sábado, julho 22, 2006

TOQUEDEPRIMA.

”O comando da campanha de Lula não se assustou com o crescimento de Heloísa Helena. Já era esperado. Alegam que os votos dados ao PSOL retratam a falta de opção para o eleitor. É consenso do núcleo duro da reeleição de Lula: “ Alckmin é muito ruim”. Analisam também que, em 2002, os eleitores tinham Garotinho e Ciro, além de Serra. Hoje, a única alternativa fora o candidato tucano é Heloísa Helena, que pode crescer mais”.


A avaliação está correta, a falta de opção se deve a quê, hein ? Um dia eles ainda vão achar que eleição, democracia, liberdades, são produtos descartáveis dos neoliberais e da elite.

”O Planalto quer polemizar com Heloísa Helena, obrigando-a a voltar a ser radical. Com um discurso xiita de esquerda a cúpula petista avalia que ela assusta a classe média, e assim Lula vence as eleições no primeiro turno”

Como eles são espertos ! Vem cá, será que acham que Heloisa Helena já não conhece bem as manhas e artimanhas do seu sujo jogo político ? Ou será que eles a tem por imbecilóide ?

”Cacauicultures do sul da Bahia fazem passeata hoje em Itabuna para cobrar rigor na apuração da participação de servidores da Ceplac e de petistas na introdução criminosa da vassoura-de-bruxa nas plantações de cacau. A Polícia Federal da Bahia interroga hoje, em Ilhéus, o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), compadre de Lula, acusado da sabotagem biológica”.

Pô, precisou de mais de 20 anos para iniciar uma investigação séria? Só pode ser brincadeira ! De qualquer maneira, a imprensa ao noticiar o fato, mostrou o jogo sujo com que o PT faz política. Para eles, sempre, o que interessa é estarem no poder. Não lhes interessa se o país vai bem ou mal.

”O presidente do Clube da Aeronáutica, brigadeiro Ivan Frota, repudiou ontem, em carta aos associados, a palestra do líder do MST, João Pedro Stédile na Escola Superior de Guerra, terça (18). “Foi uma infeliz iniciativa que nos constrange”, diz Frota, para quem Stédile representa o “desprezo pela democracia e o total desrespeito ao estado de direito””.

Mas, vem cá, só ele não sabia ? Santo Deus ! E tem mais: esta “importante” palestra ainda vai render muita dor de cabeça para o “gênio” que a promoveu.

”Militantes petistas distribuem mensagens na Internet chamando de “guerra suja” as revelações sobre mensalão, dólares na cueca, sanguessugas etc.”

A guerra é suja, sim, mas quem foi que sujou as mãos ?

”Lula contava com o apoio do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, mas ele anunciou que ficará neutro na corrida presidencial”.

Opa, alô, alô, Datafolha, mais um voto branco ou nulo. Ou será mais uma rasteira ?

”O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, tem sido pressionado a processar o juiz que, ao soltar os agressores do MLST, culpou as vítimas pela baderna. Para o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), “é uma afronta ao Legislativo e à sociedade e deve ser objeto de repúdio nacional” a sentença do juiz que soltou os baderneiros do “MLST” que depredaram a Câmara”.

E isso no Brasil é novidade ? Além do mais, não foi uma tal de Ouvidoria Agrária Nacional quem pressionou pela libertação ? Ademais tem o seguinte: se os nobres e magnânimos deputados se absolvem entre si pelos crimes que cometem e continuam soltos, podendo até concorrerem a novos mandatos, que mal tem mais um baderneiro livre ?

”Pesquisa do instituto mexicano Consulta-Mitofsky, em maio, revelou que o presidente Lula está em 8º lugar entre os preferidos do continente. Lidera Evo Morales, da Bolívia, com 81%, seguido do argentino Nestor Kirchner”.

Sugestão: quem sabe para ajudar na popularidade do presidente brasileiro, não se cria um tal Bolsa-Família latino-americano, hein, ou será que só brasileiro é idiota ?

”A Colômbia pediu ao Brasil que reveja o status de “refugiado político” de Francisco Antonio Cadena Collazos, o “padre Camilo” ou “Olivério Medina”. Quer sua extradição. Ele é acusado de atentados terroristas das Farc”.

Não acredito que o governo brasileiro vai consentir. Para os petistas, folha corrida cheia é curriculum vitae para ser um tesoureiro de campanha, ocupar um carguinho amigo em estatais, agências reguladoras, ou para assessorias em ministérios. Bandido pra eles é matéria prima, e sendo colombiana, então, tem know-how. E como é mesmo que fica aquela história de ligação com as FARC ?

”José Maria Alkimin era ministro da Fazenda de Juscelino Kubitscheck e recebeu de economistas do então BNDE um plano de combate à inflação que incluía corte drástico de despesas. Alkimin folheou a papelada e descartou: - Governo que é governo não corta verbas. Nem só gasta o que tem. Governo libera verba, gasta prometendo pagar e depois não paga. O jovem economista Roberto Campos estava na reunião. E se demitiu.”

Bastante significativo: a irresponsabilidade do poder público no Brasil já vem de muitos anos atrás. E, se o presidente apreciasse uma leitura de vez em quando, já saberia o que é ser verdadeiramente ético. (Bem que Roberto Campos podia ter esperado um pouco mais para partir).

”O governo Lula ainda dispõe de mais de R$ 200 milhões para gastar com propaganda, após as eleições. Sua média anual bateu R$ 703 milhões”.

Haja publicidade para enganar e enrolar 126,0 milhões de eleitores ! Tem que gastar muito mesmo. Só tem uma coisa: publicidade enganosa é crime, hein !

”No RN não tem índios nem tribos. Mas alguém da FUNAI quer porque quer, junto com deputados estaduais e petistas, que se "crie" uma ou várias tribos para mandar "recursos" para lá. Já houve até Audiência Pública na Assembléia Legislativa para tal, comandada pelo deputado petista Fernando Mineiro”.

Ele é do PT ? Ah, então ‘tá explicado. Além de ladrão, é burro também. Quando se sabe que, em Cuiabá, tem gente aplicando em cima do lanchinho que é dado ao doadores de sangue, nada mais se torna estranho ! Haja criatividade !

”O próprio Lula está destacando assessores palacianos para que integrem formalmente o comando da campanha. Além de Marco Aurélio Garcia, Cesar Alvarez, assessor especial do presidente, deixou o Palácio do Planalto com a tarefa de intermediar a relação entre partido e presidente”.

Mas eles vão sair do cargo, vão ser exonerados, vão se licenciar ? Quem vai pagar os salários, o contribuinte ou o comitê de campanha, ou ainda, serão pagos as doações não contabilizadas? Alô, alô, TSE, olho neles !!!

”Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presença do ditador cubano, Fidel Castro, na cúpula do Mercosul, em Córdoba (Argentina), é "importante". "Fidel estava afastado dos fóruns internacionais. É importante que ele tenha vindo para esse encontro e que nós possamos assinar o acordo com o Mercosul", comemorou Lula. Ele referia-se ao acordo de “complementação comercial” que foi firmado nesta sexta-feira envolvendo 3.000 posições alfandegárias.Lula ainda elogiou a adesão plena da Venezuela ao bloco. Para o petista, a aproximação com o país de Hugo Chávez reforça o "bom momento" que vive o Mercosul e avança no "o sonho de construir a comunidade sul americana". De acordo com Lula, os problemas do Mercosul são sociais e políticos, e "só podem ser resolvidos com o aperfeiçoamento da democracia"”.

Mas, Presidente, o senhor não acha que falar de democracia para Fidel, é um pouco chover no molhado ? E Hugo Chavez, pode ser tudo, menos democrático, presidente ! Além do que reunir Fidel, Chavez, Moralez, Lula e Kirchener já não é mais reunião de cúpula, é formação de quadrilha !

”Visitando a História: “Com a tomada do poder pelos comunistas, todas as liberdades e direitos, junto com a propriedade, desapareceram por completo. Tinham raízes muito pouco profundas, e foram reduzidas a pó. O terror e a escravidão que vieram com a revolução fizeram os anos dos czares parecerem suaves”.

Isto, gente, é para apresentar o “grande” pensador deste governo: Marco Aurélio Garcia, assessor especial para assuntos internacionais do presidente, que encerra um artigo intitulado "O Manifesto e a refundação do comunismo", publicado no nº. 36 de "Teoria e Debate", um ano antes da eleição de Lula, com as seguintes palavras:

"Um novo pensamento crítico não negará o passado, aprenderá com seus erros, mas, sobretudo, saberá resgatar nas experiências das revoluções desses últimos séculos as esperanças, a generosidade e o brilho que iluminou mesmo as noites mais escuras. Se o novo horizonte buscado ainda se chama comunismo, está na hora de sua refundação".

Graças a estas pérolas, eis o resultado de sua “consultoria” junto ao presidente: acabou por transformar a cobiçada poltrona no Conselho de Segurança da ONU num banquinho junto à sala de espera. Ao ceder nosso interesse estratégico em favor da Bolívia, entregou de mão beijada os bilhões de investimentos da Petrobrás e, além de uma siderúrgica . Errou ao admitir a China, como um país de economia de mercado. Três meses depois fomos à China de chapéu na mão pedir para desatolarem a encrenca com a soja. A escravidão laboral daquele país e sua ação predatória na economia mundial já produzem conseqüências terríveis ao Brasil. Alguém pode me dizer, sinceramente, o que é que estamos fazendo no Haiti, será que é para copiar como eles puderam ganhar a lanterna de desenvolvimento econômico do governo petista ? Errou ao ajudar a bloquear resoluções da Comissão de Direitos Humanos da ONU contra a China, a Rússia e Cuba. Errou ao fixar o conceito geopolítico de nossa diplomacia. Errou ao promover a lamentável Cúpula América do Sul - Países Árabes, convertida numa tribuna anti-americana e anti-israelense, na qual o conceito de democracia foi submetido aos piores tratos e o terrorismo lidado com brandura e ternura inigualáveis. E não se iludam: eles ainda vão tentar transformar Brasil no neo-comunismo socialista.

E para encerrar, segue a seguinte notícia, que aliás deveria ser apresentada como notícia-crime. Leiam atentamente, pois será este, se Lula for reeleito, o grande acontecimento de seu segundo mandato.

“Governo anuncia novo rombo mentiroso da Previdência, cuja privatização da arrecadação e gestão interessa aos grandes bancos.

Auditores fiscais não aceitam a tese de que a Previdência acumula, nos primeiros seis meses deste ano, um déficit de R$ 19 bilhões de reais. Pelas contas do governo, em junho, o rombo foi de R$ 3 bilhões e 156 milhões de reais. Mas a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social tem estudos para comprovar que, na realidade, não o existe o déficit da Previdência – sempre alegado na hora de vetar os reajustes para as aposentadorias e pensões.
O falso rombo da previdência é uma estratégia para defender a privatização da arrecadação e gestão previdenciária pelos bancos.
O projeto está em gestação na área econômica do governo. A “reforma" da Previdência Social, misturando interesses de fundos de pensão e do sistema financeiro, será implementada no próximo governo – ocupe quem ocupar a cadeira de titular do Palácio do Planalto. O acordo já foi fechado com os grandes bancos, que, antes de tal reforma, já se preparam para uma redivisão da gestão do sistema de pagamento de 24 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.
O suposto “rombo previdenciário” é fabricado pelo “caixa único” criado pelo governo para a arrecadação previdenciária. Tal “problema” foi criado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que contraria o Artigo 195 da Constituição Federal e isola a previdência do financiamento da seguridade, gerando um déficit artificial. Para “fabricar” um “déficit” na Previdência Social, o Governo Lula separa a previdência da seguridade social e apresenta cálculos que levam em conta apenas as receitas de contribuição ao INSS do empregador e dos trabalhadores.Se o governo fizer as contas incluindo a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que são receitas destinadas à seguridade, o tão anunciado rombo da previdência desaparece. E vira superávit, com dinheiro sobrando em caixa.
Mas o governo prefere demonstrar que não tem competência para gerenciar a Previdência, cujos gastos globais representam 8% do Produto Interno Bruto (calculado em R$ 1 trilhão e 938 bilhões, no ano de 2005, segundo o IBGE). Propositalmente, o governo não consegue inibir os sonegadores e nem cobrar o que devem os maiores devedores da Previdência. O Tribunal de Contas da União calcula que a sonegação anualmente atinge 30% da presumível arrecadação previdenciária. Bate na casa de R$ 30 bilhões que deixam de ser arrecadados por ano.
Para resolver tal problema, a equipe econômica têm a fórmula mágica. Entregar o sistema para a gestão dos bancos, supostamente "mais competentes", e que também vão cuidar da nova modelagem dos Fundos de Pensão de Estatais que o governo atual não pode promover, em função da falta de condições políticas geradas pelos escândalos do mensalão. Os grandes bancos estão de olho na adoção de um sistema público de capitalização (em que cada assalariado pagaria por sua própria aposentadoria no futuro).
Apenas a transição do sistema atual para o novo modelo movimentaria o equivalente a três PIBs: R$ 3 trilhões e 300 bilhões de reais – segundo cálculos do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas do Ministério do Planejamento). O ministério da Previdência estima uma movimentação um pouco menor, porém expressiva: R$ 2 trilhões e 750 bilhões de reais.
Os banqueiros querem gerenciar o processo e lucrar cada vez mais. Mas quem vai pagar a conta é o cidadão brasileiro. Nós que somos vítimas da atual derrama tributária, que nos obriga a trabalhar 145 dias do ano só para pagar impostos. Especialistas temem que as contas públicas do País fiquem inviabilizadas com a transição do modelo de “Repartição” (em que o trabalhador ativo paga a aposentadoria do inativo) para o modelo de “Capitalização”. Isto porque ocorreria uma emissão gigantesca de novos títulos e a expansão da dívida pública decorrente deste processo”.

