sexta-feira, dezembro 24, 2021

Saiba mais sobre o Natal pelo mundo

 Ana Lis Soares

Portal Terra

 Foto: Wikipédia

O bom velhinho vestido de vermelho nem sempre foi assim

Está chegando o Natal! Aquela época do ano cheia de festas, trocas de presentes, amigos secretos, espera de Papai-Noel, luzinhas pelas ruas, panetone na mesa, de multidão enlouquecida nos corredores dos shoppings, da busca pelo chester no freezer do supermercado (aliás, alguém já viu um chester vivo por aí?)... Enfim, aquele corre-corre para comemorar a chegada do bom velhinho – ou do menino Jesus, dependendo das crenças ou preferências de cada um.

Apesar de comemorarmos tanto, comermos bastante e trocarmos presentes com a família e os amigos, não sabemos tudo sobre a verdadeira origem dessa data. Você sabia, por exemplo, que nem sempre os cristãos consideraram 25 de dezembro o dia do nascimento de Jesus?

Além das variações de informações sobre as origens e significados de cada ritual, há também diversos “natais” por aí, pois, com a diversidade do mundo, nenhuma festa iria ser igual a outra. Em alguns países, por exemplo, o Papai-Noel chega acompanhado de renas que tem nomes; em outros, ele é auxiliado por Pedro, o Negro; em outros, ele chega antes do dia 25 de dezembro; em outros, ainda, ele vem acompanhado de um ser mitológico parecido com um demônio que castiga crianças ruins (o Krampus)... Enfim, as variações são enormes (e olha que só apontamos algumas do bom velhinho!).

E o que é tão diferente chega a nos causar estranhamento: o que você acharia, por exemplo, de enfeitar sua árvore com teias-de-aranha? Ou, melhor, o que você acharia de não comemorar o Natal? Pois é... Com essas e outras, reunimos 20 curiosidades sobre essa época tão cheia de brilho.

Papai-Noel existe (ou, ao menos, existiu)

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Para você que é adulto e diz por aí que não existe Papai-Noel, é melhor rever os seus conceitos. Afinal, se ele não existe, ele já existiu, porque a figura natalina é baseada em uma pessoa real que se chamava São Nicolau de Mira, Taumaturgo ou São Nicolau de Bari. Esse homem teria vivido no século III, em Patara (na atual Turquia).

São Nicolau de Mira é o santo mais popular do mundo, sendo o segundo mais retratado, ficando apenas atrás da Virgem Maria. Ele é o padroeiro da Rússia, Grécia e Noruega. Segundo a história conta, era tido como acolhedor com os pobres e principalmente com as crianças carentes, sendo, portanto, inspiração para o “bom velhinho”, pois foi o primeiro santo da igreja a se preocupar com a educação e a moral de crianças e de mães.

Bravo velhinho 

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Ilustrações iniciais de São Nicolau mostram-no como um “bravo comandante”, segurando uma vara de bétula (árvore típica do Hemisfério Norte). Assim, era mais um símbolo de disciplina e punição do que o alegre, simpático, gordinho e bondoso velhinho que as crianças conhecem atualmente.

Outro ‘muso’ inspirador 

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Além de São Nicolau, o deus viking Odin também é apontado como uma espécie de precursor ou “muso” inspirador do moderno Papai-Noel. De acordo com a mitologia, Odin montava seu cavalo voador, Sleipnir (antecedente das renas), que tinha oito pernas. No inverno, o deus viking dava presentes e punições às crianças que enchiam suas botas ou meias com agrados para o cavalo.

Sem jingle bells 

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Apesar de nos parecer tão natural a loucura do final de ano, em alguns lugares o natal não é comemorado. Por seguirem religiões diferentes – tais como o islamismo e o budismo -, nessas regiões é assim: nada de sinos, Papai-Noel, renas, presentes, shopping lotado... Se você quiser escapar do feriadão, pode ser bem sucedido indo para Marrakech (Marrocos), Bangcoc (Tailândia), São Petersburgo (Rússia), Istambul (Turquia), Agra (Índia), ou, ainda, para as ilhas de Bahamas e Maldivas. Por ali, o final de dezembro é como qualquer outra época do ano.

De onde vem o vermelho, verde e dourado? 

As três cores do Natal mais tradicionais são verde, vermelho e dourado. Elas representam sentimentos: o verde é símbolo de vida e do renascimento; o vermelho lembra o sangue de Cristo; e o dourado representa a luz, bem como riqueza e realeza.

Papai-Noel veloz 

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De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há mais de 2 bilhões de crianças no mundo. Se há, em média, 2,5 filhos por família, o Papai-Noel teria de fazer 842 milhões de paradas na véspera de Natal, viajando 353.000 mil quilômetros. Para atingir todos os 842 milhões de paradas, Papai Noel precisaria viajar entre as casas em 2 / 10.000 segundo, o que significa que ele precisaria acelerar o trenó em 20,5 bilhões de metros por segundo em cada parada. A força dessa aceleração reduziria o Papai Noel a “geleia”.

