Operação abafa e afasta
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O sub-relator da CPI dos Sanguessugas Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz ter encontrado evidências de que o delegado da Polícia Federal (PF) Diógenes Curado fez de tudo para afastar do Palácio do Planalto as investigações sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB).
O argumento: nos depoimentos colhidos pela PF, Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, e o próprio Luiz Antonio Vedoin, chefe da Máfia dos Sanguessugas, disseram que o material do dossiê era contra Alckmin e Serra. Portanto, seria de interesse das campanhas nacional e estadual.
Porém, Diógenes Curado, no relatório entregue à Justiça de Mato Grosso, disse que o material teria como finalidade “alterar o rumo das pesquisas do eleitorado paulista, fazendo uma relação do candidato José Serra com a Máfia dos Sanguessugas”. Deixou de fora, na avaliação do sub-relator, o que poderia respingar em Lula.
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- O delegado conseguiu contrariar as testemunhas mais importantes. O objetivo era afastas a investigação do Palácio do Planalto. Esse relatório é pífio e lastimável, afirmou Sampaio.
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O sub-relator da CPI dos Sanguessugas Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz ter encontrado evidências de que o delegado da Polícia Federal (PF) Diógenes Curado fez de tudo para afastar do Palácio do Planalto as investigações sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB).
O argumento: nos depoimentos colhidos pela PF, Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, e o próprio Luiz Antonio Vedoin, chefe da Máfia dos Sanguessugas, disseram que o material do dossiê era contra Alckmin e Serra. Portanto, seria de interesse das campanhas nacional e estadual.
Porém, Diógenes Curado, no relatório entregue à Justiça de Mato Grosso, disse que o material teria como finalidade “alterar o rumo das pesquisas do eleitorado paulista, fazendo uma relação do candidato José Serra com a Máfia dos Sanguessugas”. Deixou de fora, na avaliação do sub-relator, o que poderia respingar em Lula.
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- O delegado conseguiu contrariar as testemunhas mais importantes. O objetivo era afastas a investigação do Palácio do Planalto. Esse relatório é pífio e lastimável, afirmou Sampaio.
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Armação com telefonemas
Armação com telefonemas
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A Polícia Federal divulgou ontem um balanço dos rastreamentos feitos na primeira fase do inquérito que apura a venda de um dossiê contra políticos tucanos para integrantes do PT.
De acordo com a PF, as investigações apuram as ligações feitas por 56.047 telefones no período de 15 de agosto a 15 de setembro.
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A Polícia Federal divulgou ontem um balanço dos rastreamentos feitos na primeira fase do inquérito que apura a venda de um dossiê contra políticos tucanos para integrantes do PT.
De acordo com a PF, as investigações apuram as ligações feitas por 56.047 telefones no período de 15 de agosto a 15 de setembro.
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Esses telefones fizeram 2 milhões e 828 mil chamadas. Desse total, 380 mil ligações foram feitas para a Presidência da República.
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Na semana passada, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, admitiu ter trocado telefonenas com Jorge Lorenzetti --acusado de ser um dos mentores do dossiê.
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A jogada da PF governista para beneficiar Lula é: como é impossível rastrear tantas ligações, nada ficará provado contra o poderoso chefe, em tempo hábil.
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Outra armação
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Para descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê --R$ 1,75 milhão--, a PF investiga 43.778 contas bancárias, 1,580 milhão de transações financeiras e 311.039 operações de compra de dólares.
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Para descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê --R$ 1,75 milhão--, a PF investiga 43.778 contas bancárias, 1,580 milhão de transações financeiras e 311.039 operações de compra de dólares.
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Essas investigações atingiriam 66.256 pessoas.
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Quanto mais se amplia o raio de investigação, mais longe se fica da verdade... Elementar, meu caro Watson...
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"Laranjas" dão pista para solução do dossiê, diz PF
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Agência Reuters
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A Polícia Federal acredita ter pego "o fio da meada" na investigação da origem dos recursos que seriam usados para a tentativa de compra de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB. O depoimento de Viviane Gomes da Silva, apontada como integrante do grupo de "laranjas" que teria participado da operação para adquirir os dólares junto à agência de turismo Vicatur, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, deu pistas consideradas importantes que fizeram os investigadores acreditar que estão muito próximos do desfecho da apuração.
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"A expectativa de solucionarmos este caso antes das eleições é enorme", disse nesta quarta-feira um delegado que participa da investigação. Viviane foi ouvida pela PF no Rio de Janeiro na véspera e confirmou que ela e outros integrantes de sua família foram usados como "laranjas" em negociação com moeda americana feitas na Vicatur.
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"Laranjas" dão pista para solução do dossiê, diz PF
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Agência Reuters
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A Polícia Federal acredita ter pego "o fio da meada" na investigação da origem dos recursos que seriam usados para a tentativa de compra de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB. O depoimento de Viviane Gomes da Silva, apontada como integrante do grupo de "laranjas" que teria participado da operação para adquirir os dólares junto à agência de turismo Vicatur, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, deu pistas consideradas importantes que fizeram os investigadores acreditar que estão muito próximos do desfecho da apuração.
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"A expectativa de solucionarmos este caso antes das eleições é enorme", disse nesta quarta-feira um delegado que participa da investigação. Viviane foi ouvida pela PF no Rio de Janeiro na véspera e confirmou que ela e outros integrantes de sua família foram usados como "laranjas" em negociação com moeda americana feitas na Vicatur.
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Os levantamentos da PF mostram que ela movimentou, junto à agência de turismo, US$ 44,3 mil no dia 21 de agosto. Em seu depoimento, Viviane, "humilde" moradora da Baixada Fluminense, negou ter participado de transações financeiras e acusou a Vicatur de utilizar, sem seu conhecimento e autorização, dados de seus documentos, como CPF e identidade.
