PSDB troca de lado
De Sérgio Pardellas no Jornal do Brasil
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"Depois de dedicar-se durante um ano e meio, no mínimo, à apresentação de graves acusações contra ministros petistas, parlamentares e dirigentes do PT e de outros partidos aliados ao governo, o PSDB aderiu, ontem, por sua bancada na Câmara, à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para presidente da Casa. Em troca da primeira vice-presidência da Câmara e de alianças para eleições nas assembléias legislativas de Estados governados por tucanos, a bancada do PSDB não apenas ajudou a consolidar o favoritismo de Chinaglia, como também escancarou o caminho para a reabilitação política de vários petistas que até há pouco condenava, como o ex-ministro José Dirceu.
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Dirceu, ao lado de deputados do PT paulista como João Paulo Cunha, José Mentor, Cândido Vaccarezza, Jilmar Tatto - ligado à ex-prefeita Marta Suplicy - e o presidente do PT, Ricardo Berzoini, são os principais patrocinadores e articuladores da candidatura Chinaglia."
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Alckmin reaparece: “Governo começa mal”
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Candidato derrotado à presidência da República, Geraldo Alckmin reapareceu na quinta-feira (11.01) com críticas aos primeiros movimentos do segundo mandato do governo Lula. O tucano lamentou o fato de que a eleição para o comando da Câmara "parou o país", e disse que a administração petista paralisou a reforma ministerial em função da disputa no Congresso.
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De Sérgio Pardellas no Jornal do Brasil
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"Depois de dedicar-se durante um ano e meio, no mínimo, à apresentação de graves acusações contra ministros petistas, parlamentares e dirigentes do PT e de outros partidos aliados ao governo, o PSDB aderiu, ontem, por sua bancada na Câmara, à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para presidente da Casa. Em troca da primeira vice-presidência da Câmara e de alianças para eleições nas assembléias legislativas de Estados governados por tucanos, a bancada do PSDB não apenas ajudou a consolidar o favoritismo de Chinaglia, como também escancarou o caminho para a reabilitação política de vários petistas que até há pouco condenava, como o ex-ministro José Dirceu.
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Dirceu, ao lado de deputados do PT paulista como João Paulo Cunha, José Mentor, Cândido Vaccarezza, Jilmar Tatto - ligado à ex-prefeita Marta Suplicy - e o presidente do PT, Ricardo Berzoini, são os principais patrocinadores e articuladores da candidatura Chinaglia."
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Alckmin reaparece: “Governo começa mal”
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Candidato derrotado à presidência da República, Geraldo Alckmin reapareceu na quinta-feira (11.01) com críticas aos primeiros movimentos do segundo mandato do governo Lula. O tucano lamentou o fato de que a eleição para o comando da Câmara "parou o país", e disse que a administração petista paralisou a reforma ministerial em função da disputa no Congresso.
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“Nós temos um governo que começa mal. Primeiro, porque condiciona a formação de um novo governo à eleição da Mesa [Diretora da Câmara]. Segundo, [porque] não tem projeto. As reformas que o país precisa não estão colocadas na mesa para debate", afirmou o ex-governador de São Paulo após palestra na Faculdade de Medicina da USP, na cidade de São Paulo.
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Ele comentou ainda considerar "desanimador" a suspensão do processo de concessão à iniciativa privada de sete trechos de rodovias federais. "O governo mandou um recado para o setor privado: não vou investir [em infra-estrutura]", alfinetou..Em meio às críticas de Alckmin sobrou até para seus pares de oposição, aos quais sugeriu serem mais contundentes. "O governo vai mal e a oposição também", admitiu. Ele repetindo o que ex-presidente da República e líder tucano Fernando Henrique Cardoso tem manifestado sobre a necessidade de uma "oposição firme".
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A frase de Aníbal
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“O PSDB precisa de mais diálogo com a sociedade, e não de uma adesão fajuta feita a partir de um acordo pouco transparente.” A declaração é de José Aníbal, deputado federal pelo PSDB de São Paulo.