A árvore e a vida

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A planta sempre-viva (da palavra Inglês Old aefie significa "sempre" e que significa "crescer" gowan) foi símbolo da vida eterna e do renascimento desde os tempos antigos. O uso pagão de adoração aos galhos e árvores evoluiu para a árvore cristã de Natal.

Nem sempre existiu o Natal

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Os cristãos (em especial, os católicos) comemoram o Natal como sendo a data de nascimento de Jesus. Apesar de parecer meio “óbvio”, nem sempre foi assim. A data de 25 de dezembro foi estipulada para o nascimento do filho de Deus apenas no ano de 350 d.C, quando o Papa Júlio I, bispo de Roma, oficializou a data na Igreja Católica (para coincidir com uma festa pagã de celebração ao “Rei Sol”).

Renas ‘meninas’ 

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A maioria das renas do Papai Noel na Europa e nos Estados Unidos tem nomes masculinos como Rodolfo, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago (as outras são Corredora, Dançarina, Empinadora e Raposa). No entanto, renas do sexo masculino perdem os chifres na época do ano. Assim, apesar dos nomes de ‘meninos’, as renas que puxam o trenó do Papai Noel seriam, provavelmente, ‘meninas’.

Nariz vermelho 

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Cientistas noruegueses têm a hipótese de que o nariz vermelho de Rudolph (uma das renas do Papai-Noel e a única com essa característica) seja, provavelmente, o resultado de uma infecção parasitária do seu sistema respiratório (!!!).

Árvore de pena 

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Uma árvore de penas? É, é isso mesmo. Os alemães fizeram as primeiras árvores de Natal artificiais com penas de ganso tingidos.

“Acabou o papel...”

E não seria difícil faltar papel com tanta demanda. Somente nos Estados Unidos, a cada ano, mais de 3 bilhões de cartões de Natal são enviados nos EUA.

Haja luzes e bolas

De acordo com o livro dos recordes mundiais, Guinness Book, a árvore de Natal mais alta construída até hoje tinha mais de 67 metros e foi exibida em 1950, no Northgate Shopping Center em Seattle, Washington. Imagina quantos enfeites foram necessários?

Meião de natal 

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Papai-Noel tem que ser muito grande para calçar essa meia gigante. A maior de Natal do mundo tinha 32,56 m de comprimento e 14,97 m de largura, conseguindo abrigar quase 1.000 presentes. Ela foi criada pela Sociedade das Crianças em Londres, em dezembro de 2007.

Alugam-se Papais-Noeis 

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Ser Papai-Noel de shopping não é profissão apenas no Brasil. Na terra do Tio Sam, eles são bastante requisitados também. Por lá, há cerca de 20 mil “Papais-Noeis de aluguel”. E não basta ter somente uma barba branca ou a barriga mais rechonchuda – o negócio é profissional mesmo: eles passam por um treinamento sazonal sobre como manter uma atitude alegre sob a pressão do público, como dar conselhos práticos, em não aceitar dinheiro dos pais enquanto as crianças estão olhando, além de evitar alho, cebola ou feijão para o almoço (!!).

Teia de Aranha natalina

Para nós, as teias de aranha não lembram muita coisa boa: quando não remetem a sujeira, são símbolos de suspense, terror... Arrepio! Porém, na Polônia, as aranhas ou mesmo suas teias são enfeites de natal comuns porque, de acordo com uma lenda local, foram aranhas que teceram a manta para o bebê Jesus, em seu nascimento. Além disso, polacas consideram aranhas como símbolos de bondade e prosperidade no Natal.

Natal oficial 

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Não adianta, a grande referência natalina para os brasileiros são os Estados Unidos. As comemorações e rituais são semelhantes nos dois países – mas, nem sempre foi assim. Antes de 1836, não havia o feriado em nenhum estado americano, sendo que o Alabama foi o primeiro a reconhecer oficialmente o Natal naquele ano. Já Oklahoma foi o último a adotar o feriado, em 1907.

Plantação de Natal

No Brasil, a gente costuma usar árvores de natal artificial. Porém, nos Estados Unidos, as naturais são as mais procuradas e, para satisfazer a demanda, há aproximadamente 21.000 fazendas de árvores de Natal pelo país. Isso significa que existem milhões de árvores no país. Só para termos ideia, é calculado que, a cada ano, sejam vendidas, em média, 35 milhões de unidades.

