Há muitos assuntos interessantes para se refletir neste Brasil em ano eleitoral e em véspera de Copa do Mundo. Qualquer um deles, permite avaliações, conclusões e comentários longos ou demorados, dependendo de quem sobre eles comenta ou escreve.
Quando mal começava um, eis que surgia notícias sobre outro a roubar-me a atenção, e assim tem sido nestes últimos dez dias. Mas, de tudo que tem despertado nosso interesse, creio que a crise da pecuária, a operação sanguessuga da Polícia Federal e a crise com a Bolívia formam um leque bem interessante e suficiente forte para se concluir o quanto Lubabá e seus quadrilheiros estão desgovernando o Brasil.
Depois de tudo que já disse e opinou sobre a crise Brasil x Bolívia, a gente acreditava que, em volta de uma mesa de negociação, Lula e Evo Morales buscariam um entendimento civilizado, e as nossas vidinhas mundanas continuariam sendo tocadas em frente. Ledo engano. Não satisfeito em usurpar uma propriedade que não era sua (o gás sim, mas a refinaria era propriedade da Petrobrás), não contente em negar-se a reconhecer o direito que a Petrobrás tem em ser indenizada, agora Morales ataca não apenas a história, mas a honra e a dignidade com que sempre o Brasil tratou os seus vizinhos. O acordo firmado entre Brasil e Bolívia para a construção do gasoduto foi declarado ilegal e inconstitucional. A Petrobrás foi acusada de sonegação de impostos e contrabando. Não satisfeito disse em evento internacional que o estado do Acre foi trocado por um cavalo com o Brasil no início do século passado !? (De que livro de História ele tirou tamanha barbaridade, desconhece-se). E para culminar, o Evo Morales ainda disse que, na obra de construção do gasoduto das Américas (aquela desenhado pelo Hugo Chavez que atravessaria todo o território brasileiro indo até a Argentina), somente participariam empresas estatais, e que se a Petrobrás fizesse parte, não haveria acordo. Em resumo: a Bolívia mandou o Brasil às favas e se declarou dona de nosso destino. Se é assim, então deveríamos fazer o seguinte: não haverá gasoduto nenhum por dentro do território brasileiro vindo seja da Venezuela ou de qualquer outro lugar. Se a Venezuela quer vender gás para a Argentina, Uruguai e Paraguai ela que construa um gasoduto atravessando o Andes. E mais: que a Petrobrás e seus técnicos, além do embaixador brasileiro retirem-se imediatamente da Bolívia. E para encerrar o assunto: feche-se as válvulas do gasoduto. Doravante o Brasil não adquirirá um metro cúbico sequer de gás boliviano. Que se instale ao longo da fronteira com a Bolívia instalações militares, ocupadas por tropas brasileiras. Que se mostre ao mundo os territórios desanexados do estado do Mato Grosso além dos 2,0 milhões de libras esterlinas pagos pelo Brasil pelo estado do Acre, e se declare na ONU o presidente Evo Morales como mentiroso! E que a Bolívia vá se danar com o seu “índio” presidente ! Acreditem, além de recuperar o respeito da comunidade internacional, o blefe do índio presidente não duraria nem 7 dias. E assunto encerrado. Mas como nosso Lubabá é frouxo, acredito que o blefe irá render em toda a América Latina outras reações em cadeia em desfavor do Brasil. Todos vão se achar no direito de nos chantagear. Esperem e verão.
Mas, dentre os assuntos internos, creio eu, seria prudente pararmos para avaliar com muita calma a crise da agricultura. Por onde ela se espalhou, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, ela vem mobilizando e arregimentando simpatizantes em diferentes atividades, mas, também, e infelizmente, tem feito suas vítimas.
Quando o Lubabá assumiu a presidência, e iniciou seu desgoverno, recebeu de FHC, uma agricultura vibrante, em franco crescimento, e a tal ponto e medida, que nossos concorrentes como Estados Unidos, França e Argentina, apenas para citar alguns, sentiram nosso peso e importância na produção e no comércio mundial de alimentos.
