domingo, março 16, 2008

O guarda do aeroporto

J.R. Guzzo, Revista VEJA

"A saída da ‘reciprocidade’, que o governo brasileiro tenta adotar na falta de outras idéias, pode fazer bem ao ego nacional, mas não leva a grande coisa. Em primeiro lugar, o Brasil não tem de fazer o que a Espanha faz; tem de fazer o que a lei brasileira estabelece; quando quer reproduzir atos arbitrários cometidos na Espanha, está apenas promovendo a reciprocidade no erro"

Brasil e Espanha estão com um problema – ou melhor, o Brasil acha que está tendo um problema com a Espanha, por causa das recentes e seguidas expulsões de brasileiros que chegam aos aeroportos espanhóis. Por não atenderem, no entendimento das autoridades locais de imigração, aos requisitos necessários à entrada no país, são detidos, tratados de maneira geralmente hostil e despachados de volta. "É desagradável", diz o chefe da diplomacia brasileira, o ministro Celso Amorim. Sem dúvida – sobretudo para os barrados, que gastam vinte horas de avião numa viagem Brasil–Brasil, ficam confinados no aeroporto à espera do vôo de volta e perdem o dinheiro da passagem. Mas a Espanha entende que não está fazendo nada de especial contra os brasileiros, e muito menos contra o Brasil. Não há dúvida de que o governo espanhol, como o brasileiro, tem o direito de permitir ou proibir a entrada de quem bem entenda em seu território; no caso, tem barrado muitos brasileiros por suspeitar que possam ser imigrantes clandestinos. Os erros, como em geral acontece, não estão nas altas esferas. Estão nos guichês da imigração, que é onde as coisas se decidem na prática. A solidariedade socialista do primeiro-ministro José Zapatero com o Brasil e com os povos sofridos da América Latina vai até o guarda do aeroporto; a partir daí começa a vida como ela é.

Não é um segredo que a inteligência de policiais de imigração, no mundo das coisas concretas, muitas vezes não ultrapassa os limites de sua farda. É por isso que fazem erros, e, como os agentes espanhóis fizeram erros, o problema está aí. Barraram mestrandos em sociologia, turistas de boa-fé e pelo menos uma estudante de física envolvida no estudo de partículas méson. Barraram, pelo que se noticiou, até mesmo um padre, com todas as suas batinas, paramentos e carteirinha da CNBB – e, quando se começa a barrar o vigário, é sinal de que há algo muito errado com o sistema. Constatações como essa ajudam a entender o problema; infelizmente, não têm maior eficácia para resolvê-lo. A Espanha pode admitir que erros acontecem, mas não vai mudar de rumo. Em 2005, tentando solucionar a questão pela via da tolerância, fez uma legalização em massa de 700 000 imigrantes clandestinos. Não deu certo. Hoje já soma entre 250 000 e 300 000 estrangeiros em situação irregular, dos quais entre 10 000 e 30 000 seriam brasileiros, e convenceu-se de que tem de endurecer – até para cumprir normas da Comunidade Européia. Quanto ao Brasil, não está claro o que poderia fazer de efetivamente útil. Não dá, por exemplo, para pedir que a Espanha seja mais compreensiva com os brasileiros em situação ilegal. Da mesma forma, a saída da "reciprocidade", que o governo brasileiro tenta adotar na falta de outras idéias, pode fazer bem ao ego nacional, mas não leva a grande coisa. Em primeiro lugar, o Brasil não tem de fazer o que a Espanha faz; tem de fazer o que a lei brasileira estabelece. Quando quer reproduzir atos arbitrários cometidos na Espanha, está apenas promovendo a reciprocidade no erro. Em segundo lugar, estão colocadas nessa história duas situações claramente diferentes. A Espanha tem barrado os brasileiros porque existe, ali, um problema com imigrantes clandestinos brasileiros. No Brasil, ao que se sabe, não existe nenhum problema com imigrantes clandestinos espanhóis. Segundo os dados de autoridades locais citadas pela Folha de S.Paulo, mais de 80% das 2 500 prostitutas de Palma de Mallorca, cidade com 500 000 habitantes, seriam brasileiras. Não há nenhuma cidade brasileira onde 80% das prostitutas sejam espanholas.

O real problema, no fundo, é um só: existe hoje um número muito grande de brasileiros vivendo ilegalmente no exterior, e isso gera atritos. É comum, nessas horas, surgirem surtos de indignação e, de modo geral, a idéia de que o governo brasileiro tem de fazer "alguma coisa". O governo tem de fazer uma porção de coisas que não faz, mas não dá para jogar nas suas costas a responsabilidade pelo fato de haver tantos brasileiros morando na clandestinidade em países estrangeiros. A responsabilidade, aí, é essencialmente deles mesmos. O Brasil, segundo uma abordagem bastante usada, teria a culpa de não fornecer oportunidades de trabalho para os que emigram. Oferece a eles exatamente as mesmas que para todos os demais cidadãos brasileiros que estão trabalhando aqui – e está oferecendo, hoje, mais oportunidades do que em qualquer época recente. A grande maioria dos imigrantes ilegais brasileiros não foi para o exterior por estar enfrentando dificuldades para sobreviver. Quem foi para fora vem, em geral, de algum dos degraus da classe média. Muitos têm formação básica completa, um bom número é de universitários e todos têm noção exata dos riscos que assumem como imigrantes ilegais. Saíram não porque a situação econômica atual os expulsou do Brasil, mas porque querem ganhar mais. O que os levou embora não foi a necessidade, e sim o interesse. É perfeitamente legítimo – mas não é a mesma coisa. A eles o Brasil deve solidariedade, simpatia e a ajuda que for possível. Não deve uma crise.

