quarta-feira, abril 11, 2007

Apoio à pena de morte e não ao aborto

Da Folha de S.Paulo:

Pesquisa Datafolha mostra que voltou ao maior índice histórico o apoio da população à adoção da pena de morte no Brasil. Entre os entrevistados, 55% se disseram favoráveis à pena de morte, enquanto 40% são contra a prática.

O levantamento foi feito nos dias 19 e 20 de março. Na pesquisa anterior, feita em agosto do ano passado, 51% eram favoráveis à adoção da pena de morte, e 42%, contrários.

O índice de apoio à punição registrado agora iguala o de fevereiro de 1993 como maior desde que o Datafolha começou sua série de pesquisas sobre o tema, em 1991.

O Datafolha havia mostrado há duas semanas que a violência, com 31% das menções, superou o desemprego como maior problema do país na opinião dos entrevistados.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Não é de estranhar este resultado. A questão da segurança aflige atualmente 9 em cada 10 brasileiros. O grau de barbaridade de muitos crimes cometidos nos últimos meses, além da percepção que o povo tem da eterna impunidade com que os bandidos são abençoados seja pela legislação seja pelas decisões dos tribunais, acaba se formando no sentimento de cada um, uma enorme indignação que proporciona este tipo de desejo. A pena de morte, bem sabemos, não resolverá o problema da criminalidade. Bastasse apenas que se cumprisse a legislação na grande maioria dos casos, que os crimes hediondos recebesse o tratamento que se exige, e que a Segurança Pública recebesse o tratamento de choque que se exige e que o governo negligencia, provavelmente, o resultado da pesquisa seria bem diferente.

Fruto da mesma pesquisa, ainda lemos na Folha:

"Enquanto o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defende a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto, a maioria dos brasileiros se diz contra a mudança da lei atual, que só permite a interrupção da gravidez em casos de estupro e de risco de morte para a mãe. É o que mostra a mais recente pesquisa Datafolha.

Segundo o levantamento realizado nos dias 19 e 20 de março, 65% dos entrevistados defendem que a legislação sobre aborto continue como está, sem ampliação. O índice é o maior já verificado desde quando a pesquisa começou a ser feita, em 1993. Desde então, o percentual dos favoráveis a deixar a lei como está tem crescido constantemente.

Há 14 anos, 23% dos brasileiros achavam que a interrupção da gravidez deveria ser permitida em mais situações além de estupro e risco de morte para a mãe. Hoje, 16% dizem isso."

Fica claro que a sociedade brasileira, em sua maioria, repudia o projeto do Temporão. E é justamente por isto que não se pode esperar um plebiscito sobre o assunto. No projeto do PT, eles tentarão impor esta excrecência à força, pense o que pensar a sociedade. Eles seguem, portanto, o figurino que já desenhamos aqui: eles governam o país movidos apenas pelos seus particulares interesses. Não importa, para eles, a opinião pública. Não há preocupação com o interesse do país, o que é bom ou mal. Interessa seguir sua cartilha imoral.

Interessante nesta pesquisa, é descobrirmos o quanto é conservadora a sociedade brasileira. Bem ao contrário do que imaginavam os esquerdopatas petralhas e petistas. Menos mal. Há luz no final deste túnel. É de esperar-se apenas que o petê e o governo Lula não apaguem o fio de esperança que ainda resta na sociedade como um todo. Sua política de imbecilização do povo brasileiro segue a todo vapor, mas terá que enfrentar as turbulências de uma sociedade que ainda conserva algum traço de decência. Ainda bem.