Contudo, tal crescimento não se deveu unicamente ao esforço dos agricultores, mas foi fruto de uma política planejada e muito bem conduzida pelo Governo Federal. Tínhamos perdido parte do sentimento que sempre carregamos por décadas a de era vergonhoso sermos classificados como país “agrícola”, esquecendo-se muitos, de que a história demonstra o quanto tal sentimento é injustificado. Apenas para exemplificar, bastaria estudar um pouco da história norte-americana para se compreender que, muito da pujança econômica daquele país, se deve, sobretudo, à sua agricultura e à sua pecuária. Com efeito, a agricultura, em maior grau, tem sob suas asas, toda uma cadeia econômica que dela depende diretamente, e proporciona riquezas, emprego e renda aos milhões e a milhares.
Não reconhecer sua importância, é gravar na sua descrença uma marca de falta de senso da realidade.
Pois bem, apesar de todas as evidências, apesar de tudo que sabe, o desgoverno do Sr. Lubabá tem se esforçado ao longo de quase três anos e meio para jogar a agricultura brasileira no ridículo. E o que é pior, ao invés de culpar sua total falta de política para este setor, ainda culpa os agricultores pela crise que atravessam, da mesma forma como culpou os pecuaristas pela febre aftosa, que além de dizimar rebanhos no Paraná e Mato Grosso do Sul, fechou mercados consumidores no mundo todo, como se aos pecuaristas coubessem a liberação das verbas para aquisição de vacinas (e que o próprio Ministério da Agricultura já havia solicitado sua liberação e prévio aviso do que sua retenção poderia provocar). Somente após constatado os prejuízos, sensibilizou-se o governo federal.
Mas, dentre todos aqueles que dependem da cadeia econômica sob as asas da agricultura e que ora se unem sob a bandeira do “Grito de Independência”, o movimento que mais me chamou a atenção foi a de estudantes de veterinária e agronomia que ocorreu em Cuiabá.
E mais: em recente visita à Belo Horizonte, onde proferiu (ou ao menos tentou) palestra aos alunos da Pontifícia Universidade Católica, o ex-ministro José Dirceu foi intensamente vaiado pelos universitários que se fantasiaram com nariz de palhaço. Como em Alto Taquari/MT, onde participava de uma solenidade, o Governador Blairo Maggi precisou intervir junto aos estudantes para impedir a malhação de um boneco de pano apelidado de “Lula”.
Faz tempo que tenho estranhado o silêncio da massa estudantil diante do descalabro político que temos vivido. Nunca os percebi tão distantes, tão silenciosos, tão alienados ! E o mesmo comportamento se observa nos sindicalistas ! Mas estes são movidos por outras razões, algumas até inconfessáveis.
O que isso vem a demonstrar: as três manifestações começam a fazer coro a uma intensa repulsa da juventude por tudo o que o desgoverno que está aí representa e tem feito. Muitos lembrarão que foram os estudantes que iniciaram e atiçaram fogo ao combustível para o impedimento do ex-presidente Fernando Collor. O movimento que vemos dos agricultores e agora dos universitários começam a demonstrar o quanto a sociedade já começa a se mover contra o lamaçal de roubos, escândalos , falcatruas e, principalmente, o mar de mentiras e de impunidades que move a classe política brasileira. Enquanto o trabalhador médio deste País precisa dedicar um mínimo de 44 horas semanais para receber um mínimo de R$ 350,00 mensais, além do constrangimento a que é submetido toda vez que precisa ser atendido por qualquer serviço público, os senhores larápios do Congresso Nacional deitam e rolam sobre milhões de reais desviados do Erário, e sem que nada os atinja.
É incrível como estes fatos que enxovalham a sociedade brasileira se arrastam sem que nunca se chegue a punições exemplares. Mas não se iludam tanto mais as “ratasanas” : percebe-se por todos os lados, mesmo que lentamente, o grau de saturação que o povo brasileiro vem atingindo. O próprio movimento dos agricultores hoje já atinge caminhoneiros, bancários e comerciários das cidades interioranas (estes são os primeiros prejudicados quando a agricultura vai mal), e lentamente o movimento vai invadindo médias e grandes cidades.
