difíceis, muitas vezes as divergências eram maiores que as concordâncias e sempre tinha a turma que fazia o meio de campo para contemporizar, procurar uma palavra adequada para que não houvesse nada que pudesse criar embaraço para o Foro de São Paulo.
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Eu quero dizer uma coisa para vocês: não está longe o dia em que o Foro de São Paulo vai poder se reunir e ter, aqui, um grande número de presidentes da República que participaram do Foro de São Paulo.
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As coisas caminham para isso. Nós aprendemos que a organização da sociedade é um instrumento excepcional e nós aprendemos que o processo democrático pode garantir que a gente concretize esses sonhos nossos.
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No Brasil, eu espero que o PT tenha preparado para vocês os informes que vocês devem levar para os seus países, e é importante que o Foro de São Paulo consiga que os outros países apresentem também as coisas que estão acontecendo em cada país, para que a gente vá consolidando os avanços das políticas sociais que tanto nosso povo precisa.
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Esses dias eu estava assinando, ou melhor, sancionando o Fundo de Habitação Popular, lá em Brasília, e não tinha me dado conta de que, quando foi falar o líder do povo, que luta por habitação no Brasil, ele não agradeceu a lei que vai criar o Fundo, ele não fez menção. A coisa mais importante para ele não era o fato de termos criado uma lei que criava um fundo de moradia; a coisa que mais o marcou no discurso é que era a segunda vez que ele tinha conseguido entrar no Palácio de governo do Brasil. E aí a minha memória voltou a 1994, o Marco Aurélio estava comigo, quando eu fui visitar o Mandela. Na porta do Palácio tinha um monte de pessoas, mulheres e homens, andando felizes. E eu perguntei para o Mandela: o que essa gente faz aqui, desfilando? Ele falou: “Lula, essa gente era proibida de passar na frente do palácio, portanto, hoje eles vêm aqui. Só o fato de eles entrarem no recinto do Palácio, tem muitos que choram, tem muitos que querem colocar a mão na parede. E se eu estiver perto para tirar fotografia”, me dizia o Mandela, “então, isso é a realização máxima.”
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Além disso a nossa relação, e é o Dulci que cuida da relação com o movimento social, eu penso que não existe, na história republicana, ou não sei se não existe na história da América do Sul, algum momento em que o movimento social esteve tão próximo das relações mais saudáveis possíveis com o governo do que nós temos hoje.
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Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. Organizada, muito organizada. E todo mundo achava que era um grande protesto contra o governo. O que aconteceu? A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra, pela primeira vez na história, assinando um documento conjunto.
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Alguns dias depois, foi a Confederação da Agricultura, milhares de trabalhadores. E quando chegaram no Palácio, já tinha um acordo firmado com os companheiros, que foram para as ruas fazer uma festa.
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Esse tipo de comportamento, de mudança que houve no Brasil, demonstra que a democracia veio para ficar. A democracia veio, no nosso país, para se consolidar. E vocês, que são visitantes, companheiros que estão preocupados com as notícias que têm saído no Brasil, tenham consciência de uma coisa: seria impensável que eu fosse governar este país quatro anos e não tivesse problemas. Seria impensável, ou seja, nós já conseguimos o máximo, ou seja, nós já conseguimos fazer com que o FMI fosse embora sem precisar dar nenhum grito.
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Eu dizia para o Palocci: Palocci, o que você vai fazer quando não precisar mais fazer acordo com o FMI? Porque alguns aqui passaram a vida inteira gritando, ou seja, de repente você construiu uma situação política em que não precisou fazer absolutamente nada a não ser dizer: não precisamos mais do acordo com o FMI.
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Na política, o que está acontecendo eu encaro como uma certa turbulência, mas que só existe efetivamente num processo que vai se consolidando fortemente, da democracia.
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Eu quero que vocês saibam e voltem para os seus países com a certeza de que eu entendo que a corrupção é uma das desgraças do nosso continente, e muitas vezes quando alguém falava que nós éramos pobres por conta do imperialismo, eu dizia: pode ser até meia-verdade, mas a outra verdade é que nesses países da América do Sul e da América Latina nem sempre nós tivemos dirigentes que fizessem as coisas corretas para o seu povo e com o dinheiro público.
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É por isso que tenho afirmado, num pronunciamento, que seremos implacáveis com adversários e com aliados que acharem que podem continuar utilizando o dinheiro público para ficarem ricos, mas da mesma forma seremos também implacáveis no trabalho de consolidar o processo democrático brasileiro. Não permitiremos retrocesso. Alguns, antes de nós, morreram para que nós chegássemos onde nós chegamos, e nós temos consciência do sacrifício que se fez no Brasil, do sacrifício que se fez no Chile, do sacrifício que se fez na Argentina, do sacrifício que se fez no Uruguai, do sacrifício que se fez no Peru, do sacrifício que se fez na Colômbia, em todos os países, para que o povo pudesse sentir o gosto da coisa chamada democracia.
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E, portanto, nós, estejam certos disso, o Lula que vocês conheceram há quinze anos atrás está mais velho, mas também muito mais experiente e muito mais consciente do papel que temos que jogar na política da América do Sul, da América Latina, da África e, eu diria, na nova concepção de política no mundo inteiro.
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Não foi fácil criar o G-20, não. Não foi fácil convencer um grupo de países de que era possível mudar a geografia comercial do mundo se estabelecêssemos entre nós um grau de confiança e de relação em que pudéssemos, cada um de nós, entender que temos que nos ajudar muito mais. É por isso que hoje a gente pode olhar para vocês e dizer: a relação comercial Sul-Sul aumentou em mais de 50%. Nós estamos comprando mais e vendendo mais de nós mesmos. Nós estamos estabelecendo parcerias entre nossas empresas. Esses dias, fizemos não sei quantos acordos, 26 acordos, com a Venezuela. Agora foi feito um monte de acordos com a Colômbia. Estamos fazendo acordo com a Argentina, com o Chile, ou seja, os nossos empresários têm que se encontrar, estabelecer parceria. Os nossos sindicalistas têm que se encontrar e estabelecer formas conjuntas. Os partidos têm que se encontrar, os parlamentares têm que se encontrar, o Foro de São Paulo tem que exigir cada vez mais a criação de um parlamento do Mercosul para que a gente possa consolidar definitivamente o Mercosul, não como uma coisa comercial, mas como uma instância que leve em conta a política, o social, o comercial e o desenvolvimento.
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Esses dias, nós fomos à Guiné-Bissau. Aliás nós já visitamos mais países da África, acho, do que todos os governantes da história do Brasil. E fomos à Guiné-Bissau e fizemos uma reunião. Guiné-Bissau é um país de língua portuguesa, pequeno, praticamente destruído. E eu dizia ao Presidente e aos parlamentares: para que guerra, para que uma guerra na Guiné-Bissau? É um país destruído. A única chance que aquele país tem é a construção da paz, eles têm que construir um país para depois brigar pelo poder, porque senão estão brigando em torno de nada. Nem o Palácio Presidencial está de pé. Eu fui ao banheiro do Presidente, não tinha água. E eu dizia: meu Deus do céu, vocês precisam encontrar um jeito de transformar a paz na mais importante bandeira de vocês, porque somente a partir dela é que vocês poderão construir o país.
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Esse trabalho é um trabalho que leva anos e anos. E nós apenas estamos começando. Nós apenas estamos transitando pelo mundo tentando estabelecer uma nova ordem, em que a gente consiga as vitórias na Organização Mundial do Comércio, que precisamos. E foi assim que nós ganhamos a questão do açúcar, foi assim que nós ganhamos a questão do algodão, foi assim que nós ganhamos a questão do frango congelado. Parece pouco, mas era muito difícil ganhar uma coisa na Organização Mundial do Comércio. E por conta do G-20 já ganhamos três e poderemos ganhar muito mais, adotando o princípio que nós aprendemos desde que começamos a nossa militância política, de que se todos nós nos juntarmos, nós derrotaremos os outros.
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Por isso, eu tenho viajado muito. Eu viajei, possivelmente, em dois anos, mais do que muitos presidentes viajaram e vou continuar viajando, porque as soluções para os problemas do Brasil não estão apenas dentro do Brasil, as soluções para os problemas de Cuba não estão só dentro de Cuba, não estão dentro da Argentina, não estão dentro da República Dominicana, não estão dentro do México, ou seja, é preciso que a gente resolva outros problemas externos para que a gente possa consolidar as soluções de alguns problemas internos.
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Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.
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E eu estou convencido de que o Foro de São Paulo continuará sendo essa ferramenta extraordinária que conseguiu fazer com que a América do Sul e a América Latina vivessem um dos melhores períodos de democracia de toda a existência do nosso continente.
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Muito obrigado a vocês. Que Deus os abençoe e que eu possa continuar merecendo a confiança da Coordenação, que me convide a participar de outros foros. Até outro dia, companheiros.
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Fonte:
http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc
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Nota Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA: Para saber mais sobre os grupos radicais e criminosos que fazem parte do Foro de São Paulo, leia o artigo