Ditadura civil, não ! Nunca mais !

Projeto do deputado Pastor Amarildo (PSC-GO), por orientação da FENAJ, sem a necessária discussão entre as partes interessadas e envolvidas, aliás nada mais anti-democrático e por que não dizer arbitrário, exigirá diploma de curso superior de jornalismo para todos os que trabalham na imprensa escrita, telejornalismo e internet. Todos, sejam colunistas, comentaristas de futebol ilustradores e até chargistas, para exercerem sua atividade deverão apresentar o referido diploma. A revista semanal Veja, na coluna CARTA AO LEITOR, e sob o título “Nas mãos do Presidente”, critica em boa hora mais esta deprimente tentativa de se “amordaçar” a imprensa brasileira, e na exata contramão com o que se passa no mundo civilizado. Por outro lado, é preciso ver o que há por detrás desta insanidade. Acontece que, no instante em que as pessoas passam a ter visão crítica do mundo, exteriorizando sua opinião sobre todo o tipo de tema, até por que tem oportunidade de aumentar seu grau de informação, para aqueles que se importunam com a crítica isto é intolerável. Povo bem informado não pode ser “conduzido”, deixa de ser bonzinho, passa a distinguir com olhar crítico o mundo à sua volta. Neste país em que impera a ignorância predominantemente em grande parte da população, não interessa a uma certa categoria de pessoas que esta visão crítica se torne mais acentuada e mais eloqüente. Não lhes interessa quebrar as portas dos cubículos do submundo em que se trancafiam os iconoclastas das manobras furtivas para se perpetuarem no suga-suga das mamatas oportunistas e fedorentas. Eles odeiam quando assaltando, corrompendo, usurpando, são apanhados na ação criminosa e seus crimes são divulgados para todo o país. Então, mordaça total. A quem interessa manter o povo na ignorância, na falta de informação, na total ausência da verdade ? Com certeza será a este tipo de gente que se acalenta na lama fétida e pútrida das negociatas infamantes e rançosas. Claro que estes imbecis estão como que a fazer o papel de fiéis e obsequiosos servidores do reais interessados em fazer calar a verdade, em apagar e riscar da vida nacional o direito à informação. O que eles desejam é subjugar-nos pela suas falsas "verdades", aqueles pacotes de verdadeira lavagem cerebral tal qual, e já se sabe disso, estão a fazer em muitas escolas no sul do país. A monopolização da informação, da cultura, da educação são nada mais nada menos do que obedecer cegamente os fundamentos e mandamentos da cartilha fedorenta que o mundo já enterrou no século passado, mas que em nosso país, ainda há defensores, ensandecidos pela tomada do poder e do qual, sequer tencionam sair, por que no seu espúrio entendimento e sórdida estupidez, eles encarnam a verdade una e absoluta. Para esta categoria de jumentos, não há porque deixar que a verdade de suas manobras sejam conhecidas. Sabe-se que a ignorância dos outros os pode alimentar em sua leviandade, em toda a sua luxúria. Escamoteando-se de forma cínica pela cretina justificativa de proteção aos profissionais diplomados, o que no fundo se deseja é, na justa contramão do progresso e conquistas do mundo moderno, jogar-nos no túnel do tempo para retroceder à época em que o conhecimento chafurdava na escuridão total. Eles se consideram donos do pedaço, e "nosotros" devemos prestar-lhe honras, subserviência e, ao melhor estilo feudal, sustentar-lhes na pompa e na majestade. Sórdidos, eles agem de forma a parecer que nos desejam o melhor dos mundos, quando no fundo querem nos comprar, para que nos tornemos seus eternos vassalos, escravizados por sua doutrina carcomida, ultrapassada e ignorante. Portanto, além de nos indignarmos e nos indispormos contra a fúria louca com que nos assaltam em nossos direitos mais fundamentais, devemos comungar num único movimento de repúdio e, pela letra de que nos servimos para expor nossos sentimentos, para divulgar nossa cultura e exteriorizar as nossas conquistas, devemos e podemos usá-la na luta contra mais esta usurpação. Não foi por isso que lutamos durante 21 anos de ditadura militar. Ninguém neste país pode sequer imaginar outro período de escuridão. Ditadura nunca mais, seja ela civil ou militar! Porque, na verdade, o projeto do PT para o Brasil é implantar uma ditadura civil, alimentada por ignorância e a serviço dos companheiros regalados e entronizados no Palácio do Planalto. Analise-se todos os atos desferidos pelo PT desde chegou ao poder e a conclusão a que se chega é uma só: todos são perfeitas indicações insofismáveis de que seu projeto é encaminhado, exclusivamente, para o estabelecimento da sua ditadura civil. Aliás, no site da FENAJ, encontramos a pérola, que bem atesta o real objetivo da Lei Amarildo: “(...) o jornalismo se tornou hoje um dos principais protagonistas da destruição da opinião pública. (...) os meios de comunicação cumprem uma função de reprodução e valorização da ideologia capitalista (...). Com a onda de neoliberalismo instalada no mundo, está ocorrendo o encolhimento do espaço público e o alargamento do espaço privado (...). Ela cita que há uma verdadeira ‘saturação de informações’ que, assim, contribui para desinformar a população à medida que inibem a reflexão crítica.”

Muitas inconsequências desgovernamentais.

O que me impressiona no Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, ou Lubabá, para os íntimos dos porões de Brasília, é a sua histórica e inigualável capacidade de transformar o repudiado em amado, o ruim em ótimo, e as mais deslavadas mentiras em verdades inverossímeis. Junte-se a isso tudo a capacidade de nunca saber a verdade por mais cristalina que seja, desmentí-la e desmerecê-la sem a maior cerimônia, como nos casos de corrupção de seu partido no governo e eis a figura do Lula, o inconseqüente.

Antes de chegar à Presidência, Lula e seus apanigüados criticaram e condenaram o mais que puderam toda e qualquer reforma do Estado. Tudo era motivação para uma saraivada de críticas, e às vezes praticadas com extrema violência. Tanto quanto puderam, os petistas não se restringiram a atacar e criticar toda e qualquer reforma. Faziam o jogo de cena com ações muitas vezes condenáveis para obstruir ou colocar empecilhos para as reformas necessárias ao progresso do País. Pois bem, tão logo o jogo mudou, e o Sr. Lula chegou ao poder, todas as reformas feitas por seus antecessores e que fizeram a alegria da nação, o Plano Real por exemplo, passaram a ser venerados. Só falta ele dizer que o plano foi idéia dele. Todas as reformas retardadas pelos petistas nos governos anteriores, passaram a fazer parte da seguinte estratégia: aquilo que a imprensa e a opinião forçavam o Governo a agir, foi incluído no “plano” de governo e, aquilo que muito embora a necessidade exigisse ação, mas a sociedade não apontava como prioridade, jogou-se para baixo do tapete, ou engavetou-se.

Quando vejo a maneira indecorosa como este governo de m... tratou o agronegócio brasileiro, seguramente a atividade que melhor sustentou e viabilizou o plano real até aqui, permitindo varrer de nossa história os fantasmas da inflação, bem como o que permitiu que o interior do Brasil se desenvolvesse, criasse agroindústrias em todo canto, que permitiu o rápido crescimento das indústrias produtoras de implementos, máquinas, tratores e veículos de transporte, além das de adubos, sementes e fertilizantes cuja conseqüência foi gerar empregos aos milhares nos grandes centros, e outros milhares no campo e nas pequenas cidades próximas das áreas produtoras, fico a me perguntar: mas que droga, o que este povinho de bosta do PT quer, enterrar o Brasil no atraso e no analfabetismo ? Será que a história não foi adequadamente ensinada para estes quadrúpedes ? Vale lembrar que os volumes recordes de nossa balança comercial, tiveram o salto gigantesco nos últimos anos graças ao agronegócio. Como também vale lembrar que o festejado uso do álcool como combustível, tecnologia inteiramente desenvolvida pelo Brasil, tem hoje reconhecimento mundial. E o que dizer-se do biodiesel e H-Bio. Neles reside o futuro da energia mundial. Sabe-se que o petróleo dura, se mantido os atuais níveis de consumo mundial, no máximo mais cinqüenta anos. Se tanto !

Mas para que esta tríade maravilhosa, desenvolvida no Brasil, se tornasse a menina dos olhos na busca de fontes alternativas no campo da energia, necessitou de anos de pesquisa, com a utilização de tecnologia de ponta. Mas tudo somente foi possível com a agricultura extensiva. Tanto a cana quanto o soja, além de outras leguminosas capazes de nos permitir usa-las na composição de óleo combustíveis, somente terão seu emprego economicamente viável, graças ao ... agronegócio. Neste aspecto, a escala é industrial, o custo minimizado pela tecnologia, e a produtividade elevada na categoria de grandes plantações. Fosse nossa agricultura apenas familiar, como rezam as cartilhas do PT e do MST, dentro de pouco tempo iríamos voltar ao tempo das charretes, ou uso da tração animal, conduzido pelos animais alimentadores do atraso. Quando assisto no noticiário de TV o Sr. Lula posando de bom mocismo, com ares megalomaníacos de grande estadista, de descobridor do Brasil, cantando marra com as vitórias da nossa agricultura, fico a perguntar: será que não se manca ? Ontem atacou o quanto pode a agricultura e os pecuaristas, depois cantou loas às exportações, nas quais grandes volumes de carne e de grãos tiveram enorme destaque e importância. Depois, irmanado à cartilha de Stédile, deitou falação contra agricultura extensiva, dizendo que a salvação da lavoura nacional está apenas na agricultura familiar, para depois ufanar-se do nosso álcool, bio-diesel e H-Bio os quais só serão viáveis a partir de culturas extensivas, com incentivos e apoio ilimitados. Só que o Sr. Lula posando de muito sabido, sempre conta a verdade pela metade. Como bem lembra Cláudio Moura e Castro, colunista de VEJA, o mundo está assombrado com o Brasil: enquanto os europeus levaram milênios para desenvolverem uma agricultura produtiva e inteiramente própria para o solo e clima europeus, os brasileiros, em apenas 3 décadas, desenvolveram uma tecnologia voltada para terras tecnicamente inviáveis, em climas inviáveis. E deu certo. Tão certo que, mesmo com a miserabilidade com que é tratada pelo governo de Lula, ela é mais competetiva, mais produtiva do que a européia. Milagre ? Não, apenas pesquisa, tecnologia, trabalho e muito competência técnica seja de parte de nossos pesquisadores, quanto dos nossos agricultores e pecuaristas. E tudo isso, o Lula sempre em sintonia com o Stédile, quer ver enterrado. A tanta competência o Lula dá as costas. Aliás, convenhamos, do que o sr.Lula entende mesmo ? De futebol, porque isto é parte da cultura brasileira. De beber cerveja, hábito do qual ele jamais se libertou. De sindicalismo marrom, pois foi graças a ele que Lula nasceu para a vida política nacional. E de metalurgia, foi essa foi sua profissão. E do que mais, além de falar bobagens sobre o que não entende, de um socialismo morto e sepultado e sobre o qual ele, Lula, jamais leu livro algum. De história, principalmente a brasileira, já se viu ele entende menos ainda. Pra dizer a verdade, ele não entende nada de coisa alguma. Então, faça um favor para si mesmo e, principalmente, para o Brasil: vá pra casa, Lula, vá fazer turismo na Bolívia, ou Cuba, ou até na Venezuela. Mas deixe o Brasil seguir o seu destino. Pare de nos atrapalhar, de nos atrasar. Mesmo que você propale por aí afora que não temos pressa em crescer, há em contrapartida 180,0 milhões de famintos e sedentos de progresso, de inclusão econômica e social, pessoas que tem pressa sim de ver um país melhor, desenvolvendo-se na velocidade dos dribles do Ronaldinho. Portanto, aceite o convite de todos nós: seja um austero ex-presidente. A língua portuguesa, a história brasileira e 180,0 milhões de brasileiros agradecem antecipadamente e te desejamos boa sorte. Quanto ao teu futebol de final de semana, continue praticando. Esporte faz bem à saúde. Quanto à cerveja, bem, beba com moderação. Afinal, você não dirige mesmo.

