A duração da festa
José Paulo Kupfer, NoMínimo
Depois da Páscoa, vem a euforia. Pelo menos no mercado financeiro nacional. O dólar está no ponto mais baixo em seis anos e logo promete furar para baixo a barreira dos R$ 2. O risco-Brasil está no menor nível de sua história, tendo recuado, na segunda-feira, a 155 pontos. As cotações, na Bolsa de São Paulo, batem recordes sobre recordes de valorização e o Ibovespa caminha para inéditos 50 mil pontos.
Você acha que esses indicadores espelham bem o que se passa na economia brasileira? Qual a sua aposta sobre a duração da festa?
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Os “patriotas” voltam a assaltar o contribuinte
Deputados queriam aumento de R$ 11.653; agora, eles se contentam com...R$ 17.973. Patriotas!!!
Reinaldo Azevedo
A avaliação de Lula será sempre tanto melhor quanto mais o Congresso enfiar o pé na jaca. E o nosso adora andar com a sola lambuzada, não é mesmo? Ou então vejamos:
José Paulo Kupfer, NoMínimo
Depois da Páscoa, vem a euforia. Pelo menos no mercado financeiro nacional. O dólar está no ponto mais baixo em seis anos e logo promete furar para baixo a barreira dos R$ 2. O risco-Brasil está no menor nível de sua história, tendo recuado, na segunda-feira, a 155 pontos. As cotações, na Bolsa de São Paulo, batem recordes sobre recordes de valorização e o Ibovespa caminha para inéditos 50 mil pontos.
Você acha que esses indicadores espelham bem o que se passa na economia brasileira? Qual a sua aposta sobre a duração da festa?
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Os “patriotas” voltam a assaltar o contribuinte
Deputados queriam aumento de R$ 11.653; agora, eles se contentam com...R$ 17.973. Patriotas!!!
Reinaldo Azevedo
A avaliação de Lula será sempre tanto melhor quanto mais o Congresso enfiar o pé na jaca. E o nosso adora andar com a sola lambuzada, não é mesmo? Ou então vejamos:
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- Ontem, os patriotas decidiram que não se vota mais nada às segundas-feiras. A medida fazia parte de um esforço moralizante de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Moral no PT é como vôo de galinha: curto, grosso e desajeitado;
- Ontem, os patriotas decidiram que não se vota mais nada às segundas-feiras. A medida fazia parte de um esforço moralizante de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Moral no PT é como vôo de galinha: curto, grosso e desajeitado;
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- Esses brasileiros exemplares também decidiram elevar os próprios salários de R$ 12.847 para R$ 16.520 — reposição da inflação — tão logo se votem as MPs do PAC;
- Esses brasileiros exemplares também decidiram elevar os próprios salários de R$ 12.847 para R$ 16.520 — reposição da inflação — tão logo se votem as MPs do PAC;
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- A Mesa da Câmara se reúne hoje para discutir a elevação da verba para a contratação de assessores: de R$ 50,8 mil para R$ 65,1 mil por mês. Não sei se entendem: os deputados tinham decidido elevar seus salários para R$ 24,5 mil, lembram-se?. A sociedade reagiu. Sensíveis, eles recuaram. Reparem: naquele caso, o aumento seria de R$ 11.653. Agora, eles pleiteiam uma elevação salarial de modestos R$ 3.673 e uma ampliação da verba de R$ 14,3 mil. Ou seja: assustados porque a sociedade protestou contra a mordida de R$ 11.653, eles, então, resolveram deixar por R$ 17.973. E trabalhando menos. Entendeu, leitor?
- A Mesa da Câmara se reúne hoje para discutir a elevação da verba para a contratação de assessores: de R$ 50,8 mil para R$ 65,1 mil por mês. Não sei se entendem: os deputados tinham decidido elevar seus salários para R$ 24,5 mil, lembram-se?. A sociedade reagiu. Sensíveis, eles recuaram. Reparem: naquele caso, o aumento seria de R$ 11.653. Agora, eles pleiteiam uma elevação salarial de modestos R$ 3.673 e uma ampliação da verba de R$ 14,3 mil. Ou seja: assustados porque a sociedade protestou contra a mordida de R$ 11.653, eles, então, resolveram deixar por R$ 17.973. E trabalhando menos. Entendeu, leitor?
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Ah, mas isso é para contratação de assessores! Sei. Entendi. É para o nosso bem. Por falar nisso, Luiz Sérgio (RJ), líder do PT na Câmara, justificou a suspensão das votações às segundas dizendo que os parlamentares precisam ouvir suas bases; que seria até mais cômodo ficar em Brasília. Ou seja: também é em nosso benefício. Vamos implorar aos deputados que parem de cuidar de nós.
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Procuram a imprensa só quando estão por baixo...
Quando ainda estava em campanha para presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia desfilava lindamente na frente dos jornalistas, a toda hora. Procurava a imprensa sempre para “plantar” as notícias. Eleito, ele acha que não precisa mais “usar” a imprensa, além do fato, canalha, de achar que não precisa prestar contas de seus atos. Cretino antes, cretino depois. A seguir as informações do comportamento “democrático” deste defensor das instituições.