Percebe-se de forma inquestionável o clima de saturação nos pontos de ônibus, nos corredores dos supermercados, nos bate-papos de esquina, nas filas dos bancos, e isto vai tomando forma e se agigantando até fugir do controle. E quando fugir do controle, o povo brasileiro terá dado um recado definitivo a toda e qualquer autoridade pública deste País: chega de roubo, chega de impunidade, chega de exploração ! É isso, é tudo isso, e não mais do que isso. O último dos escândalos políticos chega ao cúmulo de atingir cerca de 1/3 da atual composição do Congresso Nacional. É DURO DE AGUENTAR !
Quando é que tais “autoridades” e políticos haverão de entender que o povo brasileiro quer trabalhar em paz, sustentar sua família, e de vez quando, ter um lazer tipo um churrasco de final de semana com os amigos, um cineminha com a namorado ou namorado, um bate-papo com amigos? É apenas isto, claro que também amparado por serviços públicos decentes, escolas, saúde, segurança, transportes. Somos um povo dócil, reagimos diferentemente dos franceses, por exemplo, ou dos argentinos, e até dos americanos. Queremos confiar em nossas autoridades, esperamos que elas cumpram apenas o dever que lhes cabe pela função que exercem. Mas qual o quê, a ganância para nossas “autoridades” é o único fio condutor a mover seus atos e palavras.
Além da boa vontade do Ministro da Agricultura (que aliás já por diversas vezes ameaçou deixar o cargo), com nada mais podem contar os agricultores e pecuaristas. Assim como nos casos da Petrobrás e da EBX, na Bolívia, o Lubabá tem e mantém estreitos laços com o que há de pior, de mais ultrapassado em seu tempo. Há, tacitamente, compromissos de “amizade” entre ele e Hugo Chavez, Nestor Kirchner, Fidel Castro e Evo Morales. O interesse soberano do Brasil que fique em segundo plano, desde que o clube das loucas americanas, iluminadas e perfumadas pelas fragrâncias do atraso e da ignorância, sejam respeitados até suas últimas conseqüências. Pelo lado da agricultura, como poderia ele colocar-se contrário ao prega o companheiro Stédile e seus comparsas ?
Só de imaginar que esta tropa de choque da incompetência possa permanecer no poder por mais quatro anos, acreditem, chego a temer pelo que de pior ainda está por vir. Porque se Lubabá já se converteu em exterminador do passado (no seu entendimento o Brasil foi descoberto por ele), e em razão de tudo que já viu em seus anos de devaneio e desgoverno, acreditem ele se consagrará como o exterminador do nosso futuro. O custo para desmontar a quadrilha instalada no poder, sejam ministérios, ou empresas estatais, autarquias, universidades, etc., custará muito dinheiro (para trazer os técnicos que foram enxotados), e muito tempo para recuperar a moralidade no trato da coisa pública. Aliás, e bem a propósito é bom recordar a entrevista que Hélio Bicudo deu em 2005, no auge da crise do mensalão, quando ele, e muitos outros, desistiram, logo ele que houvera sido um dos fundadores do partido e que o ajudou a crescer. Disse o professor Bicudo a cerca do governo Lula: “Esse governo não foi conduzido segundo a utopia do PT. Foi conduzido segundo as necessidades da direção partidária de atingir o poder e desfrutardo poder”. E ainda completou: “O governo Lula contemplou as necessidades de alguns setores, mas do ponto de vista da população deixou a desejar. O Bolsa Família é puro paternalismo. Você tem que dar educação, saúde e oportunidades. Eu costumo comparar essa questão da Bolsa Família com a atuação dos políticos do começo do século passado, que davam botinas para os eleitores votarem”. E quando perguntado sobre o futuro do PT respondeu secamente: “A esquerda vai levar 100 anos para se recuperar da gestão Lula
O Congresso, alavancado pela falta de ética nos escalões do Executivo federal, entrou na roda O desmanche moral do Congresso está longe de chegar ao fim. O empenho dos senhores deputados e senadores em produzir novos meios de ferir a ética, cometer espertezas e promover irregularidades está fazendo jorrar ainda mais lama sobre a instituição – e, claro, sobre eles próprios. Do uso irregular e excessivo das verbas de combustível à ocupação ilegal de apartamentos funcionais, golpes de todos os tamanhos estão sendo aplicados à instituição. Nesse cardápio, não falta nem mesmo a prática de contratar funcionários-fantasmas para ficar com a verba correspondente aos vencimentos. De sobremesa, além da enorme pizza que produziram para os mensaleiros, agora 174 congressistas foram indiciados pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga. Estejam certos de que, em razão do elevado número de envolvidos, o próximo prato a ser servido será Rodízzio de Pizza na Chapa do Povo.
