sábado, maio 19, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Primeiro-ministro britânico pode assumir Banco Mundial

Logo após anunciar a renúncia do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair está cotado para assumir a presidência do Bird (Banco Mundial), em sucessão a Paul Wolfowitz, que deixa o cargo no final de junho, devido ao escândalo causado pelo aumento do salário da sua namorada. O nome de Blair foi cotado por Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia em 2001 e ex-vice-presidente do órgão, em entrevista a uma rádio britânica.
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De acordo com Stiglitz, o primeiro-ministro britânico “é uma das pessoas que estão sendo claramente sugeridas”. Ele também afirmou que Blair é um “líder político com experiência real em desenvolvimento para unir a instituição”.
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A gestão Wolfowitz foi marcada pelo distanciamento em relação ao pessoal técnico do Bird. Stiglitz acredita que Blair pode reverter essa tendência. “Ele claramente é um líder político que apresenta o tipo de contatos necessário, e seria útil como presidente da instituição”, disse.
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O primeiro-ministro deixa o cargo no dia 27 de junho, após 10 anos de governo.

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Fruet protesta contra condução da CPI do Apagão Aéreo

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) protestou contra uma manobra do presidente da CPI do Apagão Aéreo, Marcelo Castro (PMDB-PI), para impedir as investigações sobre o caos nos aeroportos.
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“Nunca houve uma CPI com essa formatação, em que se estabelece os depoimentos perto ou no dia de votações em plenário, obrigando a suspensão da reunião. É uma forma de cercear a participação, pois praticamente falam só o presidente ou o relator. Trata-se de algo inédito na história da Câmara”, disse Fruet.Na última quarta-feira, Castro e o relator da CPI, Marco Maia (PT-RS), haviam retirado da pauta o requerimento do tucano solicitando informações do Tribunal de Contas da União a respeito das auditorias sobre controle e segurança do tráfego aéreo.
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“Fizemos oficialmente duas reclamações: a primeira pede a revisão dos horários dos depoimentos, sob pena da minoria, utilizando o recurso de um terço dos integrantes, pedir a convocação de sessões extraordinárias. A segunda visa impedir que se estabeleça uma pauta sem que os parlamentares sejam previamente consultados. Esta é a CPI da ‘não audiência’. Os parlamentares estão fazendo papel de espectadores”, criticou Fruet.

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Prefeito desviou R$ 1,2 mi de unidade de parto

O Tribunal de Contas da União julgou irregulares as contas de Julson Nélio de Lima Arantes Costa, ex-prefeito de Currais (PI), e o condenou ao pagamento de R$ 1.251.471,80, por não prestar contas e não comprovar a "boa e regular aplicação dos recursos" repassados pelo Fundo Nacional de Saúde. A grana estava destinada à construção da Unidade de Parto Normal e a aquisição de equipamentos e materiais permanentes.
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Tarso Genro descarta represália política na Operação Navalha

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a Operação Navalha, da Polícia Federal, não foi um revide da base do governo Lula pela derrota de aliados na eleição de 2006 no Maranhão.
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A operação resultou na prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB). O atual governador Jackson Lago foi investigado e teve o pedido de prisão negado pela Justiça. Ele derrotou Roseana Sarney (PMDB), que tinha o apoio de Lula na eleição do ano passado.Tarso disse que recebeu Lago e a bancada maranhense no dia da Operação. “Eles foram ao meu gabinete saber o que estava ocorrendo no país e no Maranhão. Eles tinham convicção, depois abandonada, que teria sido algum movimento feito pelo Estado, através da PF, de terrível desestabilização, em função da vitória das forças oposicionistas naquela Estado. Demonstramos àqueles deputados que a ação no Maranhão não era nada específica. Era uma operação em 10 estados, que ocorreu a partir de um fato presumidamente delituoso e provavelmente delituoso, como deve confirmar o Judiciário, originário do Estado da Bahia”, declarou o ministro.
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Questionado se o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderia ser afetado pelos desvios, Tarso disse: “Isso facilita o PAC e provavelmente vai baratear um pouquinho as obras porque o pessoal não vai contabilizar a propina.”Lula não quis comentar as prisões da Polícia Federal.

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Operação Navalha constata que Máfia das Obras pretendia fraudar PAC

A Operação Navalha, da Polícia Federal, constatou que a Máfia das Obras já havia se estruturado para fraudar contratos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado pelo presidente Lula no começo de 2007.
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De acordo com a PF, um dos presos na operação, Zuleido Soares, sócio-diretor da Construtora Gautama Ltda., montou uma rede de empregados, sócios e lobistas, que cooptaram funcionários públicos de diversos escalões nos níveis federal, estadual e municipal. A quadrilha agiu em projetos como o Luz para Todos.
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A empresa tem contratos vigentes em nove obras públicas de grande porte em seis Estados que estão sendo auditadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), somando R$ 500 milhões.
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O valor fraudado pela Gautama, descoberto pela PF, chega a R$ 100 milhões. A empresa também doou mais de R$ 500 mil na campanha eleitoral de 2006.

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O Maranhão treme
Lauro Jardim, Radar, Veja online

A "Operação Navalha", deflagrada hoje pela PF, está deixando em pânico todas as forças políticas do Maranhão. Todas. O medo ronda sobretudo os que ainda não foram presos.

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Dívidas das empresas nas mãos do Congresso
Fernando Exman, Jornal do Brasil

O Congresso está a um passo de aprovar mais um programa de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A quarta versão do Refis desde 2001 foi incluída na emenda à Medida Provisória (MP) 351, aprovada nesta semana pelo Senado. Agora só depende da votação na Câmara e da sanção presidencial.

O texto aprovado pelo Senado diz que os débitos de pessoas jurídicas com vencimento até 28 de fevereiro de 2003 poderão ser parcelados em até 130 prestações. A parcela mínima será de R$ 2 mil e de R$ 200 para as optantes pelo Simples.

Os débitos das pessoas jurídicas com vencimento entre 1º de março de 2003 e 31 de dezembro do ano passado poderão ser parcelados em até 120 prestações mensais. Outros três programas de refinanciamento estão em vigor. O saldo em parcelamento da Receita é de R$ 91,6 bilhões.

COMENTANDO A NOTICIA: Na verdade esta novo REFIS tem um endereço certo: permite que empresas endividadas, com restrições no CADIN, possam participar das licitações a serem lançadas para as obras do PAC. E dentre estas empresas, por certo, muitas de gente graúda que se beneficiarão de suas facilidades de trânsito livre no poder. Por outro lado, é também uma bofetada na cara daqueles que pagam com enorme sacrifício suas dívidas pontualmente. Perguntinha ingênua: por que não se incluiu nesta versão do REFIS, também as pessoas físicas ?