domingo, outubro 22, 2006

Votar contra Lula é salvar a América do castro-comunismo

por Alejandro Peña Esclusa
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Resumo: Votar CONTRA LULA, nas próximas eleições, é salvar a América das garras de Hugo Chavez e de Fidel Castro.
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Dentro do Brasil, Lula é conhecido como um esquerdista “moderado”, salpicado pela corrupção de seu partido (PT) porém, com boas intenções; um homem popular, carismático, que vem de baixo e que progrediu graças ao seu próprio esforço. Entretanto, analisado internacionalmente, Lula tem outra cara, grave, preocupante e muito prejudicial.
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Lula é o criador – junto com Fidel Castro – do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da região e que inclui entre seus membros Hugo Chávez, Evo Morales, as FARC e o ELN.
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Desde a Presidência do Brasil, Lula apadrinhou todos os seus sócios do Foro de São Paulo. O faz de maneira muito sutil, porém sumamente eficiente. No caso de Chávez, é evidente que Lula o salvou cada vez que ele esteve em perigo, como expliquei em minha “Segunda carta ao povo brasileiro”. Justo agora, pretende lançar Chávez no Conselho de Segurança da ONU.
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Embora quisesse, Lula não pode promover o castro-comunismo no Brasil porque, sendo a 11a. economia do Ocidente, as sólidas instituições brasileiras o impedem. Porém, em países mais vulneráveis, com instituições mais débeis, como a Bolívia, a Nicarágua e a Venezuela, Lula certamente pode respaldar com suas ações e omissões o castro-comunismo, como na verdade o tem feito.
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O projeto do Foro de São Paulo expandiu-se com enorme força nos últimos meses: Chávez pensa em reeleger-se, cometendo fraude; Evo Morales pretende instaurar uma ditadura, usando como mecanismo a Constituinte; Rafael Correa pode ganhar as eleições no Equador, do mesmo modo que Daniel Ortega na Nicarágua; López Obrador e Ollanta Humala estão desestabilizando o México e o Peru respectivamente; Kirchner e Tabaré iniciaram uma perigosa perseguição contra seus adversários históricos, a qual reativa divisões há tempo superadas na Argentina e Uruguai. .
Todos eles contam com o apoio de Lula para alcançar seus fins.
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Votar contra Lula nas próximas eleições não significa simplesmente uma mudança de governo – assunto que pode ser ou não ser atrativo para os cidadãos brasileiros – senão uma mudança na política internacional. Sem Lula na Presidência do Brasil, o castro-comunismo não terá um padrinho crível (Chávez não tem a credibilidade internacional de Lula), e o projeto do Foro de São Paulo virá abaixo.
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Frei Betto, o “teólogo da libertação” diz que vai votar em Lula e explica sua decisão. Ele diz que enquanto Lula permanecer no poder se facilitarão “as coisas na Cuba de Fidel, na Bolívia de Evo e na Venezuela de Chávez”. Disse que Lula tinha uma “importância internacional para a atual geopolítica Latino-americana”.
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Também expressou seus desejos de que um segundo mandato de Lula deveria ser mais “avançado” que o primeiro no social, e advertiu que, se Lula ganhar, a mudança necessária “dependerá muito da capacidade de pressão dos movimentos sociais, para levar a um maior progressismo, com uma política menos neoliberal e menos dependente do capital financeiro”. Diz ainda que o Brasil é chave no MERCOSUL e na relação com a Venezuela e pensa que “sem o Brasil, a integração se debilita”.
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Os cidadãos brasileiros têm em suas mãos a possibilidade de neutralizar o terrível avanço do castro-comunismo na região. Votar contra Lula nas próximas eleições, é salvar toda a América das garras de Chávez e de Fidel Castro.
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O autor é presidente da associação civil Fuerza Solidaria – www.fuerzasolidaria.org.
Tradução: Graça Salgueiro