sexta-feira, julho 25, 2008

Rasgando a constituição

Adelson Elias Vasconcellos

Muita gente ainda torce o nariz para pessoas como o filósofo Olavo de Carvalho e o jornalista Reinaldo Azevedo, dentre uns poucos, que, diligente e insistentemente, apregoam aos quatro ventos, a rápida desinstitucionalização do país, promovida de forma premeditada pelas esquerdas e seus simpatizantes. Dentre outras pérolas que as esquerdas, comandadas pelo Petê e congêneres, contando com uma maciça simpatia de intelectuais e jornalistas, implantadas há muitos anos está o movimento do MST.

Passaram muito tempo impondo na opinião pública que o MST se tratava de um verdadeiro movimento social, que combatê-lo seria injusto, ação preconceituosa contra gente pobre que lutava por um pedaço de terra para dela tirar seu sustento. Talvez nos primórdios do movimento, a intenção até fosse esta, mas rapidamente, o movimento se espalhou pelo país de forma virulenta, a insistência de seus integrantes em viver à margem da lei conduziu oi movimento à ações violentas que, de acordo com as leis do país, classificam-se como criminosas. E, sem que houvesse de parte das autoridades a menor intenção de por fim às transgressões repetidas, rapidamente o país viu ruir um dos direitos fundamentais de qualquer sociedade democrática e minimamente organizada e civilizada, que é o direito à propriedade. Que o MST e congêneres reclamassem reforma agrária em latifúndios improdutivos, talvez a gente até compreendesse. Contudo, de alguns para cá, suas invasões. Assaltos, depredações, seqüestros, agitações, destruições, porém, estão sendo praticados em áreas produtivas, ou em estações experimentais de pesquisas, além de prédios públicos. Ora, além de tais atos se caracterizarem como banditismo puro, acabam por refletirem que o movimento perdeu a essência de sua criação, deixou de ser social, para se converter em uma quadrilha de bandoleiros e foras da lei. E, o que é pior, com a conivência totalmente consentida e cúmplice do poder público que ainda lhes dá aporte financeiro com recursos da própria sociedade que se vê agredida e ultrajada em um dos seus direitos constitucionais fundamentais.

A questão de aqui arrolar a esquerda como sendo o patrocinador maior deste barbarismo se dá justamente porque lhe interessa ter o apoio eleitoral deste imenso batalhão, e não porque elas se simpatizem com a tal reforma agrária. Quem acredita que as esquerdas arregaçam a bandeira da reforma agrária como ideologia, esquece de ver o esquerda sempre fez com a propriedade nos países por ela passou e dominou. Os socialistas de araque não aceitam a propriedade como direito privado, defendem que tudo seja estatal, inclusive a terra. Claro que implantando este ideário, os países de dominação esquerdista plantaram miséria ao invés, e Cuba é o exemplo mais próximo. E a tal ponto o ideário é falso que Cuba hoje já está abrindo permissão para a posse de terras por seus cidadãos, como forma de incentivo maior produção de alimentos.

NO Brasil, contudo, ainda tem gente que insiste no discurso do atraso. Porém, tanto o Ministério Público quando o Poder Judiciário começam a dar sinais de que, os apelos vagabundos dos bandoleiros, parecem ter atingido a exaustão, e já se começa a perceber uma mudança na opinião pública quanto a simpatia que nutria pelo movimento.

Talvez o clímax desta ação criminosa tenha sido a forma desafiadora do MST que, intimado a não mais invadir a ferrovia de propriedade da Val, resolveram afrontar a Justiça e,por duas vezes seguidas, invadiram a ferrovia no começo deste ano. Agora, a justiça resolveu dar uma resposta: condenou dirigentes do MST a pagar indenização de R$ 5,2 milhões no prazo de quinze dias. E, no Rio Grande Sul, onde o movimento tem seu quartel general, o Ministério Público reúne provas para pedir, na Justiça, a desqualificação do MST como movimento social, e que seja qualificado como organização criminosa, que é na verdade, com o que mais o movimento se assemelha por seus atos. E por que os dirigentes? Porque o MST, simplesmente é um movimento marginal, não tem existência legal. O que, por outro lado, não impediu que o governo lhe destinasse muitos milhões de reais, dentre outros paparicos, para continuarem sua senda de crimes. Claro que os dirigentes do MST, Vila Campesina e outras correntes do movimento, tratarão de se valer do truque vagabundo de alegarem, nas decisões da Justiça e iniciativas do Ministério Público, de que se tratam de perseguições políticas, preconceitos, etc. Mas que não se iludam: é mero truque mistificador, o verdadeiro canto de sereia para enganar os incautos.

Porém, se por um lado há a esperança de reavermos um direito que nos foi roubado e usurpado com, é sempre bom reprisar, a conveniência premeditada para uso político pelas esquerdas e pelo governo atual, eis que, o Rolando-Lero do Planalto resolveu achincalhar um outro direito constitucional, comum a todos os eu vivem neste país: o sigilo telefônico. Do alto de sua sapiência de boteco, o ministro da Justiça simplesmente rasgou a constituição e deu a seguinte declaração analfabeta e inconseqüente: “(...) todo cidadão, ao falar ao telefone, tem que ter a presunção de que alguém está escutando (...)". A afirmação se refere tanto às escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça quanto aos "grampos" ilegais.

Fosse Tarso Genro um cidadão comum, até se poderia debitar a afirmação delinqüente à conta de uma opinião pessoal. Contudo, Tarso Genro é nada mais nada menos do que o Ministro da Justiça, a quem caberia, por dever de ofício, informar que providências o Poder Público está tomando para que o direito ao sigilo telefônico não fosse desrespeitado, nem de forma ilegal, tampouco por abuso de muitos juízes de Primeira Instância que autorizam escutas sem base legal nenhuma para tanto. Mas Tarso ignorou qualquer bom senso e considerou o fato ilegal como coisa decretada. E, quando este direito é jogado às calendas, não é difícil de imaginar que nos sintamos não apenas ultrajados, mas cidadãos sem direitos, morando e vivendo em um país que adotou como “estado de direito” o estado policialesco, próprios dos regimes autoritários. De repente, em nome de um justiciamento imbecil e injustificado, que é o clima que se vive atualmente no Brasil, estão jogando direitos e garantias constitucionais na lata do lixo, porque “alguém” resolveu ser investigador e juiz ao mesmo tempo, e decreta a condenação de alguém, apenas porque “achou” que este alguém é criminoso. E, se este “alguém” ainda for de classe econômica mais abastada, então o circo se arma vez.