Votar contra Lula é salvar a América do castro-comunismo

por Alejandro Peña Esclusa
© 2006 MidiaSemMascara.org

Resumo: Votar CONTRA LULA, nas próximas eleições, é salvar a América das garras de Hugo Chavez e de Fidel Castro.
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Dentro do Brasil, Lula é conhecido como um esquerdista “moderado”, salpicado pela corrupção de seu partido (PT) porém, com boas intenções; um homem popular, carismático, que vem de baixo e que progrediu graças ao seu próprio esforço. Entretanto, analisado internacionalmente, Lula tem outra cara, grave, preocupante e muito prejudicial.
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Lula é o criador – junto com Fidel Castro – do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da região e que inclui entre seus membros Hugo Chávez, Evo Morales, as FARC e o ELN.
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Desde a Presidência do Brasil, Lula apadrinhou todos os seus sócios do Foro de São Paulo. O faz de maneira muito sutil, porém sumamente eficiente. No caso de Chávez, é evidente que Lula o salvou cada vez que ele esteve em perigo, como expliquei em minha “Segunda carta ao povo brasileiro”. Justo agora, pretende lançar Chávez no Conselho de Segurança da ONU.
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Embora quisesse, Lula não pode promover o castro-comunismo no Brasil porque, sendo a 11a. economia do Ocidente, as sólidas instituições brasileiras o impedem. Porém, em países mais vulneráveis, com instituições mais débeis, como a Bolívia, a Nicarágua e a Venezuela, Lula certamente pode respaldar com suas ações e omissões o castro-comunismo, como na verdade o tem feito.
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O projeto do Foro de São Paulo expandiu-se com enorme força nos últimos meses: Chávez pensa em reeleger-se, cometendo fraude; Evo Morales pretende instaurar uma ditadura, usando como mecanismo a Constituinte; Rafael Correa pode ganhar as eleições no Equador, do mesmo modo que Daniel Ortega na Nicarágua; López Obrador e Ollanta Humala estão desestabilizando o México e o Peru respectivamente; Kirchner e Tabaré iniciaram uma perigosa perseguição contra seus adversários históricos, a qual reativa divisões há tempo superadas na Argentina e Uruguai. .
Todos eles contam com o apoio de Lula para alcançar seus fins.
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Votar contra Lula nas próximas eleições não significa simplesmente uma mudança de governo – assunto que pode ser ou não ser atrativo para os cidadãos brasileiros – senão uma mudança na política internacional. Sem Lula na Presidência do Brasil, o castro-comunismo não terá um padrinho crível (Chávez não tem a credibilidade internacional de Lula), e o projeto do Foro de São Paulo virá abaixo.
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Frei Betto, o “teólogo da libertação” diz que vai votar em Lula e explica sua decisão. Ele diz que enquanto Lula permanecer no poder se facilitarão “as coisas na Cuba de Fidel, na Bolívia de Evo e na Venezuela de Chávez”. Disse que Lula tinha uma “importância internacional para a atual geopolítica Latino-americana”.
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Também expressou seus desejos de que um segundo mandato de Lula deveria ser mais “avançado” que o primeiro no social, e advertiu que, se Lula ganhar, a mudança necessária “dependerá muito da capacidade de pressão dos movimentos sociais, para levar a um maior progressismo, com uma política menos neoliberal e menos dependente do capital financeiro”. Diz ainda que o Brasil é chave no MERCOSUL e na relação com a Venezuela e pensa que “sem o Brasil, a integração se debilita”.
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Os cidadãos brasileiros têm em suas mãos a possibilidade de neutralizar o terrível avanço do castro-comunismo na região. Votar contra Lula nas próximas eleições, é salvar toda a América das garras de Chávez e de Fidel Castro.
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O autor é presidente da associação civil Fuerza Solidaria – www.fuerzasolidaria.org.
Tradução: Graça Salgueiro

A prova cabal da mentira.

por Olavo de Carvalho
© 2006 MidiaSemMascara.org

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Resumo: Será mesmo normal, inócuo e indigno de denúncia, como quer fazer crer o PT, o fato de que tantos chefes de Estado, tantos líderes de partidos, tantos comandantes de guerrilhas tenham reuniões periódicas para discutir assuntos políticos durante mais de uma década e meia sem que ninguém fora do círculo dos eleitos fique sabendo de nada?
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Sob o título "Paranóia", encontro no site oficial da campanha lulista (http://www.lulapresidente.org.br/boletim.php?codigo=21) uma declaração sobre o Foro de São Paulo que deve ser analisada com a maior atenção e rigor, porque fornece a prova cabal de que o PT é um partido de sociopatas cínicos, amorais, sem escrúpulos, mentirosos até à alucinação.
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Publicado sem assinatura de autor, portanto endossado pelos chefes mesmos da campanha presidencial de Lula, o documento começa anunciando que "alguns artigos na imprensa e muitas mensagens na internet divulgam uma 'denúncia' seríssima: a de que o PT seria integrante de uma perigosa organização internacional chamada Foro de São Paulo" .
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As aspas na palavra "denúncia" dão a entender que ela não é uma denúncia de maneira alguma, não é a revelação de ações graves e malignas, mas sim apenas uma tentativa artificiosa de fazer onda em torno de fatos já amplamente conhecidos ou inócuos. Veremos adiante se esses fatos são realmente assim.
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"Pois bem: a tal organização existe, chama-se mesmo Foro de São Paulo mas só oferece perigo para os partidos neoliberais".
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Como não faz nenhum sentido reconhecer publicamente a existência de algo que já é publicamente reconhecido como existente, este parágrafo é uma confissão de que o Foro de São Paulo, a mais vasta e poderosa organização política já existente na América Latina, fundada por duas celebridades mundiais (Lula e Fidel Castro) e composta por todos os líderes da esquerda continental, continua desconhecido do público geral após dezesseis anos de atividade.
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Mas será normal, inócuo e indigno de denúncia o fato de que tantos chefes de Estado, tantos líderes de partidos, tantos comandantes de guerrilhas tenham reuniões periódicas para discutir assuntos políticos durante mais de uma década e meia sem que ninguém fora do círculo dos eleitos fique sabendo de nada?
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Ou, ao contrário, a denúncia não tem nada de artificioso, é a revelação jornalística obrigatória de um fato importante e colocá-la entre aspas é que é uma tentativa pueril de esconder um elefante por baixo de um pires?
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Raciocinem um pouco. Mesmo que aqueles indivíduos se reunissem sem qualquer intuito político, mesmo que fossem ali apenas para beber cerveja e jogar futebol-de-botão, o número e a magnitude deles já faria do acontecimento um alvo necessário e indispensável de atenção jornalística. O silêncio total da mídia a respeito assinalaria, no mínimo, uma falha profissional imperdoável, mesmo que o encontro se realizasse uma única vez. A persistência da omissão por dezesseis anos seguidos, mesmo se não levarmos em conta suas implicações políticas e a considerarmos apenas do ponto de vista técnico-jornalístico, já seria por si um fenômeno alarmante no mais alto grau. Ainda supondo-se que não houvesse nisso nenhum esforço de ocultação, apenas um lapso de atenção profissional, é evidente que uma gigantesca falha de cobertura, repetida uniformemente por todos os jornais, canais de TV e noticiários de rádio ao longo de tanto tempo, comprovaria uma epidemia geral de inépcia jornalística como nunca se viu na história da mídia mundial. Dizer que isso não constitui motivo de denúncia ultrapassa a margem do que se pode conceder à hipótese da estupidez. É cinismo puro e simples. É mentira consciente, produzida no intuito de ludibriar os votantes às vésperas de uma eleição.
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Mas quem, em sã consciência, pode acreditar numa tão vasta, geral e duradoura conjunção de inépcias jornalísticas acumuladas em todas as redações, em todas as cabeças de jornalistas do país ao longo de dezesseis anos por mero acaso, por pura coincidência? Se essa coincidência tivesse realmente acontecido, sua improbabilidade matemática seria tão gigantesca que, por si, o fenômeno mereceria estudo científico. Querer que acreditemos nisso é esperar que abdiquemos totalmente da inteligência racional e do senso das proporções, para apostar na palavra sacrossanta de um redator de aluguel a serviço de um partido de ladrões.
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Para qualquer observador com QI superior a 12, é claro que houve ocultação deliberada do Foro de São Paulo e, uma vez vazado o segredo, um esforço proposital de abafar o escândalo por meio de evasivas, desconversas e novas ocultações. Essas duas etapas da fraude se evidenciaram, respectivamente, no sumiço completo do site do Foro de São Paulo logo após eu começar a divulgar trechos das atas de suas assembléias, e na nota oficial do PT, assinada por seu assessor de imprensa Giancarlo Summa, que afirmava ser o Foro apenas um inofensivo centro de debates, sem intuito decisório, afirmativa que desmenti, com provas cabais, em artigo publicado em O Globo em 19 de outubro de 2002 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/10192002globo.htm).
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Não sei como o acordo de sumir com a notícia veio a ser obedecido tão fielmente por todos os órgãos de mídia (se bem que no Brasil eles não sejam tantos que não se possa suborná-los, ou intimidá-los, ou simplesmente seduzi-los por atacado). Mas sei de onde partiu a ordem de sumiço: partiu do próprio Foro de São Paulo, na pessoa do seu fundador e dirigente máximo, Luís Inácio Lula da Silva. Quem me contou isso? Foi ele mesmo, ora bolas! Ele próprio, no seu discurso de 2 de julho de 2005, comemorativo dos quinze anos de fundação do Foro, declarou que essa entidade era um sistema de relações construído entre ele e outros líderes esquerdistas "para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política". Pergunto ao autor do documento: Você não sabe ler, desgraçado? Não entende o que o seu próprio chefe admite com clareza máxima? Entende sim, e porque entende, esconde. No caso, esconder se torna ainda mais fácil porque o discurso com a confissão explícita da ocultação proposital também foi ocultado por sua vez: publicado no site oficial do governo (http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc, não foi citado por nenhum jornal, revista, canal de TV ou estação de rádio deste país, mesmo depois que o denunciei nas minhas colunas, aqui, no Jornal do Brasil e no Mídia Sem Máscara. Vai me dizer, moleque idiota, que isso também foi coincidência, mera coincidência?
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A segunda frase do parágrafo admite que o Foro é perigoso, "mas só para os partidos neoliberais". Não interessa, no momento, discutir o sentido objetivo do termo "neoliberal", que já investiguei em artigo anterior (http:// www.olavodecarvalho.org/semana/050725dc.htm). Interessa que, para os esquerdistas em geral, incluindo o autor do documento, o termo designa pessoas e entidades que eles parecem não ter a menor dificuldade de identificar, tal o sentimento de certeza com que o aplicam a esses alvos. As duas perguntas que a afirmação suscita são, portanto: (a) Que tipo de perigo, concretamente falando, o Foro apresenta para os partidos que tenham a infelicidade de enquadrar-se na classificação de "neoliberais"?; (b) É realmente só esse o grupo ameaçado, ou os perigos aludidos se estendem também a outros grupos não mencionados?
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Com relação ao item "a", o autor nada esclarece. Como o documento se constitui de palavras escritas em defesa das ações do Foro, devemos portanto recorrer a estas para esclarecer o sentido daquelas. O que o Foro tem feito contra os neoliberais mostrará a quais novos perigos o autor do documento promete agora submetê-los. Por outro lado, o Foro não age diretamente, mas através das entidades que cumprem suas resoluções. Ora, as ações que essas entidades têm empreendido contra os chamados "neoliberais" constituem-se, em grande parte, de guerra cultural e combate político. O objetivo com que as empreendem foi declarado explicitamente pelo próprio inventor e mentor do Foro de São Paulo, Fidel Castro: "Erradicar o neoliberalismo"