Pedro, o Negro e Kampus

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Dos ajudantes do bom velhinho, os holandeses são os mais polêmicos: pela tradição do país, Santa Claus (o Papai-Noel) chega no terceiro domingo de novembro a bordo de um trenó cheio de presentes e auxiliado por 40 homens de pele negra e lábios vermelhos usando trajes medievais, chamados "Zwarte Pieten" (Pedro, o Negro). Inclusive, no ano de 2014, a justiça do país determinou que a figura do auxiliar de Papai-Noel representaria um “estereótipo negativo para pessoas de pele preta”; no entanto, muitos holandeses se recusaram a mudar a tradição.

Porém, o mais medonho de todos os ajudantes é, de longe, o Krampus - criatura mitológica em países anglo-saxônicos -, que acompanha o Papai-Noel e castiga crianças ruins. Que medo!

Desde Eva...

As decorações mais antigas conhecidas para a árvore de Natal foram maçãs. Na época, as pessoas se inspiravam nas peças de teatro sobre a criação de Adão e Eva feitas por atores medievais.


Curiosidades sobre o NATAL

 Danilo Moreira

O Gênio Criador

Uma das celebrações cristãs mais importantes, o Natal é comemorado em vários países. O Gênio Criador fez uma seleção com 25 curiosidades sobre esta data especial. Confira abaixo:

1 – No dia 25 de dezembro é celebrado o nascimento de Jesus Cristo. Mas esta data só foi estabelecida no ano 350, quando o Papa Júlio I, bispo de Roma, oficializou o dia para coincidir com uma festa pagã que homenageava o deus Sol Invictus no período do solstício de inverno (estação do Hemisfério Norte em dezembro).

2 – Os hinduístas reconhecem Cristo como a encarnação de Vishnu, uma das principais entidades divinas da religião. Eles celebram o dia 25 de dezembro como a Festa das Luzes, pois, acreditam que o nascimento da luz venceu a escuridão.

3 – Nome semelhante possui a celebração judaica realizada no mesmo período. Conhecida originalmente como Chanuká, o evento relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após três anos de guerras. Os judeus não reconhecem Jesus como Filho de Deus.

4 – Já os muçulmanos veem Cristo como uma espécie de profeta, mas não possuem uma data especial para celebrar seu nascimento. As Testemunhas de Jeová enxergam os aniversários como festas pagãs, e por isso, eles preferem não celebrar a data.

5 - Algumas religiões afro-brasileiras, como a Umbanda, associam Cristo a Oxalá, o maior de todos os Orixás, e por isso, celebram o Natal com agradecimentos à entidade.

6 – A canção “Noite Feliz” foi criada na Áustria em 1818. Tudo começou com o padre Joseph Mohr que saiu atrás de um novo instrumento para substituir o órgão da igreja. Durante suas peregrinações, o reverendo teve a ideia de fazer imaginar de como teria sido a noite do nascimento de Jesus e anotar os detalhes. Após isso, procurou o músico Franz Gruber para criar a melodia. A versão brasileira foi composta no século 19 pelo Frei austríaco Pedro Sinzig, que se naturalizou brasileiro em 1898.

7 – Existem diversas versões para o surgimento da árvore de Natal, mas a maioria dos registros aponta a Alemanha como o país de origem. A versão mais aceita é que o padre e fundador do protestantismo Martinho Lutero montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa no século 16. O objetivo era mostrar às crianças como era o céu na noite do nascimento de Cristo. 

 Representação de 1860 sobre como teria sido a árvore montada por Lutero

8 – Os ingleses popularizaram a árvore de Natal no século 19, quando o príncipe Albert casou-se com a rainha Vitória e o casal montava árvores majestosas em sua residência de férias. A moda “pegou” entre a população e, consequentemente, foi adotada pelo mundo afora, em um tempo que a influência britânica estava presente em todos os continentes.

9 – Para os chineses, além de simbolizar o Natal, o pinheiro também representa vida longa. Na mitologia grega, também era comum a tradição de relacionar árvores às divindades. Os gregos acreditavam que as plantas simbolizavam a evolução e elevação do homem. O carvalho, por exemplo, era utilizado para homenagear Zeus; a oliveira, Atena; a videira, Dionísio.

10 – No antigo calendário cristão, o dia 24 de dezembro era dedicado a Adão e Eva. As igrejas encenavam a história para o povo que não sabia ler. O Paraíso era representado por uma árvore carregada de frutos e que se destacava no cenário. As pessoas passaram a montar estas árvores em suas casas, com árvores enfeitadas por diversos símbolos. Colocar rosas, por exemplo, representava a Virgem Maria, e as hóstias, o arrependimento pelos pecados.

11 – Verde, vermelho e dourado são as cores mais utilizadas no Natal. Para a tradição católica, o conjunto remete aos presentes dos Reis Magos: ouro (dourado), incenso (vermelho) e mirra (verde).

12 – Outros adereços também carregam símbolos como as bengalinhas, que representam a caminhada e Cristo como o bom pastor. As lâmpadas de Natal, que são evolução das antigas velas que eram utilizadas nas árvores, têm alusão ao nascimento como o triunfo da luz sobre a escuridão. 

