sábado, julho 22, 2006

O luto de uma Nação !

A democracia brasileira não apenas está de luto, mas está, acima de tudo, enlameada pela bandalheira que seu poder representativo tem espalhado de forma calculada, intensa, premeditada e sem trégua, sem medir conseqüências, sem se dar sequer ao trabalho de perguntar àqueles que os escolheram se foi para isto que foram eleitos.

É vergonhoso hoje olhar-se para o nosso título de eleitor e ver o quanto nele escarraram todos quantos deveriam respeita-lo como conquista maior de uma cidadania. Num dia como o de hoje, a alma brasileira chora de dor e de vergonha, bem como a alma de todos os brasileiros que lutaram com a própria vida para a construção desta nação, escondem-se incomodados com o triste papel desempenhado pela elite política que manchou nossa bandeira com as cores da patifaria, do escárnio, da imoralidade, da desfaçatez.

É doloroso assistir diariamente milhares de jovens buscando com enorme desespero embarcar em carruagens de aventuras para outros países, ora por que não vêem possibilidades de aqui prosperarem pela escassez de oportunidades, ora movidos pela insegurança que seifa vidas inocentes em números cada vez mais crescentes e sem que o Poder Público demonstre um mínimo de ação organizada para tornar o Brasil como um todo uma terra de paz. Com esta gente o máximo que se tem é uma terra sem lei.

É constrangedor presenciar como se tenta minar as liberdades duramente conquistadas como as de expressão e de pensamento, em nome da manutenção no poder de gente inepta. Como também assistir de que forma órgãos e instituições exemplos de excelência em trabalho e pesquisa são simplesmente sucateados com nomeações esdrúxulas dos amigos do rei.

O dia de hoje, especialmente, após as “absolvições” de dois criminosos confessos, feitas pelo Congresso Nacional, é e será um triste espetáculo patrocinado por quem deveria zelar pela ética, pela moral e, além de tudo, pelo comportamento exemplar que deveriam exigir na condução de seus mandatos. Quando uma simples ação de furtar um shampú em supermercado merece sequer um habeas-corpus impugnado por um juiz que considerou a ré como de “alta-periculosidade” à sociedade, apesar de não ter antecedentes criminais, o assalto cometido em milhões de reais aos cofres públicos, para onde converge 40 % de toda a riqueza produzida pelo país, feita com suor, trabalho e sacrifício de milhões de brasileiros para os quais o país sequer retribui com escola de qualidade, com estradas trafegáveis, saúde decente e segurança mínima, a este crime hediondo por que cometido por homens que deveriam zelar pela aplicabilidade honesta de toda esta riqueza em favor de benefícios à população, pois bem este horrendo crime foi simplesmente “perdoado” pelo Congresso Nacional, absolvendo os culpados em indiscutível recado de que, para os políticos desta nação, roubar não é crime !

Acaso perguntaram a quem lhes confiou o mandato e lhes paga os altos salários de que se saciam, muitas vezes sem ao mesmo comparecerem ao local de trabalho se foi para isto que o povo os escolheu ? Por certo que não, pois entenderem que, uma vez empossados, tudo lhes é permitido, inclusive roubar-nos ! Patética, hedionda, sórdida a ação destes vândalos da moral, mercenários da palavra mal-sã de suas campanhas eleitorais mentirosas e inescrupulosas, que se arvoram acima do bem e do mal para se locupletarem com os bens alheios.

Que desgoverno este nosso, que acusou as elites de quererem derruba-lo, esquecendo-se de que malfadada “elite ” que assalta este país ao longo dos séculos, que sufoca o povo na miséria e no abandono, que manipula, explora, assalta e provoca atrasos, é a própria classe política brasileira! Não adianta quererem escolher outra elite, por que, afora a esta bestial classe política, elitista, preconceituosa, atrasada, modorrenta, ignóbil, manipuladora, ignorante, ultrapassada, criminosa, todos os demais seres deste nosso país trabalham duro para se sustentarem. É um vexame para todos os brasileiros sermos desgovernados por esta elitizinha de meia pataca, que não sobreviveria um segundo sequer longe dos bolsos dos contribuintes, os quais assaltam em nome de seu único e exclusivo interesse.

Nossos poderes e instituições estão totalmente contaminados, são virulentos entes que provocam o atraso e o que é pior, sempre em conluio com o crime, agem apenas para si. O resto que se danem. “Eu quero é o meu, e só! Que se dane o povo !”.

Doloroso dia este em que uma empresa que produz riqueza, gera emprego e renda, teve seu laboratório de pesquisa totalmente destruído por gente que se diz pertencer a “movimentos sociais”(???). Vinte anos de trabalho na Estação Experimental da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul, simplesmente destruídos pela ação de criminosos, bando de delinqüentes que auto-intitulam de “movimento social”. Desde quando movimento social instiga a violência, a depredação, a ação criminosa, a invasão da propriedade, ignorando todos os mais elementares direitos ? Movimento social reinvidica direitos, não os destrói. Há muito tempo o MST deixou de ser um movimento, há muito deixou de ser social. Seus dirigentes, sob o beneplácito deste desgoverno que aí está, estão mais para bandoleiros, quadrilheiros, agentes de terrorismo urbano e rural, do que líderes voltados e devotados ao interesse social. O interesse social tem como baluarte a busca do bem-comum, o respeito aos direitos de acesso a melhor qualidade de vida. Como conquista-la através da destruição da propriedade de quem produz ? Líderes como estes deveriam ser casos de polícia, e não terem os tratamentos especiais com que são agraciados pelos agentes palacianos aos quais compete por dever primeiro zelarem e cumprirem, sem tréguas, a lei e a ordem. E o que fazem os nossos agentes palacianos? Ou simplesmente cruzam os braços e deixam o assalto correr livre e solto, ou ainda se travestem com bonés e verbas públicas para contemplar o movimento. Ou seja, o MST usa o dinheiro do contribuinte, devida e regiamente distribuído pelo Governo Federal, para promover o assalto e a destruição da propriedade deste mesmo contribuinte. Ironia ? Ou simplesmente, palhaçada ?

