sábado, julho 22, 2006

A agropecuária em crise !

Hoje vou continuar a falar da crise da agricultura brasileira. E o faço ciente de que se houvesse real empenho das autoridades (?) federais, o País não viveria momentos bastante difíceis.

A causa maior da crise que atualmente nossa produção primária vive se deve, antes de mais nada, a total cegueira de parte dos dirigentes políticos, porque achavam eles que sua política macroeconômica não atingiria o campo. Mas atingiu em cheio. No afã de cobrir o déficit público (sempre ele), que nada mais é do que o desequilíbrio provocado por se gastar mais do que se arrecada, o Governo manteve os juros nas alturas. O efeito imediato foi que aportaram milhões de dólares dos investidores de ocasião, que perceberam nesta política a possibilidade de gordos lucros. Como a balança comercial do Brasil cresceu vertiginosamente nos últimos anos mais dólares jorraram em nossa economia. O que um governo sensato deveria fazer ? Se a política de juros servia para manter estabilizada a inflação, então o governo primeiro deveria buscar no controle de seus gastos (responsabilidade fiscal) diminuir sua dependência do crédito disponível na praça. Depois, para que nossos produtos mantivessem sua competitividade no mercado internacional, deveria ao menos ter criado mecanismos que inibissem, um pouco ao menos, a entrada de moeda estrangeira especulativa. Mas isso não foi feito. E para agravar ainda mais, a sapiciência governista isentou de impostos no início deste ano a entrada de moeda estrangeira desde que fosse destinada a cobrir o déficit público. Moral da história: o Brasil parou de exportar calçados, parou de exportar automóveis. No primeiro caso já são aproximadamente 20.000 empregos jogados fora no Vale dos Sinos, e para o segundo caso poderemos nas próximas semanas chegar a um número superior a 100.000 trabalhadores sem emprego por culpa e graça da falta de política agrícola do desgoverno de Lubabá. Para quem já se esqueceu das promessas de campanha, Lubabá prometeu gerar 10,0 milhões. Pela propaganda oficial (sempre suspeita de ser exagerada) afirma ter criado 4,0 milhões, portanto menos da metade do prometido. E para quem também tem memória curta, lembram-se quantos empregos seriam gerados pelo Programa Primeiro Emprego ? Pois foram criados pouco mais de 3 mil. Parcos três mil. Só que este programa, como que por encanto desapareceu da propaganda oficial do candidato não declarado Lubabá.

Aonde o Brasil estava dando certo, o Lubabá resolveu exterminar. Chamou os pecuaristas de irresponsáveis, chamou os agricultores de caloteiros, e ainda sob o beneplácito de verbas públicas fartamente distribuídas, incentivou os bandoleiros do Sr. Stédile, poderoso comandante das forças armadas do MST, a invadir propriedades produtivas, destruir laboratórios de pesquisas e a espalhar o terror no campo. Insatisfeito, Lubabá preferiu viajar em campanha onde houvesse obras para inaugurar, desde que distantes dos agricultores em crise. E quando a crise aumentou, arranjou um arranca-rabo com o companheiro Morales para desviar a atenção da opinião pública. Moral da história: seus 40 comparsas de mensalão estão sendo processados, sua base aliada foi para o espaço, o Brasil está capenga em seu desenvolvimento, a agricultura está afundando, a pecuária tenta se recuperar, a indústria de manufaturados também sente os efeitos do real supervalorizado, tendo a Volkswagen anunciado a demissão de 4.000 trabalhadores. Acham pouco ? Pois bem, se olharmos para o mundo todo nos últimos três anos, veremos que não ocorreram crises financeiras, não houve quebradeiras de países emergentes, o comércio mundial sofreu incrível aumento, e todos se beneficiaram com índices de crescimento superiores a média de 5 % ao ano, dentre as principais nações do Primeiro Mundo e Emergentes. Já o Brasil patinou nos 2,5 % e só não foi pior que a Somália e o Haiti. Ah, se isto for pouco, meu camarada, saiba de que, de oitava economia mundial passamos para a 13ª, em suma, VIVAS AO ATRASO!