A agropecuária em crise !

Hoje vou continuar a falar da crise da agricultura brasileira. E o faço ciente de que se houvesse real empenho das autoridades (?) federais, o País não viveria momentos bastante difíceis.

A causa maior da crise que atualmente nossa produção primária vive se deve, antes de mais nada, a total cegueira de parte dos dirigentes políticos, porque achavam eles que sua política macroeconômica não atingiria o campo. Mas atingiu em cheio. No afã de cobrir o déficit público (sempre ele), que nada mais é do que o desequilíbrio provocado por se gastar mais do que se arrecada, o Governo manteve os juros nas alturas. O efeito imediato foi que aportaram milhões de dólares dos investidores de ocasião, que perceberam nesta política a possibilidade de gordos lucros. Como a balança comercial do Brasil cresceu vertiginosamente nos últimos anos mais dólares jorraram em nossa economia. O que um governo sensato deveria fazer ? Se a política de juros servia para manter estabilizada a inflação, então o governo primeiro deveria buscar no controle de seus gastos (responsabilidade fiscal) diminuir sua dependência do crédito disponível na praça. Depois, para que nossos produtos mantivessem sua competitividade no mercado internacional, deveria ao menos ter criado mecanismos que inibissem, um pouco ao menos, a entrada de moeda estrangeira especulativa. Mas isso não foi feito. E para agravar ainda mais, a sapiciência governista isentou de impostos no início deste ano a entrada de moeda estrangeira desde que fosse destinada a cobrir o déficit público. Moral da história: o Brasil parou de exportar calçados, parou de exportar automóveis. No primeiro caso já são aproximadamente 20.000 empregos jogados fora no Vale dos Sinos, e para o segundo caso poderemos nas próximas semanas chegar a um número superior a 100.000 trabalhadores sem emprego por culpa e graça da falta de política agrícola do desgoverno de Lubabá. Para quem já se esqueceu das promessas de campanha, Lubabá prometeu gerar 10,0 milhões. Pela propaganda oficial (sempre suspeita de ser exagerada) afirma ter criado 4,0 milhões, portanto menos da metade do prometido. E para quem também tem memória curta, lembram-se quantos empregos seriam gerados pelo Programa Primeiro Emprego ? Pois foram criados pouco mais de 3 mil. Parcos três mil. Só que este programa, como que por encanto desapareceu da propaganda oficial do candidato não declarado Lubabá.

Aonde o Brasil estava dando certo, o Lubabá resolveu exterminar. Chamou os pecuaristas de irresponsáveis, chamou os agricultores de caloteiros, e ainda sob o beneplácito de verbas públicas fartamente distribuídas, incentivou os bandoleiros do Sr. Stédile, poderoso comandante das forças armadas do MST, a invadir propriedades produtivas, destruir laboratórios de pesquisas e a espalhar o terror no campo. Insatisfeito, Lubabá preferiu viajar em campanha onde houvesse obras para inaugurar, desde que distantes dos agricultores em crise. E quando a crise aumentou, arranjou um arranca-rabo com o companheiro Morales para desviar a atenção da opinião pública. Moral da história: seus 40 comparsas de mensalão estão sendo processados, sua base aliada foi para o espaço, o Brasil está capenga em seu desenvolvimento, a agricultura está afundando, a pecuária tenta se recuperar, a indústria de manufaturados também sente os efeitos do real supervalorizado, tendo a Volkswagen anunciado a demissão de 4.000 trabalhadores. Acham pouco ? Pois bem, se olharmos para o mundo todo nos últimos três anos, veremos que não ocorreram crises financeiras, não houve quebradeiras de países emergentes, o comércio mundial sofreu incrível aumento, e todos se beneficiaram com índices de crescimento superiores a média de 5 % ao ano, dentre as principais nações do Primeiro Mundo e Emergentes. Já o Brasil patinou nos 2,5 % e só não foi pior que a Somália e o Haiti. Ah, se isto for pouco, meu camarada, saiba de que, de oitava economia mundial passamos para a 13ª, em suma, VIVAS AO ATRASO!

Ao invés de controlar os juros reduzindo despesas de custeio, o governo optou pela maior entrada de dólares ! E, claro que, sendo este um ano eleitoral, as despesas de custeio já incharam em 38% !

Leio muitos “entendidos” que hoje fazem coro ao asno que nos preside, colocando exclusivamente nos agricultores a culpa do inferno que estão vivendo. Ótimo seria não fosse por um detalhe: enquanto os custos na lavoura crescem na proporção do aumento ininterrupto do petróleo lá fora, a receita despenca na medida exata da desvalorização do dólar aqui dentro. E quem comanda tais ações, o agricultor ? Ora, convenhamos, vão contar piadas de mau gosto em outra freguesia ! O agricultor,assim como todo o povo brasileiro é vítima do descalabro reinante neste quadrante do mundo. Vamos trabalhar sério, gente, porque no frigir dos ovos o maior prejudicado nesta inhana toda é e será o próprio povo brasileiro. Apenas para deixar bem claro: enquanto o governo comemora a enxurrada de dólares na economia, que ajudam a manter a inflação sob controle, e agrada a classe média com suas importações e viagens ao exterior, corremos o risco de desabastecimento geral, além de produção insuficiente de alimentos para atendimento às necessidades do mercado interno. Mas sabe por que o governo agrada a classe média ? Para tentar reeleger o Lubabá. Só isso, porque passada a eleição, e não mais havendo necessidade de agrados, esteja certa a classe média, que ela será cobrada regiamente pelos agrados recebidos. Seria oportuno que a classe média enxergasse isso, porque se de um lado o petismo lhe agrada às burras, de outro assalta-lhe o bolso com 27,5 % de imposto de renda na fonte, ao passo os mesmos 27,5% são cobrados dos grandes industriais e banqueiros. Isto é que é justiça social, verdadeira distribuição de renda às avessas (?).

Além disto, tivesse este desgoverno inconseqüente um mínimo de competência, e não houvesse na campanha mentido descaradamente sobre planos de governo, que nunca teve, e a agricultura brasileira poderia hoje viver no melhor dos mundos. Explico: com o superávit primário praticado pela área econômica, o governo poderia ter investido parte dos recursos em estoques reguladores. Com boa parte do dinheiro desviado para a manutenção do projeto de poder do PT, o governo poderia ter praticado uma política de preços mínimos. E com um pouco mais de boa vontade, poderia ter recapado as principais vias de escoamento da nossa produção agropecuária. Preferiu, numa emergência (e apenas no ano eleitoral) criar um programa de recuperação de estradas em estado crítico. Mas como tudo que este desgoverno faz e fez não obedece a critério técnico nenhum, é tudo na base da improvisação, a campanha de recuperação patrocinada pelo Lulabá, entendeu de recuperar estradas em plena estação das chuvas. Não é preciso ser engenheiro para entender da inutilidade de tal programa. Pelo que custou o tal programa ao Erário, mais nos parece ter sido um programa de emergência para tapar buracos financeiros de algumas empreiteiras, porque dada a extrema “urgência”, tudo foi feito sem licitação (ou seria para posterior achaque , para cobrir futuros “gastos de campanha”) . Com a palavra o Tribunal de Contas, que não se cansa de apontar as irregularidades cometidas pelo dito “programa”. Enquanto isso, os agricultores do Centro-Oeste, pelas estradas tornadas verdadeiros atoleiros, escoam uma produção de milhões de toneladas de grãos, cujo preço na lavoura é competitivo mundialmente, mas que se perde e se torna inexpressivo até a chegada no porto mais próximo.

Além disso, ainda em campanha, o Sr. Lubabá prometeu o asfaltamento da BR-163 que liga Cuiabá a Santarém, importante via de escoamento da produção agropecuária da região Centro-Oeste. Passados três anos e meio, o Ministério dos Transportes anuncia agora que o prometido asfaltamento somente se iniciará em 2007. E os produtores que se danem, se quiserem! E ainda tem gente batendo palmas para esta cambada toda ! Deus nos livre e guarde !!!!!

No governo FHC houve um vertiginoso crescimento do agro-negócio brasileiro. E atenção: agro-negócio é palavra proibida no dicionário anacrônico tanto dos petistas retrógrados, quanto dos sindicalistas da CUT, e, principalmente, abominado pelo Stédile e os bandoleiros do MST.

Mas voltando ao que é sério. Tivesse um mínimo de competência, o desgoverno teria prosseguido com o fortalecimento do setor agropecuário, aprimorando os instrumentos de incentivo para que a nossa a produção de alimentos crescesse em ritmo ainda mais acelerado. Mas não foi isso que aconteceu. Desde que tomou posse, o desgoverno de Lubabá tem feito enorme esforço no sentido de enterrar o agro-negócio brasileiro. Para ele, e os “produtores” de baderna do MST, somente a agricultura familiar pode vingar no Brasil. Errado. Tanto a agricultura extensiva, quanto a familiar, podem subsistir. Uma não anula a outra, desde que haja assistência técnica, crédito farto e barato, infra-estrutura logística para um escoamento rápido, a custo baixo e eficiente, armazenagem com capacidade e tecnologia para redução das perdas. Tudo isso o Lubabá ignorou. Até porque seus compromissos megalomaníacos misturados com sua conhecida complacência, frouxidão e submissão aos interesses dos parceiros Kirchner, Moralez, Fidel, Chavez e, nunca deixando de lado, o bestial Stédile, tem servido apenas para colocar os interesses brasileiros em segundo plano.

E o Brasil ? Como foi recém descoberto por Lubabá, passando a existir somente a partir de sua chegada ao poder, e por sermos países emergentes, precisamos ser colonizados pelos países mais civilizados do que nós, neste caso, Bolívia, Venezuela, Cuba e Argentina. Países estes com alto grau de tecnologia, com excelentes níveis de qualidade de vida, onde roubar tanto quanto possível é plenamente justificado pela boa intenção de atender os anseios da população pobre. Neles, ser rico é proibido. Ter lucro é panacéia, ter honra é imoral e ter liberdade de expressão somente em casos de desfiar rasgados elogios ao sistema e seus bestiais dirigentes. Os roubos e desvios de verbas públicas são justificados pela intenção de se fazer o bem para os mais pobres. Vai daí que os Bolsa-Família, que deveriam ser programas para primeiro mitigar a fome do cidadão, e segundo deveriam estar acompanhados de ações que permitissem ao cidadão e sua família poderem um dia não mais necessitarem da “esmola”, por qualifica-lo, enriquecendo sua formação cívica e pessoal com ações educativas, de saúde pública e saneamento básico. Como o programa segue unicamente razões de natureza eleitoreira, não interessa a Lubabá permitir ao cidadão melhor qualidade de vida, nem tampouco educa-lo, fortalecendo e qualificando este cidadão para um futuro melhor. O que importa é assegurar o voto em outubro no Lubabá, é claro.

