Lançado em 22 de janeiro, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 504 bilhões em quatro anos nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos.
Do total, R$ 67,8 bilhões caberão à União e R$ 436,1 bilhões a estatais e setor privado. Do montante de investimento até 2010, 11% deverão ser aplicados este ano.
Como o PAC prevê a contrapartida da iniciativa privada, especialistas temem que a execução lenta do programa neste início do ano possa inibir as ações do empresariado.
- Caso não sejam bons sinais, é de se esperar que o setor privado também permaneça inerte neste processo de promoção de investimentos. Metas de investimento em infra-estrutura foram lançadas e recebidas com muito entusiasmo, a questão é que o empresariado espera coisas mais concretas - lamentou o economista Vander Lucas, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).
Na avaliação do economista, as incertezas políticas deste início de ano e a conseqüente lentidão para a conclusão da reforma ministerial contribuíram diretamente para a demora na liberação de recursos do PAC.
- Além disso, a não votação pelo Congresso das medidas provisórias que contemplam o PAC faz com que, neste início de ano, as notícias não sejam boas quanto à execução do programa acrescentou.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) atribui a pífia execução das obras do PAC no Rio ao que chama de postura impassível do governador do Estado, Sérgio Cabral, diante do governo federal.
- Cabral é um dos governadores menos críticos e que menos demandas fez ao governo federal. O Estado do Rio paga agora por isso - disse o parlamentar do PSOL.
COMENTANDO A NOTÍCIA: A pressa sempre foi má conselheira no terreno de programas e projetos. Lentidão demais, sempre foi o seu calvário. E tanto a pressão na apresentação de qualquer coisa, como foi o caso do PAC, como a lentidão na definição de regras, acabarão com este sonho de uma noite de verão.
O PAC, conforme se demonstrou, não é um ineditismo. É uma relação de obras em andamento, obras já projetadas e programadas em anos anteriores, e outras previstas em planejamentos da Eletrobrás e da Petrobrás. E todas as obras dedicadas à infra-estrutura.
Ora, sendo obra pública, há regras a serem seguidas. Há licitações para se programas. Há a questão do meio ambiente a ser resolvida. E tudo isso só anda, a partir do instante em que você pode contar com as verbas perfeitamente alocadas em cada projeto. Se vê, agora, que as tais verbas ditas por Lula que estavam garantidas para todo o programa, na verdade, não estavam. Até seria inconcebível acreditar-se que 500 bilhões de reais surjam assim de uma hora para outra, sabendo-se que o Orçamento da União permite contar com no 60 bilhões anuais.
Além disto, contar, como fez o governo, com o apoio da iniciativa privada, sem apresentar os detalhes de cada projeto, é achar que empresário é aventureiro. Não é. Ninguém está aí para torrar dinheiro sem a garantia de retorno assegurado, sem transparência de quais investimentos precisam ser feitos, quais as garantias para estes investimentos, sem segurança jurídica de espécie, e num país campeão em taxas de juros, e carga tributária idem. No papo furado ninguém cai, por não ser leviano com sua própria empresa. Afinal, o sustento de cada um deriva do lucro que estas empresas lhes possam assegurar. E ainda mais com um governo que ainda tem muitas idéias, muitos projetos no papel, mas de tão pouca ação, e resultados pífios.
Não pense Lula que bastará um bem bolado plano de marketing para assegurar aos empresários a confiança no seu mirabolante programa de crescimento. Cadê as reformas mais do que indispensáveis para permitir o país crescer em níveis decentes?
Portanto, ou o governo faz a sua parte e para de enrolar e mentir, ou ficará difícil esperar dos empresários privados apostas em ações de alto risco e com total insegurança em relação ao retorno necessário. Apenas para exemplificar, além das reformas que não saem do papel, vale registrar a questão das concessões das rodovias que seguiam em ritmo normal, e de repente, o governo numa canetada suspendeu sem mais nem porquê. E disto deriva o temor dos empresários em apostar num governo inseguro, sem rumo, e incapaz de cumprir o seu próprio papel.