Ao invés de controlar os juros reduzindo despesas de custeio, o governo optou pela maior entrada de dólares ! E, claro que, sendo este um ano eleitoral, as despesas de custeio já incharam em 38% !

Leio muitos “entendidos” que hoje fazem coro ao asno que nos preside, colocando exclusivamente nos agricultores a culpa do inferno que estão vivendo. Ótimo seria não fosse por um detalhe: enquanto os custos na lavoura crescem na proporção do aumento ininterrupto do petróleo lá fora, a receita despenca na medida exata da desvalorização do dólar aqui dentro. E quem comanda tais ações, o agricultor ? Ora, convenhamos, vão contar piadas de mau gosto em outra freguesia ! O agricultor,assim como todo o povo brasileiro é vítima do descalabro reinante neste quadrante do mundo. Vamos trabalhar sério, gente, porque no frigir dos ovos o maior prejudicado nesta inhana toda é e será o próprio povo brasileiro. Apenas para deixar bem claro: enquanto o governo comemora a enxurrada de dólares na economia, que ajudam a manter a inflação sob controle, e agrada a classe média com suas importações e viagens ao exterior, corremos o risco de desabastecimento geral, além de produção insuficiente de alimentos para atendimento às necessidades do mercado interno. Mas sabe por que o governo agrada a classe média ? Para tentar reeleger o Lubabá. Só isso, porque passada a eleição, e não mais havendo necessidade de agrados, esteja certa a classe média, que ela será cobrada regiamente pelos agrados recebidos. Seria oportuno que a classe média enxergasse isso, porque se de um lado o petismo lhe agrada às burras, de outro assalta-lhe o bolso com 27,5 % de imposto de renda na fonte, ao passo os mesmos 27,5% são cobrados dos grandes industriais e banqueiros. Isto é que é justiça social, verdadeira distribuição de renda às avessas (?).

Além disto, tivesse este desgoverno inconseqüente um mínimo de competência, e não houvesse na campanha mentido descaradamente sobre planos de governo, que nunca teve, e a agricultura brasileira poderia hoje viver no melhor dos mundos. Explico: com o superávit primário praticado pela área econômica, o governo poderia ter investido parte dos recursos em estoques reguladores. Com boa parte do dinheiro desviado para a manutenção do projeto de poder do PT, o governo poderia ter praticado uma política de preços mínimos. E com um pouco mais de boa vontade, poderia ter recapado as principais vias de escoamento da nossa produção agropecuária. Preferiu, numa emergência (e apenas no ano eleitoral) criar um programa de recuperação de estradas em estado crítico. Mas como tudo que este desgoverno faz e fez não obedece a critério técnico nenhum, é tudo na base da improvisação, a campanha de recuperação patrocinada pelo Lulabá, entendeu de recuperar estradas em plena estação das chuvas. Não é preciso ser engenheiro para entender da inutilidade de tal programa. Pelo que custou o tal programa ao Erário, mais nos parece ter sido um programa de emergência para tapar buracos financeiros de algumas empreiteiras, porque dada a extrema “urgência”, tudo foi feito sem licitação (ou seria para posterior achaque , para cobrir futuros “gastos de campanha”) . Com a palavra o Tribunal de Contas, que não se cansa de apontar as irregularidades cometidas pelo dito “programa”. Enquanto isso, os agricultores do Centro-Oeste, pelas estradas tornadas verdadeiros atoleiros, escoam uma produção de milhões de toneladas de grãos, cujo preço na lavoura é competitivo mundialmente, mas que se perde e se torna inexpressivo até a chegada no porto mais próximo.

Além disso, ainda em campanha, o Sr. Lubabá prometeu o asfaltamento da BR-163 que liga Cuiabá a Santarém, importante via de escoamento da produção agropecuária da região Centro-Oeste. Passados três anos e meio, o Ministério dos Transportes anuncia agora que o prometido asfaltamento somente se iniciará em 2007. E os produtores que se danem, se quiserem! E ainda tem gente batendo palmas para esta cambada toda ! Deus nos livre e guarde !!!!!

No governo FHC houve um vertiginoso crescimento do agro-negócio brasileiro. E atenção: agro-negócio é palavra proibida no dicionário anacrônico tanto dos petistas retrógrados, quanto dos sindicalistas da CUT, e, principalmente, abominado pelo Stédile e os bandoleiros do MST.

