Entre os cargos mais cobiçados na máquina pública, destacam-se as presidências e diretorias das estatais do setor energético. As empresas públicas sob a alçada do Ministério de Minas e Energia vão desembolsar R$ 44,6 bilhões neste ano, 89,7% dos investimentos a serem executados pelas estatais federais no período. Desde que o ex-ministro Silas Rondeau deixou o ministério sob a suspeita de participar de esquema de corrupção, as nomeações para os cargos da área foram congeladas pelo Palácio do Planalto. Mas a disputa pelas vagas prosseguiu.
Indicado pelo PT, o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, será mantido no cargo. A presidente da BR Distribuidora, Maria da Graça Foster, deve ser deslocada para uma diretoria da empresa. O lugar dela deve ser ocupado pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (PT-SE). A Diretoria Internacional da estatal, hoje ocupada por Nestor Cerveró, é disputada por petistas e peemedebistas. Já o PP luta para não ter seu indicado - Paulo Roberto Costa - substituído da Diretoria de Abastecimento por um petista.
O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer também controlar a presidência da Eletrobrás, historicamente ocupada por indicados dos senadores do PMDB, liderados por Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP). Desde o início do ano, o diretor de Engenharia, Valter Luiz Cardeal de Souza, é o presidente interino da maior estatal do setor elétrico. Os petistas pretendem mantê-lo no cargo, manobra rechaçada pelo PMDB.
O presidente da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, também é interino. O PMDB da Câmara indicou o ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso para o cargo. Uma divisão no PT catarinense esquentou a disputa. Um grupo indicou o ex-deputado Jorge Boeira. Outra ala apadrinhou Milton Mendes, ex-presidente da companhia. Na Eletronorte, Carlos Nascimento é o presidente interino. O lugar dele é desejado pela bancada do PMDB no Senado.
Já o PSB, além de manter o controle da Chesf, tenta aumentar sua influência no setor portuário. Detentor da Secretaria Especial de Portos, pasta criada neste ano para aumentar o espaço do PSB no governo Lula, o partido briga com outras legendas para nomear apadrinhados nos Estados. (F.E)
Enquanto houver estatal com cargos que são preenchidos por nomeações políticas, o Poder Executivo, literalmente, vai fazer gato e sapato do Legislativo. A representatividade, neste caso, vai e foi para o lixo. E nesse jogo quem perde? Quem perde é o país, é a democracia, é a representatividade popular.
E diante deste comportamento subalterno, nem se precisa decretar ditadura convencional. Ela já está instalada, mesmo que não institucionalizada. Mas a prática delinqüente dos políticos brasileiros, mascara uma situação ditatorial, autoritária e, para deixar tudo ainda pior, totalmente imoral e sem escrúpulos.
Indicado pelo PT, o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, será mantido no cargo. A presidente da BR Distribuidora, Maria da Graça Foster, deve ser deslocada para uma diretoria da empresa. O lugar dela deve ser ocupado pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (PT-SE). A Diretoria Internacional da estatal, hoje ocupada por Nestor Cerveró, é disputada por petistas e peemedebistas. Já o PP luta para não ter seu indicado - Paulo Roberto Costa - substituído da Diretoria de Abastecimento por um petista.
O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer também controlar a presidência da Eletrobrás, historicamente ocupada por indicados dos senadores do PMDB, liderados por Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP). Desde o início do ano, o diretor de Engenharia, Valter Luiz Cardeal de Souza, é o presidente interino da maior estatal do setor elétrico. Os petistas pretendem mantê-lo no cargo, manobra rechaçada pelo PMDB.
O presidente da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, também é interino. O PMDB da Câmara indicou o ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso para o cargo. Uma divisão no PT catarinense esquentou a disputa. Um grupo indicou o ex-deputado Jorge Boeira. Outra ala apadrinhou Milton Mendes, ex-presidente da companhia. Na Eletronorte, Carlos Nascimento é o presidente interino. O lugar dele é desejado pela bancada do PMDB no Senado.
Já o PSB, além de manter o controle da Chesf, tenta aumentar sua influência no setor portuário. Detentor da Secretaria Especial de Portos, pasta criada neste ano para aumentar o espaço do PSB no governo Lula, o partido briga com outras legendas para nomear apadrinhados nos Estados. (F.E)
Enquanto houver estatal com cargos que são preenchidos por nomeações políticas, o Poder Executivo, literalmente, vai fazer gato e sapato do Legislativo. A representatividade, neste caso, vai e foi para o lixo. E nesse jogo quem perde? Quem perde é o país, é a democracia, é a representatividade popular.
E diante deste comportamento subalterno, nem se precisa decretar ditadura convencional. Ela já está instalada, mesmo que não institucionalizada. Mas a prática delinqüente dos políticos brasileiros, mascara uma situação ditatorial, autoritária e, para deixar tudo ainda pior, totalmente imoral e sem escrúpulos.