Estamos dando espaço demasiado para a ruptura institucional. Durante mais de uma década, o Brasil ignorou a ligação uterina do PT com as FARC através do Foro de São Paulo. Aceitamos como “necessária” a conivência com o MST e suas ações guerrilheiras. Agora, estamos dando margem a que direitos fundamentais sejam ignorados. Falta pouco para a Constituição se tonar peça de ficção. Falta muito pouco.

A lei seca na economia

Adelson Elias Vasconcellos

No post anterior, publicamos na íntegra, nota oficial do senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, sobre o aumento de 0,75% nos juros internos, ação tomada pelo Banco Central.

Resta pouco a acrescentar, mas é indispensável dizer que a tarefa de controle da inflação não pode ser relegada, exclusivamente, ao Banco Central. Deve haver um esforço concentrado de todo o Poder Público, para que não resta como única e solitária arma de combate à inflação, a política monetária do Banco Central.

Porém, se a gente ler a notícia sobre a redução do desemprego, índice divulgado hoje pelo IBGE, vamos ver que, dentre os maiores geradores de emprego encontra-se o Poder Público. Isto em 2008, já com a crise internacional instalada,já com os preços dos alimentos em vertiginosa alta mundo afora.

Em janeiro já se tinha a exata noção de que as autoridades econômicas deveriam adotar medidas capazes de conter a escalada de preços. E, uma das formas existentes, é a contenção do crédito e redução da demanda. Mantega chegou a sinalizar nesta direção. Nem passadas 48 horas de sua declaração, e o próprio Lula acabou desautorizando seu ministro da Fazenda.

E por que o desencontro? Simplesmente porque este é um ano eleitoral, e sobre já se projeta toda a estratégia do governo com vistas as eleições presidenciais de 2010. Assim, melhor jogar o peso do custo político para o Banco Central, do que interná-lo no seio do Poder.

E foi o que se viu. Todo mundo culpando o Banco Central, o “bandidão:” considerado inimigo número um do baixo crescimento do país. Contudo, é de perguntar: e a política fiscal como vai? Será que ela não poderia dar uma ajuda para conter a elevação dos preços ? Claro que sim, porém, isto em ano de eleição para o governo atual é algo proibido. Nada de expandir os gastos correntes. Nada de frear um pouco que seja o consumo, ou restringir minimamente o crédito. É fácil como faz Lula mandar recados de que “o pobre não sofreará redução no consumo porque sempre sonhou em consumir”, e, de outro lado, dizer que o “governo fará todo o possível para conter a inflação, de que ela não voltará de jeito nenhum”. Porém, se esquece o presidente de que uma ação se justapõe a outra, e que é preciso eleger uma prioridade e a ela dar dedicação máxima. Assim, em tempos de preços em alta, primeiro deve o governo conter sua própria ansiedade e impulsividade para gastar. Segundo, frear consumo e crédito, não impedirá ninguém de consumir, apenas que em um volume menor.

A hora é para adotar medidas preventivas, e não agir de forma irresponsável com o inchaço da máquina paquidérmica do Estado, ou com concessões eleitoreiras como aumentos reais do salário mínimo e para funcionários públicos, porque quem pagará a conta é a sociedade como um todo. E a conta quando se gasta além da conta é inflação, sim, goste Lula ou não.

Ao não adotar as medidas necessárias e recomendadas, o governo acaba restringindo seu poder de decisão para conter a inflação e, com isso, não resta outra alternativa senão elevar os juros internos além do razoável.

Já falamos inúmeras vezes das conseqüências dos altos juros em uma economia estabilizada como a brasileira. Não se venha aqui adotar o discurso cretino de que no passado os juros eram maiores, porque eram situações totalmente distintas, e o país não tinha a disciplina econômica que hoje desfruta. Os juros reais atualmente praticados pelo país acabam corroendo a confiança dos investidores que freiam suas iniciativas em novos projetos. Aí, se juntamos aos juros altos mais a questão não resolvida do câmbio com a hiper-valorização do real, mais a deficitária infra-estrutura e a abusiva carga tributária, e a tudo isso adicionarmos umas pitadas de insegurança jurídica, o resultado final da salada é um quadro de estagnação. E, se a tivermos sorte da economia mundial não entrar em recessão, poderemos ainda respirar uma certa tranqüilidade, pelo menos no presente.

Preocupante, contudo, fica o quadro para além de 2009. Porque, fatalmente, toda a falta de juízo do governo atual acabará repercutindo negativamente no país para além desta data. A bangornada nos juros refletem diretamente no peso da dívida interna e a relação desta com os demais indicadores acabam produzindo, no médio e longo prazo, no volume de investimentos produtivos. Da mesma forma, a prática de juros tão elevados acabam também se refletindo na questão cambial com a atração de capital especulativo de forma maciça, o que produzirá maior depreciação do dólar frente ao real. Assim, e este fenômeno já vem se verificando há algum tempo, nossos superávits comerciais se tornam cada mês menores e a persistir o quadro atual, poderemos rapidamente inverter a posição atual de excedentes em déficits gigantescos, com conseqüências indigestas sobre o montante de reservas internacionais.

Portanto, não é hora para as autoridades econômicas em Brasília, tampouco Lula, brincarem de faz de conta. O país tem gordura para queimar sim, porém, não é recomendável que o faça em nome de projetos políticos de poder. Precisamos de estadistas que saibam agir com presteza e na medida adequada para o país não perder todo o esforço despendido desde a implantação do real. Jogar os problemas atuais e que estão exigindo ações prontas e imediatas para além do mandato, no sentido de não carregar ônus político, pode se transformar em feitiçaria contra os próprios bruxos instalados no poder.

Aliás, seria conveniente que o governo Lula adotasse em si mesmo a Lei Seca que criou: se for dirigir o país, não beba! A propósito, quantos bafômetros há no Planalto?

EM TEMPO: No índice de desemprego divulgado hoje pelo IBGE, e que os governistas estão comemorando efusivamente, há um dado curioso: divulgou-se que na geração de empregos no país, os setores que mais criaram vagas foram o Poder Público (nenhuma surpresa), serviços e INFORMAIS. Gostaria de saber de que modo o IBGE consegue “pesquisar” a geração de empregos informais (aqueles sem carteira assinada). Vai perguntando em cada banca de camelô? Ou, simplesmente, os empresários agora tem formulário específico para informar (alô, alô Previdência e Justiça do Trabalho!) quantas pessoas eles empregaram sem carteira assinada? Ou apenas é mais uma daquelas artimanhas “federais” de chutometria para “engordar” estatísticas (no popular, pura manipulação), para aumentar o IBOPE do governo?