Do total, R$ 67,8 bilhões caberão à União e R$ 436,1 bilhões a estatais e setor privado. Do montante de investimento até 2010, 11% deverão ser aplicados este ano.
Como o PAC prevê a contrapartida da iniciativa privada, especialistas temem que a execução lenta do programa neste início do ano possa inibir as ações do empresariado.
- Caso não sejam bons sinais, é de se esperar que o setor privado também permaneça inerte neste processo de promoção de investimentos. Metas de investimento em infra-estrutura foram lançadas e recebidas com muito entusiasmo, a questão é que o empresariado espera coisas mais concretas - lamentou o economista Vander Lucas, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).
Na avaliação do economista, as incertezas políticas deste início de ano e a conseqüente lentidão para a conclusão da reforma ministerial contribuíram diretamente para a demora na liberação de recursos do PAC.
- Além disso, a não votação pelo Congresso das medidas provisórias que contemplam o PAC faz com que, neste início de ano, as notícias não sejam boas quanto à execução do programa acrescentou.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) atribui a pífia execução das obras do PAC no Rio ao que chama de postura impassível do governador do Estado, Sérgio Cabral, diante do governo federal.
- Cabral é um dos governadores menos críticos e que menos demandas fez ao governo federal. O Estado do Rio paga agora por isso - disse o parlamentar do PSOL.
COMENTANDO A NOTÍCIA: A pressa sempre foi má conselheira no terreno de programas e projetos. Lentidão demais, sempre foi o seu calvário. E tanto a pressão na apresentação de qualquer coisa, como foi o caso do PAC, como a lentidão na definição de regras, acabarão com este sonho de uma noite de verão.
O PAC, conforme se demonstrou, não é um ineditismo. É uma relação de obras em andamento, obras já projetadas e programadas em anos anteriores, e outras previstas em planejamentos da Eletrobrás e da Petrobrás. E todas as obras dedicadas à infra-estrutura.
Ora, sendo obra pública, há regras a serem seguidas. Há licitações para se programas. Há a questão do meio ambiente a ser resolvida. E tudo isso só anda, a partir do instante em que você pode contar com as verbas perfeitamente alocadas em cada projeto. Se vê, agora, que as tais verbas ditas por Lula que estavam garantidas para todo o programa, na verdade, não estavam. Até seria inconcebível acreditar-se que 500 bilhões de reais surjam assim de uma hora para outra, sabendo-se que o Orçamento da União permite contar com no 60 bilhões anuais.
Além disto, contar, como fez o governo, com o apoio da iniciativa privada, sem apresentar os detalhes de cada projeto, é achar que empresário é aventureiro. Não é. Ninguém está aí para torrar dinheiro sem a garantia de retorno assegurado, sem transparência de quais investimentos precisam ser feitos, quais as garantias para estes investimentos, sem segurança jurídica de espécie, e num país campeão em taxas de juros, e carga tributária idem. No papo furado ninguém cai, por não ser leviano com sua própria empresa. Afinal, o sustento de cada um deriva do lucro que estas empresas lhes possam assegurar. E ainda mais com um governo que ainda tem muitas idéias, muitos projetos no papel, mas de tão pouca ação, e resultados pífios.
Não pense Lula que bastará um bem bolado plano de marketing para assegurar aos empresários a confiança no seu mirabolante programa de crescimento. Cadê as reformas mais do que indispensáveis para permitir o país crescer em níveis decentes?
Portanto, ou o governo faz a sua parte e para de enrolar e mentir, ou ficará difícil esperar dos empresários privados apostas em ações de alto risco e com total insegurança em relação ao retorno necessário. Apenas para exemplificar, além das reformas que não saem do papel, vale registrar a questão das concessões das rodovias que seguiam em ritmo normal, e de repente, o governo numa canetada suspendeu sem mais nem porquê. E disto deriva o temor dos empresários em apostar num governo inseguro, sem rumo, e incapaz de cumprir o seu próprio papel.