(http://www.pt.org.br/site/secretarias_def/secretarias_int.asp?cod=2255&cod_sis=9&cat=7).
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Não se trata, portanto, de concorrer com o neoliberalismo nas eleições, alternando-se com ele no poder, democraticamente: trata-se de eliminá-lo, de varrê-lo do círculo das possibilidades socialmente admissíveis. O primeiro perigo que o Foro promete para os partidos inimigos é este: torná-los inviáveis como força política e cultural. A promessa é clara, e exclui in limine a possibilidade do rozídio no poder por via eleitoral, que supõe a existência política e cultural do adversário como força organizada. Pode-se concorrer com esse adversário, é claro, mas só como meio temporário destinado, em última instância, a "erradicá-lo". Nenhum partido ou organização rotulada como "neoliberal" jamais ambicionou "erradicar a esquerda". Limitam-se a tentar vencê-la nas eleições, quando podem, e em seguida aceitá-la como oposição democrática sem perspectiva de extinção. A assimetria é evidente.
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Se, porém, "ser erradicado" política e culturalmente já é temível o bastante, expondo milhões de pessoas ao perigo de ficar sem representação política ou meios de autodefesa coletiva, as entidades filiadas ao Foro não se contentam com perigo tão modesto. Entre elas constam organizações armadas como as Farc, o MIR chileno, os Tupamaros, que já enviaram para o beleléu, fisicamente, uma quantidade considerável de "neoliberais". O número exato é de cálculo difícil, mas já passou de algumas dezenas de milhares.
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O "perigo" anunciado é portanto bem claro: Neoliberais (seja isto lá o que for), nós vamos matar vocês. Os que sobrarem, nós vamos excluir da política e da vida social decente.
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O autor do documento é pérfido o bastante para deixar essa ameaça no ar com a certeza quase infalível de que fala em código, só para os do círculo interno, já que os de fora tomarão automaticamente a palavra "perigo" como mera hipérbole vazia, sem que lhes ocorra interpretar as palavras pelas ações e descobrir a presença explosiva da ameaça velada.
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Quanto à pergunta "b", isto é, se o perigo se circunscreve aos grupos neoliberais, não creio que seja possível enquadrar nessa classificação os milhares de jovens e crianças que morrem anualmente de drogas distribuídas pelas Farc no Brasil, na Colômbia, na Venezuela e nos EUA. Também não creio que haja algum neoliberalismo na mente de todas as vítimas de seqüestros realizados pelo MIR chileno, como por exemplo o publicitário Washington Olivetto, que não esconde suas simpatias esquerdistas. Mais rebuscado ainda seria chamar de neoliberais todas as vítimas assassinadas, em fuzilarias a esmo ou em disputas de quadrilhas, por bandidos que a Farc instruiu e treinou em técnicas de guerrilha urbana. Cá entre nós, que o autor do documento não nos ouça, a afirmativa de que o Foro de São Paulo "só oferece perigo para os partidos neoliberais" é um eufemismo pérfido e mentiroso. O Foro de São Paulo oferece perigo para qualquer um que atravesse o seu caminho, não só no sentido de oposição política, mas até no de ficar plantado, por acaso, na direção de onde venha uma bala perdida disparada por qualquer discípulo local das Farc. O Foro de São Paulo oferece perigo para toda a população.
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Prossegue o documento: "O Foro de São Paulo, como diz o nome, é um "foro" ou "fórum", que faz reuniões anuais de que participam não apenas partidos latino-americanos, mas também partidos socialistas e progressistas da Europa, África e Ásia."
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Agora o fulano quer nos fazer engolir que as Farc são um partido político, não a quadrilha armada que vende cocaína no Brasil através de seu sócio Fernandinho Beira-Mar, atira nos soldados do nosso Exército e treina assassinos para que aterrorizem a população. O MIR chileno é um partido político, não uma quadrilha de seqüestradores armados? Para quem esse sujeito pensa que está escrevendo? Para crianças de sete anos? Para bobocas ludibriáveis ad infinitum ? Se essa óbvia fraude publicitária não é crime eleitoral, eu sou o Lula em pessoa.
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A explicação acaciana de que o foro é um foro, "ou fórum", é uma papagaiada incumbida de revender, abreviadamente, a mentira boba inventada pelo sr. Giancarlo Summa, de que a entidade "é um foro de debates, e não uma estrutura de coordenação política internacional", à qual não preciso responder porque já respondi em 2002: "Porca miséria, quem já viu um mero foro de debates emitir 'resoluções' ao fim das assembléias? Resolução é decisão, é diretriz prática, é norma de ação. Uma assembléia que emite resoluções, subscritas unanimemente por organizações de vários países, não pode estar fazendo outra coisa senão coordená-las politicamente. É, aliás, o que afirma a resolução final do I Foro (São Paulo, 4 de julho de 1990), ao expressar seu intuito de 'avanzar propuestas de unidad de acción consensuales". O esforço comum para formular uma "unidade de ação" não pode ser puro debate, sobretudo quando se cristaliza em "resoluções": ele é, no mais pleno sentido do termo, coordenação política."
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Mas o mais bonito do documento vem no anúncio do XIII encontro do Foro (San Salvador, janeiro de 2007), quando será discutido, entre outros temas, o "combate ao crime organizado, ao narcotráfico e à militarização". Chega a ser maravilhoso. Que é que os mentores do Mensalão, os maiores narcotraficantes do continente e o único governante latino-americano empenhado em militarizar seu país para a "guerra del pueblo entero" (nos termos dele mesmo) podem sugerir para combate aos três males que eles próprios personificam eminentemente? Não sei, mas eu sugiro aos interessados: prendam todos os participantes do XIII encontro do Foro de São Paulo, e verão o crime organizado, o narcotráfico e a militarização diminuírem consideravelmente na América Latina. Eles próprios é que não vão trancafiar-se a si mesmos, como o Dr. Simão Bacamarte. O psiquiatra de Itaguaí era louco, mas teve a honestidade científica de reconhecer que o era. Libertou a população que ele próprio internara e foi para o hospício em lugar dela. Mutatis mutandis, os homens do Foro são bandidos, mas jamais hão de reconhecer que o são. Vão combater o crime metendo na cadeia quem não é seu cúmplice, reprimir o narcotráfico ampliando a clientela das Farc e eliminar o militarismo alistando todo mundo no exército de Hugo Chávez.
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A declaração do PT foi publicada um dia depois de sair no Jornal do Brasil o artigo em que eu sugeria ao candidato Alckmin cobrar do oponente explicações sobre suas atividades no Foro de São Paulo. Ela é um arremedo grotesco de antídoto, preparado às pressas por puro temor de um vexame politicamente catastrófico, a revelação, em pleno debate eleitoral, das ações clandestinas do sr. Luís Inácio Lula da Silva como parceiro e protetor dos maiores criminosos do continente.
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Em matéria de confronto polêmico, a denúncia do Foro de São Paulo é um autêntico roto-rooter capaz de trazer à tona crimes e perfídias em comparação com os quais tudo o que se denunciou do PT até hoje é agradinho.
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Não sei se o sr. Alckmin terá a coragem de usar o equipamento. Mas sei que a extrusão total da sujeira petista enterrada é inevitável, seja nesta eleição ou depois dela. Entendo o desespero da campanha petista. Mesmo que seja vencedor nesta eleição, Lula um dia sairá do poder pelo esgoto. O PT se acha esperto ao ponto de ser o "Partido Príncipe" sugerido por Antonio Gramsci. Mas terá sido o primeiro Príncipe, na História, que foi presunçoso e tolo o bastante para tentar enganar todo mundo indefinidamente. No fim, como diz a Bíblia, sua loucura será exposta aos olhos de todos. No outro mundo, Maquiavel está chorando e Abraham Lincoln está rindo, porque já conhecem o final da novela.