PSDB: nota sobre aumento dos juros

No mesmo dia em que a imprensa noticia que a inflação tornou-se mais moderada, o Banco Central aumentou as taxas de juros. Passou um sinal para os agentes econômicos que a inflação é incontrolável, movimento que por si só é capaz de acelerar a inflação, ou melhor, levar-nos para a estagflação, que já ameaça a segunda metade do governo Lula.

O Brasil continua com a maior taxa real de juros do planeta, disparado: agora a taxa real de juros é de 7,2% ao ano, várias vezes maior do que a média mundial. Esse exagero transforma o Brasil no paraíso da especulação, é dinheiro que entra para faturar ganhos financeiros que nenhum outro país oferece. Na prática a economia brasileira foi transformada no paraíso dos especuladores.O Brasil não reduziu as taxas de juros em termos reais tanto quanto deveria ter feito durante os anos de bonança. Por essa razão o país cresceu abaixo de países da América Latina e de outras economias emergentes. Agora novamente esses juros monumentais vão aumentar o déficit público.

Cada ponto percentual a mais na taxa Selic representa uma despesa fiscal anual de R$ 11 bilhões, quase o mesmo que se gasta com o Bolsa Família, e que vão ainda mais a valorização da taxa de câmbio. Uma reação que desestrutura a economia doméstica em função da mais sobre-valorizada taxa de câmbio da nossa história, cujos efeitos para a atividade econômica podem ser devastadores, corroendo cada vez mais a competitividade econômica do país.Junto vai para cima o déficit da balança de pagamentos, verdadeira praga histórica da economia brasileira e que costuma produzir, cedo ou tarde, crises na economia por causa das inevitáveis desvalorizações que se seguem após períodos de farra cambial.

Vale lembrar que o passivo externo da economia brasileira já era de US$ 574 bilhões em dezembro do ano passado, e o governo nem pode argumentar que aquele déficit está aumentando investimentos na economia, pois as importações de bens de capital explicam somente 25% da elevação das importações entre o 1º semestre de 2007 e o 1º semestre deste ano. Os outros 75% foram para o consumo e para substituir a produção doméstica.

O governo Lula faz hoje uma política econômica esquizofrênica: expande a taxa de juros real para conter a demanda da economia e eleva a despesa fiscal com o aumento dos juros, além de ampliar de maneira irresponsável os gastos federais com avalanches de contratações e aumentos de salários.

Só neste ano foram 56 mil novas contratações entre carreiras e funções comissionadas. Esses aumentos vão resultar numa expansão de 53% da folha do Tesouro Nacional até 2012. Essa é a verdadeira política antiinflacionária do governo Lula, que deixa de fazer o que seria certo: primeiro, conter o vertiginoso aumento dos gastos correntes, uma verdadeira farra fiscal, comprometendo o futuro do Brasil e jogando o peso da gastança para os próximos governos; segundo, limitar a expansão do crédito.

Ambas as medidas tirariam o pretexto para elevar os juros, a supervalorização do câmbio e o aumento do déficit fiscal. A adoção delas implica o funcionamento de um governo austero e competente do ponto de vista gerencial, capaz de se controlar e trabalhar com responsabilidade.

Seguindo pelo caminho mais fácil para si e o pior para o país, o governo Lula escolhe um rumo que vai aprisionar o Brasil numa tesoura de três lâminas: explosão de gastos correntes permanentes, câmbio ferozmente sobre-valorizado e os juros mais altos do mundo.

Uma tesoura que tira cada vez mais o raio de manobra da política econômica e que ao longo do tempo irá cortar a fundo o tecido social e econômico do Brasil.Brasília, 24 de julho de 2008

SENADOR SÉRGIO GUERRA,
PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB

TOQUEDEPRIMA...

***** Embratel tenta barrar venda da Brasil Telecom para Oi
Segundo fontes do mercado ouvidas pela agência Estado, a Embratel tenta impedir a compra da Brasil Telecom pela Oi. Controlada pelo bilionário mexicano Carlos Slim Helú, a gigante da telefonia ingressou nesta semana com um pedido de verificação dos documentos da fusão na Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça.

Tecnicamente, trata-se de um pedido de impugnação. A Embratel, porém, apenas pede aos órgãos de defesa da concorrência a imposição de restrições em áreas relacionadas às telecomunicações que vão além do segmento de telefonia, como a transmissão de dados corporativos.

***** Jungmann: tráfico controla peões do PAC
O Globo

Deputado denuncia ligação de bandidos e líderes de comunidades

O presidente da Comissão de Segurança da Câmara, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), denunciou ontem ao diretor interino da Polícia Federal, Romero Menezes, que chefes do tráfico se associaram a líderes políticos da Rocinha e do Complexo do Alemão para controlar a contratação de peões nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas. Segundo Jungmann, o grupo se associou para pressionar eleitores a votar em candidatos indicados pelos chefes locais.

— É chocante. Meio milhão de pessoas sem poder votar livremente. É a ditadura do narcotráfico em plena democracia — disse.

Segundo o deputado, Menezes prometeu repassar as informações à Diretoria de Inteligência. Menezes sugeriu a Jungmann que apresente as denúncias também ao Ministério Público Eleitoral. A partir daí, seriam abertos procedimentos formais de investigação criminal relacionada às eleições no Rio neste ano.

***** Traficante barra entrada de candidatos na Rocinha
De Leslie Leitão em O Dia Online:

Polícia encontra carta com ordens de traficante sobre entrada de candidatos na Rocinha

Além de armas e drogas, os policiais civis encontraram, na operção realizada na manhã desta quinta-feira na Favela da Rocinha, São Conrado, uma prova de que o chefe do tráfico da comunidade, Antônio Francisco Lopes, o Nem, não admite a presença de outros candidatos que não o "candidato da Rocinha", como O DIA mostrou na semana passada.

Segundo a polícia, o candidato a vereador apoiado por traficantes seria Luiz Cláudio de Oliveira (PSDC), o Claudinho da Academia, presidente da União Pró-Melhoramento dos Moradores da Rocinha (UPMMR).

O documento, encontrado na casa da namorada do Nem, tem nove pontos. Em um deles, o traficante pede que os líderes comunitários não agendem visitas para outros candidatos. Em outro, reclama do Waldemar do Gás (principal vendedor de botijões na favela) pelo fato de ele não apoiar ninguém e fala em romper com ele.

No texto, Nem também diz que o William da Rocinha não tem mais autorização para falar como liderança porque teria vazado informações para uma matéria sobre toque de recolher na comunidade. A pauta mostra ainda que Nem manda no camelódromo, nas vans e no mototáxi.

