Adelson Elias Vasconcellos
Trabalhadores da iniciativa privada: sustentam o país, mas são tratados como de 5ª categoria.
Não é de hoje que critico a posição do Estado brasileiro, e a do governo também, pelo tratamento que dispensam aos trabalhadores da iniciativa privada. Se não lhes é dispensado um chute no traseiro, pelo menos o descaso é a regra geral.
A começar pela aposentadoria, a cada ano, lhes é tirado um pedaço do valor original. E, contudo, trabalham bem mais para se aposentar, e na labuta diária, muito mais horas também quando comparados aos servidores públicos. Uns precisam dos favores e humores do governo para terem aumentos reais no salário mínimo. Os da elite estatal gozam de um repositório de vantagens e privilégios que a iniciativa privada sequer sonha um dia alcançar. Sem falar da aposentadoria integral como a manutenção de todos os direitos dos servidores ativos. E nem vamos questionar que contribuição a elite estatal dá para o desenvolvimento do país, ou a riqueza são capazes de gerar, além do enorme rombo nas contas públicas que o montante de suas regalias provocam.
Sabemos que a estabilidade econômica que vive o país tem duas alavancas: de um lado, o Plano Real que estabilizou os preços, trouxe decência às contas públicas e permitiu planejar o país com mais exatidão e em prazos maiores. E, de outro, a atividade agropecuária que mantém os preços estáveis e montou o colchão de segurança chamado de divisas internacionais, que nos mantém relativamente seguros diante de crises econômicas internacionais.
E esta, sabemos, é uma atividade estritamente privada. E, no entanto...
...e, no entanto, o governo continua financiando e patrocinando as atividades criminosas do MST e congêneres, com dinheiro público, se e nega terminantemente em reconhecer os crimes que estas quadrilhas cometem. Vai atrasar ou aleijar uma lei antiterrorismo justamente por reconhecer nas atividades ilegais do MST algumas como caracteristicamente terroristas, seja rural ou urbana.
Quem perde é o país, a sociedade, pois a atividade honesta e rentável que a agropecuária proporciona, leva progresso e desenvolvimento humano para as cidades do interior, esquecidas pelo poder público.
Quanto aos servidores sequer justificam a gama de privilégios exclusivos de que são beneficiários. Poucas são as repartições públicas em que o cidadão que a procura em busca de informação, documento, certidão, etc., consegue ser tratado com o respeito devido. A regra geral é sermos tratados com desdém, grosserias, enrolação, cara feia, mau humor. A tal ponto tal estupidez se tornou lugar comum no Brasil, que hoje parece que os servidores são donos do país e nossos patrões, quando na verdade quem lhes paga o salário para servir é o contribuinte privado, o verdadeiro trabalhador, urbano ou rural, que carrega o país nas costas e, por consequência natural, é o verdadeiro patrão desta elite apodrecida.
Claro que há muitas exceções no serviço público. Há gente educada, com firme propósito de bem servir e cumprir sua obrigação. Infelizmente, esta não é a regra.
Todo o quadro acima é por demais conhecido, certo? Seria possível escrever verdadeira enciclopédia relatando casos em que o cidadão comum dos mortais é tratado como lixo. Pois bem, apesar deste ser um ano eleitoral, o governo Dilma, pretensamente candidata à reeleição (apesar do governo medíocre), resolveu escarnecer ainda mais dos trabalhadores da inicativa privada. Apesar de ter dinheiro em caixa para pagar os aposentados, empurraram o pagamento para após os feriados de carnaval, isto apesar da contração dos valores ao longo do tempo. Maldade pura.
Como resultado deste despropósito, cerca de 9,5 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, com benefícios acima do salário mínimo, só vão começar a receber o pagamento de fevereiro a partir de quinta-feira, dia 6 de março, muito embora o vencimento seja feito no primeiro dia útil de cada mês, critério não seguido para o benefício de fevereiro, que será pago quase uma semana depois.
Já para os trabalhadores ativos da iniciativa privada, se o governo não consegue impedir que os pagamentos de salários sejam pagos com atrasos, a exemplo do que fez com as aposentadorias, procura confiscar-lhes o salário o máximo possível. Deste modo, em uma década, triplicou-se o montante de imposto na fonte sobre o trabalho assalariado. Só neste ano, apesar da inflação ter se aproximado dos 6%, a tabela de imposto incidente na fonte foi reajustada em apenas 4,5%, o que aumenta o universo de contribuintes e a mordida do leão. Para se ter ideia do tamanho do confisco, em 2002, a faixa de isentos de imposto na fonte ia até cinco salário mínimos, o que representaria, em valores atuais, R$ 3.620,00. Contudo, o governo petista, tanto de Lula quanto da senhora Rousseff, não se avexam de, ano após ano, aumentar esta facada. Assim, a faixa de isenção, se mantida a equiparação com 2002, que seria de R$ 3.620,00 cai para R$ 1.787,77, em 2014, ou 2,47 salários mínimos.
Seria interessante se as centrais sindicais e sindicatos, além das entidades representativas de classe como CREA, OAB, dentre outras, pressionassem diariamente o governo da senhora Rousseff para corrigir o rumo. Não é possível que mais de 20 milhões sejam sacrificados para beneficiar exclusivamente uma minoria. Justiça social que honre o nome, não admite este tipo de tratamento diferenciado. Os trabalhadores da iniciativa privada não podem carregar o país nas costas para, mais tarde, serem tratados como de quinta categoria. E já bastam os degradantes e desumanos serviços públicos, cada dia mais deteriorados, apesar da carga tributária crescente e já exorbitante.
