Adelson Elias Vasconcellos
A notícia está na página do Cláudio Humberto.
“... O senador ACM Júnior (DEM-BA) e os filhos do deputado Luís Eduardo Magalhães resolveram doar à viúva de ACM, Arlette Magalhães, a parte que lhes cabe dos quadros e objetos de decoração do apartamento do falecido senador. É a resposta da família à ação movida pela filha de ACM, Teresa Mata Pires, e seu marido Cesar Mata Piures, dono da construtora OAS, que esta semana conseguiram mandado na justiça para invadir o apartamento de d. Arlete, que tem 78 anos de idade, para listar suas obras de arte, a fim de instruir processo de partilha. A ação, considerada violenta, repercutiu no Congresso. A juíza que concedeu o mandado, Fabiana de Oliveira, é mulher do deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), adversário polítio da família. Tanto ACM Júnior quanto os herdeiros Luís Eduardo Magalhães Filho, Paula Magalhães e Carolina Magalhães (em torno da avó, ao lado) tomaram esta decisão "por compreender que tais objetos possuem grande valor afetivo, fruto de uma união estável de 56 anos entre D.Arlette Magalhães e o saudoso senador Antonio Carlos Magalhães", segundo nota que divulgaram há pouco. Eles acham que retirar os objetos da residência da viúva de ACM, como pretendem Teresa e Cesar Mata Pires, "seria uma violência inominável à memória" de ACM e "aos sentimentos afetivos da sua viúva".
A notícia está na página do Cláudio Humberto.
“... O senador ACM Júnior (DEM-BA) e os filhos do deputado Luís Eduardo Magalhães resolveram doar à viúva de ACM, Arlette Magalhães, a parte que lhes cabe dos quadros e objetos de decoração do apartamento do falecido senador. É a resposta da família à ação movida pela filha de ACM, Teresa Mata Pires, e seu marido Cesar Mata Piures, dono da construtora OAS, que esta semana conseguiram mandado na justiça para invadir o apartamento de d. Arlete, que tem 78 anos de idade, para listar suas obras de arte, a fim de instruir processo de partilha. A ação, considerada violenta, repercutiu no Congresso. A juíza que concedeu o mandado, Fabiana de Oliveira, é mulher do deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), adversário polítio da família. Tanto ACM Júnior quanto os herdeiros Luís Eduardo Magalhães Filho, Paula Magalhães e Carolina Magalhães (em torno da avó, ao lado) tomaram esta decisão "por compreender que tais objetos possuem grande valor afetivo, fruto de uma união estável de 56 anos entre D.Arlette Magalhães e o saudoso senador Antonio Carlos Magalhães", segundo nota que divulgaram há pouco. Eles acham que retirar os objetos da residência da viúva de ACM, como pretendem Teresa e Cesar Mata Pires, "seria uma violência inominável à memória" de ACM e "aos sentimentos afetivos da sua viúva".
Perfeito. A condição de viúva de quem conviveu por 56 anos por si só se justificaria que Dona Arlete tivesse respeitada a intimidade de seu lar. Os objetos que estão ali guardados, são pertences seus, adquiridos ao longo de sua vida e ao lado do seu marido. Mais ainda, uma senhora que nada deve a ninguém, que teve uma vida contra a qual ninguém pode lhe opor absolutamente nada, mesmo que fosse adversário político do ex-senador, ao menos contra Dona Arlette todos deveriam reverenciá-la. Em casos de viuvez após dezenas de anos de convívio matrimonial, é normal os filhos deixarem o espólio para uso e fruto daquele que sobreviveu. Depois, então, quando o casal, marido e mulher, tivessem morrido, vai-se discutir, amigável ou judicialmente, quem fica com o quê.
No caso presente, além do total desrespeito de parte da filha Tereza e seu marido, houve uma brutal falta de humanidade. Mas, isso, os demais herdeiros acabaram por encontrar a solução. Resta saber o que Conselho Nacional de Justiça fará com a juíza Fabiana. Porque a sua decisão até pode ser questionável, nunca, porém, sua conduta, que, no presente caso, foi totalmente fora do padrão ético-moral e profissional com que se deve portar um “juiz”.
Eis aí uma boa oportunidade para o Poder Judiciário dar uma resposta positiva ao país.