 

Árvore de Natal: criatividade para representar símbolos e crenças

 13 – São Francisco de Assis criou o primeiro presépio em 1223 em Greccio, na Itália. Ele queria ilustrar para os camponeses como tinha sido a noite do nascimento de Jesus. A tradição ganhou o mundo e chegou ao Brasil no século 17 com Gaspar de Santo Agostinho. O religioso montou a primeira representação na cidade de Olinda, Pernambuco. A palavra presépio vem do latim praesepe e significa “estábulo”.

14 – Na antiguidade, as árvores representavam a vida e a salvação. Os principais enfeites utilizados eram pedras e frutos, em especial a maçã de casca amarela, que representavam os frutos de ouro do Paraíso. As bolas de natalinas substituíram as maçãs. As primeiras bolas coloridas de vidro foram feitas por sopradores de vidro da Boémia, na República Checa, no século 18.

15 – No ano 143, o Papa São Telesforo estabeleceu a tradição de rezar uma missa para celebrar o nascimento de Cristo, que posteriormente ficou conhecida como a Missa do Galo. Não há consenso sobre a origem do nome, mas acredita-se que o motivo é pelo fato da cerimônia acontecer até tarde da noite nos tempos antigos, ou seja, “até o primeiro galo cantar”. Outra lenda conta que um galo supostamente havia cantado no dia do nascimento de Jesus Cristo, anunciando o seu nascimento.

16 – É provável que você já tenha ouvido falar que o Papai Noel é uma criação da Coca-Cola, certo? Na verdade, a figura do bom velhinho que distribui presentes é bem mais antiga. Segundo o E-farsas, em 1823, um jornal dos Estados Unidos publicou o poema “The Night Before Christmas”, que descrevia um senhor idoso que se deslocava com um trenó e entrava nas casas pela chaminé. A publicação foi anônima, mas foi atribuída ao professor Clement Clarke Moore. A figura foi absorvida pelo imaginário popular e posteriormente apareceram publicações que remetem ao velho. Em 1863, o cartunista americano Thomas Nast fez uma ilustração que foi parar na capa da revista Harper’s Weekly. A figura já tinha barba grande e roupa vermelha. Somente em 1931, quando o mito do velhinho que entregava presentes já era popular, a Coca-Cola contratou Haddon “Sunny” Sundblom para criar a campanha de Natal daquele ano, nascendo o Papai Noel da forma que conhecemos. 

 Ilustração de Thomas Nast (1863)

 17 – O Brasil adotou o nome Papai Noel por meio de uma adaptação do francês Père Noel e, claro, influenciado pela Coca-Cola e o hábito consolidado de copiar costumes dos Estados Unidos. Em Portugal, o bom velhinho é conhecido como Pai Natal, uma tradução mais fiel ao significado francês.

18 – São Nicolau de Mira foi um arcebispo turco do século 4 que ajudava crianças pobres da cidade de Mira. Ele colocava moedas de ouro nas chaminés das casas durante o natal. Após sua morte, diversos milagres foram atribuídos a ele. Sua difusão como símbolo natalino começou na Alemanha e também deu origem ao nome "Santa Claus", como é conhecida a figura do bom velhinho nos Estados Unidos e em outros países. 

São Nicolau de Mira

 19 – A imagem de um velhinho rechonchudo que distribuía presentes tem ainda outra origem mais antiga. Durante o inverno, acreditava-se que o deus viking Odin montava em seu cavalo voador de oito pernas e distribuía presentes ou punições às crianças que enchiam suas botas ou meias com agrados para o animal.

20 – De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), existem mais de 2 bilhões de crianças no mundo e média de 2,5 filhos por família. Para dar conta e entregar todos os presentes, Papai Noel teria que viajar por 353.000 quilômetros e acelerar o trenó em 20,5 bilhões de metros por segundo em cada parada.

21 – No Iraque, país de minoria católica, as famílias cristãs se reúnem no quintal para ouvir histórias sobre o nascimento de Jesus. Em seguida, queimam uma pilha de espinhos secos. Segundo a crença local, a forma como o fogo queima vai indicar como será o futuro daquela família.

22 – As famílias alemãs costumam montar a Coroa do Advento, formada por quatro velas, que são acesas uma a uma em cada domingo antes do Natal. A árvore é decorada com bolachinhas recobertas de glacê colorido, conhecidas como pfefferkuchen.

23 – Em países como Polônia e Ucrânia, os enfeites de Natal contam com aranhas e teias porque acredita-se que elas teceram a manta para o menino Jesus, o que representa bondade e prosperidade. 

 

Teia de aranha artificial decora árvore lituana

 24 – Nos países de origem anglo-saxônica, o bom velhinho que distribui presentes possui um ajudante de feições medonhas e chifres. Chamado Krampus, sua função é simplesmente castigar as crianças ruins.

