sábado, abril 07, 2012

RAIO-X DO CHOCOLATE





Componentes

1 barra de chocolate (30g) contém em média 165 calorias e entre 2-3 g de proteína. O chocolate ao leite ou meio amargo contém entre 40 e 53% de manteiga de cacau. O chocolate possui também vitaminas A, B, C, D , os minerais potássio, sódio, ferro e flúor. 

Diferentes Tipos de Chocolate

CHOCOLATE AO LEITE
A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um gosto mais adocicado.


CHOCOLATE AMARGO
Possui grande concentração de massa de cacau e pouco açúcar.



CHOCOLATE BRANCO
Contém manteiga de cacau ao invés de massa de cacau.



CHOCOLATE EM PÓ
Usado em receitas, trata-se de amêndoa de cacau ralada destituída da manteiga de cacau. Pode ser amargo (recebe o nome de cacau em pó), meio amargo e doce.



ACHOCOLATADO
Usado para misturar com leite, é composto basicamente por chocolate, leite em pó e açúcar.


CHOCOLATE PARA COBERTURA
Concentrado em manteiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade e que facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. São comercializados em três tipos: meio amargo, branco e comum (ao leite).


Valores nutricionais em 100g de chocolate

Energia
 (Kcal)
Prot
(g)
CHO
(g)
Lip
(g)
Chocolate ao leite
540
8,0
58,67
30,67
Chocolate Amaro (amargo)
537
4,3
63,0
29,75
Chocolate meio amargo
550
3,5
62,4
31,9
Chocolate branco (Laka)
550
9,67
55,0
32,33
Chocolate branco (Galak)
562
10,6
50,8
35,1



O chocolate é altamente calórico e pode desencadear alguns processos alérgicos quando consumido em excesso. A coordenadora de nutrição da Universidade São Camilo, Sandra Chemin, de São Paulo, afirma que as crianças chegam até a desenvolver uma rinite, muitas vezes confundida com resfriado. Outras reações comuns derivadas do alto consumo deste alimento são coceiras, irritação da pele com vermelhidão e bolhas d’água, diarréia e rinites.

Por ser um alimento forte, energético, sua ingestão é própria para dias frios. A combinação dos ingredientes que compõem o produto, além de concentrar muitas proteínas - indispensável ao crescimento das crianças - é rica em calorias.

Um exemplo: 30 g de chocolate (165 calorias) correspondem a um pão francês com margarina ou a uma fatia de bolo simples ou a uma taça de abacaxi em calda.

"No inverno, alimentos altamente calóricos são perfeitos para manter a temperatura do corpo", garante Sandra. Nos dias muito quentes, porém, as pessoas precisam mesmo é de hidratação e a ingestão de chocolates altera o pH ácido do organismo, aumentando a sensação de sonolência e cansaço.

Com forte poder energético, o chocolate cai bem na dieta dos atletas, principalmente quando eles precisam repor energias com uma certa rapidez.


CHOCOLATE: ALIMENTO OU DROGA?
A literatura sobre chocolate é dominada basicamente por quatro ramos: a motivação quimiossensorial do chocolate, o desejo psicofarmacológico de seus efeitos e constituintes ativos, a teoria da auto medicação de deficiências nutricionais e a associação com a flutuação hormonal feminina.

O comportamento vicioso é geralmente associado à drogas, álcool, ou comportamento sexual, porém tem-se tornado cada vez mais evidente que certas substâncias dos alimentos, como por exemplo as do chocolate, podem afetar pessoas suscetíveis. Controvérsias cercam a questão sobre a motivação por chocolate: seria ela fisiológica, psicológica ou farmacológica?



Duas características são frequentemente encontradas em relação ao termo viciante : compulsão pela substância que resulta no consumo incontrolado desta, bem como a existência de sintomas típicos durante a abstinência.

Se a experiência sensorial for o grande motivo da compulsão, então somente o chocolate será capaz de satisfazer o indivíduo. Setenta e cinco por cento dos compulsivos por chocolate relatam que nada o substitui.

Nos últimos anos, os efeitos fisio-farmacológicos do chocolate têm sido um assunto de grande interesse dos neurocientistas relacionados à nutrição, buscando constantemente a localização da ação do chocolate e das biomoléculas envolvidas. Alguns dos ingredientes biologicamente ativos do chocolate serão descritos abaixo:

AMINAS BIOGÊNICAS
São substâncias endógenas como a tiramina e feniletilamina (PEA) que agem como componentes simpaticomiméticos. O PEA é um neuromodulador estrutural e farmacologicamente similar à catecolamina e anfetamina (anorexígeno).

Inúmeros estudos têm sugerido que o PEA é um importante modulador do humor e que sua deficiência pode levar à depressão, alguns especialistas supõem que a compulsão por chocolate tem como objetivo uma auto-regulação do nível de PEA no cérebro.

Estudos relacionaram o envolvimento do PEA na compulsão por chocolate em 7 viciados em ecstasy. Cada um desses indivíduos apresentava um distúrbio físico-patológico e uma intensa compulsão por chocolate. É importante notar que PEA é estruturalmente relacionado ao ecstasy: ambos são análogos da anfetamina.

METILXANTINAS
É um grupo de componentes, no qual destacam-se a cafeína e a teobromina, que por serem muito solúveis em lípides são facilmente absorvidas no estômago e intestino. Ambas são estimulantes pelo fato de no cérebro, competirem com a adenosina, bloqueando seu receptor. A teobromina parece promover efeitos congruentes aos da cafeína, mesmo que seja menos estimulante e que o tempo para indução do pico de seu efeito farmacológico seja maior. Os efeitos da cafeína são: aumento do ritmo cardíaco e das reações visuais e auditivas.

CANABINÓIDES
Acredita-se que chocolate e cacau contenham N-aciletanolaminas insaturadas que conseguem imitar os ligantes canabinóideos (Cannabis sativa - maconha) tanto diretamente, ao ativar os receptores canabinóideos do cérebro, quanto de forma indireta, aumentando os níveis de anandamina ( lipoproteína endógena) que também causa sensibilidade e euforia.

Elevados níveis cerebrais de anandamina poderiam aumentar as propriedades sensoriais do chocolate que são fundamentais para a compulsão.