Blog do Noblat
Pelo jeito o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou de vez a tática de partir para o ataque à revista Veja e assim evitar explicações sobre as acusações que pesam contra ele.
Renan responde a dois processos. Um corre desde o fim de maio quando surgiu a denúncia da revista Veja de que um lobista bancou os custos de uma filha e de uma ex-amante de Renan. O outro, diz respeito a uma suposto lobby que o senador teria feito em benefício da cervejaria Schincariol.
Há pouco, da Tribuna do Senado, Renan deu as seguintes declarações:
- Quero usar esse espaço que é nosso, que é dos Senadores, para falar sobre a grave denuncia contra TVA. Isso sim que fere a soberania nacional, desrespeita o mercado e rasga definitivamente a legislação brasileira. (Renan acusa a Editora Abril de tentar vender sua TV a cabo, a TVA, para uma empresa espanhola).
- Quero informar que após a remessa (de documento acusando a TVA) ao Ministério Público (...) enviei na data de hoje expediente complementares a autoridades brasileiras e internacionais, para falar sobre o negócio que esta sendo tocado pela Editora Abril, que publica a Veja. Enviei ao Conselho Administrativo de Direito Econômico, ao Ministério das Comunicações, ao presidente Lula, ao governo e ao parlamento espanhol, (país) sede da empresa Telefônica.
- A operação (de venda da TVA para a telefônica) pretende ilegalmente repassar da editora Abril para a operadora espanhola 100% do controle da empresa. A mesma operação ameaça repassar ainda o controle de mais de 90% de outros canais a cabo do Sul (do Brasil). Isso é ilegal, imoral e absolutamente reprovável (a Lei do Brasil não permite que empresas estrangeiras tenham o controle de mais de 50% de veículos de comunicação nacionais).
- A editora (Abril) que se auto proclama defensora dos interesses da sociedade, é mesma que usa um pomar, um laranjal, que é o que está sendo feito se sua proposta (de negócio com a telefônica) for adiante.
- Agora começo a entender os motivos das denuncias mal costuradas, apressadas, ilógicas, inconsistentes inverídicas, só agora eu consigo entender as edições antecipadas da revista (Veja), a tentativa de me desmoralizar, de me linchar com mentiras, leviandades e difamações, uma campanha persecutória sem uma prova sequer. Eles sabem o quanto lutarei para não deixar que a ganância sem limites (vá contra o que é de interresse do país).
- Acabo de requere formalmente todos os votos dos conselheiros da Anatel que votaram esse assunto (a Anatel autorizou a venda). É um negócio de quase 1 bilhão de reais que deve ser impedido.
- Espero que as autoridades brasileiras atuem de forma enérgica e puna exemplarmente os envolvidos nela.
- O Brasil não pode continuar sendo um capo fértil da ambição desmedida de empresários.
- Quero informar também a casa sobre documentos que recebi da empresa Shincariol e enviei ao Conselho de Ética desmentindo que eu tenha ajudado a empresa (Renan é acusado de ter ajudado a empresa a se livrar do INSS). A Shincariol desmonta a falsas imputações da revista de que eu teria atuado em favor deles.
- Tereza Collor me garantiu que não escreveu nenhum artigo sobre mim (um texto contra Renan escrito pelo jornalista Mendonça Neto que na verdade foi repassado por Tereza a amigos dela por email).
- Para encerrar eu gostaria de transmitir que estão chegando hoje na PF os primeiros cheques que comprovam as vendas de gado (a polícia pediu mais documento a Renan sobre as transações comercias dele). Aproveito para reiterar que os senhores senadores podem contar com a minha absoluta cooperação (para esclarecer o assunto).
Eis a nota da Editora Abril em resposta ao discurso de Renan.
