terça-feira, setembro 16, 2008

O merecido castigo para Alckmin

Quando Geraldo Alckmin se meteu a atrapalhar a aliança política de tantos anos entre DEM e PSDB em São Paulo, dissemos aqui que ele estava colaborando para jogar a Prefeitura da capital São Paulo no colo do PT. Iniciada a campanha prá valer, e diante dos resultados das primeiras pesquisas o que se vê é que, sem Alckmin na disputa, e dificilmente Marta estaria em situação tão confortável como agora.

Tivesse Alckmin sossegado o facho, e muito provavelmente Marta sequer teria se aventurado em concorrer.

Mas o tucano parece ter queda para morrer abraçado na derrota de si mesmo. Sua campanha repete os mesmos erros de estratégia que ele cometeu quando concorreu contra Lula, à presidência.

As últimas pesquisas mostram um Kassab crescendo e já empatado com o tucano. E aí talvez o castigo merecido seria Alckmin sequer chegar ao segundo turno com Marta, ficando a disputa entre a petista e o atual prefeito, cujos índices de aprovação deveriam servir para Alckmin tomar juízo e parar de atacar um aliado de seu próprio partido.

Pode até acontecer dele reagir e acabar tornando-se em um rival de peso na disputa. Mas tantos erros políticos, tanto de avaliação, quanto de estratégia, merecem ser duramente penalizados.

A prisão de Menezes e a herança maldita

Na Folha Online, por Gabriela Guerreiro:
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A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o diretor-executivo da instituição, Romero Menezes por advocacia administrativa. Menezes ocupava o segundo cargo mais importante na hierarquia da PF atrás somente do diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa.

De acordo com informações da PF, foi o próprio Corrêa quem deu voz de prisão a Menezes, por volta das 10h, em Brasília. Na hora, Menezes estava acompanhado do diretor de inteligência policial da PF Daniel Lorenz. O lugar de Menezes deve ser ocupado temporariamente por Roberto Troncon, diretor de combate ao crime organizado da PF.

A PF vai dar uma coletiva ainda hoje para dar mais detalhes da operação, que é um desdobramento das investigações da operação Toque de Midas, realizada em julho deste ano contra fraudes em processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá.

No desdobramento de hoje a PF cumpriu mais dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Pará e no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de crimes envolvendo um funcionário do grupo EBX --pertencente ao empresário Eike Batista-- e Menezes.

A Polícia Federal informou que os dois investigados ligados ao grupo buscavam facilidades junto à PF para proveito das empresas, como fraude na inscrição para curso especial de supervisor de segurança portuária e credenciamento para instrutor de tiro sem análise dos requisitos legais.Os presos são suspeitos de praticar os crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva privilegiada e tráfico de influência.

Num primeiro momento parece que a PF estaria mostrando “serviço” ao enjaular seu próprio diretor executivo.

Mas só “parece”. Para quem pode extrair o verdadeiro sentido desta prisão na voz do delegado que substituirá Romero Menezes, que se diz ser “temporário”, Roberto Troncon, até então diretor de combate ao crime organizado da PF, pode perceber que o clima dentre a turma da PF azedou de vez. A mim pareceu, ao menos, que a prisão tem muito mais a ver com a rixa interna da corporação, dividida como se sabe em dois grupos, com um alinhado ao seu atual diretor geral, Luiz Fernando Côrrea, e outro ao antigo diretor da instituição, hoje na ABIN, Paulo Lacerda.

Eis o resultado mais perverso da politização de órgãos do estado, como Polícia Federal e Abin. E não se enganem: o objetivo final é sacudir Luiz Côrrea. A guerra, é inegável, está aberta e declarada, situação bastante previsível quando o processo de “balcanização” da PF foi intensificado de forma plena por Lacerda. A mesma situação agora se verifica na antes insossa ABIN, hoje mergulhada na baderna que se vê.

