Tânia Monteiro, Jornal da Tarde
Faltam garantias de fornecimento dos 2,2 milhões de metros cúbicos diários previstos em contrato
A ausência de garantia da Bolívia quanto ao fornecimento do volume de gás necessário para a TermoCuiabá operar em capacidade máxima abriu uma nova “peleja” bilateral. O governo brasileiro ameaça desautorizar a usina térmica a pagar o preço redefinido em fevereiro passado - de R$ 4,20 por milhão de BTUs -, caso a administração de Evo Morales não se comprometa, por escrito, a manter um suprimento de 2,2 milhões de metros cúbicos diários. Trata-se do volume previsto no contrato da usina com seus fornecedores privados - hoje submetidos às deliberações da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
Faltam garantias de fornecimento dos 2,2 milhões de metros cúbicos diários previstos em contrato
A ausência de garantia da Bolívia quanto ao fornecimento do volume de gás necessário para a TermoCuiabá operar em capacidade máxima abriu uma nova “peleja” bilateral. O governo brasileiro ameaça desautorizar a usina térmica a pagar o preço redefinido em fevereiro passado - de R$ 4,20 por milhão de BTUs -, caso a administração de Evo Morales não se comprometa, por escrito, a manter um suprimento de 2,2 milhões de metros cúbicos diários. Trata-se do volume previsto no contrato da usina com seus fornecedores privados - hoje submetidos às deliberações da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
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A situação torna-se crítica à medida que avança o período de seca no Centro-Oeste brasileiro. Nessa época, a TermoCuiabá funciona em plena carga e necessita dos 2,2 milhões de metros cúbicos para gerar cerca de 480 megawatts (MW) médios. A usina responde por 70% da demanda de energia elétrica de Cuiabá (MT).
A situação torna-se crítica à medida que avança o período de seca no Centro-Oeste brasileiro. Nessa época, a TermoCuiabá funciona em plena carga e necessita dos 2,2 milhões de metros cúbicos para gerar cerca de 480 megawatts (MW) médios. A usina responde por 70% da demanda de energia elétrica de Cuiabá (MT).
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“Concordamos em aumentar o preço do gás, desde que fosse mantido o fornecimento do volume previsto no contrato. Agora, a Bolívia nos diz que está com dificuldades para garantir essas remessas”, afirmou uma fonte próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Insistimos que a Bolívia tem de garantir os 2,2 milhões de metros cúbicos diários para que possa mos pagar os US$ 4,20. Se não há como garantir o volume, não há como garantir o preço.”
“Concordamos em aumentar o preço do gás, desde que fosse mantido o fornecimento do volume previsto no contrato. Agora, a Bolívia nos diz que está com dificuldades para garantir essas remessas”, afirmou uma fonte próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Insistimos que a Bolívia tem de garantir os 2,2 milhões de metros cúbicos diários para que possa mos pagar os US$ 4,20. Se não há como garantir o volume, não há como garantir o preço.”
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O novo imbróglio com a Bolívia vem a se somar à expropriação do fluxo de caixa das duas refinarias de petróleo da Petrobrás no país, determinada no dia 6 pelo presidente boliviano, Evo Morales. Essa iniciativa levou a Petrobrás a optar pela sua retirada completa desse setor, com a venda das unidades por US$ 112 milhões para a YPFB, em duas parcelas. A nova peleja confronta-se também com o acordo fechado em fevereiro passado, durante a visita de Evo ao presidente Lula.
O novo imbróglio com a Bolívia vem a se somar à expropriação do fluxo de caixa das duas refinarias de petróleo da Petrobrás no país, determinada no dia 6 pelo presidente boliviano, Evo Morales. Essa iniciativa levou a Petrobrás a optar pela sua retirada completa desse setor, com a venda das unidades por US$ 112 milhões para a YPFB, em duas parcelas. A nova peleja confronta-se também com o acordo fechado em fevereiro passado, durante a visita de Evo ao presidente Lula.
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Na ocasião, a delegação boliviana obteve o aval do governo brasileiro para a elevação do preço do gás fornecido à TermoCuiabá, de US$ 1,19 para US$ 4,20 por milhão de BTU (unidade térmica britânica usada para medir o volume de gás). Evo Morales conseguiu extrair também do governo Lula um reajuste disfarçado para o volume de 26 milhões de metros cúbicos ao dia que a Bolívia envia à Petrobrás, no Brasil.
