IBGE:setores ligados à agricultura prejudicaram indústria
Por Jacqueline Farid, Agência Estado
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Bens de capital para agricultura acumularam, de janeiro a novembro, queda de 18,7% na produção, em relação à 2005
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O fraco desempenho dos segmentos industriais fornecedores do setor agrícola foi um dos motivos apontados pelo coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, para explicar por que o setor industrial conseguiu apenas um crescimento "moderado" em 2006.
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Os dados de novembro do ano passado, divulgados nesta sexta-feira (5/1) pelo IBGE, mostraram que a produção da indústria cresceu 3,1% de janeiro a novembro, em ano em que o setor mostrou uma recuperação "discreta".
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Segundo o IBGE, os bens de capital para agricultura acumularam, de janeiro a novembro, queda de 18,7% na produção, ante igual período de 2005. Somente em novembro, a queda da produção desse segmento foi de 7,7%.
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Outro segmento da indústria vinculado ao setor agrícola que registrou mau desempenho de janeiro a novembro de 2006 foi o de abate de aves, com queda de 3,6% da produção no período. Em novembro, essa atividade prosseguiu na trajetória de queda e reduziu a produção em 5,2%.
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Houve continuidade da queda de produção em novembro também no segmento de rações para animais, com recuo de 3,3% ante novembro do ano anterior. No ano, esse segmento acumula queda de 2,0%.
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Também vinculada à agropecuária, a indústria de tratores, máquinas e equipamentos agrícolas amargou mau resultado em novembro, com queda de 8,3% ante igual mês de 2005 e redução de 17,6% no acumulado de janeiro a novembro ante igual período do ano anterior.
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O segmento de adubos e fertilizantes reagiu em novembro e mostrou um aumento na produção de 15,0% ante igual mês de 2005. O resultado, que para Sales pode sinalizar uma reação nos investimentos dos produtores agrícolas na próxima safra, não impediu que, no acumulado do ano, esse segmento tenha ficado com uma expansão de apenas 1,8% até novembro.
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O resultado não foi ainda pior - de janeiro a outubro o aumento acumulado era de apenas 0,2%, uma estabilidade - por causa do bom resultado de novembro
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Preços das commodities vão recuar este ano, prevê AEB
Por Milton F.da Rocha Filho, Agência Estado
China, que luta para reduzir o ritmo de seu crescimento e os Estados Unidos, que enfrentam a inflação e estão com os juros altos determinam o ritmo de preços
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A tendência neste ano é de que todas as commodities tenham queda de preços no mercado internacional, principalmente por causa do comportamento econômico de dois países líderes nas compras, e que estão com problemas para terem um crescimento mais firme em 2007.
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A avaliação é do diretor executivo da Associação dos Exportadores do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, ao explicar que "tanto a China, que luta para reduzir o ritmo de seu crescimento, como os Estados Unidos, que enfrentam a inflação e estão com os juros altos e que podem aumentar ainda mais, são países que determinam o ritmo de preços das commodities".
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Castro entende que o recuo nos preços das commodities apresentadas ontem no mercado internacional, mostram bem isto. "As quedas já eram esperadas e, por isso mesmo, eu entendo que até as commodities agrícolas serão afetadas pela baixa de preços internacionais, provocadas pelas situações peculiares destes dois países".
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O executivo salientou que a previsão da AEB para o superávit da balança comercial é de 36,1 bilhões de dólares, "em razão da queda das commodities". Ele acredita, ainda, que as exportações brasileiras "só subirão 1% agora em 2007, e eu ainda posso errar".
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Ontem, por exemplo, os preços dos contratos futuros de cobre despencaram 5% no mercado internacional. Já o contrato de petróleo para fevereiro fechou a 58,32 dólares por barril, em baixa de 4,47%, em Nova York
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BC americano vê maior risco ao crescimento econômico
Por Renato Martins, Agência Estado
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Na reunião, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros da economia norte-americana em 5,25% ao ano
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Os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) viram riscos maiores de desaceleração econômica na reunião realizada em 12 de dezembro, segundo a ata divulgada nesta tarde de quarta-feira (3/1). Na reunião, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros da economia norte-americana em 5,25% ao ano.
