segunda-feira, julho 16, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Lula pediu para tirar do ar propaganda da Peugeot
Reinaldo Azevedo
.
O site do Clube de Criação de São Paulo (CCSP) confirma. A propaganda da Peugeot, abaixo, foi mesmo retirado do ar. E a pedido, acreditem, de Lula. Ainda voltarei a este assunto. Abaixo, segue o texto do CCSP:

O novo comercial de varejo da Peugeot, “Relaxa e compra” (aqui), deve sair do ar neste sábado, 13, depois de veicular poucas vezes, na quinta e sexta-feiras (12 e 13). O filme deveria ser exibido ainda por toda a semana que vem. O motivo: um pedido à montadora do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Em São Paulo, Jáder Rossetto, que acaba de voltar de Porto Alegre, diz que o melhor a fazer é tocar o barco adiante, já que um pedido do presidente não poderia ser negado. A montadora acaba de passar por situação parecida, no caso do filme da Sogra que quase era jogada para fora de um Pegeout (veja aqui), em junho. Que fase, hein? Segundo Rossetto, "nada que uma boa benzedeira não possa resolver". O comercial, que sai do ar neste sábado, faz referência à frase da Ministra do Turismo Marta Suplicy, “Relaxa e goza”, deferida em relação aos passageiros que enfrentam o apagão aéreo. Engraçado que censura às frases da ministra não há, mas ao bem-humorado filme, no ato. Vai ver que foi questão de vaidade. Afinal, o ator que aparece na telinha travestido de Ministra não era assim nenhum modelo de beleza. E mulheres são seres muito vaidosos.

***** O homem do primeiro ouro
Mauro Braga e Redação da Tribuna da Imprensa

Era começo de 2007. Diogo Silva tomou coragem e decidiu. Com um companheiro de seleção, desembolsou R$ 5 mil para treinar e competir... no exterior. A renda do Bolsa-Atleta, que o ajudava, foi cortada justamente porque estava fora do País. Para enfrentar a vida lá fora só contava com os R$ 600 do salário pago pela Confederação Brasileira de Tae Kwon Do. E que vivia atrasando.

É essa a pequena história do paulista de São Sebastião, 25 anos, responsável pela primeira medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos. O amigo de seleção, Márcio, já havia colhido bons frutos no sábado, quando ficou com a prata na categoria até 58 quilos.

"Às vezes você precisa dar um passo atrás para conquistar lá na frente. Recuperei tudo com essa medalha de ouro", disse Diogo, que no começo do ano, com mais alguns companheiros, reuniu-se com dirigentes da Confederação para pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho. "Fomos ignorados."

***** Idosos pegam R$ 25 bi emprestados

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já realizaram quase 19 milhões de operações de empréstimo consignados. O balanço considera as movimentações feitas desde junho de 2004 até junho deste ano. O número de pessoas que recorreram aos empréstimos neste período é de 8 milhões e o total de recursos liberados foi de R$ 25,5 bilhões. Só no mês de junho foram registradas 850 mil operações e emprestados R$ 876,4 milhões. Do total de empréstimos acumulado, ainda estão ativas 12,5 milhões de operações, o que corresponde a R$ 20 bilhões. O total de empréstimos quitados é de 4,6 milhões (R$ 1,7 bilhão).

Já o de cancelados, aqueles excluídos do sistema antes de ser feito o pagamento da primeira parcela - o que é comandado pelos bancos - é de 464 mil (R$ 510,8 milhões); e o de liquidados - excluídos do sistema após o pagamento da primeira parcela, o que pode ocorrer quando o segurado decide fazer um novo empréstimo antes de encerrar o primeiro - é de 1,3 milhão (R$ 3 bilhões).

Atualmente, o teto da taxa de juros para o empréstimo com desconto em folha na rede bancária estipulada pelo Conselho Nacional da Previdência Social é de 2,64% ao mês, ou 36,66% ao ano. O teto anterior era de 2,72%. (Com Folhapress)

***** Grupo que lesou Petrobras tem contratos com DNIT

SÃO PAULO - O grupo empresarial Iesa, um dos envolvidos na máfia dos estaleiros, mantém negócios com o governo federal na área de rodovias. Levantamento feito no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siafi) mostra que, além de receber verbas da Petrobras, o grupo possui contratos de altos valores com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Análise das notas de empenhos e ordens bancárias feita pelo site Contas Abertas, mostra que a Iesa recebeu desde 2005 R$ 4,6 milhões.

Desse total, o Dnit liberou R$ 1,6 milhão em 2007. Os serviços descritos nos empenhos são obras de construção do Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul (SC) e obras de ampliação e modernização rodoviária da BR-101, Corredor Florianópolis-Osório (RS).