25 – A China é um país oficialmente ateu. Os cristãos, que lá são minoria, enfeitam suas casas com flores, lanternas de papel e adereços tradicionais como as árvores de Natal. Por lá, o Papai Noel é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa algo como “Velho do Natal”.

Como você pode ver, o Natal é uma data comemorada de várias maneiras e associada a uma série de histórias e tradições em todo o mundo. Elas contam um pouco da incrível capacidade criativa do ser humano para simbolizar suas crenças e esperanças.

Fontes: Terra, História Digital, EBC, Mega Curioso, Mundo das Tribos, E-farsas, Oratório

Fotos: Mega Curioso, E-farsas, Franciscanos, Viaje Bonito


Como o peru, originário do México, tornou-se o prato típico de Natal no mundo todo

 Zaria Gorvett

BBC Future

CRÉDITO,ALAMY

Introduzido na Inglaterra no século 16, o peru somente 

se tornaria um clássico do Natal 400 anos depois

Em 25 de dezembro de 1406, o bispo de Salisbury, no Reino Unido, sentou-se à mesa para sua ceia de Natal.

Richard Mitford, já idoso, teve uma vida agitada, cheia de altos e baixos. Ele chegou a trabalhar em um alto posto na residência do rei Ricardo 2°, para depois ser preso na Torre de Londres por traição.

Mas agora Mitford vivia alegremente seus últimos anos.

A refeição era modesta, pelos padrões costumeiros do bispo - apenas 97 pessoas foram convidadas. O cardápio era abundantemente carnívoro e parecia mais um zoológico. Havia metade de uma vaca, três carneiros, 24 coelhos, um porco, metade de um javali silvestre, sete leitões, dois cisnes, duas galinhas d'água, quatro patos-reais, 20 narcejas (aves pernaltas com longos bicos que balem como cabras), 10 capões (frangos capados) e três marrecos.

Naquele ano o dia de Natal ocorreu em um sábado - um dia de adoração, no qual tecnicamente as pessoas deveriam comer apenas peixe. Por isso, o bispo também encomendou alguns animais aquáticos.

Ao todo, foram servidos aos convidados 50 arenques-brancos (em conserva, como filés enrolados), 50 arenques-vermelhos (arenques tão salgados que assumem coloração vermelho-cobre), três longas enguias-do-mar, 200 ostras e 100 caracóis.

Naquela época, não havia garfos, e as pessoas não usavam pratos individuais nas refeições. Os garfos ainda não haviam chegado à Inglaterra e os pratos somente seriam inventados no século 17.

Com apenas facas e colheres à disposição, Mitford e seus convidados comiam os alimentos fatiados ou moídos, para que pudessem ser servidos sobre grossas fatias redondas de pão chamadas em inglês de "trenchers".

"É uma grande cerimônia", afirma Chris Woolgar, professor emérito de história e estudos documentais da Universidade de Southampton, no Reino Unido, que estudou extensamente os hábitos culinários de Mitford.

"São alimentos nobres sendo exibidos", acrescenta ele, explicando que havia garçons cortadores trabalhando para empilhar alimentos para os convidados.

Mas uma carne foi excluída da coleção de animais natalina de Mitford: não havia peru assado.

Esse prato, na verdade, somente surgiria na Inglaterra décadas depois - e apenas se tornaria um clássico de fim de ano no início do século 20.

Com toda a imensa oferta de outras carnes para escolher, como essa estranha ave mexicana acabou por dominar o cardápio? E quais iguarias natalinas antigas ele veio a substituir?

O lado bom

Woolgar tomou conhecimento de Mitford quando trabalhava como arquivista na Universidade de Oxford, no Reino Unido, em 1979.

Naquela época, ele estava catalogando os relatos domésticos de grandes residências - registros que descreviam os gastos culinários dos lordes, damas e bispos em detalhes.

Ele rapidamente percebeu a visão detalhada que esses registros poderiam fornecer sobre a vida na era medieval e reuniu suas descobertas em um livro chamado The Culture of Food in England, 1200-1500 ("A Cultura do Alimento na Inglaterra, 1200-1500", em tradução livre).

"Eles descrevem, dia após dia, o que as pessoas compravam e o que consumiam", afirma Woolgar.

Os relatos de Mitford revelam, por exemplo, como a sua alimentação era imensamente variada. Em apenas um ano, ele consumiu 42 tipos diferentes de peixes, incluindo arraias, peixes miúdos, robalos, carpas, bacalhau, lagostins, enguias, cadozes, hadoques, pescadas, cavalas, lampreias, tainhas, percas e lúcios.

Mas, embora os nobres tenham sempre passado bem, um aspecto da vida - que inclui o Natal - havia acabado de melhorar para todos no final do século 14. Foi um efeito colateral inesperado de uma tragédia global: a Grande Peste.

