Imagine que você seja dono de um time de futebol, de porte médio. Tem bom elenco, alguns jogadores com boa técnica e uma torcida entusiasmada.
E que por conta destas coisas do destino, seu time seja convidado a participar de dois torneios de futebol, um na Europa, outra no nordeste, por exemplo. Na Europa, seu único jogo, será contra o poderoso Barcelona. No Nordeste, será contra o Cacimbinha.
Reflita e diga: para qual destes dois times você prefere perder, Barcelona, de Messi, Chavi e Iniesta, ou o Cacimbinha, do Zé Caroço, Minguau e Picolé?
Pois é, perder para o Barcelona seria normal, aceitável, e sua torcida jamais iria vaiar o time na volta. Porém, para o Cacimbinha, e imagina o pior, de goleada, no dia seguinte cai o técnico, o diretor de futebol, o massagista, etc.
A política externa brasileira sob o comando do PT é mais ou menos o quadro acima: prefere enfrentar o Barcelona de igual para igual, para apanhar e levar goleada dos Cacimbinhas da vida. Alguma chance de aprender algo de útil? É claro que não, países subdesenvolvidos só nos ensinarão a ser ...subdesenvolvidos.
Há alguns artigos no arquivo do blog em que mostramos o quanto o Brasil é mal visto no continente sul-americano. Isto não é uma conclusão de uma tese da chutometria nacional. É fato histórico. Parte das causas foram provocadas pelo próprio Brasil, mas a grande parte se origina da inveja que os países latinos sempre nutriram pelo Brasil. Temos a ideia que os argentinos formam um povo arrogante por excelência, colocam-se acima do homem comum. Porém, os brasileiros, em passado remoto e nem tanto, sempre deram as costas para a América do Sul, buscando na Europa copiar modelos de desenvolvimento. Nosso “humanismo” provém de lá, não daqui. E há alguns outros países “irmãos” ou “vizinhos” que nos miram como “imperialistas”.
Não digo que devamos menosprezar e ignorar os latinos. Nada disso. Podemos manter com eles uma convivência pacífica sem, contudo, nos “misturarmos”. Podemos ajudá-los, por certo, estender-lhes a mão em momentos difíceis, mas sem que isto represente abrir mão da nossa identidade única no continente, sem com eles formarmos alianças políticas, por termos realidade completamente distinta, e mantendo distância dos rolos que eles próprios constroem para si.
O Brasil, por suas características culturais e histórias, deve aliar-se com quem possa aprender a se desenvolver, formar alianças com quem defende seus mesmos ideais de democracia e regime de liberdades. E, principalmente, formar alianças econômicas com quem possa trazer benefícios para o seu processo interno de desenvolvimento. Este negócio de estreitar vínculos com as ditaduras e protoditaduras do continente é um retrocesso estúpido. E não apenas com regimes ditatoriais da América, mas, de resto, o Brasil do PT tem norteado sua política externa em se aliar, politicamente, com o existe de mais retrógrado no planeta.
Escolher parceiros ou aliados no cenário político que só representam o que de pior, dá bem a dimensão da mentalidade pequena que tomou conta do Itamaraty. Para deixar de ser vira-lata não precisamos nos aliar aqueles que já são, nem tampouco imprimir uma política preconceituosa com quem é desenvolvido. Pelo contrário, podemos conviver com todos de maneira amistosa, mas procurando , como nação livre, forjar parceiras construtivas, seja no plano político, econômico ou cultural. Nosso olhar tem que mirar um horizonte acima do que somos, e não voltar no tempo para copiar modelos ruins e ultrapassados.
Assim, podemos manter relações ótimas com países como Bolívia, Venezuela e Argentina, mas jamais abrir mão da nossa história para apoiar regimes totalitários, e até, como sendo o caso, creditando-lhes recursos para serem usados como arma política, ou como tem sido praxe de parte da Argentina, para rasgar contratos e acordos comerciais voltados contra os interesses brasileiros.
Se é para copiar modelos, que nos miremos naqueles que tem algo de positivo para nos ensinar, e se for para enriquecer nossa democracia e robustecer nosso desenvolvimento, especialmente, o econômico, que as alianças se formem com países que tenham algo melhor para nos oferecer.
Lançar um olhar universal sobre todos os países, independente de seu estágio de desenvolvimento ou do seu regime político, não nos autoriza a escolher a escória como modelo, tampouco aliar-se a ela para sermos humilhados como nação livre e independente, como tem sido costumeiro enquanto o PT está no poder.