EUA deportam mais brasileiros

Patrícia Campos Mello, Estadão

O departamento de imigração americano está fechando o cerco contra os imigrantes ilegais brasileiros. Segundo informação do Consulado-Geral do Brasil em Boston, o número de brasileiros presos no Estado de Massachusetts esperando para ser deportados cresceu 25% nos últimos 12 meses. De acordo com o cônsul-geral, Mário Saad, no começo do ano passado havia uma média de 150 brasileiros presos esperando deportação. No início deste ano, a média subiu para 200. Do segundo semestre para cá, o número médio de brasileiros deportados por mês passou de 37 para 45 no Estado.

Em Massachusetts fica a maior concentração de imigrantes brasileiros em um Estado americano: 230 mil. Não há dados sobre as outras regiões que abrigam muitos "brazucas", como Flórida, Nova York, New Jersey, Carolina do Sul e Geórgia. Mas líderes da comunidade afirmam que Massachusetts é uma amostra confiável do que acontece nos EUA - e que a perseguição se intensificou em todos o país.

"Tem muita gente vindo da Carolina do Sul e Geórgia, onde a imigração está pegando", diz Erika Abreu, assistente administrativa no centro Bom Samaritano, em Framingham. O centro ajuda imigrantes brasileiros a encontrar trabalho.O grande aperto na fiscalização recomeçou em junho, quando o projeto de reforma das leis de imigração não passou no Congresso. A lei previa um caminho para legalização dos mais de 12 milhões de ilegais - cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Depois que a lei foi rejeitada, a polícia de imigração começou a fazer grandes batidas em vários Estados, com a prisão de centenas de imigrantes em fábricas, frigoríficos e locais de construção.

"A comunidade brasileira está assustada por causa da falta de um horizonte para a legislação de imigração e por causa da deterioração das condições econômicas daqui", diz o embaixador Mário Saad. A maioria está ganhando menos e ainda perde na taxa de câmbio, diz Saad. "Diante da pressão, muitos estão se questionando se vale a pena ficar aqui."

"É o ?fator medo?. Eles começam a ver muita gente deportada e resolvem ir embora antes que algo aconteça", diz Ted Welte, presidente da Câmara de Comércio Metrowest, que cuida dos estabelecimentos da região de Framingham. "Temos 12 milhões de imigrantes ilegais, alguns poucos são criminosos e precisam ir para a cadeia, mas nós precisamos dos outros, que são trabalhadores", afirma Welte. Para Fausto da Rocha, diretor-executivo do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), toda vez que há crise econômica, os imigrantes são perseguidos.

Tramitam no Congresso vários projetos de endurecimento na perseguição aos ilegais, entre eles o projeto que vai exigir de 6 milhões de empregadores a verificação dos documentos de 130 milhões de empregados. Enquanto a legislação não passa no Congresso, muitos Estados estão baixando leis próprias, punindo empregadores que não demitirem ilegais e impedindo que ilegais tirem carteira de motorista.

Itamaraty abandona brasileiros no exterior

Durval de Noronha Goyos, Jornal do Brasil

O recente episódio de denegação de entrada e repatriamento de cerca de 30 brasileiros no aeroporto de Barajas, em Madri, não é único e nem sequer um fenômeno atual. Ao contrário, os brasileiros têm recebido um tratamento discriminatório, cruel e desumano há aproximadamente 18 anos, nos principais aeroportos do mundo. Todas as noites, nos últimos tempos, o triste incidente de Madri tem igualmente ocorrido em Londres, em Paris, em Lisboa, em Roma, em Nova Iorque, em Miami e em outras grandes cidades mundo afora. Eu mesmo já havia tratado do tema numa coluna publicada em 13 de abril de 2005, com o título, O vôo da danação e o GATS, onde informei que as autoridades inglesas reservavam 20 assentos, todas as noites, no vôo Varig RG 8753, com destino para São Paulo, para os deportados do dia. Era a quota de deportação, religiosa e britanicamente cumprida.

Esse tratamento abusivo dos brasileiros no exterior começou nos Estados Unidos da América (EUA), país líder mundial nas violações dos direitos humanos, como combate à imigração ilegal de muitos de nossos compatriotas, em nome do qual foi o mesmo institucionalizado, incentivando-se os agentes de imigração ao uso despropositado de seus poderes discricionários. Dentre os abusos está o do agente entrevistar uma pessoa que desconhece o idioma inglês nesta língua e, na falta de compreensão e respostas, oferecer as suas próprias como as do interrogado.