"A Editora Abril informa que as revelações de VEJA sobre o senador Renan Calheiros foram rigorosamente apuradas e, portanto, as confirma integralmente. As aflições e problemas do senador derivam de suas condutas. Estas foram consideradas suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo Procurador-Geral da República, que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado Federal e, de outro, para o Supremo Tribunal Federal. É fruto do desespero do senador a acusação leviana de que ainda haja alguma coisa a verificar na transação entre a TVA e a Telefônica. A Abril reitera que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da ANATEL após nove meses de tramitação e análise".
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Sem dúvida, a tática de Renam Calheiros revela seu desespero, e claro, sua vilania. O ataque que faz á revista VEJA, além de inútil por se tratar de assunto já analisado à exaustão pela ANATEL e por ela aprovado, dentro da lei. Não fosse assim, e por certo, o próprio governo trataria de se “vingar” da VEJA impedindo que o negócio com a Telefônica se consumasse.
Quanto a defesa que alega ter da Schincariol, esta não poderia se manifestar de outra forma, não é mesmo ? Porque se o fizesse estaria assinando um atestado de admissão de culpa, sobre um favorecimento em que a acusação não está plenamente formalizada. Porém, e isto Renan não rebate, é que as análises e investigações preliminares feitas pela Polícia Federal é que deram sustentação para se abrisse no Conselho de Ética os processos que o senador está respondendo.
Ficar nervosinho na tribuna do Senado, e no desespero vociferar ataques para desqualificar seus acusadores, em nada o livra das acusações que pesam sobre si. Melhor faria o Presidente do Senado Federal, se ao invés de desqualificar acusadores, demonstrasse que as acusações que pesam sobre si são inverídicas. E isto até agora Renan não conseguiu demonstrar. Até aqui o que se viu foi justamente o contrário: que os documentos e as acusações têm sim bastante consistência, há farta documentação que corroboram para o que é dito contra Renam, e há depoimentos que dão sustentação ao documentos e às acusações. E de parte do senador, o que ele apresentou até agora foi, além de retórica inútil, foram documentos inconsistentes que não resistiram a uma análise preliminar.
Pelo jeito o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou de vez a tática de partir para o ataque à revista Veja e assim evitar explicações sobre as acusações que pesam contra ele.
Renan responde a dois processos. Um corre desde o fim de maio quando surgiu a denúncia da revista Veja de que um lobista bancou os custos de uma filha e de uma ex-amante de Renan. O outro, diz respeito a uma suposto lobby que o senador teria feito em benefício da cervejaria Schincariol.
Há pouco, da Tribuna do Senado, Renan deu as seguintes declarações:
- Quero usar esse espaço que é nosso, que é dos Senadores, para falar sobre a grave denuncia contra TVA. Isso sim que fere a soberania nacional, desrespeita o mercado e rasga definitivamente a legislação brasileira. (Renan acusa a Editora Abril de tentar vender sua TV a cabo, a TVA, para uma empresa espanhola).
- Quero informar que após a remessa (de documento acusando a TVA) ao Ministério Público (...) enviei na data de hoje expediente complementares a autoridades brasileiras e internacionais, para falar sobre o negócio que esta sendo tocado pela Editora Abril, que publica a Veja. Enviei ao Conselho Administrativo de Direito Econômico, ao Ministério das Comunicações, ao presidente Lula, ao governo e ao parlamento espanhol, (país) sede da empresa Telefônica.
- A operação (de venda da TVA para a telefônica) pretende ilegalmente repassar da editora Abril para a operadora espanhola 100% do controle da empresa. A mesma operação ameaça repassar ainda o controle de mais de 90% de outros canais a cabo do Sul (do Brasil). Isso é ilegal, imoral e absolutamente reprovável (a Lei do Brasil não permite que empresas estrangeiras tenham o controle de mais de 50% de veículos de comunicação nacionais).
- A editora (Abril) que se auto proclama defensora dos interesses da sociedade, é mesma que usa um pomar, um laranjal, que é o que está sendo feito se sua proposta (de negócio com a telefônica) for adiante.