Este grau de respeito deve ser conquistado impondo-nos diante de TODA a comunidade internacional, e não apenas levando a cabo o preconceito bucéfalo de desafiar os grandes e se ajoelhar diante dos pequenos. E, como temos afirmado seguidamente, o Brasil precisa crescer internamente como nação independente, a partir da defesas sempre e, em primeiríssimo lugar, de seus próprios interesses,e não ficar escolhendo como parceiros da primeira hora, o que existe de mais atrasado. Portanto, diante do mundo à nossa frente, nossos governantes devem priorizar sempre o BRASIL. Infelizmente, o princípio que tem balizado nossa política externa é de abrir mão do que é nosso em favor da escória.
Por tais razões, preferível ser goleado pelos Barcelonas do planeta, porque tais derrotas nos ensinarão a ser melhores no futuro, dado o modelo mais evoluído, do que sermos humilhados, tão seguidamente, pelos Cacimbinhas que nos ensinarão, apenas, a sermos medíocres. Neste caso, a ideologia do atraso é o caminho mais curto para o fracasso. E o potencial brasileiro não guarda nenhum vínculo nem tampouco foi construído com tal propósito.
Promessas que desceram junto com a lama
Faz dois anos que a região serrana viu a morte de quase duas mil pessoas em decorrência das chuvas. Na época, o governo federal – diga-se Dilma Rousseff - prometeu R$ 500 milhões em verbas para prevenção, milhares de novas moradias fora das áreas de risco. Nem metade foi liberada, e do que saiu dos cofres públicos acabaram em cofres particulares dos velhacos políticos que praticam uma extorsão criminosa contra o país.
Agora, ao invés de prestar contas das providências tomadas e justificar o que se deixou de fazer, diante da nova desgraça Dilma, em Roma, teve a coragem de culpar as vítimas. Além de uma fala ridícula, estúpida e vigarista, a presidente deu mais uma demonstração de quanto seu governinho é ruim de serviço. Já a propaganda...
Impossível não reconhecer que o povo brasileiro continua largado à própria sorte (ou azar, tanto faz).
Hospedada desde domingo (17) no cinco estrelas The Westin Excelsior em Roma, para ver o Papa, Dilma e comitiva poderiam ter optado pela orientação de Francisco e economizado na ostentação dos cofres públicos, hospedando-se na magnífica embaixada do Brasil em Roma, o palácio Doria Pamphilj, do século XV. A diária na suíte mais simples, no Westin Excelsior, “hotel das celebridades”, custa cerca de R$ 6 mil.
Da embaixada na Piazza Navona ao Vaticano são 10 minutos de carro. Do hotel são 15, sem parar nas inúmeras lojas e restaurantes chiques.
A agenda também não justifica o luxo: Dilma só se encontrará com o Papa por cortesia de Sua Santidade. Assim mesmo por alguns minutos. A presidente até que poderia aprender (ao invés de querer ensinar) com o Papa Francisco que a prioridade é dar atenção aos pobres, e que se deve descartar instrumentalização da pobreza para fins políticos.
Até quando o descaso e a irresponsabilidade do poder público continuará matando no Brasil?
E nem pode dar certo!
Pretendia hoje comentar as mais novas e incríveis lambanças do ENEM. Porém, como a cada dia tem surgido novas e impressionantes notícias de total desprezo pela língua-mãe, vamos esperar um pouco mais, quem sabe além de receita de miojo, hino do Palmeiras, sem contar a penca de redações com erros absurdos de ortografia e concordância, não apareçam novas redações ainda mais escandalosas, mas todas merecendo por parte do MEC notas máximas . Pobre Machado de Assis: jamais imaginou, em vida, que o idioma em que escreveu com maestria fosse se transformar em uma pocilga e, justamente, por quem deveria mais ter respeito por ele! Tristes tempos!!! Pode nem ser a única má consequência – e, de certo não é -, destas alianças com medíocres às quais o petismo tanto que se dedica em firmar. Mas de tanta mediocridade próxima e aliada, até o nosso idioma está sendo ridicularizado!
O que enoja ainda mais é que, diante da comprovação do absurdo cometido pelos tais revisores, o MEC vem a público para, ao invés de reconhecer seu erro e se desculpar pela barbeiragem cometida, tenta justificar o injustificável. Convenhamos, que haja de parte dos alunos desconhecimento em relação ao próprio idioma, vá lá, um dia todos acabam aprendendo a escrever certo. Incompreensível é a ignorância partir justamente de quem tem a obrigação de zelar pelo uso correto dos postulados mais elementares da língua portuguesa. É a tal geração nem-nem do MEC: NEM SABEM “E” NEM DEIXAM SABER.