Na última terça-feira, a candidata a vereadora Ingrid Gerolimich (PT) do Rio, foi a primeira a panfletar na comunidade, mas levou escolta policial. Ela teve que enfrentar a hostilidade de cabos eleitorais de Claudinho da Academia.

Como O DIA antecipou na última quinta-feira, a candidatura de Claudinho é investigada pela Polícia Federal, por três delegacias especializadas e pelo TRE por suspeita de ter sofrido interferência do traficante.

***** ANTT vai revisar primeiras privatizações de rodovias do governo FHC
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) anunciou que vai revisar as primeiras privatizações de rodovias brasileiras. Seis contratos de concessão foram assinados no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Entre eles está a BR 290, que liga a cidade de Osório a Guaíba. Segundo a agência, a determinação foi feita pelo Tribunal de Contas da União. O TCU quer verificar por que há diferenças tão grandes entre os valores de pedágios dos trechos das primeiras concessões e os sete privatizados no ano passado.

***** Yeda diz que RS perdeu Toyota para São Paulo por interferência de Lula
A governadora Yeda Crusius afirmou que o estado perdeu a nova fábrica da montadora Toyota para o município paulista de Sorocaba porque houve interferência do presidente Lula. Segundo a tucana, o petista preferiu prestigiar o governador José Serra, também do PSDB. "O presidente Luiz Inácio da Silva disse no microfone: a Toyota tem todas as razões para vir para São Paulo, governador Serra. Quando o presidente diz que São Paulo tem todas as condições de receber, com toda essa proposta da Copa de 2014 e a imigração japonesa – com isso a gente não compete", disse Yeda durante almoço com representantes do sindicato das Indústrias de Material Plástico no estado.A governadora admitiu ainda que a crise política sem precedentes vivida pelo RS no início do ano, com o estouro do escândalo no Detran-RS, pode ter contribuído para afastar os investidores.

***** Celso Amorim tromba com Reinhold Stephanes
O chanceler Celso Amorim disse nesta quinta-feira, em Genebra, que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deve achar que ele, Amorim, está "se divertindo" nas negociações da Rodada Doha, que entraram em seu quarto dia.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Stephanes afirmou que a negociação para liberalizar o comércio global "não servirá para nada" e que a abertura dos mercados acabará acontecendo "por razões de mercado".

- Se ele realmente pensa isso, então deve achar que estou me divertindo aqui - reagiu Amorim, que na quarta-feira passou mais de 12h reunido com os demais membros do G7 (Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia, China e Austrália).

O chanceler continua evitando dar declarações aos jornalistas sobre o andamento dos debates.

Segundo o porta-voz da OMC, Keith Rockwell, "o momento é muito delicado e a discrição agora é um elemento crucial".

***** Governo Lula gasta meio bilhão por ano em "cooperação internacional"
Em média, o governo brasileiro gasta R$ 500 milhões anualmente a título de "cooperação internacional". De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, só em 2008 o país já desembolsou R$ 272,9 milhões, e ainda conta com a autorização de mais R$ 300,7 milhões do Orçamento Geral da União para o "aperfeiçoamento da gestão das políticas internacionais" e, principalmente, para garantir a participação em organismos mundiais.

Nos último sete anos, R$ 3,5 bilhões já saíram do Brasil rumo a programas de cooperação internacional. Corrigidos pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), da Fundação Getúlio Vargas, este valor corresponderia, hoje, a R$ 4,8 bilhões.

***** Reforma política sairá a partr de agosto
O presidente Lula decidiu que o governo não ficará de fora da elaboração do projeto de reforma política, ao contrário do que defende o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT). Os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Tarso Genro (Justiça) até preparam a minuta do projeto a ser apresentado já na segunda semana de agosto. Aproveitará contribuições inclusive de entidades como o Conselho Federal da OAB.

A reforma política tratará de lista de candidatos, financiamento público, fidelidade partidária e deve alterar a data de posse dos eleitos.

Outro texto importante de reforma política, acolhido pelo governo, foi apresentado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

***** Petrobras: mudança política para Bahia
A estatal Petrobras inaugura segunda-feira suas novas instalações... em Salvador (BA), terra do seu presidente, Sérgio Gabrielli, cujas pretensões político-eleitorais são conhecidas no Estado. Ele alugou por dez anos um prédio de quinze andares, por um valor sobre o qual sua assessoria faz mistério, para centralizar toda a área de pagamentos, distante mais de 2 mil quilômetros da Diretoria Financeira da empresa, na sede do Rio.

O prédio que a Petrobras alugou em Salvador está sendo preparado para receber cerca de seiscentos funcionários.

Oficialmente, o diretor financeiro Almir Barbassa decidiu transferir para a Bahia a área de finanças. Ele é o braço-direito de Sérgio Gabrielli.

***** Vem mais por aí
A Polícia Federal vai deflagrar brevemente uma operação que vai “abalar a República”, segundo o ministro Tarso Genro comentou baixinho com um advogado, ontem durante debate na OAB do Rio sobre grampos

***** Dívida Pública ultrapassa R$ 1 trilhão
A Dívida Pública Federal aumentou 0,47% em junho, passando de R$ 1,337 trilhão em maio para R$ 1,343 trilhão, em junho. A dívida inclui os cálculos dos custos internos e externos. A dívida interna aumentou 0,62% em junho com um valor de R$ 1,247 trilhão com o pagamento de R$ 13,9 bilhões de juros, compensado, em parte, pelo resgate líquido de títulos no valor de R$ 6,2 bilhões.A dívida externa teve recuo de 1,5% em junho, quando a conta somou R$ 96,1 bilhões o que é justificado pela valorização do real frente às demais moedas em que estão subscritos os títulos da dívida externa.

***** Pedreiros com PhD

Não é por acaso que o Ministério Público quer extinguir a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento (Fade), criada por Alexandre Rands (irmão do líder do PT na Câmara, Maurício Rans). Em 2004, a requalificação de 135 pedreiros e encanadores custou R$ 1,5 milhão à prefeitura do Recife

***** Chávez gasta bilhões de dólares para "influenciar" América Latina
O diretor do Institute for Global Economic Growth, Norman A. Bailey, denunciou que o presidente venezuelano Hugo Chávez gastou, no mínimo, US$ 33 bilhões de fundos públicos de seu país para "influir" em países latino-americanos e outros. Segundo Bailey, Chávez comprou, por exemplo, bônus da dívida argentina por "bilhões de dólares" a taxas de juros "mínimas". O bolivariano fez ainda "contribuições" para eleições na Nicarágua, Equador, Peru, Bolívia e outros Estados caribenhos.

Além de campanhas políticas, o projeto de tiranete da Venezuela deu apoio financeiro ainda aos terroristas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o grupo ETA (Pátria Basca e Liberdade), e os palestinos do Hamas e Hezbollah.