O contorno de São Francisco do Sul está avaliado em R$ 34 milhões e será executado pela Iesa Projetos, Equipamentos e Montagens. O levantamento do Siafi revela que existem no DNIT R$ 16,1 milhões em empenhos (como são chamadas as reservas orçamentárias), desde março de 2005, para a Iesa. Segundo o Contas Abertas, a empresa tem também convênio com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A Cnem reservou R$ 343,3 mil, no fim do ano passado, para a Iesa realizar obras numa unidade da comissão em São Paulo.

Com sede em Araraquara (SP), a Iesa Projetos é a empresa-mãe da Iesa Óleo & Gás, que teve contratos irregulares com a Petrobras descobertos pela Operação da PF. A denúncia diz que a Iesa participava de fraudes em licitações e contratos da Petrobras em parceria com a Angraporto e o estaleiro Mauá Jurong. Um deles foi o de reforma da P-14, no valor de R$ 92 milhões. Em nota, a empresa repudia as acusações e garante que venceu as disputas de forma legal e com menor preço.

***** Ministério quer proteger Mata Atlântica

Enquanto trabalha a idéia de concessão de florestas para salvar a flora amazônica nas mãos do governo federal, o Ministério do Meio Ambiente atua em outra frente, na costa brasileira, com o objetivo de ampliar o poder público sobre a mata atlântica. De acordo com a associação Contas Abertas, em notícia divulgada na sexta-feira, há um plano do órgão de acrescentar novas unidades de conservação aos trechos sob proteção federal da Mata Atlântica, que se estende por 17 Estados. O total da área que entraria para a reserva nacional seria equivalente a duas vezes o tamanho do Distrito Federal. A preocupação do governo, a exemplo da Amazônia, é com a devastação. No caso da mata atlântica, que abrange áreas de muitas fazendas do Sul ao Nordeste, a mata é queimada para virar pasto. A mata ainda é vítima da especulação imobiliária, como lembra o geólogo Aziz Ab'Saber:

- O Estado do Rio está cheio de mansões nas montanhas à beira-mar.

Se o governo conseguir se apropriar do que resta da mata atlântica - através de lei - a reserva da mata pode aumentar em até 31% na costa brasileira. A ampliação de alguns trechos ainda está em fase inicial de estudos, outros já passaram por consulta pública.

***** The Times: Pan revela burocracia corrupta e ineficiente

A edição deste sábado do jornal britânico The Times afirma que a organização Jogos Pan-Americanos do Rio revela problemas do país, "principalmente a burocracia corrupta e ineficiente".
De acordo com a matéria, o dinheiro investido nos jogos teve como o objetivo mostrar ao mundo que o Brasil tem condições de organizar eventos maiores, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas "o orçamento para o Pan-Americano saiu de controle devido a má administração e corrupção, tornando o preço final para o contribuinte cerca de oito vezes mais caro que as estimativas iniciais"."Esses enormes excessos nos custos aumentaram a preocupação sobre o potencial para desperdícios e corrupção se o Brasil se tornasse a sede da Copa do Mundo de 2014, que envolve muito mais dinheiro", registra o texto. O jornal ainda cita a violência e o Apagão Aéreo como pontos contrários à realização de eventos esportivos no Brasil.

Custo de investimento no Brasil é o 3º maior do mundo

Marcelo Rehder, Estadão online
.
Os custos no País são 30% maiores que os da China e até 118% superiores aos da Coréia do Sul, dois países que são concorrentes diretos das empresas brasileiras no mercado mundial

Não é por acaso que o Brasil não atingiu crescimento de 5%, como pretende o governo

SÃO PAULO - O empresário brasileiro arca hoje com um dos maiores custos do mundo para realizar novos investimentos. Numa lista de 47 países elaborada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil aparece em terceiro lugar, em situação melhor apenas que Tailândia e Irlanda. Os custos no País são 30% maiores que os da China e até 118% superiores aos da Coréia do Sul, dois países que são concorrentes diretos das empresas brasileiras no mercado mundial.

Embora o preço de máquinas, equipamentos, instalações e construções venha crescendo a taxas declinantes no País, o Iedi cita que a inflação sobre os bens finais de consumo das famílias e do governo tem sido bem mais suave. “Assim, em um contexto de elevadas taxas de juros, desestimula-se o investimento produtivo”, diz Edgard Pereira, economista-chefe da entidade.

Para calcular o custo relativo do investimento fixo nas diferentes partes do mundo, o Iedi criou um índice com base em dados do Projeto Link, que é financiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e recebe informações de todos os países.

Entre 1970 e 2005, o custo do investimento fixo no Brasil cresceu 31%, enquanto no Chile houve recuo de 7% e na Argentina, de 5%. O Brasil perde feio para os chamados tigres asiáticos. Em Cingapura, esse custo caiu 15% e na Malásia, 20%. Na Coréia do Sul, a redução chegou a 40%. Já na Hungria, que apresenta o custo de investimento mais baixo entre os países analisados, a queda foi de 47%.