Uma vez mais olho para o meu título eleitoral e sinto vontade de queima-lo, de por fim a um pedaço de papel sem serventia alguma. Por que, mesmo que escolha outros representantes, mas porque nossos poderes representativos estão infestados do vírus da corrupção, estes “novos” representantes acabaram sendo tragados nesta corrente pestilenta e acabarão por agir pelo mesmo script, cometendo as mesmas sandices, comportando-se com a mesma sordidez com que os atuais se comportam, desfilando sua mediocridade ao nossos olhos de forma explícita. Se tornarão tão ou mais pilantras que seus antecessores.

Por vezes, desejaria ir embora do meu país, do meu belo país, desta terra abençoada pela natureza divina, linda, rica, imensa, fértil. Mas ao vê-la assim tão enlameada por esta elite mesquinha que se instalou no poder, me aventuro em sonhar fugir para muito longe daqui.

Mas enquanto aqui ficar, o que me cabe fazer como cidadão brasileiro que ama o seu país, que sonha um dia vê-lo governado por gente que o mereça, gente decente, que por ele faça o bem, e não o mal, será lutar para impedir que estes canastrões continuem governando-o, dizendo que “não tem pressa” para desenvolve-lo, sem ao menos se atentarem que para um chefe de família, desempregado ou sub-empregado, toda a pressa é necessária para poder comprar alimento para sua família, pressa para permitirem uma educação de qualidade para seus filhos, pressa em ser assistido sem humilhações por um serviço de saúde que atenda suas básicas necessidades de bem-estar. Quem não tem pressa são aqueles que, logicamente, se beneficiam de seus altos cargos na república, estejam ali eleitos ou nomeados por sua relação de compadrio. Quem não tem pressa são aqueles que, marotamente, se beneficiam de contratos escusos e das relações prostituídas com os níveis federais, estaduais e municipais para, ilicitamente, enriquecerem da noite para o dia.

De uma vez por todas, precisamos todos os que ainda acreditam na honra, na honestidade, na ética, no trabalho, e num futuro feliz para o nosso Brasil, gritar a altos brados; CHEGA DE CANALICE ! Recrutarei todos os amigos que puder, e até os que não são amigos, abaixo-assinados, recados para redações de jornais, e-mails para todos os que puder mandar, movimentando-me por esta ação cívica para protestar, agitar, recrutar, envolver, convencer, bradar, insurgir-me, tudo enfim que estiver ao meu alcance para por fim ao descalabro que nos atormenta há tantos séculos: fazer a limpeza política. É isto que se quer. Que se danem os poderes virulentos deste país. O que interessa, o que realmente importa e conta é acabar de vez com estes pestilentos roedores da nossa vergonha, do nosso orgulho de sermos cidadãos brasileiros honrados. Chega de promiscuidade política. Chega de safados bestiais que nos atormentam, que nos assaltam, que nos humilham, que nos atrasam. A todos os que se interessam pelo respeito à ética, a moral e bons costumes, a todos os que se enojam diante destes canastrões, é permitido esquece-los, ignorá-los, manda-los de volta para onde jamais deveríamos tê-los deixado sair: os esgotos da mediocridade. Chega de patifaria e desonra às nossas custas. O Brasil pertence ao povo brasileiro, e não à esta elite política safada e cafajeste, emporcalhada e fedorenta. Mantê-los aonde estão atualmente, nunca mais ! Queremos um Brasil decente e digno, queremos olhar nossa bandeira e sentirmos imenso orgulho do que nela está escrito: ordem e progresso.
Pobre Nação Brasileira ! Por quanto tempo, e por quantos canastrões ainda serás assaltada e vilipendiada ! Quantos de teus filhos ainda sofrerão e chorarão as dores que se lhes são causadas pela ação ignóbil, pérfida e maléfica de tua elite política ! Carniceiros, sugadores, larápios esculpidos no barro da podridão.
Que Deus se apiede de ti, e que nós, pelo poder que ainda nos resta, varremos em outubro próximo, para a lata do lixo da história todos estes belzebus que assombram e atormentam nossos dias e roubam o nosso direito de sermos felizes! E se roubando o dinheiro dos impostos que pagamos eles a si mesmos se absolvem por se acharem permitidos roubar-nos, que mostremos a eles que a nossa dignidade, que a nossa honra eles não roubarão, que a nossa palavra eles não farão calar. A isto nos é permitido lutar, e no exercício de nossa cidadania expulsa-los de uma vez por todas da vida política nacional.