Bailey, que também é professor do Institute of World Politics, afirmou na semana ao Congresso norte-americano que Chávez vem facilitando a presença iraniana na Venezuela. "Isso é uma clara e aparentemente bem-sucedida tentativa (de Teerã) de se esquivar das sanções financeiras impostas ao Irã pelos EUA e outros países (do Conselho de Segurança da ONU)", explicou.

***** Lula ganha prêmio ’Dom Quixote’ por divulgar a língua espanhola
Caramba, caracoles: o presidente de Castilla-La Mancha José María Barreda anunciou hoje os ganhadores do prêmio internacional “Don Quijote de la Mancha” na categoria de “trabalho institucional”, concedido pela Fundación Santillana e Junta de Castilla pela divulgação da cultura e da língua espanholas, informa a Europa Press. O escritor mexicano Carlos Fuentes ganhou pela “trajetória individual”. A escolha de Lula, segundo a fundação, deve-se ao “respaldo ao estudo do espanhol na escola secundária e no bacharelato”. Com os 25 mil euros do prêmio, o presidente já pode aprender espanhol…

Um mundo mais equilibrado

Luiz Carlos Mendonça De Barros, Folha de São Paulo

Em pouco tempo, a economia dos EUA pode emergir mais forte industrialmente e menos alavancada

O debate mais interessante entre os analistas que acompanham a economia global está centrado em dois modelos antagônicos para explicá-la. O primeiro trabalha o conceito de que a economia mundial continua centrada nos ciclos dos Estados Unidos. A outra leitura -que me parece correta- incorpora as mudanças que vêm ocorrendo e reflete sobre um mundo em que os Estados Unidos não são mais o seu pólo HEGEMÔNICO.

A semente inicial dessa nova forma de ver o mundo foi a criação, pelo economista Jim O'Neill, do banco Goldman Sachs, da expressão Brics. Posteriormente, ele lançou a expressão "DECOUPLING" -descolamento- para aprofundar sua tese sobre a importância de um grupo de países emergentes. Essa nova expressão carregava o erro de sugerir que esse novo pólo econômico estaria descolado da dinâmica dos países desenvolvidos. Isso não é verdade, pois a relação de interdependência entre esses blocos existe e é muito forte, principalmente via canal financeiro. Portanto, apesar de interessante, o conceito se mostrou parcial para explicar a nova realidade.

Um trabalho mais recente sobre essa mesma questão é o do economista Jonathan Anderson, ligado também a outro grande banco internacional. Para ele, em vez da expressão descolamento, é a pergunta "who drives who?", ou seja, "quem puxa quem?", que deve ser colocada no debate. Para ele, os países emergentes estão atingindo uma dimensão quase que proporcional à do gigante americano, tirando deste o poder de sincronizar a economia global a partir de sua própria dinâmica. Segundo seus cálculos, o PIB dessa nova força motriz já é igual ao dos países desenvolvidos. Mas a grande diferença é que a taxa de crescimento do consumo e dos novos investimentos desse grupo é muito superior à americana.

Tenho escrito com freqüência sobre essa nova economia global que se desenha diante de nós e na qual o Brasil está inserido de forma sólida. Uma vez aceita a idéia de que a importância da economia americana se reduziu muito -e vai continuar a se reduzir nos próximos anos-, surgem várias questões relevantes.

A primeira é a constatação de que o Fed não é mais totalmente autônomo a nível global. No momento atual, isso significa que a política monetária americana precisa considerar que o dinamismo do mundo emergente, ao manter a inflação mundial elevada, impõe um risco sério de alta de juros nos EUA, mesmo na presença de uma quase recessão. Essa é uma grande novidade (ainda não absorvida pelos analistas), uma verdadeira ruptura com o padrão de gestão monetária do Fed nos últimos 30 anos.

Outra questão é a possibilidade, agora, de um ajuste no comportamento do consumidor americano, com um aumento expressivo de sua taxa de poupança, processo que sempre esbarrou em uma questão muito simples: ajuste em cima de quem? Com o aparecimento de um mercado consumidor da dimensão do americano e com taxas de crescimento expressivas, é hoje possível ajustar o consumidor americano.

Essa é a segunda novidade. Estamos caminhando para um mundo mais balanceado, que, no devido tempo, estabilizará o valor do dólar. Em pouco tempo, talvez dois ou três anos, a economia dos EUA pode emergir mais forte industrialmente e menos alavancada, algo que também não parece estar na conta das pessoas.

Voltarei a este assunto...

A inflação, o cavalo e a bola

Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa

Tem coisas impossíveis de entender pelo leigo que não é banqueiro ou especulador. Nem presidente do Banco Central. Porque aumentar os juros para impedir a inflação parece algo parecido com a história do cidadão que estava ensinando seu cavalo a não comer, por economia. Quando estava quase conseguindo, o cavalo morreu. De fome.

O aumento desta semana para 13% nos juros destina-se a restringir o crédito, ou seja, reduzir o volume de negócios e limitar o consumo. Ora, consumindo menos, o trabalhador produzirá mais? Negociando menos, o empresário criará novos empregos? A iniciativa do dr. Meirelles provocará demissões, de um lado, e recessão, de outro.

Seria cômico se não fosse trágico verificar o que disse o presidente Lula, na mesma hora em que o Copom aumentava os juros: "Tomarei todas as medidas necessárias para a inflação não voltar. Podem tirar o cavalo da chuva. Não vou diminuir o consumo neste País!"

O presidente dá a impressão de comandar um time que entra em campo com chuteiras e camisas novas, cumprimenta a torcida e lança-se em dribles e passes monumentais, cabeçadas fulminantes, chutes precisos e defesas maravilhosas, mas, de repente, assiste as arquibancadas esvaziarem. Só então percebe que faltava a bola...

Os preços vinham subindo por conta do aumento dos combustíveis, dos remédios, dos aluguéis, dos alimentos e tudo o mais, menos dos salários, sem que o governo reagisse. Agora subirão pela elevação dos juros. Como no caso do cavalo, o da chuva ou o outro, a inflação encontra-se a um passo de ser contida...

Curiosa promoção
Publicou o Diário Oficial decreto do presidente da República transformando o ministro-chefe da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo em ministro de Estado de Assuntos Estratégicos, por conta de lei aprovada no Congresso.

O inefável Mangabeira Unger poderá apresentar-se com mais importância e galhardia em seu país de origem, os Estados Unidos, onde a mudança certamente eletrizou a população e paralisou as especulações sobre a próxima sucessão.