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Yeda espera que PSDB reveja posição de apoio a Chinaglia
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Yeda almoçou com o governador José Serra e visitará em seguida o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quer tratar com os dois da decisão da bancada do PSDB de apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) a presidente da Câmara dos Deputados.
- Foi uma decisão, a da bancada, que me lembrou as de antigamente do Conselho Monetário Nacional na época do ministro Delfim Netto - comparou Yeda.
Os integrantes do Conselho eram "consultados" por telefone - assim como foram na semana passada os deputados do PSDB.
- Os deputados devem votar para a eleição do presidente da Câmara orientados pelo contexto partidário e não pelo desejo de cada um - ensina Yeda.
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COMENTANDO A NOTICIA: Todos os democratas guardam a mesma expectativa, governadora. Não é possível que “todos” os políticos sejam tão iguais assim. Há de haver alguém que, pelo menos, tenha vergonha na cara, e pense no Brasil como um país livre, livre do artificialismo, da mediocridade, dos caudilhos, dos autoritários. Que deseje um país livre, soberano e democrático.
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Prioridades distorcidas
Editorial da Folha
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A frase de Aníbal
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“O PSDB precisa de mais diálogo com a sociedade, e não de uma adesão fajuta feita a partir de um acordo pouco transparente.” A declaração é de José Aníbal, deputado federal pelo PSDB de São Paulo.
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Yeda espera que PSDB reveja posição de apoio a Chinaglia
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Yeda almoçou com o governador José Serra e visitará em seguida o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quer tratar com os dois da decisão da bancada do PSDB de apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) a presidente da Câmara dos Deputados.
- Foi uma decisão, a da bancada, que me lembrou as de antigamente do Conselho Monetário Nacional na época do ministro Delfim Netto - comparou Yeda.
Os integrantes do Conselho eram "consultados" por telefone - assim como foram na semana passada os deputados do PSDB.
- Os deputados devem votar para a eleição do presidente da Câmara orientados pelo contexto partidário e não pelo desejo de cada um - ensina Yeda.
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COMENTANDO A NOTICIA: Todos os democratas guardam a mesma expectativa, governadora. Não é possível que “todos” os políticos sejam tão iguais assim. Há de haver alguém que, pelo menos, tenha vergonha na cara, e pense no Brasil como um país livre, livre do artificialismo, da mediocridade, dos caudilhos, dos autoritários. Que deseje um país livre, soberano e democrático.
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Prioridades distorcidas
Editorial da Folha
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O governo Lula principiou 2007 emitindo sinais contraditórios a respeito de suas prioridades de investimento. No quinto dia do segundo mandato, a Presidência vetou da Lei do Saneamento sancionada precisamente dispositivos capazes de carrear bilhões de reais para os deficitários serviços de água e esgotos.
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Nunca é ocioso lembrar que mais da metade dos domicílios brasileiros carece de acesso a esgotamento sanitário. Mesmo nas cidades, um quinto da população não dispõe nem mesmo de fossas sépticas.
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Um dos vetos recaiu sobre o artigo 54 da lei votada em dezembro na Câmara. Nele se dispunha que investimentos das empresas em obras poderiam ser usados como créditos no recolhimento da Cofins e do PIS/Pasep.
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Para a Presidência, isso traria "graves repercussões para o alcance das metas do equilíbrio fiscal". Tresandam a ironia as razões do veto: "Permitir desoneração adicional de tributos significaria dificuldades para a manutenção das despesas sociais em níveis satisfatórios".
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Em outras palavras, o governo dá por intocável a escorchante carga tributária, descumpre religiosamente a obrigação de investir impostos na ampliação do saneamento e ainda fulmina uma rara iniciativa para que empresas do ramo o façam. Isso depois de ter agraciado o setor esportivo com incentivos de até R$ 300 milhões e manter intacto o R$ 1,2 bilhão reservado à cultura.
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Nada contra o esporte e a cultura, decerto. Incentivo por incentivo, porém, negar somas comparáveis a investimento que salva vidas monta a uma lamentável distorção de prioridades.
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Espera-se, agora, que o governo envie -no tão falado quanto mal delineado Plano de Aceleração do Crescimento- sinais mais esclarecedores acerca de como pretende promover a universalização do saneamento.