Antes da Peste, a maioria das pessoas sobrevivia principalmente à base de alimentos preparados com cereais, como pães e uma espécie de mingau feito de trigo picado fervido com leite ou caldo de animais.

CRÉDITO,ALAMY

Na Idade Média, era servida no Natal

 uma cabeça de javali esfolada e costurada novamente

"Havia muito pouca proteína na alimentação, em termos de carne ou laticínios", afirma Woolgar, acrescentando que muitas pessoas se alimentavam de doações de famílias ricas ou asilos.

Havia, por exemplo, a esposa de um funcionário público de Norfolk, no Reino Unido, que fornecia alimentos todos os dias para 13 camponeses - número cuidadosamente escolhido pelo seu simbolismo cristão - mas apenas pão e arenque.

Mas, quando a Grande Peste se espalhou pela Europa, a Ásia e o norte da África, em meados do século 14, ela varreu algo entre 30% e 40% da população do planeta - e os sobreviventes perceberam que havia muito mais alimentos disponíveis.

"A pandemia matou as pessoas, e não os animais. Por isso, o equilíbrio mudou muito a partir dali", explica Woolgar. De repente, a carne retornou ao cardápio da população e todos queriam comer como um nobre no Natal.

Criação de Frankenstein

Acredita-se que uma das principais e mais populares carnes para as festas natalinas na Idade Média seja ainda mais antiga - a cabeça de javali em conserva.

A preparação do prato devia ser extremamente trabalhosa. A cabeça do animal era normalmente apresentada com uma maçã na mandíbula e elaborada decoração com ervas.

A iguaria era tão apreciada que ganhou até uma canção: o Cântico da Cabeça de Javali, que era entoado quando ela entrava na sala sobre a travessa. Nas residências ricas, a canção era apresentada por menestréis - os artistas medievais - e anunciada por trombetas:

"A cabeça de javali trago nas mãos,

com guirlandas alegres e pássaros cantando!

Peço que me ajudem a cantar todos vocês que estão neste banquete!

A cabeça de javali, pelo que sei,

É o prato principal de toda esta terra!

Onde quer que esteja, ela é servida com mostarda!..."

Mas, apesar da popularidade do prato - que é amplamente ilustrado em cenas natalinas da época - não se tem muita certeza de como ele era realmente preparado. O que se sabe é que era um processo terrível.

Um possível método incluía fatiar o rosto do javali e conservá-lo em sal por várias semanas, junto com carne do interior da cabeça, antes de costurá-lo de volta em uma espécie de Frankenstein suíno.

A carne curada podia então ser picada e misturada com toucinho e especiarias para fazer uma espécie de recheio em camadas, que poderia ser usado para rechear novamente a cabeça.

Todo o conjunto precisaria então ser firmemente amarrado com tecido de musseline, para criar novamente a forma de uma cabeça, e depois fervido por horas sobre uma camada de cenouras, pastinacas e cebolas. Para decorar, acredita-se que ela pudesse ser coberta com fuligem para simular o pelo do animal.

Afirma-se que o prato terminado teria um sabor delicioso de torta de carne de porco e era muitas vezes servido com "músculo" - carne dos ombros do javali, preservada em cidra, vinho ou vinagre.

Mas, embora a cabeça de javali e sua canção tenham sido há muito esquecidas pelo público em geral, elas permanecem vivas em uma instituição até hoje. O Queen's College, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, promove há séculos a Festa da Cabeça de Javali - um banquete completo com uma cabeça de javali em conserva e a canção tradicional entoada por um coral.

A festa começou originalmente como um banquete de Natal comum para membros da faculdade que lá permaneciam durante as festas e, desde então, evoluiu até tornar-se uma celebração anual, no último sábado antes do Natal.

 CRÉDITO,ALAMY

Vitorianos foram os pioneiros dos 'Clubes de Gansos'

Outro prato medieval levemente macabro era o "pavão dourado", que envolvia esfolar um pavão mantendo suas penas e a cabeça. O corpo era então assado e, por fim, colocado de volta no lugar.

As penas poderiam então ser espalhadas pela mesa e a crista da ave era decorada com folhas de ouro para formar uma impressionante decoração de Natal.

Mas o prato tinha fama de não ser muito saboroso. Aparentemente, o sabor era uma mistura de galinha e faisão, mas a carne das aves mais velhas poderia ser dura e seca.

Independentemente das carnes específicas e outros pratos servidos nos banquetes de Natal da Idade Média, Woolgar explica que os molhos que os guarneciam provavelmente não sofriam grandes alterações.

Diferentemente dos molhos ricos e brilhantes preferidos hoje em dia, os molhos da época, em sua maioria, eram misturas ácidas feitas de vinho ou vinagre aromatizado com ervas.

Uma dessas criações era o "molho Cameline", feito de canela - que era muito popular e surpreendentemente abundante - fervida no vinagre com pedaços de pão. Era o catchup da época, tão popular que podia até ser comprado pronto.