Procurador do grupo Opportunity, de Daniel Dantas, até sua designação para o ministério, tendo recebido dois milhões de dólares de proventos, conforme relatório do delegado Protógenes Queiroz, Mangabeira atropela as funções do general Jorge Félix sem ter demonstrado até agora que ações de longo prazo propôs ao Palácio do Planalto. Só se foi o projeto do terceiro mandato.

A gente fica pensando se vivemos, governo e sociedade, em dois mundos diferentes. Em dimensões que não se toca, a não ser quando algum ET consegue transpô-las. Aliás, corre em Brasília a história de que quando um deles apareceu em recente reunião do ministério, ao deparar-se com Mangabeira, teria exclamado: "Papai!..."

Pensão à italiana
Publicam os jornais haver o Senado, na Itália, aprovado projeto de lei que inferniza a vida dos imigrantes, estabelecendo até quatro anos de prisão para os que forem flagrados sem visto de permanência.

Com todo respeito ao dr. Berlusconi, trata-se de uma burrice. Porque o africano, asiático ou sul-americano preso em Roma varrendo a rua, ou em Milão lavando pratos, agradecerá penhorado à Justiça italiana. Terá garantidas por quatro anos casa, comida e roupa lavada, sem precisar trabalhar, situação certamente muito melhor do que em sua aldeia de origem, favela ou similar.

Foram recebidos de braços abertos, no começo do século passado, montes de famílias de camponeses italianos, para trabalhar no que se chamava lavoura, naquela época. Mais tarde, quando tomaram conta das bancas e da distribuição de jornais no Rio, São Paulo e outras capitais, eram saudados até como incentivadores de nossa cultura. Para não falar nos condes e altos industriais que lideravam o society. O mundo mudou, o Palestra Itália virou Palmeiras e os brasileiros que buscarem sobreviver na antiga Roma poderão escolher a pensão onde ficarão abrigados por quatro anos...

Cautela necessária

A poucos dias do início das Olimpíadas, a China é toda uma festa, mas, também, muita cautela. Porque a competição parece ser a que mais sucesso fará no planeta, desde a Grécia Antiga. O governo chinês não poupa recursos nem esforços para o país brilhar em todos os aspectos, até na conquista de medalhas. Nenhuma oportunidade parece melhor para divulgar as excelências do regime vigente por lá, que apesar das profundas transformações continua sendo comunista.

A experiência recente demonstra que o sucesso da China incomoda meio mundo. Não faz muito uma crise artificial no Tibete ofuscou os preparativos olímpicos, sem esquecer ácidas críticas ao imperialismo de Pequim diante daquela nação. Mas não foi coincidência, senão bem engendrada operação neoliberal desenvolvida para baixar a bola chinesa.

Outras tentativas poderão acontecer para contrabalançar a admiração de bilhões de telespectadores em todos os continentes. Admiração que não deixará de se estender, também, ao regime, apesar das merecidas restrições óbvias. Estão de cabelos eriçados os chefões do capitalismo selvagem, mesmo sabendo-se que lucram horrores com o desenvolvimento chinês impulsionado pelos baixíssimos salários pagos à sua população. Não vão entregar com facilidade essa presumível vitória ideológica de seus adversários. A moda pode pegar.

O Lula americano

Olavo de Carvalho, Jornal do Brasil

Além de ouvir o hino americano com as mãos sobre a bolsa escrotal e não sobre o coração, Barack Hussein Obama adulterou o emblema das armas nacionais para fazer dele um logotipo de sua propaganda eleitoral, declarou que a bandeira americana "é um símbolo de violência" e, para completar, tirou as cores do país do leme do seu avião de campanha, substituindo-as pelo "O" que representa... ele próprio.

Mais que simples desprezo, essas atitudes denotam um esforço consciente de destruição dos símbolos nacionais. Esse esforço, por sua vez, não precisa de interpretação simbólica: seu sentido é auto-evidente. Ele dá expressão eleitoral à guerra cultural travada contra os EUA, de dentro e de fora do país, desde os anos 60: trata-se de erigir, sobre os escombros do patriotismo e da soberania, um novo sistema de lealdades, baseado na aliança de todos os ódios antiamericanos, antiocidentais e anticristãos com os interesses bilionários empenhados na implantação do governo mundial. O sinal mais claro dessa aliança são as fontes de apoio financeiro do candidato: de um lado, grupos radicais e pró-terroristas, de outro as megafortunas globalistas e a grande mídia em peso. Daí o vigor da sua campanha, que tem quatro vezes mais dinheiro que a do oponente e – sem exagero – 20 ou 30 vezes mais cobertura jornalística.

Com esse respaldo, ele se permite desafiar não só todas as conveniências, mas passar por cima das exigências legais mais elementares: depois de sonegar durante meses sua certidão de nascimento, apresentou uma certidão manifestamente falsa (ver http://web.israelinsider.com/Articles/Politics/12993.htm). O documento original, que continua sumido, é necessário para tirar a limpo uma questão essencial: Obama é cidadão americano ou é um estrangeiro, inelegível portanto? A ocultação e a fraude subseqüente falam em favor da última hipótese, mas o entusiasmo inalterado dos obamistas, contrastando com o seu absoluto desinteresse em esclarecer essa questão, mostra que preferem antes demolir de um só golpe o sistema eleitoral americano do que permitir que os republicanos continuem no poder: o novo sistema de lealdades já está em vigor, sobrepondo à integridade nacional as ambições partidárias da esquerda.

Com a mesma insolência autoconfiante, os planos de governo de Obama contrariam flagrantemente a vontade da maioria, sem precisar temer que isso tire um voto sequer do candidato. A nação quer baixar o preço da gasolina; Obama promete aumentá-lo, mantendo o veto à abertura de novos poços de petróleo. A América quer ver os imigrantes ilegais pelas costas; Obama promete não somente anistiá-los, mas dar-lhes assistência médica com o dinheiro dos contribuintes. A nação quer menos impostos; Obama promete criar mais alguns. Se milhões de cidadãos americanos que pensam e querem o contrário de Obama juram votar nele para presidente, não é por causa do que ele promete, mas a despeito de ele lhes prometer até mesmo o inferno. A atração da imagem hipnótica é mais forte do que o cálculo de custo-benefício.

A campanha de Obama é uma obra de engenharia psicológica de precisão, planejada não para conquistar os eleitores pela persuasão racional, mas para debilitá-los, chocá-los e estupidificá-los ao ponto de fazê-los aceitar todo prejuízo, toda humilhação, toda derrota, só para não contrariar a suposta obrigação moral de elegê-lo, pouco importando que ele seja mesmo um inimigo disfarçado. Sacrificar tudo ante um fetiche, e fazê-lo até certo ponto conscientemente, compartilhando portanto as culpas da operação e incapacitando-se previamente para lutar contra ela depois de realizada, eis o que Obama está exigindo – e obtendo – dos eleitores.

