Por Serrão
Publicado no Alerta Total
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Depois de privatizar a floresta Amazônica, fazendo o Congresso aprovar um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão, o presidente Lula da Silva teve a cara de pau de afirmar ontem, em discurso no Maranhão, o “fim da era das privatizações”.
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Depois de privatizar a floresta Amazônica, fazendo o Congresso aprovar um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão, o presidente Lula da Silva teve a cara de pau de afirmar ontem, em discurso no Maranhão, o “fim da era das privatizações”.
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O discurso faz parte da estratégia de marketing que encurralou a campanha dos tucanos, apontando-os como responsáveis pelas criminosas privatizações.
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Mas por que o presidente Lula, cujo governo se diz tão cioso do patrimônio nacional, não anulou as privatizações criminosas de FHC?
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Ele não vai responder tal pergunta, porque seu governo é totalmente controlado pelos interesses do capital transnacional inglês que comandou todo o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso.
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Na economia, o governo Lula foi uma continuidade dos interesses da City londrina que atentam contra a soberania e a autodeterminação do Brasil.
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Eis por que Lula já entrou na disputa eleitoral previamente reeleito. Nem precisava participar da eleição.
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O PT privatizou a floresta
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A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna do jornal O Globo de ontem, deixou claro o que já chamamos a atenção no Alerta Total que tratou da intenção inglesa de privatizar a floresta Amazônica.
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Nos últimos anos, o governo Lula mandou ao Congresso, aprovou e sancionou um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão.O concessionário da floresta poderá explorá-la por 30 anos, renováveis por mais 30 anos. Fica sendo o dono temporário da terra pública e pode derrubar as árvores públicas e vendê-las para seu lucro privado dentro de um plano de manejo que pretende evitar a derrubada predatória.
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A exploração da floresta prevista na Lei de Concessões tem tudo o que foi desenvolvido nos processos de privatização do serviço público: tem plano de outorgas, como na telefonia, licitação pelo maior preço.
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Quem pagar mais poderá explorar os bens florestais daquela área, desde que obedecido o plano de manejo anualmente aprovado.
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Para controlar isso, foi criada uma agência independente: o Serviço Florestal, que será financiado por taxas pagas pelos concessionários.
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Ou seja, tudo igualzinho; até agência independente.
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Pode-se dizer que não há transferência de patrimônio, mas, sim, uma outorga temporária.Ora, em todos os serviços públicos, a concessão é temporária, porém renovável, como na proposta do PT.
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Miriam Leitão lembra que o PT está diante de uma enorme contradição quando faz um ataque ideológico velho a um mecanismo ao qual ele mesmo está aderindo, e num patrimônio muito mais delicado.