Ontem comentamos que um dos maiores prejuízos – quiçá o maior – provocados pelo governo atual ao país seja o processo de anarquia institucional que Lula e o PT mergulharam o Estado. Sair deste lamaçal não será tarefa das mais fáceis, diante do aparelhamento a que o Estado foi submetido. Desde já, está será, sem dúvida, a maior herança maldita deixada por algum presidente da República desde a redemocratização do país.

Em tempos de eleições...

Após suportar algumas "figuras" exóticas que aparecem no horário eleitoral, nada melhor do que termos em ente aquilo que cada um deles mais faz - além da demagogia ordinária e barata, é claro: a oração que diariamente praticam. Segue, então, a ORAÇÃO DO POLÍTICO (ou do candidato a cretino tupiniquim!):
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Oração do político
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> Senhor,
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> > fazei de mim o instrumento
> do golpe na Constituição
> para garantir mais uma reeleição...
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> > onde houver mutreta...que eu mostre a maleta;
> onde houver gorjeta...que seja minha teta...
> que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca;
> em cada licitação...que alguém molhe a minha mão
> e que no meu endereço... vença o meu preço;
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> > onde houver crachá... que não falte o jabá...
> onde houver ócio...que eu feche o negócio;
> onde houver propina, que reservem o da Vila Campesina
> mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT...
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> > onde houver colarinho branco...
> que dobre o lucro do banco;
> onde houver esquema... cuidado com o telefonema;
> e quando tocar o sino... chamem o Genoíno;
> se mexerem no meu... que venha o Zé Dirceu
> e, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula.
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> > Ó Mestre,
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> > que eu tenha poder para corromper e ser corrompido...
> porque é sonegando que se é promovido
> e mentindo que se vai subindo...
> pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação,
> o índio passa o facão, o sem terra faz a invasão,
> a base aliada entra na negociação
> e a gente mete a mão...
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> > E que a pizza seja feita pela vossa vontade
> enquanto a grana da publicidade
> levar o povo a aceitar nossa desonestidade
> como se fosse genialidade...
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> > AMÉM
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(Colaboração do amigo Márcio Bihl).

A mistificação oficial e extra-oficial

É impressionante a cara de pau, para não dizer cretinice mesmo, com que se comportam boa parte da imprensa brasileira, a ala esquerdista diga-se logo, além de alguns especialistas, muitos dos quais sequer viveram o país da ditadura militar e do descalabro dos anos de Sarney e Collor, em que a economia afundou de vez. A falta de memória desta gente chega a ser a coisa mais absurda que se pode escrever sobre o Brasil de antes de 2003 e o de depois.

O caso da crise financeira americana, que tem provocado calafrios nos principais mercados da Europa, além é claro de uma quebradeira generalizada de instituições financeiras americanas, tem sido comemorada do lado de cá pelo fato de nos afetar em nada, com a nossa economia bombando cada vez mais.

Primeiro, que a tal crise, regra geral, NÃO ESTÁ ATINGINDO NENHUM PAÍS EMERGENTE, e não só o Brasil como se tenta mostrar. E não está nos atingindo pela simples razão de que os Bancos Centrais americano e os da Inglaterra e da Comunidade Européia têm intervido de forma bastante ampla para impedir que a crise se alastre. Não fossem tais intervenções, e por certo, todo os escudos de proteção amplamente enaltecidos por nossas autoridades econômicas, estariam a perigo.

Além disso, devemos nos questionar em quais medidas adotadas a partir de janeiro de 2003 está amparada esta maré mansa vivida pela economia verde-amarela! Que projeto econômico foi implementado pelo atual governo para ancorar indicadores tão sobejamente positivos com os quais se tenta provar o nuncadantez?

Rigorosamente, a solidez de nossa economia no momento nasceu e cresceu no período anterior ao do atual governo, e com medidas que Lula e petistas foram intransigentemente contrários quando de sua aplicação. Se foram contrários ao tempo da implementação da atual política, não poderiam, obviamente, arrolarem para si os méritos de um trabalho que não fizeram e até se opuseram. E é aí que a “parte esquerdista” da imprensa peca seja pela desinformação, seja pela má memória, seja até pela injustiça que cometem contra os verdadeiros pais do sucesso atual.

