Bernardo e Saito tentam encontrar solução para crise
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, vai se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, no início da próxima semana, na tentativa de encontrar soluções definitivas para a crise do setor aéreo.
A ordem do Planalto é deixar que o Comando da Aeronáutica assuma a negociação para investir mais na infra-estrutura aeroportuária e nos salários dos controladores militares de vôo. O Planejamento não negociará com controladores fazendo apenas a ponte para que os militares achem as soluções.
Na sexta-feira da semana passada, Paulo Bernardo foi convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para administrar o motim dos controladores militares, que cruzaram os braços e provocaram o apagão aéreo há nove dias. O ministro do Planejamento acabou se tornando, sem querer, pivô de uma crise militar.
Inconformados com a indisciplina dos sargentos controladores, oficiais da Aeronáutica protestaram contra a quebra de hierarquia e o brigadeiro Saito retomou o comando da crise, reservando ao ministro do Planejamento papel coadjuvante na elaboração de um novo plano para o setor.
"O presidente Lula entregou ao brigadeiro Saito o comando desta questão e nós vamos conversar para saber como ele quer conduzir o problema", explica Paulo Bernardo ao confirmar a reunião.
O próprio ministro comunicou aos controladores que estava saindo de cena, depois de ter negociado para evitar a prisão dos sargentos que pararam as decolagens no País por três horas. Também tratou de deixar claro ao brigadeiro que, se estivesse no comando da Aeronáutica, não teria dúvida em prender os amotinados. "Estou à disposição, e vou ajudar", disse Paulo Bernardo ao comandante Saito.
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Min. do Turismo investe em prédio que abrigará obras de Oscar Niemeyer
Agência Brasil
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou nesta quinta-feira que pretende investir, até o final do ano, R$ 10 milhões para a conclusão do prédio que abrigará todo o acervo do arquiteto Oscar Niemeyer.
O anúncio foi feito em Niterói (RJ), durante a inauguração do Teatro Popular. O prédio, a sexta obra do arquiteto brasileiro na cidade, fará parte de um roteiro turístico que integra o programa de regionalização do ministério.
- Vamos ter Niterói uma valorização turística muito importante, porque o acervo de Niemeyer vai estar aqui. Para nós isso é importante, porque temos que criar pontos de visitação turística. E Niemeyer é um nome internacional - afirmou a ministra.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Apesar de que Oscar Niemeyer mereça realmente todo o nosso reconhecimento e respeito, porém este projeto deveria ser conduzido não pelo Ministério do Turismo, e sim pelo da Cultura, cujo ministro anda mais escondido do que Waldir Pires na Defesa. Mas, em se tratando de Marta Suplicy todos os absurdos condenáveis de gastança de dinheiro público parecem não ter limites. Principalmente aqueles que a “distinta” senhora usa para auto-promover-se. Claro, desde que este luxo seja bancado com o dinheiro alheio ...
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A revolta dos militares
Revista Veja
"O que levou o presidente Lula a ceder tão gentilmente aos controladores de vôo amotinados nos aeroportos do país no dia 30 de março, concordando em dar-lhes compensações salariais e revogando-lhes uma ordem de prisão dada pela cúpula da Aeronáutica? O que levou o presidente Lula, dias depois, a chamar os controladores de irresponsáveis e traidores, cancelando correções salariais e autorizando prisões em caso de nova rebelião? Em sua explicação pública para tamanha guinada, Lula saiu-se com justificativas contraditórias. Primeiro, disse que, ao saber do motim dos sargentos, estava a bordo do Aerolula rumo aos Estados Unidos e não recebera um "quadro completo" da situação. Depois, encarregou seus assessores de espalhar que o recuo se explicava porque, no auge da crise, não tinha alternativa além de ceder aos controladores, sob pena de manter os aeroportos do país paralisados. Por fim, em reunião com aliados no Palácio do Planalto, disse que se sentia "traído" pela categoria. "Fui apunhalado pelas costas. Esperaram eu sair do país." O que Lula não disse é que o principal motivo de ter mudado tão radicalmente de posição foi outro: os militares peitaram o presidente – e ganharam a parada.