- Agora começo a entender os motivos das denuncias mal costuradas, apressadas, ilógicas, inconsistentes inverídicas, só agora eu consigo entender as edições antecipadas da revista (Veja), a tentativa de me desmoralizar, de me linchar com mentiras, leviandades e difamações, uma campanha persecutória sem uma prova sequer. Eles sabem o quanto lutarei para não deixar que a ganância sem limites (vá contra o que é de interresse do país).
- Acabo de requere formalmente todos os votos dos conselheiros da Anatel que votaram esse assunto (a Anatel autorizou a venda). É um negócio de quase 1 bilhão de reais que deve ser impedido.
- Espero que as autoridades brasileiras atuem de forma enérgica e puna exemplarmente os envolvidos nela.
- O Brasil não pode continuar sendo um capo fértil da ambição desmedida de empresários.
- Quero informar também a casa sobre documentos que recebi da empresa Shincariol e enviei ao Conselho de Ética desmentindo que eu tenha ajudado a empresa (Renan é acusado de ter ajudado a empresa a se livrar do INSS). A Shincariol desmonta a falsas imputações da revista de que eu teria atuado em favor deles.
- Tereza Collor me garantiu que não escreveu nenhum artigo sobre mim (um texto contra Renan escrito pelo jornalista Mendonça Neto que na verdade foi repassado por Tereza a amigos dela por email).
- Para encerrar eu gostaria de transmitir que estão chegando hoje na PF os primeiros cheques que comprovam as vendas de gado (a polícia pediu mais documento a Renan sobre as transações comercias dele). Aproveito para reiterar que os senhores senadores podem contar com a minha absoluta cooperação (para esclarecer o assunto).
Eis a nota da Editora Abril em resposta ao discurso de Renan.
"A Editora Abril informa que as revelações de VEJA sobre o senador Renan Calheiros foram rigorosamente apuradas e, portanto, as confirma integralmente. As aflições e problemas do senador derivam de suas condutas. Estas foram consideradas suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo Procurador-Geral da República, que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado Federal e, de outro, para o Supremo Tribunal Federal. É fruto do desespero do senador a acusação leviana de que ainda haja alguma coisa a verificar na transação entre a TVA e a Telefônica. A Abril reitera que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da ANATEL após nove meses de tramitação e análise".
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Sem dúvida, a tática de Renam Calheiros revela seu desespero, e claro, sua vilania. O ataque que faz á revista VEJA, além de inútil por se tratar de assunto já analisado à exaustão pela ANATEL e por ela aprovado, dentro da lei. Não fosse assim, e por certo, o próprio governo trataria de se “vingar” da VEJA impedindo que o negócio com a Telefônica se consumasse.
Quanto a defesa que alega ter da Schincariol, esta não poderia se manifestar de outra forma, não é mesmo ? Porque se o fizesse estaria assinando um atestado de admissão de culpa, sobre um favorecimento em que a acusação não está plenamente formalizada. Porém, e isto Renan não rebate, é que as análises e investigações preliminares feitas pela Polícia Federal é que deram sustentação para se abrisse no Conselho de Ética os processos que o senador está respondendo.
Ficar nervosinho na tribuna do Senado, e no desespero vociferar ataques para desqualificar seus acusadores, em nada o livra das acusações que pesam sobre si. Melhor faria o Presidente do Senado Federal, se ao invés de desqualificar acusadores, demonstrasse que as acusações que pesam sobre si são inverídicas. E isto até agora Renan não conseguiu demonstrar. Até aqui o que se viu foi justamente o contrário: que os documentos e as acusações têm sim bastante consistência, há farta documentação que corroboram para o que é dito contra Renam, e há depoimentos que dão sustentação ao documentos e às acusações. E de parte do senador, o que ele apresentou até agora foi, além de retórica inútil, foram documentos inconsistentes que não resistiram a uma análise preliminar.