Aplaudo veementemente movimentos como os dos agricultores. Andarei lado a lado com todo e qualquer movimento estudantil que reverbere protestos contra o descalabro a que o desgoverno Lubabá está submetendo a Nação. Alegremente leio jornais, revistas, internet, televisão e me deparo com muita gente explodindo de raiva contra o PT, pelo que de funesto ele, sob a batuta de maestro Lula, está produzindo para o futuro do Brasil. Que Lula queira permanecer nas trevas da ignorância isto é com ele. É um direito dele permanecer analfabeto. Mas ele, mesmo que Presidente da República, não tem o direito de querer o país todo nas trevas. O futuro nos pertence, e por certo está muito longe daquilo que o Sr. Lula diz pretender. Porque, na verdade, como Ciro Gomes disse em entrevista à Revista Caros Amigos, “O maior erro do PT é não ter um plano de governo”. Disto todos já sabíamos, agora o Sr. Ciro Gomes apenas referenda que estamos sendo governados pela improvisão, o que por si só é bastante para justificar tanto desgoverno. Dar a estes estupradores da honra, da moral, da decência e da dignidades nacionais mais quatro anos é, lamentavelmente, atestar nossa incapacidade de entregar aos nossos filhos um país melhor, livre e soberano.
Quando mal começava um, eis que surgia notícias sobre outro a roubar-me a atenção, e assim tem sido nestes últimos dez dias. Mas, de tudo que tem despertado nosso interesse, creio que a crise da pecuária, a operação sanguessuga da Polícia Federal e a crise com a Bolívia formam um leque bem interessante e suficiente forte para se concluir o quanto Lubabá e seus quadrilheiros estão desgovernando o Brasil.
Depois de tudo que já disse e opinou sobre a crise Brasil x Bolívia, a gente acreditava que, em volta de uma mesa de negociação, Lula e Evo Morales buscariam um entendimento civilizado, e as nossas vidinhas mundanas continuariam sendo tocadas em frente. Ledo engano. Não satisfeito em usurpar uma propriedade que não era sua (o gás sim, mas a refinaria era propriedade da Petrobrás), não contente em negar-se a reconhecer o direito que a Petrobrás tem em ser indenizada, agora Morales ataca não apenas a história, mas a honra e a dignidade com que sempre o Brasil tratou os seus vizinhos. O acordo firmado entre Brasil e Bolívia para a construção do gasoduto foi declarado ilegal e inconstitucional. A Petrobrás foi acusada de sonegação de impostos e contrabando. Não satisfeito disse em evento internacional que o estado do Acre foi trocado por um cavalo com o Brasil no início do século passado !? (De que livro de História ele tirou tamanha barbaridade, desconhece-se). E para culminar, o Evo Morales ainda disse que, na obra de construção do gasoduto das Américas (aquela desenhado pelo Hugo Chavez que atravessaria todo o território brasileiro indo até a Argentina), somente participariam empresas estatais, e que se a Petrobrás fizesse parte, não haveria acordo. Em resumo: a Bolívia mandou o Brasil às favas e se declarou dona de nosso destino. Se é assim, então deveríamos fazer o seguinte: não haverá gasoduto nenhum por dentro do território brasileiro vindo seja da Venezuela ou de qualquer outro lugar. Se a Venezuela quer vender gás para a Argentina, Uruguai e Paraguai ela que construa um gasoduto atravessando o Andes. E mais: que a Petrobrás e seus técnicos, além do embaixador brasileiro retirem-se imediatamente da Bolívia. E para encerrar o assunto: feche-se as válvulas do gasoduto. Doravante o Brasil não adquirirá um metro cúbico sequer de gás boliviano. Que se instale ao longo da fronteira com a Bolívia instalações militares, ocupadas por tropas brasileiras. Que se mostre ao mundo os territórios desanexados do estado do Mato Grosso além dos 2,0 milhões de libras esterlinas pagos pelo Brasil pelo estado do Acre, e se declare na ONU o presidente Evo Morales como mentiroso! E que a Bolívia vá se danar com o seu “índio” presidente ! Acreditem, além de recuperar o respeito da comunidade internacional, o blefe do índio presidente não duraria nem 7 dias. E assunto encerrado. Mas como nosso Lubabá é frouxo, acredito que o blefe irá render em toda a América Latina outras reações em cadeia em desfavor do Brasil. Todos vão se achar no direito de nos chantagear. Esperem e verão.
Mas, dentre os assuntos internos, creio eu, seria prudente pararmos para avaliar com muita calma a crise da agricultura. Por onde ela se espalhou, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, ela vem mobilizando e arregimentando simpatizantes em diferentes atividades, mas, também, e infelizmente, tem feito suas vítimas.
Quando o Lubabá assumiu a presidência, e iniciou seu desgoverno, recebeu de FHC, uma agricultura vibrante, em franco crescimento, e a tal ponto e medida, que nossos concorrentes como Estados Unidos, França e Argentina, apenas para citar alguns, sentiram nosso peso e importância na produção e no comércio mundial de alimentos.
Contudo, tal crescimento não se deveu unicamente ao esforço dos agricultores, mas foi fruto de uma política planejada e muito bem conduzida pelo Governo Federal. Tínhamos perdido parte do sentimento que sempre carregamos por décadas a de era vergonhoso sermos classificados como país “agrícola”, esquecendo-se muitos, de que a história demonstra o quanto tal sentimento é injustificado. Apenas para exemplificar, bastaria estudar um pouco da história norte-americana para se compreender que, muito da pujança econômica daquele país, se deve, sobretudo, à sua agricultura e à sua pecuária. Com efeito, a agricultura, em maior grau, tem sob suas asas, toda uma cadeia econômica que dela depende diretamente, e proporciona riquezas, emprego e renda aos milhões e a milhares.
Não reconhecer sua importância, é gravar na sua descrença uma marca de falta de senso da realidade.
Pois bem, apesar de todas as evidências, apesar de tudo que sabe, o desgoverno do Sr. Lubabá tem se esforçado ao longo de quase três anos e meio para jogar a agricultura brasileira no ridículo. E o que é pior, ao invés de culpar sua total falta de política para este setor, ainda culpa os agricultores pela crise que atravessam, da mesma forma como culpou os pecuaristas pela febre aftosa, que além de dizimar rebanhos no Paraná e Mato Grosso do Sul, fechou mercados consumidores no mundo todo, como se aos pecuaristas coubessem a liberação das verbas para aquisição de vacinas (e que o próprio Ministério da Agricultura já havia solicitado sua liberação e prévio aviso do que sua retenção poderia provocar). Somente após constatado os prejuízos, sensibilizou-se o governo federal.
Mas, dentre todos aqueles que dependem da cadeia econômica sob as asas da agricultura e que ora se unem sob a bandeira do “Grito de Independência”, o movimento que mais me chamou a atenção foi a de estudantes de veterinária e agronomia que ocorreu em Cuiabá.