O Falso Mito.

por Ipojuca Pontes
© 2006 MidiaSemMascara.org

Resumo: O ex-operário relâmpago Lula da Silva abusa da paciência da nação. Sob o seu (des)governo, o crime virou acontecimento de rotina e os escândalos se sucedem em proporções nunca dantes imaginada.
Lula da Silva, o ex-operário relâmpago que pôs a nação de joelhos, foi transformado em mito para parcela significativa do povo brasileiro. Não é difícil explicar a construção do mito: durante o período do governo militar de 1964, Lula surgia com a retórica primária e o biótipo talhado (barbudo, sem dedo, tenaz etc.) para levantar a bandeira das esquerdas sufocadas pelas manhas do General Golbery do Couto e Silva, a eminência parda do regime autoritário instalado em 1964. Em torno de Lula, para apoiá-lo e até mesmo santificá-lo, reuniram-se todas ou quase todas as facções esquerdistas da época, da luta armada ao esquerdismo gramsciano, tendo como principal suporte os intelectuais marxistas da USP – a bilionária Universidade de São Paulo –, todos estatizantes e coletivistas e, com mais empenho, a igreja apóstata da Teologia da Libertação, de natureza revolucionária e anticristã, integrada por gente fanática do tipo Leonardo Boff e Frei Betto.

De lá pra cá, escorado na proteção da mídia, o mito Lula cresceu em força e substância, movido pela “militância selvagem” chegando ao poder, afinal, em 2002. Para a formação do mito – sabe-se – prevalece muito mais o que se inventa e divulga em torno dos fatos e acontecimentos que o cercam, do que a própria realidade que ele representa, ou seja: a consolidação do mito se apóia mais na imaginação coletiva do que na realidade dos fatos, sobretudo quando ele, o mito, conduzido por um irracional processo de compensação, passa a ser, como no verso de Fernando Pessoa, “o nada que é tudo”.

A mitologia que envolve Lula tem fundamentação marxista, posto que esta enxerga na classe operária a redenção da humanidade, a única com capacidade para abrir as portas do paraíso terrestre. O próprio Marx, em dezenas de livros e encontros da Internacional (o Foro de São Paulo da época), tratou de dar forma e construir a fantasia, lógico, sem nenhuma correspondência com a realidade. Não que a figura do operário não mereça respeito e tenha méritos. Tem, sim. Mas, não para governar e conduzir o mundo acima dos interesses da própria classe. Ademais, como qualquer ser humano, o operário só pensa nas delícias do “conforto burguês” e nas comodidades da sociedade burguesa - o que é mais do que legítimo, mas nada revolucionário (os malandrinos messiânicos sabem disso, daí o mundo de promessas).

Assim considerado, e visto que há trinta anos não trabalha e vive (à bordalesa) como símbolo de uma mentira fortemente enraizada, pode-se afirmar, sem temor, que Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato-presidente, está hoje muito mais para o caudilho populista do que propriamente para o líder operário. Neste particular, Lula não deve ser comparado, por exemplo, ao operário alemão Weitling mas, sim, à figura de Juan Domingo Perón, o controverso ditador argentino de meados do século passado. De fato, os pontos de contato entre Lula e Perón, mito argentino, são incontáveis.

O primeiro deles: os dois mitos, no auge do processo de degradação política, moral e institucional dos seus respectivos governos, acusados de corrupção e incontáveis práticas criminosas, simplesmente sobreviveram à realidade das acusações e dos fatos negativos que os envolviam (e envolvem). Na Argentina, para se eternizar no poder, Perón partiu para programas de assistencialismo deslavado, com Evita Perón distribuindo dinheiro e “conselhos” a milhares de mulheres desamparadas que formavam longas filas nos corredores da Casa Rosada. Outra semelhança: amparado no forte sindicalismo da CGT, inteiramente contaminado, Perón articulou o plano diabólico (e corrupto) da “casa pré-fabricada” que remexeu com os anseios dos trabalhadores argentinos e possibilitou o rápido enriquecimento de Juan Duarte - irmão da esposa de Perón, Evita - e Domingo Mercante, asseclas ativos do “esquema”.

A coisa chegou a tal ponto, na consolidação de um quadro de completo apodrecimento do tecido ético da nação, que os militantes do peronismo proclamavam, insanos, nas ruas de Buenos Aires: “Ladrón o no ladrón, nosostros queremos Perón!”. No Brasil atual, o fenômeno se repete de igual modo e talvez por isso, em recente edição, a revista britânica “The Economist” tenha classificado Lula como uma “Evita de barbas”.

Com efeito, o ex-operário relâmpago Lula da Silva abusa da paciência da nação. Sob o seu (des)governo, o crime virou acontecimento de rotina e os escândalos se sucedem em proporções nunca dantes imaginada: de Waldomiro Diniz ao Mensalão, das estranhas dádivas de Paulo Okamotto aos sanguessugas, da ação nefasta de Palloci contra o caseiro Francenildo ao Land Rover do ex-Secretário-Geral do PT Silvinho Pereira, dos “vampiros” da saúde às pródigas doações a Lulinha, da ação lesiva do Banco Popular aos assassinatos dos prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT, do indiciamento de José Dirceu ao recente dossiêgate, passando pelos milhões de dólares do falso padre Olivério Medina, integrante das FARC, e os milhões de dólares nas caixas de rum para as eleições presidenciais, enviados por Fidel Castro, para não falar nas dezenas de outros casos escabrosos já esquecidos pela má memória do povo - o País simplesmente se avacalhou.

De minha parte, acho que o mito Lula, que já está sendo revisto, não vai durar muito, pois trata-se de um falso mito. Um belo dia, sem dar respostas claras à população, a parcela do povo que o aceita cansará de sua cara barbuda e de sua retórica rasteira e o repudiará – em que pese o óbolo do Bolsa-Família, que o Estado arruinado simplesmente não terá condições de manter.

Lula é ligado ao narco-tráfico !

COMENTANDO A NOTICIA: No artigo abaixo, mostramos um presidente chegado à pilantragem. Desde de julho, são inúmeros os artigos e notícias pelos quais demonstramos o falso mito no qual Lula se converteu. Provamos e demonstramos que sua sede de poder está acima do interesse do Brasil. Para ele, o que conta é estar de braços dados com o poder que lhe permite agir da forma mais criminosa possível, contando para tanto com uma quadrilha de milhares de ativistas, terroristas, narco-traficantes, criminosos da pior espécie, corrompendo, comprando consciências e o silêncio, matando se necessário, roubando a mãos cheias tudo com um propósito maior: a realização e consecução dos objetivos traçados pelo Foro de São Paulo, sobre o qual, vez por outra, já publicamos artigos e parte de sua história, além de deixar claro do que se compõem esta organização criminosa. Como nas leitura de domingo de hoje, em artigo de Olavo de Carvalho, "Por que a justiça tem de intimar Lula?" .

Pois bem, chegou a hora de arrancar a máscara hipócrita com que Lula se veste para esconder da sociedade brasileira o seu ideal "revolucionário". Mostrar a quem ele serve e com quem ele anda. Deste modo, ficará fácil saberdas razões de seu desespero em se manter na presidência da república, a qualquer preço. Qualquer, mesmo !

Começamos com Ipojuca Pontes, em "O Falso Mito", depois a "A prova cabal da mentira" de Olavo de Carvalho, depois "Votar contra Lula é salvar a América do castro-comunismo" por Alejandro Peña Esclusa, e por fim, o Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo, da editoria do Mídia Sem Máscara, o que comprova ser ele de fato integrante do movimento, apesar de afirmar ao contrário, o que aliás não chega a ser nenhuma surpresa, em razão da capacidade de Lula mentir em tempo integral, basta ver os crimes, escândalos e a corrupção que tomou conta de seu governo, e que ele nega continuadamente, apesar de todas as evidências e provas incontestes.