"Acho que o sabor de muitos desses alimentos nos desagradaria porque não temos o mesmo tipo de temperos que costumávamos ter", afirma Woolgar.

"Mas deve ser como o primeiro gole de cerveja - você acaba se acostumando. Tudo se torna desejável quando as outras pessoas estão consumindo."

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No século 14, a ceia de Natal poderia incluir dezenas de tipos diferentes

 de carne, incluindo aves pouco conhecidas, como a narceja

Novo produto de importação

Em 1526, um jovem proprietário de terras de Yorkshire, na Inglaterra, voltou para casa após uma longa viagem. William Strickland havia navegado para o Novo Mundo em uma viagem de descobertas, onde comprara seis aves com aparência estranha de comerciantes nativos americanos.

Essas aves tinham pedaços de pele oscilantes que balançavam junto aos bicos como meias vermelhas e gostavam de desfilar com suas caudas expostas. Eram perus e, quando seu navio atracou no porto de Bristol, Strickland os vendeu a habitantes locais por dois pences cada um.

Ou pelo menos foi assim que Strickland contou posteriormente como havia introduzido o peru na Inglaterra, embora sua história nunca tenha sido confirmada.

Décadas depois, o rei Eduardo 6° permitiu que ele incluísse a ave no brasão da família - a primeira ilustração já feita de um peru no mundo ocidental.

Recentemente, foram encontradas evidências adicionais dessa história. Em 1981, arqueólogos escavavam um local chamado Paul Street, no centro da cidade de Exeter, no sul da Inglaterra, e encontraram ossos de peru. Na época, o achado não foi considerado muito significativo. Mas, em 2018, uma nova análise revelou algo surpreendente.

Os ossos de peru encontrados estavam rodeados de vidro e cerâmica sofisticada, o que sugere que eles teriam sido consumidos como parte de um antigo banquete da nobreza. Os fragmentos foram datados como sendo de 1520 a 1550, o que está de acordo com a introdução das aves no país em 1526.

Portanto, eles não eram perus comuns - poderão ter sido alguns dos primeiros perus da Inglaterra.

Embora esse novo tipo de ave tenha levado séculos para cair no gosto do público em geral, os perus fizeram sucesso imediato junto à elite. Eram muito apreciados principalmente por serem exóticos. Como o colorido pavão, originário da Índia, ter peru na mesa era um símbolo de status importante.

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O bispo Mitford celebrava todos os 12 dias do Natal e recebia 137 pessoas

 para celebrar a “12ª Noite” – a noite de Reis, uma festa maior que a do dia de Natal

O peru também foi associado quase instantaneamente ao almoço de Natal, possivelmente porque ele atinge seu tamanho adulto no outono e normalmente as aves são abatidas no meio do inverno do hemisfério norte.

Acredita-se que o rei mais famoso da Inglaterra, Henrique 8°, comia peru no Natal pouco depois da introdução da ave no país.

Nos séculos que se seguiram, o peru se tornou parte importante dos banquetes de Natal da classe mais abastada, embora nem sempre fosse necessariamente o astro do espetáculo.

Até que surgiu o escritor Charles Dickens.

Dickens gostava muito de perus e escreveu sobre eles no seu Conto de Natal, onde o avarento Ebenezer Scrooge (atenção: spoiler!) observa seus erros cometidos e muda sua vida, acabando por providenciar um enorme peru de última hora no dia de Natal para seu funcionário mal remunerado.

Pouco depois da publicação do conto, em 1843, o guia turístico e amigo de Dickens George Dolby prometeu ao escritor um peru espetacular para o seu almoço de Natal - o melhor de todo o condado de Herefordshire, na Inglaterra. Foi aí que aconteceu o desastre.

O peru de 13 kg foi morto e embalado com segurança em um cesto com diversas outras iguarias e enviado de trem para Londres. Mas, no dia seguinte, Dolby recebeu uma carta urgente de Dickens: "Onde está aquele peru? Ele não chegou!!!!!!!!!!!"

Dolby acabou por descobrir que o cesto havia sido transferido ao longo do caminho para uma carroça, que pegou fogo, destruindo todo o seu interior. Dickens referiu-se posteriormente ao incidente de forma bem humorada, especialmente porque os restos carbonizados haviam sido distribuídos para famílias pobres locais como um delicioso almoço de Natal, ainda que levemente queimado.

Entre as muitas tradições, credita-se atualmente a Dickens a popularização do peru como clássico de Natal. Mas a preferência mais comum na época era o ganso assado. Seu concorrente mais exótico somente se tornaria o almoço festivo disseminado quase 100 anos depois, porque ele precisava de um incentivo final.