Na época, corria baixa a auto-estima nacional. Assumira o Presidente Itamar Franco, após profunda crise política havida no governo Collor de Mello. Nossa economia andava estagnada. Muitos de nossos compatriotas deixavam o país à busca de melhor sorte. Nossa diplomacia estava sob o comando de Celso Amorim que, como ministro das relações exteriores, tomou a decisão de ignorar o problema. Certamente, pensava o ministro, aqueles brasileiros que eram barrados nos aeroportos americanos não correspondiam ao desejável perfil de pessoa que gostaríamos de projetar no exterior. Melhor seria desconhecer oficialmente o problema.

Assim, o precedente americano foi, pouco a pouco, expandido para outros países e as restrições, abusos e violências, passaram a tomar conta do quotidiano do brasileiro em viagem ao exterior. Tais discriminações, inclusive, fizeram com que nossos compatriotas buscassem, em verdadeira maré humana, passaportes de países de seus ascendentes, notadamente europeus, o que foi feito inclusive pela mulher do Presidente Lula da Silva. Seus efeitos fizeram-se igualmente sentir para o setor empresarial brasileiro.

A gestão dos negócios estrangeiros do Brasil no governo de Fernando Henrique Cardoso, capitaneada por outro Celso, o Lafer, considerado como o pior chanceler da história brasileira pelo grande historiador pátrio, Moniz Bandeira, continuou a se caracterizar pela pusilanimidade, bem retratada quando o próprio ministro de Estado descalçou-se perante a autoridade de imigração dos EUA, num ultraje à posição que ocupava.

Reassumido o posto pelo Celso Amorim desde o primeiro mandato do Presidente Lula da Silva, foi mantida a mesma postura de alheamento da sorte degradante de nossos compatriotas nos principais aeroportos mundiais. Com a publicidade recebida no recente caso de Barajas, o governo reagiu com o repatriamento de alguns espanhóis. Trata-se de medida superficial e voltada para aplacar a opinião pública nacional e que nada faz para atacar o grave problema em sua raiz: a política oficial discriminatória contra brasileiros adotada pelos EUA e pela União Européia.

Para combater tais políticas, o Brasil deveria promover, com empenho e determinação, gestões oficiais com os respectivos governos, bem como tomar medidas sérias, e não apenas tópicas como o caso do repatriamento de meia dúzia de espanhóis, no âmbito das relações bilaterais. De mais a mais, nossas repartições no exterior deveriam ser equipadas para um efetivo apoio aos brasileiros em viagem, pois hoje estão para tanto desaparelhadas.

De fato, soa caricato o procedimento recomendado pelo Ministério das Relações Exteriores para os viajantes brasileiros de levar os endereços e telefones das embaixadas e consulados, pois não estão equipadas a dar assistência consular nos aeroportos.

23 de 26 barrados pela PF espanhola sob suspeita

João Domingos e Luciana Nunes Leal. Estadão

Dos detidos em Barajas nos dias 5 e 6, 8 indicaram amigo com ficha policial, 8 já haviam sido deportados e 2 tinham passaporte irregular

Documentos reservados do governo espanhol sobre a detenção e a deportação de 26 brasileiros no Aeroporto de Barajas, em Madri, nos dias 5 e 6, mostram que muitos viajam de fato atrás de uma oportunidade de trabalho, ainda que ilegal. E alguns sabiam do risco de uma expulsão, pois já haviam passado por esse constrangimento, na Espanha ou em outro país da União Européia. Há até um caso de passaporte falsificado.

Os papéis da polícia federal espanhola revelam também a subjetividade dos agentes da migração e o poder discricionário para barrar os passageiros. Os registros dos casos de Pedro Luiz Lima e Patrícia Duarte Rangel - mestrandos do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio (Iuperj) que iam para Lisboa fazer palestra num seminário de ciência política - indicam, aparentemente, que os estudantes foram vítimas da má vontade ou mesmo da vingança de algum agente.Pelos registros a que o Estado teve acesso, dos 26 detidos 23 teriam algum problema que impediria realmente a entrada ou apresentavam algum indício suspeito (falta de dinheiro, por exemplo).
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Dos 23, 8 indicaram um amigo com quem iriam ficar, mas alguém problemático, com ficha na polícia ou sem registro de emigrante legal. Um desses amigos citados, Javier Segarra Bas, que hospedaria duas brasileiras e uma criança, tem, segundo a polícia, "cinco detenções por delitos contra a Justiça, contra os direitos dos trabalhadores, exploração de prostituição e contra a liberdade sexual." Ainda na lista, há dois deportados com problemas claros no passaporte, um falsificado e outro com a suspeita de que a passageira não é do Brasil, mas da Bolívia.

Outros 8 brasileiros "inadmitidos" nos dias 5 e 6 já haviam enfrentado problemas anteriores na Espanha, por permaneceram irregularmente no país. Mesmo assim, tentaram voltar. Um dos casos é o do dentista Fábio Delwing, de 27 anos, que confirmou a informação de que foi expulso da Alemanha em fevereiro. "Eu estava em situação irregular em Portugal. Mas eu trabalho lá há dois anos e meio, pago impostos e tinha ido passear em Amsterdã. Quando cheguei à Alemanha, me deportaram", contou Delwing.