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Segundo o documento, o fraco setor de moradia e investimentos débeis das empresas afetaram "pesadamente" a atividade. "Vários membros julgaram que o tom fraco dos indicadores que haviam saído implicavam que o risco para a expansão econômica no curto prazo cresceram um pouco e tornaram-se mais amplos do que se pensava anteriormente", diz a ata, sugerindo que os integrantes do Fomc estão adotando uma avaliação mais equilibrada sobre a economia e a inflação.
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Ainda assim, os participantes da reunião concordaram que a inflação permaneceu a preocupação dominante, e que novos apertos monetários poderão ser necessários. Diferentemente das atas de reuniões anteriores, porém, o texto diz que um dos participantes da reunião defendeu que o Fed mantivesse aberta a possibilidade de elevações ou de reduções das taxas de juro, dependendo das perspectivas para o crescimento econômico e para a inflação. A reunião de dezembro foi a quarta consecutiva em que a taxa de juros foi mantida inalterada e o comunicado manteve um tom interpretado pelos mercados como "viés de alta".
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Segundo a ata, os integrantes do Fomc observaram que o nível de emprego mostrou "ganhos sólidos" nos últimos trimestres, mas que o crescimento do nível de emprego "provavelmente sofrerá uma desaceleração no próximo trimestre". Quanto às pressões dos preços, o documento diz que o núcleo da inflação "melhorou modestamente", mas que "quase todos os participantes viam o núcleo da inflação desconfortavelmente alto e destacaram a importância de que ele se modere mais". Embora acreditem que a inflação deva "recuar aos poucos", os membros do Fomc "destacaram que havia uma incerteza considerável quanto ao ritmo provável e a extensão da moderação do núcleo da inflação e que os riscos diante desse caminho desejável permaneciam elevados".
Por Jacqueline Farid, Agência Estado
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Bens de capital para agricultura acumularam, de janeiro a novembro, queda de 18,7% na produção, em relação à 2005
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O fraco desempenho dos segmentos industriais fornecedores do setor agrícola foi um dos motivos apontados pelo coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, para explicar por que o setor industrial conseguiu apenas um crescimento "moderado" em 2006.
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Os dados de novembro do ano passado, divulgados nesta sexta-feira (5/1) pelo IBGE, mostraram que a produção da indústria cresceu 3,1% de janeiro a novembro, em ano em que o setor mostrou uma recuperação "discreta".
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Segundo o IBGE, os bens de capital para agricultura acumularam, de janeiro a novembro, queda de 18,7% na produção, ante igual período de 2005. Somente em novembro, a queda da produção desse segmento foi de 7,7%.
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Outro segmento da indústria vinculado ao setor agrícola que registrou mau desempenho de janeiro a novembro de 2006 foi o de abate de aves, com queda de 3,6% da produção no período. Em novembro, essa atividade prosseguiu na trajetória de queda e reduziu a produção em 5,2%.
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Houve continuidade da queda de produção em novembro também no segmento de rações para animais, com recuo de 3,3% ante novembro do ano anterior. No ano, esse segmento acumula queda de 2,0%.
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Também vinculada à agropecuária, a indústria de tratores, máquinas e equipamentos agrícolas amargou mau resultado em novembro, com queda de 8,3% ante igual mês de 2005 e redução de 17,6% no acumulado de janeiro a novembro ante igual período do ano anterior.
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O segmento de adubos e fertilizantes reagiu em novembro e mostrou um aumento na produção de 15,0% ante igual mês de 2005. O resultado, que para Sales pode sinalizar uma reação nos investimentos dos produtores agrícolas na próxima safra, não impediu que, no acumulado do ano, esse segmento tenha ficado com uma expansão de apenas 1,8% até novembro.
