Adelson Elias Vasconcellos
No discurso, em que Lula rebateu um representante da ONU por sua crítica aos bio-combustíveis e por serem responsáveis ao aumento dos preços dos alimentos no mundo inteiro, nos seguintes termos: "É sempre mais fácil escolher respostas simplistas, esconder interesses econômicos e agendas políticas por trás de supostas preocupações sociais e ambientais". Antes, em entrevista, ele já havia dito que "é muito fácil alguém ficar sentado em um banco da Suíça dando palpite no Brasil ou na África".
No discurso, em que Lula rebateu um representante da ONU por sua crítica aos bio-combustíveis e por serem responsáveis ao aumento dos preços dos alimentos no mundo inteiro, nos seguintes termos: "É sempre mais fácil escolher respostas simplistas, esconder interesses econômicos e agendas políticas por trás de supostas preocupações sociais e ambientais". Antes, em entrevista, ele já havia dito que "é muito fácil alguém ficar sentado em um banco da Suíça dando palpite no Brasil ou na África".
E acrescentou: "É importante vir aqui e meter o pé no barro para saber como é que a gente vive, para saber a quantidade de terras que nós temos e para saber a quantidade e o potencial de produção que nós temos", disse o presidente.
Tal resposta além de demonstrar uma grossura inexplicável, é sintomática do nosso atraso e responsável também para os entraves ao desenvolvimento do país.
Mas a crítica da ONU, acreditem, tem fundamento, sim. Mas dela tratarei em outro artigo específico sobre esta questão de bio-combustíveis e inflação dos alimentos. Por ora, quero aproveitar a “sugestão” do Luiz Inácio para devolver-lhe nos seguintes termos: por que ele mesmo, na questão da reserva Raposa do Sol, não aproveita e faz o mesmo que sugere ao seus críticos? Porque ao que se saiba, Lula só passou por Roraima por cima, nas suas idas e vindas à Venezuela. Ele próprio poderia aproveitar para ir à Boa Vista lançar seu pacotinho eleitoreiro de pac para beneficiar o povo daquele estado, e ver de perto o quanto o general Heleno tem razões muitos bem fundamentadas para embasar sua crítica contundente à política indigenista do governo Lula. Em tudo o que o militar disse e afirmou, há coerência e verdades.
E aí começam os problemas de Lula. Ele não consegue enfrentar de peito aberto pessoas que tenham melhor domínio em determinados assuntos do que ele. O general Heleno não está fazendo política, não está fazendo demagogia, não é candidato a nenhum cargo eletivo. Por sua formação militar, ele aprendeu e cultivou um imenso amor ao Brasil, terra que, se preciso for, ele sacrificaria a própria vida. Ao passo que Lula o que tem feito é ... política rançosa e mistificadora em nome apenas de sua autopromoção. E só.
O general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, classificou a transformação da faixa da fronteira norte do país em terras indígenas como ameaça à soberania nacional.
O militar não se mostrou preocupado em contrariar posição do governo, que defende a homologação de terras indígenas mesmo em regiões de fronteira, e disse que o Exército "serve ao Estado brasileiro e não ao governo".
Em palestra sobre a defesa da Amazônia no seminário "Brasil, ameaças a sua soberania", nesta quarta-feira, no Clube Militar, no Rio de Janeiro, o general falou de sua preocupação com os territórios indígenas na faixa de fronteira.
O general lembrou o compromisso brasileiro com declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o direito dos povos indígenas, que destaca a desmilitarização das terras indígenas como contribuição para a paz e o desenvolvimento econômico e social.
"Quer dizer que o problema somos nós?", perguntou o general sob aplausos entusiasmados da platéia de militares.
Para o general Heleno, a política indigenista está dissociada do processo histórico do país e precisa ser revista com urgência.
"É um caos, não funciona. Os problemas são enormes, o alcoolismo é crescente", disse o general referindo-se à situação de tribos amazônicas.
"Sou totalmente a favor do índio", frisou o general. "Não sou da esquerda escocesa que atrás de um copo de uísque resolve os problemas brasileiros. Eu estou lá na Amazônia vendo o que acontece com o índio brasileiro."
O general reiterou sua posição contrária à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, que quase levou a um conflito violento entre a Polícia Federal e arrozeiros que serão obrigados a deixar a área.
Uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a operação da Polícia Federal que desalojaria os fazendeiros de arroz que se recusam a deixar terras da reserva. Cinco grandes plantadores de arroz possuem oito fazendas na área indígena. O governo se propõe a pagar indenização pelas benfeitorias
Segundo o general, o índio também é brasileiro e não deve ser excluído da convivência com outros brasileiros.
"Quer dizer que na Liberdade vai ter japonês e não japonês", comentou o general utilizando como exemplo o bairro paulista de forte presença japonesa. "Como um brasileiro não pode entrar numa terra só porque não é indígena", questionou.
Além da questão indígena, o general Heleno apresentou como ameaças à Amazônia os conflitos fundiários, as organizações não-governamentais e os diversos ilícitos.
Em sua opinião, o desenvolvimento da Amazônia vai acontecer independentemente da nossa vontade. "É impossível preservar a Amazônia como lenda, floresta verde. O que depende de nós é fazer com que (o desenvolvimento) aconteça de forma sustentável", defendeu.
Criticá-lo em quê ? Em que ponto e vírgula podemos lhe negar razão? Quem realmente deve explicações, e não aos militares apenas, mas a todo país, é o próprio Lula, que precisa justificar do porquê mudou a demarcação feita em 1998, quando por ela não se precisaria desalojar a quem quer que fosse. Por que toda esta pressa? Por que esta traição em despejar da reserva pessoas que nasceram e viveram toda a sua vida por lá? Por que este ranço cafajeste de pretender dividir o povo brasileiro em blocos raciais quando o verdadeiro povo brasileiro é justamente a miscigenação de todas elas? Quem deve explicações é Lula por pretender criar uma reserva que fugirá ao controle do país, que ficará à mercê da ganância dos piratas internacionais, e por quais razões ele permite que a região seja infestada por ongueiros inescrupulosos, ávidos de se tornarem capitães de mato dos índios que lá ficarão entregues à própria sorte! Como também, Lula deve explicar direitinho por que razão assinou aquele maldito tratado na ONU, em 2005, um verdadeiro atentado à soberania nacional ! Ele deve justificar com argumentos muitos sólidos porque insiste em demarcar reservas nas regiões de fronteira! Enfim, ele deve explicar para toda a nação brasileira porque insiste em incentivar a fragmentação do solo pátrio, coisa que aliás vedada a qualquer brasileiro conforme reza a constituição. Lula deve devolver, em 2011, o Brasil com a mesma área geográfica que recebeu em 2003, em não 13 % menor.
Da mesma forma, o senhor Tarso, lacaio incompetente, deve é CALAR-SE ao referir a crítica de todo o país à sua suspeita insistência em deixar o mal feito para a imprensa. Deus queira o STF torne sem efeito a burrada cometida por Lula, e ORDENE ao senhor Tarso Genro refazer a demarcação, respeitando não apenas a constituição, mas os direitos e garantias dos brasileiros que lá vivem. Não são invasores. Não se apegaram em bandeiras vermelhas de bandidagem para tomar terras de outros. Foram para lá incentivados por governos passados, para lá colonizarem aquelas terras, dar-lhes valor econômico. E agora, em agradecimento, o governo Lula os quer expulsar? Por quais inconfessos motivos senhores Lula e Genro, vocês insistem neste ato de traição?