E, se esta parte da imprensa desejasse de fato informar a verdade ao povo brasileiro começaria pelo fato de que poderíamos estar muito além do ponto atual, o povo brasileiro poderia estar no melhor dos mundos não fosse o fato de que o atual governo impediu o país de crescer movido por duas razões: uma, pela própria incompetência de adotar uma política econômica diferente da que recebeu pronta, razão pela qual não avançamos nas reformas indispensáveis a um crescimento vertiginoso não apenas necessário bem como oportuno com o momento que a economia mundial viveu naquele período. E reformas aqui não são apenas aquelas conhecidas por todos como a política, a tributária, dentre outras, mas também no campo da infra-estrutura. Se hoje precisamos conter um pouco nosso ritmo não é por conta da crise financeira americana, e sim por não termos suporte interno que sustente um ritmo maior, e falo das a´reas de transportes, energia, etc., além do educacional, cujos indicadores não desmente o fato de que estamos de marcha a ré.

Sendo assim, deveria a imprensa, como todo um todo, em nome da verdadeira dimensão dos fatos e em consonância com a nossa realidade, que a propaganda tenta maquiar com espetáculos de pura fantasia, a começar por três áreas sensíveis nas quais o atual governo tentou atuar e provocou retrocesso como se vê na educação, saúde e segurança pública. E se ainda avançarmos a análise para o campo institucional, então, fica claro o quanto o país regrediu desde 2003.

Portanto, os “fantásticos” números da aprovação popular do atual são aceitos apenas quando os imaginamos possíveis a partir da desinformação que boa parte da imprensa proporciona, e da cada vez mais enganosa – e caríssima – propaganda oficial. Menos mal que nem todos se deixam seduzir pela balela mistificadora.

Como conclusão resta afirmar que, se engana quem quer ou quem se aproveita dos falsos méritos arrolados como feitos atuais. Naquilo em que este governo pode agir, as ações foram de tal sorte manipuladas que ficam vendendo no balcão um produto sem conteúdo, estão entregando uma embalagem bonita por fora, mas oca, sem conteúdo algum.
Nos campos da educação, saúde e segurança, ainda será possível recuperar o tempo perdido com a adoção de ações minimamente decentes. Porém, preocupa é o campo institucional. Este nos provocará terríveis dores de cabeça e a correção de rumo não será tarefa das mais fáceis. Infelizmente.

Uma parada necessária, mas a resistência continua...

Fazer um blog, mantendo atualizado diariamente, exige tempo, amor e informação. Infelizmente, nem sempre é possível conjugar simultâneas estes três elementos. É o que nos acontece: de quando em quando, o dever profissional fala mais alto, e precisamos frear o ritmo de trabalho que a atualização diária do blog nos exige.

Na média, cada edição diária é feita de 10 a 20 posts devidamente selecionados dentre cerca de sessenta a oitenta notícias coletadas, além dos comentários e artigos próprios que são acrescentados. E isto consome muito tempo que, por mais boa vontade que se tenha, para um “escrivanhador” avulso, nem sempre é possível.

Portanto, de vez em quando precisamos dar um tempo, como agora, para dedicar tempo maior a nossa tarefa profissional que, como todos que nos conhecem sabem, não é o blog.

Mas vamos retomar o ritmo porque entendemos que, mesmo indo contra a corrente, é preciso resistir aos desvios que se praticam no país. E, mesmos que pertencendo a uma minoria precisamos firmar posição para despertar na consciência de uns e outros, a necessidade de se questionar o prato feito que tentam nos forçar a engolir. Assim, alguém precisa gritar que a comida está azeda, que pode nos fazer mal, mesmo que a indisposição demore a acontecer.
Deste modo, pouco a pouco, vamos retomar o ritmo anterior. Afinal este é o nosso espaço, aqui a mentira e mistificação oficiais ficam do lado de fora, mesmo que suas maquiagens sejam luxuosas, continuarão a ser o que são: mentira e mistificação.