Adelson Elias Vasconcellos
Aécio Neves, em viagem à Minas Gerais, disse uma coisa que, não apenas faz sentido, mas incorpora a realidade da própria campanha eleitoral além de todos os acontecimentos desastrosos ocorridos no governo da senhora Dilma, não só com as políticas públicas mas, especialmente, no campo ético.
Afirmou o senador tucano que “... Dilma não tem condições morais para pleitear segundo turno...”. Aécio até que foi consciencioso porque, a grande verdade, é que Dilma não condição moral nenhuma de ocupar nem a presidência da república. Seus atos, suas palavras, suas mentiras, sua empulhação, seu governo medíocre, sua ação política com baixarias e golpes sujos e imorais, enlamearam a faixa presidencial.
Fosse esse um país sério, com instituições republicanas sérias, com um Judiciário menos covarde e omisso, um Legislativo digno do papel que a Constituição lhe reserva e não transformado numa casa mercantil e um antro de corruptos – com honrosas mas raríssimas exceções -, com um povo menos ignorante, analfabeto e mais consciente de sua responsabilidade cívica, e muito certamente, Dilma sequer teria concorrido em 2010, e muito menos o Brasil correria o risco de ter de suportar sua desqualificação completa por mais quatro anos.
O terrorismo e as baixarias de sua campanha representam o que há de mais deplorável no campo da política. Ela entende que caluniar e difamar adversários, ou espalhar o ódio e o medo é fazer política. Não é. Somente se aceita este tipo de “política” que a senhora Dilma e seu partido propõem em regimes fascistas. Acima, classifiquei o Judiciário de covarde e omisso. Com efeito, agisse com o espírito constitucional que lhe é reservado, e a candidatura de Dilma Rousseff já teria sido impugnada há muito tempo. O uso descarado de recursos e máquina pública é um crime imperdoável. Houve eleições recentes em que o TSE impugnou candidatos eleitos por conta de R$ 24,00. Imagine-se por qual razão não determina o mesmo critério para uma candidata que, ainda ocupando a presidência, desvia bilhões de reais dos cofres públicos para reeleger-se com o emprego vergonhoso da máquina que, é bom lembrar, pertencem ao Estado e não a um partido político... Todo o seu ministério de inúteis e vagabundos está empenhado em fazer-lhe campanha. E isto está estampado nos jornais diariamente. Até que o silêncio da Justiça Eleitoral nem chega a surpreender, já que muitos ali estão por nomeação dos governos petistas e, de algum modo, precisam retribuir o agrado.
Se não bastasse a campanha de pura baixaria, o PT não satisfeito, aliou-se ao IBOPE para aplicar o golpe da pesquisa a favor, conforme denunciado em textos da Tribuna da Internet em posts mais abaixo. Portanto, quem está em alta, conforme o DATAFOLHA é Marina, Dilma está em baixa. A pesquisa é mais recente e abrange um universo de mais de 10.000 entrevistados.
Na edição deste final de semana, as três maiores revistas semanais, portanto de correntes editoriais diversas, trazem matérias bem elucidativas do abismo em que o país está sendo mergulhado pelo partido do crime organizado no poder.
Numa, temos a chantagem que o PT vem sendo alvo e que tem pago a peso de ouro para que o senhor Lula da Silva não seja arrolado na podridão que salta da gestão criminosa a que a Petrobrás vem sendo submetida. Noutra, declarações bastante interessantes ligando o mensalão ao escândalo da Petrobrás. Na terceira reportagem, se revela mais quatro “autoridades” beneficiária das propinas saídas do cofre da maior estatal do País.
Em nenhuma destas reportagens, em nenhum destes escândalos se vê a mão de governos anteriores a 2003. São esquemas de fraudes, propinas e corrupção ativa e passiva, além, claro, da formação de quadrilha que o bondoso STF, no caso do mensalão, resolveu fazer vistas grossas, todas paridas no núcleo petista de governo em conluio criminoso com a tal base aliada.
Se PC Farias foi um escândalo bombástico e o mensalão converteu-se no maior esquema de corrupção da história do país, no caso da Petrobrás o tamanho do lamaçal atinge não apenas proporções históricas, mas dimensões continentais. Afinal, a Petrobrás, muito embora controlada - aliás, mal controlada – pelo governo, tem ações em bolsa e participação de acionistas privados. Não é de hoje que sempre se cobrou que se abrisse a caixa preta escondida nas entranhas da Petrobrás. Agora, na medida que as investigações e delações vão se tornando públicas, é possível perceber o desespero de Lula para que a tal base aliada, comandada pelo PT, impedisse a qualquer custo o avanço de qualquer investigação pelo Congresso.
Mas o cheiro de podridão ainda vem de outras fontes que o tempo haverá de revelar. Há os Fundos de Pensão, as doações para as ONG’s picaretas, a participação do sindicalismo nas entranhas do poder, os tais “cartões corporativos” mantidos sob sigilo cujos gastos não param de aumentar, além é claro, das negociatas via emendas parlamentares e as tais superfaturadas obras do PAC, em todas suas versões. Tudo neste governo cheira mal. E o país precisa dar-se conta de que, renovar mais um mandato para Dilma, é apostar que esta podridão prossiga depauperando o país e seu povo.
Nesta semana cheguei até a achar que esta campanha porca do PT, fosse por orientação determinada partido, não imaginando que o marqueteiro João Santana chegasse a grau mais alto que um cafajeste é capaz de chegar. Mas me enganei. Se de um lado, as orientações para as produções deploráveis que o país tem assistido são dadas pelo partido, a capacidade de criação é toda responsabilidade do marqueteiro que, sem um pingo de decência na alma, obriga o país assistir cenas de pura imoralidade. Deve estar sendo muito bem pago e o PT, que sempre gostou deste tipo de campanha imunda, deve, como cliente, estar bem satisfeito.
Pelo menos nos resta um consolo: a de que, demore o que demorar, a verdade acaba prevalecendo. No caso dos governos petistas, o lamaçal vai sendo descoberto, pouco a pouco infelizmente, mas de forma inexorável. Já disse muitas vezes que o destino de Lula está selado. Não serão os grandes escândalos que farão o país, que ele comanda com uma máfia altamente destrutiva, descobrir sua verdadeira face. Será um pequeno, sem chamar muito atenção no princípio, mas suficiente para puxar todos os fios desta meada pavorosa.
Assim, quem quer que seja eleito, para o dia da posse precisará confeccionar uma nova faixa presidencial. A que Dilma carrega no corpo apodreceu de vez.
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