Marcello Corrêa
O Globo
País terá novo recorde da safra do grão, cuja cotação já ssubiu
Fabio Rossi / O Globo
Colheita de soja no Oeste da Bahia: país terá safra recorde
RIO - A quebra da safra na Argentina é boa notícia para produtores de soja brasileiros. A seca no país vizinho fará a oferta do grão no mercado internacional cair e, consequentemente, os preços já começaram a subir. Segundo Gil Barabach, consultor da Safras & Mercados, a cotação da commodity chegou a ficar perto dos US$ 9 o bushel (medida usada pelo mercado internacional, equivalente a 27 quilos). Agora, chega a US$ 10,20.
Pelas projeções do especialista, a safra brasileira do grão neste ano superará o recorde de 114,3 milhões de toneladas de 2017 e chegará aos 117,3 milhões. Ou seja, o Brasil venderá muita soja por um preço mais alto do que o esperado.
— Podemos dimensionar, como efeito da quebra na Argentina, o equivalente à alta de um dólar na cotação da soja — afirma Barabach.
Outro efeito é o aumento da exportação de farelo de soja, que deve movimentar a indústria esmagadora. A Argentina é a maior exportadora de farelo processado do mundo, enquanto a maior parte das vendas do Brasil é de grãos in natura.
— Por conta da mudança na legislação do biodiesel (exigência de maior mistura no diesel), a gente está produzindo muito farelo. Ia ter sobra no mercado — avalia Jose Carlos Hausknecht sócio diretor da MB Agro