E mais: em recente visita à Belo Horizonte, onde proferiu (ou ao menos tentou) palestra aos alunos da Pontifícia Universidade Católica, o ex-ministro José Dirceu foi intensamente vaiado pelos universitários que se fantasiaram com nariz de palhaço. Como em Alto Taquari/MT, onde participava de uma solenidade, o Governador Blairo Maggi precisou intervir junto aos estudantes para impedir a malhação de um boneco de pano apelidado de “Lula”.
Faz tempo que tenho estranhado o silêncio da massa estudantil diante do descalabro político que temos vivido. Nunca os percebi tão distantes, tão silenciosos, tão alienados ! E o mesmo comportamento se observa nos sindicalistas ! Mas estes são movidos por outras razões, algumas até inconfessáveis.
O que isso vem a demonstrar: as três manifestações começam a fazer coro a uma intensa repulsa da juventude por tudo o que o desgoverno que está aí representa e tem feito. Muitos lembrarão que foram os estudantes que iniciaram e atiçaram fogo ao combustível para o impedimento do ex-presidente Fernando Collor. O movimento que vemos dos agricultores e agora dos universitários começam a demonstrar o quanto a sociedade já começa a se mover contra o lamaçal de roubos, escândalos , falcatruas e, principalmente, o mar de mentiras e de impunidades que move a classe política brasileira. Enquanto o trabalhador médio deste País precisa dedicar um mínimo de 44 horas semanais para receber um mínimo de R$ 350,00 mensais, além do constrangimento a que é submetido toda vez que precisa ser atendido por qualquer serviço público, os senhores larápios do Congresso Nacional deitam e rolam sobre milhões de reais desviados do Erário, e sem que nada os atinja.
É incrível como estes fatos que enxovalham a sociedade brasileira se arrastam sem que nunca se chegue a punições exemplares. Mas não se iludam tanto mais as “ratasanas” : percebe-se por todos os lados, mesmo que lentamente, o grau de saturação que o povo brasileiro vem atingindo. O próprio movimento dos agricultores hoje já atinge caminhoneiros, bancários e comerciários das cidades interioranas (estes são os primeiros prejudicados quando a agricultura vai mal), e lentamente o movimento vai invadindo médias e grandes cidades.
Percebe-se de forma inquestionável o clima de saturação nos pontos de ônibus, nos corredores dos supermercados, nos bate-papos de esquina, nas filas dos bancos, e isto vai tomando forma e se agigantando até fugir do controle. E quando fugir do controle, o povo brasileiro terá dado um recado definitivo a toda e qualquer autoridade pública deste País: chega de roubo, chega de impunidade, chega de exploração ! É isso, é tudo isso, e não mais do que isso. O último dos escândalos políticos chega ao cúmulo de atingir cerca de 1/3 da atual composição do Congresso Nacional. É DURO DE AGUENTAR !
Quando é que tais “autoridades” e políticos haverão de entender que o povo brasileiro quer trabalhar em paz, sustentar sua família, e de vez quando, ter um lazer tipo um churrasco de final de semana com os amigos, um cineminha com a namorado ou namorado, um bate-papo com amigos? É apenas isto, claro que também amparado por serviços públicos decentes, escolas, saúde, segurança, transportes. Somos um povo dócil, reagimos diferentemente dos franceses, por exemplo, ou dos argentinos, e até dos americanos. Queremos confiar em nossas autoridades, esperamos que elas cumpram apenas o dever que lhes cabe pela função que exercem. Mas qual o quê, a ganância para nossas “autoridades” é o único fio condutor a mover seus atos e palavras.
Além da boa vontade do Ministro da Agricultura (que aliás já por diversas vezes ameaçou deixar o cargo), com nada mais podem contar os agricultores e pecuaristas. Assim como nos casos da Petrobrás e da EBX, na Bolívia, o Lubabá tem e mantém estreitos laços com o que há de pior, de mais ultrapassado em seu tempo. Há, tacitamente, compromissos de “amizade” entre ele e Hugo Chavez, Nestor Kirchner, Fidel Castro e Evo Morales. O interesse soberano do Brasil que fique em segundo plano, desde que o clube das loucas americanas, iluminadas e perfumadas pelas fragrâncias do atraso e da ignorância, sejam respeitados até suas últimas conseqüências. Pelo lado da agricultura, como poderia ele colocar-se contrário ao prega o companheiro Stédile e seus comparsas ?
