sábado, junho 02, 2007

Venezuela: maioria dos protestos foi contra a RCTV

EFE

O governo venezuelano registrou a prisão de 182 pessoas em 97 manifestações todo o país desde domingo, último dia de transmissão regular do canal privado Radio Caracas Televisión (RCTV), sendo apenas 15 delas em apoio à emissora.

O ministro do Interior, Pedro Carreño, disse que às 22h10 de terça-feira (23h10 de Brasília) 75 adultos e 107 menores de idade estavam detidos por participar de atos de violência nas manifestações.

Em entrevista ao canal estatal Venezolana de Televisión, Carreño explicou que das 97 manifestações, 40 foram relacionadas ao caso RCTV e delas apenas 15 foram em apoio ao canal privado, que parou de transmitir após a recusa do governo em renovar a concessão da freqüência.

Carreño assinalou que algumas das 15 marchas de apoio resultaram em violência e que tiveram maior impacto nacional e internacional por seu caráter violento e porque a imprensa concedeu uma maior cobertura.

Citou como exemplo uma manifestação pacífica de estudantes pró-governamentais realizada terça-feira em Caracas "que foi cinco vezes maior que a maior da oposição e ignorada pela imprensa".

As declarações foram dadas após uma reunião do ministro com as autoridades civis e militares de Caracas, entre eles quatro prefeitos da oposição, para unificar critérios utilizados nos distúrbios. Carreño advertiu que as forças da ordem pública atuarão contra os protestos que derivem em violência ou vandalismo.

"Caso seja necessário utilizar gás lacrimogêneo para dissolver as manifestações pacíficas que geram atos de violência, vamos utilizar", avisou Carreño após a reunião.

Sobre os 107 menores detidos, o ministro disse que a grande maioria é formada por estudantes secundaristas, e pediu aos pais e professores para não incitarem os jovens a participar de vandalismo, porque se forem pegos serão postos à disposição da Justiça.

Carreño não deu maiores detalhes sobre os 75 adultos presos, mas o prefeito de Caracas, Juan Barreto, afirmou à imprensa que quase todos são estudantes de "universidades privadas". Barreto calculou que entre 2 mil e 3 mil universitários participaram dos protestos, dos 200 mil matriculados em faculdades da área metropolitana da capital.

Ele observou que, não por acaso, os distúrbios mais violentos foram registrados em setores de classe média ou municípios governados por prefeitos da oposição.

Autoridades como Carreño e o ex-vice-presidente Diosdado Cabello denunciaram que os radicais da oposição estão utilizando o caso RCTV para criar as condições de uma nova tentativa de golpe de Estado como o de abril de 2002.

A Radio Caracas Televisión deixou de transmitir os sinais de televisão em VHS na meia-noite de domingo, mas pôde manter os sinais em UHF, por cabo e via satélite. No canal, começou a ser transmitida a televisão de serviço público administrada pela Fundação Televisora Venezuelana Social (TVes).

O caso RCTV continua aberto juridicamente até que a Sala Político-Administrativa do Supremo Tribunal venezuelano se pronuncie sobre a decisão do governo de não renovar a concessão.



COMENTANDO A NOTÍCIA: MENTIRA. Estão tentando criar um clima de aceitação do tacape contra as liberdades que estão sendo solapadas por Chavez. Na verdade, o que está acontecendo é justamente o contrário: a revolta e a indignação da população venezuelana contra o fechamento da RCTV. Foi precisa se comprovar na pratica aquilo que se prenunciava em pequenas ações desferidas por Chavez contra a democracia venezuelana. Constatado que o paraíso prometido era um inferno, as pessoas começaram a perceber a armadilha em que haviam sido jogadas. E contra a sanidade mental deste psicopata metido a ditador que os protestos estão ocorrendo. Existe inúmeros problemas que a política chavista tem mascarado, mas que o povo até aqui suportou na doce esperança de dias melhores. Porém, com inflação e desemprego em alta, com desabastecimento total de gêneros de primeiro necessidade, ainda ficarem sem seu único lazer por uma ação estúpida de um cretino, pode ter sido um ato muito além de infeliz. Pode ser o prenúncio de que nem tudo é possível, nem sob mentiras bancadas com dinheiro público. Um dia você acorda do pesadelo e vai querer que lhe devolvam o que à força lhe tomaram. Só os estupidossaurus esquerdistas são capazes de imaginar que a idiotia que vendem não tenha prazo de validade.