RiscoNão é por obra do acaso que o Brasil não tem conseguido atingir taxas de investimento compatíveis com um crescimento sustentado de 5% ao ano, como pretende o governo. Mesmo tendo crescido por três anos seguidos, a formação bruta de capital fixo atingiu 15,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, mas ainda assim continua entre as mais baixas desde 1947. Essa taxa só é superior à do biênio 1992-1993, além do intervalo mais recente de 2002-2005.

“A taxa de investimento é muito baixa porque o custo é muito alto”, diz Pereira. “Por que correr o risco de imobilizar sua riqueza em máquinas e equipamentos se existe a opção de aplicar recursos em títulos do governo com taxas de juros que rendem lucro certo?”, indaga o economista do Iedi.

“Se eu ganhasse sozinho na Mega Sena pensaria dez vezes antes de investir na produção, a menos que fosse num setor de commodities”, ironiza o empresário Mário Bernardini, dono da MGM Mecânica e Máquinas.

De acordo com Bernardini, para investir, “preciso pensar que vou pagar 15% ao ano para bancos e 40% para o governo e, depois, brigar com as importações, que são subsidiadas pelo câmbio, por meio da depreciação no país de origem e da sobrevalorização aqui”. A MGM, que atua no segmento de máquinas para mármores e granitos, deixou de exportar e de investir há alguns anos. “Nas condições macroeconômicas atuais, não há como competir lá fora”, diz Bernardini. “Já o mercado interno, que depende da construção civil e esteve muito ruim, agora dá sinais de retomada.”

A pesquisa do Iedi mostra, no entanto, que o custo do investimento fixo apresentou queda de 1,5% em 2006, refletindo a desoneração tributária de bens de capital ocorrida em 2005, além da redução da taxa de juros e da desvalorização do real frente ao dólar, o que barateia a importação de máquinas e equipamentos. “Se o custo do investimento não cair de forma mais significativa, o empresário vai optar por investir num país onde o custo seja menor”, adverte o economista do Iedi.

Não é de hoje que o empresário Fuad Mattar, presidente da Paramount Lansul, uma das principais indústrias do setor têxtil brasileiro, planeja investir na China. Responsável no País pela grife francesa Lacoste, a Paramount Lansul tem uma tradição de 120 anos no mercado. “Ainda não me convenci de que devo desistir de lutar para convencer nossos governantes da necessidade de termos uma política industrial eficiente”, conta o empresário.

Não fosse isso, Mattar teria motivos de sobra para jogar a toalha e tentar um negócio fora do País. “Temos um câmbio de R$ 1,87, que é ótimo para investir, mas na hora de pôr as máquinas para funcionar, esse valor sobe para R$ 2,50, por conta da carga tributária.” Além de caro, o crédito para investimento no País tem prazo muito curto, de no máximo dez anos, para empresas de primeira linha. Já nos países asiáticos, esse prazo chega a 25 anos. “Eles (os asiáticos) também não tributam investimentos e têm um câmbio muito favorável para exportação”, observa o empresário.“Enquanto estivermos com um canivete e eles com uma metralhadora, não dá para competir.”Paulo Francini, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), observa que “aquilo que chamamos de ambiente hostil à produção é o mesmo que está no cenário de quem deseja fazer investimento no País”. Para ele, entre as poucas vantagens comparativas do País nessa área estão a terra e o clima, que favorecem investimentos em cana-de-açúcar, papel e agronegócio.“Nenhuma indústria de transformação escolheria investir no Brasil só por causa da nossa ginga e jogo de corpo no carnaval e no futebol”, diz, bem-humorado. “Ninguém, está interessado nisso, e sim em ganhar dinheiro.”

Argentinos pagam R$ 0,50 por gasolina da Petrobrás

Carlos Sardenberg, Portal G1
.
Qual é a explicação da Petrobrás?

Sob pressão (ou apelos) do governo Kirchner, a Petrobrás e as demais empresas petrolíferas que operam na Argentina estão vendendo gasolina a preço de prejuízo. A Petrobrás oferece o litro de gasolina super a 1 peso (US$ 0,32 ou 60 centavos de real). A comum está saindo por 0,80 pesos (US$ 0,26 ou míseros 50 centavos de real). E hoje, a Petrobrás elevou para 220 o número de postos que vendem essa gasolina subsidiada para táxis, lotações, vans e pequenos veículos de carga.

A empresa atendeu apelo (ou pressão) do governo para vender gasolina ao mesmo preço do gás, para permitir uma economia maior neste combustível, usado também nas residências e nas empresas.