Mas voltando ao que é sério. Tivesse um mínimo de competência, o desgoverno teria prosseguido com o fortalecimento do setor agropecuário, aprimorando os instrumentos de incentivo para que a nossa a produção de alimentos crescesse em ritmo ainda mais acelerado. Mas não foi isso que aconteceu. Desde que tomou posse, o desgoverno de Lubabá tem feito enorme esforço no sentido de enterrar o agro-negócio brasileiro. Para ele, e os “produtores” de baderna do MST, somente a agricultura familiar pode vingar no Brasil. Errado. Tanto a agricultura extensiva, quanto a familiar, podem subsistir. Uma não anula a outra, desde que haja assistência técnica, crédito farto e barato, infra-estrutura logística para um escoamento rápido, a custo baixo e eficiente, armazenagem com capacidade e tecnologia para redução das perdas. Tudo isso o Lubabá ignorou. Até porque seus compromissos megalomaníacos misturados com sua conhecida complacência, frouxidão e submissão aos interesses dos parceiros Kirchner, Moralez, Fidel, Chavez e, nunca deixando de lado, o bestial Stédile, tem servido apenas para colocar os interesses brasileiros em segundo plano.

E o Brasil ? Como foi recém descoberto por Lubabá, passando a existir somente a partir de sua chegada ao poder, e por sermos países emergentes, precisamos ser colonizados pelos países mais civilizados do que nós, neste caso, Bolívia, Venezuela, Cuba e Argentina. Países estes com alto grau de tecnologia, com excelentes níveis de qualidade de vida, onde roubar tanto quanto possível é plenamente justificado pela boa intenção de atender os anseios da população pobre. Neles, ser rico é proibido. Ter lucro é panacéia, ter honra é imoral e ter liberdade de expressão somente em casos de desfiar rasgados elogios ao sistema e seus bestiais dirigentes. Os roubos e desvios de verbas públicas são justificados pela intenção de se fazer o bem para os mais pobres. Vai daí que os Bolsa-Família, que deveriam ser programas para primeiro mitigar a fome do cidadão, e segundo deveriam estar acompanhados de ações que permitissem ao cidadão e sua família poderem um dia não mais necessitarem da “esmola”, por qualifica-lo, enriquecendo sua formação cívica e pessoal com ações educativas, de saúde pública e saneamento básico. Como o programa segue unicamente razões de natureza eleitoreira, não interessa a Lubabá permitir ao cidadão melhor qualidade de vida, nem tampouco educa-lo, fortalecendo e qualificando este cidadão para um futuro melhor. O que importa é assegurar o voto em outubro no Lubabá, é claro.

Portanto, para os puxa-sacos de ocasião, imbecis seguidores de privilégios político-eleitoreiros, magnatas da cupidez e da imoralidade, um recado: o povo brasileiro não é ignorante. Ele sabe bem distinguir quando alguém se aproxima para ajuda-lo, daquele que tenciona apenas explorar sua boa fé. Para aqueles que usam a mídia apenas para convencimento da opinião pública de que a bosta de governo do PT cheira melhor que os anteriores, quando na verdade cheira muito mal e pior que qualquer outro governo da nossa história republicana, poupe-nos de seu ridículo; não tentem me convencer que os regimes bestiais por vós proclamados são a salvação do mundo, lembrando sempre que, em outros quadrantes, vossa catastrófica revolução está morta e sepultada, e pelo que se saiba, o mundo sobreviveu e vive muito bem. Até porque, pestilentos anarquistas retrógrados, vossa máscara ruiu junto com o muro de Berlim. Raia miúda e ultrapassada como a vossa a gente joga no lixo e os deixar escorrerem pelos esgotos da barbárie.