Confisco salarial contínuo e atraso no pagamento de benefícios, mesmo tendo disponibilidade financeira para honrar o compromisso, com pessoas que destinaram 30 anos ou mais de suas vidas trabalhando honestamente para a construção de um país, são, definitivamente, maldades que ninguém merece.
Passa da hora do governo petista fazer jus ao nome de partido dos “trabalhadores”, e não continuar se transformando numa congregação de abismo e suplício para estes brasileiros honrados.
Dinheiro há, o que falta é vergonha mesmo
Veja a foto abaixo. Nela mora cônsul geral do Brasil nos EUA. O custo da mansão, US $ 1,8 milhão é paga pelo contribuinte. Pois bem, informa o Cláudio Humberto, em “Diário do Poder”, que embaixadas brasileiras estão atrasando pagamentos de contas diversas inclusive salários. Segundo o jornalista, “...a crise no Itamaraty agora chega às finanças, apesar do prometido “corte de despesas”: contratados locais de sete consulados-gerais e de duas embaixadas ainda não receberam os salários de fevereiro, após o atraso de janeiro. O “pendura” atinge a missão do Brasil na OEA, em Washington, da ONU em Nova York, além de várias embaixadas, o que poderá render multas milionárias ao governo brasileiro lá fora”.
Casa de 1,8 milhão de dólares onde vive um cônsul do Brasil nos EUA
O corte de despesas determinado pelo Itamaraty, que inclui até economizar material de escritório, não afetou a vida de milionário americano do cônsul-geral em Hartford (Connecticut), Cézar Amaral.
A mansão tem cinco quartos, seis banheiros, salão de jogos, academia de ginástica com cem aparelhos e quadra de basquete, longe da “muvuca” de brasileiros que emigraram em busca do sonho americano e deram um duro desgraçado. O aluguel da casa está avaliado em US$ 10 mil (R$ 23,5 mil) por mês
O pequeno castelo ocupado por Amaral em Greenswood Place 45, Glastonbury, apareceu na TV e no site americano “Casa dos Ricos” e está avaliada em US$1,8 milhão, o que para os padrões astronômicos de preços no Brasil pode ser considerada uma pechincha. Quem se habilita?
Nas asas da FAB
O jornal O Globo informa que o recém empossado ministro da Saúde, Arthur Chioro, nomeado há um mês ao cargo, levou sua mulher Roseli Regis dos Reis em viagens que fez a três capitais, no carnaval, em avião da Força Aérea Brasileira. Como bom esquerdista, parece ter encontrado seu verdadeiro ninho. Não demorou muito para, às vésperas do carnaval, deliciar-se nas asas dos jatos da FAB. Chioro viajou de São Paulo para Recife, Rio de Janeiro e Salvador para promover, segundo alegou, o uso de camisinhas, através de ações do ministério. Em Salvador, o ministro foi ao camarote do governador Jaques Wagner (PT) e ao Expresso 2222, do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, onde, alega, houve distribuição de preservativos. No Rio de Janeiro, compareceu ao bloco Sargento Pimenta, onde o ministério promoveu ação de prevenção à Aids.
Mas não foi o único. O Carnaval começou cedo para o presidente do Congresso, Renan Calheiros, e pelo menos sete ministros, embarcaram em jatinhos da FAB na quinta-feira passada, com a desculpa de que iam ‘a serviço’. Para poupar o bolso, diante dos altos preços das companhias aéreas, a turma da carona nos jatinhos não foi pequena: foram 42 passageiros extras em apenas oito voos.
Os ministros foliões que decolaram na quinta foram: Guido Mantega, César Borges, Marta Suplicy, Manoel Dias, Marco Raupp, Maria do Rosário e Afif Domingos além de Renan Calheiros.
A maioria dos caroneiros são assessores dos ministérios e convidados dos ministros, cuja lista não pode ser divulgada pela FAB. A turma economizou, e muito.
O voo mais lotado foi o de Maria do Rosário (SDH), com 12 passageiros. O jatinho fez escala no Rio e à noite levou a turma para a Base Aérea de Canoas, RS, sem pagar passagem, porque alegou “trânsito em serviço”. Na verdade, ela veio se divertir no Carnaval.
Em Porto Alegre, desfilou com seu companheiro de PT, o deputado Oliboni, integrando a escola Samba Puro do Partenon, que prestou homenagem às Marias.
Não contente com a festa de Porto Alegre, Maria do Rosário viajou para São Lourenço, onde desfilou num carro alegórico da E.S. Estação Primeira do Cruzeiro, na noite de domingo. A escola entrou em terceiro lugar. A ministra levou junto fantasias, instrumentos musicais e muita gente.
Em Porto Alegre e em São Lourenço, o samba-enredo foi o mesmo: "As Marias". Tudo ajustado para Maria do Rosário aparecer.
Dinheiro do Tesouro há para bancar esta farra toda.
Amarildo, depois de morto, rende boa grana para ONG. Já a família...
E o dinheiro do Amarildo, onde foi parar? Reportagem da Revista VEJA descobriu o mistério: quase 70% do dinheiro doado para a família de Amarildo, foi parar nas mãos de uma DDH, ONG que diz defender direitos humanos. E o que foi feito com a grana? Por enquanto, nada, já que a ONG alega ter “projetos não definidos”.
Na escola de pessoas sérias isto tem nome: ou é apropriação indébita ou estelionato mesmo. É só escolher. Alguém do Ministério Público será capaz de se interessar em fazer com que a ONG devolva à família o dinheiro que lhe pertence? Do contrário, os doadores podem, sim, exigir o dinheiro desviado de seu propósito.
Por que não vou à Copa
Faz sucesso na rede o vídeo abaixo, com legenda em português.