Um pilantra na Presidência

COMENTANDO A NOTÍCIA: A vigarice de Lula não têm limites. LULA É O MAIOR CANALHA DA HISTÓRIA DO BRASIL. E duvido que este cafajeste enfrente a verdade de frente. Todos os méritos de seu governo foram por ações desencadeadas, criadas e implantadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso.
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Patifaria, senhor Lula, você vá cometer com quem é mais ignorante e repulsivo do que você. E se você tiver um pingo que te resta de dignidade reconheça em público a verdadeira herança que você recebeu. Ah, nem precisa: é só ler o que vocês mandaram escrever no site do Tesouro Nacional. Além do trecho hipócrita, também salvei a página em fotografia. Leiam abaixo o texto da página inicial do site:
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No Brasil, as estatísticas sobre as contas públicas compreendem três dimensões: o Governo Central incluindo o déficit da Previdência; as Empresas Estatais, controladas pelo setor público nos três níveis de governo; e os Governos Estaduais e Municipais (26 Estados, Distrito Federal e mais de 5.500 municípios).
Para enfrentar os fatores de natureza estrutural que se encontram na raiz do desequilíbrio fiscal o Governo tem adotado um conjunto de iniciativas ao longo dos últimos anos. Entre as principais medidas destacam-se: as reformas constitucionais e legais da ordem econômica, que permitiram a implementação do importante processo de privatizações de empresas estatais; os acordos de ajuste fiscal com os Estados; o saneamento e privatização dos bancos estaduais; e o aprimoramento dos mecanismos de controle do endividamento de Estados, Municípios e estatais.
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/estados_municipios/index.asp

Ou seja, o PT rouba o dinheiro dos impostos, corrompe as instituições do país com dinheiro dos impostos para fazê-las calarem-se, constrange os pobres da população com dinheiro de miséria sem reciprocidade, roubam a esperança, a decência, a dignidade e posam de “bonzinhos”, quando na verdade são figuras bizarras, com a mente e a alma podres de tanta indecência, e ainda roubam a obra alheia ! São vagabundos na essência. O que eles chamam de trabalho o Código Civil chama de crime. Sem falar que a mentira é a sua verdade. Petista detesta democracia. Petista detesta respeitar os limites da lei. A lei para eles deve ser para protegê-los de suas patifarias. Lula é bem o exemplo disto. Lula sempre foi e morrerá sendo o maior salafrário que pisou em terras brasileiras. Seus capachos, paus mandados lambem-lhe as botas e puxam-lhe o saco com a certeza de que seu protetor os agraciará com alguma boca rica às custas do povo brasileiro. Todos perfeitos gigolôs. Lula, o maior de todos.
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Não me surpreenderá o dia em que Lula ou algum lacaio seu acabe declarando que foram eles que criaram o Plano Real, que foi um petista que declarou a independência e a proclamação da República, e que uma Dilma Rousseff ou uma Ideli histérica Salvati assinou a Lei Áurea.
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Já provamos que Lula representa o atraso, a indecência, a corrupção, a imoralidade, porque lhe faltou o básico de qualquer homem decente: o caráter. Já provamos que a educação neste país está sendo jogada no lixo e em seu lugar estão ministrando nas escolas uma lavagerm cerebral bem ao estilo stanilista ou hitlerista. Podem escolher, as duas escolas se assemelham em muito com o que Lula manda ensinar às crianças brasileiras.
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Já provamos que Lula reeleito, significará o golpe no estado de direito e a implantação da ditadura civil ao estilo de Vargas de quem se ufana tanto em se comparar. E logo, logo, anotem e me cobrem: o país estará dominado em boa parte de seu território por guerrilheiros latinos, narcotraficantes, terroristas fdp de qualquer procedência, porque para Lula estes são seus verdadeiros irmãos. Para Lula, o Brasil e o povo que se foda. Para este mau caráter, o povo serve para escravidão e vassalismo. Mas esta desgraça esteja certo seu canastrão: ela se voltará contra estes ordinários todos. Nem todos os brasileiros são idiotas ou otários. E escravidão acaba cansando, seu monte de bosta. Vocês se arrependerão amargamente o dia em que nasceram.
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Observem bem nos “companheiros” e nos métodos empregados em todas as vigarices e trapaças de Lula no governo: nunca negam o crime, seguem sempre o mesmo script. Desviam-se milhões de reais das empresas estatais, dos ministérios, dos programas governamentais. Quando pegos são afastados mas não punidos. E depois continuam a viver dentro do mesmo padrão econômico sem aparente emprego honesto que os sustente. Formam patrimônios sem renda e sem trabalho. E depois Lula quer se auto-proclamar o pais dos pobres ! Oram, façam o favor: o dia que este país fizer uma investigação a sério sobre esta gentalha, a origem de seus “dinheiros”, se descobrirá a fortuna que roubaram dos cofres públicos. Temos uma Presidência que literalmente “torra” em desperdícios de toda a sorte dinheiro publico para viverem nababescamente explorando um povo faminto, sem escolas, sem estradas, sem segurança, sem saúde, sem água, sem luz, sem dignidade de vida humana. Depois, enterra-se o dinheiro em publicidades caríssimas para se “vender” a idéia de que se trabalhou, quando na verdade o que se fez foi roubar.
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Apenas um número ilustra bem a canalhice de Lula mau caráter e ordinário: enquanto ele “alimenta” os pobres do país com 20 bilhões de reais, doou 800,0 bilhões de reais para os banqueiros ficarem cada vez mais ricos. É a maior e mais deslavada e criminosa concentração de renda do mundo !!! Mente o descarado de que a saúde está perfeita ou quase : mas os usuários do sistema de saúde pública sabem bem o quanto um pobre brasileiro fica à espera de um simples exame ! Com quantos meses de antecedência precisa marcar exames para uma saúde que exige tratamento imediato ! Não é um ordinário este cafajeste ! Claro, o povo o aplaude por acha-lo um igual a ele ! Mentira, o cretino vive como rei há muito tempo, aposentado por mais de 4,0 mil reais por mês por um dia de cadeia ! Quantos outros gozam da mesma situação imoral deste salafrário ? Investigue-se bem o passado deste indecente e se verá tratar-se de um canastrão e farsante.
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Querem outra informação comparativa do que o safado é na verdade ? Segue abaixo:
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Gastança federal versus Renda dos Trabalhadores:
1995 –
Gastança federal – 208 bilhões de reais
Renda Média do Trabalhador – 923 reais

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2005 –
Gastança
federal – 364 bilhões de reais
Renda Média do Trabalhador – 805 reais

Fonte: IBGE/ PNAD


Em 11.10, publicamos um artigo sob o título “Explicar os cartões é obrigação de Lula!” do qual extrairemos dois itens para ilustrar quem é o pilantra que nos desgoverna:

e.- Os gastos e saques totais com os cartões corporativos da União somam R$ 20,756 milhões este ano, incluindo todos os ministérios e a Presidência. É quase o valor do ano passado inteiro, de R$ 21,706 milhões, e 46,6% maior que os R$ 14,1 milhões gastos em 2004, segundo dados do portal da presidência.
f.- a prerrogativa do sigilo para garantia de segurança emperra o acesso aos dados.No ano passado, o TCU abriu investigação sobre os gastos, que ainda está em curso. Dados sigilosos divulgados na época falavam em saques de mais de R$ 1 milhão feitos por um único funcionário, em 2004. Especulava-se também sobre gastos indevidos para a primeira-dama, Marisa, e os filhos do presidente.
Junte-se a isto todos os escândalos cometidos apenas por este governo, e vocês perceberão que, de fato, a Polícia Federal precisou trabalhar muito mais agora do que antes.

Do boletim de 11.09 do TOQUEDEPRIMA, segue a notícia abaixo:

“Não há limites para a gastança
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”Somente no primeiro semestre deste ano, a funcionária pública destinada a acompanhar a primeira dama, Maria Emília Évora, gastou com cartão de crédito da presidência da república a importância de R$ 441.000,00 (quatrocentos e quarenta e um mil reais), sendo que R$ 198.000,00 (cento e noventa e oito mil reais) foram sacados em moeda corrente na boca do caixa para custear despesas da primeira dama.
Essa gastança equivale a uma média mensal de R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), ou R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais por dia), equivalendo ainda à alimentação de 8.820 famílias pelos critérios do programa fome zero.”


Já disse há questão de 2 meses: Lula precisa ser reeleito para herdar a própria herança deste governo mau caráter que ele comandou. Até porque da forma ilegal como está se reelegendo, está criando uma disposição na oposição que agora não o acariciará com a mesma boa vontade do seu primeiro mandato. Lula abriu guerra em todas as frentes. Semeou o ódio entre as pessoas, cometeu o cisma na população, ação maléfica que lhe custará muito caro. Mas este endemoniado achará na própria lavoura que vem cultivando, o veneno que o consumirá. Sua ganância o vergará sobre si mesmo com o peso de toda a sorte de malefícios que vem praticando e colherá todo este ódio contra sua própria biografia. Não há que dure, e nem há mal que não acabe. Estejam certos de que a lama com que se alimenta hoje, acabará por afoga-lo para mostrar sua verdadeira face.