Amigo meu estes dias (e petista ferrenho), tendo recebido por e-mail algumas críticas minhas (“O LUTO DE UMA NAÇÃO”), veio perguntar o que eu tinha contra o grande líder popular, Sr. Inácio Lula da Silva. Disse-lhe e repito aqui: nada tenho contra o Sr. Lula como pessoa, até porque não o conheço pessoalmente. Acredito até que ele seja tão brasileiro quanto eu ou qualquer um de nós. Até o tenho como um bom sujeito. Mas, como presidente, permita-me discordar de muito do que ele faz, até porque como vivo neste País, tudo que provenha do Governo me atinge assim como repercute em qualquer cidadão. Bem como, por ter filhos menores, preocupa-me o Brasil que eles herdarão. Sendo assim, e por saber que não há país desenvolvido com povo burro ou analfabeto, entendia que a prioridade número 1 do Governo Lula deveria ser a educação. Não foi. Até pelo contrário. Glamourizou a ignorância, cantou loas ao analfabetismo nos quatro cantos deste país. Depois, sabia ele do que se passa nos porões de Brasília. Deveria ter sido mais vigilante e não foi. Além disso, o resultado das urnas foi de torna-lo, ele, Lula, o Presidente da República do Brasil. Ninguém delegou um pedaço deste mandato ao Sr. José Dirceu. Mas ele, Lula, preferiu dividir o poder com o amigo de tantas lutas e deu no que deu. Só que Lula não pode alegar inocência, de que foi traído, etc. Sabe ele melhor do que todos nós quem é José Dirceu. Conhece-lhe as manhas, as virtudes, as ambições e os defeitos. Portanto, deveria ser vigilante, cobrar de seu primeiro ministro, quer dizer, de seu ministro chefe da Casa Civil não apenas resultados, mas a execução das tarefas a ele delegadas. E não o fez, e se fez, e consentiu, é co-responsável pelo que seu comandado fez. E se calou, além de co-responsável é, também, cúmplice, e investido do cargo de Presidente da República, sabendo do comportamento pouco recomendável de seu comandado, teria Lula praticado crime de responsabilidade, para dizer o mínimo.

E não adianta condenar as elites, a imprensa, os conservadores, a direita pelas mazelas que balançaram e ainda balançam em seu governo. Começa que o Sr. Lula, diga-se a bem da verdade, nunca teve um plano de governo. Segundo, ao invés de se aliar às correntes progressistas para tirar o país do atraso, trouxe para o seio do governo retrógrados, anacrônicos, verdadeiro ranço de maniqueístas. Em seguida, ao aprofundar a política econômica, de FHC e Pedro Malan, deveria ter dado continuidade às reformas tão necessárias ao desenvolvimento. O que fez ? Basta citar a tal da reforma da previdência que, de tão ruim, antes mesmo de encerrar o seu mandato, já se fala em reforma da reforma !

Aqui abro um parênteses para deixar bem claro minha posição: não sou nem a favor nem contra aos FHCs, Lulas, Ciros, Zé Dirceus, Serras, Sarneys da vida. Não sou nem de direita, nem de esquerda e nem outros anacronismos mais que se inventarem. Sou, como sempre fui e sempre serei, a favor do Brasil, do Brasil desenvolvido, do Brasil progressista, humanista e solidário. Sou contra a escravidão, à miséria, a pobreza que flagela e oprime nosso povo. Sou a favor do pleno emprego, sou a favor desta alma alegre que tanto caracteriza nossa gente. Sou favor da ordem e do progresso. E por tudo quanto sou a favor ou contra, não posso ir bater palmas em praça pública para sujeitinhos que se dizem isto ou aquilo, e que na hora de realizarem, ao invés de ações, mostram um festival de desculpas e justificativas imbecis pelo que não fizeram e deixaram de fazer. Se era para não fazerem, que ficassem quietos e recolhidos à sua insignificância.

Dito isto, não me peçam para cantar hinos de louvor ao Sr. Lula só porque se trata de um bom sujeito, ou porque é um líder carismático. Tudo bem que ele seja e é tudo isto, mas e daí cara pálida ? Como Presidente da República do Brasil, que é o que interessa se analisar aqui, quais ações e onde as realizações verdadeiramente importantes para o povo brasileiro ?

Falei que ele deu seguimento à política econômica de FHC e Malan. Tudo bem, palmas pra ele, ao menos teve bom senso. E as reformas, onde foram parar ? E a prioridade à educação ? E nossa agropecuária como vai ? E a infra-estrutura do País como tem passado ? Então, não venham pedir votos de louvor porque não dá.