"Quando fui deportado, resolvi ficar um mês no Brasil, mas jamais imaginei que estava proibido de voltar à Europa. Assinei dezenas de papéis na Alemanha, mas não tenho idéia do que diziam", diz Delwing, que contratou um advogado em Lisboa para resolver a situação.

Já a comerciante Elizete, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, moradora de Manaus, ficou surpresa com as informações registradas. "Bando de mentirosos", reagiu. O documento da PF espanhola diz que Elizete levava 600, que não trabalha e não apresentou carta de convite do amigo que a hospedaria em Portugal. "Eu não tinha euros. Levei R$ 3 mil para trocar em Portugal. Eles nem me pediram para ver quanto eu tinha de dinheiro. Mostrei o meu cartão de crédito e o limite de R$ 5.400."

A avó do MST é colombiana

Augusto Nunes, Jornal do Brasil

A Igreja Católica entende que a vida começa já no instante da gestação. A maioria dos cientistas sustenta que isso ocorre depois de consumado o nascimento com vida. Pouco interessado no que pensam religiosos ou pesquisadores, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra liqüidou a questão à brasileira. Sem nunca ter nascido, está prestes a festejar o 24º aniversário.

Oficialmente, o MST não existe. É apenas uma das tantas entidades homiziadas no limbo dos chamados "movimentos sociais". Sem certidão de nascimento, sem carteira de identidade, sem responsabilidade civil, não presta contas a ninguém, não deve obediência a ninguém. muito menos explicações a alguma instância administrativa.

Como o que não existe dispensa organogramas, o MST tampouco tem presidente ou diretores. Só "coordenadores". O mais notório entre eles é o gaúcho João Pedro Stédile, diplomado em Agronomia (com PhD em marxismo-leninismo) na extinta União Soviética. Pelo jeitão de professor de tudo, pelo tom de quem não sugere, mas ordena, até os espantalhos dos milharais acham que Stédile é o chefe nacional do MST.

As reiteradas negativas do "coordenador" podem ser incluídas entre as evidências de que Stédile está mesmo no comando da seita da lona preta. Stédile vive jurando não ser o que é. Jura, por exemplo, que não é comunista. Prega a troca do capitalismo predatório pelo socialismo igualitário, mas se declara "apenas um militante socialista".

A fantasia fica em frangalhos a cada falatório de Stédile nas reuniões com a companheirada, a cada aula forjada para fazer a cabeça de 150 mil alunos das escolas improvisadas nos acampamentos, a cada ação do exército de invasores liderado por um comunista tentado a cantar aos berros a Internacional até em festinhas de batizado.

Fundado em 1984 para lutar por uma reforma agrária que garantisse a posse da terra a quem nela quisesse trabalhar, o MST hoje se comporta como um legítimo neto das Farc. E quer ser como a avó quando crescer, informam os ataques a empresas privadas, laboratórios científicos, ferrovias particulares, estradas federais e hidrelétricas.

O governo Lula trata o exército dos sem-terra com a mesma indulgência que contempla a organização narcoterrorista colombiana. Ao negar apoio à luta contra as Farc, o Palácio do Planalto piora o presente da Colômbia. Ao poupar o MST das punições prescritas para ações criminosas, posar para fotos com o bonezinho vermelho na cabeça e afagar o movimento com verbas federais, ameaça o futuro do Brasil. O governo está chocando o ovo da serpente.

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, os sem-terra mobilizaram legiões de grávidas para a ofensiva contra centros de pesquisas da Monsanto, empresa que produz alimentos transgênicos. Para deixar claro que a guerra declarada à Vale do Rio Doce não é brincadeira, ferrovias foram novamente interditadas à passagem de trens de carga.

É hora de tratar as tropas foras-da-lei como uma ilegalidade a serviço de inimigos do Estado de Direito e da ordem democrática. Lula precisa saber que, quando um antigo aliado cai na bandidagem, continuar a tratá-lo como companheiro transforma o presidente da República em cúmplice. Ou comparsa.

Cabôco Perguntadô
O noticiário político-policial já não tem espaço suficiente para acomodar a catarata de reportagens sobre bandalheiras que envolvem o Ministério do Trabalho e Emprego, chefiado pelo pedetista Carlos Lupi, e entidades vinculadas à Força Sindical, controlada pelo deputado pedetista Paulo Pereira, vulgo "Paulinho da Força". Como Paulinho não cumpriu a promessa de acionar judicialmente ("em pelo menos 20 Estados") os autores das reportagens, os tribunais estarão dispensados de examinar a choradeira sindicalista. O Cabôco sugere que promotores e juízes usem o tempo que deixaram de perder para investigar com carinho os negócios que Lupi e Paulinho andaram fazendo.