Longe da imprensa
É para valer a idéia do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, de mudar a localização do seu gabinete para fugir da imprensa. Chinaglia quer instalar o gabinete da presidência da Câmara ao lado do plenário, onde hoje fica o comitê de imprensa. Assim, Chinaglia poderá entrar e sair da Casa sem passar por jornalistas que nem sempre fazem perguntas que o presidente gosta de ouvir.
Idéia antiga
Hoje, quando chega ou sai do Congresso e quando se desloca para o plenário, o presidente da Câmara é obrigado a enfrentar um batalhão de jornalistas que ficam no salão verde. Embora empolgado com a idéia, Chinaglia não é o pai da proposta. O autor é outro petista, o deputado João Paulo Cunha, que também presidiu a Câmara.
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A caixa preta da Comissão de Orçamento
Cenário recente de graves estripulias de alguns anões da política brasileira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) está mudando para melhor. Uma resolução de dezembro passado deixou a CMO mais transparente, mais enxuta, mais racional, mais democrática e, esperamos todos, imune a travessuras com o dinheiro público.
Lipoaspirada, emagreceu de 84 para 40 titulares. Renovada, muda sua composição agora anualmente, revogando as sinecuras eternas do regime anterior. Austera, e atendendo sugestão da CPI das Sanguessugas, passou a exigir nome e endereço de cada entidade beneficiada por emendas individuais, luxo que o sistema anterior dispensava para alegria de quem se refestelava com o anonimato. Rigorosa, baniu a “rachadinha”, apelido das emendas genéricas de bancada que consagravam os acertos pouco claros.
Atenta, criou a relatoria da receita, aquela que vai descobrir previamente a fonte dos recursos para atender tanta despesa. Exigente, vai cobrar cronograma e verbas para acabar com a indústria das “obras inacabadas”. E, descobrindo a pólvora, garantiu a aprovação do Orçamento no ano anterior de sua aplicação – acabando com a zorra que fazia o Brasil viver um Orçamento fictício.
- O Orçamento, que era um problema, agora será uma solução para o país – garante o presidente da CMO, senador José Maranhão (PMDB-PB). Ele acena com novos tempos:
- Vamos quebrar a caixa-preta do Orçamento. A ordem é transparência total, com portas abertas a todos. Não haverá mais reunião a portas fechadas. A Comissão Mista de Orçamento deixa de ser o feudo dos interesses particulares de uns poucos para se transformar na expressão da vontade da Nação. Quero ser cobrado por isso!
Será cobrado, senador - ora se será...
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A Capacidade de Piorar o Ruim. Vila Lula!
Giulio Sanmartini, Prosa & Política
Passado o tempo do regime militar, ao que tudo indica, os governantes que vieram especializaram-se em desaparelhar as Forças Armadas, como se a função dessas fosse tão somente fazer a guerra, derrubar presidentes e “De morrer pela pátria e viver sem razão (da música ‘Caminhando’ – Geraldo Vandré)”.
Ah, mas isso é para contratação de assessores! Sei. Entendi. É para o nosso bem. Por falar nisso, Luiz Sérgio (RJ), líder do PT na Câmara, justificou a suspensão das votações às segundas dizendo que os parlamentares precisam ouvir suas bases; que seria até mais cômodo ficar em Brasília. Ou seja: também é em nosso benefício. Vamos implorar aos deputados que parem de cuidar de nós.
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Procuram a imprensa só quando estão por baixo...
Quando ainda estava em campanha para presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia desfilava lindamente na frente dos jornalistas, a toda hora. Procurava a imprensa sempre para “plantar” as notícias. Eleito, ele acha que não precisa mais “usar” a imprensa, além do fato, canalha, de achar que não precisa prestar contas de seus atos. Cretino antes, cretino depois. A seguir as informações do comportamento “democrático” deste defensor das instituições.
Longe da imprensa
É para valer a idéia do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, de mudar a localização do seu gabinete para fugir da imprensa. Chinaglia quer instalar o gabinete da presidência da Câmara ao lado do plenário, onde hoje fica o comitê de imprensa. Assim, Chinaglia poderá entrar e sair da Casa sem passar por jornalistas que nem sempre fazem perguntas que o presidente gosta de ouvir.
Idéia antiga
Hoje, quando chega ou sai do Congresso e quando se desloca para o plenário, o presidente da Câmara é obrigado a enfrentar um batalhão de jornalistas que ficam no salão verde. Embora empolgado com a idéia, Chinaglia não é o pai da proposta. O autor é outro petista, o deputado João Paulo Cunha, que também presidiu a Câmara.
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A caixa preta da Comissão de Orçamento
Cenário recente de graves estripulias de alguns anões da política brasileira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) está mudando para melhor. Uma resolução de dezembro passado deixou a CMO mais transparente, mais enxuta, mais racional, mais democrática e, esperamos todos, imune a travessuras com o dinheiro público.