E, se me permitem, vou alongar-me em algumas questões que entendo essenciais. Começo pela tão reclamada reforma agrária, bandeira tão bravamente agitada pelos círculos próximos a Lula, antes dele ser presidente. Consultando números oficiais do Ministério Agricultura, a quantidade de assentamentos diminuiu em relação ao governo anterior na mesma proporção em que aumentaram o número de invasões e de verbas públicas repassadas para o MST e seus asseclas. Já se disse que de nada resolve distribuir “verbas” se estas não são acompanhadas de assessoramento e cobrança. Assessoramento para que a verba tenha destino à produção, a melhoria de técnicas agrícolas e de criação, a aquisição de matrizes animais e sementes, a melhoria e qualificação do próprio agricultor. Cobrança é a de resultados, do destino correto dado aos recursos recebidos. Acredito que todos conhecem o que se passa neste lado. NO governo FHC o MST já havia sido enquadrado devidamente, e o processo de assentamentos evolui e consumou-se. Regrediu com a chegada de Lula ao poder.

Passemos para o Bolsa Família. Sempre tive medo de que os programas sociais fossem eles os que FHC começou ou os que Lula deu continuidade e tentou aprimorar, resultassem em programas paternalistas de uso eleitoreiro. E nisso o Sr. Lula, acreditem, ele se sobressaiu como nunca dantes. Superou-se na demagogia. E isto dito por mim e muito outros, dentre os quais destaco o Professor Hélio Bicudo, que insatisfeito e desiludido pelos rumos que o partido tomava, simplesmente abandonou o PT. Esperava que, como FHC plantara as bases dos programas que unificaram-se em um único com o Lula, pudessem ser transformados em um verdadeiro programa social, isto é, um conjunto de ações patrocinadas pelo Governo Federal que proporcionasse aos mais carentes assistência médica e social, educação, qualificação profissional, saneamento básico, moradia, água e luz para todos. Enfim, um conjunto de ações reunidas em um só programa que qualificasse o cidadão, o inserisse no mercado consumidor, abrindo-lhe as portas do pleno emprego, dando-lhe acesso à educação e à informação. Tudo com um objetivo maior: o de lhe permitir um dia, ou no curto ou no médio prazos, que não mais precisasse do programa. Pudesse seguir sua vida com sua auto estima renovada, com qualidade de vida elevada, tornando-se um construtor da sociedade brasileira, e não um paria nela marginalizado. O que se tem visto é constrangedor. Primeiro que os tais R$ 75,00 alimentam o cidadão e sua família quando muito por 10 dias no máximo. Segundo, exige-se caderneta de vacinação e matrícula na escolas para as crianças. Tudo bonitinho não fosse pelo lamentável estado em que mora o dito cidadão, com falta de assistência médica, sem saneamento, sem água, sem luz, sem falar das péssimas condições da escolas que mandam seus filhos freqüentarem, e de um nível de ensino caótico, ultrapassado e de péssimo nível . E querem o quê, que ele sobreviva com todas as “farturas” de desassistências ? Santo Deus, a que lamentável estado de indignidade querem reduzir o cidadão pobre deste País ?

E somadas todas as verbas públicas desviadas deste Brasil nos últimos anos, deslocadas para paraísos fiscais, carregados em cuecas, malas, pastas, envelopes, e onde mais possam ser “guardados”, com tal montante não seria possível melhorar um pouquinho mais esta visão do inferno ?

Sem educação, sem assistência, sem saneamento, sem infra-estrutura, sem segurança, querem o quê, que bata palmas ? Nunca, jamais, em tempo algum ! Já nem se exige que tudo isso fosse realizado por um único governo, mas que houvesse um começo, um bom começo, ao menos, seria o mínimo. Mas qual, não há projeto neste descampado que é o desgoverno do Sr. Lula. Sabemos que em mais de cinco séculos tudo sendo feito ao contrário do que ensina a decência, não poderiam ser corrigidos em tão curto espaço de tempo de um mandato. Mas nem ao menos uma sementinha plantada, e que pudesse germinar mesmo que sob o comando de outro presidente, dava não dava ?