A doce vida na 'favelula'
As mesmas festas nos morros que promoveram a ministra Dilma Rousseff à "Mãe do PAC" transformaram o governador Sérgio Cabral no "Pai da Favelula". Parece uma favela qualquer: as mesmas casas penduradas nas encostas, a mesma paisagem humana, as mesmas vielas estreitíssimas. Mas é muito diferente. Uma favelula nunca é dominada por bandidos, todos os moradores são do bem, não há tiroteios nem balas perdidas. A tranqüilidade é tanta que, por falta do que fazer, a polícia nem aparece por lá.

O problema é que a favelula só existe enquanto dura a visita de um presidente da República. No dia seguinte, a vida volta ao normal. E os pastores da morte reassumem o controle do rebanho.

Uma é ruim, a outra é péssima
O primeiro balanço da Operação Arco de Fogo na cidade paraense de Tailândia ofereceu aos brasileiros duas constatações. Uma é ruim. A outra é péssima.

A ruim: com o fechamento das madeireiras ilegais, milhares de moradores de Tailândia ficaram sem trabalho e agora vagam pelas estradas da região à procura de empregos inexistentes. A péssima: o Brasil ficou sabendo que, há 30 anos, uma cidade inteira vivia das agressões diárias à maior floresta tropical do planeta.

A curto prazo, não há perigo de melhora. Neste janeiro, segundo o Inpe, foi amputada da Amazônia uma área equivalente a 40% da cidade de São Paulo. Para o Ministério do Meio Ambiente, "foi uma boa notícia".

O Dia da Mulher esqueceu Ingrid
Algumas mulheres que viram a face horrível da ditadura militar foram homenageadas pela Comissão de Anistia, que formalizou a decisão de indenizá-las pela descida ao inferno. Em nome do grupo, uma das contempladas lembrou os suplícios impostos a presas políticas. No mesmo dia, a ministra Dilma Rousseff e a companheira de cárcere Terezinha Zerbini elogiaram-se mutuamente pela coragem exibida durante a temporada na cadeia. Esses e outros eventos mostraram que, no Brasil, o Dia Internacional da Mulher não tem espaço para dramas vividos por estrangeiras. Seqüestrada pelas Farc há seis anos, a colombiana Ingrid Betancourt não mereceu uma só frase, sequer um ponto de exclamação.

Yolhesman Crisbelles
Depositado sem ensaios no centro do palco do Teatrão Cucaracha, Rafael Correa mostrou o desembaraço de um veterano na sua estréia como protagonista. Escalado para o difícil papel de culpado sem culpas, o artista equatoriano contracenou sem gaguejar com festejados craques da canastrice. E levou a taça da semana com falas que improvisou nos momentos mais dramáticos do novelão. Por exemplo:

Um governo canalha massacrou homens que dormiam desarmados! Para vingar tamanha afronta, não descartamos a possibilidade da guerra! O Equador está disposto a ir às últimas conseqüências!

Não foi.

Costa Rica confisca US$ 480 mil que seriam ligados às Farc

Agência EFE

COSTA RICA - As autoridades da Costa Rica encontraram em uma casa particular cerca de US$ 480 mil que seriam ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), informou hoje a imprensa local, que vinculou este confisco a uma informação contida no computador do chefe rebelde Raúl Reyes, morto em 1º de março.

Segundo os relatórios, o confisco do dinheiro foi feito nesta sexta-feira em uma casa na província de Heredia, e o dinheiro estava dentro de uma caixa-forte.

No entanto, as autoridades mantiveram sigilo a respeito do caso e não deram nenhuma declaração oficial à imprensa. Versões dos jornais indicam que o alerta sobre o dinheiro veio da Colômbia, pois a informação sobre a localização do efetivo estava nos arquivos do computador de Raúl Reyes, o número dois das Farc, que foi abatido pelo Exército colombiano no Equador em 1º de março.

Fontes não identificadas do jornal local La Nación disseram que tudo começou na semana anterior, quando oficiais de inteligência colombianos contataram a Direção de Inteligência e Segurança Nacional da Costa Rica (DIS), para comunicar que no computador de Reyes havia informação relacionada à Costa Rica.

Aparentemente, os detalhes sobre a localização do dinheiro estavam em um e-mail enviado por Rodrigo Granda, "chanceler" das Farc, a Reyes.

As Farc já tentaram invadir o solo brasileiro

Jornal do Brasil

A tranqüilidade com que os militares brasileiros têm tratado a hipótese de uma invasão pelas Forças Armadas da Colombia (Farc), o grupo guerrilheiro que há 34 anos se transformou no principal foco de conflito na região amazônica, tem explicação dentro de uma experiência militar pouco difundida: a guerrilha já tentou entrar várias vezes em território nacional, mas sempre acabou rechaçada e empurrada de volta para a Colômbia.

O mais conhecido confronto ocorreu em fevereiro de 1991 nas margens do Rio Traíra, na fronteira entre Brasil e Colômbia, envolvendo um grupo de 40 guerrilheiros contra um guarnição de 17 homens estabelecidos num posto do Exército na Serra de Traíra (AM). Apanhados de surpresa, três soldados brasileiros foram mortos e nove saíram feridos. Tudo o que havia no posto foi levado.