Assim que teve sua ordem de prender os controladores de vôo cancelada por Lula, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, reuniu-se com um grupo de oficiais, assessores jurídicos e dois representantes do Superior Tribunal Militar (STM). A reunião aconteceu no 9º andar do prédio da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Na discussão, ponderou-se que a decisão de Lula poderia resultar numa acusação por crime de responsabilidade. Afinal, no artigo 7º da lei que define crime de responsabilidade prevê-se punição para a autoridade que venha a "incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina". Com essa poderosa ameaça na manga, o brigadeiro convocou outra reunião, para a manhã seguinte, com os nove brigadeiros que compõem o alto-comando. Nesse encontro, discutiram como ampliar o arsenal para enfrentar Lula. A primeira decisão foi que o Ministério Público Militar, afinado com a cúpula da Aeronáutica, processaria os rebelados, a despeito das promessas do presidente de que não haveria punição. "A punição dos grevistas sempre foi questão de honra. Não voltaremos atrás nem com ordem do papa", disse a VEJA um integrante do alto-comando.
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Pedido por seguro-desemprego sobe em 11 mil. Nos EUA.
Investnews
O número de norte-americanos que pela primeira vez foi em busca do seguro-desemprego aumentou em 11 mil na semana passada, totalizando 321 mil. Apesar da alta, os dados seguem apontando para um mercado de trabalho bastante aquecido.De acordo com o Departamento de Trabalho, na medida de quatro semanas, considerada menos volátil, os pedidos caíram de 317.500, para 315.750. Na visão de economistas, enquanto os setores automotivo e de construção seguem dispensando trabalhadores, outros segmentos de negócios mantêm os trabalhadores nas linhas de produção. O emprego em alta e o aumento na renda sustentam o consumo do norte-americano, variável responsável por mais de 60% do PIB.O número de pessoas que continuam recebendo o benefício estatal caiu para 2,492 milhões na semana encerra dia 24 de março, menor leitura desde janeiro, em comparação com os 2,517 milhões registrados na semana anterior.Amanhã, o Departamento de Trabalho apresenta o relatório sobre o mercado de trabalho em março. A previsão é de alta de 4,5% para 4,6% na taxa de desemprego, com a criação de cerca de 135 mil vagas no mês passado.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, vai se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, no início da próxima semana, na tentativa de encontrar soluções definitivas para a crise do setor aéreo.
A ordem do Planalto é deixar que o Comando da Aeronáutica assuma a negociação para investir mais na infra-estrutura aeroportuária e nos salários dos controladores militares de vôo. O Planejamento não negociará com controladores fazendo apenas a ponte para que os militares achem as soluções.
Na sexta-feira da semana passada, Paulo Bernardo foi convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para administrar o motim dos controladores militares, que cruzaram os braços e provocaram o apagão aéreo há nove dias. O ministro do Planejamento acabou se tornando, sem querer, pivô de uma crise militar.
Inconformados com a indisciplina dos sargentos controladores, oficiais da Aeronáutica protestaram contra a quebra de hierarquia e o brigadeiro Saito retomou o comando da crise, reservando ao ministro do Planejamento papel coadjuvante na elaboração de um novo plano para o setor.
"O presidente Lula entregou ao brigadeiro Saito o comando desta questão e nós vamos conversar para saber como ele quer conduzir o problema", explica Paulo Bernardo ao confirmar a reunião.
O próprio ministro comunicou aos controladores que estava saindo de cena, depois de ter negociado para evitar a prisão dos sargentos que pararam as decolagens no País por três horas. Também tratou de deixar claro ao brigadeiro que, se estivesse no comando da Aeronáutica, não teria dúvida em prender os amotinados. "Estou à disposição, e vou ajudar", disse Paulo Bernardo ao comandante Saito.
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Min. do Turismo investe em prédio que abrigará obras de Oscar Niemeyer
Agência Brasil
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou nesta quinta-feira que pretende investir, até o final do ano, R$ 10 milhões para a conclusão do prédio que abrigará todo o acervo do arquiteto Oscar Niemeyer.
O anúncio foi feito em Niterói (RJ), durante a inauguração do Teatro Popular. O prédio, a sexta obra do arquiteto brasileiro na cidade, fará parte de um roteiro turístico que integra o programa de regionalização do ministério.