Agora à noite, o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, depois de reunido com os executivos das três maiores petrolíferas, anunciou o programa emergencial “Energia Total”. As companhias vão oferecer às indústrias combustível líquido derivado de petróleo ao mesmo preço do gás natural, para facilitar a substituição desta fonte de energia. Segundo o ministro, a economia obtida no gás permitirá superar o atual “problema” de energia. Eles não admitem a palavra crise.

Agora, o caso é o seguinte: a Petrobrás estará vendendo gasolina e óleo a preço inferior ao custo, com prejuízo, portanto. Está oferecendo aos argentinos um preço até cinco vezes menor que o cobrado dos brasileiros. Quem vai pagar esse prejuízo?

O ministro De Vido disse que o governo argentino saberá “valorizar” o esforço e a cooperação das companhias. Mas o que significa “valorizar”? A Petrobrás seria indenizada posteriormente? Receberia alguma outra vantagem em troca?

Sendo uma companhia pública, estatal e com milhões de acionistas privados, a Petrobrás brasileira, a holding, precisa dar respostas. Em público, claro.

Qual a explicação da Petrobrás
Complementando a nota acima. Informações de Buenos Aires dizem que o governo argentino vai pagar cerca de US$ 100 milhões às companhias petrolíferas, inclusive a Petrobrás, pela venda subsidiada de gasolina e óleo diesel para as indústrias.

O mesmo esquema, seguem as informações, se aplica à venda de gasolina subsidiada (entre 60 e 60s centavos de real o litro) para táxis, vans e pequenos veículos de entrega. Em outras palavras, as empresas vendem abaixo do preço e cobram a diferença do governo.

Isso não elimina a necessidade de explicações da Petrobrás. A companhia brasileira tem o dever de mostrar o balanço das operações: seu custo, o tamanho do subsídio e o tamanho do ressarcimento.

Petismo fará Brasil retornar ao tempo do boi e do arado

por Aluízio Amorim, site Diego Casagrande
.
O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) propôs ao Senado a criação de um plano de ação a fim de encontrar soluções para o provável apagão de energia elétrica que o Brasil sofrerá nos próximos anos. Estudos recentes mostraram que o país poderá sofrer falta de energia elétrica entre os anos de 2010 e 2011. O democrata acusou o governo federal de tentar minimizar o alerta feito pelos especialistas. Em boa hora o senador catarinense levantou um problema gravíssimo que é descurado pelo governo Lula, sugerindo um plano programático capaz de combater a falta de visão integrada do governo petista sobre o assunto. Colombo também alertou para a ação deletéria dos ecochatos que dominam o Ibama que impõem obstáculos absurdos para conceder as famigeradas licenças ambientais para a construção de mais hidrelétricas.

Levantamento apontado pelo senador catarinense revela a inabilidade do Executivo petista para colocar em prática os 51 projetos de criação de usinas hidrelétricas no Brasil. Desses 51, apenas 23 foram construídas - 13 ainda se encontram em fase de implantação e as outras 15 sequer tiveram suas obras iniciadas.Na verdade, o senador democrata colocou o dedo na ferida. Tanto é que Lula, em entrevista nesta quarta-feira, reclamou daqueles que cobram do governo um planejamento sério no que respeita à infra-estrutura energética, sugerindo alarme falso e defendendo os ecochatos do Ibama que negam licenças ambientais para obras de usinas invocando a salvação de bagres, cobras, lagartos e outros bichos.

O alerta do Senador Colombo é totalmente procedente, já que obras de infra-estrutura energética, além de consumirem recursos vultosos, demandam tempo para sua conclusão. Agora mesmo a Argentina está ameaçada de um apagão e é o Brasil é quem está socorrendo aquele país.

Enquanto isso, o Paraguai está se tornando um novo barril de pólvora da idiotia latino-americana pronto para explodir com os estilhaços atingindo o Brasil. No páreo para a sucessão presidencial paraguaia há um idiota latino-americano com chance de emplacar. Um dos temas da campanha será a reivindicação de direitos do Paraguai sobre Itaipu. Nesta quarta-feira, por exemplo, o diário paraguaio ABC Color, cuja linha editorial é frontalmente antibrasileira, acusou o Brasil de estar "se aproveitando" da crise energética argentina vendendo ao vizinho do rio da Prata a energia elétrica "escamoteada" do Paraguai.

Como Lula e seus sequazes costumam sempre apoiar esses porras-loucas esquerdopatas não será nenhuma surpresa se amanhã o governo petista, a titulo de "ajuda aos mais pobres", entregar o Brasil aos paraguaios, dando a eles direitos que não têm sobre Itaipu.

E o Brasil? Ora, o Brasil voltará ao tempo do boi, do arado e da lamparina.