Num artigo publicado na página do Ministério da Defesa, na internet, o coronel da reserva Álvaro de Souza Pinheiro - o mesmo que comandava um grupo de pára-quedistas na Guerrilha do Araguaia e acabou sendo ferido no conflito em maio de 1972 - afirma que a ação das FARCs "foi uma ação inesperada, covarde, traiçoeira e inusitada" e sugere que a guerrilha colombiana se constituiria numa ameaça permanente ao Brasil. A ação provocaria uma reação em conjunto entre as Forças Armadas brasileiras e colombianas para rechaçar o ataque meses depois. Teriam sido recuperados uma estação de rádio, munição e armamento levados na ocasião pelos guerrilheiros.

Polichinelo
Tratados com discrição pelo governo, fustigamentos e confrontos isolados se tornaram um segredo de polichinelo na fronteira com a Colômbia e uma realidade concreta com a qual o Exército tem lidado de forma preventiva. Na faixa de fronteira próxima à área de domínio das Farc, como São Grabriel da Cachoeira ou Tabatinga, no Amazonas, 70% dos pelotões de selva são formados por índios e o restante por caboclos da região que têm intimidade com a floresta, proximidade com a população e, portanto, estão atentos a toda a movimentação estranha à região. Em outubro do ano passado, ao participar da formatura de uma nova turma em São Gabriel da Cachoeira, o ministro Nelson Jobim foi saudado por caciques de diferentes etnias, em sete línguas indígenas, todos eles parentes dos soldados que estavam ingressando nos batalhões de selva. (V.Q)

Satélite localiza plantação de coca na Amazônia

Conforme prometido no post das 3:02, segue notícia divulgada pela Agência Brasil sobre a descoberta de plantações de coca na Amazônia.

E não se fica por aí apenas:reportagem do Jornal do Brasil traz um histórico das tentativas de invasão do solo brasileiro pelos terroristas das FARC’s.

E também não seria muito difícil localiza-los. Com alguma boa vontade, a Polícia Federal poderia localiza-los em alguns acampamentos do MST e congêneres, onde, além de se refugiarem, prestam altos serviços de consultoria no campo da guerrilha, ensinando nossos “companheiros” do MST a praticarem aquilo em que são mestres. Aliás, este pessoal das FARC’s tiveram pós-graduação com Fidel Castro, assim como alguns esquerdistas tupiniquins, e que hoje posam pra torcida como “lutadores pela democracia”. E hoje, além da turma do MST, e conforme vimos na recente Equador-Colômbia, já estavam dando consultoria para “estudantes” mexicanos. Eles bem que criticam, mas eis uma multinacional devidamente enquadrada na globalização!!!

A seguir, a notícia da Agência Brasil. No post seguinte, a reportagem do Jornal do Brasil sobre os ataques das FARC’s ao Brasil.

Depois disso tudo fica fácil entender que, sendo aliado dos terroristas, nem Lula muito menos o PT aceitam falar do assunto, quanto mais classificá-los como os terroristas que realmente são.

A plantação de coca na Amazônia

A descoberta de plantações de coca e de um laboratório de cocaína na Amazônia, junto à fronteira do Brasil com o Peru, foi possível graças a imagens de satélite e surpreendeu as forças de segurança da região. A área fica a cerca de 150 km ao sul de Tabatinga (AM) e consiste em quatro clareiras abertas na mata, onde a planta era cultivada e refinada.

A operação deflagrada ontem contou com homens do 8º Batalhão de Infantaria de Selva (8º BIS) do Exército e agentes da Polícia Civil do Amazonas, que utilizaram três helicópteros e pequenas embarcações para chegar ao local, próximo à margem do rio Javari.

A ação foi cercada de sigilo e a notícia só foi divulgada hoje pelo Exército, que levou equipes de reportagem para conhecer o local, a bordo de dois helicópteros, em uma viagem de 50 minutos a partir de Tabatinga.

Os pés de coca estavam praticamente em ponto de colheita. Em uma cabana, foi achado material utilizado no refino da droga. Ninguém foi preso, mas as investigações prosseguem e os policiais e militares vão permanecer na região para tentar identificar os responsáveis e descobrir se há outros locais próximos servindo para o cultivo de coca.

Duas barcaças do Exército, adaptadas para servir como base flutuante, foram colocadas no rio Javari, para fiscalizar os barcos que passam por ali.

De acordo com o comandante do 8º BIS, tenente-coronel Antônio Elcio Franco Filho, é a primeira vez que a coca é achada no país, pois trata-se de uma planta de clima montanhoso. Ele explica que outra planta utilizada para fazer cocaína, o epadu, é mais comum na região amazônica, mas tem menor poder de produção de droga.

"Nós acreditamos que seja um transgênico ou uma adaptação de uma planta que é dos altiplanos andinos para a planície", disse o militar. No laboratório, foram encontrados galões de ácido sulfúrico, sacos de cimento, cal e amônia. Dali, sairia a pasta base da cocaína, que é contrabandeada pelos rios da região até cidades maiores, como Manaus, de onde segue para o resto do país ou exterior.

