Guilherme Fiúza, Prosa & Política, NoMínimo
Junto com Miguel Arraes e Brizola, Waldir Pires tornou-se um dos grandes símbolos brasileiros da resistência ao arbítrio.
Arraes e Brizola ainda se meteram em controvérsias, por terem se tornado governadores muito fortes em Pernambuco e no Rio. Mas Waldir Pires permaneceu como aquela reserva de pureza e simpatia da esquerda, uma espécie de relicário do bem.
Agora o Brasil fica sabendo, por Elio Gaspari, que à frente do Ministério da Defesa, em dezembro último, Waldir Pires censurou Boris Casoy.
A causa era “nobre” para um esquerdista: manter imaculado o levante comunista de 1935, deletando as críticas feitas por Casoy. Um episódio constrangedor, que encerra uma lição amarga e definitiva:
O “bem” encarnado por Waldir Pires tem exatamente o mesmo desapreço à liberdade que os vilões da ditadura combatida por ele. Por acaso, o destino colocou-o do lado do oprimido. Mas o DNA do opressor está todo lá, inconfundível, nos trejeitos da esquerda brasileira.
Junto com Miguel Arraes e Brizola, Waldir Pires tornou-se um dos grandes símbolos brasileiros da resistência ao arbítrio.
Arraes e Brizola ainda se meteram em controvérsias, por terem se tornado governadores muito fortes em Pernambuco e no Rio. Mas Waldir Pires permaneceu como aquela reserva de pureza e simpatia da esquerda, uma espécie de relicário do bem.
Agora o Brasil fica sabendo, por Elio Gaspari, que à frente do Ministério da Defesa, em dezembro último, Waldir Pires censurou Boris Casoy.
A causa era “nobre” para um esquerdista: manter imaculado o levante comunista de 1935, deletando as críticas feitas por Casoy. Um episódio constrangedor, que encerra uma lição amarga e definitiva:
O “bem” encarnado por Waldir Pires tem exatamente o mesmo desapreço à liberdade que os vilões da ditadura combatida por ele. Por acaso, o destino colocou-o do lado do oprimido. Mas o DNA do opressor está todo lá, inconfundível, nos trejeitos da esquerda brasileira.