Portanto, para os puxa-sacos de ocasião, imbecis seguidores de privilégios político-eleitoreiros, magnatas da cupidez e da imoralidade, um recado: o povo brasileiro não é ignorante. Ele sabe bem distinguir quando alguém se aproxima para ajuda-lo, daquele que tenciona apenas explorar sua boa fé. Para aqueles que usam a mídia apenas para convencimento da opinião pública de que a bosta de governo do PT cheira melhor que os anteriores, quando na verdade cheira muito mal e pior que qualquer outro governo da nossa história republicana, poupe-nos de seu ridículo; não tentem me convencer que os regimes bestiais por vós proclamados são a salvação do mundo, lembrando sempre que, em outros quadrantes, vossa catastrófica revolução está morta e sepultada, e pelo que se saiba, o mundo sobreviveu e vive muito bem. Até porque, pestilentos anarquistas retrógrados, vossa máscara ruiu junto com o muro de Berlim. Raia miúda e ultrapassada como a vossa a gente joga no lixo e os deixar escorrerem pelos esgotos da barbárie.

Amigo meu estes dias (e petista ferrenho), tendo recebido por e-mail algumas críticas minhas (“O LUTO DE UMA NAÇÃO”), veio perguntar o que eu tinha contra o grande líder popular, Sr. Inácio Lula da Silva. Disse-lhe e repito aqui: nada tenho contra o Sr. Lula como pessoa, até porque não o conheço pessoalmente. Acredito até que ele seja tão brasileiro quanto eu ou qualquer um de nós. Até o tenho como um bom sujeito. Mas, como presidente, permita-me discordar de muito do que ele faz, até porque como vivo neste País, tudo que provenha do Governo me atinge assim como repercute em qualquer cidadão. Bem como, por ter filhos menores, preocupa-me o Brasil que eles herdarão. Sendo assim, e por saber que não há país desenvolvido com povo burro ou analfabeto, entendia que a prioridade número 1 do Governo Lula deveria ser a educação. Não foi. Até pelo contrário. Glamourizou a ignorância, cantou loas ao analfabetismo nos quatro cantos deste país. Depois, sabia ele do que se passa nos porões de Brasília. Deveria ter sido mais vigilante e não foi. Além disso, o resultado das urnas foi de torna-lo, ele, Lula, o Presidente da República do Brasil. Ninguém delegou um pedaço deste mandato ao Sr. José Dirceu. Mas ele, Lula, preferiu dividir o poder com o amigo de tantas lutas e deu no que deu. Só que Lula não pode alegar inocência, de que foi traído, etc. Sabe ele melhor do que todos nós quem é José Dirceu. Conhece-lhe as manhas, as virtudes, as ambições e os defeitos. Portanto, deveria ser vigilante, cobrar de seu primeiro ministro, quer dizer, de seu ministro chefe da Casa Civil não apenas resultados, mas a execução das tarefas a ele delegadas. E não o fez, e se fez, e consentiu, é co-responsável pelo que seu comandado fez. E se calou, além de co-responsável é, também, cúmplice, e investido do cargo de Presidente da República, sabendo do comportamento pouco recomendável de seu comandado, teria Lula praticado crime de responsabilidade, para dizer o mínimo.

E não adianta condenar as elites, a imprensa, os conservadores, a direita pelas mazelas que balançaram e ainda balançam em seu governo. Começa que o Sr. Lula, diga-se a bem da verdade, nunca teve um plano de governo. Segundo, ao invés de se aliar às correntes progressistas para tirar o país do atraso, trouxe para o seio do governo retrógrados, anacrônicos, verdadeiro ranço de maniqueístas. Em seguida, ao aprofundar a política econômica, de FHC e Pedro Malan, deveria ter dado continuidade às reformas tão necessárias ao desenvolvimento. O que fez ? Basta citar a tal da reforma da previdência que, de tão ruim, antes mesmo de encerrar o seu mandato, já se fala em reforma da reforma !

Aqui abro um parênteses para deixar bem claro minha posição: não sou nem a favor nem contra aos FHCs, Lulas, Ciros, Zé Dirceus, Serras, Sarneys da vida. Não sou nem de direita, nem de esquerda e nem outros anacronismos mais que se inventarem. Sou, como sempre fui e sempre serei, a favor do Brasil, do Brasil desenvolvido, do Brasil progressista, humanista e solidário. Sou contra a escravidão, à miséria, a pobreza que flagela e oprime nosso povo. Sou a favor do pleno emprego, sou a favor desta alma alegre que tanto caracteriza nossa gente. Sou favor da ordem e do progresso. E por tudo quanto sou a favor ou contra, não posso ir bater palmas em praça pública para sujeitinhos que se dizem isto ou aquilo, e que na hora de realizarem, ao invés de ações, mostram um festival de desculpas e justificativas imbecis pelo que não fizeram e deixaram de fazer. Se era para não fazerem, que ficassem quietos e recolhidos à sua insignificância.

Dito isto, não me peçam para cantar hinos de louvor ao Sr. Lula só porque se trata de um bom sujeito, ou porque é um líder carismático. Tudo bem que ele seja e é tudo isto, mas e daí cara pálida ? Como Presidente da República do Brasil, que é o que interessa se analisar aqui, quais ações e onde as realizações verdadeiramente importantes para o povo brasileiro ?

Falei que ele deu seguimento à política econômica de FHC e Malan. Tudo bem, palmas pra ele, ao menos teve bom senso. E as reformas, onde foram parar ? E a prioridade à educação ? E nossa agropecuária como vai ? E a infra-estrutura do País como tem passado ? Então, não venham pedir votos de louvor porque não dá.

E, se me permitem, vou alongar-me em algumas questões que entendo essenciais. Começo pela tão reclamada reforma agrária, bandeira tão bravamente agitada pelos círculos próximos a Lula, antes dele ser presidente. Consultando números oficiais do Ministério Agricultura, a quantidade de assentamentos diminuiu em relação ao governo anterior na mesma proporção em que aumentaram o número de invasões e de verbas públicas repassadas para o MST e seus asseclas. Já se disse que de nada resolve distribuir “verbas” se estas não são acompanhadas de assessoramento e cobrança. Assessoramento para que a verba tenha destino à produção, a melhoria de técnicas agrícolas e de criação, a aquisição de matrizes animais e sementes, a melhoria e qualificação do próprio agricultor. Cobrança é a de resultados, do destino correto dado aos recursos recebidos. Acredito que todos conhecem o que se passa neste lado. NO governo FHC o MST já havia sido enquadrado devidamente, e o processo de assentamentos evolui e consumou-se. Regrediu com a chegada de Lula ao poder.

Passemos para o Bolsa Família. Sempre tive medo de que os programas sociais fossem eles os que FHC começou ou os que Lula deu continuidade e tentou aprimorar, resultassem em programas paternalistas de uso eleitoreiro. E nisso o Sr. Lula, acreditem, ele se sobressaiu como nunca dantes. Superou-se na demagogia. E isto dito por mim e muito outros, dentre os quais destaco o Professor Hélio Bicudo, que insatisfeito e desiludido pelos rumos que o partido tomava, simplesmente abandonou o PT. Esperava que, como FHC plantara as bases dos programas que unificaram-se em um único com o Lula, pudessem ser transformados em um verdadeiro programa social, isto é, um conjunto de ações patrocinadas pelo Governo Federal que proporcionasse aos mais carentes assistência médica e social, educação, qualificação profissional, saneamento básico, moradia, água e luz para todos. Enfim, um conjunto de ações reunidas em um só programa que qualificasse o cidadão, o inserisse no mercado consumidor, abrindo-lhe as portas do pleno emprego, dando-lhe acesso à educação e à informação. Tudo com um objetivo maior: o de lhe permitir um dia, ou no curto ou no médio prazos, que não mais precisasse do programa. Pudesse seguir sua vida com sua auto estima renovada, com qualidade de vida elevada, tornando-se um construtor da sociedade brasileira, e não um paria nela marginalizado. O que se tem visto é constrangedor. Primeiro que os tais R$ 75,00 alimentam o cidadão e sua família quando muito por 10 dias no máximo. Segundo, exige-se caderneta de vacinação e matrícula na escolas para as crianças. Tudo bonitinho não fosse pelo lamentável estado em que mora o dito cidadão, com falta de assistência médica, sem saneamento, sem água, sem luz, sem falar das péssimas condições da escolas que mandam seus filhos freqüentarem, e de um nível de ensino caótico, ultrapassado e de péssimo nível . E querem o quê, que ele sobreviva com todas as “farturas” de desassistências ? Santo Deus, a que lamentável estado de indignidade querem reduzir o cidadão pobre deste País ?

E somadas todas as verbas públicas desviadas deste Brasil nos últimos anos, deslocadas para paraísos fiscais, carregados em cuecas, malas, pastas, envelopes, e onde mais possam ser “guardados”, com tal montante não seria possível melhorar um pouquinho mais esta visão do inferno ?

Sem educação, sem assistência, sem saneamento, sem infra-estrutura, sem segurança, querem o quê, que bata palmas ? Nunca, jamais, em tempo algum ! Já nem se exige que tudo isso fosse realizado por um único governo, mas que houvesse um começo, um bom começo, ao menos, seria o mínimo. Mas qual, não há projeto neste descampado que é o desgoverno do Sr. Lula. Sabemos que em mais de cinco séculos tudo sendo feito ao contrário do que ensina a decência, não poderiam ser corrigidos em tão curto espaço de tempo de um mandato. Mas nem ao menos uma sementinha plantada, e que pudesse germinar mesmo que sob o comando de outro presidente, dava não dava ?

E quando se fala dos companheiros petistas, qual o primeiro nome que nos vem à cabeça por sua integridade, seu equilíbrio, sua capacidade de discernir o certo do errado ? Se você não pensou em Eduardo Suplicy, certamente concorda que ele se enquadra no perfil. Certo ? Pois saibam vocês que Suplicy, para resguardar a bandeira de integridade moral e da transparência que o PT sempre levantou, assinou a CPI dos Correios, além de estar sempre cobrando o esclarecimento dos motivos para seqüestro e morte de Celso Daniel. Tudo bem? Pois saibam que, por ter agido com tanta integridade, está sendo vítima da direção do Partido, que quer impedi-lo de concorrer ao terceiro mandato como senador paulista, da mesma forma como foi excluído da chapa que concorreu à Direção Nacional do PT. Definitivamente, o PT detesta o contraditório, não suporta crítica e tem pavor da liberdade de expressão.

Então, consciente e premeditadamente manteve-se o País com ritmo de crescimento abaixo do que seria necessário e possível para que , em razão da menor exigência de combustíveis e demais derivados do petróleo, pudesse se tornar auto-suficiente na sua produção, apenas para acenar e posar prá galera de que “Ele” pode, ou de que “Ele” fez ? No que isso colaborou para melhorar no dia a dia a vida de todos nós? Reduziu o preço do combustível usado por milhões de brasileiros ? Não, é claro. Adiantou ufanar-se de que agora somos auto-suficientes em energia, para uma semana depois baixar a crista para a Bolívia na questão do gás ? E ainda ser humilhado pelo Hugo Chavez ?

Não posso bater palmas para Sr Lula também por que, em chegando à Presidência, sob o clima em que chegou, carregando sobre si a esperança de mudança alimentada e desejada por milhões de brasileiros, inclusive os da elite, os da imprensa, os da direita, os conservadores, ele preferiu o picadeiro do que o terreno das realizações. Preferiu as luzes e holofotes dos cerimoniais do que debruçar-se na sua mesa de trabalho. Podendo fazer muito para o povo, cuidou primeiro de regalar-se nas delícias do poder, alimentado a ganância dos companheiros, satisfazendo suas vaidades e permitindo que bolsos dos aliados de ocasião se forrassem.