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O resultado não foi ainda pior - de janeiro a outubro o aumento acumulado era de apenas 0,2%, uma estabilidade - por causa do bom resultado de novembro
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Preços das commodities vão recuar este ano, prevê AEB
Por Milton F.da Rocha Filho, Agência Estado
China, que luta para reduzir o ritmo de seu crescimento e os Estados Unidos, que enfrentam a inflação e estão com os juros altos determinam o ritmo de preços
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A tendência neste ano é de que todas as commodities tenham queda de preços no mercado internacional, principalmente por causa do comportamento econômico de dois países líderes nas compras, e que estão com problemas para terem um crescimento mais firme em 2007.
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A avaliação é do diretor executivo da Associação dos Exportadores do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, ao explicar que "tanto a China, que luta para reduzir o ritmo de seu crescimento, como os Estados Unidos, que enfrentam a inflação e estão com os juros altos e que podem aumentar ainda mais, são países que determinam o ritmo de preços das commodities".
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Castro entende que o recuo nos preços das commodities apresentadas ontem no mercado internacional, mostram bem isto. "As quedas já eram esperadas e, por isso mesmo, eu entendo que até as commodities agrícolas serão afetadas pela baixa de preços internacionais, provocadas pelas situações peculiares destes dois países".
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O executivo salientou que a previsão da AEB para o superávit da balança comercial é de 36,1 bilhões de dólares, "em razão da queda das commodities". Ele acredita, ainda, que as exportações brasileiras "só subirão 1% agora em 2007, e eu ainda posso errar".
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Ontem, por exemplo, os preços dos contratos futuros de cobre despencaram 5% no mercado internacional. Já o contrato de petróleo para fevereiro fechou a 58,32 dólares por barril, em baixa de 4,47%, em Nova York
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BC americano vê maior risco ao crescimento econômico
Por Renato Martins, Agência Estado
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Na reunião, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros da economia norte-americana em 5,25% ao ano
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Os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) viram riscos maiores de desaceleração econômica na reunião realizada em 12 de dezembro, segundo a ata divulgada nesta tarde de quarta-feira (3/1). Na reunião, foi decidida a manutenção da taxa básica de juros da economia norte-americana em 5,25% ao ano.
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Segundo o documento, o fraco setor de moradia e investimentos débeis das empresas afetaram "pesadamente" a atividade. "Vários membros julgaram que o tom fraco dos indicadores que haviam saído implicavam que o risco para a expansão econômica no curto prazo cresceram um pouco e tornaram-se mais amplos do que se pensava anteriormente", diz a ata, sugerindo que os integrantes do Fomc estão adotando uma avaliação mais equilibrada sobre a economia e a inflação.
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Ainda assim, os participantes da reunião concordaram que a inflação permaneceu a preocupação dominante, e que novos apertos monetários poderão ser necessários. Diferentemente das atas de reuniões anteriores, porém, o texto diz que um dos participantes da reunião defendeu que o Fed mantivesse aberta a possibilidade de elevações ou de reduções das taxas de juro, dependendo das perspectivas para o crescimento econômico e para a inflação. A reunião de dezembro foi a quarta consecutiva em que a taxa de juros foi mantida inalterada e o comunicado manteve um tom interpretado pelos mercados como "viés de alta".
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Segundo a ata, os integrantes do Fomc observaram que o nível de emprego mostrou "ganhos sólidos" nos últimos trimestres, mas que o crescimento do nível de emprego "provavelmente sofrerá uma desaceleração no próximo trimestre". Quanto às pressões dos preços, o documento diz que o núcleo da inflação "melhorou modestamente", mas que "quase todos os participantes viam o núcleo da inflação desconfortavelmente alto e destacaram a importância de que ele se modere mais". Embora acreditem que a inflação deva "recuar aos poucos", os membros do Fomc "destacaram que havia uma incerteza considerável quanto ao ritmo provável e a extensão da moderação do núcleo da inflação e que os riscos diante desse caminho desejável permaneciam elevados".