Na ocasião, a delegação boliviana obteve o aval do governo brasileiro para a elevação do preço do gás fornecido à TermoCuiabá, de US$ 1,19 para US$ 4,20 por milhão de BTU (unidade térmica britânica usada para medir o volume de gás). Evo Morales conseguiu extrair também do governo Lula um reajuste disfarçado para o volume de 26 milhões de metros cúbicos ao dia que a Bolívia envia à Petrobrás, no Brasil.
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O acordo previu que o gás metano continuaria com o preço anteriormente fixado - de US$ 4,20 por milhão de BTU. Mas os gases e líquidos com maior valor calorífico, que também escoam pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, seguiriam a cotação internacional. Nas contas do governo boliviano, esse cálculo significará o pagamento adicional de US$ 100 milhões pela Petrobrás à Bolívia neste ano.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí o preço que o Brasil paga pelo fato de Lula ter aceito a chantagem de Evo Morales desde o primeiro dia. Nem com toda a cretinice que ele já aprontou e com a vigarice que cometeu, o índio se sossega. Vai continuar neste ritmo até que Lula se convença que precisa por um ponto final, pinha a covardia e parta sim para um confronto. Não bélico, mas restringindo e fechando a porteira. No plano diplomático existem um leque infinito de medidas austeras e restritivas para fazer o boliviano por sua canalhice de lado e passar a tratar o Brasil com maior respeito.
É preciso que fique claro que, na questão do gás, em momento algum o Brasil agiu como imperialista. Até pelo contrário. Sempre procurou favorecer a Bolívia em todos os momentos, inclusive pagando por uma quantidade de gás fixa, independente de consumir. Garantimos os investimos, a tecnologia de exploração, garantimos mercado além de outras bondades. Concordamos em vender duas refinarias que nos custaram muito mais para modernizá-las e torná-las viáveis economicamente.
O acordo previu que o gás metano continuaria com o preço anteriormente fixado - de US$ 4,20 por milhão de BTU. Mas os gases e líquidos com maior valor calorífico, que também escoam pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, seguiriam a cotação internacional. Nas contas do governo boliviano, esse cálculo significará o pagamento adicional de US$ 100 milhões pela Petrobrás à Bolívia neste ano.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí o preço que o Brasil paga pelo fato de Lula ter aceito a chantagem de Evo Morales desde o primeiro dia. Nem com toda a cretinice que ele já aprontou e com a vigarice que cometeu, o índio se sossega. Vai continuar neste ritmo até que Lula se convença que precisa por um ponto final, pinha a covardia e parta sim para um confronto. Não bélico, mas restringindo e fechando a porteira. No plano diplomático existem um leque infinito de medidas austeras e restritivas para fazer o boliviano por sua canalhice de lado e passar a tratar o Brasil com maior respeito.
É preciso que fique claro que, na questão do gás, em momento algum o Brasil agiu como imperialista. Até pelo contrário. Sempre procurou favorecer a Bolívia em todos os momentos, inclusive pagando por uma quantidade de gás fixa, independente de consumir. Garantimos os investimos, a tecnologia de exploração, garantimos mercado além de outras bondades. Concordamos em vender duas refinarias que nos custaram muito mais para modernizá-las e torná-las viáveis economicamente.
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Abrimos linhas de crédito mais facilitadas do que costumeiramente concedemos para empresas brasileiras. E, mesmo diante de tudo isto, o camarada Morales criou vergonha na cara e tomou jeito. E diga-se o seguinte: a Bolívia depende muito mais de nós do que o contrário. Até quando Lula aceitará levar chute no traseir5o para passar a defender o interesse brasileiro.
Abrimos linhas de crédito mais facilitadas do que costumeiramente concedemos para empresas brasileiras. E, mesmo diante de tudo isto, o camarada Morales criou vergonha na cara e tomou jeito. E diga-se o seguinte: a Bolívia depende muito mais de nós do que o contrário. Até quando Lula aceitará levar chute no traseir5o para passar a defender o interesse brasileiro.