E agora ele nos pede mais quatro anos. Pra fazer o quê ? Dar continuidade ao nunca teve que é um programa mínimo de governo que seja, ou o frenético desejo de imolar-se no panteão dos heróis desta república como o todo poderoso magnânimo. Não dá, Sr. Lula, sua megalomania encheu o saco de todo mundo, ou quase todo mundo, porque devemos descontar aqueles que, diária e impunemente, se locupletam às nossas custas, e que você mantém ao seu lado, mesmo que tentando oculta-los. Definitivamente, você até pode ser um bom sujeito. Eu até gostaria de acreditar em você, Sr. Lula, mas temo pelo de pior seu governo ainda possa produzir para o Brasil. O desenho que você traçou do que pode fazer, está muito longe das reais necessidades desta nação. Você pediu e teve sua chance. Se a jogou fora, não nos imponha sua única e exclusiva culpa, porque encontrou um terreno bem adubado, bastante fértil para semear o futuro, e nele plantou desalento, para ficar apenas na superficialidade de seu desgoverno. E a propósito: o Brasil, por seu povo, não aceita ser dirigido por Hugo Chavez, Evo Morales, Nestor Kirchner, Fidel Castro e outros latino-atrasados com quem você possa se aliar. Temos nossa própria história para honrar, portanto, se você quer submeter o Brasil aos caprichos deste “grandes” líderes do atraso, não o faça. Não aceitamos tal submissão, e nos oporemos a qualquer tentativa nesta direção. Se você deseja manter amizade com este tipo de gente, isto é problema seu. Regale-se à vontade. Peça-lhes asilo político e vá para além de nossas fronteiras de suas pestilentas companhias. Mas respeite nossa dignidade, nossa história, nossa auto-determinação, porque, saiba, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, antes de sermos latinos, somos B R A S I L E I R O S. Muito BRASILEIROS !

Apaguem a luz, acabamos de acabar!

Logo após uma rodada de pizza servida no Congresso Nacional pelos nossos “parla-mentirosos”, tamanha foi a vergonha que senti do meu País, que o primeiro impulso foi o de queimar meu título eleitoral. Aquilo que deveria servir de documento da cidadania, estava sujo, enlameado. Nele, deputados e senadores haviam escarrado sem a menor condescendência, de forma despudorada, aviltante. Não respeitaram os meus direitos, não cumpriram o seu dever e passaram para a Nação a exata noção de que, para os políticos verde-amarelos é permitido tudo, até roubar-nos.

Quando este governo frouxo do Lubabá começou a incentivar a invasão de propriedades rurais com o aumento incondicional de verbas para o MST e seus asseclas, quando este governo incompetente permitiu que o Brasil fosse desmoralizado pela Bolívia através de seu índio presidente, , quando este governo podre alimentou descaradamente o mensalão, quando este bando faminto de poder e coberto de atraso quis alinhar o Brasil ao lado do que há mais retrógrado no mundo, além de mandar às favas o estado de direito no caso do caseiro, quando vejo que os Severino Cavalcanti e José Genoíno da vida estão aí de volta à cena e bem cotados para retornarem eleitos para cumprirem mandato na casa da “democracia da maracutaia”, quando assisto perplexo o estado de terror a que deixaram chegar a vida de paulistanos e cariocas por absoluta falta de ação das ditas autoridades, quando leio que 1/3 de sanguessugas do Congresso Nacional patrocinaram nova rodada de desvios e roubos de dinheiro público, e se aventa a possibilidade de novo rodízio de pizzas, quando vejo que os poderes constituídos desta republiqueta estão caindo de podre, não só acabo de queimar meu título eleitoral, mas destruí a cópia da constituição que deveria nortear a vida de todos os cidadãos deste país, por absoluta falta de serventia e por nela conter apenas mentiras e nada mais. Onde já se viu que todos são iguais perante a lei ? Não neste país, por certo. E, se há uma frase que resuma tanta indignação diante do descalabro que nos governa, digo-lhes: o Brasil acabou de acabar. Como nação democrática foi entregue ao Chavez e seus súditos, como pátria-mãe renegou aos seus filhos que ainda sonhavam com liberdade, com honra, com progresso para todos, com cidadania para todos, diante de autoridades rasteiras e vis, fomos vilipendiados, relegados a condições humilhantes. O respeito ao cidadão é nulo: é tanta desfaçatez, é tanta aberração, é tanta falta de obediência às leis da parte de quem por elas deveria zelar, que nem a esperança nos resta mais. Vivemos numa terra governada por selvagens imbecis, ignorantes, somos tratados como animais, por que para um ser humano normal o Brasil como pátria não lhe consegue abrigar, por absoluta falta de condições morais, por falta absoluta de civilidade. A forma como este desgoverno vai acabar é aterradora: temos um monte de terra habitada por escravos e semi-escravos, e governada por gente sem lei, sem moral, sem decência, sem vergonha na cara. Não me venha político algum com suas artimanhas e mentiras e seus roubos pedir-me voto. Por quê ? Já não me sinto cidadão deste país, moro aqui apenas. Não faço parte desta sociedade atrasada, selvagem, sem honra, sem dignidade. E não pensem que estou isolado neste sentimento. Qualquer pessoa decente, que estuda e trabalha, que busca um futuro melhor para si e para os seus, sente, amargamente, o mesmo repúdio e a mesma indignação. Ninguém que trilhe pelos caminhos da honra, da ética, da dignidade, por mais boa-vontade que tenha, deixará de sentir tamanho amargor, tamanha repulsa diante de tanta vilania.

Como puderam ? Como deixamos que isto acontecesse ? Deve ser pelas mesmas razões “culturais” que levaram o ministro da Previdência a declarar que as filas para atendimento nos postos do INSS são culpa do cidadão. Claro que esta besta quadrada de ministro jamais precisou se utilizar dos “ótimos” serviços que o INSS presta a todos nós, comuns mortais, jamais precisou marcar uma simples consulta médica. É de tão “excelente” qualidade o serviço público de saúde, que seu apanigüados funcionários são abençoados pela assistência particular. Eles, melhor que ninguém, sabem o que nos oferecido, as centenas de pessoas que morrem às portas dos hospitais da rede pública sem que uma abençoada alma lhes preste auxílio. Claro, que a assistência médica privada com que são agraciados lhes é proporcionada às nossas custas. O salário para ser ministro da ignorância é pago por nós que compomos a imensa legião de contribuintes investidores obrigatórios, que podemos simplificar como OTÁRIOS.

Assim como otários somos todos os que acreditamos na revolução ética do PT, ou no discurso infame, mentiroso e demagógico de todos os membros das atuais Câmaras Federal, Estaduais e Municipais, do Senado, das Prefeituras. E se dentre todos eles houver exceções, garanto-lhes que são tão poucas e inúteis, que o melhor seria saber que tais entidades simplesmente inexistem, ou enquadra-las como espúrias. Porque, senhores, a bem da verdade, seriedade não é virtude, é dever primário de qualquer instituição na defesa dos interesses da sociedade como um todo, e não vê-las transformadas como casas mal-assombradas onde os crimes que nelas se praticam e se perpetuam, repugnam qualquer um, à exclusiva exceção daqueles que delas se servem. E depois, o constrangedor são suas tentativas cafajestes em quererem justificar o injustificável. Desclassificados é o que são.

Como constrangedor e doloroso é que tais quadrilheiros tem bandoleiros e seguidores moto perpetuo, que os defendem em qualquer situação, que os consideram necessários ao bom funcionamento da democracia (????!!!!!). Acaso bestiais figuras sabem o real significado do termo DEMOCRACIA ? Por certo que não. Ignoram seu significado tanto na forma quanto no conteúdo. Primeiro que, numa democracia decente, real, não folclórica como a nossa, respeita a todos indistintamente. Nela a Constituição que emoldura as relações sociais, políticas, econômicas são por todos obedecida . No Brasil o que se vê é que, tanto nossa Constituição quanto o Orçamento Federal são meras cartas de boas intenções, figuras decorativas de um reinado de faz-de-conta, e que se cumpre conforme os interesses e a vontade muito particular da classe política. Rouba-se desbragadamente, e ainda se mente dizendo ou que nada se sabe, ou que tudo é feito em nome do povo (/). Nada mais falso, nada mais ridículo, nada mais indecoroso.

Há quanto tempo que os horrores vividos em São Paulo (tanto quanto no Rio de Janeiro já se viveu por diversas vezes), e às vésperas do Dia das Mães, vem sendo anunciados ? Quantas vítimas são feitas diariamente em todo o País fruto da violência, produto impiedoso do crime organizado ? Por outro lado, quanto são os projetos voltados à segurança pública que dormem tranqüilos no interior das gavetas de senadores e deputados, sem que eles dêem um mínimo de prioridade, um pouquinho apenas de atenção ? É preciso que haja uma comoção nacional para que eles se lembrem de que o Brasil existe ? Isto é ser representativo ? Convenhamos, ter tal representatividade instalada tão luxuosamente em Brasília, tudo às custas dos assaltados bolsos dos contribuintes, seria preferível não tê-la. Ela e nada são a mesma coisa inútil.

Mas se vocês pensam que os horrores vividos por São Paulo serviu-lhes de lição, lamento muito informa-los de que eles continuam e continuarão os mesmos bonecos imbecis de sempre. No domingo mesmo, à noite, quando questionado sobre a onda de violência que varria São Paulo, Paraná e Mato Grosso o Sr. Lula disse que ninguém poderia fazer uso eleitoreiro dos tristes acontecimentos, que era preciso governo e oposição, sem obedecer cor partidária, unirem-se para restabelecer a paz e a ordem. Pois bem, eis um dos poucos e raros momentos de delírio do Presidente em que ele falou com sensatez, equilíbrio, como manda o figurino de um presidente da república. Ah, mas nem bem se passaram três dias e ei-lo de volta, agora possuído e tomado de toda a lucidez que o caracteriza, valendo-se do palanque em que discursava numa das muitas inaugurações que inventou para fazer campanha sem declarar-se candidato, lá no estado de Goiás. O Sr. Lula vem, do alto de seu científico conhecimento da realidade brasileira, proclamar aos quatros ventos que os criminosos de hoje assim se transformaram porque há vinte anos atrás faltou investimento em educação. Ou seja, em tão curto espaço de tempo, nosso presidente condenou o uso eleitoreiro da violência em São Paulo, mas apenas para os outros, porque a ele próprio permitiu-se desempenhar o típico papel do politiqueiro demagogo. Quanta irresponsabilidade ! É patético, para dizer-se o mínimo, fazer política numa hora de comoção nacional. É de se perguntar por qual razão ou razões seu governo tem tamanha dificuldade em assumir sua parcela de culpa ? Ou seja, para o problema de hoje o nosso sábio descobridor do Brasil foi buscar como causa perdida no tempo, uma falta de investimento na educação de vinte anos atrás ? Primeiro, Sr. Presidente, a marginalidade de hoje encontra suas razões em causas bem mais próximas. Pra começar, nos mirabolantes planos de segurança pública inventados por seu desgoverno os quais nunca saíram do papel. Em segundo, na falta de investimentos patrocinados simplesmente pela retenção de verbas previstas no orçamento federal e que seu desgoverno nunca cumpriu. Quer mais ? Então, vale lembra-lo das reformas política e da legislação penal às quais o senhor jamais moveu-se por realiza-las. Então vamos mais a fundo nesta questão que seu científico conhecimento de Brasil parece desconhecer.

Durante mais de dez anos, você presidente, viajou por este País num passeio que denominou de caravana da cidadania. Como precisasse viajar, vossa excelência parou de trabalhar. Desconheço às custas de quem tais caravanas cidadãs eram realizadas. Mas isto agora tem somenos importância. O significativo é que podendo conhecer o verdadeiro Brasil, preocupou-se tão somente com os palanques, com agrados aos puxa-sacos de ocasião, sempre à postos para uma boquinha em alguma repartição pública. Tivesse tido mais atenção e menos má fé, teria percebido algumas coisas bem interessantes. Primeiro, teria percebido que os investimentos estavam lá no orçamento, mas de cada 100 reais previstos, chegavam às salas de aula tão somente 10 %, se tanto, deste total. Por onde será que o restante ficava pendurado ? Vossa excelência sabe muito bem a resposta, assim como todo o povo brasileiro. O dinheiro para a saúde ? Sempre houve, sempre foi previsto, mas com ele acontecia o mesmo fenômeno, ou seja, ele era desviado tal qual o que ocorre hoje com o dinheiro para aquisição de ambulâncias (!). Ou sofria de desvio ou de mau uso, assim como seu plano de emergência em algumas rodovias federais (alô, alô Tribunal de Contas da União).

Ademais, senhor presidente, dizer que a violência de hoje é pela falta de investimento na educação de ontem é tão absurda que bastaria lembra-lo dos estudantes que atearam fogo num índio, aí em Brasília mesmo, sob o pretexto que queria se divertir, e todos eles filhos de classe média para cima. Foi falta de investimento em educação, senhor presidente ?

