domingo, janeiro 07, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Anac irá monitorar reservas de passagens aéreas
Tribuna da Imprensa
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O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, informou ontem durante café da manhã com a imprensa que a agência vai realizar uma auditoria na TAM por 30 dias. Ele também informou que a Anac continuará fazendo monitoramento nos sistemas de reservas das empresas para evitar problemas nos aeroportos nos próximos feriados.
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Segundo Zuanazzi, a Anac fez uma monitoração no banco de dados de reservas após o período do Natal para evitar nova crise no Ano Novo em todas as empresas do setor, mas agora vai realizar uma auditoria na TAM para verificar o que aconteceu no período do Natal.
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"Vamos, sim, fazer o que nunca aconteceu, o monitoramento das reservas das empresas", disse ele, explicando que Anac vai ter acesso online aos sistemas de reservas das companhias áreas. Toda vez que houver uma grande previsão de movimentação nos aeroportos, como no Carnaval, a Anac vai acessar os sistemas para verificar se podem existir problemas.
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"É monitoramento", emendou Denise Abreu, diretora da Anac. "Não é intervenção. Monitorar não é intervir. Monitorar é agir preventivamente verificando com o monitorado se existem problemas que podem levar as empresas a infligir a lei", disse Denise. "É uma prevenção", insistiu ela.
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Zuanazzi explicou que esse sistema não será contínuo, durante 24 horas por dia. "Isso nós vamos fazer nos momentos de pico", disse o presidente, que classificou como "sucesso" a operação desencadeada pela Anac durante os feriado do Ano Novo.
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Golpe no comando
Radar, Veja Online
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Os principais líderes das quadrilhas que comandam o tráfico de drogas nas favelas cariocas estão sendo transferidos neste momento do Complexo de Gericinó (ex-Bangu) para a Penitenciária Federal de Catanduva (PR). É uma operação sigilosa da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, que foi decidida no início da semana. O governador Sérgio Cabral está no Palácio Laranjeiras e acompanha pelo celular toda a operação, que começou por volta das 13 horas.
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Lula admite que eleição será teste para coalizão
Tribuna da Imprensa
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que a eleição para presidente da Câmara, marcada para dia 1º, será o grande teste da coalizão do governo. Lula tem demonstrado "preocupação e angústia", segundo um auxiliar direto, com a disputa pelo posto entre o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato à reeleição, e o candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP).
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"A preocupação do presidente é que o resultado da eleição seja uma resposta concreta do Parlamento de apoio à coalizão", afirmou o deputado Nelson Trad (PMDB-MS), depois de participar de uma reunião no Palácio do Planalto com Lula, o novo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), e outros dez parlamentares peemedebistas da Região Centro-Oeste. "O presidente disse que a disputa será o grande teste", prosseguiu.
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Hoje, Lula embarca para o Guarujá, na Baixada Santista (SP), onde ficará dez dias em férias. "Na volta das férias, ele vai resolver a reforma ministerial e voltar a conversar com os dois", confirmou um assessor, no fim da tarde.
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Ontem, ao comentar a disputa na Casa, Lula evitou enaltecer um candidato em detrimento de outro. Segundo os políticos que estiveram com o presidente, ele procurou enaltecer tanto as qualidades do presidente da Casa, a quem destacou a lealdade, quanto do candidato do PT de São Paulo, de quem disse ser amigo há 30 anos.
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Ameaças de greve como reação a cortes de novos governadores
Tribuna da Imprensa
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Funcionários públicos de pelo menos dois estados já falam em entrar em greve, como protesto pelos cortes e pela suspensão de salários anunciados pelos novos governadores. No Ceará, os servidores estaduais ameaçam parar já na segunda-feira. No Rio Grande do Sul, sindicalistas discutem abertamente uma paralisação.
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O governador cearense, Cid Gomes (PSB), anunciou no seu primeiro dia de mandato um pacote de medidas que inclui a suspensão de convênios até o final do mês, a redução de 25% da despesas com comissionados e o adiamento do pagamento do salário do funcionalismo relativo a dezembro. As empresas terceirizadas têm anunciado disposição de continuar prestando serviços ao Estado, mas os servidores falam em parar na próxima semana.
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O ex-secretário da Fazenda José Maria Mendes suspendeu as férias e voltou do Rio Grande do Sul para apresentar sua versão sobre a crise do Estado. Ele acusou a nova administração de tentar "fazer palanque" com a questão dos salários dos servidores. E garantiu ter deixado dinheiro suficiente para pagar a folha de dezembro, que, segundo ele, é de R$ 240 milhões - pelas suas contas, ainda sobrariam R$ 119 milhões.
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No final da tarde de ontem, o atual secretário, Mauro Filho, rebateu. Segundo ele, para isso o estado teria que lançar mão de recursos que não fazem parte da Conta do Tesouro, inclusive contraindo empréstimo. "Achamos melhor consertar o problema do que fazer arranjos", comentou.
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No Rio Grande do Sul, o funcionalismo teme que a governadora Yeda Crusius (PSDB) leve adiante a proposta de congelar o salário do funcionalismo por dois anos. Há temor de que haja atrasos nos pagamentos. "As pessoas estão indignadas e se vierem a uma assembléia será para tomar uma posição drástica", prevê o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado do RGS (Fessergs), Sérgio Arnoud. A disposição é semelhante no Centro dos Professores do estado, avisa a presidente Simone Goldschmidt. "A categoria está ingressando em férias, mas as pessoas já falam em parar se os salários começarem a atrasar."
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Simone lembra que vários governos já assumiram falando em dificuldades financeiras, mas todos mantiveram o pagamento do funcionalismo em dia. Sob a mesma explicação de que serão cobrados sacrifícios de todos para zerar o déficit das finanças públicas, estimado em R$ 2,3 bilhões, técnicos do governo já avisaram que com a receita prevista só será possível pagar nove das 13 folhas de salários do ano. Além disso, a governadora poderá decretar nos próximos dias o congelamento dos vencimentos.
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Arnoud quer marcar uma audiência para pedir a Yeda que poupe de medidas tão radicais os cerca de 250 mil funcionários - incluídos os inativos. Os argumentos: os servidores não recebem aumentos reais há mais de 12 anos, desde o governo do pedetista Alceu Collares (de 2001 a 2004) e 85% deles ganham menos de R$ 1,5 mil por mês. Também são indispensáveis à prestação de serviços de educação, saúde e segurança à população. Se Yeda insistir no congelamento, o segundo passo do funcionalismo será contestar a medida na Justiça, alegando que a Constituição estabelece a correção anual dos salários.
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Ao mesmo tempo, cogita-se reagir com paralisações. Os fornecedores do estado, que vêm recebendo com atraso, ainda não têm definição sobre o que vão fazer se os pagamentos de produtos e serviços forem suspensos. Yeda tem dito que no regime de caixa que está adotando todos os desembolsos estão condicionados à disponibilidade de dinheiro. Quando faltarem recursos, a quitação de dívidas será feita de acordo com uma ordem de prioridades a ser estabelecida pelo governo - o que quer dizer que haverá uma lista de espera.