Um poço de águas revoltas

na Revista Veja

Maior empresa brasileira, com um faturamento anual de 205 bilhões de reais, a gigante Petrobras sempre foi uma presa atraente para as matilhas de corruptos que vivem em busca de negócios fáceis e do dinheiro público. Mas nunca um ataque aos cofres da estatal havia sido revelado e esquadrinhado com detalhes tão impressionantes quanto na semana passada. Quando veio à tona a operação Águas Profundas, da Polícia Federal, o que se viu foi um esquema construído dentro de seus corredores, nos quais os fraudadores circulavam com incrível desenvoltura. Os sócios Mauro Zamprogno, Fernando Stérea, Wladimir Gomes e Simon Clayton formaram a Angraporto especificamente para participar de concorrências na Petrobras e cooptaram funcionários da estatal do petróleo para sangrar seus cofres. Durante quatro anos, a partir de julho de 2003, eles obtiveram vantagens em cinco licitações, cujo valor total chega a 239 milhões de reais, pelo que se sabe até agora. O esquema, embora milionário, é pequeno comparado à média anual dos investimentos da companhia, de 32 bilhões de reais. As licitações nas quais se encontraram provas de irregularidade foram feitas para serviços como reparos em plataformas antigas, construídas na década de 80. O que impressiona é o poder que a quadrilha tinha de interferir em cada detalhe dos editais. A operação pode ser o fio da meada para se chegar a esquemas muito maiores nas entranhas da estatal.

Mesmo sujeita a auditorias permanentes, em razão de ter ações em bolsas internacionais e de ser uma empresa de economia mista, a Petrobras conjuga dois fatores que são o objeto de desejo de qualquer empresário mal-intencionado: verbas monumentais e a dificuldade de fiscalização de uma estrutura tão complexa. A operação, desencadeada pelo Ministério Público Federal em 2005, contou com a ajuda da auditoria interna da empresa. A direção da Petrobras colaborou com os policiais no processo de investigação e, em nota oficial, esclareceu que só não agiu antes contra os suspeitos para "não prejudicar o curso das investigações". Segundo o procurador Carlos Alberto Aguiar, os técnicos não se limitaram a atender a pedidos de esclarecimentos. Eles mesmos trouxeram informações que revelaram novas fraudes. Mas o fato é que as maracutaias ocorriam desde 2003 sem que se tivesse notícia delas. O caso só se tornou conhecido depois de uma denúncia ao Ministério Público Federal. Em um dos processos investigados, flagrou-se a quadrilha mudando detalhes no edital já publicado, para criar obrigações que somente a empresa do esquema poderia cumprir. Bastou uma redução de 77 centímetros no calado (altura da linha-d'água em relação ao fundo do mar) do cais para que a Angraporto pudesse participar da concorrência. Em outra demonstração de seu poder de fogo junto aos funcionários da comissão de licitação, a Angraporto conseguiu que se modificasse um trecho do edital em que se exigia que o ganhador tivesse um cais para atracar a plataforma. Para adequar o edital às possibilidades da Angraporto, mudou-se a exigência para "área abrigada". Além de fraudar licitações, a quadrilha simulava a necessidade de reparos técnicos, que eram pagos mediante a apresentação de notas frias. Para dificultar a fiscalização, criou pelo menos cinco empresas-fantasma, pelas quais transitavam o dinheiro a caminho das contas dos empresários e as propinas pagas aos funcionários da estatal, dois deles já demitidos. O pagamento também era feito em viagens internacionais e em presentes caros, como automóveis.

Durante os últimos dois anos, enquanto investigava o que acontecia nos corredores da comissão de licitação, as escutas telefônicas da PF flagraram a desinibida euforia com que os empresários comemoravam o assalto ao dinheiro da estatal. De todas as conversas ouvidas por policiais e procuradores, uma chama atenção. Nela, Mauro Zamprogno vangloria-se de ter pago 4.000 reais por uma garrafa de vinho em um restaurante. Não foi a única da noite, embora as demais custassem menos: algo como 1.000 reais. Zamprogno descrevia a comemoração pela vitória em uma das licitações. A felicidade era diretamente proporcional à ousadia com que atuava. No curso da investigação, os policiais puderam montar um perfil detalhado dos integrantes do esquema. Quem mais os impressionou foi Zamprogno. Descobriu-se, por exemplo, que em dezembro de 2000 ele conseguiu a proeza de comprar por 295.000 reais um terreno da Rede Ferroviária Federal, no Espírito Santo, e vendê-lo no mesmo dia à prefeitura de Vila Velha por 600.000 reais. Outro que chama atenção é o contador Ruy Castanheira, um dos líderes do grupo. Além de negócios espúrios com a Petrobras, ele tem forte ligação política e foi diretor financeiro do instituto responsável por um dos principais programas sociais do governo de Rosinha Garotinho, no Rio de Janeiro. A PF suspeita que Castanheira seja uma peça-chave da engrenagem que também desviava dinheiro dos cofres estaduais, o que será objeto de nova investigação.