E o que dizermos dos milhões de reais que nos últimos anos foram desviados para malas, cuecas, meias, etc., dos grandes crimes financeiros praticados sempre por gente de formação em nível superior ? Quantos bilhões de dólares foram roubados e desviados para contas clandestinas que dormem tranqüilas em paraísos fiscais ? Quanto punidos, quantos pagam pena, quantos encarcerados ? E quanto aos nossos políticos mensaleiros que, mesmo que o senhor diga desconhecer sabemos tratar-se de parcial falta de memória por que avisado o senhor foi e muitas vezes de sua existência ? Aquele festival de pizzas muito bem servidas no Congresso com a auto-inocência ? Quantos outros escândalos praticados pelos nossos “representantes” estão aí, vagando livre e impunemente ? O senhor acha que tanta impunidade pode acarretar, só em mau exemplo, ou é um acintoso convite para a prática de crimes no restante da nação ? Portanto, senhor presidente, faça-me o favor, não criminalize a baixa escolaridade de nossas crianças, não criminalize a pobreza, não diga mais asneiras.

O ponto nevrálgico da criminalidade brasileira tem sua raiz em dois tristes momentos de nossa história: na quantidade de enormes crimes financeiros e que permanecem impunes, e numa legislação caótica que protege o criminoso, que o beneficia independentemente do números de crimes praticados ou até de sua periculosidade, que o cobre de privilégios. E as vítimas, algum legislador pensa nelas?

E o que dizer do nosso Poder Judiciário? Quantas vezes os vemos repetidamente que eles ali estão apenas para cumprir a lei ! Será mesmo, senhores juízes, que vocês só cumprem a lei ? Para quem, para o pobre apenas, não é mesmo ? Somente o pobre deve ser castigado por desvio de conduta, nisto a nossa Justiça é pusilânime ! Mas quanta diferença quando a mesma lei deve ser aplicada na turma do andar de cima !!!! Apesar de estar na nossa fantasiosa Constituição que todos são iguais perante a lei, que triste espetáculo o Judiciário exibe-nos quando a Justiça se depara perante o brasileiro pobre e o brasileiro rico (ou político).

Dentre tantas hediondas estórias que vemos ocorrer diariamente em nossos tribunais, permitam-me contar-lhes quatro casos que são protótipos da politicagem praticada em seu mais tenebroso grau em nossos tribunais. Dois roubos feitos por pobres em lojas tiveram o seguinte desdobramento e desfecho: uma mulher roubou shampú em supermercado, teve impugnado habeas-corpus por um juiz que considerou a ré como de “alta-periculosidade” à sociedade, apesar de não ter antecedentes criminais. Uma outra, furtou um pote de manteiga e, quando inquirida por que não preferiu pedir ao invés de furtar, respondeu ao Juiz: “O senhor acha que eles iriam me dar?”. Reação do mesmo: condenou a ré a quatro anos de cadeia por desacato, sem direito a habea-corpus, e ainda decidindo que a mesma irá a julgamento por furto qualificado. Esta é a justiça para pobres. Vejamos como funciona para o rico. Pimenta Neves, jornalista, assassinou premeditada, brutal e covardemente sua ex-namorada, pelas costas. Além de confessar o crime, e ser condenado a muitos anos de cadeia, seu advogado recorreu da sentença e o réu continuará em liberdade. Paulo Maluf e filho estão respondendo processo em liberdade pelos milhões de reais desviados do Erário paulista; além dele poderíamos apontar Jader Barbalho, idem em relação à SUDAM, ou ainda mais recentemente o Severino Cavalcanti, apanhado em flagrante delito de extorsão, e que não se sabe se ao menos está sendo processado. Todos livres, leves e soltos. Qualifiquem dentre os casos acima, quais os mais hediondos ? E se perguntem quais, pela ordem de gravidade, merecia ter o benefício do hábeas-corpus, e qual não merecia.

A propósito, no Recife, um cidadão, mecânico, sem antecedentes criminais, cumpriu pena de dezesseis anos de cadeia por um crime que não cometera. Lá, após uma revolta de presos, o mesmo cidadão ficou cego fruto de bomba de gás lançada pela Polícia. Após seis anos, a polícia encontrou o verdadeiro culpado que, mesmo confessando o crime, não foi suficiente para libertação do cidadão injustamente acusado. Após dezesseis anos, este cidadão foi solto, mas por razões que ninguém conseguiu entender e explicar, foi novamente preso permanecendo na cadeia por mais três anos. Conseguiu finalmente ser libertado, e recentemente é a que a Justiça reconheceu-o inocente. Pois bem, este cidadão entrou com uma ação indenizatória contra o Estado que, mesmo condenado, ainda “recorreu” em instância superior (de vergonha, o Estado deveria ter pago o dobro a que foi condenado, pois a vida do cidadão foi jogada de tal forma no lixo que não há dinheiro no mundo que lhe devolva o que lhe foi injustamente tirado). Porém, como o Estado é bonzinho, adora preservar a qualidade de vida dos cidadãos, por meio de acordo, o Estado aceitou pagar uma pensão de estratosféricos R$ 1.200,00 por mês, até que a ação de indenização seja julgada em definitivo. E então, uma pensão de R$ 1.200,00 mensais é o que Estado reconhece como direito para um sujeito preso injustamente por 19 anos, isto mesmo, DEZENOVE ANOS DE CADEIA. Pois bem, o Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva, em 1980, ficou preso 31 dias e perdeu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Por conta disso, recebe uma espécie de Bolsa Ditadura de R$ 4.294,00 (sem o reajuste do ano corrente). Pergunta-se: qual o critério adotado para medir o valor de cada um dos casos? Por certo o do cidadão de Pernambuco deve ser diferente da do nosso presidente. E pergunto: onde a justiça prevaleceu para o mecânico ou para o Sr. Lula ?

Como se tudo isso não bastasse, informamos ainda: funcionário contratado pela Câmara de Deputados, gravou em vídeo, depoimentos de três delegados na CPI e os vendeu ao PCC paulista por R$ 200,00. Em razão disto, as facções criminosas dos presídios paulistas deflagraram os dias de terror em São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Isto, senhor presidente, é procurar a verdade, saber as razões reais para os fatos que mexem com a vida diária dos cidadãos brasileiros. Diferentemente do uso irresponsável e eleitoreiro, por exemplo, feito por um de seus ministros que culpou Geraldo Alckmin na qualidade de governador de São Paulo, quando, na verdade, o governador era o Cláudio Lembo. Simplesmente patético.

Depois desses “causos” a questão que fica em aberto é: nossa violência é fruto mais da falta de investimentos em educação ou do mau exemplo gerado pela impunidade vigente para aqueles de detém o Poder ? Sim, porque para nossa classe política, a “lei” determina as seguintes “punições” em caso de crimes: imunidade parlamentar, só poderão ser processados sob permissão deles mesmos e ainda gozam de foro privilegiado (só serão processados pelo STF). Com tais “punições” ocorre que todos praticam o que bem entendem e nunca sofrem na própria pele a justiça destinada aos demais cidadãos deste País. Além do que, senhor presidente, nas cadeias há muita classe média. Há muita gente que estudou, teve boa vida, mas preferiu a má conduta. Então, diga-nos agora, por qual país andou sua caravana da cidadania, ao longo de mais de dez anos, que não acordou para esta realidade brasileira ? E para você, Sr Lula, que se ufana de nunca haver lido um livro em sua vida, informamos: segundo estudo da ONU / UNESCO, Brasil, Peru, Egito e Geórgia, dentre outros, se constitui de um grupo de países de médio desenvolvimento humano. Todos têm, na sua população adulta, algum nível de escolaridade, destacando-se pela ordem, Geórgia e Brasil. Por outro lado, o grau de criminalidade é alto em Brasil depois Geórgia, o que representa dizer que mais escolaridade não diminui a violência. E completo dizendo que, hoje, é unanimidade dentre os estudiosos que a causa geradora da violência urbana é a permanente ausência do Estado junto à populações mais pobres, mas não apenas ausências em escolas, ausência, também, na segurança pública, saúde, saneamento, baixa oferta de empregos, baixíssimos salários, péssima distribuição de renda e a constante impunidade que ocorre na classe política, uma vez que a Justiça atua sempre com dois pesos e duas medidas quando se trata de pobres e ricos.

Para você, pobre cidadão brasileiro, um alerta: se você já se fartou de viver neste país de selvagens, sem lei e sem ordem, onde o trabalhador honesto tem que ser tratado como lixo, como escória em seu próprio território, trabalhar até a morte em regime de escravidão, recebendo salários indecentes e imorais, ser feito idiota pelos discursos imbecis pronunciados por uma classe de imbecis como é a nossa classe política, aceitar ser assaltado pelo Governo mediante a cobrança imoral de impostos sem retorno em serviços (viu, Sr. Ministro da Previdência,os serviços do INSS são bosta mesmo, a questão cultural neste caso é a incompetência e negligência daquilo a que o cidadão deveria ter por direito e lhe negam acintosamente). Então, se por se achar expurgado deste País que não o trata como cidadão, tiver o desejo de ir embora, uma recomendação: evite declarar-se brasileiro lá fora. Você corre o risco de ser mal visto. O mundo assiste estarrecido o que se passa no Brasil, com a vantagem de não precisar suportar os discursos e versões oficiais mandadas publicar pelo desgoverno oficial, que são podres tanto nos atos quanto nos sujeitos.

O doloroso é que, há exatos cinco meses da eleição mais importante deste país, que é a de presidente da república, não se ouve e não lê uma só plataforma, um plano de governo que seja pelo menos mínimo. Nada. É só baixaria, de parte a parte, praticada por todos os candidatos e partidos, todos preocupados unicamente com seus próprios umbigos e em esconder seus rabos sujos seja da polícia, da justiça ou da opinião pública.

Aliás, isto é bem representativo da nossa realidade. Ninguém discute o Brasil, ninguém pensa no Brasil, ninguém planeja um futuro decente para o Brasil. É tudo improvisação, primeiro para roubar sem deixar rastros, e depois para achacar o bolso de todos sem causar ofensas ao assaltado. E depois, lá vem a Justiça com sua cantilena moleque de que “apenas cumprimos o que lei manda”. Lei, !!!??? Que lei é esta ? Só se estão a referir ao código de imoralidade que beneficia apenas aos bandidos, sejam eles de colarinho branco ou não, dado o rol de privilégios de que gozam sob a proteção permanente da nossa “in” Justiça e do Estado brasileiro. Como se pode conceder tantos privilégios a um sujeito que descarrega 21 tiros na cabeça de um policial apenas pelo fato dele ser policial? O sujeito que pratica um crime destes, não pode ser simplesmente agraciado pela sociedade, porque ele simplesmente não merece viver livre nesta mesma sociedade. Além do mais, não pode uma Justiça conceder, de uma levada só, uma espécie de folga para 12.600 presos em uma única cidade. O resultado só poderiaser aquele que se viu.

Pobre país, pobre povo abandonado. Fomos jogados para fora dos destinos (e desatinos) do Brasil. Nossa tarefa é a de carregar as mulas nas costas, sustentando sua ganância e leviandades, aplaudir seus crimes e desmandos, recebendo em troca salários miseráveis devidamente acompanhados de um Bolsa Família, indisfarçável atestado de nossa miséria, porque alguém precisa trabalhar neste País, e somente para isso é que somos mantidos comendo m... para não morrermos à mingua.

Então é de se perguntar:

CADÊ A PRIORIDADE NA EDUCAÇÃO ?

CADÊ A PRIORIDADE NA SEGURANÇA PÚBLICA ?

CADÊ A PRIORIDADE NO SANEAMENTO BÁSICO ?

CADÊ A PRIORIDADE NA SAÚDE PÚBLICA ?
Não há como não se questionar que país é este, que canalhice é esta que nos sufoca, que nos oprime e nos governa ! Pois saibam que o brasileiro, diante de tanta vilania, depois de vomitarem em nossa cidadania de forma tão infame e ultrajante, já não tem espaço para tanta indignação, nossa esperança está sendo sepultada, nossos sonhos se desfazem com o gosto amargo da repulsa, da imoralidade sem fronteiras com que nos deparamos num país que deveria ser nossa pátria e nos empurra, impiedosamente, para as valas da animalidade.