Leituras de domingo

Como somos roubados!
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Por Jorge Serrão
Publicado no Alerta Total
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Os brasileiros não precisariam pagar Imposto de Renda. O Brasil perde, por dia, até US$ 750 milhões de dólares apenas com os impostos que são sonegados ou subfaturados (mal cobrados, por causa de jogadas contábeis) na exportação de vários minerais. Multiplicando-se tal valor por 25 dias úteis, nosso País arrecadaria, por mês, mais de US$ 18 bilhões de dólares que atualmente nos são surrupiados pelos controladores internacionais do comércio de commodities.
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Basta que o leão da Super Receita Federal fosse agressivo com os exploradores das riquezas do Brasil, e o Tesouro Nacional teria dinheiro para jogar pelo ladrão – e não para doar aos ladrões. Mas o leão faz o jogo dos gatunos e sonegadores porque nosso País (ainda) não exerce sua soberania e auto-determinação. Além disso, somos governados pelo crime organizado. O conceito é bem claro e objetivo. Crime Organizado é a associação, para fins delitivos, entre criminosos de toda a espécie, a classe política e os três poderes do Estado, para roubar a nação.
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Voltemos aos números da sonegação criminosa. No ano passado, com todo o esforço de arrecadação, a Super Receita arrecadou R$ 35 bilhões com o Imposto de Renda da Pessoa Física (que é o nome bacana dado ao imposto sobre o salário da classe média). Na verdade, por aqui, não se tributa, como deveria, nem a rende e muito menos o patrimônio de quem tem para pagar imposto. Penaliza-se o brasileiro comum, trabalhador ou empresário, que é obrigado a trabalhar e produzir durante cinco meses, apenas para pagar tributos. Nosso bolso sofre com impostos, taxas e contribuições que nos são covardemente cobrados. E o governo ainda tem a cara de pau de comemorar, mensalmente, recordes na arrecadação.
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Fazendo a conta do dólar cotado a R$ 2,10 (em média), se o leão mordesse os sonegadores apenas das exportações do setor mineral, o Brasil teria, por mês, uma arrecadação extra de até R$ 38 bilhões de reais. O volume sonegado por mês (só com minérios, não leva em conta as outras escandalosas sonegações de impostos) seria bem maior que toda a arrecadação anual do Imposto de Renda dos assalariados durante um ano todo. Ou seja, por ano, o Brasil teria uma receita extra de até R$ 456 bilhões. O valor equivale à fração de um quarto do que nossa economia produz em um ano. Nosso PIB (Produto Interno Bruto) está calculado em quase R$ 2 trilhões.
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De acordo com esses números, se o leão do fisco não fosse um felino conivente com outros gatunos que nos assaltam, o Brasil teria dinheiro sobrando para investir, pagar suas dívidas e ter um dos maiores crescimentos econômicos do planeta terra. Afinal, aqui estão as maiores riquezas naturais do planeta. Mas o governo não colabora com os brasileiros, e ainda toma o pouco dinheiro que a gente consegue ganhar trabalhando. E ainda faz o jogo do crime organizado pelos controladores econômicos que nossa ignorância, falta de cidadania ou conivência nos deixam explorar.
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Para piorar ainda mais a situação, o governo federal (em final de mandato, mas de olho no outro) tem a cara de pau de preparar a licitação para a venda de 331 áreas de exploração mineral. São jazidas de níquel, carvão, zinco, diamante, ouro, cobre, turfa e terras raras (matéria-prima para a indústria eletroeletrônica). O negócio de compra e venda de minerais brasileiros é controlado pela London Metal Exchange (LME) da City de Londres. Banqueiros e investidores transnacionais querem dominar, ainda mais, o rico setor mineral brasileiro comprando as áreas que o governo daqui quer praticamente doar. Além de não sobrar impostos dos controladores, o governo ainda trabalha para lhes proporcionar mais lucros com a venda dos direitos minerários do Brasil.
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Para entornar de vez o caldo, e deixar o cidadão-eleitor-contribuinte ainda mais com cara de otário, o Serviço Federal de Processamento de Dados da Super Receita ainda comete uma super mancada com 105 mil contribuintes. Todos ficaram sem restituição, até novembro, do quinto lote do Imposto de Renda da Pessoa Física. O jeito vai ser recorrer à Justiça, lenta e pouco justa com quem realmente precisa dela. O professor Sacha Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Direito Financeiro, adverte que os prejudicados devem entrar com ação judicial contra o Governo.
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O professor Calmon lembra que a promessa de restituição é um compromisso jurídico que não foi cumprido. Por isso, a falha tem de ser paga com juros e correção. E se ficar provado que houve dano material ou moral, porque a pessoa não conseguiu honrar um compromisso, por exemplo, cabe uma indenização. O professor Calmon lembra que o imposto de renda é um empréstimo que a população faz de graça ao governo. Paga mais do que não deveria, por isso há restituição. O professor destaca que, na hora de atacar o bolso do contribuinte, a Receita funciona. Mas na hora de ressarcir é desleal. O professor Calmon defende que o Ministério Público deveria entrar com processo cível, pois a ação individual do contribuinte seria lenta e cara.
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No fim dessa estória toda, como diria o saudoso cronista esportivo João Saldanha, “quem reclama já perdeu”. Mas se os cidadãos lesados e roubados ficarem calados, a derrota fica ainda maior. Ou dizemos não, definitivamente, ao governo do crime organizado, ou nem vamos mais para o espaço – já que o presidente George Bush baixou um decreto garantindo o monopólio dos Estados Unidos da América na exploração especial. Do jeito que a coisa vai, privatizam o inferno, e deixam o pobre diabo desempregado. E Deus que o sustente com um bolsa família.
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Por que Lula e seus petistas mentem tanto?
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Por Maria Lucia Barbosa
Publicado no Alerta Total
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Nunca dantes numa campanha se viu um festival de mentiras como o que assola o País. Por isso, mesmo que eu já tenha escrito sobre a mentira, voltarei ao tema. Inclusive, porque a arte de mentir é um dos fatores decisivos para que o PT deixe de ser governo e chegue ao poder, o que lembra o pensamento do irmão leigo Betto: “nós estamos no governo, mas não ainda no poder”.
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Como o piedoso frei Betto é admirador de Fidel Castro, exatamente como Luiz Inácio e demais companheiros, supõe-se que o projeto de permanência dos petistas é por tempo indeterminado e com características, senão totalmente cubanas, pelo menos venezuelanas.
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Na verdade, o sucesso do candidato e presidente petista repousa em três pilares: a mentira, o abuso do poder econômico e político que a reeleição faculta, a falta de uma verdadeira oposição que fortalecesse a candidatura de Geraldo Alckmin.
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A mentira do PT começa por seu líder simbólico, Luiz Inácio, passa pela propaganda enganosa e deságua nas invencionices que na campanha se avolumaram também como estratégia para desviar as atenções de assuntos indesejados, como aquele do dossiê arquitetado pelos “aloprados” na sua ânsia de prejudicar José Serra e, por tabela, atingir Geraldo Alckmin.
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Como símbolo, Luiz Inácio, que serve para angariar os votos que ensejam o poder para o PT, de fato não existe como presidente da República. Não tem condições, digamos, técnicas, para exercer o cargo. Ele é uma mentira criada pelo partido. Isso explica tantas viagens. Melhor mantê-lo afastado. Governar ficou por conta do que se chamou de “núcleo duro”, constituído por José Dirceu, Antonio Palocci e Luiz Gushiken. Do triunvirato não restou nenhum. Pelo menos oficialmente. Os homens mais próximos e importantes do presidente caíram por causa de pesadas acusações que ainda pairam sobre eles, sem nada ter sido ainda esclarecido na Justiça.
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Num país sério, o presidente da República, que em última instância é o responsável por seu governo, já teria caído junto ou, pelo menos, dado satisfações mais convincentes à sociedade em vez de ficar dizendo que não sabe de nada como qualquer batedor de carteira flagrado no delito.
O presidente que foi sem nunca ter sido, deve muito também a seu construtor de mentiras e mitos, Duda Mendonça. Este utilizou fartamente os ensinamentos de Goebbbels: “o que buscamos não é a verdade, é o efeito produzido”. E foi do ministro da Propaganda de Hitler que Mendonça copiou a lei de ouro do marketing ao treinar seu pupilo mais ilustre: “quanto maior a mentira, mais ela passa”.
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Entretanto, foram as palavras do próprio Hitler que nortearam o sucesso de Luiz Inácio: “se você deseja a simpatia das massas, deve dizer-lhes as coisas mais estúpidas e as mais cruas”. E não é isso que o candidato e presidente não tem cessado de fazer?
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Por outro lado, o PT tem forjado mentiras com relação ao adversário Geraldo Alckmin sobre privatizações, sua religiosidade, seu governo em São Paulo. O PT transforma Alckimin em Fernando Henrique e lança a culpa dos fracassos de seu governo no governo passado. É o álibi da “herança maldita”. Luiz Inácio, por sua vez, nada a tem a ver com o PT, com os crimes dos companheiros, com seu próprio governo. Existe o mal absoluto encarnado pelo PSDB, e o bem absoluto representado pelo PT, em que pese o incrível festival de corrupção do partido que durante esse mandato de Luiz Inácio já está em seu terceiro presidente, visto que os anteriores caíram também por conta de pesadas acusações.
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Evidentemente, essa aceitação da mentira por nossa sociedade explica o sucesso do governo petista e de seu líder simbólico, ressalvando, como escrevi em um dos meus livros, O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a Ética da Malandragem, que existe no Brasil gente humilde que é trabalhadora e honesta. Lideranças que ultrapassam visões paroquiais e se agigantam na tentativa de romper com o ranço da mentalidade antiprogressista. Empreendedores. Elites intelectuais. Temos nossas “aristocracias” no sentido aristotélico de aristoi (os melhores). Mas o problema é que “os melhores” não são capazes de preencher a lacuna entre a classe dirigente e a massa.
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Nestas eleições, e diante do entusiasmo que milhões de eleitores demonstram perante a mentira, recordo ao final desse artigo o pensamento de H.L. Mencken: “O homem é o caipira par excellence, um ingênuo incomparável, o bobo da corte cósmica. Ele é crônica e inevitavelmente tapeado, não apenas pelo outros animais e pelas artimanhas da natureza, mas também (e mais particularmente) por si mesmo – por seu incomparável talento para pesquisar e adotar o que é falso, e por negar ou desmentir o que é verdadeiro”. Por isso LILS e seus petistas mentem tanto. E fazem sucesso.
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Por que a Justiça tem de intimar Lula?
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Por Olavo de Carvalho
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A Justiça tem de intimar Lula a explicar suas reuniões clandestinas com narcotraficantes e seqüestradores.
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Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros.
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O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros.
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Recentemente ele declarou, entre os participantes do Foro, que essas reuniões eram propositadamente camufladas, para que ninguém soubesse o teor do que ali se falava. Mas admitiu também que as conversações foram decisivas para ajudar Hugo Chávez a sair vencedor no referendo de 2004.
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Outro resultado foi uma resolução coletiva, emitida poucos meses antes da eleição de 2002, que tomava partido das Farc no confronto com o governo colombiano, acusando este último de “terrorismo de Estado”. A resolução foi assinada por Lula depois de o traficante Fernadinho Beira-Mar ter confessado que comprava cocaína das Farc para distribuí-la no Brasil, destruindo as vidas de milhões de nossos compatriotas, inclusive crianças. Ao mesmo tempo, o Exército notificava freqüentes tiroteios com as Farc na selva amazônica, e as polícias estaduais informavam que agentes dessa organização narcotraficante estavam dando treinamento de guerrilha urbana a bandidos do Comando Vermelho e do PCC.
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Com que autoridade um presidente da República se reúne em segredo com criminosos notórios para ajudar um político estrangeiro seu amigo, intervindo nos assuntos de uma nação vizinha sem dar ciência disto ao Congresso ou à opinião pública? Com que autoridade ele nos torna a todos “solidários” com agressores do país, com seqüestradores de brasileiros e com assassinos das nossas crianças?
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As Farc e o MIR são inimigos do Brasil. Lula é amigo deles. Ele tem sabido proteger esse segredo tenebroso, graças à ajuda de seus colaboradores infiltrados na mídia.
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Simplesmente não é possível admitir que esse conspirador sinistro se apresente candidato às eleições presidenciais antes de prestar esclarecimentos cabais sobre esse aspecto encoberto e clandestino das suas atividades.As autoridades judiciais devem intimar Lula a entregar imediatamente toda a documentação das reuniões do Foro de São Paulo e a explicar as estarrecedoras declarações que fez no discurso que proferiu no décimo-quinto aniversário dessa entidade em 2 de julho de 2005, no qual confessa ter ludibriado o Congresso e o povo para ajudar Hugo Chávez por baixo do pano.
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Documentos e provas:
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Atas das reuniões e resoluções do Foro de São Paulo: http://www.midiasemmascara.links/ (durante algum tempo tempo este material constou do site do próprio Foro, mas foi retirado logo que comecei a citá-lo nos meus artigos).
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Discurso de Luís Inácio Lula da Silva no décimo-quinto aniversário do Foro de São Paulo: http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc.
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Evasivas do assessor do PT, Giancarlo Summa:
Nova nota oficial do PT sobre o Foro de São Paulo e comentários meus:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/061016dc.html.
Outros materiais de interesse sobre o assunto:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm, .
Olavo de Carvalho é filósofo e jornalista. www.olavodecarvalho.org
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Neoliberal, quem?
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por Carlos Alberto Sardenberg
Publicado no site do Instituto Millenium