Segundo o tenente-coronel Elcio, nos últimos dois anos, seu batalhão foi responsável pela apreensão de 472 quilos de pasta base, que rende quase 10 vezes mais volume quando é reprocessada.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Vinícius Diniz, a descoberta demonstra que as forças de segurança brasileiras estão atentas aos movimentos dos traficantes de outros países.

"Eles tentam criar coisas diferentes, mas a integração das forças tem um resultado positivo. Nós estamos conseguindo mostrar para eles que a nossa região é protegida e, com a união das inteligências (do Exército e da Polícia Civil), nós chegamos ao êxito desta operação", disse Diniz.

Enquanto o PT se solidariza com Fidel, o governo Lula reconhece que há “perseguição política” em Cuba. É mesmo ?

Adelson Elias Vasconcellos

Pois, vejam só: enquanto o PT se solidariza com Fidel Castro e com “a luta do povo cubano”, o povo cubano fica fugindo que nem o diabo da cruz, da ilha imperial. Incrível, não é mesmo ?

Por que será que alguém, podendo viver no paraíso do socialismo latino, sob as graças e bênçãos deste criatura tão solidária quanto amistosa, incapaz de matar quem quer seja a não ser claro, seus inimigos e os que o criticam, sentir-se-iam assim tão impelidos em pedir refúgio e asilo políticos no Brasil, ou até enfrentar duzentos quilômetros de mar bravio, cheinho de tubarões para irem parar justo nos Estados Unidos que, ruim como é, sempre os acolheu e onde tantos milhões encontraram sua verdadeira pátria ?

Estes fujões, na verdade, são todos uns ingratos. Só porque não têm liberdade, só porque se criticarem vão presos, e forem do contra vão para o “paredón”, ficam fugindo deste país encantador, comandado por um ditador de esquerda que acabou com a terrível ditadura de direita e que sustentou-se com o dinheiro da ex-URSS e agora com as esmola do muy amigo Hugo Chavez, homem democrático, amigo dos traficantes e terroristas das FARC’s ? De fato não dá para entender.

O Partido dos Trabalhadores, em nota assinada pelo seu presidente nacional, Ricardo Berzoini, e pelo secretário de Relações Internacioais, Valter Pomar, manifesta o seu apoio à Revolução Cubana e ao companheiro Fidel Castro, após a sua decisão oficial de deixar a presidência do Conselho de Estado e do posto de Comandante-em-chefe das Forças Armadas.

A nota também reafirma a solidariedade do PT ao povo cubano e a Fidel em sua luta contra o bloqueio norte-americano, à autodeterminação de Cuba e o desejo de aprofundar as relações entre o Brasil e Cuba.

Clique aqui para acessarem a íntegra da nota de “solidariedade”...

E, aí, a gente lê que o Brasil concedeu status de refugiado a três músicos cubanos.

A notícia é a Agência EFE:

O governo brasileiro concedeu nesta sexta-feira o status de refugiado a três músicos cubanos que desertaram em dezembro do ano passado quando realizavam uma série de shows em Pernambuco.

O pedido dos músicos cubanos foi aprovado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) do Ministério da Justiça, confirmaram à agência de notícias Efe porta-vozes da pasta.

A decisão favorece os músicos Miguel Ángel Núñez Costafreda, Arodis Verdecia Pompa e Juan Alcides Díaz, que integravam a banda Los Galanes. Eles deixaram o grupo um dia antes da data prevista para o retorno a Cuba.

Os artistas abandonaram outros três companheiros quando estavam em uma pousada em Olinda, cidade histórica vizinha a Recife, capital de Pernambuco, após terminar a série de apresentações para as quais tinham sido convidados pelo governo regional.

Segundo o Ministério da Justiça, em sua condição de refugiados, os três músicos terão de se abster de qualquer atividade política vinculada a Cuba e contarão com todos os direitos dos cidadãos brasileiros, como a segurança pública.

Os músicos poderão permanecer seis anos no Brasil como refugiados e no final do prazo poderão optar por solicitar o visto definitivo para permanecer no país.

O Brasil concede refúgio às pessoas que comprovem que sofrem perseguição em seu país de origem ou que podem sofrer represálias por motivos políticos, étnicos ou religiosos ao retornar.

Os três músicos alegaram que temem represálias no caso de voltarem a Cuba pelo simples fato de terem abandonado o grupo e se negado a voltar.

A embaixada de Cuba em Brasília, em uma nota divulgada na época em que os artistas pediram refúgio, alegou que nenhum dos três era vítima de qualquer perseguição
.

Reparem no parágrafo em negrito: se o governo Lula, atendendo o que prevê a lei em vigor, concede a condição de refugiado aos cubanos, é porque, e não há como negar, reconhece que eles comprovaram “... que sofrem perseguição em seu país de origem ou que podem sofrer represálias por motivos políticos, étnicos ou religiosos ao retornar(...)”. Ora, não é bonito isto ?
Acham pouco? Tem mais e esse é um fenômeno difícil de explicar por quem defende Cuba como um modelo para o mundo. Mais dois jogadores de futebol da seleção cubana sub-23 daquele país, que disputa o Pré-olímpico da Concacaf, fugiram da delegação. O defensor Yendri Díaz e o meia Eder Roldán, ambos de 20 anos, deram adeus ao inferno comunista na primeira chance que tiveram. Até agora foram confirmadas as "deserções" de sete atletas – restaram apenas 11 no elenco.