Para todos os que se alimentam de PT e de sua ideologia retrógrada, símbolo do atraso, o esgoto que cobre este país, de norte a sul, talvez agora já seja suficientemente extenso para abriga-los e eles se divertirem. O Brasil como pátria livre, composto de um povo digno, respeitado e decente, simplesmente deixou de existir.

Por isso, ao saírem, por favor, apaguem a luz. O Brasil acabou de acabar !

É duro de aguentar !

Há muitos assuntos interessantes para se refletir neste Brasil em ano eleitoral e em véspera de Copa do Mundo. Qualquer um deles, permite avaliações, conclusões e comentários longos ou demorados, dependendo de quem sobre eles comenta ou escreve.

Quando mal começava um, eis que surgia notícias sobre outro a roubar-me a atenção, e assim tem sido nestes últimos dez dias. Mas, de tudo que tem despertado nosso interesse, creio que a crise da pecuária, a operação sanguessuga da Polícia Federal e a crise com a Bolívia formam um leque bem interessante e suficiente forte para se concluir o quanto Lubabá e seus quadrilheiros estão desgovernando o Brasil.

Depois de tudo que já disse e opinou sobre a crise Brasil x Bolívia, a gente acreditava que, em volta de uma mesa de negociação, Lula e Evo Morales buscariam um entendimento civilizado, e as nossas vidinhas mundanas continuariam sendo tocadas em frente. Ledo engano. Não satisfeito em usurpar uma propriedade que não era sua (o gás sim, mas a refinaria era propriedade da Petrobrás), não contente em negar-se a reconhecer o direito que a Petrobrás tem em ser indenizada, agora Morales ataca não apenas a história, mas a honra e a dignidade com que sempre o Brasil tratou os seus vizinhos. O acordo firmado entre Brasil e Bolívia para a construção do gasoduto foi declarado ilegal e inconstitucional. A Petrobrás foi acusada de sonegação de impostos e contrabando. Não satisfeito disse em evento internacional que o estado do Acre foi trocado por um cavalo com o Brasil no início do século passado !? (De que livro de História ele tirou tamanha barbaridade, desconhece-se). E para culminar, o Evo Morales ainda disse que, na obra de construção do gasoduto das Américas (aquela desenhado pelo Hugo Chavez que atravessaria todo o território brasileiro indo até a Argentina), somente participariam empresas estatais, e que se a Petrobrás fizesse parte, não haveria acordo. Em resumo: a Bolívia mandou o Brasil às favas e se declarou dona de nosso destino. Se é assim, então deveríamos fazer o seguinte: não haverá gasoduto nenhum por dentro do território brasileiro vindo seja da Venezuela ou de qualquer outro lugar. Se a Venezuela quer vender gás para a Argentina, Uruguai e Paraguai ela que construa um gasoduto atravessando o Andes. E mais: que a Petrobrás e seus técnicos, além do embaixador brasileiro retirem-se imediatamente da Bolívia. E para encerrar o assunto: feche-se as válvulas do gasoduto. Doravante o Brasil não adquirirá um metro cúbico sequer de gás boliviano. Que se instale ao longo da fronteira com a Bolívia instalações militares, ocupadas por tropas brasileiras. Que se mostre ao mundo os territórios desanexados do estado do Mato Grosso além dos 2,0 milhões de libras esterlinas pagos pelo Brasil pelo estado do Acre, e se declare na ONU o presidente Evo Morales como mentiroso! E que a Bolívia vá se danar com o seu “índio” presidente ! Acreditem, além de recuperar o respeito da comunidade internacional, o blefe do índio presidente não duraria nem 7 dias. E assunto encerrado. Mas como nosso Lubabá é frouxo, acredito que o blefe irá render em toda a América Latina outras reações em cadeia em desfavor do Brasil. Todos vão se achar no direito de nos chantagear. Esperem e verão.

Mas, dentre os assuntos internos, creio eu, seria prudente pararmos para avaliar com muita calma a crise da agricultura. Por onde ela se espalhou, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, ela vem mobilizando e arregimentando simpatizantes em diferentes atividades, mas, também, e infelizmente, tem feito suas vítimas.

Quando o Lubabá assumiu a presidência, e iniciou seu desgoverno, recebeu de FHC, uma agricultura vibrante, em franco crescimento, e a tal ponto e medida, que nossos concorrentes como Estados Unidos, França e Argentina, apenas para citar alguns, sentiram nosso peso e importância na produção e no comércio mundial de alimentos.

Contudo, tal crescimento não se deveu unicamente ao esforço dos agricultores, mas foi fruto de uma política planejada e muito bem conduzida pelo Governo Federal. Tínhamos perdido parte do sentimento que sempre carregamos por décadas a de era vergonhoso sermos classificados como país “agrícola”, esquecendo-se muitos, de que a história demonstra o quanto tal sentimento é injustificado. Apenas para exemplificar, bastaria estudar um pouco da história norte-americana para se compreender que, muito da pujança econômica daquele país, se deve, sobretudo, à sua agricultura e à sua pecuária. Com efeito, a agricultura, em maior grau, tem sob suas asas, toda uma cadeia econômica que dela depende diretamente, e proporciona riquezas, emprego e renda aos milhões e a milhares.

Não reconhecer sua importância, é gravar na sua descrença uma marca de falta de senso da realidade.

Pois bem, apesar de todas as evidências, apesar de tudo que sabe, o desgoverno do Sr. Lubabá tem se esforçado ao longo de quase três anos e meio para jogar a agricultura brasileira no ridículo. E o que é pior, ao invés de culpar sua total falta de política para este setor, ainda culpa os agricultores pela crise que atravessam, da mesma forma como culpou os pecuaristas pela febre aftosa, que além de dizimar rebanhos no Paraná e Mato Grosso do Sul, fechou mercados consumidores no mundo todo, como se aos pecuaristas coubessem a liberação das verbas para aquisição de vacinas (e que o próprio Ministério da Agricultura já havia solicitado sua liberação e prévio aviso do que sua retenção poderia provocar). Somente após constatado os prejuízos, sensibilizou-se o governo federal.

Mas, dentre todos aqueles que dependem da cadeia econômica sob as asas da agricultura e que ora se unem sob a bandeira do “Grito de Independência”, o movimento que mais me chamou a atenção foi a de estudantes de veterinária e agronomia que ocorreu em Cuiabá.

E mais: em recente visita à Belo Horizonte, onde proferiu (ou ao menos tentou) palestra aos alunos da Pontifícia Universidade Católica, o ex-ministro José Dirceu foi intensamente vaiado pelos universitários que se fantasiaram com nariz de palhaço. Como em Alto Taquari/MT, onde participava de uma solenidade, o Governador Blairo Maggi precisou intervir junto aos estudantes para impedir a malhação de um boneco de pano apelidado de “Lula”.

Faz tempo que tenho estranhado o silêncio da massa estudantil diante do descalabro político que temos vivido. Nunca os percebi tão distantes, tão silenciosos, tão alienados ! E o mesmo comportamento se observa nos sindicalistas ! Mas estes são movidos por outras razões, algumas até inconfessáveis.

O que isso vem a demonstrar: as três manifestações começam a fazer coro a uma intensa repulsa da juventude por tudo o que o desgoverno que está aí representa e tem feito. Muitos lembrarão que foram os estudantes que iniciaram e atiçaram fogo ao combustível para o impedimento do ex-presidente Fernando Collor. O movimento que vemos dos agricultores e agora dos universitários começam a demonstrar o quanto a sociedade já começa a se mover contra o lamaçal de roubos, escândalos , falcatruas e, principalmente, o mar de mentiras e de impunidades que move a classe política brasileira. Enquanto o trabalhador médio deste País precisa dedicar um mínimo de 44 horas semanais para receber um mínimo de R$ 350,00 mensais, além do constrangimento a que é submetido toda vez que precisa ser atendido por qualquer serviço público, os senhores larápios do Congresso Nacional deitam e rolam sobre milhões de reais desviados do Erário, e sem que nada os atinja.

É incrível como estes fatos que enxovalham a sociedade brasileira se arrastam sem que nunca se chegue a punições exemplares. Mas não se iludam tanto mais as “ratasanas” : percebe-se por todos os lados, mesmo que lentamente, o grau de saturação que o povo brasileiro vem atingindo. O próprio movimento dos agricultores hoje já atinge caminhoneiros, bancários e comerciários das cidades interioranas (estes são os primeiros prejudicados quando a agricultura vai mal), e lentamente o movimento vai invadindo médias e grandes cidades.

Percebe-se de forma inquestionável o clima de saturação nos pontos de ônibus, nos corredores dos supermercados, nos bate-papos de esquina, nas filas dos bancos, e isto vai tomando forma e se agigantando até fugir do controle. E quando fugir do controle, o povo brasileiro terá dado um recado definitivo a toda e qualquer autoridade pública deste País: chega de roubo, chega de impunidade, chega de exploração ! É isso, é tudo isso, e não mais do que isso. O último dos escândalos políticos chega ao cúmulo de atingir cerca de 1/3 da atual composição do Congresso Nacional. É DURO DE AGUENTAR !

Quando é que tais “autoridades” e políticos haverão de entender que o povo brasileiro quer trabalhar em paz, sustentar sua família, e de vez quando, ter um lazer tipo um churrasco de final de semana com os amigos, um cineminha com a namorado ou namorado, um bate-papo com amigos? É apenas isto, claro que também amparado por serviços públicos decentes, escolas, saúde, segurança, transportes. Somos um povo dócil, reagimos diferentemente dos franceses, por exemplo, ou dos argentinos, e até dos americanos. Queremos confiar em nossas autoridades, esperamos que elas cumpram apenas o dever que lhes cabe pela função que exercem. Mas qual o quê, a ganância para nossas “autoridades” é o único fio condutor a mover seus atos e palavras.
Além da boa vontade do Ministro da Agricultura (que aliás já por diversas vezes ameaçou deixar o cargo), com nada mais podem contar os agricultores e pecuaristas. Assim como nos casos da Petrobrás e da EBX, na Bolívia, o Lubabá tem e mantém estreitos laços com o que há de pior, de mais ultrapassado em seu tempo. Há, tacitamente, compromissos de “amizade” entre ele e Hugo Chavez, Nestor Kirchner, Fidel Castro e Evo Morales. O interesse soberano do Brasil que fique em segundo plano, desde que o clube das loucas americanas, iluminadas e perfumadas pelas fragrâncias do atraso e da ignorância, sejam respeitados até suas últimas conseqüências. Pelo lado da agricultura, como poderia ele colocar-se contrário ao prega o companheiro Stédile e seus comparsas ?

Só de imaginar que esta tropa de choque da incompetência possa permanecer no poder por mais quatro anos, acreditem, chego a temer pelo que de pior ainda está por vir. Porque se Lubabá já se converteu em exterminador do passado (no seu entendimento o Brasil foi descoberto por ele), e em razão de tudo que já viu em seus anos de devaneio e desgoverno, acreditem ele se consagrará como o exterminador do nosso futuro. O custo para desmontar a quadrilha instalada no poder, sejam ministérios, ou empresas estatais, autarquias, universidades, etc., custará muito dinheiro (para trazer os técnicos que foram enxotados), e muito tempo para recuperar a moralidade no trato da coisa pública. Aliás, e bem a propósito é bom recordar a entrevista que Hélio Bicudo deu em 2005, no auge da crise do mensalão, quando ele, e muitos outros, desistiram, logo ele que houvera sido um dos fundadores do partido e que o ajudou a crescer. Disse o professor Bicudo a cerca do governo Lula: “Esse governo não foi conduzido segundo a utopia do PT. Foi conduzido segundo as necessidades da direção partidária de atingir o poder e desfrutardo poder”. E ainda completou: “O governo Lula contemplou as necessidades de alguns setores, mas do ponto de vista da população deixou a desejar. O Bolsa Família é puro paternalismo. Você tem que dar educação, saúde e oportunidades. Eu costumo comparar essa questão da Bolsa Família com a atuação dos políticos do começo do século passado, que davam botinas para os eleitores votarem”. E quando perguntado sobre o futuro do PT respondeu secamente: “A esquerda vai levar 100 anos para se recuperar da gestão Lula

O Congresso, alavancado pela falta de ética nos escalões do Executivo federal, entrou na roda O desmanche moral do Congresso está longe de chegar ao fim. O empenho dos senhores deputados e senadores em produzir novos meios de ferir a ética, cometer espertezas e promover irregularidades está fazendo jorrar ainda mais lama sobre a instituição – e, claro, sobre eles próprios. Do uso irregular e excessivo das verbas de combustível à ocupação ilegal de apartamentos funcionais, golpes de todos os tamanhos estão sendo aplicados à instituição. Nesse cardápio, não falta nem mesmo a prática de contratar funcionários-fantasmas para ficar com a verba correspondente aos vencimentos. De sobremesa, além da enorme pizza que produziram para os mensaleiros, agora 174 congressistas foram indiciados pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga. Estejam certos de que, em razão do elevado número de envolvidos, o próximo prato a ser servido será Rodízzio de Pizza na Chapa do Povo.