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O presidente Lula acusa o tucano Geraldo Alckmin de “privatizador” e espalha por aí que ele pode até vender o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás. Alckmin sustenta que isso é uma mentira e uma calúnia.
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Assim, a privatização entrou no debate eleitoral mais ou menos como satanás em uma igreja. E entretanto, basta dar uma olhada por aí para encontrar fartos argumentos a favor da privatização.
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Nos escândalos produzidos pelo governo Lula – valerioduto, mensalão, compra do dossiê – sempre aparece o Banco do Brasil. Começou lá atrás, quando a instituição comprou ingressos para um show de arrecadação de fundos para o PT. Depois, o BB apareceu como cliente das agências de Marcos Valério, tendo um de seus diretores, responsável pela propaganda, como destinatário de um pacote de dinheiro vivo. Agora, um outro diretor do banco, Expedito Veloso (e diretor de Gestão de Risco!) , aparece como operador na tentativa de compra do tal dossiê.
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Expedito estava de férias quando atuou na operação, um outro diz que não sabia de nada e os ingressos se destinavam a clientes vip, mas terminou que todos foram afastados de seus cargos, inquéritos estão abertos. Se não era nada, não precisaria disso, não é mesmo?
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Essas atuações de dirigentes do PT acomodados em diretorias do maior banco do país levantam uma enorme suspeita. Banco é coisa séria, mexe com o dinheiro dos outros e, no caso, com recursos e interesses públicos. Tem que ser e parecer uma fortaleza de credibilidade. Mas o BB parece estar a serviço do governo Lula e do PT.
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Se diretores se metem em jogadas tão escandalosas, e primárias, a gente tem o direito de pensar: o que mais estarão fazendo?
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É verdade que o BB é uma sociedade anônima, tem ações em bolsa, presta conta aos reguladores do mercado. Mas é difícil, praticamente impossível apanhar desvios em gastos com publicidade, como já se viu. Além disso, é possível que a instituição seja levada a fazer operações de risco inaceitável apenas para atender políticas e planos do governo, como emprestar para setores, empresas e pessoas não qualificadas tecnicamente.
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Dirão que estamos exagerando nas suspeitas. Mas foi exatamente assim que quebraram os bancos estaduais, inclusive o Banespa, deixando uma conta para o contribuinte de mais de R$ 40 bilhões.
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É ou não um poderoso argumento a favor da privatização? A própria democracia está em jogo se o maior banco do país pode ser utilizado a favor dos governantes do momento.
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E o caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, crime praticado pelo mais alto dirigente da Caixa Econômica Federal? De novo, se fizeram isso, algo tão tosco e primário, o que mais estarão fazendo?