Já vimos essa operação ser realizada no Brasil, com base na imagem estereotipada do "presidente operário", contra cujos crimes e perfídias já ninguém pode levantar uma voz audível, pois, arrastados pela chantagem psicológica, todos se acumpliciaram de algum modo ao ritual de sacrifício ante o altar do ídolo.

Governo criou 56 mil cargos em 2008

Tribuna da Imprensa

Oposição acusa administração petista de jogar gastos para o presidente a ser eleito em 2010

BRASÍLIA - O Executivo federal e os demais Poderes da União criaram mais de 56 mil cargos para servidores públicos em 2008. O levantamento é do deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que rastreou as leis aprovadas neste ano pelo Congresso, autorizando a abertura de 48,4 mil vagas efetivas e de 7,9 mil funções gratificadas e comissionadas.

O acréscimo do número de cargos atende principalmente a pedidos do Ministério da Educação, que ganhou 47.960 novas vagas de professores e técnicos administrativos e 4.297 comissionados com a aprovação das leis 11.739 e 11.740. Do total de cargos criados, a expectativa é de que 10.375 sejam preenchidos em 2008 e 45.968 entre 2009 e 2012, no novo mandato presidencial.

"Uma das inovações do governo Lula é jogar gastos para os próximos governos, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal", critica Madeira. Atualmente, segundo dados do Ministério do Planejamento, o Executivo federal acumula 529 mil servidores civis em atividade, incluindo efetivos, temporários e comissionados. O número é 43 mil superior ao existente no início de 2003, quando Lula tomou posse, sem contar os demais poderes, onde o acréscimo foi de mais 18 mil servidores.

Total do PT
Os ingressos de servidor por concurso público no governo do PT já somam 74.008 e os ingressos por tempo determinado, outros 69.923. A maioria das contratações por tempo determinado é de docentes, contratados por período máximo de dois anos. Isso justificaria, segundo técnicos do governo, a criação das vagas aprovadas recentemente, que visam substituir professores temporários (ou "substitutos") por permanentes.

Outra razão apresentada para as contratações são as aposentadorias de servidores. Durante a gestão Lula, conforme os dados, 52.171 funcionários do Executivo se aposentaram, o que explica que a expansão final seja menor do que a quantidade de ingressos. Em 2008, por exemplo, 3.359 deixaram a administração pública federal até abril, a maior média mensal desde 2003.

Além dos servidores efetivos e temporários, o número de comissionados sem vínculo com a administração pública ou requisitados de outros órgãos públicos (incluindo estados e municípios) também continua crescendo. No início de 2003, eram 4.906 assessores nessa situação - os chamados DAS "sem vínculo". Hoje já são 6.347 e podem crescer ainda mais com as leis aprovadas recentemente.

Créditos Orçamentários
O Orçamento de 2008 já reservava R$ 5,9 bilhões para o aumento dos gastos de pessoal, incluindo contratações, mas recentemente o governo pediu ao Congresso mais R$ 7,6 bilhões em créditos orçamentários para cobrir os reajustes que está concedendo este ano aos servidores. Em menos de quatro meses depois de aprovado o Orçamento, o Congresso já aprovou mais R$ 32,1 bilhões em despesas de pessoal, custeio e investimento, de acordo com levantamento da assessoria de Madeira. Isso sem contar os impactos das leis sobre os orçamentos de 2009 em diante. "Estamos numa fase excepcional das receitas, e o governo deveria ter um pouco mais de juízo, reduzindo, e não aumentando os gastos", avaliou o deputado tucano.

O BNDES, por exemplo, recebeu um crédito de mais R$ 12,5 bilhões em 2008 para emprestar às empresas e demais instituições financiadas. Já o aumento do salário mínimo exigiu um reforço de R$ 5,3 bilhões no Orçamento deste ano. Apesar dessas ampliações orçamentárias, a área técnica alega que o orçamento é "autorizativo" e que o limite global de gasto não sofreu acréscimo e será ajustado para o cumprimento da meta de superávit primário (economia para pagamento de juros, estipulada em 4,3% do Produto Interno Bruto). Ou seja, para compensar o dinheiro aplicado nas novas despesas, o Executivo deixará de gastar em outras programações originais do Orçamento.

Funcionários da Infraero decidem entrar em greve 4ª

Notícia divulgada no início da noite pela Agência Brasil (estatal), informa nova greve no serviço público, desta vez pela turma da INFRAERO. Leiam o que foi divulgado, em seguida comentaremos.

Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) decidiram, em assembléia, iniciar greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite da próxima quarta-feira. Além da paralisação, eles resolveram incluir um novo pedido na pauta de reivindicação: a troca de toda diretoria da Infraero.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, os funcionários rejeitaram a oferta da estatal, por terem dúvidas em relação ao cumprimento de algumas cláusulas da proposta apresentada pela empresa.

"O texto (da proposta) não era muito claro e a falta de capacidade (da empresa) para dialogar com os funcionários dificultou (um acordo)". Lemos afirmou ainda que a categoria quer a troca da diretoria da empresa. De acordo com ele, os funcionários reivindicam a troca dos diretores, que têm contratos especiais, por servidores de carreira da estatal.

"Na grande maioria são trabalhadores com mais de 20 anos de Infraero, que ficam reféns de gente que não sabe tomar decisão dentro do setor aéreo e muito menos dialogar com quem está trabalhando nos aeroportos", disse Lemos.

Além da troca de toda diretoria da Infraero, a categoria quer aumento salarial, reajuste do vale alimentação e bônus de Natal, entre outras exigências.

"Acho que agora a coisa fica mais complicada, porque o governo federal vai ter que tomar uma decisão em relação a esses gestores da Infraero. Do jeito que está, nem os trabalhadores da empresa estão suportando e os usuários dos aeroportos muito menos", afirmou o presidente do Sina.

Ele informou que não foram todos os aeroportos que aderiram a greve, mas adiantou que os principais, como Galeão (RJ), Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Congonhas (SP), entre outros, vão parar as atividades no próximo dia 30. "Vai ser mantido apenas o mínimo de funcionários necessário para garantir a operacionalização e a segurança dos aeroportos", informou Lemos.

A partir de amanhã, o sindicato vai começar a distribuir panfletos, em inglês e português, para alertar os passageiros sobre o movimento e sobre possíveis transtornos operacionais nos aeroportos.

