quinta-feira, agosto 09, 2007

Venezuelano é pego com US$ 800 mil ao entrar na Argentina

Marcia Carmo, De Buenos Aires

Dinheiro foi descoberto com grupo que tentava entrar no país

Uma mala com US$ 800 mil foi apreendida em um aeroporto de Buenos Aires quando quatro venezuelanos e dois argentinos tentavam entrar no país com o dinheiro.

Eles chegaram em um jato particular, e um dos venezuelanos disse que era diplomata e chegava à Argentina para preparar a visita do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Mas o venezuelano não apresentou passaporte oficial e ainda resistiu em abrir a mala, alegando que tinha apenas livros e outras coisas sem valor.

O incidente foi considerado "misterioso" tanto na imprensa argentina como na venezuelana. "Mistério em Buenos Aires e ninguém sabe explicar de onde saiu essa bolada de dinheiro", destacou a emissora Globovisión, de Caracas.

"Ninguém sabe explicar por que essa informação demorou 48 horas para ser divulgada. Ninguém informa quem são essas pessoas. Mas é realmente misterioso e envolve venezuelanos e argentinos", disse, por sua vez, o jornalista Edgardo Alfano, da emissora de televisão argentina TN (Todo Notícias).

Cofre
O dinheiro apreendido foi trancado em um cofre do aeroporto local da capital argentina, o Aeroparque, e colocado sob a vigilância de dois soldados.

O venezuelano, cuja identidade não foi revelada, foi liberado, mas terá que pagar uma multa de US$ 400 mil caso queira recuperar a mala com os dólares.
O valor é correspondente a 50% do dinheiro, já que, de acordo com fontes da alfândega argentina, o montante não foi declarado.

O caso já começou a ser investigado pela Justiça argentina.

"Caso de polícia"
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desembarcou em Buenos Aires na segunda-feira e, nesta terça, preparava-se para seguir viagem para Montevidéu, no Uruguai.

Quando perguntado sobre a mala, Chávez respondeu: "Isso é uma plantação do Império que quer criar diferenças entre Argentina, Brasil e Venezuela". E completou: "Isso é caso de polícia".

Na emissora de rádio Mitre, um locutor comentou: "Isso não tem nada a ver com o imperialismo, mas com um dinheiro que chegou irregularmente ao país".

O embaixador venezuelano na Argentina, Arévalo Méndez, negou qualquer ligação dos integrantes do jatinho com o governo do seu país.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Este Chavez é mesmo um cafajeste de marca maior: com quem estava o dinheiro, por acaso, não era de sua própria comitiva? Conforme informamos no TOQUEDEPRIMA., podem apostar que este dinheiro era uma contribuição de Chavez para financiar a campanha à presidência da senadora Cristina Kirchner, por sinal esposa de Nestor Kirchner, atual presidente do país vizinho.

Quanto ao império a que se referiu o ditador cretino Hugo Chavez, o império que está para ser implantado na América Latina não é o americano, não: é o império venezuelano, ou chavista, ou bolivariano (claro, sob o comando do cretino), que o presidente-ditador Chavez está tentando espalhar tentáculos, se intrometendo em assuntos internos dos países, como no caso das eleições presidenciais onde, como agora, sempre há uma gorjeta para as campanhas de seus “preferidos”. Afora o processo de fortalecimento bélico em pleno curso na Venezuela, país em que a maioria da população agoniza horas a fio em filas de espera para comprar um simples pãozinho e um litro de leite...