Lipoaspirada, emagreceu de 84 para 40 titulares. Renovada, muda sua composição agora anualmente, revogando as sinecuras eternas do regime anterior. Austera, e atendendo sugestão da CPI das Sanguessugas, passou a exigir nome e endereço de cada entidade beneficiada por emendas individuais, luxo que o sistema anterior dispensava para alegria de quem se refestelava com o anonimato. Rigorosa, baniu a “rachadinha”, apelido das emendas genéricas de bancada que consagravam os acertos pouco claros.
Atenta, criou a relatoria da receita, aquela que vai descobrir previamente a fonte dos recursos para atender tanta despesa. Exigente, vai cobrar cronograma e verbas para acabar com a indústria das “obras inacabadas”. E, descobrindo a pólvora, garantiu a aprovação do Orçamento no ano anterior de sua aplicação – acabando com a zorra que fazia o Brasil viver um Orçamento fictício.
- O Orçamento, que era um problema, agora será uma solução para o país – garante o presidente da CMO, senador José Maranhão (PMDB-PB). Ele acena com novos tempos:
- Vamos quebrar a caixa-preta do Orçamento. A ordem é transparência total, com portas abertas a todos. Não haverá mais reunião a portas fechadas. A Comissão Mista de Orçamento deixa de ser o feudo dos interesses particulares de uns poucos para se transformar na expressão da vontade da Nação. Quero ser cobrado por isso!
Será cobrado, senador - ora se será...
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A Capacidade de Piorar o Ruim. Vila Lula!
Giulio Sanmartini, Prosa & Política
Passado o tempo do regime militar, ao que tudo indica, os governantes que vieram especializaram-se em desaparelhar as Forças Armadas, como se a função dessas fosse tão somente fazer a guerra, derrubar presidentes e “De morrer pela pátria e viver sem razão (da música ‘Caminhando’ – Geraldo Vandré)”.
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Não tenho a mínima dúvida que qualquer tipo de governo que cerceie a liberdade não serve absolutamente para nada, seja este de direita ou de esquerda. Todavia, as Forças Armadas, num país como o Brasil, deficiente de meios de transportes e comunicações, especialmente na continental Amazônia, o apoio do Exército, Marinha e Aeronáutica às populações civis perdidas nas “lonjuras desse sem fim”, são simplesmente indispensáveis, especialmente na assistência médica que levam. Para desenvolver esse trabalho de integração nacional, tem que estar devidamente aparelhadas e treinadas.
Não tenho a mínima dúvida que qualquer tipo de governo que cerceie a liberdade não serve absolutamente para nada, seja este de direita ou de esquerda. Todavia, as Forças Armadas, num país como o Brasil, deficiente de meios de transportes e comunicações, especialmente na continental Amazônia, o apoio do Exército, Marinha e Aeronáutica às populações civis perdidas nas “lonjuras desse sem fim”, são simplesmente indispensáveis, especialmente na assistência médica que levam. Para desenvolver esse trabalho de integração nacional, tem que estar devidamente aparelhadas e treinadas.
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Atualmente nos quartéis falta até rancho para os soldados do serviço militar obrigatório, imaginem o que deve estar faltando de atualização e tecnologia?Carlos Chagas em sua coluna cita o argumento do presidente da República para explicar sua posição contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (Cpi) do “Apagão”: “o presidente Lula justificou sua luta contra a CPI do Apagão Aéreo por estar preocupado com a imagem da Aeronáutica. Declarou que a força ficaria desgastada com as investigações, pois revelarão a falta de material, a escassez de pessoal especializado para a manutenção do equipamento e a ausência de recursos necessários ao seu funcionamento.”
Atualmente nos quartéis falta até rancho para os soldados do serviço militar obrigatório, imaginem o que deve estar faltando de atualização e tecnologia?Carlos Chagas em sua coluna cita o argumento do presidente da República para explicar sua posição contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (Cpi) do “Apagão”: “o presidente Lula justificou sua luta contra a CPI do Apagão Aéreo por estar preocupado com a imagem da Aeronáutica. Declarou que a força ficaria desgastada com as investigações, pois revelarão a falta de material, a escassez de pessoal especializado para a manutenção do equipamento e a ausência de recursos necessários ao seu funcionamento.”
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Isso que foi dito é muito preocupante, pois demonstra que o presidente ou (com perdão da palavra) despirocou de vez, ou acha que está lidando com um bando de idiotas onde só ele é o esperto.
Isso que foi dito é muito preocupante, pois demonstra que o presidente ou (com perdão da palavra) despirocou de vez, ou acha que está lidando com um bando de idiotas onde só ele é o esperto.
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Qualquer que seja a causa, a situação é muito grave para um Brasil governado por esse tipo de pessoa. (G.S.)
Qualquer que seja a causa, a situação é muito grave para um Brasil governado por esse tipo de pessoa. (G.S.)