O aeroporto de Congonhas não segue os padrões internacionais em termos de áreas de segurança. O alerta é da Associação Internacional de Pilotos que, ontem, emitiu um comunicado de Londres apontando para a necessidade de que todos os aeroportos do mundo contem com áreas suficientes ao final da pista de pouso para evitar acidentes.
Pelos padrões recomendados, a área de escape teria de ter no mínimo 240 metros a mais ao final da pista. Nos dois lados da pista, uma área o dobro de sua largura deve ser criada. No total, portanto, a recomendação é de que pelo menos 300 metros sejam reservados para áreas de escape.
"Estamos falando isso há 20 anos", afirmam o pilotos. "Se a vizinhança de Congonhas for analisada, essa área de escape é ainda mais importante", alertam. Em locais onde a topografia não permite tal área, como em Congonhas, a solução seria instalar "colchões mecânicos" que acabam servindo como contenção. Esses sistemas de engenharia já existem em outros aeroportos e podem compensar a falta de espaço. O sistema consiste em uma área de cimento modificado que, com o peso do avião, cede e acaba freando a aeronave.
Segundo os pilotos, acidentes por "falta de pista" são os mais comuns na aviação. A entidade registra em média quatro por mês no mundo. "esse é um problema mundial e milhares de pistas não contam com a área necessária de escape.
Nos EUA, pistas têm 300 m para escape
No dia 8 de dezembro de 2005, um Boeing 737 da Southwest Airlines perdeu o controle ao pousar no aeroporto de Midway, em Chicago. Nevava muito, o avião atravessou a pista e acabou matando um menino de 6 anos que estava dentro de um carro, na avenida próxima ao aeroporto. Tal como Congonhas, o aeroporto de Midway fica bem no meio de uma área residencial. E o acidente desencadeou uma campanha para melhorar a segurança do aeroporto.
Reagan em Washington DC, Midway em Chicago, Logan em Boston, La Guardia em Nova York e Burbank na Califórnia - todos esses aeroportos são semelhantes a Congonhas, por serem antigos, com pistas mais curtas, "centrais" e localizados em áreas populosas. A partir de maio de 2003, o Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA passou a recomendar que os aeroportos adotem uma área de escape de 300 metros no fim de cada pista, ou sistemas de concreto poroso (as EMAS), quando não há espaço para área de escape.
A recomendação surgiu por causa de um acidente com outro Boeing 737 da Southwest Airlines, quando o avião saiu da pista no aeroporto de Burbank, na Califórnia, e quase atingiu um posto de gasolina. Em Midway, Burbank, La Guardia e outros 16 aeroportos americanos foram construídos EMAS. Esse sistema de contenção com concreto poroso, chamado de "engineered materials arrester system" (EMAS) é uma área no final da pista construída com concreto leve e poroso, que se rompe sob o peso das aeronaves, brecando os aviões.
O sistema cumpre a mesma função de uma área de escape em estrada forrada de pedregulhos. Mas os aeroportos têm até 2015 para cumprir as exigências de segurança. Em Londres, o aeroporto de Heathrow, um dos mais movimentados do mundo, fica a 25 quilômetros da área central de Londres e têm pistas mais longas.
Pelos padrões recomendados, a área de escape teria de ter no mínimo 240 metros a mais ao final da pista. Nos dois lados da pista, uma área o dobro de sua largura deve ser criada. No total, portanto, a recomendação é de que pelo menos 300 metros sejam reservados para áreas de escape.
"Estamos falando isso há 20 anos", afirmam o pilotos. "Se a vizinhança de Congonhas for analisada, essa área de escape é ainda mais importante", alertam. Em locais onde a topografia não permite tal área, como em Congonhas, a solução seria instalar "colchões mecânicos" que acabam servindo como contenção. Esses sistemas de engenharia já existem em outros aeroportos e podem compensar a falta de espaço. O sistema consiste em uma área de cimento modificado que, com o peso do avião, cede e acaba freando a aeronave.
Segundo os pilotos, acidentes por "falta de pista" são os mais comuns na aviação. A entidade registra em média quatro por mês no mundo. "esse é um problema mundial e milhares de pistas não contam com a área necessária de escape.
Nos EUA, pistas têm 300 m para escape
No dia 8 de dezembro de 2005, um Boeing 737 da Southwest Airlines perdeu o controle ao pousar no aeroporto de Midway, em Chicago. Nevava muito, o avião atravessou a pista e acabou matando um menino de 6 anos que estava dentro de um carro, na avenida próxima ao aeroporto. Tal como Congonhas, o aeroporto de Midway fica bem no meio de uma área residencial. E o acidente desencadeou uma campanha para melhorar a segurança do aeroporto.
Reagan em Washington DC, Midway em Chicago, Logan em Boston, La Guardia em Nova York e Burbank na Califórnia - todos esses aeroportos são semelhantes a Congonhas, por serem antigos, com pistas mais curtas, "centrais" e localizados em áreas populosas. A partir de maio de 2003, o Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA passou a recomendar que os aeroportos adotem uma área de escape de 300 metros no fim de cada pista, ou sistemas de concreto poroso (as EMAS), quando não há espaço para área de escape.
A recomendação surgiu por causa de um acidente com outro Boeing 737 da Southwest Airlines, quando o avião saiu da pista no aeroporto de Burbank, na Califórnia, e quase atingiu um posto de gasolina. Em Midway, Burbank, La Guardia e outros 16 aeroportos americanos foram construídos EMAS. Esse sistema de contenção com concreto poroso, chamado de "engineered materials arrester system" (EMAS) é uma área no final da pista construída com concreto leve e poroso, que se rompe sob o peso das aeronaves, brecando os aviões.
O sistema cumpre a mesma função de uma área de escape em estrada forrada de pedregulhos. Mas os aeroportos têm até 2015 para cumprir as exigências de segurança. Em Londres, o aeroporto de Heathrow, um dos mais movimentados do mundo, fica a 25 quilômetros da área central de Londres e têm pistas mais longas.