***** COMENTANDO A NOTICIA:

Greve, exigindo na pauta de reivindicações, “a troca de toda diretoria da Infraero..” porque os funcionários entendem que a diretoria é “gente que não sabe tomar decisão dentro do setor aéreo e muito menos dialogar com quem está trabalhando nos aeroportos”.? É isso que “eles” querem? Isto não se chama “pauta de reivindicações” coisíssima nenhuma, e sim chantagem pura e simples. Inadmissível sob qualquer ponto de vista. É de se esperar que ao menos desta vez o governo seja menos brando do que o foi na recente greve dos funcionários dos Correios. E que formalize junto ao Poder Judiciário pedido para que a greve, diante do absurdo, seja declarada ilegal e com desconto dos dias parados.

Lula No Vietnã

por Ipojuca Pontes

Na segunda quinzena deste mês, sob o pretexto de diversificar parcerias comerciais com países do Terceiro Mundo (na África, América Latina e Ásia), Lula da Silva terminou no Vietnã. De fato, os “nossos” negócios com o país asiático são mais que inexpressivos, mas o Vietnã, como se sabe, representa um voto na rota traçada pelo Itamaraty Vermelho para o Brasil ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Daí, o giro internacional que custou milhões de reais aos cofres da Viúva, cada vez mais saqueados.

De certo modo, a viagem de Lula não deixou de ter um toque sentimental (como diz a canção vulgar, “sentimental demais”). Conta o repórter Chico de Gois, enviado de O Globo para cobrir a viagem, que o vosso presidente quebrou o protocolo durante a visita à Hanói, capital vietnamita, para fazer um pedido especial ao General Giap, considerado o estrategista militar que derrotou o “exército imperialista” na guerra que é tida como a maior vergonha militar dos Estados Unidos.

- Queria pedir um favor – começou um Lula, tímido, dirigindo-se a Vo Nguyen Giap enquanto apontava para a dona da Casa Civil, Dilma Roussef. - Aquela moça é minha ministra no Brasil, foi na juventude militante de esquerda, ficou três anos e meio na cadeia e ela tem pelo senhor uma verdadeira adoração. Seria importante que o senhor permitisse que ela tirasse uma foto ao seu lado.

(Quem sabe por lapso de memória, o presidente Lula esqueceu de informar ao provecto general, de 97 anos, que a ministra ali presente, até então incógnita, deixara o Brasil depois de verdadeiro bombardeio promovido pela mídia, devido a ocorrência de escândalos os mais diversos, entre eles o da divulgação (ilegal) de um dossiê contra um ex-presidente socialista (FHC) e sua digníssima esposa.

E provavelmente também esqueceu de mencionar ao glorioso general que a ministra Roussef, sob o codinome “Estela”, integrando o grupo armado VAR-Palmares, em 1969, foi uma das cabeças planejadoras do roubo do cofre de Ana Capriglione Benchimol – a bem da verdade, um roubo que rendeu mais de dois milhões e oitocentos mil dólares, no que é considerado, até hoje, o maior assalto da subversão organizada no país – dólares cujo destino permanece uma incógnita).
Segundo o enviado especial de O Globo, a companheira de armas Dilma Roussef, “que até então se mostrava séria, esboçou um leve sorriso, entre feliz e encabulada. Levantou-se, dirigiu-se ao velho líder e deu-lhe dois beijos nas faces”. Bonito!

O presidente Lula, por sua vez, “já à vontade na função de mestre de cerimônias”, pediu para tirar um foto com o velho general vietnamita para mandá-la como lembrança ao “coma andante” cubano Fidel Castro. A partir daí, assumindo loquacidade incontrolada, o ex-sindicalista não se conteve, e revelou-se um historiador da fuzarca: - “Encontrar aquele homem minúsculo, com 97 anos e saber que por detrás daquela aparência minúscula tem um homem que derrotou o grande poder militar francês e o grande poder militar americano é, no mínimo, estar diante de uma figura superior”.

Aqui, para não entrar na canoa furada de Lula, convém aprofundar algumas observações pertinentes: o Vietnã do Norte jamais derrotou o exército dos Estados Unidos. Quem determinou a retirada das forças americanas do conflituoso sudeste asiático foi o que o próprio Giap chamou de “frente interna” da guerra, agindo dentro do território norte-americano com a incessante pressão da mídia local (a TV, em primeiro lugar) de parceria com “ativistas e pacifistas” infiltrados nas instituições do governo. além de intelectuais radicais e movimentos “libertários” tipo Woodstock (“faça amor, não faça a guerra”), composto por militantes universitários, roqueiros, drogados e o exército (rumoroso) das minorias vociferantes.

De fato, o que os norte-vietnamitas consideraram o seu mais poderoso ataque às forças americanas e sul-vietnamitas, a Ofensiva Tet, ocorrida em 1968, não passou de uma fragorosa derrota dos vietcongs e das forças comunistas, que perderam 79 mil homens, entre mortos, feridos e aprisionados – contra as baixas de 1.100 soldados americanos e cerca de 2.900 combatentes sul-vietnamitas. O quadro das baixas, no entanto, associado ao ataque vietcong à embaixada americana em Saigon (onde todos os guerrilheiros foram mortos e nenhum soldado americano perdeu a vida), acentuaram, na “frente interna”, a oposição antiguerra nos EUA – o que fez, mais tarde, o presidente Richard Nixon acelerar a retirada das tropas do Vietnã.

A tragédia bélica, no entanto, não ficou por aí. Com a retirada americana e a ocupação de todo Vietnã pelos vietcongs e pelas tropas de Giap, o governo comunista coletivizou a agricultura, massacrou os opositores e enviou centenas de milhares de sul-vietnamitas para campos de trabalhos forçados. Em 1978, já em conflito com os interesses da China na região, o Vietnã invadiu o Camboja e nele instalou um poder dissidente, decorrendo daí novos massacres e a fuga em massa dos cambojanos acossados entre duas forças comunistas.

A partir de 1986, enfrentando forte crise de abastecimento, a miséria da economia comunista obrigou o Vietnã abrir-se aos investimentos do capital externo. Em 1994, Bill Clinton suspendeu o embargo comercial dos Estados Unidos, que passou a conceder empréstimos e incentivar a presença de empresas americanas no país asiático. Com o ingresso do capital estrangeiro e a instalação da Bolsa de Valores (típico instrumento da economia de mercado), o nível de pobreza do Vietnã caiu de 58% para menos de 14%.

Lula da Silva, coitado, não se interessa por tais obviedades. Em vez disso, prefere hostilizar os Estados Unidos, nosso maior parceiro comercial, e sonegar o valor de uma democracia que ainda é, apesar dos pesares, um exemplo para o mundo.