Componentes
1 barra de chocolate (30g) contém em média 165 calorias e entre 2-3 g de proteína. O chocolate ao leite ou meio amargo contém entre 40 e 53% de manteiga de cacau. O chocolate possui também vitaminas A, B, C, D , os minerais potássio, sódio, ferro e flúor.
Diferentes Tipos de Chocolate
CHOCOLATE AO LEITE
A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um gosto mais adocicado.
CHOCOLATE AMARGO
Possui grande concentração de massa de cacau e pouco açúcar.
CHOCOLATE BRANCO
Contém manteiga de cacau ao invés de massa de cacau.
CHOCOLATE EM PÓ
Usado em receitas, trata-se de amêndoa de cacau ralada destituída da manteiga de cacau. Pode ser amargo (recebe o nome de cacau em pó), meio amargo e doce.
ACHOCOLATADO
Usado para misturar com leite, é composto basicamente por chocolate, leite em pó e açúcar.
CHOCOLATE PARA COBERTURA
Concentrado em manteiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade e que facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. São comercializados em três tipos: meio amargo, branco e comum (ao leite).
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Valores nutricionais em 100g de chocolate
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Energia
(Kcal)
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Prot
(g)
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CHO
(g)
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Lip
(g)
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Chocolate ao leite
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540
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8,0
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58,67
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30,67
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Chocolate Amaro (amargo)
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537
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4,3
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63,0
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29,75
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Chocolate meio amargo
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550
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3,5
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62,4
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31,9
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Chocolate branco (Laka)
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550
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9,67
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55,0
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32,33
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Chocolate branco (Galak)
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562
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10,6
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50,8
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35,1
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O chocolate é altamente calórico e pode desencadear alguns processos alérgicos quando consumido em excesso. A coordenadora de nutrição da Universidade São Camilo, Sandra Chemin, de São Paulo, afirma que as crianças chegam até a desenvolver uma rinite, muitas vezes confundida com resfriado. Outras reações comuns derivadas do alto consumo deste alimento são coceiras, irritação da pele com vermelhidão e bolhas d’água, diarréia e rinites.
Por ser um alimento forte, energético, sua ingestão é própria para dias frios. A combinação dos ingredientes que compõem o produto, além de concentrar muitas proteínas - indispensável ao crescimento das crianças - é rica em calorias.
Um exemplo: 30 g de chocolate (165 calorias) correspondem a um pão francês com margarina ou a uma fatia de bolo simples ou a uma taça de abacaxi em calda.
"No inverno, alimentos altamente calóricos são perfeitos para manter a temperatura do corpo", garante Sandra. Nos dias muito quentes, porém, as pessoas precisam mesmo é de hidratação e a ingestão de chocolates altera o pH ácido do organismo, aumentando a sensação de sonolência e cansaço.
Com forte poder energético, o chocolate cai bem na dieta dos atletas, principalmente quando eles precisam repor energias com uma certa rapidez.
CHOCOLATE: ALIMENTO OU DROGA?
A literatura sobre chocolate é dominada basicamente por quatro ramos: a motivação quimiossensorial do chocolate, o desejo psicofarmacológico de seus efeitos e constituintes ativos, a teoria da auto medicação de deficiências nutricionais e a associação com a flutuação hormonal feminina.
O comportamento vicioso é geralmente associado à drogas, álcool, ou comportamento sexual, porém tem-se tornado cada vez mais evidente que certas substâncias dos alimentos, como por exemplo as do chocolate, podem afetar pessoas suscetíveis. Controvérsias cercam a questão sobre a motivação por chocolate: seria ela fisiológica, psicológica ou farmacológica?
Duas características são frequentemente encontradas em relação ao termo viciante : compulsão pela substância que resulta no consumo incontrolado desta, bem como a existência de sintomas típicos durante a abstinência.
Se a experiência sensorial for o grande motivo da compulsão, então somente o chocolate será capaz de satisfazer o indivíduo. Setenta e cinco por cento dos compulsivos por chocolate relatam que nada o substitui.
Nos últimos anos, os efeitos fisio-farmacológicos do chocolate têm sido um assunto de grande interesse dos neurocientistas relacionados à nutrição, buscando constantemente a localização da ação do chocolate e das biomoléculas envolvidas. Alguns dos ingredientes biologicamente ativos do chocolate serão descritos abaixo:
AMINAS BIOGÊNICAS
São substâncias endógenas como a tiramina e feniletilamina (PEA) que agem como componentes simpaticomiméticos. O PEA é um neuromodulador estrutural e farmacologicamente similar à catecolamina e anfetamina (anorexígeno).
Inúmeros estudos têm sugerido que o PEA é um importante modulador do humor e que sua deficiência pode levar à depressão, alguns especialistas supõem que a compulsão por chocolate tem como objetivo uma auto-regulação do nível de PEA no cérebro.
Estudos relacionaram o envolvimento do PEA na compulsão por chocolate em 7 viciados em ecstasy. Cada um desses indivíduos apresentava um distúrbio físico-patológico e uma intensa compulsão por chocolate. É importante notar que PEA é estruturalmente relacionado ao ecstasy: ambos são análogos da anfetamina.
METILXANTINAS
É um grupo de componentes, no qual destacam-se a cafeína e a teobromina, que por serem muito solúveis em lípides são facilmente absorvidas no estômago e intestino. Ambas são estimulantes pelo fato de no cérebro, competirem com a adenosina, bloqueando seu receptor. A teobromina parece promover efeitos congruentes aos da cafeína, mesmo que seja menos estimulante e que o tempo para indução do pico de seu efeito farmacológico seja maior. Os efeitos da cafeína são: aumento do ritmo cardíaco e das reações visuais e auditivas.
CANABINÓIDES
Acredita-se que chocolate e cacau contenham N-aciletanolaminas insaturadas que conseguem imitar os ligantes canabinóideos (Cannabis sativa - maconha) tanto diretamente, ao ativar os receptores canabinóideos do cérebro, quanto de forma indireta, aumentando os níveis de anandamina ( lipoproteína endógena) que também causa sensibilidade e euforia.
Elevados níveis cerebrais de anandamina poderiam aumentar as propriedades sensoriais do chocolate que são fundamentais para a compulsão.
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