Só de imaginar que esta tropa de choque da incompetência possa permanecer no poder por mais quatro anos, acreditem, chego a temer pelo que de pior ainda está por vir. Porque se Lubabá já se converteu em exterminador do passado (no seu entendimento o Brasil foi descoberto por ele), e em razão de tudo que já viu em seus anos de devaneio e desgoverno, acreditem ele se consagrará como o exterminador do nosso futuro. O custo para desmontar a quadrilha instalada no poder, sejam ministérios, ou empresas estatais, autarquias, universidades, etc., custará muito dinheiro (para trazer os técnicos que foram enxotados), e muito tempo para recuperar a moralidade no trato da coisa pública. Aliás, e bem a propósito é bom recordar a entrevista que Hélio Bicudo deu em 2005, no auge da crise do mensalão, quando ele, e muitos outros, desistiram, logo ele que houvera sido um dos fundadores do partido e que o ajudou a crescer. Disse o professor Bicudo a cerca do governo Lula: “Esse governo não foi conduzido segundo a utopia do PT. Foi conduzido segundo as necessidades da direção partidária de atingir o poder e desfrutardo poder”. E ainda completou: “O governo Lula contemplou as necessidades de alguns setores, mas do ponto de vista da população deixou a desejar. O Bolsa Família é puro paternalismo. Você tem que dar educação, saúde e oportunidades. Eu costumo comparar essa questão da Bolsa Família com a atuação dos políticos do começo do século passado, que davam botinas para os eleitores votarem”. E quando perguntado sobre o futuro do PT respondeu secamente: “A esquerda vai levar 100 anos para se recuperar da gestão Lula
O Congresso, alavancado pela falta de ética nos escalões do Executivo federal, entrou na roda O desmanche moral do Congresso está longe de chegar ao fim. O empenho dos senhores deputados e senadores em produzir novos meios de ferir a ética, cometer espertezas e promover irregularidades está fazendo jorrar ainda mais lama sobre a instituição – e, claro, sobre eles próprios. Do uso irregular e excessivo das verbas de combustível à ocupação ilegal de apartamentos funcionais, golpes de todos os tamanhos estão sendo aplicados à instituição. Nesse cardápio, não falta nem mesmo a prática de contratar funcionários-fantasmas para ficar com a verba correspondente aos vencimentos. De sobremesa, além da enorme pizza que produziram para os mensaleiros, agora 174 congressistas foram indiciados pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga. Estejam certos de que, em razão do elevado número de envolvidos, o próximo prato a ser servido será Rodízzio de Pizza na Chapa do Povo.
Aplaudo veementemente movimentos como os dos agricultores. Andarei lado a lado com todo e qualquer movimento estudantil que reverbere protestos contra o descalabro a que o desgoverno Lubabá está submetendo a Nação. Alegremente leio jornais, revistas, internet, televisão e me deparo com muita gente explodindo de raiva contra o PT, pelo que de funesto ele, sob a batuta de maestro Lula, está produzindo para o futuro do Brasil. Que Lula queira permanecer nas trevas da ignorância isto é com ele. É um direito dele permanecer analfabeto. Mas ele, mesmo que Presidente da República, não tem o direito de querer o país todo nas trevas. O futuro nos pertence, e por certo está muito longe daquilo que o Sr. Lula diz pretender. Porque, na verdade, como Ciro Gomes disse em entrevista à Revista Caros Amigos, “O maior erro do PT é não ter um plano de governo”. Disto todos já sabíamos, agora o Sr. Ciro Gomes apenas referenda que estamos sendo governados pela improvisão, o que por si só é bastante para justificar tanto desgoverno. Dar a estes estupradores da honra, da moral, da decência e da dignidades nacionais mais quatro anos é, lamentavelmente, atestar nossa incapacidade de entregar aos nossos filhos um país melhor, livre e soberano.