CRÉDITO,ALAMY

No século 14, os peixes de água doce eram muito valiosos

 e uma parte importante das festas natalinas

Na década de 1920, os avanços da produção de alimentos trouxeram reduções dos preços. Pequenas fazendas foram absorvidas pelas grandes e surgiram máquinas agrícolas de ponta.

E os perus domésticos, que até então eram muito parecidos com seus primos selvagens, foram criados para tornar-se adultos mais rapidamente e assumir proporções gigantescas. Tanto que, atualmente, eles costumam sofrer de problemas nos ossos, que não acompanharam seus corpos superdimensionados.

Uma década mais tarde, os perus finalmente tornaram-se acessíveis para as pessoas comuns - ainda que custando cerca de uma semana de salário - e, nos anos 1930, eles superaram outros tipos de carne, tornando-se o prato principal entre os assados típicos do Natal.

Mas pode ainda haver uma evolução por vir. Em algumas partes do mundo, surgem os primeiros sinais de que os perus não são mais considerados apenas ceias de Natal ambulantes, mas sim aves muito sociáveis e afetuosas que adoram massagens no pescoço. Segundo alguns relatos, eles podem ser realmente carentes de atenção.

Os perus são tão amistosos que até jogam futebol - ou, pelo menos, gostam de perseguir e bicar objetos redondos. Agora, algumas celebridades estão incentivando as pessoas a adotá-los em vez de comê-los. E outros estão defendendo os perus como animais de estimação.

Talvez os perus não sejam vistos como almoço de Natal para sempre. Talvez eles sejam apenas outra mania passageira, como o espetáculo de carnes de Mitford e a elaborada cabeça de javali.


* Zaria Gorvett é jornalista sênior da BBC Future.


Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.









Presépio: saiba o significado de cada elemento

 Redação

 João Bidu

Enfeitar a casa é tradição quando o Natal está chegando: pisca-piscas, guirlandas, árvores, presépios e outros inúmeros enfeites fazem parte das casas de muitas famílias. Para entrar no espírito natalino, aprenda dicas incríveis sobre como montar presépio de Natal, além de entender o que significam cada um dos elementos presentes na decoração. © Fornecido por João Bidu - Shutterstock.

Veja qual a data certa de montá-lo e quais são os elementos principais 

O que cada elemento do presépio de natal representa?

Antes de ter um presépio montado em casa, é importante saber o significado de cada personagem. O presépio representa a cena do nascimento de Jesus, por isso, conta com a presença de alguns animais na cena (boi, burro, ovelhas e cabras) e alguns pastores. Maria e José são os pais de Jesus. Os anjos presentes no momento foram os responsáveis por anunciar o nascimento da criança. Os três reis magos apresentaram Jesus para o mundo e a Estrela de Belém guiou os reis até o local do nascimento. Os personagens essências são: menino Jesus (que deve ser colocado em cena apenas no dia 25); José e Maria; Os três magos; Anjos; Animais; Pastores; Estrela de Belém.

Significado dos elementos do presépio 

Maria: é a Mãe do filho de Deus, que o concebeu Jesus através do Espirito Santo

José: era esposo de Maria e assumiu Jesus como seu Filho aqui na Terra

Curral: é a casinha que abrigou a Sagrada Família (Jesus, Maria e José) no momento do nascimento de Cristo

Manjedoura: ela traz a representação da humildade. Mesmo Jesus sendo o Filho de Deus, ele veio ao mundo em um lugar simples, mostrando que para uma vida digna e feliz não é necessário ter luxo

Reis Magos: os três Reis Magos foram guiados no deserto por uma estrela e chegaram até o lugar onde estava o Menino Jesus. Cada Rei ofereceu um presente para o Senhor como homenagem: Ouro: significa a realeza; Incenso:  simboliza o poder divino de Cristo; Mirra: representa todas as dores que Jesus passaria para salvar a humanidade

Estrela de Belém: a estrela foi o que guiou os Reis até onde Jesus estava. Sendo assim, era um sinal de Deus para que os Reis Magos o encontrassem. Também indica a luz de Deus que sempre nos orienta em nossos caminhos

Anjo: a presença do anjo demonstra que em todos os momentos Deus estava ali festejando o nascimento de seu Filho

Animais: a vaca, a ovelha, o burro e camelo (dos três reis magos) são os bichos que mais aparecem nos presépios e reforçam a simplicidade do local onde Cristo nasceu

Pastores: são os moradores da região do curral que Jesus nasceu, mostrando que Cristo já estava no meio das pessoas pobres e simples

Quando montar o presépio de natal?

Os presépios são montados, geralmente, quinze dias antes do Natal e desmontados alguns dias depois do Ano-Novo.

Onde colocar o presépio?

Coloque em lugar visível. Prefira montar o presépio em um lugar visível da sua casa para que esteja acessível a todos. Colocá-lo ao lado da árvore de Natal é uma ótima opção. É importante escolher o tamanho do presépio de acordo com as proporções de sua casa.