BRASÍLIA - Indignados com a ofensiva do PMDB para desalojar o PT de postos-chave no segundo escalão, um grupo de petistas vai reclamar de "discriminação" com ministros escalados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar da partilha de cargos.
A briga, no entanto, não é apenas com o parceiro preferido por Lula. Na reunião do Diretório Nacional do PT, que começa amanhã, em Brasília, uma ala do partido promete escancarar sua insatisfação com o antigo Campo Majoritário.
O protesto é liderado pelo Movimento PT, a corrente do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP). Sem espaço na composição dos ministérios, a tendência reivindica agora o comando dos Correios - empresa administrada pelo PMDB - ou a presidência da Infraero.
Os dirigentes da facção de Chinaglia criticam não só o apetite do PMDB como a gula do grupo de Lula e do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. "Se um estrangeiro desembarcar no Brasil, vai achar que quem ganhou a eleição para a Presidência da República foi o PMDB", reclamou o secretário de Organização do PT, Romênio Pereira. "Até agora, o que estamos observando é que ou os cargos são ocupados pelo Campo Majoritário ou pelo PMDB."
Corrente de centro no mosaico ideológico petista, o Movimento PT ocupa 11,5% das cadeiras do Diretório Nacional, enquanto o antigo Campo - hoje rebatizado de Construindo um Novo Brasil - detém 42%.
A briga, no entanto, não é apenas com o parceiro preferido por Lula. Na reunião do Diretório Nacional do PT, que começa amanhã, em Brasília, uma ala do partido promete escancarar sua insatisfação com o antigo Campo Majoritário.
O protesto é liderado pelo Movimento PT, a corrente do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP). Sem espaço na composição dos ministérios, a tendência reivindica agora o comando dos Correios - empresa administrada pelo PMDB - ou a presidência da Infraero.
Os dirigentes da facção de Chinaglia criticam não só o apetite do PMDB como a gula do grupo de Lula e do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. "Se um estrangeiro desembarcar no Brasil, vai achar que quem ganhou a eleição para a Presidência da República foi o PMDB", reclamou o secretário de Organização do PT, Romênio Pereira. "Até agora, o que estamos observando é que ou os cargos são ocupados pelo Campo Majoritário ou pelo PMDB."
Corrente de centro no mosaico ideológico petista, o Movimento PT ocupa 11,5% das cadeiras do Diretório Nacional, enquanto o antigo Campo - hoje rebatizado de Construindo um Novo Brasil - detém 42%.
O grupo, que abriga 10 dos 83 deputados federais do PT, está disposto a fazer barulho na reunião do Diretório do partido, que vai até sábado. Os postos mais cobiçados estão na área de energia (Petrobras, Eletrobrás, Eletronorte, Eletrosul, Furnas e Itaipu) e em diretorias e vice-presidências de bancos oficiais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Petistas também brigam entre si pelo comando dos fundos de pensão (Petros, Previ e Funcef) e por indicações para compor os times de conselheiros das estatais. "As reivindicações do Movimento PT são legítimas e estamos envidando todos os esforços para que se materializem", disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).
O deputado tentou, porém, pôr panos quentes na disputa mais acirrada com o PMDB. "Uma coalizão tem que ser para valer", amenizou.