Os documentos apreendidos depois de 89 mandados de busca e treze prisões pela PF ainda não começaram a ser examinados. Também serão vistas com lupa todas as licitações das quais participaram as empresas ligadas ao esquema nos últimos anos. Em um relatório preliminar, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa as licitações para a construção de duas outras plataformas, a P-52 e a P-54. Há suspeitas de que tenham sido feitos pagamentos indevidos, por meio de correções cambiais não previstas em contrato. Com isso, as empresas encarregadas da construção das duas plataformas teriam obtido 316 milhões de reais a mais. A direção da Petrobras discorda do TCU e afirma que mudanças no escopo financeiro dos projetos são rotineiras. Divergências como essas tornam imperiosa a necessidade de dar mais transparência às ações da empresa.

A inviável reforma para valer

Villas-Bôas Corrêa, Jornal do Brasil

O apagão que juntou os três poderes e a imprensa na operação de despistamento intencional, ou por esperteza, deslocou o debate sobre a reforma política para as funduras do esquecimento, com a promoção da reforma secundária à saída escapista para a crise ética que corrói o Legislativo, no estado terminal da desmoralização e do descrédito; o Executivo na gangorra das potocas e das promessas e o Judiciário, pela primeira vez exposto na vitrine da conivência com a impunidade.

Para cada doença, a receita do remédio que cura. E o mais grave dos enfermos, jogado no fundo da fossa da rejeição e o que mais se coça para enganar a sociedade, é exatamente o mais democrático dos poderes.

O Congresso aparenta uma gravidade cômica na excitação cíclica dos debates e propostas de ampla reforma política. O tempo passa, a opinião pública esquece e o projeto de reforma do dia vai encolhendo até encalhar no lodo e sumir do noticiário e dos debates parlamentares.

Na sua última edição, as muitas idéias, sugestões e propostas de reforma política esgotaram o menu dos aperitivos. Da mais ambiciosa mudança do processo eleitoral, com as variantes da lista fechada ao financiamento público das campanhas para fechar as torneiras que inundaram a caixa 2 do PT, com sobras para o mensalão, às mais recentes e indolores, como a expulsão dos senadores sem votos, os suplentes nas vagas distribuídas entre parentes, cupinchas e financiadores da campanha e que baixaram o nível do Senado aos escândalos da temporada, do galante presidente, senador Renan Calheiros, ao renunciante Joaquim Roriz, dono dos votos brasilienses.

A maioria do Congresso - noves fora os que consideram o mandato um emprego, e dos melhores do mundo, com ganhos mensais acima dos R$ 100 mil - sabe que a reforma política para valer é urgente, inadiável, mas rigorosamente inviável.

O roteiro lógico para chegar ao estreito corredor de saída começa com a mudança da capital para o canteiro de obras de Brasília inacabada, em 21 de abril de 1960, impondo as improvisações para vencer as resistências dos que se recusavam a morar no cerrado. O sonho do JK-65 facilitou a farta distribuição de vantagens para convencer os teimosos. A cúpula togada recebeu o agrado de mansões, o funcionalismo foi engambelado pela dobradinha, e o Senado e a Câmara iniciaram a caminhada para o reino encantado das vantagens, dos privilégios até o desatino escabroso das verbas indenizatórias, salário indireto, com a grana de R$ 15 mil mensais para ressarcir as despesas dos milionários nos fins de semana em suas bases eleitorais e no aconchego das famílias, que fogem de Brasília como o capeta do rosário.

A queda livre do Parlamento pode ser explicada pelos teóricos das maroteiras pelas mais variadas justificativas. Mas salta à evidência que no balaio das desculpas, entre o lixo da ditadura militar, os erros e trampas da malograda redemocratização, o atalho do Congresso atola no pântano da madraçaria da semana útil de dois a três dias.

O apêndice dos escândalos, da orgia de despesas, da multiplicação das mordomias, vantagens, benefícios pendura-se na conta da cultura da malandragem.

Para arrancar o mal pela raiz bastariam duas medidas muito simples:

1) acabar com as quatro passagens aéreas mensais para o fim de semana com a família;

2) punir os faltosos às sessões das segundas às sextas-feiras com o desconto regimental.

Simples, não? E inviável, até que seja inevitável. Vira por bem ou na marra. A paciência do povo tem limite.

Olha o Nenê aí, gente!