Aplaudo veementemente movimentos como os dos agricultores. Andarei lado a lado com todo e qualquer movimento estudantil que reverbere protestos contra o descalabro a que o desgoverno Lubabá está submetendo a Nação. Alegremente leio jornais, revistas, internet, televisão e me deparo com muita gente explodindo de raiva contra o PT, pelo que de funesto ele, sob a batuta de maestro Lula, está produzindo para o futuro do Brasil. Que Lula queira permanecer nas trevas da ignorância isto é com ele. É um direito dele permanecer analfabeto. Mas ele, mesmo que Presidente da República, não tem o direito de querer o país todo nas trevas. O futuro nos pertence, e por certo está muito longe daquilo que o Sr. Lula diz pretender. Porque, na verdade, como Ciro Gomes disse em entrevista à Revista Caros Amigos, “O maior erro do PT é não ter um plano de governo”. Disto todos já sabíamos, agora o Sr. Ciro Gomes apenas referenda que estamos sendo governados pela improvisão, o que por si só é bastante para justificar tanto desgoverno. Dar a estes estupradores da honra, da moral, da decência e da dignidades nacionais mais quatro anos é, lamentavelmente, atestar nossa incapacidade de entregar aos nossos filhos um país melhor, livre e soberano.

O luto de uma Nação !

A democracia brasileira não apenas está de luto, mas está, acima de tudo, enlameada pela bandalheira que seu poder representativo tem espalhado de forma calculada, intensa, premeditada e sem trégua, sem medir conseqüências, sem se dar sequer ao trabalho de perguntar àqueles que os escolheram se foi para isto que foram eleitos.

É vergonhoso hoje olhar-se para o nosso título de eleitor e ver o quanto nele escarraram todos quantos deveriam respeita-lo como conquista maior de uma cidadania. Num dia como o de hoje, a alma brasileira chora de dor e de vergonha, bem como a alma de todos os brasileiros que lutaram com a própria vida para a construção desta nação, escondem-se incomodados com o triste papel desempenhado pela elite política que manchou nossa bandeira com as cores da patifaria, do escárnio, da imoralidade, da desfaçatez.

É doloroso assistir diariamente milhares de jovens buscando com enorme desespero embarcar em carruagens de aventuras para outros países, ora por que não vêem possibilidades de aqui prosperarem pela escassez de oportunidades, ora movidos pela insegurança que seifa vidas inocentes em números cada vez mais crescentes e sem que o Poder Público demonstre um mínimo de ação organizada para tornar o Brasil como um todo uma terra de paz. Com esta gente o máximo que se tem é uma terra sem lei.

É constrangedor presenciar como se tenta minar as liberdades duramente conquistadas como as de expressão e de pensamento, em nome da manutenção no poder de gente inepta. Como também assistir de que forma órgãos e instituições exemplos de excelência em trabalho e pesquisa são simplesmente sucateados com nomeações esdrúxulas dos amigos do rei.

O dia de hoje, especialmente, após as “absolvições” de dois criminosos confessos, feitas pelo Congresso Nacional, é e será um triste espetáculo patrocinado por quem deveria zelar pela ética, pela moral e, além de tudo, pelo comportamento exemplar que deveriam exigir na condução de seus mandatos. Quando uma simples ação de furtar um shampú em supermercado merece sequer um habeas-corpus impugnado por um juiz que considerou a ré como de “alta-periculosidade” à sociedade, apesar de não ter antecedentes criminais, o assalto cometido em milhões de reais aos cofres públicos, para onde converge 40 % de toda a riqueza produzida pelo país, feita com suor, trabalho e sacrifício de milhões de brasileiros para os quais o país sequer retribui com escola de qualidade, com estradas trafegáveis, saúde decente e segurança mínima, a este crime hediondo por que cometido por homens que deveriam zelar pela aplicabilidade honesta de toda esta riqueza em favor de benefícios à população, pois bem este horrendo crime foi simplesmente “perdoado” pelo Congresso Nacional, absolvendo os culpados em indiscutível recado de que, para os políticos desta nação, roubar não é crime !

Acaso perguntaram a quem lhes confiou o mandato e lhes paga os altos salários de que se saciam, muitas vezes sem ao mesmo comparecerem ao local de trabalho se foi para isto que o povo os escolheu ? Por certo que não, pois entenderem que, uma vez empossados, tudo lhes é permitido, inclusive roubar-nos ! Patética, hedionda, sórdida a ação destes vândalos da moral, mercenários da palavra mal-sã de suas campanhas eleitorais mentirosas e inescrupulosas, que se arvoram acima do bem e do mal para se locupletarem com os bens alheios.

Que desgoverno este nosso, que acusou as elites de quererem derruba-lo, esquecendo-se de que malfadada “elite ” que assalta este país ao longo dos séculos, que sufoca o povo na miséria e no abandono, que manipula, explora, assalta e provoca atrasos, é a própria classe política brasileira! Não adianta quererem escolher outra elite, por que, afora a esta bestial classe política, elitista, preconceituosa, atrasada, modorrenta, ignóbil, manipuladora, ignorante, ultrapassada, criminosa, todos os demais seres deste nosso país trabalham duro para se sustentarem. É um vexame para todos os brasileiros sermos desgovernados por esta elitizinha de meia pataca, que não sobreviveria um segundo sequer longe dos bolsos dos contribuintes, os quais assaltam em nome de seu único e exclusivo interesse.

Nossos poderes e instituições estão totalmente contaminados, são virulentos entes que provocam o atraso e o que é pior, sempre em conluio com o crime, agem apenas para si. O resto que se danem. “Eu quero é o meu, e só! Que se dane o povo !”.

Doloroso dia este em que uma empresa que produz riqueza, gera emprego e renda, teve seu laboratório de pesquisa totalmente destruído por gente que se diz pertencer a “movimentos sociais”(???). Vinte anos de trabalho na Estação Experimental da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul, simplesmente destruídos pela ação de criminosos, bando de delinqüentes que auto-intitulam de “movimento social”. Desde quando movimento social instiga a violência, a depredação, a ação criminosa, a invasão da propriedade, ignorando todos os mais elementares direitos ? Movimento social reinvidica direitos, não os destrói. Há muito tempo o MST deixou de ser um movimento, há muito deixou de ser social. Seus dirigentes, sob o beneplácito deste desgoverno que aí está, estão mais para bandoleiros, quadrilheiros, agentes de terrorismo urbano e rural, do que líderes voltados e devotados ao interesse social. O interesse social tem como baluarte a busca do bem-comum, o respeito aos direitos de acesso a melhor qualidade de vida. Como conquista-la através da destruição da propriedade de quem produz ? Líderes como estes deveriam ser casos de polícia, e não terem os tratamentos especiais com que são agraciados pelos agentes palacianos aos quais compete por dever primeiro zelarem e cumprirem, sem tréguas, a lei e a ordem. E o que fazem os nossos agentes palacianos? Ou simplesmente cruzam os braços e deixam o assalto correr livre e solto, ou ainda se travestem com bonés e verbas públicas para contemplar o movimento. Ou seja, o MST usa o dinheiro do contribuinte, devida e regiamente distribuído pelo Governo Federal, para promover o assalto e a destruição da propriedade deste mesmo contribuinte. Ironia ? Ou simplesmente, palhaçada ?

Uma vez mais olho para o meu título eleitoral e sinto vontade de queima-lo, de por fim a um pedaço de papel sem serventia alguma. Por que, mesmo que escolha outros representantes, mas porque nossos poderes representativos estão infestados do vírus da corrupção, estes “novos” representantes acabaram sendo tragados nesta corrente pestilenta e acabarão por agir pelo mesmo script, cometendo as mesmas sandices, comportando-se com a mesma sordidez com que os atuais se comportam, desfilando sua mediocridade ao nossos olhos de forma explícita. Se tornarão tão ou mais pilantras que seus antecessores.

Por vezes, desejaria ir embora do meu país, do meu belo país, desta terra abençoada pela natureza divina, linda, rica, imensa, fértil. Mas ao vê-la assim tão enlameada por esta elite mesquinha que se instalou no poder, me aventuro em sonhar fugir para muito longe daqui.

Mas enquanto aqui ficar, o que me cabe fazer como cidadão brasileiro que ama o seu país, que sonha um dia vê-lo governado por gente que o mereça, gente decente, que por ele faça o bem, e não o mal, será lutar para impedir que estes canastrões continuem governando-o, dizendo que “não tem pressa” para desenvolve-lo, sem ao menos se atentarem que para um chefe de família, desempregado ou sub-empregado, toda a pressa é necessária para poder comprar alimento para sua família, pressa para permitirem uma educação de qualidade para seus filhos, pressa em ser assistido sem humilhações por um serviço de saúde que atenda suas básicas necessidades de bem-estar. Quem não tem pressa são aqueles que, logicamente, se beneficiam de seus altos cargos na república, estejam ali eleitos ou nomeados por sua relação de compadrio. Quem não tem pressa são aqueles que, marotamente, se beneficiam de contratos escusos e das relações prostituídas com os níveis federais, estaduais e municipais para, ilicitamente, enriquecerem da noite para o dia.

De uma vez por todas, precisamos todos os que ainda acreditam na honra, na honestidade, na ética, no trabalho, e num futuro feliz para o nosso Brasil, gritar a altos brados; CHEGA DE CANALICE ! Recrutarei todos os amigos que puder, e até os que não são amigos, abaixo-assinados, recados para redações de jornais, e-mails para todos os que puder mandar, movimentando-me por esta ação cívica para protestar, agitar, recrutar, envolver, convencer, bradar, insurgir-me, tudo enfim que estiver ao meu alcance para por fim ao descalabro que nos atormenta há tantos séculos: fazer a limpeza política. É isto que se quer. Que se danem os poderes virulentos deste país. O que interessa, o que realmente importa e conta é acabar de vez com estes pestilentos roedores da nossa vergonha, do nosso orgulho de sermos cidadãos brasileiros honrados. Chega de promiscuidade política. Chega de safados bestiais que nos atormentam, que nos assaltam, que nos humilham, que nos atrasam. A todos os que se interessam pelo respeito à ética, a moral e bons costumes, a todos os que se enojam diante destes canastrões, é permitido esquece-los, ignorá-los, manda-los de volta para onde jamais deveríamos tê-los deixado sair: os esgotos da mediocridade. Chega de patifaria e desonra às nossas custas. O Brasil pertence ao povo brasileiro, e não à esta elite política safada e cafajeste, emporcalhada e fedorenta. Mantê-los aonde estão atualmente, nunca mais ! Queremos um Brasil decente e digno, queremos olhar nossa bandeira e sentirmos imenso orgulho do que nela está escrito: ordem e progresso.
Pobre Nação Brasileira ! Por quanto tempo, e por quantos canastrões ainda serás assaltada e vilipendiada ! Quantos de teus filhos ainda sofrerão e chorarão as dores que se lhes são causadas pela ação ignóbil, pérfida e maléfica de tua elite política ! Carniceiros, sugadores, larápios esculpidos no barro da podridão.
Que Deus se apiede de ti, e que nós, pelo poder que ainda nos resta, varremos em outubro próximo, para a lata do lixo da história todos estes belzebus que assombram e atormentam nossos dias e roubam o nosso direito de sermos felizes! E se roubando o dinheiro dos impostos que pagamos eles a si mesmos se absolvem por se acharem permitidos roubar-nos, que mostremos a eles que a nossa dignidade, que a nossa honra eles não roubarão, que a nossa palavra eles não farão calar. A isto nos é permitido lutar, e no exercício de nossa cidadania expulsa-los de uma vez por todas da vida política nacional.