quinta-feira, abril 12, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Juros caindo mais
Carlos Sardenberg, Portal G1
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Dólar baixo derruba a inflação. Como a tendência do dólar é de queda, ou, no mínimo, de estabilidade em patamar baixo, a expectativa de inflação também se reduz.
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Resultado: o Banco Central brasileiro pode acelerar a redução da taxa básica de juros. A queda tem vindo na base de 0,25 ponto por reunião.
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Cresce o número de analistas que esperam queda de 0,5 já para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em 17 e 18 de abril. Seria uma sinalização importante para a taxa de câmbio, já que o dólar está sendo empurrado para baixo pelo enorme superávit do comércio externo, pela entrada de investimentos diretos, aplicações em bolsa de valores e, finalmente, para aplicações nos juros brasileiros.
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Para equilibrar a tendência, precisamos, portanto, gastar dólares – importar mais – e reduzir juros. Ainda assim, o ambiente internacional é de expansão econômica, negócios, exportações e importações, dinheiro sobrando para investimentos. Dados os bons fundamentos macro do Brasil, continua havendo abundância de dólares.

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Ministro cansou das ordens de Severino

O ministro Márcio Fortes (Cidades) parece ter cansado de receber ordens do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que despacha rotineiramente na repartição e dá palpites em suas decisões. Agora, a assessoria tem instruções para evitar passar ao ministro até os telefonemas de Severino.

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Temporão diz que é contra o aborto

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem não ser pessoalmente favorável ao aborto, mas defende a discussão pública sobre o tema, já que, segundo ele, "existe um problema de saúde pública".

- Fingir que isso não existe é uma atitude hipócrita - disse o ministro, ao participar de uma audiência pública na Câmara.

O ministro afirmou que, ano passado, o Sistema Único de Saúde registrou 220 mil curetagens - coleta de restos de tecido do útero. Segundo Temporão, não é possível saber quantos desses procedimentos foram resultado de aborto em situação insegura. Mas o número indica que o assunto tem de ser discutido.

- Eu não levantei essa questão, mas sim a questão de política de direitos sexuais e reprodutivos - disse, referindo-se a declaração anterior sobre o assunto.

Em reunião com o governador do Rio, Sérgio Cabral, há duas semanas, o novo ministro discutiu a possibilidade de legalização do aborto. Na segunda-feira, em Fortaleza, católicos, evangélicos e espíritas fizeram uma manifestação contra o debate defendido por Temporão, durante um evento que contou com a participação do ministro. Temporão foi hostilizado e teve de parar um discurso. (Folhapress)

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Funcionários do BC entram em greve por reajuste salarial
Milton da Rocha Filho, Estadão online
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SÃO PAULO - Funcionários do Banco Central entrarão em greve, em todo o país, a partir desta quarta-feira, 11, por tempo indeterminado, reivindicando recomposição salarial.
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Durante o primeiro dia de paralisação, o Sindicato dos Funcionários do Banco Central (SINAL) - Regional Rio de Janeiro - organiza duas ações sociais: a doação de sangue dos servidores cariocas e o recolhimento de alimentos não perecíveis que serão entregues ao INCA - Instituto Nacional do Câncer.

A categoria se mobiliza pela recuperação da curva salarial histórica em relação às carreiras congêneres do poder Executivo, como os auditores da Receita Federal e os analistas da Comissão de Valores Moneários.

O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central - Regional Rio de Janeiro - Sérgio Belsito, explicou que os reajustes diferenciados que o governo federal concedeu a algumas categorias do serviço público provocou o rebaixamento da carreira do BC.

Belsito disse ainda que enquanto o corpo funcional do BC teve uma recomposição de 10%, índice que se referia à campanha salarial de 2005, as demais categorias receberam um aumento de cerca de 30% referentes a 2006. "Essa desproporção criou uma distorção no quadro geral do funcionalismo tão severa, que jogou os funcionários do BC do segundo para 19º lugar entre as carreiras do Executivo".

COMENTANDO A NOTICIA: São os controladores de vôo, depois os servidores da PF, agora os do Banco Central. Algum desavisado pode entender que todos estão contra o governo, certo ? Mas não se deixem enganar: todos sabem da predisposição de Lula de não aceitar e logo que a vê no horizonte, ele não se faz de rogado: logo aceita a chantagem e atende aos pedintes. Pois é disso que se tratam as greves da PF e do BC: todos entendem que é hora que cobrar, tal qual o PMDB, o prêmio da fatura da reeleição. E o pior é que Lula vai pagar. Eis aí um presidente bastante generoso quando se trata de lidar com o dinheiro alheio...

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Palavra de bandido tem valor?
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou projeto de lei que estende a quem já está condenado o benefício da delação premiada.
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Pela proposta, o condenado poderá ter uma redução de pena de, no máximo, um terço e de, no mínimo, um quinto, caso a delação sirva para esclarecer o crime.Seria criado um novo tipo penal, chamado de "denunciação caluniosa em delação premiada", com pena de dois anos a oito anos de reclusão para quem fizer uma acusação mentirosa com o objetivo de beneficiar-se ou de prejudicar a alguém. Atualmente, a delação premiada só beneficia a quem é acusado ou está indiciado.
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Palavras do fundo da alma
Com mais de 20 deputados presentes à sessão da CCJ, o projeto foi aprovado com apenas dois votos contrários. O do deputado Vicente Arruda (PR-CE) e de Paulo Maluf (PP-SP), que soltou essa pérola para justificar sua decisão:
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"Sou contra, porque não acredito nas palavras de bandido".

COMENTANDO A NOTICIA: Sem dúvida, trate-se de algu´pem que conhece bastante bem o assunto. Maluf foi, digamos assim, preciso na definição. Por falar nisso, bem que Maluf poderia ter aproveitado e esclarecido a acusação de um promotor americano sobre o desvio de 120 milhões. Mas de nada valeria, não é mesmo, afinal palavra de bandido não tem valor...

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Prefeitos inflacionam preços em Brasília...

A cidade está agitadíssima desde que aqui desembarcaram há dois dias alguns milhares de prefeitos ou de seus representantes com a intenção de arrancar dinheiro do governo federal. É a 10a. Marcha dos Prefeitos. De dia, eles visitam ministérios e gabinetes de senadores e deputados. À noite, parte deles entope boates e inferninhos. Disparou o preço cobrado pelas acompanhantes.