Por André Petry, Revista VEJA

"O empresário que fundou o símbolo do dinamismo do capitalismo brasileiro acha que cômodo mesmo é fugir de toda a sofisticação da automação bancária – e guardar dinheiro em casa”

O empresário Nenê Constantino é um fenômeno. Desde que seu nome foi envolvido no escândalo que resultou na renúncia do ex-senador Joaquim Roriz, Nenê Constantino ficou na muda como bom mineiro. Ele era dono do cheque de 2,2 milhões de reais que Roriz disse ter descontado no dia 13 de março, embolsado 300.000 reais e devolvido o troco, de 1,9 milhão de reais. Mas Nenê Constantino não dizia nada. Na semana passada, os repórteres Jailton de Carvalho e Gerson Camarotti, do jornal O Globo, conseguiram fazer Nenê falar. Ele confirmou a versão de Roriz e fez um acréscimo delicioso: disse que o troco de 1,9 milhão de reais ficou em sua casa, guardadinho, até 3 de julho. Nesse dia, Nenê depositou o dinheiro no banco, contadinho, até com as moedinhas dos centavos. O dinheiro, portanto, ficou 112 dias parado, em casa. Nesse tempo, numa aplicação convencional do mercado financeiro, renderia 72.000 reais.

Os procuradores – esses incrédulos! – desconfiam que Nenê Constantino só fez o depósito para dar alguma credibilidade à farsa contada por Roriz. Só pode ser uma injustiça! Nenê Constantino, esse empresário fenomenal, talvez esteja apenas dando ao país uma mostra de seu talento para acumular dinheiro. Foi deixando de ganhar 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali que Nenê deve ter enriquecido. Foi com essa clarividência, com essa pertinácia para o lucro, com essa inovadora prática de guardar dinheiro debaixo do colchão (no país dos juros estratosféricos!) que Nenê fez sua fortuna. Os procuradores não estão reconhecendo o valor da lição excepcional que Nenê nos dá! E de graça!

Nenê Constantino tem 76 anos e nasceu pobre na cidade mineira de Patrocínio. Nem concluiu o curso primário, mas, aos 18 anos, conseguiu comprar seu primeiro caminhão, que virou jardineira, que virou um ônibus, que virou três ônibus, que viraram quinze, que viraram 132, que viraram 1.478 – e assim construiu uma das maiores frotas de ônibus do mundo. É podre de rico. Aos 69 anos, fundou a Gol. Outro sucesso retumbante. O crescimento da empresa aérea foi tão vertiginoso que a Gol se transformou num símbolo do dinamismo do novo capitalismo brasileiro. É essa trajetória de sucesso que foi construída com a esperteza de perder 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali, com a esperteza de guardar dinheiro em casa. Brasileiros e brasileiras, eis uma forma inovadora de começar a fazer fortuna! Captem a lição!

Por que o empresário guardou o dinheiro em casa por 112 dias? Ele respondeu: "Por simples comodidade". Viram só? O empresário que fundou o símbolo do dinamismo do capitalismo brasileiro acha que cômodo mesmo é fugir de toda a sofisticação da automação bancária – e guardar dinheiro em casa, ora. E por que Nenê resolveu dar um fim à comodidade e depositar o dinheiro depois de 112 dias? "Para evitar distorções ainda maiores." Viram só? Perceberam a agilidade? O caso veio a público em 23 de junho, e Nenê ficou quietinho. Dez dias depois, já na véspera da renúncia de Roriz, com água vazando por todos os lados, Nenê resolveu "evitar distorções".

O caso deixa uma indagação: dos políticos se cobra tudo; e dos empresários tudo pode?"

A nova ordem nacional

Olavo de Carvalho, filósofo, Jornal do Brasil

Inexistindo por completo a alardeada epidemia de violência assassina contra os homossexuais, o objetivo manifesto da campanha "anti-homofóbica" é transformar em objeto de ódio, discriminação, perseguição e castigo aviltante quem quer que se oponha às ambições do movimento gay e forças políticas associadas.

Não se trata de iniciativa isolada. Articula-se com outras tantas ações concomitantes e sucessivas destinadas a ampliar cada vez mais o leque de condutas consideradas socialmente indesejáveis e a torná-las puníveis por lei, colocando à disposição dos partidos de esquerda e "movimentos sociais" os meios jurídicos de destruir, sem perseguição política ostentiva, toda e qualquer oposição, mesmo individual e isolada, mesmo puramente verbal e teórica.

A tempestade de novos regulamentos fiscais, trabalhistas, moralistas, ecológicos, feministas, criancistas, desarmamentistas, africanistas e agora gayzistas que se abateu sobre o país coloca virtualmente todos os brasileiros fora da lei, restando apenas ao governante escolher, na multidão inumerável dos culpados, aqueles que lhe convém esmagar de imediato e aqueles que lhe interessa manter de joelhos sob o látego da chantagem permanente.

Em cada um desses casos, a absurdidade intrínseca da regra punitiva é calculada para inviabilizar o debate racional, quebrar toda resistência psicológica e reduzir a população a um estado de passividade atônita, mãe da obediência servil.

