Jornal do Brasil
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O presidente Lula decidiu conduzir pessoalmente a partilha, entre os partidos governistas, dos principais postos em cinco estatais: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Petrobras. Essas empresas formam agora uma espécie de cota presidencial, separada dos cargos cuja distribuição está sob a responsabilidade dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Coordenação Política, Walfrido Mares Guia, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci.
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A iniciativa presidencial pretende evitar que a acirrada batalha entre aliados, especialmente entre PMDB e PT, contamine as empresas, consideradas essenciais por Lula no gerenciamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).Unido - ao menos nas fotografias - pela primeira vez em 20 anos, o PMDB se apresentou a Lula na noite de quarta-feira como o maior partido da base governista. E quer uma fatia proporcional a seu novo peso no segundo escalão. Isso significa, para o governo, a necessidade de criar espaços para acomodar indicações da neo-governista bancada do PMDB na Câmara. E, para o PT, maior pressão sobre os postos que ocupa em agências, estatais, secretarias e superintendências.- O bancada do Senado possui, hoje, 20 cargos de peso no segundo escalão. A da Câmara deve ter uma participação semelhante no governo para haver equilíbrio interno no PMDB - defende o deputado Eliseu Padilha (RS). No entendimento dos líderes da coalização governista, tal "equilíbrio" só poderá ser obtido com a entrada do PMDB na fatia petista do segundo escalão.
A iniciativa presidencial pretende evitar que a acirrada batalha entre aliados, especialmente entre PMDB e PT, contamine as empresas, consideradas essenciais por Lula no gerenciamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).Unido - ao menos nas fotografias - pela primeira vez em 20 anos, o PMDB se apresentou a Lula na noite de quarta-feira como o maior partido da base governista. E quer uma fatia proporcional a seu novo peso no segundo escalão. Isso significa, para o governo, a necessidade de criar espaços para acomodar indicações da neo-governista bancada do PMDB na Câmara. E, para o PT, maior pressão sobre os postos que ocupa em agências, estatais, secretarias e superintendências.- O bancada do Senado possui, hoje, 20 cargos de peso no segundo escalão. A da Câmara deve ter uma participação semelhante no governo para haver equilíbrio interno no PMDB - defende o deputado Eliseu Padilha (RS). No entendimento dos líderes da coalização governista, tal "equilíbrio" só poderá ser obtido com a entrada do PMDB na fatia petista do segundo escalão.
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A primeira incursão do partido em território do PT deve acontecer na Petrobras. O alvo da cobiça do PMDB é a Diretoria de Exploração, que tem orçamento de R$ 28 bilhões para este ano. Os deputados peemedebistas pretendem indicar para o comando dessa diretoria o ex-deputado Moreira Franco, também candidato à BR Distribuidora.
A primeira incursão do partido em território do PT deve acontecer na Petrobras. O alvo da cobiça do PMDB é a Diretoria de Exploração, que tem orçamento de R$ 28 bilhões para este ano. Os deputados peemedebistas pretendem indicar para o comando dessa diretoria o ex-deputado Moreira Franco, também candidato à BR Distribuidora.
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Responsável pela área logística da Petrobras, a BR Distribuidora, dona de orçamento de quase R$ 800 milhões, é a menina dos olhos do presidente do PMDB, Michel Temer. Mas o PT tem seu próprio candidato ao cargo - o ex-senador José Eduardo Dutra. E a presidência da BR Distribuidora é hoje ocupada por Maria das Graças Foster, indicação da toda-poderosa ministra Dilma Rousseff.
Responsável pela área logística da Petrobras, a BR Distribuidora, dona de orçamento de quase R$ 800 milhões, é a menina dos olhos do presidente do PMDB, Michel Temer. Mas o PT tem seu próprio candidato ao cargo - o ex-senador José Eduardo Dutra. E a presidência da BR Distribuidora é hoje ocupada por Maria das Graças Foster, indicação da toda-poderosa ministra Dilma Rousseff.
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A presidência do Banco do Nordeste e a diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) são outros feudos petistas sob ataque do PMDB da Câmara, liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Juntos, os dois cargos possuem orçamento de R$ 291 milhões para este ano.
A presidência do Banco do Nordeste e a diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) são outros feudos petistas sob ataque do PMDB da Câmara, liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Juntos, os dois cargos possuem orçamento de R$ 291 milhões para este ano.
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Mas o PMDB ainda tem muitas arestas internas a aparar, antes de apresentar sua lista de demandas ao Palácio do Planalto. A presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) é um dos focos de atrito entre os deputados e senadores. O deputado Jader Barbalho (PA) quer emplacar seu primo José Priante. A Câmara resiste porque, na complexa contabilidade do PMDB, os apadrinhados de Jader entram na cota do Senado. Os deputados rejeitam Priante e se darão por satisfeitos se o presidente interino, Danilo Forte, for mantido no cargo.
Mas o PMDB ainda tem muitas arestas internas a aparar, antes de apresentar sua lista de demandas ao Palácio do Planalto. A presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) é um dos focos de atrito entre os deputados e senadores. O deputado Jader Barbalho (PA) quer emplacar seu primo José Priante. A Câmara resiste porque, na complexa contabilidade do PMDB, os apadrinhados de Jader entram na cota do Senado. Os deputados rejeitam Priante e se darão por satisfeitos se o presidente interino, Danilo Forte, for mantido no cargo.
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Longe do zelo presidencial, as ricas áreas de tecnologia do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal são outros pontos de tensão entre PT e PMDB. Os caixas das duas gerências somam R$ 2,5 bilhões para investimentos neste ano. O PT controla a área de tecnologia dos dois bancos estatais e o PMDB deve apontar seus candidatos aos cargos nesta semana, para o ministro Walfrido Mares Guia. Ao menos no que diz respeito à Caixa Econômica, a empreitada será difícil. Os investimentos estão sob o comando da vice-presidente de tecnologia Clarice Copetti, mulher de Cézar Alvarez, assessor de Lula, e protegida do ministro da Justiça, Tarso Genro.
Longe do zelo presidencial, as ricas áreas de tecnologia do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal são outros pontos de tensão entre PT e PMDB. Os caixas das duas gerências somam R$ 2,5 bilhões para investimentos neste ano. O PT controla a área de tecnologia dos dois bancos estatais e o PMDB deve apontar seus candidatos aos cargos nesta semana, para o ministro Walfrido Mares Guia. Ao menos no que diz respeito à Caixa Econômica, a empreitada será difícil. Os investimentos estão sob o comando da vice-presidente de tecnologia Clarice Copetti, mulher de Cézar Alvarez, assessor de Lula, e protegida do ministro da Justiça, Tarso Genro.