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Outras informações dadas pela testemunha trouxeram ânimo à equipe de investigadores envolvida na apuração do caso. "O depoimento de Viviane foi uma dica muito quente que nós recebemos", comemorou o policial.
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Outras informações dadas pela testemunha trouxeram ânimo à equipe de investigadores envolvida na apuração do caso. "O depoimento de Viviane foi uma dica muito quente que nós recebemos", comemorou o policial.
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Em Cuiabá, no Mato Grosso, o superintendente regional da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, confirmou na noite de quarta-feira a jornalistas que as diligências no Rio comprovam a origem dos dólares como sendo da Vicatur. "As análises preliminares da busca para saber a origem dos dólares apontam que eles saíram da Vicatur", disse Lorenz de Azevedo. "Os saques feitos por 'laranjas' são altos. Não se chegou a nenhum político ou pessoa conhecida".
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A PF localizou outros seis parentes de Viviane que também estão envolvidos em negociações com moeda americana junto à empresa, segundo documentos obtidos pela PF. Segundo a mesma fonte, cada um movimentou entre US$ 30 mil e US$ 45 mil em dias próximos à prisão Gedimar Passos e de Valdebran Padilha, ligados ao PT, com o equivalente a R$ 1,7 milhão em um hotel em São Paulo.
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Outra família com sobrenome semelhante ao de Viviane está sob a investigação da PF por suposto envolvimento na operação de aquisição de dólares. Esse outro grupo de pessoas mora, de acordo com a fonte, numa cidade próxima à divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Todos serão ouvidos pelo órgão. Seus nomes têm sido mantidos sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
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Outros quatro "laranjas" que teriam adquiridos dólares na empresa de turismo também deram informações à PF que confirmam irregularidades na transação com dólares. Os ouvidos em Ouro Preto (MG) disseram ter sido "involuntária" a transação de dólares da Vicatur.
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Azevedo, da PF de Cuiabá, descartou a hipótese de que os "laranjas" foram enganados por operadores do saque de dinheiro. "Eles não são vítimas. Ocorreram fatos ilícitos contra o sistema financeiro nacional", respondeu ao ser perguntado sobre o crime ocorrido.
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A fonte da PF em Brasília acrescentou que os depoimentos de Viviane e dos outros "laranjas" confirmam a existência de crime, o que dá margem à incriminação dos principais suspeitos no caso do dossiê e dos donos da Vicatur por prática de várias irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro.
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Vicatur
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A PF localizou outros seis parentes de Viviane que também estão envolvidos em negociações com moeda americana junto à empresa, segundo documentos obtidos pela PF. Segundo a mesma fonte, cada um movimentou entre US$ 30 mil e US$ 45 mil em dias próximos à prisão Gedimar Passos e de Valdebran Padilha, ligados ao PT, com o equivalente a R$ 1,7 milhão em um hotel em São Paulo.
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Outra família com sobrenome semelhante ao de Viviane está sob a investigação da PF por suposto envolvimento na operação de aquisição de dólares. Esse outro grupo de pessoas mora, de acordo com a fonte, numa cidade próxima à divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Todos serão ouvidos pelo órgão. Seus nomes têm sido mantidos sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
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Outros quatro "laranjas" que teriam adquiridos dólares na empresa de turismo também deram informações à PF que confirmam irregularidades na transação com dólares. Os ouvidos em Ouro Preto (MG) disseram ter sido "involuntária" a transação de dólares da Vicatur.
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Azevedo, da PF de Cuiabá, descartou a hipótese de que os "laranjas" foram enganados por operadores do saque de dinheiro. "Eles não são vítimas. Ocorreram fatos ilícitos contra o sistema financeiro nacional", respondeu ao ser perguntado sobre o crime ocorrido.
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A fonte da PF em Brasília acrescentou que os depoimentos de Viviane e dos outros "laranjas" confirmam a existência de crime, o que dá margem à incriminação dos principais suspeitos no caso do dossiê e dos donos da Vicatur por prática de várias irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro.
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Vicatur
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Na manhã desta quarta-feira, o delegado encarregado das investigações, Diógenes Curado, cumpriu mandato de busca e apreensão na sede da Vicatur, onde foram apreendidos diversos documentos que registram as movimentações financeiras da empresa. Também foram ouvidos, na Superintendência Regional da PF no Rio, os representantes da Vicatur Jorge e Fernando Ribas. Todos negaram envolvimento em irregularidades.
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Azevedo voltou a dizer que a PF está "produzindo prova para mostrar uma parte da origem do dinheiro até o final da semana", mesmo com a investigação demorada. Segundo ele, a Polícia Federal trabalha agora para saber como o dinheiro saiu do Rio de Janeiro para São Paulo. "Não se sabe se o dinheiro foi de avião, ônibus ou carro", disse.
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Quanta fertilidade !!!
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O Programa de Agricultura Familiar vai muito bem em Nova Iguaçu , onde a Polícia Federal encontrou uma promissora cultura de laranjas...
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Azevedo voltou a dizer que a PF está "produzindo prova para mostrar uma parte da origem do dinheiro até o final da semana", mesmo com a investigação demorada. Segundo ele, a Polícia Federal trabalha agora para saber como o dinheiro saiu do Rio de Janeiro para São Paulo. "Não se sabe se o dinheiro foi de avião, ônibus ou carro", disse.
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Quanta fertilidade !!!
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O Programa de Agricultura Familiar vai muito bem em Nova Iguaçu , onde a Polícia Federal encontrou uma promissora cultura de laranjas...