O professor da UnB punido por dizer uma palavra proibida (ou melhor, uma palavra de uso presidencial exclusivo), o juiz processado por tentar proteger os menores de idade contra a visão de indecências que não escassearam na Parada Gay, o pastor perseguido por fazer o que sua religião manda, o fazendeiro encarcerado por ter uma arma para se defender, a empresária exposta à execração pública por não cumprir exigências impossíveis são exemplos do destino que espera cada um de nós que se atreva, nos próximos anos, a acreditar que tem direitos, que neste país há instituições democráticas, ordem e justiça.

Que tanto empenho em criminalizar os cidadãos venha junto com a omissão oportunista e cúmplice ante a violência assassina das gangues armadas e ante a prepotência dos invasores e incendiários de fazendas, não é coincidência de maneira alguma. É a articulação didática da ilegalidade cínica com o legalismo opressivo, planejada para inculcar na mente do povo, pelo jogo hipnótico da estimulação contraditória, a autoridade absoluta da nova ordem. É a fórmula inconfundível e infalível da construção do poder totalitário pelas vias sutis - às vezes não muito sutis - da dominação psicológica.

O próximo capítulo da série já está em preparação: é o embelezamento moral da pedofilia, seguido de sua consagração como direito humano e da condenação de toda resistência como fruto da intolerância reacionária, nazista, assassina etc, etc, etc. Exagero meu? No meio universitário, berço das mutações culturais, as idéias simpáticas à pedofilia já vão se espalhando com uma velocidade mais que ameaçadora. Aguardem e verão.

O dono do Pan são os cidadãos

Editorial do Jornal do Brasil

As disputas do Pan excedem o campo esportivo. Nos gabinetes de Brasília e do Rio, gestores públicos e privados travam uma batalha olímpica pela paternidade da competição que consumiu, até agora, R$ 3,7 bilhões, orçamento 700% superior ao original. Buscam os dividendos políticos e econômicos, igualmente grandiosos. Os Jogos transformam-se em palanque para a Olimpíada, a Copa, a guerra municipal no próximo ano. Até o presidente aproveitou o cabo eleitoral: "O Pan é brasileiro", enfatizou Lula, depois de reforçar a importância da festa dos atletas de 42 países para a imagem do país no exterior.

Proporcionais à pompa da cerimônia de abertura, as utilidades estratégicas do Pan-Americano e os conseqüentes confrontos políticos para melhor aproveitá-lo mostram-se lícitos até o limite da correção e da ética. Casos os interesses particulares, como é comum, prejudiquem o bem público, a luta pela paternidade revela-se oportunismo covarde.

O dono do Pan são os cidadãos. Cumpre aos dirigentes conciliar sua corrida pelo ouro com as demandas sociais. Converter os lucros em benefícios sustentados para a cidade e para o Brasil. Conjugar as negociações inflamadas pela tocha com legados consistentes para quem paga, como reconheceu o ministro Guido Mantega na quarta-feira passada, uma das cargas tributárias mais altas do mundo.

Embora algumas promessas tenham ficado no papel (corredor viário, alargamento da Lagoa-Barra, extensão do metrô até a Barra), é possível consolidar uma herança substantiva. Desde que os pais do Pan mantenham a ganância afastada dos compromissos essenciais ao interesse coletivo. Promovam a necessária conversão do sucesso executivo, da projeção mundial, da coleção de medalhas em benefícios comunitários: geração de empregos, inclusão, redução da violência.

Para estender os dividendos pan-americanos ao cidadão comum, é preciso que administrações públicas e empresários unam esforços em torno do aperfeiçoamento e do aproveitamento ótimo das benfeitorias. O Engenhão, por exemplo, exige a ampliação da estrutura de acesso, cujas limitações impedem o estádio de nivelar-se ao ambicionado padrão de primeiro mundo.

Igualmente decisivo ao casamento entre as pretensões olímpicas e os interesses da sociedade é a transformação das instalações em pólos permanentes de competições, exibições, iniciativas educacionais. Sem o uso integral, arenas, piscinas, quadras milionárias ganham o caminho da ociosidade ou da exclusão. Tornam-se objetos do descaso, do desperdício. Ou símbolos da desigualdade.

O desafio de transformá-las em passaportes para qualidade de vida depende da superação de uma miopia crônica: restringir o esporte à esfera do alto rendimento, dos negócios. Mais importante do que o avanço rumo à elite das medalhas, é a ampliação do legado do Pan às dimensões comunitária e educativa.

Esta deve ser a principal contrapartida dos bilhões investidos - o aumento do potencial do esporte como provedor de lazer, formação individual, cidadania, socialização. Assim determina a Constituição.

O êxito do Pan insinua-se só um pontapé inicial. Para alcançar o pódio esportivo, econômico e social, revela-se primordial o cumprimento de lições de casa esquecidas no palanque: resolver os gargalos de infra-estrutura, reformar as estradas, construir estádios de excelência, incentivar a prática esportiva nas áreas carentes.