E a gente nem sabia que no paraíso do socialismo latino, comandado pelo ditador Fidel Castro, estas coisas de perseguição política, sofrer represálias por questão política, religiosa e étnica, fosse papo furado “dusamericanu”!!! Quanta surpresa !!!

A ligação indiscutível: o PT e o Foro de São Paulo

Adelson Elias Vasconcellos

A definitiva e incontestável prova , para os ainda céticos e renitentes, de que o PT pertence ao Foro de São Paulo como também de que o tal Foro de fato existe é dada pelo próprio PT. Para os que não gostam nem de Olavo de Carvalho tampouco do Reinaldo Azevedo, e ainda consideram “exageradas” suas afirmações, não é preciso atacá-los. Basta visitarem o site do próprio PT.

E vejam que coisa interessante: o PT é um partido político, pelo menos na teoria, genuinamente brasileiro, está submetido às leis brasileiras portanto. Sendo assim, uma das imposições da lei é que não aceite “doações” estrangeiras. O idioma que aqui se fala é o bom e velho português. O partido é sustentado pela colaboração de seus militantes, doações de empresas estabelecidas no Brasil e, também, grande parte dos recursos de que dispõem, talvez até a maior parte, seja a participação no tal Fundo Partidário, recursos que saem dos cofres do Tesouro Nacional, ou seja, dos impostos que pagamos.

Com tudo isso, este partido apresenta em site um documento de sua ligação com o Foro de São Paulo, que sabemos ser a união dos esquerdistas de todas as matizes da América e Caribe, como os narco-traficantes terroristas das FARC’s.

Então, este partido político brasileiro, sustentado por dinheiro da sociedade brasileira, publica em seu site na internet, um documento intitulado “Declaración del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo”, totalmente em idioma espanhol, lamentando a morte dos terroristas das FARC’s que foram abatidos pelo Exército e Força Aérea da Colômbia. O primeiro documento é subscrito por Valter Pomar que na Executiva do PT é o Secretário de Relações Internacionais, mas no documento aparece como “Valter Pomar / Secretaria Ejecutiva del FSP”. O “FSP” é a sigla que identifica o Foro de São Paulo.

A única frase em português diz “Foro de São Paulo:Leia relatório e resoluções do GT em reunião no México"

Abaixo, link para vocês acessarem o tal documento. Além de longo, está em idioma diferente do português. Mas nada que, com um pouco de esforço, não seja possível compreender, e bem, o seu conteúdo delinqüente. Porém extraímos três pequenos trechos para vocês conferirem o que os espera.

“(...) Contamos con la presencia de todos ustedes,
en el XIV Encuentro del Foro, em Montevidéu,
de 22 a 25 de mayo de 2008.
Saludos
Valter Pomar
Secretaria Ejecutiva del FSP (...)”


Aqui é onde o Valter Pomar é identificado como membro da Secretaria Executiva do FSP.

“(...) Apoyar la movilización por la Paz y contra la guerra que se desarrollará en Colombia el 9 de abril de 2008, como parte de la conmemoración de los 60 años del asesinato de Jorge Eliécer Gaitán (...)”

É bom ficarmos atentos para o tal encontro que acontecerá na Colômbia em 9 de abril de 2008.

“(...) Proponer a los gobiernos de América Latina y el Caribe, la constitución de un Grupo de Países Amigos de la Paz en Colômbia (...)” é exatamente aquilo que Lula propôs a secretaria de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que visitou o Brasil nesta semana.

Detalhe: este novo órgão que eles estão pretendendo, na verdade já existe, é a OEA. Mas a cretinice dos canalhas é criarem alguma coisa sem a presença norte-americana que, convenhamos, é a maior defesa que a América do Sul e do Caribe têm para a manutenção e respeito às suas democracias.

Portanto que fique claro: o governo Lula é sim a extensão no Brasil do poder político do Foro de São Paulo, e a estratégia aqui implementada de subjugar o Legislativo como se fez no primeiro mandato, e que agora foi alcançado, os tentáculos autoritários de intimidação do Judiciário, o cerceamento à liberdade de expressão, calando a mídia independente, já em curso, e toda a legislação anárquica que se está criando no campo do aborto, da descriminalização das drogas, são apenas pequenos pedaços do imenso projeto das esquerdas latinas de verem a América como uma imensa nova União Socialista fundada no comunismo. Gostem ou não, o MST no Brasil é o congênere das FARC’s na Colômbia. Talvez a diferença é que por aqui a tentativa é a destruição da propriedade privada, principalmente as economicamente ativas. Lá, os terroristas já possuem largas extensões de terra para o cultivo da coca.

No próximo post, a prova de que nosso pomposo ministro da Defesa, Nelson Jobim quando diz que não há guerrilheiros das FARC’s em solo brasileiro, ou está tentando enganar a torcida, ou se trata de um total desinformado.

Acesse aqui a íntegra do documento.