E quando se fala dos companheiros petistas, qual o primeiro nome que nos vem à cabeça por sua integridade, seu equilíbrio, sua capacidade de discernir o certo do errado ? Se você não pensou em Eduardo Suplicy, certamente concorda que ele se enquadra no perfil. Certo ? Pois saibam vocês que Suplicy, para resguardar a bandeira de integridade moral e da transparência que o PT sempre levantou, assinou a CPI dos Correios, além de estar sempre cobrando o esclarecimento dos motivos para seqüestro e morte de Celso Daniel. Tudo bem? Pois saibam que, por ter agido com tanta integridade, está sendo vítima da direção do Partido, que quer impedi-lo de concorrer ao terceiro mandato como senador paulista, da mesma forma como foi excluído da chapa que concorreu à Direção Nacional do PT. Definitivamente, o PT detesta o contraditório, não suporta crítica e tem pavor da liberdade de expressão.

Então, consciente e premeditadamente manteve-se o País com ritmo de crescimento abaixo do que seria necessário e possível para que , em razão da menor exigência de combustíveis e demais derivados do petróleo, pudesse se tornar auto-suficiente na sua produção, apenas para acenar e posar prá galera de que “Ele” pode, ou de que “Ele” fez ? No que isso colaborou para melhorar no dia a dia a vida de todos nós? Reduziu o preço do combustível usado por milhões de brasileiros ? Não, é claro. Adiantou ufanar-se de que agora somos auto-suficientes em energia, para uma semana depois baixar a crista para a Bolívia na questão do gás ? E ainda ser humilhado pelo Hugo Chavez ?

Não posso bater palmas para Sr Lula também por que, em chegando à Presidência, sob o clima em que chegou, carregando sobre si a esperança de mudança alimentada e desejada por milhões de brasileiros, inclusive os da elite, os da imprensa, os da direita, os conservadores, ele preferiu o picadeiro do que o terreno das realizações. Preferiu as luzes e holofotes dos cerimoniais do que debruçar-se na sua mesa de trabalho. Podendo fazer muito para o povo, cuidou primeiro de regalar-se nas delícias do poder, alimentado a ganância dos companheiros, satisfazendo suas vaidades e permitindo que bolsos dos aliados de ocasião se forrassem.

E agora ele nos pede mais quatro anos. Pra fazer o quê ? Dar continuidade ao nunca teve que é um programa mínimo de governo que seja, ou o frenético desejo de imolar-se no panteão dos heróis desta república como o todo poderoso magnânimo. Não dá, Sr. Lula, sua megalomania encheu o saco de todo mundo, ou quase todo mundo, porque devemos descontar aqueles que, diária e impunemente, se locupletam às nossas custas, e que você mantém ao seu lado, mesmo que tentando oculta-los. Definitivamente, você até pode ser um bom sujeito. Eu até gostaria de acreditar em você, Sr. Lula, mas temo pelo de pior seu governo ainda possa produzir para o Brasil. O desenho que você traçou do que pode fazer, está muito longe das reais necessidades desta nação. Você pediu e teve sua chance. Se a jogou fora, não nos imponha sua única e exclusiva culpa, porque encontrou um terreno bem adubado, bastante fértil para semear o futuro, e nele plantou desalento, para ficar apenas na superficialidade de seu desgoverno. E a propósito: o Brasil, por seu povo, não aceita ser dirigido por Hugo Chavez, Evo Morales, Nestor Kirchner, Fidel Castro e outros latino-atrasados com quem você possa se aliar. Temos nossa própria história para honrar, portanto, se você quer submeter o Brasil aos caprichos deste “grandes” líderes do atraso, não o faça. Não aceitamos tal submissão, e nos oporemos a qualquer tentativa nesta direção. Se você deseja manter amizade com este tipo de gente, isto é problema seu. Regale-se à vontade. Peça-lhes asilo político e vá para além de nossas fronteiras de suas pestilentas companhias. Mas respeite nossa dignidade, nossa história, nossa auto-determinação, porque, saiba, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, antes de sermos latinos, somos B R A S I L E I R O S. Muito BRASILEIROS !