quinta-feira, abril 12, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Leite materno diminui risco de obesidade infantil, diz pesquisa
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje

Um estudo feito por pediatras do hospital universitário da Universidade de São Paulo (USP) mostra que 80% das crianças obesas deixaram de ser amamentadas com leite materno antes dos seis meses de vida.

Para os médicos, é mais uma prova da importância do aleitamento materno. A orientação dos especialistas é que o bebê seja alimentado exclusivamente com o leite da mãe até o sexto mês de vida.
Interromper a amamentação antes da hora significa que a criança pode começar a se alimentar de forma errada desde cedo, ingerir mais açúcar e gordura do que o necessário, o que aumenta o risco de obesidade.

"A maioria das pessoas que usa o leite de vaca acaba colocando complementos nesse leite. Farinha, açúcares. Isso muda a composição do leite, aumentando o teor calórico", diz a pediatra Ana Cláudia Travassos. Aos 4 anos, Maiara tem o peso de uma criança de 7 anos: 22 kg. Para os médicos, o caso dela confirma o que diz a pesquisa. Maiara passou a mamar apenas na mamadeira a partir dos quatro meses.

"Ela gosta de comer salgadinhos, balas, pirulitos... Ela acaba de comer, mas se você der uma bala, ela come", conta o pai, Ricardo dos Santos. "Eu voltei a trabalhar, a amamentava só à noite. Então, acabou diminuindo o leite", conta a mãe, Marcelina Silva.

****************

A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo

Gravata
Se passarmos a fita da história ao contrário vamos presenciar, numa daquelas eras que antigamente se chamavam de priscas, o encontro da palavra “gravata”, acessório polido do vestuário masculino, com a palavra “croata”. Veremos então que os dois vocábulos, um tanto surpresos, se apalpam, se cheiram – e se fundem. A cena se passa bem longe dos salões urbanos em que a gravata brilharia: o que vemos ao fundo, contra o céu roxo, são colunas de fumaça numa paisagem sangrenta de trincheiras.
.
Pois é. A “gravata”, que, já perfumada, nos chegou do francês cravate na virada entre os séculos XVII e XVIII, antes disso (passando a palavra ao filólogo Silveira Bueno) “veio para o centro da Europa trazida pelos cavaleiros croatas, durante as guerras com a Alemanha desde 1636, depois pelos mercenários croatas dos reinados de Luis XIII e XIV, que compunham o regimento Royal Cravate. A forma primitiva foi o eslavo hrvat passada a um dialeto alemão Krawat”.
.
Simplificando a prosopopéia: os soldados croatas tinham o costume de amarrar no pescoço uma tira de tecido que, vejam só, caiu no gosto dos europeus urbanos. Entre os alemães, o acessório se tornou conhecido também como “croata”, em versão dialetal. Que virou cravate em francês. Gravata, em português. Ou, numa das divertidas grafias antigas de nossa língua, garovata.
.
Não deixa de ser apropriado que, tendo partido do campo de batalha, e depois de uma volta pela sociedade chique, a gravata arranjasse um jeito de voltar a campos semânticos violentos na língua brasileira, nomeando tanto um golpe de luta livre quanto, na fala gaúcha, a degola.

****************

Após ganhar estatal, PMDB reivindica mais cargos a Lula

O ministro da Integração Nacional, Geddel Lima (PMDB), foi comteplado esta semana com o controle da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Geddel disse que Lula está cumprindo todos os acordos e o relacionamento do petista com o seu partido é “ótimo”.
.
Porém, o PMDB ainda não está satisfeito com os cargos que tem. A sigla quer assumir postos de segundo escalão dos ministérios que administra – Comunicação, Agricultura, Integração Nacional, Saúde e Minas e Energia – o que pode gerar conflito com o PT, visto que a Codevasf é estratégica no nordeste e foi administrada por petistas desde o início do primeiro mandato de Lula.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Vamos ver no que vai dar esta gula peemedebista. Observem que até agora nenhum apresentou projetos ou programas. O esforço concentrado se situa apenas em torno de “nomeações”, nada que se refira a trabalho.

E vamos também aguardar para ver até onde Lula vai fazer tais concessões, e sem que o PT se ponha a reclamar feito bebê chorão.

A única coisa certa até aqui é que o PMDB não demonstrou nenhum interesse para com o país. Apenas tem olhado para o próprio umbigo.

****************

Cidades: expurgo de petistas

O presidente Lula orientou a direção nacional do PP - partido de Paulo Maluf e Severino Cavalcanti, entre outras, digamos assim, reservas morais - a não levar ao pé da letra o seu discurso pregando a "coabitação de partidos" nos ministérios. Autorizou o ministro Márcio Fortes (Cidades) a substituir todos os petistas a ele subordinados e pediu para manter apenas Raquel Rolnik, titular da Secretaria Nacional de Programas Urbanos.

****************

Gigolôs estaduais mais privilegiados do que federais
Do G1:

Os deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal e os da Assembléia Legislativa de São Paulo recebem verbas indenizatória e de gabinete superiores às dos próprios deputados federais, segundo levantamento do G1.

Os parlamentares dessas duas casas legislativas têm direito a mais de R$ 90 mil mensais com estes benefícios, contra R$ 65,8 mil da Câmara dos Deputados.

A verba indenizatória é o dinheiro que o deputado recebe para o ressarcimento de despesas decorrentes da atividade parlamentar, como combustível, viagens, material de escritório, entre outras. A verba de gabinete é destinada ao pagamento dos salários de assessores e funcionários a serviço do deputado.

****************

A culpa agora é do apagão
Folhapress

- O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), admitiu que a crise aérea tem prejudicado as votações das medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo ele, toda discussão, por mais simples que seja, termina no assunto apagão aéreo, o que prolonga os debates no plenário e garante palanque para a oposição.

- A Câmara é uma caixa de ressonância. O que acontece lá fora se reflete aqui dentro. Nós temos que legislar, com ou sem tranqüilidade. Temos que separar os problemas. O PAC é uma coisa e a CPI do Apagão é outra - disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou preocupação com a demora na votação das medidas provisórias que compõem o PAC. Em reunião com o conselho político na segunda-feira, Lula questionou os líderes partidários sobre quando termina a votação das MPs. A expectativa é que até o fim de abril as medidas sejam aprovadas bem como os projetos que compõem o pacote --oito no total.

No dia 22 de abril, fará três meses que o governo encaminhou as medidas para o Congresso. Até agora, apenas três das nove MPs foram aprovadas pela Câmara, nenhuma foi discutida no Senado. Para que sejam convertidas em lei, as medidas têm que ser aprovadas nas duas Casas Legislativas. A expectativa é que na próxima semana sejam votadas pelos menos mais três MPs.

- A disposição é partir para enfrentar enfrentar a oposição se não houver acordo - disse Múcio.