- Vamos ter Niterói uma valorização turística muito importante, porque o acervo de Niemeyer vai estar aqui. Para nós isso é importante, porque temos que criar pontos de visitação turística. E Niemeyer é um nome internacional - afirmou a ministra.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Apesar de que Oscar Niemeyer mereça realmente todo o nosso reconhecimento e respeito, porém este projeto deveria ser conduzido não pelo Ministério do Turismo, e sim pelo da Cultura, cujo ministro anda mais escondido do que Waldir Pires na Defesa. Mas, em se tratando de Marta Suplicy todos os absurdos condenáveis de gastança de dinheiro público parecem não ter limites. Principalmente aqueles que a “distinta” senhora usa para auto-promover-se. Claro, desde que este luxo seja bancado com o dinheiro alheio ...
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A revolta dos militares
Revista Veja
"O que levou o presidente Lula a ceder tão gentilmente aos controladores de vôo amotinados nos aeroportos do país no dia 30 de março, concordando em dar-lhes compensações salariais e revogando-lhes uma ordem de prisão dada pela cúpula da Aeronáutica? O que levou o presidente Lula, dias depois, a chamar os controladores de irresponsáveis e traidores, cancelando correções salariais e autorizando prisões em caso de nova rebelião? Em sua explicação pública para tamanha guinada, Lula saiu-se com justificativas contraditórias. Primeiro, disse que, ao saber do motim dos sargentos, estava a bordo do Aerolula rumo aos Estados Unidos e não recebera um "quadro completo" da situação. Depois, encarregou seus assessores de espalhar que o recuo se explicava porque, no auge da crise, não tinha alternativa além de ceder aos controladores, sob pena de manter os aeroportos do país paralisados. Por fim, em reunião com aliados no Palácio do Planalto, disse que se sentia "traído" pela categoria. "Fui apunhalado pelas costas. Esperaram eu sair do país." O que Lula não disse é que o principal motivo de ter mudado tão radicalmente de posição foi outro: os militares peitaram o presidente – e ganharam a parada.
Assim que teve sua ordem de prender os controladores de vôo cancelada por Lula, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, reuniu-se com um grupo de oficiais, assessores jurídicos e dois representantes do Superior Tribunal Militar (STM). A reunião aconteceu no 9º andar do prédio da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Na discussão, ponderou-se que a decisão de Lula poderia resultar numa acusação por crime de responsabilidade. Afinal, no artigo 7º da lei que define crime de responsabilidade prevê-se punição para a autoridade que venha a "incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina". Com essa poderosa ameaça na manga, o brigadeiro convocou outra reunião, para a manhã seguinte, com os nove brigadeiros que compõem o alto-comando. Nesse encontro, discutiram como ampliar o arsenal para enfrentar Lula. A primeira decisão foi que o Ministério Público Militar, afinado com a cúpula da Aeronáutica, processaria os rebelados, a despeito das promessas do presidente de que não haveria punição. "A punição dos grevistas sempre foi questão de honra. Não voltaremos atrás nem com ordem do papa", disse a VEJA um integrante do alto-comando.
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Pedido por seguro-desemprego sobe em 11 mil. Nos EUA.
Investnews
O número de norte-americanos que pela primeira vez foi em busca do seguro-desemprego aumentou em 11 mil na semana passada, totalizando 321 mil. Apesar da alta, os dados seguem apontando para um mercado de trabalho bastante aquecido.De acordo com o Departamento de Trabalho, na medida de quatro semanas, considerada menos volátil, os pedidos caíram de 317.500, para 315.750. Na visão de economistas, enquanto os setores automotivo e de construção seguem dispensando trabalhadores, outros segmentos de negócios mantêm os trabalhadores nas linhas de produção. O emprego em alta e o aumento na renda sustentam o consumo do norte-americano, variável responsável por mais de 60% do PIB.O número de pessoas que continuam recebendo o benefício estatal caiu para 2,492 milhões na semana encerra dia 24 de março, menor leitura desde janeiro, em comparação com os 2,517 milhões registrados na semana anterior.Amanhã, o Departamento de Trabalho apresenta o relatório sobre o mercado de trabalho em março. A previsão é de alta de 4,5% para 4,6% na taxa de desemprego, com a criação de cerca de 135 mil vagas no mês passado.