O PT sempre se opôs às privatizações, assim como, para dar um exemplo do lado tucano, o falecido Mario Covas. O argumento era o mesmo: governantes sérios e honestos colocariam as estatais nos trilhos. Mas a democracia, como temos visto por aqui, não é garantia de que não serão eleitos corruptos, mal intencionados ou apenas incompetentes. E podem se eleger governantes para os quais as estatais estão aí para isso mesmo, para servirem ao programa de seu partido.
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Não pode ser assim. Deveriam estar a serviço de interesses nacionais, reconhecidos por todos. Difícil definí-los? Mais difícil ainda distinguí-los dos objetivos partidários? Certamente e é por isso mesmo que a privatização é uma boa idéia.
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Alguns dizem que não é possível fazer política econômica sem controlar grandes bancos. Bobagem. Há países que não têm bancos estatais comerciais e funcionam muito bem, a começar pelos Estados Unidos, onde, aliás, a regulação bancária é mais rigorosa.
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Mas não, a privatização não emplaca por aqui. É acusação.
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Sabem por que? É que não se trata de uma plataforma apenas da esquerda. O centro e a direita, criados na cultura de obter tudo do Estado, também precisam de estatais para atender ao interesse de suas clientelas, que vai desde empregar os correligionários até gastar dinheiro e investir ali onde se tem votos, isso para não falar de outras práticas. A novidade do governo Lula foi mostrar que, nisso, a dita esquerda republicana é igualzinha à direita fisiológica.
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E ainda dizem que isso aqui é neoliberal.
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Acesse O Instituto Millenium aqui.
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Eles são os mesmos
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Por Sebastião Nery
Publicado na Tribuna da Imprensa
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"À noite (em Paris, em março de 89), durante um jantar com a direção de uma central sindical num restaurante bem chique cuja especialidade era frutos do mar, quase que bandejas voaram numa discussão entre Aloísio Mercadante e Osvaldo Bargas, secretário de Relações Internacionais da CUT. Os dois começaram a falar mais alto, chamando a atenção das personalidades que estavam no centro da grande mesa - os assessores sentavam-se nas pontas. Bargas, muito bravo, atacava Mercadante:
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`Vocês, intelectuais de merda, não podem falar nada, só sabem se aproveitar do nosso trabalho. Se não fôssemos nós, não existiria o PT, vocês não seriam nada'.
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Pedi a ajuda a Marco Aurélio Garcia, para acalmar os contendores, mas foi pior. `E você também, Marco Aurélio! Também é outro intelectual de bosta!', disse o sindicalista (Osvaldo Bargas)".
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Ricardo Kotscho
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Essa história não é contada pelo PSDB, pelo PFL ou pelo comitê de campanha de Alckmin. Está na página 161 do livro "Do golpe ao Planalto - Uma vida da repórter", de Ricardo Kotscho (Editora Companhia das Letras).
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Hoje, 17 anos depois, Osvaldo Bargas, Mercadante e Marco Aurélio Garcia, assessores de Lula, "intelectuais de bosta", "intelectuais de merda", estão aí, os mesmos, no comando do PT e do governo Lula, enfiados até o pescoço no escândalo do dossiê e dizendo que não sabem de nada.
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O livro do Kotscho é um interessante, brilhante e didático diário das quatro campanhas presidenciais de Lula (89, 94, 98, 2002). E é uma prova total de que Lula mente, mente deslavadamente, quando diz que não sabe de nada e finge que mal conhece os mensaleiros, sanguessugas, dossieiros.
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Desde 80, na fundação do PT, nas campanhas e no governo, Lula está sempre cercado por vários dos que, agora, explodem nas denúncias policiais.
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Osvaldo Bargas
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1 - "No final de fevereiro (de 89), embarcamos para uma viagem de 26 dias por seis paises da Europa. Formavam nosso `Exército de Brancaleone', como Lula se referia à comitiva, além dele e Marisa, Francisco Weffort, Marco Aurélio Garcia e Aloisio Mercadante - o trio conhecido como `os professores' -, Osvaldo Bargas (um dos chefes do dossiê) representando o movimento sindical, Delfim Martins, fotógrafo da Agência F-3 e eu" (pág. 158).
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2 - "A Executiva Nacional do PT formou o comitê político que determinaria as linhas gerais da campanha (de 89): Wladimir Pomar, coordenador geral, José Dirceu, Francisco Weffort, Plinio de Arruda Sampaio, José Genoino, Benedita da Silva, Hamilton Pereira, Oswaldo Bargas (olhe ele aí!), Ricardo Kotscho e Wander Bueno do Prado" (pág. 153).
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Mercadante e Meirelles
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3 - "Não estava nos meus planos voltar para uma redação (depois da derrota de 89). Resolvi trabalhar por conta própria. Logo apareceu um convite de Aloísio Mercadante para colaborar com ele numa consultoria prestada ao Sindicato dos Bancários. O presidente era Ricardo Berzoini, que nos pediu um projeto para melhorar a imagem do sindicato, abalada com sucessivas greves.
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Para ajudar na implantação do projeto, fomos conversar com o presidente do BankBoston no Brasil, um certo Henrique Meirelles... Menos de uma década depois, estávamos todos em Brasília, trabalhando no governo Lula. Mercadante, eleito senador com mais de 10 milhões de votos, foi quem indicou Meirelles a Lula para a presidência do Banco Central. Berzoini, eleito deputado, seria o primeiro ministro da Previdência do governo" (pág. 205).
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4 - "Cada um ali (no começo da campanha de 2002) já possuía um espaço demarcado e, da turma antiga, encontrei apenas o faz-tudo Espinosa (olha ele aí!), o assessor econômico Guido Mantega e o inseparável amigo do candidato, Gilberto Carvalho, além de alguns assessores, como Paulo Okamotto (olha ele aí!) e Paulo Vannuchi" (pág. 218).
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Lula-Costa Neto
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5 - "Lula se empenhava na aliança com o PL, o que só foi conseguido no último momento do último dia do prazo para a inscrição das chapas. Numa tensa reunião no apartamento funcional do deputado Paulo Rocha (PT do Pará, mensaleiro obrigado a renunciar ao mandato), da qual participaram, além de Lula e José Alencar, os presidentes do PT, José Dirceu, e do PL, Waldemar Costa Neto, bem como vários dirigentes dos dois partidos, houve um momento em que parecia ter fracassado a tão sonhada aliança.
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Dirceu chegou a dar as conversações por encerradas. Lula pediu uma ligação para o petista Patrus Ananias, mineiro como Alencar, que seria o vice do Plano B, uma chapa puro-sangue, que o candidato queria evitar. Dezenas de jornalistas aguardavam uma definição na portaria do edifício de Rocha.
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Quando já ia pegar o elevador, fui chamado de volta. As negociações haviam recomeçado, agora no quarto do anfitrião. O impasse se dava na questão da ajuda financeira que o PL tinha pedido ao PT para fazer sua campanha. Somente três anos depois, quando estourou o escândalo do Mensalão, ficaria sabendo que o valor solicitado era R$ 10 milhões" (pág. 223).
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Pensamos, logo, existimos! Sabia?
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Por Adriana Vandoni
Publicado no Argumento & Política
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Conversava com um amigo, vereador de quatro mandatos de uma importante cidade de Mato Grosso, sobre nossos ídolos e nossas lideranças. Até então eu tinha comigo, que estávamos passando por uma entressafra daqueles “grandes líderes” e o meu amigo dizia isso mesmo. Desencantado com quem ele acreditou e por quem trabalhou nas ultimas eleições, estava naquele momento se rebelando contra o maior poder do estado, o governador. No meio da nossa conversa eu parei e disse: Estamos errados! Veja você, vereador pelo quarto mandato e enfrentando o governador recém reeleito, se mantendo firme nos seus princípios.

Em um mundo em que os atos se propagam com uma velocidade incrível, em que as verdades aparecem em monitores com simples cliques, jamais teremos lideranças como as do passado. Lula, por exemplo, ainda foi forjado na falta de informação do passado, mas hoje a tecnologia dificulta que se crie uma aura de luz e perfeição em torno de um político. Hoje os pretensos reis ou líderes já não vestem as roupas da desinformação alheia. Não chegam a ficar nus, mas a camada que os envolve é de um fino, delicado e vulnerável tecido.Continuando nossa divagação sobre líderes e observando o ocorrido agora aqui em Mato Grosso, concluí que o líder do futuro é exatamente aquele que, com responsabilidade e respeito, se mantiver coerente e leal. Lealdade é diferente de fidelidade, daí a minha teoria de que uma reforma política que imponha a fidelidade partidária não conseguirá acabar com a falta de lealdade. O líder leal é aquele que não abandona e nem trai a confiança do seu povo.
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Aquele para quem a lealdade é um valor inegociável.
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As eleições deste ano me serviram para isso. Diante dos meus olhos vi cogitados líderes se despirem da dignidade e vi também muitos, aos quais não imputava grandes compromissos de lealdade com seus eleitores, se engrandecerem através das posturas adotadas. É, pelo menos para isso serviu a decisão de Blairo e seus subordinados. Bem, a mim não causou espanto algum sua decisão e nem representou uma mudança de lado, afinal de contas, eu já sabia desse acerto desde o começo do ano, através de fonte de dentro do seu próprio grupo.
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Mas temos que enaltecer as atitudes daqueles que se mantiveram firmes. Daqueles que não se sujeitaram a simplesmente abaixar a cabeça como cordeiros e engrossar a fila dos acéfalos seguidores da amoralidade. Percebi nesse processo todo que os que ficaram para defender o indefensável e incoerente posicionamento de Blairo, não são, em sua maioria, seus seguidores, são seus subordinados.
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Chegou-me a notícia do pronunciamento de um vereador de Matupá, que da Tribuna da Câmara pediu desculpas a todos aqueles a quem pediu voto para Blairo Maggi. Disse que se sente traído pelo governador e terminou dizendo que em suas veias corre sangue e não trairagem. Admirei-me com a postura deste vereador sem ao menos saber quem é ele nem a qual partido é filiado, mas mostrou que não é um cordeiro. O mesmo aconteceu aqui em Cuiabá com o recém eleito deputado estadual Walter Rabello. Filiado ao PMDB, não me despertava esperanças, mas agora me surpreendeu. Não pelo número de votos, mas por não se deixar colocar cabresto. Rabelo está em um partido dominado pelo retrógrado Carlos Bezerra, um dos últimos suspiros do coronelismo em MT e pelo flexível Silval Barbosa, agora vice-governador.Walter Rabello recebeu um espetacular número de votos em função do seu programa na TV, considerado popular. Independente dele ter chegado a deputado através do seu programa, a sua permanência e valor parlamentar serão determinados por suas atitudes, sua independência e sua lealdade com quem o elegeu. Sua postura de agora mudou para melhor seu conceito diante de muitos.
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Na contramão dos exemplos citados acima, o recém eleito federal Eliene Lima, após aprovar a trairagem de Blairo em uma entrevista, ao ser questionado em seguida em quem votaria, disse precisar de tempo para conhecer as propostas de cada um dos candidatos. Convenhamos que pior que usar o cabresto do governador é não assumir opinião. Deplorável. Consagrou-se o que já era esperado, desempenhará lá em Brasília o mesmo que desempenhou aqui, um mandato chinfrim.
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Essas pessoas citadas e muitas outras que não caberiam neste espaço, desdizem o empresário Blairo: “Um líder às vezes tem que contrariar seu rebanho”.
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Não somos seu rebanho, Blairo. Nosso estado não é seu curral. Em Mato Grosso existem pessoas de coragem que não se submetem à condição de gado do grupo Amaggi. E tem mais, daqui pra frente vamos fiscalizar cada contrato assinado entre suas empresas e o governo federal. Vamos nos certificar se o nosso estado não está sendo arrolado em seus negócios.