Comentando a Notícia
Parece que os familiares que tiveram entes queridos vitimados em acidentes aéreos no país, não estão livres da dor. A justa e devida indenização parece ser um caso de padecimentos e humilhações, e o que é pior: sob a cumplicidade do Poder Judiciário. Tanto a Gol quanto a TAM são rés em ações de reparação. Ambas parecem apostar na lentidão da nossa justiça para prolongarem a dor dos familiares que buscam ser indenizadas pelas vidas amigas e amadas que perderam em tragédias aéreas. E isto não é desculpável de modo algum. As companhias têm suas perdas cobertas por seguros elevadíssimos, não precisariam recorrer ao expediente imoral de se negarem em pagar as indenizações devidas, até porque elas estão cobertas nas compras dos bilhetes pelos passageiros. A seguir leiam no noticiário que a TAM ainda se nega em pagar indenização de acidente ocorrido em 1990, portanto, 17 anos que vem protelando e a Justiça vem abençoando esta calamidade. Vergonhoso, simplesmente, vergonhoso, tanto para as companhias quanto de parte do nosso Judiciário.
Indenização da Gol ainda pendente
Leandro Mazzini
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, anunciou que pretende pagar o quanto antes as indenizações às famílias das vítimas do vôo JJ 3054. Até agora, já são mais de 190 mortos. Na prática, porém, a história é outra. Poucas famílias de vítimas do acidente que derrubou o Boeing da Gol em setembro, quando morreram 154 passageiros, ganharam indenização. Só houve acordo com 23 famílias, segundo o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. O valor não foi divulgado.
Cerca de 120 famílias ainda buscam reparação na Justiça americana. O inquérito da Polícia Federal, que deu norte aos processos de indenização, conclui que o jato Legacy foi o causador do acidente. A maioria das famílias processa a American ExcelAire, dona da aeronave que colidiu com o avião da Gol, na Justiça Federal de Nova York.
Quatro escritórios de advocacia atuam no caso, representando os parentes das vítimas. O maior grupo - 55 famílias - está sob os cuidados do advogado Leonardo Amarante.
- Não há um padrão para a indenização. Varia para cada vítima, de acordo com o perfil profissional - explica Amarante. - Mas temos uma média em torno de US$ 1,5 milhão por família.
Direito de esperar
Cláudio Humberto
A família de Gisele Seixas Pinto, 29, e o filho dela, Guilherme, 4, espera indenização da TAM: um Fokker caiu sobre a casa deles em Bauru (SP), em 1990. Foi erro do piloto. A ação está no Superior Tribunal de Justiça.
Parece que os familiares que tiveram entes queridos vitimados em acidentes aéreos no país, não estão livres da dor. A justa e devida indenização parece ser um caso de padecimentos e humilhações, e o que é pior: sob a cumplicidade do Poder Judiciário. Tanto a Gol quanto a TAM são rés em ações de reparação. Ambas parecem apostar na lentidão da nossa justiça para prolongarem a dor dos familiares que buscam ser indenizadas pelas vidas amigas e amadas que perderam em tragédias aéreas. E isto não é desculpável de modo algum. As companhias têm suas perdas cobertas por seguros elevadíssimos, não precisariam recorrer ao expediente imoral de se negarem em pagar as indenizações devidas, até porque elas estão cobertas nas compras dos bilhetes pelos passageiros. A seguir leiam no noticiário que a TAM ainda se nega em pagar indenização de acidente ocorrido em 1990, portanto, 17 anos que vem protelando e a Justiça vem abençoando esta calamidade. Vergonhoso, simplesmente, vergonhoso, tanto para as companhias quanto de parte do nosso Judiciário.
Indenização da Gol ainda pendente
Leandro Mazzini
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, anunciou que pretende pagar o quanto antes as indenizações às famílias das vítimas do vôo JJ 3054. Até agora, já são mais de 190 mortos. Na prática, porém, a história é outra. Poucas famílias de vítimas do acidente que derrubou o Boeing da Gol em setembro, quando morreram 154 passageiros, ganharam indenização. Só houve acordo com 23 famílias, segundo o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. O valor não foi divulgado.
Cerca de 120 famílias ainda buscam reparação na Justiça americana. O inquérito da Polícia Federal, que deu norte aos processos de indenização, conclui que o jato Legacy foi o causador do acidente. A maioria das famílias processa a American ExcelAire, dona da aeronave que colidiu com o avião da Gol, na Justiça Federal de Nova York.
Quatro escritórios de advocacia atuam no caso, representando os parentes das vítimas. O maior grupo - 55 famílias - está sob os cuidados do advogado Leonardo Amarante.
- Não há um padrão para a indenização. Varia para cada vítima, de acordo com o perfil profissional - explica Amarante. - Mas temos uma média em torno de US$ 1,5 milhão por família.
Direito de esperar
Cláudio Humberto
A família de Gisele Seixas Pinto, 29, e o filho dela, Guilherme, 4, espera indenização da TAM: um Fokker caiu sobre a casa deles em Bauru (SP), em 1990. Foi erro do piloto. A ação está no Superior Tribunal de Justiça.